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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Miguel Araújo, cantautor, da Maia
Músicas no Concelho

Maia e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho da Maia

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alberto Gaio Lima (violinista, 1932)
  • Hermínio Leite (compositor, 1933)
  • Emídio Costa (maestro, compositor, 1939)
  • Ilídio Costa (maestro, compositor, 1937)
  • Ilídio Pinho (compositor, 1937)
  • Manuel Marques (guitarra, 1926-2018)
  • Miguel Araújo (cantautor)
  • Rodolfo Maia (maestro, 1982)
Ilídio Ferreira da Costa

Nascido em 1937, em Nogueira da Maia, Ilídio Ferreira da Costa iniciou os estudos musicais com seu pai António Costa aos 9 anos. Ingressou na banda local como instrumentista em flautim. Mais tarde frequentou os Conservatórios de Lisboa e Porto, concluindo neste último os cursos de Clarinete e Fagote, com elevadas classificações.

Foi premiado, vários anos, com o prémio da Fundação Calouste Gulbenkian, atribuído ao melhor aluno do Conservatório, na especialidade “Clarinetista”. Representou o referido Conservatório do Porto como instrumentista solista em inúmeras digressões pelo país.

Em 1960, ingressou na Banda Militar (Infantaria do Porto) como executante de requinta. Em 1961, concorreu à Banda Sinfónica da G.N.R. de Lisboa, ficando classificado em 1º lugar, entre vários candidatos, sendo admitido como clarinetista. Ao serviço da referida Banda, participou em diversas atuações no estrangeiro, nomeadamente, Holanda, Brasil, Bélgica e França.

Em 1968, foi nomeado Maestro da Banda de G.N.R. do Porto, ocupando esse cargo durante 21 anos.

Ainda no ano de 1968, passou a fazer parte dos quadros da Orquestra Sinfónica do Porto (RDP) como fagote solista durante 24 anos.

Foi também, durante alguns anos, professor no Conservatório de Música de Braga, na classe de “Instrumentos de Sopro”.

Foi fagotista na Orquestra do Norte durante 13 anos e fez parte de alguns agrupamentos de câmara, nomeadamente, Oficina Musical do Porto, Grupo Música Nova, Quintetos de sopro da Orquestra Sinfónica e do Conservatório, Orquestra Konsonantia. Foi fundador e Maestro da Orquestra Juvenil de Sopros da Associação Recreativa e Cultural de Nogueira da Maia. Nos tempos livres, lecionou os instrumentos de sopro (clarinete, fagote e saxofone).

Como compositor de música para Banda Filarmónica, a que se dedicou desde a sua juventude, escreveu aberturas, fantasias, divertimentos, suites, rapsódias, marchas de concerto, marchas de rua, paso-dobles, marchas de procissão, transcrições e adaptações. Algumas composições mais significativas: Corifeus, Mosaico, Ecos de Espanha, Campesina, Mestre António Costa, 14 Minutos no Parque, Momentos Menores, Paisagem Matizada, Senhor Lucas, Sons da Primavera, Reflexões.

Pelos serviços prestados às Bandas como compositor e à música em geral, foi distinguido pela Federação Portuguesa de Cultura e Recreio com o Diploma e Medalha de Instrução e Arte.

Foi, por idênticas razões, agraciado com a Medalha e Diploma de Mérito, atribuído pela Federação Regional das Bandas Filarmónicas do Minho, num evento de homenagem ao compositor, decorrido na cidade de FAFE, em outubro de 2005. Foi-lhe ainda atribuída a Medalha de Mérito, pela Câmara Municipal de Fafe, pelos 25 anos, ininterruptos, ao serviço da Sociedade Filarmónica Fafense (Banda de Revelhe) em 25 de abril de 2006.

Em 2010, foi homenageado em Águeda pela União de Bandas desta cidade (UBA) com o apoio da Câmara Municipal pelo reconhecido contributo que deu, através das suas composições, às Bandas Filarmónicas.

Em 2012, deixou de ser maestro e director artístico da Banda de Revelhe de FAFE, onde esteve, nas referidas funções, durante 31 anos. Em julho de 2012, foi admitido como Sócio Honorário da Confederação Musical Portuguesa. Em 2013, foi homenageado pela Orquestra Filarmónica 12 de abril (Travassô), sendo-lhe atribuído o título de Sócio Honorário desta instituição de Águeda, pela sua dedicação e disponibilidade como compositor.

Em 2013, foi homenageado como compositor convidado, no Certame Internacional de Bandas, integrado no festival (2º Pevidém Filarmónico).

Em 2017, foi agraciado com a Medalha de Mérito (Ouro) pela Câmara Municipal da Maia, por se ter distinguido e notabilizado ao serviço da Música, contribuindo para a promoção, bom nome e glória do Concelho.

Reciclanda

Reciclanda, livros, instalações, formações e oficinas

A Reciclanda tem vindo a criar conteúdos de apoio a Educação para a Cidadania, Educação Ambiental e animação dos recreios. Promove a criação de objetos sonoros, brinquedos, jogos e instrumentos a partir de objetos em fim de ciclo. Desenvolve projetos que destacam a inclusão e a literacia, contribuindo para o sucesso escolar. O livro “Brincar Azul”, editado em 2026, contém 700 ideias de jogos divertidos e sustentáveis. Já a “Semana Azul” é um conceito de instalação promotora do brincar sustentável que envolve escolas de concelhos.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Rodolfo Maia
Rodolfo Maia, maestro, da Maia

Rodolfo Maia, maestro, da Maia

Rodolfo Maia nasceu na Maia em 1982. Entre março de 2008 e dezembro de 2010 foi Maestro da OLB3m – Orquestra Ligeira da Banda de Música de Moreira da Maia, com a qual tocou alguns dos seus arranjos e orquestrações. Durante o ano de 2009 foi Maestro da Banda da Sociedade Filarmónica Louriçalense – Pombal. Entre janeiro de 2010 e janeiro de 2014 foi maestro da Banda Musical de Cabreiros (Braga). Entre novembro de 2013 e outubro de 2015 foi Maestro da Filarmónica Ressurreição de Mira. Participa habitualmente com diversos grupos de Música de Câmara e Música Sacra, como instrumentista, maestro e orquestrador. Durante o ano 2013 foi Diretor Musical da Tuna Académica do ISMAI (Instituto Superior da Maia).

Teve a oportunidade de trabalhar com os maestros Jacinto Montezo, Bert Appermont, Carlos Amarelinho, Paulo Ramos, Jaime Branco, Jacob de Haan, António Saiote, José Ignacio Petit, José Rafael Pascual Vilaplana, Luís Clemente, Marcelo Jardim e Jean-Marc Burfin, tralhando atualmente com o maestro Paulo Martins, no curso de formação contínua para maestros, da APB (Academia Portuguesa de Banda).

Para além das bandas das quais foi maestro titular, dirigi, de forma esporádica, académica ou por convite, as seguintes filarmónicas: Banda dos Escuteiros de Barroselas, Banda de Música de Belinho, Banda da Covilhã, Banda da Juventude Musical Ponterrolense, Banda Musical de Melres, Banda Musical de Gondomar, Banda Filarmónica de S. Mamede de Ribatua, Banda Marcial do Vale, Banda Filarmónica de Magueija, Filarmónica Verdi Cambrense, Filarmónica Nossa Senhora das Neves (Relva – Ponta Delgada, Açores), Banda Musical de Loivos, assim com as Orquestra de Sopros do EnOS – Portel e EnOS – Esposende, tal como a Orquestra Sinfónica da Escola Profissional da Serra da Estrela – Seia e a Banda Sinfónica da APB2016.

Obteve o 2.º Prémio no Concurso Nacional de Maestros inserido no Estágio Nacional da Orquestra de Sopros de Esposende, em 2013. Faz parte da organização do Concurso Internacional de Bandas CIB – Filarmonia Douro, desde a sua primeira edição. Foi Maestro Titular do 1.º Estágio Interno da Banda de Música de Moreira da Maia (em fevereiro de 2012) e do 1.º Estágio Conjunto das Bandas de Oliveira_Barcelos e Cabreiros, Braga (em novembro de 2012). É membro associado da WASBE – World Association for Symphonic Bands and Ensembles.

HISTÓRIA

Manuel Marques
Manuel Marques, guitarrista, da Maia

Manuel Marques, guitarrista, da Maia

Manuel Marques Pereira d’ Oliveira nasceu na rua da Arroteaça, em Milheirós, no dia 11 de janeiro de 1926 e morreu em Fão a 8 de junho de 2018, com 92 anos. Aos 10 anos, foi descoberto por René da Silva, também músico, para quem o, então miúdo, revelava qualidades artísticas. Aos 13 anos, apresentava-se já em espetáculos nos teatros do Porto. Aos 15 anos, iniciava os estudos de Harmonia, Contraponto e Composição.

Com 20 anos, escrevia as primeiras partituras e participava em programas na rádio, com especial destaque para as suas frequentes atuações na Rádio Clube do Norte e na Rádio Renascença. Em 1947, durante a vida militar, em Santarém, atuou no Orfeão Escalabitano, percorrendo o Sul do País como primeiro guitarrista. De volta ao Norte, depois de uma marcante participação num concerto de guitarras, passou a ensaiar a Orquestra de Tangos da Universidade do Porto.

Em outubro de 1955, Manuel Marques, Ana, sua mulher, e Nelito, seu filho, embarcavam no navio “Salta”. Depois de dar aulas, durante um certo período, na Casa de Portugal, Manuel Marques resolveu fundar a sua própria Academia, onde oferecia aulas de canto, violão, piano, acordeão, bandolim, cavaquinho, teoria musical e guitarra portuguesa. Para facilitar a vida aos alunos, a escola mantém cursos de guitarra por correspondência, com aulas gravadas em suporte magnético, atingindo quase todas as capitais brasileiras e alguns países das Américas, África e Europa.

Manuel Marques voltou a Portugal em 1986, com o patrocínio e apoio de várias entidades luso-brasileiras (Instituto de Apoio à Imigração e às Comunidades Portuguesas, Conselho da Comunidade Portuguesa do Estado de São Paulo e Centro de Turismo de Portugal no Brasil) obtendo imenso sucesso nos inúmeros espetáculos que deu. A imprensa deu ampla cobertura a esta digressão, órgãos de comunicação como o “Jornal de Notícias”, “O Comércio do Porto”, “O Primeiro de Janeiro”, “O Diário de Lisboa” e o “Correio da Manhã”, sem contar os jornais editados no eixo São Paulo-Rio (“Voz de Portugal”, “O Mundo do Português”, “Duas Nações” e “Portugal em foco”) registaram com destaque e regularidade, a participação do artista em terras lusas, acompanhado do filho Nelito e do viola Bonfim.

Ao descer do avião em Pedras Rubras, depois de uma escala em Lisboa, o músico registou duas agradáveis e memoráveis surpresas: a presença da consagrada Amália Rodrigues (que embarcara em Lisboa, mas o maestro não notara) tendo-o cumprimentado calorosamente, dada a sua relação de amizade travada no Brasil, aquando das digressões da diva do Fado por terras de Vera Cruz. Para além deste momento histórico, Manuel Marques viveu emocionado o acolhimento carinhoso que as gentes de Milheirós lhe dispensaram logo à chegada.

