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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

José Lopes e Silva, guitarrista e compositor, de Oliveira de Frades
Músicas no Concelho

Oliveira de Frades e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Oliveira de Frades

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • José Lopes e Silva (violista, 1937-2019)

José Lopes e Silva com Rogério Peixinho

José Lopes e Silva, guitarrista e compositor, de Oliveira de Frades

José Lopes e Silva, guitarrista e compositor, de Oliveira de Frades

José Lopes e Silva

José Lopes e Silva, guitarrista e compositor, de Oliveira de Frades

José Lopes e Silva, guitarrista e compositor, de Oliveira de Frades

José Lopes e Silva

José Lopes e Silva, guitarrista e compositor, de Oliveira de Frades

José Lopes e Silva, guitarrista e compositor, de Oliveira de Frades

Nascido em 1937, numa aldeia do Concelho de Oliveira de Frades, distrito de Viseu, Lopes e Silva foi um compositor e guitarrista, pioneiro da música contemporânea em Portugal. Era “um dos mais destacados membros do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa”, desde a sua fundação, e foi autor de uma extensa obra instrumental, na qual as composições “para viola a solo ocupam um lugar preponderante”, como destacou o MPMP na sua revista, Glosas, sobre o compositor, recordando também as obras vocais, de eletroacústica e de teatro musical. Discípulo de Andrés Segovia, em Espanha, nos anos de 1959-1960, como bolseiro do Instituto Cultural de Madrid e da Fundação Calouste Gulbenkian, Lopes e Silva estudou viola com Emilio Pujol, no Conservatório Nacional de Lisboa, onde também trabalhou com Fernanda Chichorro.

Em 1962 fixou-se no Brasil, onde ensinou no Conservatório de São Paulo, até ao regresso a Portugal, em 1970, quando se entregou à música contemporânea e ao trabalho com os compositores Jorge Peixinho, Álvaro Salazar, Luís de Pablo e Filipe Pires. Fez parte do núcleo inicial do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (GMCL) e, com alguns dos seus membros, como a compositora Clotilde Rosa e Carlos Franco, fundou o agrupamento Quadrifonia, que estreou em Portugal obras como as “Folksongs”, de Igor Stravinsky.

Fez ainda os cursos de música antiga, com o regente e musicólogo norte-americano Safford Cape, nos anos de 1960 e, na década seguinte, cursos de interpretação de música contemporânea para guitarra, além dos cursos de Darmstadt, sob orientação dos compositores Gyorgy Ligeti, Mauricio Kagel e Cristobal Halffter.

Em 1973, passou a lecionar no Conservatório Nacional, onde se manteve até 2000. Entre as obras de Lopes e Silva destacam-se “Epígono”, “Nocturnal I e II”, “Biálogo”, “No Jardim das Delícias” e “Sub-Memória”. De acordo com a revista Glosas, do MPMP, José Lopes e Silva gostava de se apresentar como “‘guitarrista’ e manipulador de som”. Em 2012, os seus cinquenta anos de carreira foram assinalados com as Guitarríadas XXI, ciclo de concertos que passou por Lisboa, Cascais, Estoril e Santarém.

Na altura, numa entrevista à Glosas, José Lopes e Silva explicou que o gosto pela música tinha vindo “com os pássaros numa quintarola, no Calvelo, na região de Lafões”, onde nascera: “Por todo o lado havia animais: patos, galinhas, pintassilgos, rouxinóis, cucos, rolas… À noite era outra sinfonia com grilos, corujas, mochos, cães… Havia sempre som, cânticos de toda a espécie, o vento, a chuva, as trovoadas de maio”. Por isso, a sua educação musical foi “a água, a luz, o som (…) tudo o que [o] rodeava”, confessou.

Lopes e Silva recordou igualmente os anos iniciais de divulgação da música contemporânea em Portugal, durante a ditadura: “Foi uma luta tremenda, de sobrevivência. E acabou por ser também um espaço de resistência, com os concertos, o Jorge Peixinho com aquela euforia toda, e todos nós a apoiá-lo, na mesma direção, até que chegou o 25 de abril. Mas de 1970 a 1974 foi duro, muito duro”.

As obras do compositor encontram-se parcialmente editadas em disco, na coleção Discoteca Básica Nacional da antiga PortugalSom (1995).

O velório de José Lopes e Silva realizou-se na Igreja de Santo Eugénio do Bairro da Encarnação, em Lisboa e o seu corpo foi sepultado no Cemitério dos Olivais. A sua morte foi noticiada na Glosas, na Meloteca e na TVI24.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/oliveira-de-frades-jose-lopes-e-silva-guitarrista.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:59:592024-12-05 20:35:29Oliveira de Frades e os seus músicos
José Pedro Figueiredo, fagote, de Oliveira de Azeméis
Músicas no Concelho

Oliveira de Azeméis e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Oliveira de Azeméis

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • André Melo (trombone)
  • Avelino Tavares (editor, divulgador, produtor, 1938-2023)
  • Carlos Canelhas (compositor, 1927-2009)
  • José Pedro Figueiredo (fagote)
  • Justiniano Canelhas (pianista jazz, 1937-2020)
André Melo

André Melo, trombonista, é natural da freguesia de Carregosa, Oliveira de Azeméis. Iniciou os estudos musicais na Escola de Música da Banda de Música de Carregosa. Prosseguiu-os na Academia de Música de Oliveira de Azeméis onde obteve o 5º grau, tendo como professores Daniel Dias e Álvaro Pinto.

