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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Sociedade Filarmónica Lousanense
Músicas no Concelho

Lousã e as suas filarmónicas

Filarmónicas da Lousã

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Filarmónica Lousanense

Na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Mestrado em Estudos Artísticos, Manuel Bernardo dos Santos Neto, apresentou em 2009 a dissertação de mestrado A Sociedade Filarmónica Lousanense. Contributo para a sua História entre 1853 e a implantação da República.

Da Sociedade Filarmónica Lousanense, “existe um historial de 1972 (aquando das comemorações das Bodas de diamante em relação à data oficial da fundação da Filarmónica – 1897). Este pequeno livro de 39 páginas intitulado “A Filarmónica Lousanense e a Lousã”, da autoria de Eugénio de Lemos, debruça-se essencialmente sobre o percurso da Filarmónica a partir de 1897 (fazendo apenas algumas referências ao período anterior) e, tal como historiais de outras filarmónicas, faz grande parte da sua explanação com base em testemunhos orais (ou se tem documentos escritos, a sua grande maioria, não os revela).” (Manuel Neto)

Embora existam documentos irrefutáveis e registos na imprensa local que comprovam a existência da filarmónica lousanense ainda nos anos 50 do século XIX (1853), a Sociedade Filarmónica Lousanense (SFL) foi oficialmente fundada em 16 de agosto de 1897. Foi contratado Eduardo Secades, de nacionalidade espanhola, residente no Porto, para regente da banda. Como Eduardo Secades não agradou, em 22 de julho de 1898 foi convidado José Augusto do Rego a assumir a regência, cargo que iria exercer até 1906.

Com o apoio da autarquia e do empenho dos seus dirigentes e associados, a SFL conseguiu, após 37 anos de luta, alcançar um objetivo bastante ambicioso que era a construção de instalações próprias, inauguradas a 4 de julho de 1934, entretanto já modernizadas e ampliadas. Detentora de um longo historial, a SFL é uma das coletividades mais reputadas da região Centro, granjeando prestígio com as muitas atuações e concertos que realiza anualmente em diversos pontos do país. Apresentou-se em festivais anuais realizados em Lisboa pelo INATEL e participou em concursos nacionais e regionais de bandas civis e em vários acontecimentos da vida da Lousã.

A nível internacional, atuou em Espanha (Ciudad Rodrigo), na vila francesa de Prades, vila geminada com a Lousã, em 1989, 1991 e 1997. Com uma história repleta de músicos e maestros dedicados à causa associativa, a coletividade cresceu e afirmou-se sendo, simultaneamente, uma das principais instituições de ensino da música no concelho, com a sua escola de música. Em 2002, gravou música para um CD que, juntamente com outras bandas filarmónicas, integra a 3ª Série das Melhores Bandas Filarmónicas da Região. Além da Banda Filarmónica, a SFL conta também com o Coro Misto e com o grupo de Danças de Salão.

Banda da SFL

Sociedade Filarmónica Lousanense

Sociedade Filarmónica Lousanense

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Com municípios e entidades diversas,  a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/lousa-banda-da-sfl.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-26 00:03:232024-11-13 23:24:46Lousã e as suas filarmónicas
Sociedade Filarmónica União Maçaense, de Mação
Músicas no Concelho

Mação e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Mação

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Filarmónica União Maçaense

A Sociedade Filarmónica União Maçaense (SFUM) foi fundada em 1862 por um grupo de maçaenses com instrumentos adquiridos por subscrição pública. A 8 de janeiro de 1906 teve o seu alvará do Governo Civil de Santarém como “Sociedade União Maçaense”. Pode ler-se nos seus Estatutos que a SFUM tem como fins, o estudo, ensino, execução e divulgação da música nas suas inúmeras vertentes, podendo alargar o âmbito dos seus fins a qualquer atividade cultural ou recreativa.

Participa, desde sempre e muito ativamente, no acompanhamento de arraiais, solenidades religiosas e festas populares. Marca também presença em concursos de bandas civis e encontros de bandas. Promove regularmente diversas atividades musicais, destacando-se o encontro de Bandas Civis no segundo fim de semana de setembro.