Até 1989 já tinha gravado 16 álbuns com composições da sua autoria, do repertório da música tradicional de raiz popular portuguesa, do fado de Lisboa e fado de Coimbra e do repertório internacional de música clássica, sempre com primorosos arranjos para guitarra escritos por si.

Considerado pela crítica musical do Brasil como um perfeccionista, por vezes até aclamado como um genial intérprete do mais português dos instrumentos, participou em incontáveis programas de televisão nos diversos canais do Brasil e em Portugal, sendo o autor de música original para as telenovelas “As Pupilas do Senhor Reitor” (TV Record), António Maria (TV Tupi) e “Os imigrantes” (TV Bandeirantes) e de alguns filmes brasileiros entre os quais se destaca “Sertão em festa”.

Pelas salas da sua Academia, onde Portugal estava presente até nas paredes, representado por quadros, objetos diversos e posters, entre estátuas de alguns génios da música e várias dedicatórias, passaram milhares de alunos, muitos deles, hoje donos de conservatórios. Um dos mais aplicados e atenciosos aos ensinamentos do mestre era António Joaquim Fernandes, um loirinho de 12 anos, nascido em Trás-os-Montes. Ao perceber o seu grande amor à música e pressentindo uma carreira repleta de sucesso, Manuel Marques tratou logo de arranjar-lhe um nome radiofonicamente mais sonante. Nascia assim, devidamente “baptizado”, para o mundo artístico, o cantor Roberto Leal.

Victor Dias (resumido)

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/miguel-araujo-cantautor-maia.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:46:132026-03-16 10:01:48Maia e os seus músicos
Beatriz Costa, atriz e cantora, de Mafra
Músicas no Concelho

Mafra e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Mafra

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alexandra Neves Fortes (maestrina)
  • Beatriz Costa (cantora, 1907-1996)
  • Catarina Passos (flautista)
  • Francisco José Alves Gato (carrilhanista, 1945)
  • Joana Dias (clarinetista)
  • Luís Esteves Pereira (organeiro, 1921-1991)
  • Samuel Quedas (cantor, 1952)

Alexandra Neves Fortes

Alexandra Neves Fortes iniciou os estudos musicais aos seis anos, na Escola de Música da Filarmónica Cultural Ericeira. Aos dez anos ingressou na Escola de Música do Conservatório Nacional (Lisboa), onde se veio a diplomar com o Curso Básico de Clarinete e o Curso Secundário de Formação Musical.

É mestranda em Direcção Coral, na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estuda com Paulo Vassalo Lourenço, e licenciada em Direcção Coral e Formação Musical, pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou direcção com Vasco Pearce de Azevedo.

Fez um semestre de estudos no Kodály Institute of the Liszt Ferenc Academy of Music (Hungria), no âmbito do programa Erasmus, onde estudou direcção coral com László Norbert Nemes, técnica vocal com Renáta Darázs e piano com Anikó Novák. Frequentou classes de aperfeiçoamento de direcção coral com os maestros Zoltán Pad (Hungria) e Werner Pfaff (Alemanha). No âmbito da técnica vocal estudou com Joana Nascimento e frequentou uma masterclass com Geert Berghs (Holanda).

Como coralista, foi membro efectivo do Coro Sinfónico Lisboa Cantat, com o qual gravou os três primeiros volumes do CD compositores Portugueses XX-XXI, e onde teve a oportunidade de se estrear como maestrina com esse mesmo programa. Fez parte do Coro dos Concertos Participativos da Fundação Calouste Gulbenkian (2014-2019), foi também soprano do Coro de Câmara Lisboa Cantat (2019-2020) e fez parte do Coro da JMJ e do Coro de Câmara da JMJ, na Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023.

É fundadora e directora do Ensemble Corteto. Como maestrina convidada, tem dirigido regularmente o Coro Infantil e Juvenil Lisboa Cantat, o Coro de Câmara Lisboa Cantat e o Coro Sinfónico Lisboa Cantat, desde 2022. É professora de Coro e de Formação Musical no Conservatório de Música de Mafra, desde 2015, e no Conservatório de Música da Física de Torres Vedras, desde 2023. Foi maestrina principal do Coro de Câmara Outros Cantos (2015-2018) e maestrina assistente dos Coros Infantil e Juvenil Lisboa Cantat (2018-2019).

Com o Coro Feminino do Conservatório de Música de Mafra e com o Ensemble Corteto venceu o 1.º lugar no Valencia Awards Music Competition – Winter Session 2021, nas categorias de Large Ensemble 15-17 e Large Ensemble +18, respectivamente.

Alexandra Neves Fortes, créditos KPhoto

Alexandra Neves Fortes, créditos KPhoto

Beatriz Costa

Beatriz Costa, atriz e cantora, de Mafra

Beatriz Costa, atriz e cantora, de Mafra

Catarina Passos

Natural de Mafra, Catarina Passos começou os estudos musicais na Banda da Escola de Música Juventude de Mafra. Prosseguiu a formação com professores de renome como Nuno Inácio e Vasco Gouveia e concluiu o mestrado em performance com distinção na Royal Academy of Music em Londres. Como flautista, colaborou em várias orquestras nacionais e internacionais, conquistando prémios, incluindo o primeiro lugar no Prémio Jovens Músicos RTP/Antena 2 na categoria de Música de Câmara. Com um percurso marcado pela excelência, já foi bolseira em diversas instituições e também especializou-se em Traverso, Pedagogia da Música e Direcção. Em 2025, lança o primeiro álbum como maestrina, com a Banda da Escola de Música Juventude de Mafra, onde é diretora artística e musical.

Joana Dias

Joana Dias, natural da Ericeira, é licenciada em clarinete pela ESMAE, no Porto, onde também concluiu o mestrado em Ensino da Música, especialização em Clarinete e Classe de Conjunto. A clarinetista participou em diversas classes de aperfeiçoamento e estágios de orquestra, colaborando com várias orquestras portuguesas, incluindo a Orquestra Sinfónica do Algarve e a Orquestra do Festival de Música de Mafra. Em 2023, atuou a solo com a Orquestra Algarve Camerata. Além da performance, dedica-se ao desenvolvimento de projetos musicais para bebés, crianças e séniores, almejando assim conectar a Música a diferentes públicos. Lecciona aulas de Yoga vocacionadas para músicos, promovendo o bem-estar e o equilíbrio corpo – mente.

Samuel Quedas

Apadrinhado por Zeca Afonso, Samuel entrou na onda subversiva (aos olhos do regime) em 1972 com a música “Cantigueiro”. Depois do 25 de Abril participou, à semelhança dos seus “camaradas de armas”, em várias sessões de Canto Livre e lançou-se na feitura de um EP onde se poderiam encontrar músicas como “O Povo Unido”, “Venceremos” ou “De Pé Pela Revolução”. De lá para cá, participou em vários festivais RTP da Canção, que quase venceu em 1984. Em 1997 gravou o disco Trovas do Vento que Passa, álbum integralmente composto com temas de Adriano Correia de Oliveira.

Em 2011, foi galardoado com o “Prémio Carlos Paredes” pelos 40 anos de música. Continuou a gravar e a compor para outros artistas apesar de nunca ter atingido o apogeu como no período pré e pós revolucionário. A 18 de outubro de 2018, na Associação José Afonso, em Lisboa, Samuel apresentou ao vivo novo CD, a solo, Sempre Um Fim, Sempre Um Começo, com 13 canções novas com produção e arranjos de José Mário Branco.

Samuel Quedas

Samuel, cantautor, de Mafra

Samuel, cantautor, de Mafra

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/mafra-beatriz-costa-cantora-atriz.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:45:352025-09-28 21:43:59Mafra e os seus músicos
Laura Silva Mendes, organista, do Porto da Cruz, Madeira
Músicas no Concelho

Machico e os seus músicos

Músicos naturais de Machico

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Laura Silva Mendes (organista)
  • Miguel Canada (tuba, 1997)
Laura Silva Mendes

Nascida no Porto da Cruz, concelho de Machico, Ilha da Madeira, Laura Silva Mendes começou os estudos musicais com seis anos de idade na Associação Grupo Cultural Flores de Maio.

Mais tarde, começou a estudar piano no Conservatório – Escola das Artes Eng° Luiz Peter Clode, com Emesse Szepesi e posteriormente com Iryna Kózina e órgão com Halyna Stetsenko no Curso Profissional de Instrumentista.

Em 2013, começou a Licenciatura em Piano no Conservatório Real de Antuérpia, na Bélgica, com Polina Leschenko.

Em 2015 iniciou o seu mestrado em piano com Polina Leschenko e Eliane Rodrigues e simultaneamente a Licenciatura em órgão com Joris Verdin no Conservatório Real de Antuérpia.

Durante estes anos, participou em classes de aperfeiçoamento de órgão com João Vaz, Ludger Lohmann, Michel Bouvard, entre outros. Apresentou-se a solo e com orquestra em vários países da Europa como: Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Holanda e Inglaterra.

Desde 2019 estuda com David Graham e Shopie-Veronique Cauchefer-Choplin na prestigiada Royal College of Music em Londres, onde é bolseira da Eric Thompson Trust e da Fundação GDA.

Em 2021 foi premiada com a Grant Fund Award pelo presidente da Royal College of Music, Colin Lawson.

Laura Silva Mendes, organista, do Porto da Cruz, Madeira

Laura Silva Mendes, organista, do Porto da Cruz, Madeira

Miguel Canada

Natural de Machico (Madeira), Miguel Canada nasceu a 9 de maio de 1997.

Em 2008 começou a estudar Tuba na Banda Municipal de Machico. Ingressou no Curso Profissional Básico de Instrumentista na classe de Tuba e Eufónio de Fabien Filipe, no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, em 2010.

Colaborou com a Orquestra Clássica da Madeira, em 2011.

Participou durante cinco anos consecutivos (2012-2016) no Estágio de Orquestra OJ.COM (Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música), que decorreu nas cidades de Aveiro, Braga, Lisboa, Açores e Porto.

No Concurso Fórum Internacional de Interpretação Musical e de Pedagogia obteve 1.ºs prémios nas categorias de instrumentista de sopro a solo (2013, 2015) e música de câmara (Quarteto de Tubas e Quinteto de Metais, 2013).

Obteve o 1º lugar na X edição do Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro “Terras de La Salette” (2015).

Em 2016 participou no programa ERASMUS+ “Music Without Frontiers” em Lahti (Finlândia) e concluiu a gravação de um CD com músicas infantis da sua autoria. Finalizou o Curso Profissional de Instrumentista com nota máxima no recital final. Ingressou na Licenciatura em Tuba na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Adélio Carneiro. Integrou a Lisbon Film Orchestra no final desse mesmo ano.

Leia AQUI a biografia completa.

