Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Banda da Armada
Banda de Música da Força Aérea Portuguesa
Banda de Música dos Empregados da Carris
Banda do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB)
Banda Filarmónica de Marvila
Banda Musical e Artística da Charneca
Banda Sinfónica do Exército
Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (SFUCO)
Banda da Armada
Ao longo dos mais de quinhentos anos de existência de formações musicais na Armada, estas sofreram inúmeras alterações, desde a designação ao número de elementos que as constituíram, tornando a enumeração praticamente impossível. As fontes históricas só são razoavelmente seguras, sobre esta matéria, a partir da primeira metade do século XVIII, e indicam que em agosto de 1740 existia na Armada Real uma banda intitulada “Charamela”.
Banda da Armada
Em 1903 a Banda dos Marinheiros da Armada gravou, no Quartel do corpo de Marinheiros, em Alcântara, aquele que é considerado o primeiro disco produzido em Portugal, um documento histórico e fonográfico raríssimo. A capa contém o selo real e a inscrição “Oferta do Maestro António Maria Chéu ao rei D. Carlos”.
A gravação, efetuada pela The Gramophone and Typewriter Ltd. de Londres, pretendia comemorar a visita de Eduardo VII de Inglaterra a Portugal, através da perenização de uma das mais notórias obras musicais relativas à identidade nacional, os Cantos Populares Portuguezes nº 2 de Rodriguez.
Fruto do esforço de renovação e dinamização levado a cabo nos últimos anos, os resultados refletem-se no grande valor e visibilidade nacional e internacional das suas atuações ao vivo e na constante gravação e edição de CDs. Ao longo dos tempos têm pertencido, e continuam a despontar na Banda da Armada, vários compositores de reconhecido mérito e alguns dos melhores instrumentistas portugueses muitos dos quais com formação superior e com uma média etária de 33 anos.
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.
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Banda de Música da Força Aérea Portuguesa
A Banda de Música da Força Aérea foi criada pelo Dec-Lei Nº 41 492 de 31-12-57, ficando dependente da então Secretaria de Estado da Aeronáutica. Posteriormente, e através de diversos diplomas, foi a Banda colocada na dependência direta do Estado-Maior da Força Aérea. Mais tarde, tendo sido alargado o seu quadro orgânico, foi considerada como um órgão titular de Coronel Aeronáutico, distintivo privativo da Força Aérea que com ele caracteriza todas as suas Unidades. No seu Brasão de Armas ostenta como divisa: Servindo com Engenho e Arte”.
Ao longo da sua existência, vários concertos comprovam o nível eminentemente solístico, artístico e técnico dos instrumentistas e a dignidade da direção dos seus Maestros. Foi seu primeiro chefe o Capitão Joaquim Cordeiro, sucedendo-lhe no cargo o Major Silvério Campos, o Major Aurélio Pinho, o Major Mário Marques, o Capitão Agostinho Caineta, o Tenente-Coronel João Silva e o Tenente-Coronel Élio Murcho que, cumulativamente, foram Superintendentes da Banda de Música e das Fanfarras. Foi ainda Chefe da Banda, até 2012, o Capitão José Serra.
Atualmente o Maestro titular é o Major António Rosado assistido pelos Maestros Capitão Rui Silva e Alferes Artur Rouquina.
Constituída na sua maioria por executantes de primeiro plano, a Banda corresponde às inúmeras solicitações que lhe são dirigidas para atuações de diversa índole. Para além das missões de natureza marcadamente militar (guardas de honra, paradas e outras), muitos êxitos tem obtido, interpretando obras de autores mundialmente consagrados, em concertos do mais alto nível, no Continente, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e ainda no Estrangeiro em representação nacional, na Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Inglaterra, Luxemburgo e Países Baixos.
Banda de Música da Força Aérea Portuguesa
Nas suas deslocações pelo País e estrangeiro, tem a Banda contribuído como elemento cultural para o enriquecimento de todo o meio musical português, prestigiando a Força Aérea, as Forças Armadas e Portugal.
Pela forma exemplar e altamente profissional como os seus elementos têm cumprido as missões atribuídas, desde que foi criada, foi a Banda condecorada, em 1997, com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
Banda de Música dos Empregados da Carris
A Banda de Música dos Empregados da Carris, ou simplesmente Banda da Carris, é uma Associação de Cultural de Direito Privado, sem fins lucrativos, dotada de autonomia jurídica e financeira, fundada em 1929. É uma das estruturas mais antigas integradas no universo Carris, que através da música esteve sempre associada à sua história e atividade. Por ela já passaram inúmeros rostos, músicos, talentos, reportórios, instrumentos, atuações, que “tocaram a alma Carris”, seja em presenças institucionais ao mais alto nível, seja através de atuações beneméritas e outras, no âmbito da responsabilidade social, junto das mais diversas entidades.
Banda de Música dos Empregados da Carris
Ao longo dos anos a Banda da Carris assumiu um papel importante no seio da empresa. Não só como um cartão de visita institucional, mas também um papel instrumental na concretização dos propósitos da política de responsabilidade social da empresa e, ainda, na promoção da integração e da motivação dos colaboradores.
Rua 1º de maio 101-103
1300-472 Lisboa
Banda do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB) (1925)
A Banda do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB), banda de representação institucional como hoje a conhecemos, viu a sua existência efetivada em 1925, inicialmente criada a partir da banda da Sociedade dos Calceteiros Municipais e integrando depois na sua formação, de modo gradual, executantes bombeiros.
Não obstante, a vocação musical com a sua expressão material na forma organizada de uma associação musical entre elementos do corpo de Bombeiros é seguramente mais antiga, recuando aos anos oitenta do século XIX, mesmo que não correspondendo ainda à banda da Corporação nem obedecendo, nessa consonância, às suas premissas disciplinares.
Os primeiros anos sobre a sua constituição formal foram algo atribulados, tendo mesmo sido extinta e de novo reerguida no decurso de apenas um decénio. Desde finais dos anos 30 do século XX, reforçado o seu efetivo e a qualidade das execuções, obteve reconhecimento consensual sobre a sua validade e necessidade institucional, particularmente para garantir o suporte musical nas ocasiões de estilo (em especial as diversas cerimónias protocolares, da Unidade ou da própria instituição de tutela – a Câmara Municipal de Lisboa –, as guardas de honra e as formaturas).
Mesmo que integrando músicos com uma disponibilidade de participação limitada pelo serviço de socorro, institucionalmente foram sendo encontradas soluções para a entrega dos seus elementos a este projeto musical, ao ponto de se conseguir diversificar as modalidades de atuação e ainda consolidar e ampliar o repertório em carteira.
Dirigiram a Banda os maestros: Joaquim Clemente, Capitão Joaquim Cordeiro e Sarg mor Luís Santos. Dirige a Banda desde 2015 o Maestro Fernando Ramos (Sub Chefe de 2ª Classe).
Banda do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB)
Banda Filarmónica de Marvila
A Banda Filarmónica da ACULMA nasceu da vontade de um grupo de moradores dos bairros da Prodac e da Quinta Marquês de Abrantes, da freguesia de Marvila, em Lisboa, com a colaboração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Em 1988 alguns alunos começaram a dar os primeiros passos na iniciação ao instrumento.
Paralelamente à Banda começou a funcionar uma Escola de Música, onde são lecionados os instrumentos e a formação musical.
Hoje muitos dos elementos que constituem esta Banda são alunos formados nesta escola. Apesar das lacunas ainda existentes a nível instrumental, a Banda Filarmónica da ACULMA tem vindo a desenvolver um trabalho excelente, em face do que tem sido convidada a colaborar com vários organismos da Grande Lisboa, nomeadamente Patriarcado de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, juntas de Freguesia de Marvila, do Beato, INATEL, Presidência Aberta da Área Metropolitana de Lisboa, Comissão Promotora do 25 de Abril, Federação das Coletividades de Cultura e Recreio, paróquias de Marvila, Santa Beatriz, São Maximiliano Kolbe, Santos-o-Velho, Alcântara, Carnide, Odivelas, para além das deslocações no país. É dirigida desde o início pelo maestro-regente João Juvandes.