Entre 2006-2009 estudou na Escola Profissional de Música de Espinho na classe dos professores Alexandre Vilela e Daniel Dias. Em 2010 foi admitido no Conservatorium van Amsterdam na classe de Jurgen van Rijen, Pierre Volders e Remko de Jager, onde terminou o Bacharelado com a classificação máxima.

Entre 2014-2015 foi academista na Orquestra “Düsseldorfer Symphoniker” e entre 2015-2016 foi-lhe oferecido um contrato temporário de Solista de Trombone na mesma. Entre 2016-2019 foi membro da Orquestra “Staatskapelle Berlin” (Opera Estatal de Berlim) como Academista e desde 2019 é membro efetivo da Orquestra “Komische Oper Berlin” (Opera Cómica de Berlim) como Trombone Solista.

Colabora frequentemente com diversas orquestras de vários países como: WDR Sinfonieorchester Koln, Staatskapelle Dresden, Philharmonia Zürich, (DSO) Deutsches Symphonie Orchester Berlin, Gurzenich Orchester Koln, Mahler Chamber Orchestra, Royal Flemish Philharmonic, Netherlands Radio Philharmonic, Philharmonisches Staatsorchester Hamburg, Orchestra of Europe, Orquestra Gulbenkian, entre outras.

Tendo trabalhado com maestros como Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Simon Rattle, Fabio Luisi, Pablo Heras-Casado,Daniel Harding, Simone Young, Pavo Jarvi, Adam Fisher, Jukka-Pekka Sarastre, entre outros.

Leia AQUI a biografia completa.

Reciclanda

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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José Pedro Figueiredo

Natural de Loureiro (Oliveira de Azeméis), José Pedro Figueiredo iniciou os estudos musicais na Banda de Música da sua terra natal. Estudou trombone na Academia de Música de Oliveira de Azeméis e aos 18 anos iniciou os estudos em fagote na ARTAVE na classe de Hughes Kesteman com quem terminou a licenciatura na ESMAE.

José Pedro Figueiredo, fagote, de Oliveira de Azeméis

José Pedro Figueiredo, fagote, de Oliveira de Azeméis

Frequentou classes de alto aperfeiçoamento de fagote com Michael Dicker, Carolino Carreira, Arlindo Santos, Robert Glassburner, Pierre Olivier Martens, Jesse Read e Sérgio Azzolini. Estudou direção de orquestra com Robert Houlihan e António Saiote, tendo frequentado cursos com Denise Ham, Rudolfo Samglibeni, Vasco Pearce Azevedo e George Hurst. Leciona fagote na Universidade de Aveiro, Escola Profissional de Música de Espinho e no Conservatório de Música de Coimbra onde é, também, maestro da Orquestra de Sopros.

É maestro da Banda Musical de Pinheiro de Ázere e da Orquestra de Sopros da AMBO. Colabora com a Sinfonieta de Ponta Delgada e é convidado a orientar cursos de fagote e de direção de banda por todo o país.

Leia AQUI a biografia completa.

HISTÓRIA

Justiniano Canelhas

Justiniano Canelhas, músico, de Oliveira de Azeméis

Justiniano Canelhas, músico, de Oliveira de Azeméis

Carlos Canelhas foi um compositor português que nasceu em Oliveira de Azeméis em setembro de 1927. Foi autor de sucessos como «Ele e Ela», interpretado por Madalena Iglesias no festival da Eurovisão em 1966. Licenciado em História pela Universidade de Coimbra, foi autor da música (e por vezes letra) de mais de 100 canções, entre as décadas de 50 e 90 do século XX.

Entre os intérpretes mais frequentes das suas canções constam Rui Mascarenhas, Simone de Oliveira, Madalena Iglésias e Artur Garcia. Teve a colaboração de poetas e letristas como António Sousa Freitas, Jerónimo Bragança, António José, Maria Amália Ortiz da Fonseca, António Antão, Joaquim Pedro Gonçalves, Hernâni Correia, Rita Olivaes, Rosa Lobato Faria.