Miguel Canada, tuba, de Machico

Miguel Canada, tuba, de Machico

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/laura-silva-mendes-orgao-machico.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:44:012021-09-27 20:09:59Machico e os seus músicos
Roberto Leal, cantor, de Macedo de Cavaleiros
Músicas no Concelho

Macedo de Cavaleiros e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Macedo de Cavaleiros

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Roberto Leal (cantor, 1951-2019)

Roberto Leal

Roberto Leal, cantor, de Macedo de Cavaleiros

Roberto Leal, cantor, de Macedo de Cavaleiros

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/macedo-de-cavaleiros-roberto-leal-cantor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:43:262024-11-20 10:17:42Macedo de Cavaleiros e os seus músicos
João Xavier, pianista, de Lousada
Músicas no Concelho

Lousada e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Lousada

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Celestino Borges de Sousa (compositor litúrgico, 1930-1999)
  • Guilherme Felgueiras (etnógrafo, 1890-1990)
  • Hélder Coelho (maestro, 1979)
  • João Xavier (pianista, 1994)
  • Serafim Nunes Chamusca (maestro, compositor, 1901-1969)
Hélder Coelho
Hélder Coelho, maestro, de Lousada

Hélder Coelho, maestro, de Lousada

Hélder Filipe Ribeiro Coelho nasceu em Lousada a 07 de março de 1979, tendo iniciado os estudos musicais aos 10 anos, na Banda Musical de Lousada, com o seu pai. Mais tarde ingressou na Escola Profissional e artística do Vale do Ave – ARTAVE, onde concluiu o curso de Instrumentista de Sopro na classe de Trompete com Paulo Silva, com a classificação final de 19 valores.

Em 1999 foi vencedor do Concurso Nacional de Trompete em Castelo de Paiva e finalista do nível superior do Concurso Jovens Músicos Portugueses da RDP. Após Concurso Nacional e Internacional obteve um lugar nos Quadros da Orquestra de Jovens Músicos da União Europeia. Foi 1º Trompete da Orquestra Sinfónica ARTAVE, Orquestra Filarmonia da Beiras, Orquestra Sinfonia B, Orquestra das Escolas Particulares da Musica, Grupo de Metais do Porto e Quinteto de Metais North Brass.

Em 2011 foi Professor Convidado pela Escola Profissional de MÚsica de Mirandela, para lecionar classe de aperfeiçoamento de Trompete. Trabalhou sob direção de maestros Ernest Shelle, Francisco Ribeiro, kevin Wauldron, Cesário Costa, Maciel Matos, Juan Trill, Emilio de Cesar, Marc Shuster, Pietro Mianitti, Fernando Eldoro, Délio Gonçalves, Leonardo Barros. Frequentou classes de aperfeiçoamento com Andre Henry, Philip Smith, Kevin Waldroun, Pierre Duttot, Jouko Harjane, Guy Touvron, Richard Steuart e Ryan Anthony.

Como maestro foi convidado para assumir a regência da Banda Filarmónica de Pevidém, no Certame Internacional de Bandas, em Silleda – Espanha. Tem frequentado classes de aperfeiçoamento de Direcção com Cristopher Millet, Jo Conjaerts e Emilio de Cesar. Foi maestro da Banda Filarmónica de São Mamede de Ribatua de 2000 a 2003. De 2003 a 2007 foi Maestro-Adjunto e Coordenador da Escola de Música da Banda de Pevidém. Desde 2011 é Maestro da Banda da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense – SFRA. Exerce funções como 1º sargento Músico dos Quadros da Banda da Armada Portuguesa.

João Xavier

João Xavier, pianista, de Lousada

João Xavier, pianista, de Lousada

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira
962 942 759

Serafim Nunes Chamusca

O maestro e compositor Serafim Nunes Chamusca nasceu em Nespereira, Lousada, a 4 de janeiro de 1901. Iniciou os estudos musicais aos 11 anos de idade sob a direção de seu pai, António Nunes Chamusca, que na época Maestro da Banda de Música de Lousada. Aos 18 anos entrou ao serviço do Exército onde ingressou na Banda de Música do Regimento de Infantaria e onde alcançou o posto de Primeiro-sargento Músico. Completou os cursos de Composição e Direção de Orquestra.

Em 1937 foi diretor musical do Rancho Folclórico Flores de Portugal da Figueira da Foz e de outras bandas filarmónicas da época.
Após a sua aposentação do Serviço Militar dedicou-se mais do que nunca à composição e foi nessa altura que compôs uma grande parte das suas obras. Em 1956 foi maestro da Filarmónica de A-da-Gorda a quem deixou algumas das suas composições escritas especificamente para esta banda.

Em 1960 aceitou dirigir durante quatro anos a Orquestra Típica Albicastrense. Sob a sua direção artística esta Orquestra passou a dispor de um coro masculino e feminino para complemento dos seus solistas e que fez várias atuações pelo País inclusive na Rádio Televisão Portuguesa em 1962. Durante esse período exerceu também as funções de Professor de Música da Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco. Entre 1964 e 1967 foi maestro da Banda da Maiorga e professor de música da Escola Técnica de Alcobaça, cidade onde faleceu a 31 de julho de 1969.

Em 2014, a Filarmónica da Maiorga homenageou o maestro Serafim Chamusca, que esteve em Alcobaça entre 1964 e 1967, foi Maestro da Banda da Maiorga e professor de música da Escola Técnica de Alcobaça. Apesar da sua curta passagem pela Maiorga, é considerado um dos mais importantes elementos no desenvolvimento musical da Banda Filarmónica Maiorguense e também da música no concelho de Alcobaça. Com uma vida dedicada à música filarmónica, este Maestro deixou um vasto conjunto de composições e arranjos neste tipo de música. A homenagem contou com a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e do secretário de Estado do Orçamento, Hélder Reis, um maiorguense, que enalteceu a figura do maestro.

“Estamos a fazer a homenagem ao maestro Serafim Chamusca, e o objetivo é realçar a cultura musical e a importância das bandas filarmónicas, que têm desenvolvido um trabalho local de imensa importância cívica. Realçá-lo é o que devemos fazer e é isso que estamos hoje aqui a fazer”, disse o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier Por seu turno, Hélder Reis, secretário de Estado do Orçamento, recordou ter feito a sua formação musical, entre os 6 e os 18 anos, na banda da Maiorga.

“Não tive o prazer de conhecer o maestro, que morreu no ano em que eu nasci. Quando cheguei à banda, ouvi falar nele. Fiz a minha formação musical na Sociedade Maiorguense, estudei em Alcobaça, dou valor a essa minha experiência e ao trabalho que o governo tem vindo a fazer em matéria de reconhecimento das Bandas Filarmónicas, tendo decretado o dia 1 de setembro como o dia das Bandas Filarmónicas”, disse.

TOPONÍMIA MUSICAL

Em Nespereira, Lousada, distrito do Porto, um arruamento perpetua a sua memória:

Rua do Mestre Serafim Nunes Chamusca 4620-912 Nespereira Lsd (GPS: 41.252327, -8.295404)

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/lousada-joao-xavier-pianista.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:42:322024-10-30 16:20:13Lousada e os seus músicos
António Saiote, clarinetista e maestro, de LouresCarlos Azevedo
Músicas no Concelho

Loures e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Loures

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Aldara Medeiros (n. 1994)
  • André Machado (n. 1989)
  • António Saiote (clarinetista, 1960)
  • Beatriz Carvalho (n. 2000)
  • Diogo Vida (n. 1977)
  • Jaime Carriço
  • Luís Gomes (n. 1970)
  • Manuel Mendes (n. 1943 – m. 2009), guitarrista, guitarreiro e compositor
  • Maria Nabeiro (n. 1997)
  • Marina Taipa (n. 1997)
  • Marta Nabeiro (n. 2002)
  • Martim Barbosa (clarinete, n. 2003)
António Saiote

Nascido em Loures, Portugal, em 1960, António Saiote é um artista e pedagogo reconhecido mundialmente. Terminou o curso do Conservatório Nacional com 20 valores, na classe do professor Marcos Romão.

Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian em Paris, com Guy Deplus e Jacques Lancelot, e em Munique com Gerd Starke, onde obteve o “Meisterdiplom” da Hochschule de Munique, com distinção. Fez um curso de pós-graduação de Música Contemporânea, em Espanha, com Artur Tamayo e repertório Tradicional em Inglaterra, com Georges Hurst.

Concluiu o mestrado em Direção de Orquestra pela Universidade de Sheffield. Tocou com a Orquestra Gulbenkian, Sinfónica Portuguesa, Orquestra Clássica do Porto, Régie Sinfónica, Rádio Lisboa e Porto, São Paulo, Shanghai, Filarmónica das Beiras, Orquestra do Norte, Orquestra Sinfónica do Algarve e Sinfónica de Zurique.

Leia AQUI a biografia completa.

António Saiote

António Saiote, clarinetista e maestro, de Loures

António Saiote, foto Carlos Azevedo

HISTÓRIA DA MÚSICA

João Lourenço Rebelo

João Soares (ou Lourenço) Rebelo (n. Monção 1610 – m. Apelação, Loures 1661) foi um famoso cantor e compositor de música sacra. Inicia a sua formação com um tio em Caminha, mas cedo vai para a Capela Ducal em Vila Viçosa. Fez estudos de música com o futuro rei D. João IV e veio para Lisboa, com a restauração da independência. Casou em 1652 com D. Maria de Macedo, natural de Unhos, proprietária da Quinta do Val de Ameixoeiro (onde o casal passou a habitar) e filha do provedor das lezírias de Santarém. Foi habilitado familiar do Santo Ofício e comendador da Ordem de Cristo. Por estima, o Rei ordenou que as suas obras fossem impressas. João Lourenço Rebelo compôs vilancicos, hinos, salmos, um Teum Deum e várias missas, uma das quais em homenagem ao 39º aniversário do Rei. A sua obra foi influenciada por técnicas e estilos de composição que ganhavam forma noutros locais da Europa, utilizando os coros e retirando ao órgão a exclusividade do acompanhamento musical em detrimento de instrumentos de sopro. Assim, as suas composições musicais combinavam coros, cantores, solistas e instrumentos,
resultando em sonoridades pouco comuns à época.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração). Dinamiza oficinas de música e atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Manuel Mendes

Manuel Mendes (n. 1943 – m. 2009) foi um guitarrista, guitarreiro e compositor residente no concelho de Loures.

Marcos Romão dos Reis Júnior

Marcos Romão dos Reis Júnior nasceu em Loures, em 1917 e morreu em 2000. Ana e Marcos, seus pais, proporcionaram-lhe uma educação que desde muito cedo o ligou à música. Ainda muito jovem, ingressou na Banda da sua terra – Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Loures – da qual mais tarde viria a ser regente.

Em 1933, com dezasseis anos, integrou a Banda da Armada como grumete. Aluno do Conservatório Nacional entre os anos 1934 a 1937, concluindo o curso com distinção máxima. Bolseiro pela Fundação Calouste Gulbenkian, estudou entre as elites mundiais do clarinete, no Conservatório de Paris.

Marcos Romão dividia a sua carreira entre músico da Marinha e solista nos muitos recitais em que participava pelo país fora.

Em 1947, destacou-se ao vencer um concurso da Emissora Nacional. Como solista, integrou as antigas Orquestras Sinfónicas de Lisboa, a Orquestra Sinfónica Nacional e a Orquestra Filarmónica de Lisboa. Soprou e dedilhou com mestria nos vários quintetos de sopro por onde passou, explorando a cinética musical em todas as amplitudes e sempre elogiado pela crítica.

Leia AQUI a biografia completa.