Banda Musical e Artística da Charneca (f. 1981)
A Banda Musical e Artística da Charneca deu os primeiros passos da sua formação em meados 1981 através de um grupo de músicos, com o apoio da Junta de Freguesia da Charneca/Lisboa, que tinha no executivo dois músicos, José Rodrigues Varandas e Emídio da Conceição Pinheiro. Estes elementos foram os responsáveis pela criação de uma Banda Filarmónica na Charneca comprometendo-se a tocar nas Festas de São Bartolomeu em agosto de 1981. A sua fundação oficial (em Diário da República) só veio a ter lugar em 1983.
A Banda Musical e Artística da Charneca é composta por cerca de 45 elementos, formados praticamente na totalidade na sua escola de música que desempenha um papel ativo na formação musical dos jovens e na ocupação dos seus tempos livres, mantendo uma atividade ininterrupta desde a sua criação em 1981.
Realizou 25 festivais de bandas amadoras com a presença de dezenas de bandas filarmónicas, oriundas de diversos pontos do País, o qual foi denominado por “Festival de Bandas Vitalino Alves Luís” desde 2016.
Banda Musical e Artística da Charneca (f. 1981)
A Banda é dirigida pelo maestro Joaquim Serra Saraiva (desde 1982).
Banda Sinfónica do Exército
Herdeira das mais antigas tradições musicais do Exército Português, nomeadamente através das históricas Banda de Infantaria 1 e Banda de Caçadores 5, foi instituída em 1988.
Da fusão em 1977 da Banda de Caçadores 5 com a Banda do Regimento de Infantaria de Queluz, resultou a Banda da Região Militar de Lisboa, que tomou parte desde 1978 em Festivais de bandas militares, tendo-se deslocado ao Luxemburgo para participar nas comemorações do 135.º aniversário da Banda de Música daquele Ducado.
Banda representativa do Exército, compreende instrumentistas de sopro, cordas e percussão com um quantitativo 90 elementos, sendo seu atual Chefe o Major CBMus José Manuel Lemos Botelho.
Agregada ao Regimento de Artilharia Antiaérea nº1 (Queluz) para efeitos de apoio administrativo-logístico e de instrução, toda a sua atividade está na dependência do Chefe do Estado-maior do Exército-Comando de Pessoal, através da Direcção de Serviços de Pessoal-Chefia de Bandas e Fanfarras do Exército.
Banda Sinfónica do Exército
A renovação do seu efetivo é feita periodicamente através de concursos públicos, sendo as escolas de música civis, o seu principal viveiro.
Funciona como Escola Prática de Música do Exército, ministrando cursos e estágios que visam essencialmente a formação e aperfeiçoamento dos militares músicos e clarins do Exército. Foi ainda responsável por um projeto de cooperação com os países de língua oficial portuguesa (PALOP), ministrando cursos especiais de música.
A sua imagem reflete-se grandemente no seio da população civil, graças à ação dos seus músicos que, de forma superior espelham a sua formação em instituições como a Escola Superior de Música de Lisboa, a Academia Nacional Superior de Orquestra, o Conservatório Nacional, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e em outras escolas de música e grupos musicais de formação e estilos vários, que integram e/ou dirigem.
Depois de uma participação intensa nas cerimónias militares ou de protocolo de Estado, a Banda Sinfónica do Exército atua em desfiles militares – integrando ou não outros Ramos das Forças Armadas. Representa o Exército em festivais militares – no país e no estrangeiro, exibindo-se isolada ou em conjunto com outras bandas congéneres.
Em 1999 teve a honra de ser a banda militar escolhida para integrar a Cerimónia de transferência de poderes de Macau para a China. Inserindo as suas atuações no âmbito das atividades culturais e recreativas ou de divulgação do Exército, colabora com as autoridades e organismos civis na realização de concertos musicais.
Desde a sua criação, o seu prestígio e identidade surgiram cada vez mais reforçados pelo extraordinário e progressivo aumento de pedidos de atuações.
Em 2005, foi atribuída à Banda Sinfónica do Exército pelo Presidente da República, a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (SFUCO) (f. 1886)
Fundada em 1886, a Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (S.F.U.C.O.) é uma coletividade de natureza cultural e filarmónica da freguesia de Olivais (Lisboa). É a coletividade mais antiga da Freguesia de Olivais – Lisboa e a sua atividade exerce-se quase exclusivamente no campo da cultura musical, através da sua centenária Banda e Escola de Música de onde saem, na esmagadora maioria, os executantes que a compõem.
Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (SFUCO) (f. 1886)
A banda tem-se apresentado nos mais variados pontos do país de norte a sul do continente e Espanha, com atuações quer em concertos exclusivos, quer nos mais variados espetáculos, bem como em encontros de bandas. É dirigida, desde 2012, pelo Maestro Luís Filipe Henriques Ferreira.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/lisboa-banda-sinfonica-do-exercito.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 18:03:292024-10-27 20:04:31Lisboa e as suas filarmónicas
A Banda Filarmónica Amizade de Arcozelo da Serra situa-se no concelho de Gouveia, distrito da Guarda. Tem-se mantido sem qualquer interrupção na sua atividade. Constituída por 25 elementos, tem realizado muitas festas religiosas e romarias em todo o distrito da Guarda e apresenta um serviço diversificado na realização de festas, entre eles, arruadas, missas, procissões e concertos.
Banda Filarmónica Amizade de Arcozelo da Serra
Em 1880, 18 arcozelenses lançaram-se num grandioso empreendimento, investindo nele quatro libras que, naquele tempo, representava uma fortuna para quem de poucos meios dispunha. Responsabilizavam-se também pelo pagamento de 12 mil réis mensais ao primeiro mestre contratado, António Caetano de Assunção, com a obrigação de “reger e ensinar os filarmónicos” e ainda 240 réis por semana para despesas ordinárias, o que representava um dia ganho de trabalho. Foi deste grande esforço coletivo por parte destes arcozelenses que surgiu a Filarmónica Amizade de Arcozelo da Serra.
A Banda Sociedade Musical Gouveense “Pedro Amaral Botto Machado” é composta por cerca de 50 elementos e a sua escola de música frequentada por cerca de 40 alunos. Tem atuado em Espanha e em vários pontos do País. Com inúmeros concertos efetuados, tem ainda participado em cerimónias oficiais, festas religiosas, bem como em festivais de bandas de música civis. Foi a única banda do Distrito da Guarda escolhida pela Delegação Regional de Cultura para as duas edições (2006 e 2007) da iniciativa “Bandas em Concerto”, que procurou reunir as melhores bandas da Região Centro. Como coordenador musical, a Sociedade Musical Gouveense conta atualmente com Hélder Abreu.
A Banda nasceu da implantação da República em Portugal. No dia 5 de outubro de 1911 festejava-se o primeiro aniversário da implantação da Republica em Portugal. Para festejar o acontecimento, alguns filarmónicos de uma banda já existente na altura (Sociedade Euterpe) manifestaram vontade de vir para a rua executar o Hino Nacional. Tendo sido a sua pretensão recusada pelo regente, esses mesmos filarmónicos, dirigiram-se ao ensaio, arrombaram ao porta e tiraram alguns instrumentos, para assim poderem percorrer as ruas da Gouveia tocando “A Portuguesa”.
Entretanto, o republicano Pedro Amaral Botto Machado, grande benemérito de Gouveia, tendo conhecimento do que se tinha passado, dirigiu-se aos músicos, felicitou-os e sabendo que eles tinham pensado formar uma banda, convidou-os a continuar. Tendo obtido resposta afirmativa por parte de todos, de imediato mandou fazer um fardamento e adquiriu o instrumental completo para a banda. Contratou então o primeiro regente profissional que se chamava Carlos Pinto, que era um Maestro de reconhecido valor. Foi assim fundada a Sociedade Musical Gouveense, que coexistiu durante muitos anos, com a Sociedade Euterpe, sendo sempre notória a rivalidade entre as duas filarmónicas locais.
A Banda Filarmónica começou com apenas dezoito elementos, mas dado na altura Gouveia ser uma com zona bastante indústria de Lanifícios e não existindo locais para a ocupação dos tempos livres, não foi difícil conseguir arranjar mais meios humanos. A partir de então, passou a Banda Filarmónica a dar periodicamente concertos.
Fundada por um republicano, durante bastante tempo teve dificuldades em se impor, mesmo a nível autárquico, já que, quando foi adquirido primeiro fardamento, a autarquia não autorizou a colocação do brasão de Gouveia no braço esquerdo do casaco.