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Destaca-te no Musorbis

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/oliveira-de-azemeis-jose-pedro-figueiredo-fagote-2019.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:59:312024-10-30 06:41:09Oliveira de Azeméis e os seus músicos
Francisco Fernandes Lopes, musicógrafo, de Olhão
Músicas no Concelho

Olhão e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Olhão

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Francisco Fernandes Lopes (musicógrafo, 1884-1969)
  • Luís Pereira Leal (gestor cultural, 1936)
  • Maria do Carmo Torres (cantora, 1907-1950)

Francisco Fernandes Lopes

Francisco Fernandes Lopes, musicógrafo, de Olhão

Francisco Fernandes Lopes, musicógrafo, de Olhão

Luís Pereira Leal

Luís Pereira Leal, divulgador, de Olhão

Luís Pereira Leal, gestor cultural, de Olhão

Maria do Carmo Torres

Maria do Carmo Torres, cantora, de Olhão

Maria do Carmo Torres, cantora, de Olhão

Francisco Fernandes Lopes

Para o Fernandes Lopes, matemático algarvio do séc. XX, o qual tornou os números musicais como convém à Poesia. (Almada Negreiros, dedicatória, 1925)

Francisco Fernandes Lopes, musicógrafo, de Olhão

Francisco Fernandes Lopes, musicógrafo, de Olhão

Uma autêntica figura da Renascença desgarrada no nosso tempo. (Antero Nobre, A Voz de Olhão, 30-06-1972)

Sendo médico, notabilizou-se sobretudo como musicólogo, musicógrafo, historiador, filósofo, etnógrafo, inventor. Nasceu em Olhão, em 27 de outubro de 1884, onde permaneceu até 1965, vivendo os últimos anos em Lisboa, onde viria a falecer em 6 de junho de 1969, com 84 anos. Foi sempre um aluno brilhante em Olhão (Escola Primária) e em Faro (Curso Liceal Geral). Em 1901 mudou-se para Lisboa para continuar os seus estudos e conhece no Liceu da Regaleira alguns estudantes que o iriam marcar e tornar-se figuras importantes, como o futuro dramaturgo Ramada Curto que o levaria a assistir à primeira ópera. Além destes amigos, Francisco Fernandes Lopes tornou-se também conhecido e admirado por muitas outras figuras importantes do princípio do séc. XX português, como Ruy Coelho, Ivo Cruz, Almada Negreiros e Fernando Pessoa.

Licenciado com dezoito valores pela Faculdade de Medicina de Lisboa em 1911, doutorou-se em 1916 com dezanove valores, com a tese Drogas e Farmacopeia, mas recusa os convites para lecionar nesta Faculdade (logo em 1912) e regressou à sua Vila, provavelmente a contragosto e por dever de acompanhamento dos seus pais já idosos.

Ainda em Lisboa, por influência de Ramada Curto que o levaria a assistir à sua primeira ópera, interessou-se pela música e começou a compor e a notabilizar-se pelo seu conhecimento. Compôs o bailado Cristóvão Colombo, as óperas Belkiss em 1907-1908 (esta ópera, a partir de um poema em prosa de Eugénio de Castro, foi acabada por Ruy Coelho) e Balada de Fumo (publicada em 1913), assim como várias melodias para poemas de poetas nacionais, como Camões, Antero de Quental, António Sardinha, João de Deus, Cândido Guerreiro, Fernando Pessoa e João Lúcio, entre outros.

Em 1924-28, em Olhão, organizou o seu primeiro ciclo de “Serões Musicais”, no Grémio Olhanense, onde executou dezenas de palestras, ilustradas por excertos musicais executados por um grupo ensaiado por ele próprio.

Estes Serões Musicais adquiriram grande notoriedade nacional, tendo trazido à vila nomes importantes da música como Luís de Freitas Branco (diretor artístico do Teatro de Sáo Carlos), Ruy Coelho, Francine Benoit, e a musicóloga Ema Romero da Câmara Reis (esposa de Luís da Câmara Reis). Esta convidou Francisco Fernandes Lopes para repetir algumas das suas palestras em Lisboa (integrado num ciclo de conferências chamado Divulgação Musical) e publica-as na sua obra “Seis anos de divulgação musical” (Lisboa, 1929-1930). Foi no âmbito deste convite que Francisco Fernandes Lopes fez ouvir em Portugal, pela primeira vez, em 25 de Janeiro de 1932, o Pierrot Lunaire, de Schoenberg.

Francisco Fernandes Lopes escreve ainda sobre música em vários jornais regionais, nacionais e em revistas francesas da especialidade (entre 1924-27 publica vários artigos sobre música portuguesa na La Révue Musical, dirigida por seu amigo Henri Prunières).

Em 1929-30, continuou um segundo ciclo dos seus “Serões Musicais” em Olhão e é convidado a participar em novas conferências musicais em Lisboa (1934) e em programas radiofónicos na Emissora Nacional , onde ficou célebre uma sua palestra, pela polémica – “A evolução do Fado, da guitarra à sinfonia”(1935).

Estudou profundamente a música das Cantigas de Santa Maria da autoria de D. Afonso X de Castela, o rei sábio (primeiro rei cristão a intitular-se Rei dos Algarves). Os termos Santa Maria referem-se à Terra de Santa Maria, designação medieval da região de Faro. Estas cantigas tinham um problema de decifração e o Dr. Francisco Fernandes Lopes recebeu uma bolsa da Junta de Educação Nacional para as decifrar, tendo-se deslocado a Madrid, ao Escorial e a Sevilha. Em 1944, apresentou uma comunicação muito aplaudida sobre o assunto no Congresso Luso-Espanhol em Córdova e, em 1950, no II Congresso Regional Algarvio. Em 1985, já depois da sua morte, a Câmara Municipal de Olhão publicou este seu trabalho sob o título “A música das cantigas de Santa Maria e outros ensaios”.