A formação Musical dos mais jovens foi sempre uma das grandes apostas da SFUM. Atualmente através de um protocolo estabelecido com a Firmação (Conservatório de Música de Mação: pólo da Associação de Cultura Canto Firme de Tomar) alguns dos Músicos da SFUM e da Escola de Música tem acesso ao ensino de música oficial proporcionado pelo conservatório, tendo o apoio da Câmara Municipal de Mação.

Em 2012 a associação celebrou 150 anos, tendo organizado varias atividades para celebrar este importante acontecimento, que terminou com o lançamento do livro “Viagem à Roda da Banda de Mação”, obra de Carlos Gueifão. Recentemente foram criados grupos de ensemble de metais, madeiras e percussão com o objetivo de diversificar a oferta musical e motivar os músicos.

SFUM

Sociedade Filarmónica União Maçaense, de Mação

Sociedade Filarmónica União Maçaense, de Mação

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/macao-sociedade-filarmonica-uniao-macaense.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-25 23:20:542024-12-14 20:00:14Mação e as suas filarmónicas
Festival Internacional de Música do Marvão
Músicas no Concelho

Marvão e os seus festivais

Festivais de Marvão

Eventos de música e dança no Concelho

O Festival Internacional de Música do Marvão (FIMM), 8ª edição em 2022, é um festival criado pelo maestro Christoph Poppen, director artístico e fundador.

Em 2010, Christoph Poppen percorria de bicicleta, com um grupo de amigos e a família, a planície, quando elevou o olhar e se apercebeu do conjunto de casas rodeado por uma muralha situado no topo de uma montanha com 800 metros de altitude. Segundo ele, antes de conhecer a sua mulher apaixonava-se com muita frequência, mas nunca se tinha apaixonado por um lugar. Isso aconteceu-lhe em Marvão pela primeira vez na vida. Chegou e simplesmente apaixonou-se. Foi uma atração tão forte que lhe atingiu o coração, e a casa que o casal comprou é símbolo disso. A perfeição do lugar exerceu sobre ele um magnetismo espiritual tão forte como nunca tinha experimentado em toda a vida.

E quatro anos depois daquela paixão, acontecia o Festival Internacional de Música de Marvão

Festival Internacional de Música do Marvão

Festival Internacional de Música do Marvão

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/marvao-fimm.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-25 19:35:522024-12-19 22:19:30Marvão e os seus festivais
Victor Félix, gaiteiro e fabricante
Músicas no Concelho

Moita e os seus músicos

Músicos da Moita

Lançado em dezembro de 2020, o Musorbis pretende aproximar os munícipes e os cidadãos do seu património musical. Coopere, para acelerar o processo de inserção de dados.

  • Pedro Almeida (maestro)
  • Victor Félix (gaiteiro, construtor)

Pedro Rodrigues de Almeida destaca-se actualmente pelo seu trabalho desenvolvido no âmbito da direcção de bandas filarmónicas, onde procura explorar o potencial máximo de cada agrupamento, de uma forma dinâmica e renovada, desbravando caminho e quebrando barreiras ainda existentes nos dias de hoje em relação às bandas filarmónicas.

Iniciou os estudos musicais em Clarinete na Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo, aos 11 anos, com João Rocha. Ingressou mais tarde na Escola de Música do Conservatório Nacional, onde estudou clarinete com Rui Martins. Enquanto estudante de Clarinete trabalhou com professores como Luís Gomes, Nuno Silva, Massimo Mazzone, Rui Travassos, Giorgio Feroleto e Etienne Lamaison.

É licenciado em Música, na variante de Clarinete, pela Escola Superior de Música de Lisboa.

Na Direcção de Orquestra de Sopros, tem frequentado diversos cursos de Direcção de Orquestra com maestros como: Rafael Albors, Pedro Neves, Paulo Martins, entre outros. Em Maio de 2014 foi um dos alunos seleccionados para participar no Conducting Weekend – masterclass de Direcção de Orquestra ministrado pela Royal Northern College of Music (Manchester, Inglaterra), onde trabalhou com os maestros Mark Heron, Nicolas Pasquet, Marco Bellasi e Gergeley Madaras. Participou na I e II Masterclass de Banda Sinfónica, organizada pela Banda Sinfónica do Exército em 2017 e 2018, respectivamente. Participou também na masterclass orientada pelo maestro Shanon Kitelinger e a Banda Sinfónica de Aveiro, e nas masterclasses organizadas pela Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete com o maestro Mitchell Fennell. Participou, em Novembro de 2017, no curso de Direcção de Orquestra de Sopros e Brass Band, ministrado pelo Royal Northern College of Music, onde trabalhou com os Maestros Clark Rundell e Morten Wensberg.