Com municípios e entidades diversas, a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/gouveia-sociedade-musical-gouveense.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 18:03:032024-11-13 23:02:51Gouveia e as suas filarmónicas
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Filarmónica Idanhense
A Filarmónica Idanhense foi fundada em 1888, por Christiano Pereira Barata, abastado comerciante da Vila de Idanha-a-Nova, e adotou como dia festivo o 8 de dezembro, data em que tradicionalmente comemora o seu aniversário. Uma das primeiras atuações da Filarmónica Idanhense teve lugar a 5 de setembro de 1891, aquando da inauguração da linha férrea da Beira Baixa, evento a que presidiram Suas Altezas Reais D. Carlos e D. Amélia, tendo dispensado à Filarmónica Idanhense palavras de muito apreço e gratidão.
Ao longo dos anos muitas foram as metamorfoses e vicissitudes por que passou a Filarmónica Idanhense, tendo mesmo estado agregada à já extinta Assembleia, coletividade dos “senhores” de Idanha. Conseguiu dela emancipar-se em 1916, já com a designação atual. Teve momentos áureos, outros de desalento e outros ainda de inatividade. Para isso contribuíram fatores sócio-económicos e políticos muito peculiares do século XX, na primeira metade devido a duas Guerras Mundiais e, na segunda metade, devido à Guerra Colonial e à emigração que muito se fez sentir na altura.
Grande parte da cronologia histórica da Filarmónica Idanhense desapareceu na memória dos tempos e outra está dispersa por particulares. Muitas foram as pessoas ilustres que passaram pela Filarmónica Idanhense, merecendo especial destaque, na década de vinte, os Mestres José Queirós (Mineiro) e D. Segundo Salvador, Álvaro Hermenegildo Pereira, Luciano José Inácio e Jaime Moreira entre os anos de 1930 a 1945, não esquecendo o Professor José Monteiro, que iniciou os estudos musicais na Filarmónica Idanhense, sendo desde 1997 professor de vários cursos de música sob a égide do INATEL.
Nos primeiros anos da década de cinquenta, a Filarmónica Idanhense esteve inativa, até que em 1958 tomou novo fôlego, para o que muito contribuiu a compra de instrumental novo, gentilmente ofertado pela Casa Marquês da Graciosa, tendo tido como Mestres, até 1970, Eduardo Reis de Carvalho (Filho), Manuel Jóia e José Filipe.
A Guerra Colonial fez novamente estremecer o bom funcionamento da Filarmónica Idanhense até que, em 1974, novo impulso trá-la até à presente data, para o que contribuíram os Mestres Jaime Antunes Reis, o idanhense Joaquim dos Santos, Joaquim Cabral, Jorge Correia e, desde 1996, o também coordenador da Escola de Música, Professor Carlos Monteiro.
Vivendo essencialmente para abrilhantar festas e romarias da sua zona de influência, cujo concelho (o de Idanha a Nova) é dos maiores do País em extensão e onde a Filarmónica Idanhense é a única coletividade do género existente, mantém boas e cordiais relações com outras Bandas de todo o território nacional, participando em vários convívios quer em Idanha-a-Nova, por sua iniciativa, quer noutras zonas de Portugal. Deslocou-se algumas vezes a Espanha e a França, a pedido duma comunidade onde a presença de idanhenses é muito forte.
Uma vivência tão forte e intensa só é possível com uma Escola de Música em pleno funcionamento, contando no presente com mais de meia centena de alunos, de quase todas as freguesias do concelho e todos em idade escolar, que a Filarmónica Idanhense faz deslocar à sua Sede, aos Sábados, transportados em viaturas próprias da Filarmónica. O corpo de executantes da Filarmónica Idanhense é hoje de 37 elementos, com idades entre os 10 e os 74 anos, sendo que 80% tem idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, frequentando dezasseis deles o Conservatório Regional de Castelo Branco ao abrigo dum acordo entre aquela entidade, a Câmara Municipal de Idanha a Nova e a Filarmónica Idanhense.
Filarmónica Idanhense
Com sede no Largo dos Açougues, em Idanha-a-Nova, em edifício cedido gratuitamente pela Câmara Municipal, entidade que no ano de 2002 ajudou na renovação de quase todo o instrumental e que consistiu na compra de 22 instrumentos novos, a Filarmónica Idanhense é associada Federação Portuguesa de Bandas Civis e da Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio. Está inscrita no Centro de Cultura e Desporto do INATEL.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/idanha-a-nova-filarmonica-idanhense-simbolo.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 18:02:382024-12-13 21:10:31Idanha a Nova e as suas filarmónicas
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio
A Sociedade Filarmónica Lacobrigense foi fundada em 1 de maio de 1931. Ao longo da história, homens de boa vontade, dedicados ao associativismo e à arte dos sons, lutaram para que a Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio e a sua Banda pudessem ultrapassar as muitas dificuldades colocando ao dispor da população o ensino da música.
Honra-se a Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio de ter sido berço de nomes e figuras que, quer no meio civil quer no meio militar, muito contribuíram e contribuem para a expansão musical do nosso país. Manter em atividade uma Escola de Música onde cerca de trinta jovens recebem a sua formação musical tem sido o objetivo das várias direções. É a Escola de Música que alimenta a Banda da Sociedade permitindo-lhe atuar em procissões, arruadas, concertos, festivais, comemorações e outros eventos, no Concelho e pelo País, numa média de 25 atuações por ano.
Em 1994 deslocou-se a Palos de La Frontera, em Espanha, cidade geminada com Lagos e em Julho de 2004 à Ilha Terceira-Açores, a fim de participar nas festas da Praia (Praia da Vitória). A banda é composta por cerca de 36 músicos com idades entre os 8 e os 80 anos, 80% dos quais são jovens. A Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio foi reconhecida como Coletividade de Utilidade Pública em 1988, agraciada com a Medalha de Mérito Municipal “Grau Prata” em 1991 pela Câmara Municipal de Lagos e com a medalha de Mérito Associativo em Maio de 2006 pela Confederação das Coletividades de Cultura Recreio e Desporto, da qual é associada.
Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio
Como atividades mais importantes, há a destacar o Festival de Bandas Civis que promove este ano, sem interrupção, a sua XXVI edição – terceira como “Maio da Música”, o “Cantar de Reis” que remonta, tal como o Festival de Bandas, ao início da década de 1980 e um concurso literário, denominado “Jogos Florais”, iniciado em 1999, onde se presta homenagem a todos os que, ao longo da sua existência, contribuíram para o engrandecimento da Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio e da sua Banda.
Com a entrada, nos finais de 2006, de um novo regente, implementou-se um método de ensino diferente e que levou em 2007, devido á falta de percussionistas na Banda, à criação de um “Grupo de Percussão” que em 2008 atuou em vários eventos dos quais destacamos, Escola Secundária Júlio Dantas, Ovibeja e, em parceria com o TEL (Teatro Experimental de Lagos), IPJ de Faro, Feira Quinhentista em Lagos, Centro de Férias do INATEL em Albufeira, Festival de Teatro de Rua de Esmoriz, Centro Cultural de Lagos.
2008 foi importante, não só pela estabilidade e pelo trabalho desenvolvido pelo “Grupo de Percussão” mas pelas excelentes prestações da Banda salientando a deslocação a Mões – Castro Daire (X Encontro de Bandas) e a Tavira (XXIV Festival de Bandas Cidade de Tavira).
A Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio é dirigida artisticamente, desde 2006, por Edgar da Conceição Santos que, por inerência, é também o responsável pela Escola de Música.
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Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Banda Sinfónica da Associação de Filarmónicas de Leiria
Filarmónica de Monte Redondo Senhora da Piedade
Filarmónica de S. Tiago de Marrazes
Sociedade Artística e Musical 20 de julho de Santa Margarida do Arrabal
Sociedade Artística e Musical da Bajouca
Sociedade Artística Musical Cortesense
Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP)
Sociedade Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus e Maria de Chãs
Sociedade Filarmónica São Cristóvão da Caranguejeira
Sociedade Filarmónica Maceirense
Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos do Soutocico
Banda Sinfónica de Leiria
Banda Sinfónica de Leiria é a banda que junta músicos das 11 filarmónicas do concelho de Leiria.
Filarmónica de Monte Redondo Senhora da Piedade (f. 1872)
Fundada em 1872, a Filarmónica de Monte Redondo é a mais antiga do concelho de Leiria. Nos anos anteriores aos da sua fundação, era hábito os rapazes reunirem-se por altura do Carnaval, tocando pelas ruas, realejos, harmónios, pífaros e outros instrumentos. Ao mesmo tempo visitavam as pessoas mais ilustres da terra.