Em 1937, presumivelmente a convite de Ivo Cruz, faz a primeira tradução para português da Ode à Alegria, de Shiller (no final da 9ª Sinfonia de Beethoven), muito apreciada pelos críticos da época. Luís de Freitas Branco no jornal “O Século” escreve:

Lamentamos que o tempo e o espaço nos não permitam fundamentar largamente a nossa admiração pelo trabalho do dr. Francisco Fernandes Lopes, que traduziu para português a Ode à Alegria de Shiller, que as vozes entoam no final. Não resistimos porém ao impulso de salientar o modo feliz como foi resolvido o difícil problema da entrada do coro sob as duas sílabas de Freude.

Francisco Fernandes Lopes também compôs a música de fundo para o Auto das Rosas de Santa Maria, escrito pelo poeta algarvio Cândido Guerreiro, que é executado em público pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional (maestro Pedro de Freitas Branco), em Sagres, no ano de 1940, no âmbito das Comemorações da Fundação da Nacionalidade.

No Algarve, sobretudo em Faro, foi professor em diversas escolas – Liceu Nacional João de Deus em Faro, a Escola Primária Superior de Faro (da qual foi diretor durante 7 anos, de 1919 a 1926, por convite de Leonardo Coimbra, depois de ter recusado um convite do mesmo Leonardo Coimbra para lente da Faculdade de Letras em Lisboa) e a Universidade Popular do Algarve – e de diversas disciplinas totalmente diferentes, desde as línguas – dominava o castelhano, francês, alemão, italiano e russo -, até à Matemática, História e Ciências Naturais, Geografia e Desenho.

Em 1940 – era ainda o Mestre bem vivo (faleceu só em 1969) -, a Câmara Municipal de Olhão, em sua homenagem, deu o seu nome à rua onde nasceu, pelo que ele, com humor, costumava dizer que não deixava de ter uma graça muito especial o ser capaz de viver com a sua pedra tumular sempre em frente dos olhos!

Nessa época, vinham a sua casa muitas figuras intelectuais estrangeiras para conhecer pessoalmente Francisco Fernandes Lopes e ele, servindo de cicerone, mostrava a sua terra, a vila cubista, a mais mourisca da Europa, como ele dizia, com as suas açoteias, mirantes e pangaios, que só existiam no norte de África e em Olhão. Aconselharia a leitura de um texto extremamente interessante de um destes estrangeiros – Jacob Job, Director da Rádio Zurich – que em viagem por Portugal conheceu o Mestre – clique aqui!

São exemplos de personalidades internacionais que se deslocaram a Olhão o Marechal Carl Gustaf Emil Mannerheim (herói das guerras fino-russas e Presidente da República da Finlândia), a Princesa de Lichtenstein, o Barão Boris von Skossyreff (auto-proclamado Rei de Andorra), o geógrafo Pierre Deffontaine, o filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1939), os escritores Georges Duhamel, Jean-Louis Vaudoyer, Emile Henriot, Daniel Rops e Simone de Beauvoir (em 1945, porque sua irmã Hélène de Beauvoir casou-se com Lionel de Roulet, enteado de Carlos Porfírio, e viveu em Faro de 1940 a 1942 em Faro), o arabista Evariste Lévy-Provençal, os pintores Mário Eloy, Fausto Sampaio e Eduardo Viana, o crítico musical austríaco Paul Stefan e o geógrafo Orlando Ribeiro. Mas também privou e trocou correspondência com um sem número de intelectuais estrangeiros que provavelmente nunca vieram a Olhão como Miguel Unamuno e Blas Infante (com quem colaborou na homenagem que se fez em Silves ao último rei muçulmano Al-Motamid, em 1928).