Pedro Almeida, maestro, da Moita

Pedro Almeida, maestro, da Moita

No seu percurso conta ainda como membro fundador do InTempo – Quarteto de Clarinetes, quarteto este que mantém em actividade regular desde 2012, e foi membro fundador da Orquestra de Clarinetes Marcos Romão dos Reis Júnior.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Victor Félix

Fabricante de instrumentos musicais, Victor Manuel Félix Tavares (n. 1952) nasceu na Baixa da Banheira, concelho da Moita. A mãe era natural de Ribeira Arouca, Freixo da Mizarela, aldeia próxima de Manhouce. O seu pai, natural de Póvoa, Vale de Cambra, era operário fabril da empresa Barreiro Cuf (Ex-Quimigal), e tocava viola toeira e gaita-de-beiços nos tempos livres e fazia bailes.

Os serões em família eram passados a fazer música, nos quais o pai tocava e a mãe cantava. Aos treze anos o pai ofereceu-lhe a primeira viola acústica. Aos 17 anos foi para a marinha, onde permaneceu quatro anos, de 1969 a 1973.

Em 1960 começou a frequentar algumas sociedades da margem sul, por onde Zeca Afonso passava com alguma frequência, como o Luso, no Barreiro, o ginásio da Baixa da Banheira, ou a Academia em Alhos Vedros, locais onde se debatia a situação política do país e se fazia “música de intervenção”.

Casou com 22 anos e teve dois filhos, passando a residir em Alhos Vedros.

Em 1968, foi um dos elementos fundadores dos “Albatroz”, “Oficina de Música” e por último “Rondó”, grupos de música popular, onde tocava sobretudo cordofones, na década de 1980.

Em 1993 começou a trabalhar numa empresa de artes gráficas, e nos tempos livres construiu cordofones, atividade que manteve entre os 25 e 44 anos. Nos anos 1990 conheceu Paulo Marinho, com quem começou a aprender a tocar gaita-de-foles, no Centro Galego em Lisboa.

Em 1998 torna-se membro do grupo Gaitafolia e um ano depois sócio fundador da A.P.P.E.D.G.F. Aos 50 anos iniciou-se na construção de gaita-de-foles galega, em colaboração com Paulo Marinho. Visitou a Galiza, nomeadamente a Universidade Popular de Vigo, onde conheceu Antón Corral, construtor de instrumentos, que lhe transmitiu algumas das técnicas de construção do instrumento.

Entre e 2003 e 2005 foi presidente da A.P.P.E.D.G.F.. Atualmente dedica-se a tempo inteiro à construção de instrumentos musicais populares, nomeadamente guitarras portuguesas, cavaquinhos, bandolins, gaitas de fole galegas e transmontanas, sanfonas e diversos instrumentos de sopro. Desenvolveu, em conjunto com Mário Estanislau e com a A.P.P.E.D.G.F., um modelo estandardizado de gaita-de-foles transmontana, a partir do estudo de modelos de gaitas de fole do século XX e da audição de recolhas efetuadas na segunda metade desse século. Continuou a fazer parte do grupo Gaitafolia, atualmente extinto.

Participa desde 2002 no encontro internacional de construtores de instrumentos tradicionais em Saint Chartier e tem coordenado algumas oficinas pelo país, nomeadamente na Beira Baixa.

Em 2005 juntamente com Mário Estanislau, André Ventura, João Ventura e Tiago Pereira, formou o grupo “Roncos do Diabo”.

Victor Félix, gaiteiro e fabricante

Victor Félix, gaiteiro e fabricante

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/moita-victor-felix.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-25 18:48:572024-10-29 23:35:39Moita e os seus músicos
Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique
Músicas no Concelho

Monchique e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Monchique

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique

A 9 de agosto de 2013, o Sul Informação noticiava que a Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique renascera, no sábado anterior, com um concerto que tinha ainda um outro aspeto curioso: o facto de a banda ser regida por uma maestrina. (Ainda são raras as bandas filarmónicas que em Portugal têm à frente uma mulher). A Banda, que estava parada há cerca de uma dezena de anos, deu um concerto na Igreja Matriz da vila, festejando um regresso tão esperado, sob a batuta de Carla Travessa, professora de música, compositora, executante  e mulher do presidente da Câmara de Monchique.