Ao tocarem um dia em frente ao passal, o pároco da freguesia, Padre Pedrosa, sugeriu, ao ver tão harmonioso conjunto, a fundação de uma Filarmónica, ideia que os rapazes aceitaram. O sacerdote, certificado do ânimo e das qualidades artísticas dos rapazes, foi ter com a família Costa, ilustre e de largos recursos económicos, para lhe solicitar o financiamento da iniciativa, o que lhe foi logo concedido.
Filarmónica de Monte Redondo Senhora da Piedade (f. 1872)
No ano em que foi fundada, a Filarmónica fez uma visita a todos os fogos do lugar de Monte Redondo e ofereceu o seu primeiro concerto público, dando assim início à sua atividade musical.
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Filarmónica de S. Tiago de Marrazes (f. 1880)
Fundada em 1880, a Filarmónica de S. Tiago de Marrazes está sediada em Marrazes na freguesia da União de Freguesias de Marrazes e Barosa, concelho de Leiria. A sua atividade desenvolve-se nas múltiplas festividades religiosas locais e em intercâmbios com outras instituições congéneres. Esteve presente, na Romaria do Senhor dos Milagres e fez intercâmbios nos Açores e na Madeira.
Na sequência da receção pela filarmónica de um maestro argentino, no ano de 2016, surgiu por parte da instituição que o mesmo rege, o convite para realizar três concertos, nas comemorações do 25.º aniversário da Banda Filarmónica da cidade de Pozo del Molle, Córdoba, Argentina, onde esteve em 2018.
Filarmónica de S. Tiago de Marrazes (f. 1880)
A Instituição continua a cumprir o objetivo para o qual está direcionada que é o ensino da música, apostando na formação musical de jovens de todos os extratos sociais, com uma escola de música com cerca de 50 alunos e 14 professores e também a de levar a música a quem a solicite através da sua Banda composta por cerca de 42 executantes de uma diversidade de idades entre os 14 e os 72 anos.
Sociedade Artística Musical 20 de julho de Santa Margarida do Arrabal
A Sociedade Artística Musical 20 de julho de Santa Margarida do Arrabal foi fundada em 1899. Os seus primeiros Estatutos foram aprovados em 1899 pelo Governador Civil do Distrito de Leiria. Foram seus fundadores Luís Lopes Vieira, Presidente da Direção, Padre João Maria D’Assis Gomes, Secretário, que na época era coadjutor do Pároco José da Silva Rosário, o Tesoureiro.
Os executantes eram em número de 25 e há conhecimento de terem existido 18 maestros na Banda, alguns por diversas vezes, sendo o primeiro o Capitão António Fernandes Barbosa, que era regente da Sociedade Artística Musical de Leiria. O maestro atual é Pedro Ricardo Henriques Ferreira e exerce essa função desde 2003.
A Sociedade possui sede própria desde 1956, e em 2006 estava prevista a entrada do projeto da nova sede na Câmara Municipal.
Em 1961, esteve na origem da criação da Associação das Filarmónicas do Concelho de Leiria. Em 1987, foi-lhe atribuída o galardão do Município pela Câmara Municipal de Leiria. Em 1993, foi declarada Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Em 2000 esteve presente no Jubileu dos Músicos.
Ajudou a fundar a Federação das Bandas Filarmónicas do Distrito de Leiria, pertencendo à Comissão Instaladora até à eleição, em julho de 2003.
Desde a sua fundação, a atividade da Banda tem sido ininterrupta. Anualmente participa em dezenas de festas e outros eventos. Possui um Coro que, quando solicitado, participa nos serviços religiosos.
Organiza encontros de bandas e participa regularmente em intercâmbios com outras filarmónicas (Travassô, Junqueira, Castro Verde, Moura, Vila Viçosa, Pombal, Rossio ao Sul do Tejo, Ponte de Rol, Abrunheira e Maiorga).
Em 2001, participou num Intercâmbio com a banda de Santa Bárbara da ilha de São Miguel dos Açores, e realizou digressões ao estrangeiro, França e Espanha.
Além da sua atividade regular, organiza outros eventos, nomeadamente passeios e noite culturais.
O ano de 1999 é o grande marco histórico da Filarmónica com a Comemoração do seu Centenário, rico em eventos culturais e recreativos, destacando-se um Sarau Musical com o Maestro António Vitorino d’Almeida e o grupo Saxofínia, e a publicação do livro Filarmónica do Arrabal – Cem anos de vida, com recolhas efetuadas e que retratam a sua já longa história bem como a emissão de uma medalha comemorativa da efeméride.
O seu reportório é vasto e diversificado. Gravou uma cassete em 1994. Do seu espólio fazem também parte um CD gravado em 2001, ainda no âmbito da Comemoração do seu Centenário que inclui a peça Homenagem ao Centenário da Filarmónica do Arrabal, do seu anterior maestro, Paulo Figueiredo Cordeiro e em 2002 participou na gravação de outro CD intitulado As Melhores Bandas da Região Centro – quarta série .
É composta por 46 elementos. Tem em funcionamento e dá especial atenção à sua Escola de Música, na qual colaboram 10 professores de elevado grau académico e onde estão em fase de aprendizagem muitos alunos que gratuitamente, têm oportunidade de aprender Formação Musical, Música de Câmara e Instrumento. Para além dos instrumentos da banda, a Escola oferece também aulas de Órgão e Viola.
Sociedade Artística e Musical Cortesense
A Sociedade Artística e Musical Cortesense das Cortes, Leiria – Portugal, foi criada por escritura em 31 de Janeiro de 1881, com o nome de “Phylarmonica de Nossa Senhora da Gaiola das Cortes”.
Sociedade Artística e Musical Cortesense
Em 1879 já havia ensaios de solfejo três por semana e o mestre António João Quinta ganhava uma libra por mês. Do que se crê ter sido a primeira ata ressalta: foi necessário recorrer ao pároco Manuel P. Duarte para que as mães deixassem os filhos inscrever-se como músicos (alegando que era melhor frequentarem os ensaios do que as tabernas onde se joga e adquirem maus hábitos, ao passo que a música instrui), tendo-se inscrito 33 executantes.
O primeiro instrumental foi comprado no Porto, da marca Gautrot Paris, comprado com dinheiro emprestado pelo Visconde de S.Sebastião. A nova filarmónica saiu a tocar em público no domingo de Páscoa de 1880 a acompanhar a procissão da Ressurreição. Em 1930, tomou parte, pela primeira vez, num festival de filarmónicas, organizado pelos Bombeiros Municipais de Leiria, saindo dele vencedora e recebendo, como prémio, o seu primeiro estandarte.
Em 1940 passou a designar-se Sociedade Filarmónica Cortesense. Devido a alterações estatutárias, em 1950, passou a ser designada Sociedade Artística e Musical Cortesense. Em 1972 obteve o 3º Prémio no II Concurso – Concerto das Filarmónicas da Região Rota do Sol.
Após sofrer grande remodelação, em pessoal e instrumental, em 1976, passou a atuar como Orquestra Filarmónica de Cortes, composta por 30 executantes, acompanhada por um Grupo Coral misto de 70 elementos, dos quais 32 eram do sexo feminino. Em 1978 comemorou o seu centenário baseado na tradição popular que dizia que a filarmónica teria atuado pelo primeira vez no Domingo de Páscoa de 1878. Ainda neste ano foi 3ª classificada no Concurso de Filarmónicas do Concelho de Leiria e participou na Semana Nacional da Música a Convite da Câmara Municipal de Leiria. Organiza e participa, em 1980 e 1981, na Sé Catedral de Leiria, nos I e II Encontros de Coros de Música Sacra, com a participação dos melhores Grupos Corais de então.
Novamente remodelada, voltou a atuar como filarmónica e a ser designada, como atualmente, Sociedade Artística e Musical Cortesense, passando a integrar elementos do sexo feminino, desde 1981.
Com o prestígio adquirido a Filarmónica de Cortes, participa com regularidade em encontros de bandas por todo o país. Em 1989, Encontro de Bandas do Círculo Musical Bombarralense e no VI Festival de Bandas Civis de Lagos. Em 1990, 9º Encontro de Bandas Civis de Alcácer do Sal, por intercâmbio com a Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer. Em 1993, 13º Convívio de Bandas de Música de Tomar, organizado pela Sociedade Filarmónica Gualdim Pais. Em 1994, IV Festival de Bandas Civis do Concelho de Aljezur. Em 1995, XIII Festival de Bandas Civis de Silves. Em 1996, Encontro de Bandas em Arrabal – Leiria e Festival de Bandas na Caranguejeira – Leiria, organizados pelas Bandas locais.