Publicações relacionadas com o tema Música:
  • Les Concerts Historiques du “Renascimento Musical”, in La Revue Musicale, Paris, 1924 (Novembre)
  • La vie musicale à Lisbonne, in La Revue Musicale, Paris, 1925 (Mai), e 1926 (Février)
  • Les deux derniéres saisons musicales, in La Revue Musicale, Paris, 1927 (Novembre)
  • Música Latina e Música Portuguesa, in De Música, Lisboa, 1930 (nº3)
  • Escalas Diatónicas, in De Música, Lisboa, 1931 (nº4)
  • Concerto Austríaco, in Divulgação Musical, Vol. II, Lisboa, 1934
  • A Época Moderna Portuguesa, Lisboa, 1934
  • Música de Câmara de Florent Schmitt, in Divulgação Musical, Vol. III, Lisboa, 1936
  • A Melodia Francesa Contemporânea: Migot, Durey, Ravel, in Divulgação Musical, Vol. IV, Lisboa, 1938
  • A Música nos Autos de Gil Vicente, in Divulgação Musical, Vol. V, Lisboa, 1940
  • Fado, in Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Vol. X, Lisboa, 1944
  • A Música em Portugal, in Portugal – Breviário da Pátria para os Portugueses Ausentes, Lisboa, 1946
  • Novo sistema de nomenclatura e notação da escala musical dodecafónica e de cifragem de intervalos e acordes de toda a espécie, Olhão, 1952
  • A Música das Cantigas de Santa Maria e o Problema da sua Decifração, in Brotéria, Lisboa, 1945 (Janeiro)
  • A 183ª das Cantigas de Santa Maria do Rei Sábio, Faro, 1947
  • Uma cantiga de Santa Maria no cancioneiro Colocci-Brancuti, in Brotéria, Lisboa, 1948 (Junho)
  • As Cantigas de Santa Maria do Rei Afonso X, o Sábio, e a sua Música, Faro, 1952
  • A música das cantigas de Santa Maria e outros ensaios, Câmara Municipal de Olhão, 1985.
  • Um trecho de música grega antiga – in Primeiro de Janeiro, 24-01-1951
Obras musicais
  • Cristóvão Colombo (bailado)
  • Belkiss em 1907-1908 (esta ópera, a partir de um poema em prosa de Eugénio de Castro, foi acabada por Ruy Coelho);
  • Balada de Fumo (ópera, publicada em 1913);
  • Auto das Rosas de Santa Maria (escrito pelo poeta algarvio Cândido Guerreiro, no ano de 1940);
  • Seis composições para piano inspiradas em sonetos de D. Luís de Góngora e Argote;
  • Ó Madame (canto e piano, poesia de Jean Cocteau);
  • Chanson du sixième hiver (canto e piano, poesia de Aragon);
  • La mort de Marie (canto e piano, poesia de Pierre de Ronsard);
  • A saudade (canto e piano, poesia de Afonso Lopes Vieira);
  • Tarde (canto e piano, poesia de Fernanda de Castro);
  • Os teus olhos (poesia de João Lúcio);
  • Como acorda um bosque (canto e piano, poesia de Bernardo de Passos);
  • Embalando um coração (canto, coro e piano, poesia de Bernardo Passos).

Fonte: Olhão Cubista

Francisco Fernandes Lopes, homenageado em monumento, é o patrono de uma escola secundária junto da qual se encontra e do respetivo agrupamento (Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes). Na freguesia e cidade de Olhão (8700-470 Olhão, GPS: 37.024532, -7.839556, existe ainda em sua homenagem a Rua Doutor Francisco Fernandes Lopes.

Luís Pereira Leal

Luís Pereira Leal dedicou mais de 30 anos ao serviço da Música e da Fundação Gulbenkian.

Antologia de Polifonia Portuguesa, 1490-1680, de Manuel Morais, Luís Pereira Leal e Robert Louis Stevenson.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/olhao-francisco-fernandes-lopes-musicografo-enciclopedista.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:56:062024-10-30 17:40:19Olhão e os seus músicos
Camané, fadista, de Oeiras
Músicas no Concelho

Oeiras e os seus músicos

Músicos do Concelho de Oeiras

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Camané (fadista, 1966)
  • César Batalha (maestro, 1945-2021)
  • Frederico de Brito (compositor, 1894-1977)
  • Elisa Lamas (pianista, pedagoga, 1926-2021)
  • Susana Gaspar (soprano)
Camané

Camané nasceu em Oeiras a 22 de dezembro de 1967. O primeiro contacto de Camané com o fado ocorreu um pouco por acaso, quando durante a recuperação de uma maleita infantil se embrenhou na colecção de discos dos pais e descobriu os grandes nomes do fado: Amália Rodrigues, Fernando Maurício, Lucília do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro e Carlos do Carmo…

Dessa altura até à vitória em 1979 do evento “Grande Noite do Fado” foi um passo. Na sequência desta participação gravou alguns trabalhos e efectuou diversas apresentações públicas.

Camané actuou em diversas casas de fado, além de fazer parte do elenco de diversas produções dirigidas por Filipe La Féria (o mais importante director português de musicais) como a “Grande Noite”, “Maldita Cocaína” e “Cabaret”, onde adquiriu assinalável evidência.

A edição de “Uma Noite de Fados”, elogiada pela critica especializada, elegeu Camané como a voz mais representativa da nova geração do fado, possibilitando o reconhecimento da qualidade do seu trabalho pelo grande público. Realizou desde essa altura inúmeras apresentações em Portugal e no estrangeiro, actuando em França, Holanda, Itália e Espanha.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Camané

Camané, fadista, de Oeiras

Camané, fadista, de Oeiras

Susana Gaspar

Susana Gaspar iniciou os estudos musicais aos sete anos. Frequentou a classe de piano de Vera Prockic, na Escola Profissional de Música de Almada. Frequentou o curso de canto a Escola de Música do Conservatório Nacional com António Wagner Diniz terminando sob a orientação de Ana Paula Russo, com máxima classificação.

Actualmente, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, estuda na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, na classe da professora Susan Waters. Participou ainda em Master-Classes com Sarah Walker, Elisabete Matos e Mara Zampieri. Em 2004, frequentou um curso de ópera em Kortenberg (Bélgica) e em 2006 no Estoril onde trabalhou com Loh Siew Tuan, Graham Johnson, Ronny Lawers, Sarah Walker e Yvonne Minton.