Quanto ao facto de ser raro ter uma mulher a reger uma Banda Filarmónica, Carla Travessa salienta: «Sou de Vila Franca de Xira, zona onde há muitas bandas, e nunca vi por lá nenhuma com uma maestrina, só com homens como maestros.» O grupo, para já, tem apenas 18 elementos, muitos deles «músicos da banda anterior», como contou a maestrina Carla Travessa em entrevista ao Sul Informação. Mas havia três músicos – executantes de saxofone alto e percussão – «que tocaram pela primeira vez em público e integrados numa banda». Trata-se de três jovens que, no âmbito do ensino articulado com as escolas do concelho, aprenderam música. «Mas, até entrarem na banda, eles não tinham nenhuma experiência de tocar assim, em grupo. Este foi o seu primeiro concerto», acrescentou a maestrina.

A banda integra músicos dos 12 anos até aos 77 anos, portugueses e estrangeiros. «Havia pessoas que já não tocavam há dez anos e cujos instrumentos até estavam enferrujados», garantiu. «Para essas pessoas de mais idade, que integravam a banda anterior, a música é a melhor coisa, por isso ficaram muito contentes por poderem voltar a tocar». E é fácil juntar um grupo com idades tão díspares? «Isso é o mais fácil: todos eles têm em comum o mesmo gosto que é o de tocar e fazer sempre o melhor», diz Carla Travessa. O importante, sublinha, é poder «juntar gerações de pessoas com experiência, com estes mais novos, que sempre tocaram sozinhos e nunca tinham tocado em grupo».

Quanto ao concerto de estreia na Igreja Matriz de Monchique, a maestrina explica que, «como era para motivar as pessoas, não quis escolher um repertório muito típico das bandas. Preferi pegar em músicas conhecidas, das quais consegui as partituras, como o “Postal dos Correios”, dos Rio Grande, o “Foi Deus”, da Amália. Ou seja, temas que pudessem cativar os mais velhos e os mais novos». E isso foi conseguido.

BBVM

Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique

Banda dos Bombeiros Voluntários de Monchique

Fonte: Elisabete Rodrigues, Sul Informação

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/monchique-banda-dos-bombeiros-voluntarios-de-monchique.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-25 18:18:242024-12-20 19:33:16Monchique e as suas filarmónicas
Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense (Carlista)
Músicas no Concelho

Montemor-o-Novo e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Montemor-o-Novo

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Filarmónica Simão da Veiga Casa do Povo de Lavre

No 1 de dezembro de 1889 deu-se a primeira aparição pública oficial da Banda da Sociedade Fraternidade Simão da Veiga. Foi seu mentor o distinto lavrense e exímio cavaleiro e pintor animalista, Simão Luís da Veiga. Entretanto enquadrada na Sociedade Filarmónica Simão da Veiga e, em 1995, integrada na Casa do Povo de Lavre, a Banda é a mais emblemática instituição de Lavre e uma das mais antigas e prestigiadas do concelho de Montemor-o-Novo.

Participou em dezenas de encontros de bandas, cerimónias oficiais, corridas de touros, programas de intercâmbio e festividades religiosas e profanas. Deslocou-se, em 1998, à região italiana da Toscana, no âmbito do programa de geminação entre as cidades de Montemor-o-Novo e Pontedera e do Festival luso-italiano de cultura: Sete Sóis, Sete Luas. A segunda deslocação ao estrangeiro teve lugar em 2002, com uma atuação, em concerto, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França). O regresso a esta importante instância europeia, desta vez em Bruxelas, viria a acontecer em 2004, com a realização de mais um concerto. A pretexto desta deslocação à capital belga, a Banda de Lavre realizou também um inesquecível espetáculo destinado à comunidade portuguesa radicada naquela cidade.