Em 1998, atuou na Expo 98 no dia oficial da Ordem Soberana e Militar de Malta a convite da mesma; e recebe em intercâmbio a Banda da Ribeira Brava – Madeira, onde se desloca em seguida, sendo a primeira Filarmónica do Continente a participar no XV Encontro Regional de Bandas da Madeira, juntamente com 16 Bandas Filarmónicas daquele arquipélago. Ainda em 1998, Encontro de Bandas da Vila de Febres a convite do INATEL de Coimbra. Em 2000, deslocou-se a S. Miguel – Açores onde onde tocou nas Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Em 2001, III Encontro de Bandas Filarmónicas de Miranda do Corvo.
Em 2001 gravou o seu primeiro CD que apresentou ao público em 2002.
Sociedade Artística e Musical da Bajouca (2003)
Em 1996 foi fundada uma Escola de Música na A.B.A.D. (Associação Bajouquense para o Desenvolvimento) que contava com 3 professores que davam aulas de órgão, viola, saxofone e clarinete. Mas a falta de um professor levou a que durante algum tempo se interrompesse o ensino de instrumentos de sopro. Nos finais de 1998, já como departamento musical da A.B.A.D., surgiu a ideia da criação de uma orquestra ligeira, o que implicava uma aposta em novos instrumentos como: clarinete, saxofone, flauta transversal, trompete e bateria.
Em 1999 a Escola deu os primeiros passos no sentido de formar uma orquestra filarmónica e a partir de então o número de alunos não parou aumentar. Em 2002 foi apresentada oficialmente a Orquestra Filarmónica de Santo Aleixo, que contava com 18 elementos da Bajouca e com alguns “reforços” de bandas vizinhas.
Em 2003 foi fundada uma nova associação, com a denominação SAMB – Sociedade Artística e Musical da Bajouca, associação cujo objeto social é: a criação e desenvolvimento de uma Orquestra Filarmónica e a formação de músicos para a mesma; a promoção de outras atividades artísticas e a criação de um espaço onde as pessoas possam descobrir e desenvolver as suas aptidões; a animação cultural e a ocupação dos tempos livres dos jovens e da população em geral.
Sociedade Artística e Musical da Bajouca (2003)
De então para cá a SAMB tem vindo a desenvolver a formação de jovens músicos nas suas escolas, que contam já com mais de 85 alunos (considerando que os músicos da orquestra filarmónica se mantêm em formação contínua), sendo as diversas disciplinas lecionadas por 6 professores, e vem desenvolvendo atividades no sentido de fomentar o gosto pela cultura musical na Freguesia da Bajouca. A Banda é dirigida pelo Maestro César Ramos.
Sociedade Artística Musical dos Pousos
A Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP) é uma instituição de utilidade pública, fundada em 1873, tendo a música como a sua atividade principal. Entre os diversos departamentos, possui uma Escola de Artes, com ensino oficial numa parceria com o Ministério da Educação.
Sociedade Artística Musical dos Pousos
Alicerçada num projeto educativo que dá prioridade ao ensino artístico na primeira infância, a Escola de Artes SAMP tem vindo a desenvolver desde 2001, em paralelo com múltiplos programas de produção e ensino para bebés, vários projetos no âmbito da musicoterapia. São disso exemplo os programas Novas Primaveras, com idosos, Ópera na Prisão, com reclusos, 100 Limites ao Som, com doentes mentais crónicos do HSA e, Intervenção Precoce, com bebés portadores de deficiência.
Sociedade Artística Musical dos Pousos
Tem vários os projetos desenvolvidos no âmbito da parceria entre o CHL e a SAMP, sob o programa “Saúde com Arte – Música no Hospital”:
Consentir o Som, desde 2008, a decorrer na área de agudos do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental.
100 Limites ao Som, desde 2005, a decorrer na Unidade de Doentes Crónicos do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental, nos Andrinos.
Allegro Pediátrico, terapia musical para bebés, a decorrer na UCEP – Unidade de Cuidados Especiais Neonatais e Pediátricos, e no internamento do Serviço de Pediatria, no HSA.
Laboratório de Musicoterapia, a decorrer na Unidor – Unidade de Terapêutica da Dor Crónica do CHL.
Musicoterapia – Concertos na Consulta Externa, regularmente, e em colaboração com os profissionais da Consulta Externa, acontecem momentos musicais especiais.
Sociedade Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus e Maria de Chãs
Fundada em 1896 no lugar de Chãs, Freguesia de Regueira de Pontes, Concelho de Leiria, tem como fundadores António Fonseca e o seu filho Joaquim Vieira, entre outros.
Os primeiros estatutos datam de 1931 e são sócios da Associação 39 músicos que a compõem e assinam a 1ª ata. Ao longo dos anos merecem referência, entre outros, os maestros: Vital, Joaquim Vieira, Joaquim Pedro, Manuel Martins, J. Paio, António Cordeiro, Manuel Amado, Gomes, Jorge Lobo, João Manuel Pinto, Jaime Justo, João Pleno e Carlos Medinas.
De 1994 a 2000 com o Maestro Vítor Santos, a Banda atravessou um ciclo de grandes reformas que se refletiram na qualidade dos músicos e da banda. O atual reportório em arquivo e já apresentado, ascende a mais de 250 obras, está classificado em: aberturas, Ligeiro, Medley’s, Pasodobles, Solos, marchas, Hinos, Religioso, Canções, Boleros e Fantasia. O atual Maestro Rolando Ferreira iniciou em 2000 a sua atividade, que acumula com o de professor da escola de música.
1991 – Gravou (cassete) pela primeira vez, na cidade do Porto, com grande aceitação por parte do mercado, e elogios da imprensa e músicos.
1992 – Realização de intercâmbio com a Banda de Câmara de Lobos – Ilha da Madeira, com concertos efectuados em Santa Cruz, Câmara de Lobos e Funchal.
1993 – Vinda da banda de Camara de Lobos a Leiria, facto que se repetiu em 1996.
1994 – Com a direção pedagógica do Professor Sr. Vítor Santos, foi reestruturada a escola de música, mantendo-se o ensino gratuito.
1995 – 2 Concertos no Teatro José Lúcio da Silva em Leiria, com sala cheia.
1996 – Ano do Centenário com realizações Culturais entre Setembro e Dezembro, onde se incluem 3 concertos no Teatro José Lúcio da Silva em Leiria, e concertos em Chãs com todas as Bandas do Concelho.
– Edição de publicação comemorativa.
– Criação da Orquestra de Sopros.
2000 – A Escola de música passa a ter como diretor pedagógico o Maestro Rolando Ferreira. Conta também com os Professores Pinto da Costa e Juliana Gaspar, além de outros convidados.
2001 – Participação no “Mês da Música Cidade de Loulé” onde executou a 3.ª parte de um concerto iniciado pelo Grupo de Metais do Seixal, seguido pela Banda Del Aula Municipal de Bonares – Huelva.
2004 – Início da construção do Auditório/Sede da Associação.
– Realização do 1.º Colóquio em que foram convidados mais de 100 ex-músicos da Filarmónica e ex-presidentes.
– Intercâmbio com as Filarmónicas Açorianas: Fundação Brasileira dos Mosteiros na Ilha de S. Miguel e Sociedade Filarmónica de Vila Nova, na Ilha Terceira.
– Gravação do 1.º CD da Banda.
– Atribuição do estatuto de Instituição de Utilidade Pública.
2005 – Concerto no Mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha, Património Mundial, inserido nas Jornadas Europeias do Património, sob o tema “O Património e a Música”.
2006 – Deslocação a França. Participação em Cassis – Marselha (França), nos 30 anos do Grupo Folclórico de Santa Maria de Cassis.
Participação no 1.º Concurso Internacional de Bandas Filarmónicas de Vila Franca de Xira.
2009 – Recepção à Fanfare Municipale de Nyon – Suíça.
2010 – deslocação à Suíça com 3 concertos em Nyon e Gland.