No domínio da ópera representou os papéis de Papaguena, (Flauta Mágica, de W. A. Mozart), Serpina, (La Serva Padrona, de Pergolesi) e Euridice (Orfeo ed Euridice, de Gluck). Em Junho de 2005, representou no Teatro da Trindade o papel de Principezinho na estreia absoluta da ópera homónima, de Daniel Schvetz.

Cantou como solista o Benedictus da Missa Brevis de Haydn e o Magnificat de F. António de Almeida. Apresentou-se a solo com orquestra sob a direcção do Maestro Sérgio Dias. Recentemente apresentou-se no Grémio Lusitano num recital inteiramente preenchido com obras de Mozart.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Susana Gaspar

Susana Gaspar, soprano, de Oeiras

Susana Gaspar, soprano, de Oeiras

HISTÓRIA DA MÚSICA

César Batalha

César Batalha (Oeiras, n. 1945-m. 2021) foi um maestro e compositor português. Em 1960, fundou o Coro de Santo Amaro de Oeiras. A partir de 1976 foi constituído o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras que gravou temas de grande popularidade como Eu vi um sapo e A todos um Bom Natal. César Batalha é autor do Hino de Oeiras, que teve a primeira audição em 1991. Dirigiu o Coro do Banco de Portugal entre 1976 e 2007.

Pela canção “Eu vi um sapo”, conquistou o 1.º prémio de composição no Sequim de Ouro. Foi distinguido com Melhor Coro do Ano (1980), Medalha de Mérito Artístico da Câmara Municipal de Oeiras (1981), Prémio de Popularidade (1984), Medalha de Agradecimento da Cruz Vermelha Portuguesa (1991), Diploma de Agradecimento da Ordem Soberana e Militar de Malta (1997), Medalha de Mérito/Grau Ouro da Junta de Freguesia de Oeiras (2010).

Clique AQUI para ler a biografia completa

Elisa Lamas
Elisa Lamas, nome artístico de Elisa Paulina Ferreira Lamas, nasceu em Paço de Arcos, Oeiras, a 1 de fevereiro de 1926 e morreu a 2 de agosto de 2021.

Era oriunda de uma família de músicos. O avô paterno era violinista, mais tarde violetista e executante de viola d’amor. Colecionador de instrumentos antigos, tinha cem instrumentos em casa.

O trisavô era o compositor Francisco António Norberto dos Santos Pinto. Embora não tivesse aprendido música, o pai tinha interesse em que os filhos aprendessem.

Elisa Lamas começou com aulas particulares aos 9 anos. Aos 13 anos começou a estudar piano com Botelho Leitão, a quem ela em entrevista aos 91 considerava um grande artista e pedagogo. Fez os estudos como aluna externa do Conservatório Nacional e só foi para o Conservatório quando foi para o Conservatório Superior. Diplomou-se em Piano e Composição no Conservatório Nacional de Lisboa, e especializou-se no Mozarteum de Salzburg como bolseira do Instituto para a Alta Cultura.

Foi professora naquele Conservatório desde 1952 e até à sua aposentação, integrou várias comissões diretivas e, a convite do Ministério da Educação, fez parte da Comissão de Reestruturação daquele estabelecimento de ensino.

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O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração). Dinamiza oficinas de música e atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira
962 942 759

Frederico de Brito

Joaquim Frederico de Brito, compositor e poeta popular, nasceu na Freguesia de Carnaxide (Oeiras), a 15-09-1894, e faleceu em Lisboa, a 24-03-1977. Ficou conhecido com o diminutivo de Britinho.

Muito cedo começou a versejar e de tal sorte, que na Escola Primária já tinha a alcunha de “O Poeta”, de que o pequeno Joaquim não gostava por pensar tal ser ofensivo. E isso fez com ele se retraísse perante os colegas e só em casa lesse os seus versos à Mãe e ao irmão, que constituíam o seu único público.

Só aos 14 anos Frederico de Brito começou a compreender que tal alcunha não era afinal tão ofensiva como julgara. Mas depois sucede o imprevisto. Ele que perdera a tibieza de passar por poeta, encontra o obstáculo de não acreditarem ser ele o autor dos seu próprios versos.

Então, só encontrou uma saída para que o escutassem: dizer que os versos que cantava de “improviso” eram previamente feitos por um amigo dele que morava na sua rua e se chamava Frederico de Brito. E, certo dia, glosou de improviso os motes que foram propostos, com tal destreza e perfeição que no final e já à porta do Pátio do Martelo, o outro improvisador, Quintinha Bombeiro, pediu-lhe para apresentar ao seu amigo os parabéns e para lhe marcar um encontro. Estava ganha a primeira batalha.