Marcos Romão dos Reis Júnior

Marcos Romão dos Reis Júnior, maestro, de Loures

Marcos Romão dos Reis Júnior, maestro, de Loures

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/loures-antonio-saiote-ft-carlos-azevedo.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:42:062024-10-27 23:15:15Loures e os seus músicos
Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé
Músicas no Concelho

Loulé e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Loulé

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Hermenegildo Guerreiro (acordeão, 1957)
  • Maria Campina (pianista)
  • Pedro de Freitas (regente, 1894-1987)

Hermenegildo Guerreiro

Hermenegildo Guerreiro, acordeonista, de Loulé

Hermenegildo Guerreiro, acordeonista, de Loulé

Maria Campina

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé

Maria Campina

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé

Maria Campina, pianista e pedagoga, de Loulé

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

FOI NOTÍCIA

“Para encerrar as comemorações do 100.º aniversário do nascimento da pianista Maria Campina, que se assinalou ao longo do ano de 2014, a Câmara Municipal de Loulé apresentou a exposição “Maria Campina, a louletana que pôs Salzburgo de pé”, que pôde ser visitada de 18 de janeiro até 31 de março, no Cine-Teatro Louletano.

O título é inspirado pelo professor Winfried Wolf que, após a participação de Maria Campina no concurso internacional em Salzburgo (Áustria), no qual alcançou o primeiro prémio, referiu que esta “obteve um grande triunfo tendo posto de pé Salzburgo”. A mostra pretendeu valorizar o seu projeto de vida, ou seja, a sua dedicação à música e à pedagogia musical. Maria Campina, mulher emancipada em relação ao seu tempo, visionária do desenvolvimento cultural para a região algarvia, deixa-nos um legado incontornável de uma vida dedicada à pedagogia social e cultural.

Maria Campina

Maria Campina de Sousa Pereira nasceu em Loulé, a 18 de janeiro de 1914. Considerada uma das mais talentosas pianistas da Europa, concluiu o seu curso superior de piano do Conservatório Nacional, onde foi aluna de grandes mestres, entre os quais Varela Cid e Luís de Freitas Branco, em 1935, com a classificação de 20 valores. Enquanto frequentou aquele conservatório, Maria Campina foi premiada com todos os galardões para os melhores alunos, incluindo o 1.º Prémio do Conservatório Nacional, nunca alcançado por qualquer outro aluno daquele estabelecimento de ensino.

Estreou-se em Lisboa, num concerto na Casa do Algarve, e fez questão de que o segundo fosse dado na sua terra natal, pouco tempo depois, no dia 8 de agosto. Todo o país fazia, então, questão em escutar aquela jovem e bonita pianista, louvando-lhe a capacidade interpretativa, a técnica e, especialmente, a sua extraordinária sensibilidade artística e emocional.

Em 1939, com 25 anos, e já casada, Maria Campina começou a lecionar como professora de piano num colégio de Lisboa. Vivia em Loures e, como nesses tempos, os automóveis eram um luxo de gente muito rica, Maria Campina tinha de se deslocar na sua pesada bicicleta a pedal. Maria Campina não tinha mãos a medir, quer em récitas individuais, quer integrada ou como solista da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, que, tal como a outra orquestra da estação oficial, a Orquestra Ligeira, percorria o país de lés a lés. Além de dar vida às partituras, a pianista também escrevia para os jornais, proferia conferências, interessava-se pela vida cultural do país.

Em 1949, Maria Campina decidiu participar num concurso internacional na Áustria, pátria de grandes músicos e intérpretes. No Mozarteum de Salzburgo, iria ombrear com quinze dos maiores pianistas mundiais do seu tempo. Interpretou obras de Mozart e de Johan Sebastian Bach e o júri, por unanimidade, o que raramente se voltou a repetir, declarou-a vencedora. Era o reconhecimento internacional da grande dama do piano. Toda a Europa, América do Sul e África puderam, então, escutar a magia das suas interpretações.

Maria Campina criou, por essa altura, na Academia de Música do Funchal, a disciplina de Iniciação Musical, mostrando, deste modo, a sua sensibilidade pedagógica e visão para as carências educativas da escola, em Portugal. Já em Lisboa, alguns anos mais tarde, em 1962, a pianista algarvia abraçava convictamente a ideia da criação de um conservatório na região do Algarve, que outros antes haviam lançado mas que ninguém pusera em prática. Durante dez anos, Maria Campina não esmoreceu, numa luta constante contra o imobilismo das instituições, a descrença dos poderes constituídos e a indiferença de quem tinha a obrigação de ser entusiasta e promotor.

Em 1972, Maria Campina pôde, finalmente, ainda em casa emprestada, receber os primeiros alunos do “seu” Conservatório Regional do Algarve. Durante os doze anos que se seguiram, a pianista louletana pôde dar largas ao seu sonho, formando crianças e jovens algarvios. Galardoada, em 1979, com o grau de Comendador da Ordem de Instrução Pública, Maria Campina empenhava-se, então, com o seu marido, Pedro Ruivo, em conseguir apoios para a construção de uma escola de raiz, enquanto “fornadas” de jovens lhe iam passando pelas mãos delicadas. Maria Campina faleceu em 27 de fevereiro de 1984 e seria o seu marido quem veria, finalmente, concretizado o seu sonho: a construção do edifício que alberga o Conservatório Regional Maria Campina.”

Fonte: Jornal do Algarve

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/loule-maria-campina-pedagoga.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:41:302024-10-29 23:14:15Loulé e os seus músicos
Gonçalo Lourenço, maestro
Músicas no Concelho

Lisboa e os seus músicos

Músicos naturais de Lisboa

Serviço público sem financiamento público, o Musorbis é um dos sete portais da Meloteca, mapeando a música em Portugal, concelho a concelho.