Sociedade Filarmónica Maceirense
A Sociedade Filarmónica Maceirense foi fundada em 1875, e manteve a sua atividade ininterrupta até à atualidade, sendo a Instituição Cultural mais antiga da Freguesia de Maceira.
Existindo poucos registos da época, sabe-se por testemunhos que passaram de geração em geração que a Sociedade Filarmónica Maceirense nasceu da vontade do Cónego Pereira da Costa, aquando da sua primeira passagem como pároco de Maceira nos anos de 1875 e 1876, e de algumas das pessoas mais ilustres e influentes da freguesia de Maceira.
Os primeiros ensaios da banda tiveram lugar na “Quinta do Paraíso” junto à Igreja Matriz de Maceira. Passaram depois por várias casas particulares até que, em meados dos anos 20 do séc. XX, se alugou uma casa na Calçada de São João, junto à Capela do Arnal, pertença da Igreja de Maceira. A renda desta casa era paga com a atuação da Banda na Procissão do Senhor dos Passos, até que em 1957 foi inaugurada a atual sede na Rua Cónego Pereira da Costa – Arnal. A construção desta nova sede foi fruto do esforço de muitos maceirenses e restaurada em 2006.
O primeiro maestro era Oficial do Exército em Leiria e, segundo relatos, sempre que havia ensaios ia de Leiria para a Maceira “a cavalo numa burra”. O primeiro contramestre foi Manuel da Silva e Sousa, natural do Arnal. Desde o ano de 1910 sucederam-se vários regentes. José Bernardo Ramos assumiu a regência da Banda entre 1971 e 1996 sendo também o responsável pela parte litúrgica, função que desempenhou até 2010. Durante o ano de 1989 a regência da Banda esteve a cargo de António Pedro dos Santos. Entre 1996 e 2000 a batuta esteve entregue a Adelino Mota e de 2000 até 2012 foi maestro Luís Filipe Henriques Ferreira. Atualmente é maestro da banda Élio José Fortunato Fróis e responsável pela parte litúrgica Pedro Frade.
Além disso, esta direção tem como objetivo ultrapassar o impasse existente, de modo a se poder continuar a construção da Nova Sede erguida junto à Igreja Matriz, e conclui-la o mais rápido possível, visto a atual sede neste momento ser pequena para a Banda Filarmónica e para a quantidade de alunos que frequentam as aulas de música.
Ao longo dos 146 anos de existência, recheados de consagrados êxitos artísticos, a Sociedade Filarmónica Maceirense tem realizado numerosas atuações em festas religiosas, desfiles cívicos, concertos públicos, concursos, entre outros, tendo atuado nos mais diversos lugares de Portugal. Organiza ainda Cursos de Direção de Banda e anualmente o Festival de Bandas de Maceira.
Foi-lhe atribuída, pela Câmara Municipal de Leiria, a Medalha de Cobre em Arte & Cultura e é detentora do Galardão do Município pela Acão Cultural e Divulgação da Música. Tem ainda a Medalha de Prata da Região de Turismo de Leiria.
Em 1999 gravou o seu primeiro CD e nesse mesmo ano foi-lhe atribuído o título de Instituição de Utilidade Pública e no ano de 2003 a Banda participou na gravação do CD “As melhores Bandas Filarmónicas da Região de Leiria”.
Em 2004 deu-se início ao projeto “Saltinotas” que consiste no ensino especializado para crianças dos 3 aos 9 anos.
Em 2006 obteve o 3º lugar, 2º categoria, no “1º Concurso Internacional de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense”e nesse mesmo ano gravou “marchas de procissão” para o catálogo da “Lusitanus Ensemble”.
Em 2010 realizou um intercâmbio com a Filarmónica do Espírito Santo da Casa do Povo de São Bartolomeu de Regatos-Terceira-Açores, tendo atuado pela primeira vez fora de Portugal Continental
Em 2011 realizou um novo trabalho discográfico com o intuito de perpetuar no tempo toda uma qualidade e excelência que a banda alcançou durante toda a sua história, tendo a sua apresentação decorrido no Teatro José Lúcio da Silva-Leiria onde estiveram presentes mais de 700 pessoas.
Em 2012 recebeu em Maceira a banda italiana “Banda Giovanille Città di Budrio-The B-Band” e deu-se início aos projetos “Pequeninotas” e “Maxinotas” e em 2013 atuou pela primeira vez fora de Portugal tendo efetuado concertos em Búdrio, Bagnarola e Bolonha-Itália.
Em 2015 deslocou-se a França, onde participou na celebração da geminação entre a Vila de Maceira- Leiria e Saint-Lys (Toulouse).
Atualmente a Sociedade Filarmónica Maceirense, além da “Banda Filarmónica” constituída por 55 elementos, tem uma “Escola de Música” composta pelos “Pequeninotas” – para bebés/crianças dos 4meses aos 48 meses; os “ Saltinotas” – para crianças dos 4 aos 9 anos; e os “Maxinotas”, que são aulas para adultos, que engloba formação musical, prática vocal e instrumental. A partir dos 9 anos os alunos têm acesso gratuito a aulas de “Formação Musical” e “Classes Instrumentais” , divididas por Percussão, Flauta Transversal, Trompete, Saxofone, Clarinete, Trompa. Bombardino, Tuba e Trombone.
Antes de ingressarem na Banda Filarmónica os alunos são integrados na “Orquestra Juvenil da SFM”, de forma a adquirirem experiência em tocar em conjunto. Existe ainda a classe de conjunto, a “Ensemble 1875”, que permite aos jovens músicos, que já não fazem parte da Orquestra Juvenil e já ingressaram na Banda Filarmónica, possam tocar os mais variados géneros musicais, desde o Clássico, o Pop/Rock, o Jazz, a Música Ligeira e Tradicional.
Sociedade Filarmónica São Cristóvão da Caranguejeira
A Sociedade Filarmónica de São Cristóvão da Caranguejeira, Leiria, foi criada em 1945, por iniciativa de Manuel Antunes Faria.
Em 1945, em data exata desconhecida, Manuel António Faria, que tinha sido músico na Filarmónica do Arrabal, na taberna do “Ti Menezes”, propôs formar uma filarmónica na Caranguejeira, ideia que foi apoiada por várias pessoas. No mesmo ano, dia do jubileu de São Cristóvão, e também dia santo da freguesia, o Pe. Lacerda anunciou no altar após a missa dominical, que havia pessoas com ideia de formar uma filarmónica na Caranguejeira, projeto que ele próprio apoiaria. Todas as pessoas que tivessem interesse em fazer parte dessa coletividade deveriam dirigir-se à residência do Manuel Faria, que ele tomaria nota dos mesmos para receberem as folhas de iniciação musical para as aulas de solfejo.
No dia seguinte, foram muitos rapazes à casa do Sr. Manuel, mas nem todos conseguiram esse privilégio de receber as folhas que eram, na altura, manuscritas. Assim, o 1.º ensaio de solfejo foi realizado no domingo seguinte, na “Casa da Acção Católica” e esses ensaios continuaram até ao final do ano. No final do mês de dezembro, Afonso Dias Vieira, mestre da Filarmónica do Arrabal, veio selecionar os que estavam melhor preparados para formar esta nova coletividade. Aos 8 de dezembro de 1945, em reunião com a primeira direção da filarmónica, com outras pessoas de posses, angariaram as verbas necessárias para aquisição dos vinte nove instrumentos musicais que seriam posteriormente comprados, na cidade do Porto, à firma “Casa Castanheira”.
A “Sociedade Filarmónica de São Cristóvão da Caranguejeira”, foi formalmente criada em 1945, com a aprovação do seus Estatutos em Assembleia Geral tendo sido posteriormente aprovado o seu alvará pelo Governo Civil a quatro junho de 1946. No domingo de Páscoa de 1946, foi feita a primeira atuação pública (daí que a filarmónica celebre sempre o seu aniversário oficial nesta data). Esta foi à porta do local de residência do Pe. José Lacerda. Logo de seguida, tocaram a primeira marcha na rua, depois acompanharam a missa. Durante toda a manhã andaram a tocar de taberna em taberna e também no exterior de algumas casas.