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Frederico de Brito

Frederico, compositor, de Oeiras

Frederico, compositor, de Oeiras

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/oeiras-camane-fadista.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:55:372024-10-27 21:58:32Oeiras e os seus músicos
Gabriel Fonseca, fagote, de Nelas
Músicas no Concelho

Nelas e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Nelas

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Gabriel Fonseca (fagote, 1986)
  • Joaquim Pais de Brito (antropólogo, 1945)

Gabriel Fonseca

Gabriel Fonseca, fagote, de Nelas

Gabriel Fonseca, fagote, de Nelas

Gabriel Fonseca

Fagotista português, Gabriel Fonseca nasceu em 1986 em Nelas. Fez os estudos musicais no Conservatório de Música de Seia, Escola Profissional de Música de Espinho, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), Universidade do Minho e Universitatea de Arte „George Enescu” din Iași (Roménia). Estudou fagote com Robert Glassburner, Fábio Cury, Bence Boganiy, Rui Lopes, Paulo Martins, Dumitru Iosub, Zoran Mitev, Richerd Galler, Joaquim Moita, Roberto Erculiani, Carolino Carreira, em Portugal, Alemanha, Eslovénia e Roménia.

Estudou Música antiga (fagote Barroco ) e Interpretação Historicamente Informada na ESMAE com Hugues Kestman, Pedro Sousa Silva (flauta de bisel) e Ana Mafalda Castro(Cravo). Foi, deste 2007 até 2012, 1º Fagote da Orquestra Clássica de Espinho. Tocou com a Orquestra ESART, Orquestra do Minho, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra do Algarve onde tocou durante um ano (2013-2014), Orquestra Sinfonieta da ESMAE, Grupo de Música Antiga Capela Joanina entre outras.

Desde sempre esteve ligado a Música Popular executando acordeão em vários projetos musicais. Lecionou classes de aperfeiçoamento de fagote em Amarante, Tarouca e Sabrosa.

É músico freelancer e 1º fagote na Banda Sinfónica Portuguesa.

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Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/nelas-gabriel-fonseca-fagote.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:55:032024-11-20 10:47:23Nelas e os seus músicos
Jonathan da Silva, percussionista, da Murtosa
Músicas no Concelho

Murtosa e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho da Murtosa

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Carlos Conde (letrista, 1901-1981)
  • Jonathan da Silva (percussionista)
  • Paula Galhano (violinista)
Jonathan da Silva

Natural da Murtosa, o percussionista Jonathan da Silva licenciou-se em 2018 pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) onde estudou, com Manuel Campos, Miquel Bernat, Jeffery Davis, Nuno Simões e Fernando Llopis, entre outros.

Durante a licenciatura estudou ao abrigo do programa ERASMUS na Hochshule für Musik Detmold (Alemanha) com professores como Peter Prommel, Fumito Nunoya, entre outros.

Em 2020 concluiu o mestrado em ensino da música na ESMAE/ESE e o curso de especialização em Vibrafone no Conservatoire de Strasbourg, onde estudou com Emmanuel Séjourné, ao abrigo do apoio da Fundação GDA.

Leia AQUI a biografia completa.

Jonathan da Silva, percussionista, da Murtosa

Jonathan da Silva, percussionista, da Murtosa

Paula Galhano, violinista

Nascida na Murtosa, Distrito de Aveiro, Paula Galhano iniciou os estudos musicais aos 10 anos no Conservatório de Música de Aveiro na classe dos professores Pereira de Sousa e Duarte Neves. Em 1991 entrou na Universidade de Aveiro e completou a Licenciatura de Música (Violino) em 1996 na classe de Fernando Calazans, tendo sido bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.

Leia AQUI a biografia completa.

Paula Galhano, violino, da Murtosa

Paula Galhano, violino, da Murtosa

COROS

Coro da Murtosa

O Coro da Murtosa nasceu em 2004, ano em que gravou um CD, ainda não editado por motivos financeiros. Este ano, já sob direção da maestrina Mafalda Campos Leite, o grupo apresentou-se nas comemorações do 76º aniversário da elevação da Murtosa a concelho.

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Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Marco Paulo, cantor, de Mourão
Músicas no Concelho

Mourão e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Mourão

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Marco Paulo (cantor, 1945-2024)

Marco Paulo

Marco Paulo, cantor, de Mourão

Marco Paulo, cantor, de Mourão

Marco Paulo (Mourão, 21 de janeiro de 1945-m. 2024) é o nome artístico de João Simão da Silva, um dos mais populares cantores portugueses.

Recebeu até hoje 140 galardões de platina, ouro e prata, e até um de diamante por vender mais de um milhão de cópias, um recorde em Portugal. Marco é um dos músicos recordistas de vendas em Portugal, com vendas superiores a 5 milhões de cópias.

Estreou-se nas festas de Alenquer a cantar a “Campanera” de Joselito. No ano seguinte, teve o maestro Nóbrega e Sousa a acompanhá-lo, ao vivo. Aos 14 anos entra para o Rancho Folclórico de Alenquer onde esteve dois anos como cantor até ir viver para o Barreiro. Em 1963, já a viver no Lavradio, Barreiro, começou a ter aulas de canto com Corina Freire. Foi aí que foi descoberto, durante um ensaio, pela cantora Cidália Meireles, que tinha um programa de televisão de grande sucesso, o “Tu Cá, Tu Lá”. Ficou em terceiro no Festival da Canção da Figueira da Foz com “Vida, Alma e coração”. Mário Martins, da Valentim de Carvalho (a grande editora dos maiores nomes do mercado como Duo Ouro Negro, Amália e Carlos Paredes) convida-o para gravar um disco.