Organizou, em Lavre, de dois encontros de bandas: em 1989, por ocasião das comemorações do primeiro centenário, e em 1996. Realizou  inúmeros concertos didáticos realizados. Promoveu, nos anos de 1999 a 2006, oito edições do Curso de Aperfeiçoamento para Jovens Músicos, destinado aos jovens das Bandas e Escolas de Música de todo o distrito de Évora. Em 2004, iniciou um interessante projeto de parceria musical com a Brass Band La Marcelline, de Grône (Suíça). O intercâmbio foi inaugurado com a estada do agrupamento suíço em Lavre e com a realização, pelo mesmo, de dois excelentes concertos, em Montemor-o-Novo e em Lavre. Em 2005, a Banda de Lavre retribuiu a visita com uma inesquecível prestação musical repartida por três concertos e pela participação em dois desfiles.

Em 2004, no âmbito das comemorações dos 700 anos do primeiro foral de Lavre e do seu 115º aniversário, a Banda de Lavre, em conjunto com os dois grupos de música de câmara em atividade na Coletividade – Quarteto de Saxofones e Quinteto de Metais –, procedeu ao lançamento da sua primeira edição discográfica: Sons e Memórias – 700 Anos de Júbilo”. Novo trabalho neste âmbito viria a surgir, no ano seguinte, com a participação da Banda de Lavre no projeto: “As Melhores Bandas Filarmónicas do Alentejo”, promovido pela editora Public-art.

Em 2006, a Banda de Lavre participou, em primeira categoria, no Concurso de Bandas Ateneu Artístico Vilafranquense, em Vila Franca de Xira. Alcançou o primeiro lugar no concurso nacional promovido pelo INATEL – Encontrão 2006, na componente musical – Festimúsica, com a apresentação do projeto Sons do Exótico. O Grande Livro da Fantasia foi o título escolhido para igual participação, em 2007, tendo a Banda de Lavre alcançado, uma vez mais, o primeiro lugar. Em 2009, a Banda de Lavre iniciou mais dois projetos de intercâmbio. No âmbito do primeiro deles, desenvolvido com a Harmonie d’Izel (Valónia – Bélgica), o grupo deslocou-se à Bélgica, onde realizou um memorável concerto, para além de ter efectuado a terceira visita ao Parlamento Europeu. Três meses mais tarde, a Banda de Lavre recebeu a Banda da Sociedade Filarmónica Lira Madalense (Pico – Açores). Esta deslocação viria a ser retribuída em Agosto do ano seguinte com uma deslocação a este arquipélago.

Muito relevante tem sido a aposta da Banda de Lavre, em parceria com a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, na realização, nesta cidade, de espetáculos de nível superior, integrados na programação do Ciclo de Outono. Refira-se o concerto, realizado em 2007, com o Maestro António Victorino d’Almeida, o concerto levado a efeito, no ano seguinte, com o tenor Carlos Guilherme, o espetáculo Sons e Vozes de Outono, realizado em 2009 com a participação de Carlos Guilherme e de Anabela, e, finalmente, o tributo ao compositor norte-americano George Gershwin (Gershwin, a Utopia da Vanguarda e Outras Formas de Ouvir…), que juntou em palco, em 2010, a Banda de Lavre, o pianista Mário Laginha e a cantora Maria João. A Banda de Lavre conta com um quadro efetivo de 57 elementos, dirigido, desde 2001, pelo Maestro Fernando Palacino.

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Banda Filarmónica Simão da Veiga Casa do Povo de Lavre

Banda Filarmónica Simão da Veiga Casa do Povo de Lavre

Banda Filarmónica da Casa do Povo de Cabrela

A Banda Filarmónica da Casa do Povo de Cabrela foi fundada por Armindo Rosas de Magalhães, um professor do ensino primário oficial. Foi a partir de uma Tuna que o professor criara e dirigira, que nasceu o Grémio Musical Recreativo Cabrelense, que também este professor fundou, em conjunto com algumas pessoas influentes da terra e que veio a servir de suporte à criação da Banda Filarmónica de Cabrela, em 1930. No início, a Banda contava com 23 executantes, tendo alguns deles passado da Tuna para a banda.