Nessa altura, só se tocavam as marchas “Farçola” e “Mosquito”, as únicas que tinham aprendido, e não tinham ainda as fardas que só viriam a estrear no Domingo do Espírito Santo desse ano. A partir daí todos os domingos percorriam todos os lugares da freguesia, de casa em casa, porque todos queriam assistir à sua atuação. A primeira festa onde atuaram fora da freguesia foi em Ninho de Águia, da freguesia de Espite. Apenas após dois anos de trabalho, receberam o primeiro ordenado de dezasseis escudos por músico, depois de estarem pagos os instrumentos. O primeiro local de ensaio situava-se no espaço por de baixo do adro da Igreja Matriz. O primeiro Edifício, sede da Filarmónica, foi construído em 1949, junto à Igreja Paroquial. Nos anos seguintes a Banda realizou diversos eventos musicais e participou em diversas festividades religiosas e populares.
No ano de 1977 foram admitidas as primeiras mulheres na filarmónica.
Deslocou-se a França, em 1991; ao Canadá, em 1993 e 2001; a Itália, em 1998; à Alemanha, em 1999. Em 1996 comemorou e festejou os 50 anos de existência, promovendo diversos eventos culturais, tendo especial relevo a edição de um fascículo com o historial. Organizou festivais de bandas filarmónicas com filarmónicas de várias regiões do País. Participou em diversos festivais em Portugal e venceu concursos.
A Banda criou também a sua própria escola de música garantindo desta forma a continuidade de bons executantes. O seu atual Maestro Jorge Pereira Dias foi ele próprio aluno da escola de música da Filarmónica. O Maestro possui um vasto currículo a destacar a sua Licenciatura em interpretação vertente trompete pela Universidade de Évora e chefiou da Banda Militar da Madeira de 2010 até 2012.
Em 2021, a Filarmónica de São Cristóvão da Caranguejeira, é constituída por 51 executantes, com idades compreendidas entre os 11 e os 65 anos.
Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos do Soutocico
A Sociedade Filarmónica Senhor dos Aflitos do Soutocico foi fundada em 1946, tendo atuado pela primeira vez no mesmo ano na festa em honra do Senhor dos Aflitos no Soutocico, sob a regência do maestro fundador, Afonso Diniz Vieira. Durante as duas primeiras décadas desenvolveu a sua atividade nos moldes normais para uma coletividade como esta, ou seja, atuando um pouco por todo o País em festas e romarias.
Nos anos 1960 passou por uma grave crise de funcionamento devido à guerra colonial e à emigração. Em 1984 iniciou-se um novo ciclo com a criação da escola de música, que foi e continua a ser fundamental para o regular funcionamento da filarmónica. Iniciando-se com 24 jovens, entre os 8 e 14 anos, rapidamente gerou uma onda de entusiasmo que levou a que o número aumentasse para 37 logo no segundo ano, o que motivou o aparecimento de uma Orquestra Juvenil. Por iniciativa do então maestro José António Faustino Matias nasceu essa orquestra.
A Filarmónica do Soutocico participou, após ter sido selecionada no programa Bandas em Concerto, numa organização da Direção Regional de Cultura do Centro nos anos de 2008/2009 e 2009/2010.
Tem dois CD gravados em estúdio, quatro DVD e ainda um livro onde se conta toda a sua história. Foi declarada Instituição de Utilidade Pública em 2014.
Durante as duas primeiras décadas a SFSAS desenvolveu a sua atividade atuando um pouco por todo o país em festas e romarias. Além das habituais festas católicas, tem alargado a sua participação a outro tipo de eventos. Com o objetivo de divulgar a música e atingir vários públicos, a SFSAS tem participado em ações musico-culturais, como concertos em parceria com diversas entidades, concertos de solidariedade, audições da escola de música e vários tipos de convívios.
A filarmónica integra 60 executantes, na sua maioria jovens, mantendo-se a Escola de Música a funcionar em pleno com cerca de 40 alunos nos diversos graus de ensino. O ensino é prestado por professores com habilitação suficiente e que são também executantes da banda.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/leiria-sociedade-artistica-e-musical-da-bajouca.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 18:01:302024-10-28 17:50:51Leiria e as suas filarmónicas
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Banda Municipal Mouranense
A Banda Municipal Mouranense foi oficialmente fundada em 31 de dezembro de 1933 e os estatutos aprovados em 1934. Desde a sua fundação até 1964 conheceu hiatos na sua atividade, mas desde então vem funcionando ininterruptamente. Tem abrilhantado várias festas e participado em várias atividades de carácter lúdico-cultural. Tem, neste momento, 42 elementos, na sua grande maioria jovens, e uma Escola de Música frequentada por alunos de várias aldeias do Concelho de Mourão.
Em 2015, a Banda organizou o VIII Encontro de Bandas Filarmónicas.
Em 2023, o Município de Mourão procedeu à instalação de material de climatização (ares condicionados), no valor total de 4587,90€, nas instalações da Banda Municipal Mouranense.
Banda Municipal Mouranense
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
Contacte-nos:
António José Ferreira:
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/mourao-banda-municipal-mouranense.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 18:00:032024-12-19 22:23:13Mourão e as suas filarmónicas
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Banda Filarmónica Ovarense
Banda Sinfónica de Ovar
Sociedade Filarmónica Boa União
Banda Filarmónica Ovarense
Pela mão do Padre Fernando Luís de Carvalho, responsável até então pela música de capella do Concelho de Ovar, foi fundada a Philarmónica Ovarense em 1811. Assumiu o lugar de primeiro maestro da instituição o professor António José Valério, até 1821. Os primeiros relatos apontam para o ano de 1805, período no qual existiria uma música de capella (pequena agrupamento musical) ligada à Ordem Franciscana na então vila de Ovar, regida então pelo Padre Fernando Luís de Carvalho.
No seu vasto historial relevam-se vários marcos importantes, com destaque para o 1º lugar do Certame de Bandas da cidade de Aveiro em 1905, mas também a obtenção da medalha de ouro da Cidade de Ovar, a medalha de mérito do Governo Civil de Aveiro e ainda a declaração de Pessoa Coletiva de Utilidade Pública.
A Banda Ovarense tem conseguido adaptar-se ao longo do seu percurso às inúmeras áreas e géneros musicais, contando no seu histórico com a apresentação de concertos em diversos formatos, como são exemplos os concertos com os grupos de Folk/Fusão ou Pop Rock Uxu Kalhus e Pevides de Cabaça respetivamente, bem como a experiência do projeto Bass Philharmonic que juntou um grupo de DJ’s e a Banda Filarmónica Ovarense, entre outras experiências, que contrastam com os projetos mais recorrentes e tradicionais de apresentação como Banda Filarmónica, banda sinfónica ou mesmo com a cooperação com grupos corais e vozes a solo.
Banda Filarmónica Ovarense
Atualmente a Banda Ovarense conta com um corpo musical que ronda os 50 elementos, com idades entre os 10 e os 60 anos, sob a direção artística do Maestro Tiago Correia.
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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Banda Sinfónica de Ovar (f. 2019)
A Banda Sinfónica de Ovar (BSO) é um projeto artístico da Associação Musical Banda do Lau, formado em 29 de junho de 2019, composto por 50 Músicos, maioritariamente do Concelho de Ovar, com idades entre os 12 e 72 anos, distribuídos instrumentalmente por Sopros, Cordas e Percussão.
O projeto iniciou-se em dezembro de 2018, e teve origem num grupo de Amigos e Músicos da Banda do Lau, que imbuídos por uma forte vontade de fazer música, se lançaram na aventura de criar uma banda, com carater sinfónico, com vista a realização de concertos em sala, e filarmónico, mas que atuasse também em arraiais, romarias, desfiles e procissões.
Banda Sinfónica de Ovar
Sociedade Musical Boa União (f. 1889)
A Sociedade Musical Boa União foi fundada em 1889 por um grupo de executantes que deixaram a Banda Filarmónica Ovarense. A recém-criada passou também a ser conhecida por Música Nova distinguindo-se assim mais facilmente da antiga. A primeira atuação pública nas ruas de Ovar fez-se no 1º de Dezembro de 1889, com o Hino da Restauração a ser das peças mais ouvidas.
Em 1895, uma atuação não autorizada da Banda junto à Estação do Caminho-de-ferro saudando a passagem de um Ministro do Partido Regenerador opositor ao partido a que pertencia o Administrador do Concelho levou o Maestro ao banco dos réus, que, no entanto, acabou por ser absolvido.
A partir de 6 de Maio de 1906, por acordo estabelecido com a Direcção dos Bombeiros, a Banda passou a poder utilizar o título de Banda dos Bombeiros Voluntários de Ovar.