  • Abel Moura (acordeão, 1953)
  • Adelina Fernandes (cantora, 1896-1983)
  • Adelina Ramos (cantora, 1916-2008)
  • Afonso Pais (guitarrista, 1979)
  • Ágata (cantora, 1959)
  • Agir (cantor, 1988)
  • Águeda Sena (coreógrafa)
  • Ada de Castro (cantora, 1937)
  • Alain Oulman (compositor de fados, 1928-1990)
  • Alberto Machado (letrista, 1892-1939)
  • Alcino Frazão (guitarrista, 1961-1988)
  • Aldina Duarte (fadista, 1967)
  • Alexandra Torrens (pianista)
  • Alexandre Delgado (compositor, 1965)
  • Alexandre Diniz (teclados)
  • Alfredo Keil (compositor, 1850-1907)
  • Alfredo Marceneiro (fadista, 1891-1982)
  • Almeida d’Eça (cantor, 1902-1958)
  • Álvaro Ilhéu (construtor de instrumentos musicais, 1883-c. 1972)
  • Álvaro Ferreira (construtor de instrumentos, 1936)
  • Álvaro Malta (barítono, 1931)
  • Amália Rodrigues (fadista, 1920-1999)
  • Ana Bacalhau (cantora, 1978)
  • Ana Sacramento (canto)
  • Ana Bela Chaves (violeta, 1969)
  • Ana Ester Neves (soprano, 1961)
  • Ana Sofia Varela (fado)
  • Ana Telles (piano)
  • André Carvalho (contrabaixista)
  • André Fernandes (guitarrista, 1996)
  • André Henriques (barítono)
  • Andreia Pinto-Correia (compositora)
  • Aníbal Nazaré (autor de fado)
  • António Chagas Rosa (compositor, 1960)
  • António Duarte (organista)
  • António Esteireiro (organista)
  • António José Croner (compositor, 1826-1888)
  • António de Sousa Dias (compositor, 1959)
  • António Joyce (regente, 1964)
  • António Mello Corrêa (cantor, 1944-1982)
  • António Melo (compositor, 1903-1975)
  • António Pinto Ribeiro (ensaísta, 1956)
  • António Rocha (cantor, 1938)
  • António Victorino d’Almeida (compositor, 1940)
  • António Wagner Diniz (barítono, 1954)
  • Argentina Santos (fadista, 1924-2019)
  • Armandinho (guitarrista, 1891-1946)
  • Armando Carvalhêda (divulgador, 1950)
  • Armando de Vasconcelos (cantor, 1878-1957)
  • Armando José Fernandes (compositor, 1906-1983)
  • Armando Machado (violista, 1899-1974)
  • Armando Mota (pianista, 1950)
  • Armando Santiago (compositor, 1932)
  • Artur Pizarro (pianista, 1968)
  • Artur Santos (compositor, 1914-1987)
  • Augusto Machado (compositor, 1845-1924)
  • Avelino de Sousa (autor, 1880-1946)
  • Bernardo Moreira (contrabaixista, 1965)
  • Bernardo Santos (pianista)
  • Bernardo Sassetti (compositor, 1970-2012)
  • Berta Cardoso (fadista, 1911-1997)
  • Berta da Nóbrega (pianista)
  • Bruno Canteiro Vieira (compositor)
  • Bruno Soeiro (compositor, 1983)
  • Carlos Bica (contrabaixista, 1958)
  • Carlos Calderon (compositor, 1867-1945)
  • Carlos Dias (compositor, 1913-1979)
  • Carlos do Carmo (1939-2021)
  • Carlos Harrington (cantor, 1870-1916)
  • Carlos Mendes (cantor, 1947)
  • Carlos Ramos (guitarrista, 1907-1969)
  • Carlos Vieira (baterista, 1957)
  • Carlos Zíngaro (violinista, 1948)
  • Carvalhinho (guitarrista, 1918-1990)
  • Casimiro Ramos (Lisboa, 1901-1973)
  • Catarina Latino (flautista, 1947-2011)
  • Catarina Molder (soprano)
  • Catarina Vilar (pedagoga)
  • César das Neves (coletor, 1841-1920)
  • Chico Maluco (fadista, 1902-1944)
  • Cremilda de Oliveira (cantora, 1887-1979)
  • Cremilde Rosado Fernandes (cravista, 1940)
  • Daniel Bacelar (cantor, 1943)
  • David Mourão-Ferreira (letrista, 1927-1996)
  • Diogo Mendes (compositor, 1992)
  • Diogo Oliveira (barítono, 1979)
  • Domingos Camarinha (guitarrista, 1915-1993)
  • Duarte Costa (guitarrista, 1921-2004)
  • Duarte Mendonça (promotor, 1931)
  • Eduardo Libório (musicólogo, 1900-1946)
  • Elvira de Freitas (compositora, 1927-2015)
  • Emídio Coutinho (violoncelista)
  • Emmanuel Nunes (compositor, 1941-2012)
  • Ermelinda Vitória (cantora, 1892-1983)
  • Ernesto Vieira (musicólogo, 1848-1915)
  • Estêvão Amarante (cantor, 1889-1951)
  • Estela Alves (fadista, 1930-2023)
  • Fernanda Baptista (cantora, 1919)
  • Fernanda Peres (fadista)
  • Fernando Albuquerque (trompetista, 1918-1988)
  • Fernando Calazans (violinista, -2020)
  • Fernando de Carvalho (compositor, 1913-1967)
  • Fernando de Freitas (guitarrista, 1913-1988)
  • Fernando Laires (pianista, 1925-2006)
  • Fernando Maurício (fadista, 1933-2003)
  • Fernando Reis
  • Fernando Tordo (cantor, 1948)
  • Filipa Poejo (violinista, 1970)
  • Filipe Mendes (guitarrista, 1947)
  • Filipe Pinto (cantor, 1905-1968)
  • Filipe Pires (compositor, 1934)
  • Florinda Santos (pianista, 1907-2015)
  • Francis Graça (coreógrafo, 1902-1980)
  • Francisco Carvalhinho
  • Francisco D’Orey (diretor de coro)
  • Francisco de Andrade (barítono, 1856-1921)
  • Francisco de Freitas Gazul (compositor, 1842-1925)
  • Frederico de Freitas (compositor,  1902-1980)
  • Frederico Valério (1913-1982)
  • Frei Hermano da Câmara (fadista, 1934)
  • Frutuoso França (cantor, 1912-2000)
  • Georgino de Sousa (violista, 1893?-1949)
  • Gil Miranda (musicólogo, 1931)
  • Gilberto Grácio (construtor de instrumentos, 1936)
  • Gonçalo Gato (compositor, 1979)
  • Gonçalo Lourenço (maestro)
  • Guilherme Kjölner (tenor, 1911-1984)
  • Helena Afonso (soprano, 1948)
  • Helena Lamas Pimentel (pianista, 1932)
  • Helena Vieira (soprano, 1953)
  • Henrique Rego (letrista, 1885-1963)
  • Hermínia Silva (1907-1993)
  • Hugo Casais (cantor lírico, 1919-1989)
  • Hugo Vidal (diretor de orquestra, 1886?-1940)
  • Humberto d’Ávila (musicógrafo, 1922-2006)
  • Inês Vaz (acordeonista, 1988)
  • Irene Lima (violoncelista, 1957)
  • Isabel Vaz (violoncelista)
  • Jaime Santos (guitarrista, 1909-1982)
  • Jaime Silva “Filho” (pianista, 1908-1970)
  • Jennifer Smith (soprano, 1945)
  • João de Freitas Branco (musicólogo, 1922-1989)
  • João de Freitas Branco Paes (compositor, 1928)
  • João Domingos Bomtempo (compositor, 1775-1842)
  • João Ferreira-Rosa (cantor, 1937)
  • João Linhares Barbosa (letrista, 1893-1965)
  • João Malha (compositor, maestro)
  • João Maria dos Anjos (guitarrista, 1856-)
  • João Moreira (trompetista, 1970)
  • João Paulo Esteves da Silva (pianista, 1961)
  • João Paulo Santos (pianista, 1959)
  • João Pedro d’Alvarenga (musicólogo, 1961)
  • João Pedro Oliveira (compositor, 1959)
  • Joaquim Cordeiro (cantor, 1903-1983)
  • Joly Braga Santos (compositor, 1924-1988)
  • Jorge Costa Pinto (orquestrador, 1932)
  • Jorge Croner de Vasconcelos (compositor, 1910-1974)
  • Jorge Fernando (cantautor, 1957)
  • Jorge Machado (arranjador, 1927-2006)
  • Jorge Moyano (pianista, 1951)
  • Jorge Palma (cantautor, 1950)
  • Jorge Reis (saxofonista, 1959)
  • Jorge Salavessa (violinista)
  • José Atalaya (diretor de orquestra, 1927)
  • José Barata Moura (compositor de canções, 1948)
  • José Blanc de Portugal (crítico, 1914-2000)
  • José Bruto da Costa (cantor, diretor)
  • José Carlos Ary dos Santos (letrista, 1936-1984)
  • José Carlos Xavier (tenor)
  • José Duarte (divulgador, 1938)
  • José Fardilha (barítono, 1956)
  • José Fortes (técnico de som, 1943)
  • José Galhardo (letrista, 1905-1967)
  • José Luís Ferreira (compositor, 1973-2018)
  • José Luís Nobre Costa (guitarrista, 1948)
  • José Marques “Piscalarete” (guitarrista, 1895?-1967?)
  • José Porfírio (cantor, 1909-1940)
  • José Niza (compositor de canções, 1938)
  • José Salgueiro (baterista, 1960)
  • José Valente (acordeonista)
  • José Sasportes (ensaísta, 1937)
  • Judith Lupi Freire (meio-soprano, 1920-1967)
  • Júlia Florista (cantora, 1899?-1925)
  • Júlia Mendes (cantora, 1885-1911)
  • Júlio Gomes (violista, 1912-1993)
  • Júlio Neuparth (violinista, 1863-1919)
  • Júlio Pereira (cavaquinho, 1953)
  • Júlio Peres (cantor, 1909-1995)
  • Júlio Proença (cantor, 1901-1970)
  • Laura Alves (cantora, 1922-1986)
  • Lena d’Água (cantora, 1956)
  • Leonor Leitão-Cadete (pianista, 1929)
  • Lourenço Varela Cid (pianista, 1898-1987)
  • Luís Chaves (etnógrafo, 1888-1975),
  • Luís de Freitas Branco (compositor, 1890-1955),
  • Luís Filgueiras
  • Luís Filipe Barros (divulgador, 1949)
  • Luís Pedro Fonseca (instrumentista, 1950)
  • Luís Represas (cantautor, 1956)
  • Luís Vilas-Boas (divulgador, 1924-1999)
  • Luísa Barriga (soprano, 1979)
  • Madalena Iglésias (cantora, 1939)
  • Mafalda Veiga (cantautora, 1965)
  • Magdalena van Zeller (cravista)
  • Manuel de Almeida (cantor, 1922-1995)
  • Manuel Fernandes (fadista, 1921-1994)
  • Manuel Ivo Cruz, filho (Lisboa)
  • Manuel Jorge Veloso (crítico, 1937-2019)
  • Manuel Morais (musicólogo, 1943)
  • Manuel Pedro Ferreira (musicólogo, 1959)
  • Margarida Abreu (coreógrafa)
  • Marco Oliveira (violista, 1988)
  • Maria Antonieta de Lima Cruz (musicóloga, 1901-1957)
  • Maria Augusta Barbosa (musicóloga, 1912)
  • Maria Cristina de Castro (soprano, 1931)
  • Maria Cristina Lino Pimentel (pianista, 1908-2008)
  • Maria de Lourdes Martins (compositora, 1926-2009)
  • Maria Fernanda (fadista, 1937)
  • Maria Guinot (cantora)
  • Maria Helena de Freitas (crítica, 1912-2004)
  • Maria João (cantora, 1956)
  • Maria João Pires (pianista, 1944)
  • Maria Júdice da Costa (cantora lírica, 1870-1960)
  • Maria Teresa Noronha (fadista, 1918-1993)
  • Maria Viana (cantora, 1958)
  • Mário da Silva Barradas (cantor)
  • Mário de Sampaio Ribeiro (musicólogo, 1898-1966)
  • Mário Laginha (pianista, 1960)
  • Mário Moreau (musicógrafo, 1926-2020)
  • Mário Pacheco (guitarrista, 1953)
  • Miguel Azguime (compositor, 1960)
  • Miguel Ramos (violista, 1904-1982)
  • Milu (cantora,  1926-2008)
  • Moreno Pinto (técnico de som, 1933)
  • Moses Sequerra (violinista, n. 1942)
  • Natália dos Anjos (cantora, 1913-1991)
  • Nuno da Câmara Pereira (fadista, 1951)
  • Nuno Nazareth Fernandes (fadista, 1942)
  • Nuno Vieira de Almeida (pianista, 1959)
  • Olga Prats (pianista, 1938)
  • Olga Violante (maestrina)
  • Paulo Brandão (compositor, 1950)
  • Paulo de Carvalho (cantor, 1947)
  • Paulo Esteireiro (investigador, 1975)
  • Paulo Gil (promotor, 1937)
  • Paulo Gonzo (cantor, 1956)
  • Paulo Marinho (instrumentista, 1964)
  • Paulo Parreira (guitarrista, 1970)
  • Paulo Valentim (guitarra de fado, 1964)
  • Pedro Amaral (compositor, maestro, 1972)
  • Pedro Ayres Magalhães (compositor de canções, 1959)
  • Pedro Barroso (cantautor, 1950)
  • Pedro Caldeira Cabral (guitarrista, 1950)
  • Pedro de Freitas Branco (diretor de orquestra, 1896-1963)
  • Pedro Faria Gomes (compositor, 1979)
  • Pedro Figueiredo (maestro, compositor)
  • Pedro Miguel Nunes (barítono)
  • Pedro Moreira (saxofonista, 1969)
  • Pedro Teixeira da Silva (compositor, 1971)
  • Piñero Nagy (violista, 1941)
  • Rafaela Albuquerque (soprano)
  • Rão Kyao (flautista, 1950)
  • Raul Calado (divulgador, 1931)
  • Raul Ferrão (compositor, 1889-1953)
  • Raul Nery (1921)
  • Regina Pacini (soprano, 1871-1965)
  • Ricardo Rocha (guitarrista, 1974)
  • Rodrigo (fadista, 1941)
  • Rodrigo Leão (compositor, 1964)
  • Ruben de Carvalho (jornalista, 1944-1919)
  • Rui Cardoso (saxofonista, 1939-2009)
  • Rui Veloso (cantautor, 1957)
  • Rui Vieira Nery (musicólogo, 1957)
  • Sales Ribeiro (cantor, 1889-1962)
  • Sara Rosa (cantora lírica)
  • Sara Tavares (cantora, 1978)
  • Sérgio Pelágio (guitarrista, 1965)
  • Sérgio Varela Cid (pianista, 1935-desaparecido 1981)
  • Simone de Oliveira (cantora, 1938)
  • Sofia Ribeiro (cantora, 1978)
  • Susana Montenegro (fadista, 1977)
  • Teresa Paula Brito (cantora, 1944-2003)
  • Teresa Tarouca (fadista)
  • Tiago Cutileiro (pianista, compositor, 1967)
  • Tiago Neto (violinista)
  • Tiago Videira (musicólogo, compositor)
  • Tomás del Negro (trompista, 1850-1933)
  • Tomás Pimentel (trompetista, 1960)
  • Tristão da Silva (cantor, 1927-1978)
  • Vasco Barbosa (violinista, 1930)
  • Vasco Gil (tenor, 1936)
  • Vasco Pearce de Azevedo (diretor de orquestra, 1961)
  • Vicente da Câmara (fadista, 1928-2016)
  • Victor Gomes (cantor, Lisboa)
  • Virgílio Melo (compositor, 1961)
  • Vítor Trindade (clarinetista, 1996)
  • Zé Eduardo (contrabaixista, 1952)
  • Zeca do Rock (instrumentista, 1943)
Amália Rodrigues, fadista, natural de Lisboa

Amália Rodrigues, fadista, natural de Lisboa

Catarina Molder

Catarina Molder, soprano, de Lisboa

Catarina Molder, soprano, de Lisboa

Pedro Figueiredo

Pedro Figueiredo, maestro, de Lisboa

Pedro Figueiredo, maestro, de Lisboa

Sofia Ribeiro

Sofia Ribeiro, cantora, de Lisboa

Sofia Ribeiro, cantora, de Lisboa

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Destaca-te no Musorbis

Destaca-te no Musorbis

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/goncalo-lourenco.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:32:382026-09-10 19:40:34Lisboa e os seus músicos
Ana Lúcia Carvalho, maestrina e professora
Músicas no Concelho

Leiria e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Leiria

Musorbis é um projeto musical articulado com a Meloteca.