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Banda Filarmónica da Casa do Povo de Cabrela

Banda Filarmónica da Casa do Povo de Cabrela

Segismundo dos Santos Lucas foi seu primeiro regente. Em 1939 com a fundação da Casa do Povo foi declarado extinto o Grémio Musical, e a Banda integrada na Casa do Povo , mas só em 1951 a entrega oficial dos instrumentos foi feita à Casa do Povo. Deste então, a Banda tem animado festas e romarias. Na década de 60, sob a regência de Francisco de Oliveira Veiga, que durante mais de 42 anos foi regente, participou em inúmeros concursos nacionais, tendo por vezes conseguido boas classificações, como no concurso de Bandas do Alentejo, no Teatro Garcia de Resende em Évora, em 1957, em que ficou em 3ª posição.

Desde 1999, a Direção da Casa do Povo de Cabrela tem vindo a organizar Encontros de Banda Filarmónicas anuais, que se servem de base aos inúmeros intercâmbios que a Banda tem efetuado.  A Banda conta com 41 executantes, sendo a maioria fruto da escola de música que funciona a par da Banda. O atual regente é desde 1995, Inácio Feliciano Vieira Alfaiate, e o Presidente é desde, 1999, José Herculano Mémé. No dia 29 de janeiro 2005 – dia em que a Banda comemorou o 75º aniversário, foi lançado o seu primeiro CD. A convite da Pulic –Art, a Banda gravou o CD duplo “As melhores Bandas do Alentejo” a 16 de julho de 2005, publicado a 18 de novembro do mesmo ano.

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Banda da Escola de Música da Casa do Povo de Cabrela

Banda da Escola de Música da Casa do Povo de Cabrela

Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense (Carlista)

A Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense “Carlista” é oriunda de um grupo de filarmónicos que teria sido organizado em 1830 sob a regência de Carlos Simões. Conhecido simplesmente pelo grupo do “Mestre Carlos”, foi progredindo, até que em 1861, vários elementos de posição social acharam oportuno fazer do grupo uma Sociedade. Ficou denominada Antiga Sociedade Filarmónica – a “Carlista”. De 1862 data a carta régia que aprova o seu primeiro estatuto.

Vivia a “Carlista” em modesta sede alugada, mas dentro da sua casa a única divisa era somente a politica musical. Regeneradores, progressistas, republicanos e socialistas esqueciam as convicções políticas e partidárias e atuavam no campo da nova associação musical a sua Sociedade Filarmónica. Poucos meses decorridos do ano de 1862, os grandes partidos dividiam-se e os respetivos cabecilhas afastam-se. Os regeneradores ficam a alimentar a “Carlista” e os progressistas saíram e fundaram uma nova Banda, a que deram o nome de «Circulo Montemorense». Regeneradores e progressistas começaram por se odiar, procurando cada um dos dois partidos fazer extinguir a Banda adversária. A luta tomou proporções inquietantes. A nova Sociedade, por meio de ações, conseguiu construir um edifício para a sua sede, uma afronta para a “Carlista” cuja sede continuava a ser casa de aluguer.

Ficara na “Carlista” o chefe político local, regenerador, Visconde da Amoreira da Torre. Popular, humanitário, bondoso e de grande prestigio; dir-se-á que nunca pensou fazer para a sua querida “Carlista” qualquer pomposa sede. Mas a ação do «Circulo Montemorense», (mais tarde denominada de Pedrista) o seu desafio, a sua enorme influência associativa, feria a carolice do Visconde, preparando um plano de desforra começa por comprar grandes quantidades de ações da “Pedrista”. Para isso servia-se de amigos, dispusera do seu prestígio e de dinheiro, e quando chegou a possuir o maior número, distribuiu essas ações pelos sócios da Sociedade de que era presidente e promoveu uma disputa e célebre assembleia de acionistas. Poder-se-á ainda hoje fazer uma ideia do que foi essa aguerrida assembleia cujo fim era expulsar da sua casa a entidade que, com tanto sacrifício a construíra. A razão defendida pelos “Carlistas” era que o edifício da “Pedrista” lhes pertencia, pois possuíam a maioria das ações. O resultado da assembleia foi-lhes favorável. E quando notificaram a direção da “Pedrista” que tinha de sair da sua sede, a intimativa não é aceite. O caso foi entregue ao poder judicial, que fez respeitar a resolução da assembleia dos acionistas.