Em 1961 foi adquirida à Sociedade Mercantil uma parcela de terreno na Avenida do Bom Reitor em Ovar, onde em 1984 se iniciou a construção de sede própria cuja inauguração ocorreu em 1986.
Em 1984 foi atribuída a Medalha de Mérito Municipal – Prata. Em 1985 foi conferido à Sociedade Musical Boa União o estatuto de Instituição de Utilidade Pública. Em 1989 obteve a Medalha de Mérito Municipal – Ouro.
A rivalidade que sempre existiu entre as duas Bandas evoluiu de forma positiva, o que permitiu que em 1989 a comemoração do 1º Centenário da Sociedade Musical Boa União tivesse sido feita em conjunto com o aniversário da Banda Filarmónica Ovarense.
O trágico falecimento em Junho de 1991 do então Presidente da Direcção e principal benemérito da instituição, Carlos Malaquias, marcou o início de grandes dificuldades na vida da coletividade, que culminaram com a suspensão da atividade da Banda em 1997 em Cortegaça e, em 1999, da Escola de Música que tem o seu nome. Mantiveram-se apenas atividades administrativas, de manutenção, conservação e defesa do património.
Em 2000 um grupo de antigos músicos assumiu os destinos da coletividade, reativando a Escola de Música, formando a Trupe de Reis que se estreou com fulgor nos “Reis 2001” e que é já uma referência nesta tradição Vareira e desenvolvendo outras atividades lúdicas e culturais realizadas na sede da coletividade. Em 2003 adquiriu-se novo instrumental, formaram-se músicos, melhorou-se o ensino na escola de música e a qualidade artística da Banda. Nos anos seguintes este trabalho foi intensificado e o número de serviços festivos continuou a registar um notável incremento. A participação e organização de vários cursos e classes de aperfeiçoamento contribuíram de forma decisiva para a maturidade artística do grupo.
Sociedade Musical Boa União
A Escola de Música dispõe de novos instrumentos e novos equipamentos informáticos dotados com software específico para um moderno ensino musical. Foram criadas outras secções artísticas (orquestra ligeira, orquestra juvenil, big band e pequenos agrupamentos de metais, madeiras e mistos), tendo em vista a valorização dos músicos e a diversificação da oferta para espetáculos e eventos com características diferenciadas.
Hoje, tanto na direção artística que passou a ser confiada ao maestro Bruno Pereira, como no corpo geral de músicos, contando com cerca de 60 elementos, encontra-se consolidado o prestígio da Sociedade Musical Boa União, Banda dos Bombeiros Voluntários de Ovar ou Música Nova, como também é conhecida.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/ovar-banda-filarmonica-ovarense.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 17:58:502024-10-30 06:37:51Ovar e as suas filarmónicas
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Banda Musical e Recreativa de Penalva do Castelo (f. 1977)
Em 5 de maio de 1977 foi constituída, por escritura pública, a Banda Musical e Recreativa de Penalva do Castelo , tendo como objetivo a promoção cultural, musical e recreativa dos seus associados. Tem sido muito requisitada para todo o tipo de festividades, desde concertos a manifestações religiosas.
Leva o nome de Penalva do Castelo aos mais diversos locais e, inclusivamente, ao estrangeiro.
Conta com cerca de quarenta elementos músicos, entre os catorze e os sessenta anos, tendo atingido o número máximo com quarenta e seis elementos.
Banda Musical e Recreativa de Penalva do Castelo (f. 1977)
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, a capacitação de docentes e a qualidade de vida dos seniores.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, APPACDM, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/penalva-do-castelo-banda-musical-e-recreativa.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 17:58:202024-11-14 12:57:31Penalva do Castelo e as suas filarmónicas
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
Sociedade Filarmónica Portimonense (1988)
A Sociedade Filarmónica Portimonense foi fundada a 7 de junho de 1988. A Banda não é tão recente quanto transparece da data da sua fundação, pois é uma evolução de outras bandas anteriores. É constituída por 50 músicos com idades entre os 12 e 69 anos. Tem percorrido o país representado a cidade de Portimão e a Região do Algarve em diversos eventos. Tem a direção artística do Maestro Rogério Marques.
Sociedade Filarmónica Portimonense (fundada em 1988)
Conta com os apoios da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Portimão, e organiza todos os anos no primeiro sábado de junho o Encontro de Bandas Civis.
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/portimao-sociedade-filarmonica-portimonense-2015.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 17:57:442024-10-26 23:49:06Portimão e as suas filarmónicas
Bandas de Música, História e Atividades no Concelho
02 bandas
Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso
Banda Musical de Calvos
Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso
A Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso terá nascido bem antes da fundação dos Bombeiros Voluntários, em 1904. Há registo de atividade até ao ano de 1963, dos seus músicos e dos maestros e até mesmo do seu nome – Banda da Póvoa de Lanhoso. Nessa data, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso suspendeu as suas funções por razões de ordem económica.
A reorganização da banda deu-se em 1985, após 22 anos de inatividade, por intermédio de alguns admiradores, particularmente, de António Sousa e José Coelho. Nessa altura, deu-se início à Escola de Música, com cerca de trinta alunos, que se mantém.
A Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso tem realizado diversas atuações, nomeadamente em festividades no norte do país, e ao longo dos anos tem desenvolvido um trabalho notável a nível musical, capaz de dignificar o nome da terra de Maria da Fonte em prol de divulgação da cultura.
Está sediada nas instalações dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, onde se desenvolve, paralelamente, a Escola de Música, apoiada por professores que fazem parte integrante da banda. Atualmente, com 5 dezenas de elementos, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso é dirigida por Fernando Ribeiro.
Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso
Banda Musical de Calvos
A Banda Musical de Calvos “é muito antiga”. Segundo o livro “Bandas de Música do concelho da Póvoa de Lanhoso – subsídios para a sua história”, do professor José Bento da Silva, um apaixonado pela história de Calvos, sua terra natal, a Banda de Calvos foi possivelmente “criada na primeira metade do século XIX, entre 1830 e 1850”, como consta em fontes documentais e registos datados desse período.
O escritor Camilo Castelo Branco, no romance “A Brasileira de Prazins”, faz referência à existência de músicos, pois que “[…] na freguesia de Calvos havia comédias nos três dias de Entrudo […] O Veríssimo dera três passos para acender um cigarro no de um músico que estava sentado num bombo […]”. Também no romance “Maria da Fonte”, do mesmo autor, a referência à Banda de Calvos é bem clara “[…] No dia seguinte, convergiram às Chãs […] a música de Calvos a bufar o Rei Chegou […]”.
Em 1846, nos livros de registo de assentos de batismo, são feitas referências à profissão de músico de alguns progenitores, comprovando a antiguidade desta Banda.
Também conhecida no passado por “Banda de Nasce” e “Banda dos Bravos” (pela sua persistência), formou gerações de músicos ao longo de décadas, sendo difícil encontrar uma casa onde não exista, ou tenha existido, um ou vários músicos. Após uma curta interrupção da atividade no período revolucionário português (1974-1977), logo se reorganizou em 1978, tendo sido registada em Notário, a constituição da Banda Musical de Calvos como associação, dando continuidade à formação de músicos até à presente data.
A 15 de maio de 1992, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso atribuiu-lhe a Medalha de Honra – Grau Ouro, momento em que a Banda comemorava os 150 anos da sua existência, efeméride evocada no dia 10 de junho.
Em 2017, no 175º aniversário, a Banda organizou, em parceria com o Município da Póvoa de Lanhoso e o INATEL, o 1º Encontro de Bandas Filarmónicas no Concelho da Póvoa de Lanhoso – “Bandas Destas Bandas”, no dia 10 de junho, que acabou por se tornar um evento de relevo, cuja dinâmica tradicional está incluída na base da banda, enquanto associação e instituição de desenvolvimento cultural e social de referência no concelho da Póvoa de Lanhoso.
A Banda Musical de Calvos conta com três participações no “Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga”, em 2014, 2017 e 2018, além de presenças em encontros de bandas em vários pontos de Portugal, continental e insular.
Conta com uma escola de música, em pleno funcionamento, onde se preparam as próximas gerações de músicos. A direção artística e musical está a cargo do Maestro Henrique Torres.
Banda Musical de Calvos
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/07/povoa-de-lanhoso-banda-musical-de-calvos-2021.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2021-07-17 17:57:132021-10-15 18:14:33Póvoa de Lanhoso e as suas filarmónicas
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