  • Afonso de Sousa (guitarrista, Leiria)
  • Ana Lúcia Carvalho (direção coral)
  • António Cordeiro Gonçalves (regente, 1908-1996)
  • Armando Goes (cantor, 1906-1967)
  • Beatriz Costa (violinista, 1996)
  • Belo Marques (diretor de orquestra, 1898-1986)
  • Diana Catarino (saxofone)
  • João Gaspar (direção)
  • João Pedro Grácio (construtor de instrumentos, 1872-1962)
  • João Pedro [ Grácio ] Júnior (construtor de instrumentos, 1903-1967)
  • Joel Canhão (organista, 1992-2010)
  • Luís Casalinho (clarinetista, 1968)
  • Mário Silva (compositor litúrgico, 1937)
  • Mickael Faustino (trompa, Paris, 1990/Leiria)
  • Quim Grácio (construtor de instrumentos, 1912-1993)
  • Rogério Francisco (percussão)
  • Sofia Silva (flauta transversal)
  • Suse Ribeiro (produtora musical, 1982)
Beatriz Costa

Natural de Leiria, Beatriz Costa (1996) é uma violinista portuguesa a realizar um mestrado em Performance Musical no Conservatório Real de Bruxelas – Bélgica. Anteriormente concluiu a licenciatura na Escola Superior de Artes Aplicadas – Portugal. Integrou orquestras e conjuntos em Portugal trabalhando com maestros como Peter Stark, Dietrich Paredes, Jean-Sébastien Béreau, Pedro Pinto Figueiredo e José Eduardo Gomes.

Participou em workshops dedicados às práticas musicais contemporâneas com ensembles como Ensemble Modern (Alemanha), Ensemble Fractales (Bélgica) e Ensemble Horizonte (Alemanha). Integra, desde 2019, a equipa de produção do Festival Dias de Música Electroacústica.

Beatriz Costa, violinista, de Leiria

Beatriz Costa, violinista, de Leiria

Diana Catarino

Diana Catarino apresenta-se como uma saxofonista eclética que circula por vários estilos musicais diferentes e que rejeita rótulos.

Produz-se regularmente tanto a solo, como freelancer, em eventos, integrada em diferentes bandas e projetos, integrada em orquestras, na música clássica, contemporânea, alternativa, ligeira e jazz. O seu objetivo é chegar ao coração do público e expandir os limites da criatividade.

Natural de Leiria, é a terceira geração de músicos e saxofonistas da sua família. Iniciou os estudos musicais aos 3 anos na SAMP – Sociedade Artística Musical dos Pousos e elegeu o saxofone com 8 anos sob a tutela do maestro Alberto Roque, tendo prosseguido posteriormente para a Escola de Música do Orfeão de Leiria.

Em 2017 obteve o grau de Mestre em Saxofone (variante de Ensino da Música) pela ESML/ IPL. É licenciada em saxofone pela mesma escola (com José Massarrão) desde 2009. Em França obteve um DEM em saxofone clássico pelo Conservatoire de Région de Musique et Danse de Lyon (com  Jean Denis Michat), em 2011 estudou jazz na American School of Modern Music of Paris e iniciação à composição no Conservatoire de Boulogne-Billancourt – Paris 92 (com Jean-Luc Hervé).

Leia AQUI a biografia completa.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

João Gaspar

Natural de Leiria, João Gaspar finalizou o curso na Escola Profissional Metropolitana com Diploma de Mérito de melhor aluno. Ingressou na Academia Nacional Superior de Orquestra, em 2012, com bolsa de mérito, na qual obteve o grau de licenciado.

É Mestre em Ensino da Música pela Escola Superior de Música de Lisboa.

Como solista, interpretou em estreia nacional as obras Pele de Brian Balmages e o Concerto for Horn and Band de Lee Actor, gravado ao vivo para CD. Tem trabalhado e colaborado com orquestras e formações como: European Union Youth Wind Orchestra, The World Orchestra, Orquestra de Jazz de Matosinhos, Orquestra XXI, Orquestra d’Almada, Ensemble do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa ou Orquestra Gulbenkian, sob a batuta de maestros de renome internacional.

Orientou classes de aperfeiçoamento como professor convidado em Portugal e no estrangeiro, mais recentemente na Panstwowa Skola Muzyzcna w Krakowie, na Polónia, ou no Festival de Trompas da Guatemala. É membro da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa e desempenha as funções de docente no Conservatório Regional de Artes do Montijo. Foi maestro convidado da Orquestra Sem Fronteiras e da Orquestra Clássica da Madeira em 2020.

Além do vasto acervo de arranjos musicais para diversas formações, bem como desenvolvimento de material pedagógico, destacam-se as suas obras originais: A Project Ouverture, 2013; Vila Compasso, 2017; Surprise, 2017; O Mundo Maravilhoso das Toupeiras, 2018; Pasteleira, 2019; Tupho, 2019; Mrs Bassy, 2020; Aircradt, 2020; Au Naturel, 2020; Sonho de Voar, 2020; Depois da Roda, 2020; Antologia Intervencionista, 2020; A Metamorfose de Orfeu, 2020. É autor do livro infantil Vila Compasso baseado no musical com o mesmo nome, também de sua autoria.

João Gaspar

João Gaspar, maestro e compositor, de Leiria

João Gaspar, maestro e compositor, de Leiria

Mickael Faustino

Mickael Faustino nasceu em Paris em 1990. Iniciou os estudos musicais com Rodrigo Carreira na Sociedade Artística e Musical Cortesense, prosseguindo na EPMVC (Escola Profissional de Música de Viana do Castelo) e, depois, na ESMAE (Escola Superior de Música Artes e Espetáculo) na classe dos professores Bohdan Sebestik e Abel Pereira.

Terminou o mestrado na Hochschule fur Musik und Theater Felix Mendelsohn, em Leipzig, na classe dos professores Thomas Hauschild e Bernard Krug.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Mickael Faustino, trompa, de Leiria

Mickael Faustino, trompa, de Leiria, créditos Jérôme Arnouf

Rogério Francisco

Rogério Francisco, natural de Leiria, é percussionista, vibrafonista jazz, compositor e docente. Apresenta-se a nível performativo em diversos contextos, como por exemplo, Rogério Francisco Quarteto, com os projetos “The Dark Jungle” que pode ser ouvido em qualquer plataforma streaming e com o seu novo quarteto “If The Morning Could Speak”. Dá diversos concertos em formato de trio, com o projeto “Spiritual Healing”.

É também membro do Eixo do Jazz Ensemble.

Iniciou o percurso académico na Filarmónica São Cristóvão da Caranguejeira, frequentou a Escola Profissional de Música de Espinho e a Escola de Música e Artes do Espetáculo onde terminou o mestrado em ensino da música, com os professores Jeffery Davis, Carlos Azevedo, Nuno Ferreira, Abe Rabade, Michael Lauren.

No âmbito da percussão, realizou classes de aperfeiçoamento com Reiner Seegers, Markus Leoson, Paulo Oliveira, Rui Gomes, entre outros. No âmbito do jazz participou em masterclasses realizadas por David Friedman, Reut Regev, Adam Lane, Demain Cabaud, Seamus Blake, Demain Cabaud, Peter Schlamb, Nelson Cascais, Naima Acuna, entre outros.

Durante o percurso académico obteve o 1º lugar no festival São Luiz, o 3º lugar no Prémio Jovens Músicos e o 2º lugar no concurso de jazz organizado pela Italy PAS.

Em palco, já tocou com as seguintes formações: Estarrejazz Big Band, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra Clássica da ESMAE, Orquestra de Jazz de Espinho, Orquestra de Jazz da ESMAE, com o Ensemble de Sopros da Associação de Filarmónicas do Concelho de Leiria e com a Banda Sinfónica Portuguesa.

É o compositor residente da Orquestra Viv’Arte (Vila Verde), que apresenta um repertório ligado ao jazz e à música ligeira. Colabora regularmente com a Banda Sinfónica de Alcobaça e é docente na Academia de Música de Vila Verde.

Sofia Silva

Sofia Silva é licenciada em Flauta Transversal pela Escola Superior de Música de Lisboa e Master Musician pela Guildhall School of Music and Drama, Londres.

Iniciou os seus estudos musicais aos 9 anos na Sociedade Filarmónica Maceirense.

Estudou com João Pedro Fonseca na Escola de Música do Orfeão de Leiria, instituição onde foi várias vezes vencedora do Concurso “Os Melhores Alunos da EMOL” nas categorias de Música de Câmara e de Solista, efectuando inúmeros concertos, nomeadamente no “Festival de Música em Leiria”.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Sofia Silva, flautista, de Maceira de Leiria

Sofia Silva, flautista, de Maceira de Leiria

Suse Ribeiro

Técnica de live sound com artistas como Dulce Pontes, Tito Paris, Os Corvos, Carminho, António Zambujo, Mandrágora, Oquestrada, entre muitos, Suse Ribeiro é Mestre em Multimédia (Música Interactiva e Design de Som) pela FEUP.

Licenciou-se na ESMAE em Produção e Tecnologias da Música.

É docente no Ensino Superior desde 2007 e diretora do Festival de Cinema EFF. Colaborou com diversas instituições como, Casa da Música, Serralves, Coliseu do Porto, Coliseu dos Recreios, CCB, Athens Concert Hall, Centre Pompidou, entre outros e com diversas estruturas artísticas como: Companhia Olga Roriz, O Bando, Circulo Portuense de Ópera, Sintra Estúdio de Ópera.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Suse Ribeiro, natural de Leiria, foto Paulo Neves

Suse Ribeiro, natural de Leiria, foto Paulo Neves

HISTÓRICOS

Afonso de Sousa

Afonso de Sousa nasceu a 24 de junho de 1906 na Quinta do Paraíso em Maceira, Leiria – Portugal e faleceu a 18 de dezembro de 1993 na cidade de Leiria. Foi guitarrista, violista, letrista, compositor, escritor, poeta e advogado. Foi o instrumentista que definiu de forma mais completa e sistemática o papel da segunda guitarra na abordagem de repertório vocal e instrumental, dado que, à época, a sua utilização não era frequente. Para isso, contribuíram também Artur Paredes e Félix Albano de Noronha, solistas de guitarra de Coimbra que incluíram uma segunda nos seus ensembles instrumentais. Afonso de Sousa colaborou, de igual modo, para a produção artística e para a documentação histórica da Canção de Coimbra enquanto género e manifestação cultural.

Esteticamente, sentia-se dividido entre o exacerbamento de emoções, enraizado no Decadentismo e Ultrarromantismo literário-musical e a lógica de pensamento racional, que se tornou para si conducente às propostas lideradas por Edmundo Bettencourt, Artur Paredes e D. José Pais de Almeida e Silva. Como compositor produziu temas como Variações de Coimbra, Temas tristes, Variações em Lá Menor e Saudades de Coimbra. É, ainda, autor de Asas brancas e Desalento. Erroneamente, é-lhe atribuída a autoria de Rosas brancas, em confusão com a canção Desalento, que contém essa expressão na sua letra. Ao nível da produção literária, destacam-se: Roteiros subjetivos da minha terra (1964), Sarça ardente e outras sarças (1965), Do Choupal até à Lapa: recordações de um antigo estudante de Coimbra (1973), O canto e a guitarra na década de oiro da Academia de Coimbra: 1920-1930 (1981) e Ronda pelo passado: memórias de um antigo estudante do Liceu Rodrigues Lobo, em Leiria e da Fac. Direito da Univ. de Coimbra: 1915 a 1930 (1989).