À margem da renhida luta da casa a Banda faz progressos, em 1885 na cidade de Évora, por ocasião de grandes festas promovidas em honra da visita do Rei D. Luís I, distinguiu-se a “Carlista”. De todas as Bandas em causa, era a que melhor cornetista apresentava. E essa distinção mereceu-a o jovem montemorense e filho da Sociedade, Adelino Augusto da Silva, o grande Adelino, como popularmente ficou conhecido. Em 1888 a “Carlista” abandonou de vez a sua casa de aluguer e ficou com uma sede, cumpridas as determinações do poder judicial.

Depois do ciclone de 15 de fevereiro de 1941 a sede ficou em ruínas mas surtidos apelos e extraordinárias dedicações acorreram a dar-lhe novamente vida e entusiasmo.  Foram seus regentes: Amaro Augusto Romão, gastrónomo famoso e artista exímio de basta fama; maestro da Banda da Sociedade “Carlista” mais de 30 anos e autor do Hino da Sociedade; Adelino Augusto da Silva, “o grande cornetista Montemorense”; José Pires da Cruz, capitão, maestro da Banda da Sociedade “Carlista” perto de 20 anos.

José Pedro Barreiros foi professor da escola de música da Banda, clarinetista e maestro (1997/2002). Enquanto responsável pela escola de música da Banda desenvolveu inúmeros projetos, o de maior destaque foi alargar a Escola de Música, não só aos alunos da Banda mas também a outros, com o objetivo de captar para a coletividade o maior numero possível de alunos que pretendessem aprender outro tipo de instrumentos, nomeadamente teclas e cordas. Conseguiu o apoio da Academia de Música Eborense e este novo projeto começou a funcionar, como pólo daquela instituição em 1990. Passou a haver uma escola de música oficial em Montemor-o-Novo, foi um grande passo para o desenvolvimento cultural desta cidade. Divergências entre as duas direções (Academia de Música Eborense/Sociedade Carlista) levaram a que em 1993 este pólo terminasse. Manteve-se a escola de música da Banda só com instrumentos de sopro e percussão os alunos frequentavam aulas de instrumento e Formação Musical, dada por músicos da Banda.

Quando foi convidado a dirigir esta Banda, Sérgio Frazão, atual maestro desde 2002, sabia que tinha pela frente uma tarefa complicada. Músicos que já haviam saído começaram a mostrar interesse pelo trabalho desenvolvido, voltando assim a fazer parte desta antiga mas remodelada banda, que conseguiu adquirir novos instrumentos e desenvolver novos projetos.

A Banda da Sociedade “Carlista” com 35 elementos é um dos principais locais de cultura da Cidade de Montemor-o-Novo, durante este longo percurso, efetuou concertos um pouco por todo o país e em Espanha. Em 2003 deslocou-se aos Açores num intercâmbio com a Banda Filarmónica Liberdade do Cais do Pico da ilha do Pico. Efetuou concertos em conjunto com as duas bandas do concelho, (Lavre e Cabrela) realçando o dia Mundial da Música 1 de Outubro, organizado pela sociedade “Carlista”  em 2004, no Cine teatro Curvo Semedo em Montemor-o-Novo. Em ocasiões mais solenes realiza concertos em conjunto com o Coral São Domingos, da mesma cidade e de grande importância cultural. Conta com uma escola de música e um Ensemble de Clarinetes. A escola realiza duas audições por ano e promove intercâmbios com outras escolas de instituições semelhantes. O Ensemble de Clarinetes realiza concertos junto da população mais jovem, nas escolas ou em concertos de animação cultural.

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Sociedade Filarmónica Monfortense
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Sociedade Filarmónica Monfortense

A Sociedade Filarmónica Monfortense foi fundada em 1927. DE entre as suas atividades destacam-se o teatro, o atletismo e, acima de todas, a música. Desde a sua fundação, com a denominação inicial de “Tuna Monfortense”, a SFM possuiu grandes tradições culturais, especialmente devido à sua Banda e à Escola que lhe fornecia os recursos humanos necessários. Das suas fileiras saíram excelentes executantes para as melhores bandas e orquestras nacionais, nomeadamente a Banda do Exército, a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra da RDP.