Filho de José de Sousa e de Rosália Coelho de Sousa, frequentou o Liceu Rodrigues Lobo em Leiria, entre 1915 e 1923. Nessa altura, demonstrando já interesse pela música, iniciou-se no acordeão e na viola, chegando a participar num agrupamento musical daquela cidade liderado por João Agostinho Nogueira. Posteriormente, em 1923, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra – Portugal. Foi sócio da Tuna Académica da Universidade de Coimbra (TAUC) e do Orfeon Académico de Coimbra (OAC), apresentando-se em récitas dadas por essas entidades em Portugal e no estrangeiro. Em 1925 tornou-se discípulo de Noronha, com quem teve aulas de guitarra de Coimbra e, em 1926, ensaiou e gravou, como segunda guitarra, repertório que este preparou com Armando do Carmo Goes. No mesmo ano, foi convidado por Artur Paredes a integrar o seu ensemble, primeiramente como viola numa excursão ao Norte e, posteriormente, na qualidade de segunda guitarra.

Participou em todas gravações de repertório instrumental com Paredes para a etiqueta His Master’s Voice. Estas viriam a acontecer entre 1926 e 1930, com Guilherme Barbosa na viola. Este período traduziu-se no ponto alto da sua carreira guitarrística. Além das já referidas gravações, participou ainda nas de Artur Almeida d’Eça e na gravação de dez canções de Edmundo Bettencourt com Artur Paredes e Mário de Fonseca, cujos discos resultantes permaneceram em catálogo até 1953. Acompanhou também Noronha, juntamente com Laurénio Silva na viola, na gravação de duas séries de guitarradas para a Columbia que não viriam a ser comercializadas. Em 1929 deslocou-se a Sevilha – Espanha, no âmbito da “Exposição Ibero-Americana”, e atuou com a Embaixada Artística da Academia de Coimbra, na qual integravam Artur Paredes, guitarra de Coimbra; Guilherme Barbosa, viola; e António Menano, voz. Gravou também repertório próprio como solista, tendo, inclusive, na edição de junho da Phonograph monthly review (New York – Estados Unidos) de 1930, recebido uma menção na secção de edições estrangeiras: “Portuguese. There are three releases in this group from Columbia, of which the best is the disk of original guitar solos by Dr. Alfonso de Sousa (1102-X)” (p.323). Em 1930, em vésperas de receber a sua carta de curso, era um estudante respeitado na Academia, presente entre múltiplas atividades culturais. Terminado o curso, regressou a Leiria, onde se fixou, embora tenha permanecido ligado à TAUC e ao OAC, na qualidade de sócio.

No pós Segunda Guerra Mundial, a escrita de Afonso de Sousa metamorfoseou-se num bastião de resistência: afirma-se contra a banalização do repertório pelos modernistas; declara-se contra a insuficiência teórica e as ambiguidades discursivas que impossibilitavam uma correta compreensão do primeiro modernismo na Canção de Coimbra; manifesta-se contra as políticas culturais e o processo de incrementação turística implementado pelo Estado Novo (que almejava vender a Canção de Coimbra como subgénero do Fado); expressa-se contra as ideologias que se tinham vindo a incorporar na Canção de Coimbra. Em 1960, no âmbito do 80º aniversário do Orfeon Academico de Coimbra (OAC), reúnem-se, pela última vez em Coimbra, Artur Paredes, Carlos Paredes e Afonso de Sousa, acompanhados por Arménio Silva e António Leão Ferreira Alves. No inverno desse ano, deslocou-se à Índia com Pinho de Brojo, guitarra de Coimbra; Mário Castro, viola; e os cantores Fernando Rolim e Luís Goes.

Na segunda metade da década de 60, colaborou com Divaldo Gaspar de Freitas na produção de depoimentos sobre antigos cultores da Canção de Coimbra. Em 1970, marcou presença no colóquio sobre a Canção de Coimbra dinamizado pelo OAC. Afirmou, nesta ocasião, a recusa à linearidade do discurso que propõe a erradicação do legado clássico da Canção de Coimbra ou a sua transformação em música de intervenção, apesar de reconhecer e demonstrar compreensão de algumas das propostas estéticas de músicos de gerações mais recentes que se encontravam presentes no mesmo colóquio.

Fonte: Museu da Universidade de Aveiro

Joel Canhão

Joel Canhão nasceu em Moinhos da Barosa (Leiria), em 1927 e  faleceu no dia 26 de fevereiro de 2010. Formado no Conservatório Nacional, iniciou o seu percurso em Santarém, em 1948, como professor de Canto Coral no Liceu de Santarém, acumulando com o lugar de assistente do então Maestro Fernando Cabral, no Orfeão Scalabitano. A partir desta data, a sua ilustração e o seu caráter de homem empenhado na valorização musical das diferentes gerações que com ele se cruzaram, marcaram indelevelmente a cidade de Santarém e o Círculo Cultural Scalabitano. Logo após a sua fundação, em 1955, foi chamado a dirigir os destinos do Orfeão Scalabitano, tendo igualmente assumido a direção artística do Coral Infantil, ao qual estava agregado uma pequena escola de iniciação musical, desta mesma associação, que se reiniciou nessa época.

Do trabalho do Orfeão, destaca-se a árdua preparação do coro para os concertos radiofónicos, contratados mensalmente pela Emissora Nacional (primeiro em direto e, só mais tarde, quando a tecnologia das fitas magnéticas o permitiu, passaram a ser gravados), para o Sarau Anual, de grande responsabilidade para com os sócios e a população de Santarém e, algumas vezes, ainda, em conjunto com a Orquestra Típica Scalabitana, que não tinha na época coro próprio, para os conhecidos Serões de Trabalhadores.

Neste período, compôs algumas músicas para o Coral Infantil, já editadas em livros e discos e para o Orfeão Scalabitano de que se destaca, com letra de Augusto Ribeiro, Canção da Ceifeira Verde. O interregno de um ano, em 1961, na direção destes coros deveu-se a uma bolsa que ganhara da Fundação Calouste Gulbenkian, para estudar junto de Edgar Willems, na Suíça, de forma a poder aplicar-se, em Portugal, a nova metodologia do ensino da Iniciação Musical. E as crianças e jovens, que nos anos Sessenta frequentaram, gratuitamente, as suas aulas no Círculo Cultural, beneficiaram desta nova metodologia de ensino musical por sua via. A sua acção passou, igualmente, pela fundação do Grupo Coral Alfredo Keill em 1962 motivado pela crise do Orfeão Scalabitano, que levou ao interregno das suas atividades, tendo integrado o Círculo Cultural só em 1967. Este Grupo Coral de 18 vozes masculinas foi nessa época muito apreciado pela crítica nacional, nomeadamente por Mário de Sampayo Ribeiro.

Antes dele, fora Luís Silveira, que Joel Canhão ainda conheceu, no Clube Literário Guilherme de Azevedo que experienciara a direção artística do primeiro Coral Infantil de Santarém. Durante as décadas de 50 e 60, aproveitando o ambiente intelectual e cultural que se vivia em Santarém, integrou tertúlias artísticas que se detinham no Café Central, mas também muitas vezes na sua casa.

Estas eram frequentadas por poetas como Ruy Belo, Herberto Hélder e Albano Martins, escritores como Bernardo Santareno, entre outros homens bons como, Abílio Pereira da Silva, Padre Francisco Nuno, Moura Júnior, Augusto Ribeiro, Florindo Custódio, João Moreira. No seu repertório encontravam-se os nomes maiores da música portuguesa e estrangeira da época. Lidou com a intelectualidade da época como Fernando Lopes Graça que esteve algumas vezes em Santarém. Colaborou, ainda neste período, regularmente no Jornal do Ribatejo, escrevendo crítica musical. Deixou Santarém, em 1966, para dirigir o Orfeão Académico de Coimbra, mas nunca esqueceu esta terra e as suas gentes. Em 1968 e 1969, vem a Santarém continuar a dirigir o Grupo Alfredo Keill que se extinguiu na mesma altura.

Deixou artigos no Correio do Ribatejo que contam um pouco mais da sua ação em Santarém. Nessa ocasião foi homenageado no Teatro Taborda pelos seus antigos alunos e orfeonistas, entre os quais se contam o nosso amigo João Moreira, a maestrina Tilita Valente e a saudosa Eulália Marques. Preocupou-se, igualmente, com a didática da música, dedicada ao ensino dos mais pequeninos, tendo realizado conferências e publicado diversos livros e obras musicais, algumas influenciadas pelo seu trabalho com o Coro Infantil do Círculo Cultural. A arte da música e da escrita tocaram-se e quis deixar-nos ainda um livro de poesia, sob o pseudónimo de Moura Serpa, Dedilhações em Busca… e outros Exercícios.

Excerto e ligeiras adaptações de “Homenagem do Círculo Cultural Scalabitano – Joel Canhão – Notas de Uma Vida”, 2010

Joel Canhão, organista e pedagogo, de Leiria

Joel Canhão, organista e pedagogo, de Leiria

José Belo Marques

José Belo Marques, maestro, de Leiria

José Belo Marques, maestro, de Leiria

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/ana-lucia-carvalho-direcao-coral.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:24:472024-10-28 17:38:19Leiria e os seus músicos
Aníbal Lima, violinista, de Lamego
Músicas no Concelho

Lamego e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Lamego

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Aníbal Lima (violino, 1952)
  • Artur Pereira (piano)
  • Fernando Rego (eufónio, 1990)
  • Francisco Eduardo da Costa (pianista, compositor, 1819-1850)
  • Gualberto Rocha (maestro, trompetista e professor)
  • Maria Adelaide Gonçalves (piano, 1894-1955)
  • Nuno Osório (compositor)

Aníbal Lima

Aníbal Lima, violinista, de Lamego

Aníbal Lima, violinista, de Lamego

Artur Pereira

Artur Pereira, pianista, de Lamego

Artur Pereira, pianista, de Lamego

Francisco Eduardo da Costa

Francisco Eduardo da Costa, pianista e compositor, de Lamego

Francisco Eduardo da Costa, pianista e compositor, de Lamego

Maria Adelaide Freitas Gonçalves ao piano

Maria Adelaide Freitas Gonçalves, pedagoga, de Lamego

Maria Adelaide Freitas Gonçalves, pedagoga, de Lamego

Artur Pereira

Artur Pereira é um pianista natural de Lamego. Apresenta-se regularmente como solista e músico de câmara no Reino Unido, Portugal, Irlanda, Espanha, Itália e na África do Sul. Nutre uma grande paixão pela música de Beethoven que lhe mereceram o primeiro prémio do prestigiado concurso Lionel Bowman para a melhor interpretação de uma sonata de Beethoven, bem pela sua interpretação do Concerto para Piano e Orquestra nr. 5 ‘Imperador’.

Essa paixão estende-se à investigação, para a qual recebeu uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Em 2015, concluiu o doutoramento sobre as dedicatórias de Beethoven na Universidade de Manchester, sob orientação de Barry Cooper. Artur Pereira iniciou os estudos musicais aos sete anos e deu o primeiro recital aos treze.

Estudou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto com o pianista romeno Constantin Sandu. Recebeu o primeiro prémio em vários concursos, nomeadamente no concurso de Jovens compositores, no concurso de piano do Conservatório de Música do Porto e no concurso para piano Maria Carolina Pimentel. Após completar o segundo ano de curso, foi convidado a continuar os estudos na Universidade de Stellenbosch, na Cidade do Cabo, na África do Sul, com Nina Schumann e Benjamin van Eeden, e licenciou-se em 2006 com distinção.

Ganhou o primeiro prémio de piano no concurso ATKV Muziq e recebeu o prémio Betsie Cluver para a melhor nota do recital de fim de curso. Em 2008 iniciou o mestrado no Royal Northern College of Music, em Manchester, no Reino Unido, onde estudou com a pianista britânica Norma Fisher, tendo recebido bolsas do Centro Nacional de Cultura, do Stanley Picker Trust, e da Ann Gerrard Foundation. Nesse mesmo ano, ganhou o primeiro prémio no prestigiado concurso Silverstone-Blank Piano Duo.

Participou em classes de aperfeiçoamento com pianistas de renome mundial, incluindo Sequeira Costa, Vladimir Viardo, Konstantin Scherbakov, Nelson Goerner, Steven Osborne e Leslie Howard.

O primeiro álbum de Artur Pereira apareceu em 1 de outubro de 2016, e apresenta interpretações historicamente informadas de três sonatas para piano de Beethoven – Op. 31 no. 2 (‘Tempestade’), WoO 47 nr. 2 e Op. 110 – uma gravação que já recebeu louvor de músicos de renome mundial. Outras gravações estão a ser desenvolvidas, a próxima será lançada em janeiro de 2020. Estas gravações fazem parte de um projeto de sete anos no qual Artur pretende gravar interpretações historicamente informadas do ciclo completo das sonatas para piano de Beethoven.

Além de suas atividades como pianista, Artur Pereira leciona em instituições de ensino superior desde 2007. Desde 2015 que é assistente de ensino no departamento de música da Universidade de Manchester. É também um pesquisador prolífico com o livro sobre as dedicatórias de Beethoven (Beethoven’s Dedications: Stories behind the Tributes) programado para aparecer no início de 2020.

Francisco Eduardo da Costa

Francisco Eduardo da Costa foi um pianista e compositor que nasceu em Lamego, em 1819, e se radicou e morreu no Porto, em 1850. Está sepultado no Cemitério do Prado do Repouso num jazigo com um monumento encimado por um busto “mandado erigir pelos amigos e admiradores”. A sua vida é extensamente abordada no romance “O Arco de Vandôma” de Alberto Pimentel.

Gualberto Rocha

Gualberto Miguel Monteiro Rocha é Maestro, Professor e Trompetista. Nasceu em Lamego em 1977. Iniciou os  estudos musicais na Banda Filarmónica de Magueija com Avelino Ribeiro, tendo passado, como músico executante, por diversas bandas filarmónicas. Em 1993 ingressou na Academia de Música de Lamego frequentando o 4º ano na classe de Trompete, com Rui Botelho. Em 2008 regressou como Professor da Classe de Metais. Na altura em que iniciou a Licenciatura em Física e Química na Universidade de Coimbra ingressou no Conservatório de Música de Coimbra, tendo frequentado o 8º grau na classe dos Professores Daniel Tapadinhas e Jaime Barbosa.

Em 2004, frequentou o I Curso de Direção de Orquestra dirigido pelo Maestro António Saiote. No biénio 2007/2009 exerceu funções no Agrupamento de Escolas de Castro Daire, na qualidade de professor de Expressão e Educação Musical e frequentou o 1º ano da Licenciatura em Música variante Trompete no Instituto Superior Jean-Piaget na classe dos Professores Luís Granjo e John Aigi Hurn. Frequentou, de 2008 a 2010, o curso livre da Escola Metropolitana de Lisboa na classe de Carlos Silva e atualmente frequenta o 2º ano da Escola de Jazz Hot Club Portugal na classe de Tomás Pimentel.

Já trabalhou com a Orquestra Clássica do Centro dirigida pelo Maestro Virgílio Caseiro, Orquestra Ligeira do Conservatório de Coimbra com o maestro Daniel Romeiro, Orquestra da Federação Transmontana Duriense de Bandas Filarmónicas, Orquestra “Dour’Orquestra”, Orquestra de Sopros e Percurssão de Lamego, Orquestra do Tenor Carlos Guilherme, Tour “Balancê” com Sara Tavares, Big Band Douro Cultural, Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra e Coro Infantil de Lamego. Participou em classes de aperfeiçoamento com Jorge Almeida, Dennis Gonzalez, John Aigi Hurn, Rúben Castro, Luís Granjo, Spanish Brass luur Metal, Kevin Waldron, Paulo Martins entre outros.

Foi co-responsável pelo projeto e implantação da Escola de Música da A.F.B.J. de Magueija, onde é professor e coordenador da Classe de Metais desde 2004. Foi professor de Trompete na Escola de Música da Banda Musical de Nogueira (2005/2010) e na Escola de Música da Banda Musical de Pontido (2007/2009), e na Academia de Música de Lamego (desde 2008). Faz parte da Dour’Orquestra, ocupando o cargo de 1º Trompete Solista; dos The River Brass Band, sendo membro co-fundador, Diretor Musical e 1º Trompete; e da Lisbon Swingers Big Band, trabalhando com o maestro Claus Nymark o saxofonista Jay Corre e a cantora Mariana Seixas. Em 2012 foi convidado a dirigir a AFBJM (Associação Filarmónica e Banda Juvenil de Magueija) onde assume o cargo de diretor artístico e coordenador da Escola de Música.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Nuno Osório

Nuno Osório, compositor, nasceu em Lamego e iniciou os estudos musicais aos 10 anos, na Escola de Música da Sociedade Filarmónica e Banda Juvenil de Magueija, no instrumento de percussão, com o Professor Fausto Ribeiro e o Maestro Avelino Ribeiro. Mais tarde viria a ser diretor artístico da Escola. Em 1988, foi estudar Piano na Academia de Música de Lamego com Paulo Xavier e, em 1996, ingressou na Guarda Nacional Republicana, tendo sido colocado no quadro Honorífico Músico. Mais tarde, deu continuidade aos seus estudos no Conservatório D. Dinis, em Odivelas, em Percussão, com Fátima Juvandes. Trabalhou ainda em paralelo com os professores Filipe Simões e Richard Buckley.

Licenciou-se em Composição na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo (Esmae) do Porto, sob orientação dos professores Eugénio Amorim, Carlos Guedes, Dimitris Andrikopoulus, Filipe Vieira, Filipe Lopes e Fernando Lapa.

Participou ainda em diversos workshops com compositores de renome, tais como Jonathan Harvey, Kaija Saariaho e Bruce Pennycook.

O seu trabalho enquanto compositor assenta essencialmente em música Electrónica/Electro-Acústica e de Câmara para filmes e para a televisão e para as Orquestras Sinfónica e de Sopros. As suas obras encontram-se editadas na Editora Holandesa “Molenaar Edition BV” e na Editora Portuguesa “Afinaudio”. Em 2011 viu a sua obra Déjà-Vu, para Orquestra Sinfónica, ser estreada mundialmente em concerto pela Orquestra Sinfónica da ESMAE, no Teatro Helena Sá e Costa, Porto. A obra foi também apresentada pela Orquestra Sinfónica da Casa da Música do Porto. Em 2015 ganhou o 3.º prémio do I Concurso de Composição da Cidade de Rio Tinto, Portugal. Realizou as bandas sonoras originais dos filmes Just Fly, do realizador americano Nathan Efstation; Directo, do realizador português Pedro Farate; e Desespero, do realizador português Rui Pilão. As suas obras para Orquestra de Sopros têm sido apresentadas e executadas pela Bandas Sinfónicas da GNR, da PSP, da Força Aérea, e pela Banda de Música do Exercito, entre outras.

Realizou o Mestrado em Direção de Orquestra de Sopros na Universidade de Aveiro (UA). Estudou Direção de Orquestra com Barbara Franke, Eugénio Amorim, Paulo Martins, Ernest Schelle, André Granjo e António Vassalo Lourenço (Maestro da Orquestra Filarmonia das Beiras). Frequentou ainda o curso de Direção de Orquestra de Sopros, orientado pelo Maestro José Ignacio Petit.

Em 2014, enquanto Maestro, orientou o “Estágio de Orquestra de Sopros e Percussão”, a convite da Lira Estrela da Candelária, na ilha de São Miguel, nos Açores e, dois anos depois, em 2016, a convite da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense, orientou o curso de Direção de Orquestra de Sopros. Exerce funções de instrumentista no instrumento de Percussão, na Banda Marcial do Porto da Guarda Nacional Republicana, com o posto de Primeiro-Sargento, e é diretor artístico da Banda Marcial de Ancede, Baião.

Maria Adelaide Freitas Gonçalves

Natural de Lamego, Maria Adelaide Freitas Gonçalves foi uma pianista, promotora e professora de piano. Foi discípula de Luiz Costa. Foi professora do Conservatório de Música do Porto entre 1918 e 1922. Em 1934 retomou a atividade docente no Conservatório. Em simultâneo, exerceu o cargo de diretora entre 1941 e 1955.

Fundou em 1937, no Porto, a Delegação do Círculo de Cultura Musical a convite de Elisa de Sousa Pedroso, o que lhe permitiu promover no Conservatório, recitais e outras atividades com artistas de nomeada que integravam a programação do Círculo de Cultura Musical. Destaca-se em 1948 a presença do compositor espanhol Ernesto Halffter, no último de uma série de oito de concertos de Helena Sá e Costa dedicados à música portuguesa e espanhola e a realização da obra integral de Chopin pelo pianista espanhol Leopold Querol em sete concertos no Salão do Conservatório. Estes concertos faziam parte de uma iniciativa inédita de Maria Adelaide Freitas Gonçalves, denominada “Série de Concertos” da qual fez também parte a apresentação da obra integral de “O Cravo Bem Temperado” de Johann Sebastian Bach pela pianista Helena Sá e Costa, comentado pelo compositor Cláudio Carneyro.

Outras iniciativas foram levadas a cabo: sessões musicais temáticas acompanhadas de palestras dedicadas aos alunos (“Tardes Íntimas” e “Uma Hora de Música”), instituição do Prémio Suggia, inauguração nos jardins do Conservatório do busto de bronze em homenagem a Guilhermina Suggia, a fundação da Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto que estreou no dia 21 de junho de 1948, no Teatro Rivoli, sob a direção do maestro sueco Karl Achatz e com a participação de Guilhermina Suggia como solista — um dos maiores empreendimentos de Maria Adelaide Freitas Gonçalves.

Maria Adelaide Freitas Gonçalves

Maria Adelaide Freitas Gonçalves, pedagoga e pianista, de Lamego

Maria Adelaide Freitas Gonçalves, pedagoga e pianista, de Lamego

Maria Adelaide Freitas Gonçalves com alunos

Maria Adelaide Freitas Gonçalves com alunos

Maria Adelaide Freitas Gonçalves com alunos

Fonte: Conservatório de Música do Porto

A Rua Maria Adelaide Freitas Gonçalves (4350-109 Porto, freguesia de Campanhã,GPS: 41.169413, -8.578743) homenageia a pianista e pedagoga.

1 Comment
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/lamego-anibal-lima-violino.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:23:532024-12-13 20:38:24Lamego e os seus músicos
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