SFM

Sociedade Filarmónica Monfortense

Sociedade Filarmónica Monfortense

Devido ao fluxo migratório que se fez sentir na região e as partidas para a guerra colonial, a banda desapareceu durante os anos 70. E no principio dos anos 90, com o restauro da sede social, a SFM retomou os caminhos da dinamização cultural. Assim, surgiram um grupo coral, uma orquestra ligeira e um grupo de música popular portuguesa. São de realçar as presenças regulares do “Coral Nomam”, em diferentes encontros de coros, as importantes atuações da Orquestra Neoclave e, por fim, a presença em todos os canais da TV do grupo de música popular Seara Jovem.

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Filarmónica de Mortágua

A Filarmónica de Mortágua foi fundada em 1896 e nunca, desde a sua formação, teve sede própria, vivendo sempre precariamente instalada em diversos locais, mas nenhum com as condições indispensáveis. Teve bons períodos e outros francamente maus, tendo paralisado totalmente a sua atividade quando do falecimento do músico/regente Manuel Gonçalves (Gândara). Anos depois ressurgiu, resultado da boa vontade de alguns músicos mais dedicados, limitando-se a fazer festas religiosas e sendo dirigido pelo Reverendo Padre Moderno.

FM

Filarmónica de Mortágua

Filarmónica de Mortágua

Em 1987 por iniciativa da Câmara Municipal veio para Mortágua o atual maestro, Adriano Ribeiro Matias, que assumiu a responsabilidade de criar uma Escola de Música, um Orfeão Misto e a reativação da Filarmónica. Decorreram nove anos de ininterrupta atividade e a Banda fez uma digressão ao Luxemburgo. Tem cerca de 40 elementos, na sua maioria jovens que foram alunos da Escola de Música. Foi renovado todo o instrumental e adquirido um novo fardamento, com o apoio da Câmara Municipal.

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Músicas no Concelho

Murça e os seus músicos

Músicos do Concelho de Murça

Figuras musicais destacadas

  • José Luís Borges Coelho (maestro)

José Luís Borges Coelho, maestro e músico, ilustre murcense, foi repetidas vezes galardoado em festivais competitivos internacionais e agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. Dirige há mais de quatro décadas o Coral de Letras da Universidade do Porto. Foi professor de disciplinas relacionadas com voz e a música vocal e coral, designadamente, na Escola Superior de Educação e na Escola Superior de Música do Porto. Entre outras Associações corais, dirigiu também o Coro do Círculo Portuense de Ópera. A música portuguesa ocupa, desde sempre e por princípio, o lugar de relevo nos programas que dirige.

JLBC e o Coral de Letras

José Luís Borges Coelho, maestro, de Murça

José Luís Borges Coelho, maestro, de Murça, créditos JPN

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Sociedade Musical e Recreativa Obidense
Músicas no Concelho

Óbidos e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Óbidos

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Sociedade Musical e Recreativa Obidense

A Sociedade Musical e Recreativa Obidense (SMRO) adotou várias designações ao longo de mais de dois séculos de existência, desconhecendo-se com rigor a data da fundação. Entre 1885 e 1897 participou com a Banda Filarmónica de Lisboa em diversos eventos com o patrocínio do Município da capital. Em 1926, deu um concerto em Sintra.

A Banda da Sociedade Musical e Recreativa Obidense atravessa atualmente um período de grande atividade participando regularmente nos eventos culturais do concelho e da região: encontros de bandas, Festival Internacional de Bandas de Aveiras de Cima, Festival Internacional em Oliva de La Fronteira, em Espanha e na Cidade de Staffolo, em Itália. Foi tal o sucesso na digressão a Itália que a Banda e a Orquestra da Sociedade Musical e Recreativa Obidense passaram a ser convidadas frequentemente para participar nos festivais de Música seguintes, na cidade de Staffolo.

A Banda da Sociedade Musical e recreativa Obidense é constituída por 50 elementos, a Orquestra Ligeira por 24 elementos e a Orquestra Juvenil por 30 elementos. A Escola de Música da Sociedade Musical e Recreativa Obidense é frequentada por 40 alunos que de forma gratuita iniciam a sua Formação Musical até estarem aptos a fazer parte como músicos da Banda Filarmónica. Tem sido frequente a participação de jovens músicos da banda da S.M.R.O. em Cursos promovidos pela Fundação INATEL os quais têm representado uma mais-valia para quem os frequenta, contribuindo bastante para a evolução qualitativa da Banda. A banda da Sociedade Musical e Recreativa Obidense é dirigida pelo maestro João Raquel.

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