O seu primeiro disco, editado no ano de 1966, foi um EP com os temas “Não Sei”, “Estive Enamorado”, “O Mal às Vezes é Um Bem” e “Vê”. Em 1967 participa no Festival RTP da Canção com “Sou Tão Feliz” de António Sousa Freitas e Nóbrega e Sousa.[8] Foi depois para a Madeira cantar com Madalena Iglésias. A partir daí passou a profissional. Gravou com Simone de Oliveira o tema “Tu e Só Tu”, uma versão em português de “Somethin’ Stupid”. Foi chamado para a tropa tendo ido para a Guiné-Bissau onde foi escriturário. Mário Martins, fazia sempre questão que ele viesse de férias ao continente onde gravou os discos que iam sendo lançados. Foram gravados vários EP e um álbum. Do Festival RTP da Canção de 1969 recuperou “Canção Para Um Poeta” e “Os Fios da Esperança” de Madalena Iglésias e Daniel, respetivamente.

No ano de 1970 gravou, com músicos do Quarteto 1111, versões de temas do Eurofestival desse ano como “Gwendoline” e “Todas As Coisas Me Falam De Ti”. No ano de 1972 fica em quarto lugar no concurso Rei da Rádio desse ano. Em 1975 é lançado o single “O Mais Feliz do Mundo”. 1977 é o ano do single “No Comboio da Meia Noite”, versão de um tema da autoria de Peter Yellowstone e Robert Danova. Em 1978 obteve um grande sucesso com o single “Canção Proibida”/”Ninguém Ninguém” que vendeu mais de 85 mil cópias. É o primeiro disco de ouro do cantor. Em 1979 obteve novo disco de Ouro com o single “Mulher Sentimental”. Em 2 anos obteve 2 discos de ouro e 3 de prata. Lançou também a compilação “Concerto Ligeiro”.

O single “Eu Tenho Dois Amores”, editado em 1980, tornou-se no seu maior êxito com 195 mil discos vendidos (3 discos de Ouro, 1 de Prata). Em 1981 foi editado o single “Mais e Mais Amor”, que atinge um disco de prata e dois de ouro, com 130 mil discos vendidos. Em 1982 regressa ao Festival RTP da Canção com “Se Este Amor Acabar é o Fim do Mundo’, da autoria de João Henrique e Fernando Guerra, mas o tema passou quase despercebido. Disco de Ouro para o single “Anita”, versão de um sucesso de Costa Cordalis. Também foi  editada a coletânea “O Disco de Ouro” com os maiores êxitos dos primeiros 15 anos de carreira. O álbum vendeu mais de 140 mil exemplares (4 discos de ouro). Editou o single “Flor Sem Nome”, em 1983. O single “Morena Morenita”, que incluía um poster grátis, foi editado em 1984 e alcançou o Disco de OurFoo. ram editadas duas compilações com o nome “Os Grandes Êxitos”. Ainda em 1984 foi editado o álbum “Romance”, novo disco de ouro, que incluía sucessos como “Deixa Viver”, “Nasci Para Cantar” e “Só Falei Para Dizer Que Te Amo” (uma versão de “I Just called” de Stevie Wonder). O álbum “Sedução”, editado em 1986, inclui temas como “Amor Italiano”, “Dono do Meu Coração” e “Quem Fomos Ontem”. Toy assina os temas “Portugal Sonhado”, “Tanto Mel Tanto Amor” e “Perdoa-me”.

Também gravou “Canção da Alegria” de Joaquim Pessoa e Tózé Brito. O disco obtém o galardão de disco de prata. Em 1988 foi editado o álbum “Marco Paulo” e o single “Joana”. A reação do público a “Joana” seria imediata: uma semana após a sua edição era Disco de Ouro, e acabaria por alcançar quatro platinas, com 145 mil singles vendidos. António José (o letrista da maioria das letras) foi substituído pelo também produtor Mário Martins que já tinha assinado uma das adaptações do disco anterior. “Sempre Que Brilha O Sol”, também editado em 1988, foi mais um dos grandes êxitos, alcançando quatro discos de ouro. Participou no Festival da OTI com “Rosa Morena” da autoria de Mário Martins e Nuno Nazareth Fernandes.

Em 1990 é editado o álbum “De Todo O Coração”. “Um Amor Em Cada Porto” , “Ai Ai Meu Amor” e “O Amor é tudo” são os grandes sucessos desse disco, Recebe três discos de prata, dois de ouro, e uma platina. Com o single “Taras e Manias”, de 1991, obteve cinco discos de platina (160 mil discos vendidos). É ainda lançada a coletânea “Maravilhoso Coração” com 25 sucessos, que obtém 2 pratas, 3 ouro, 2 platinas (cerca de 175 mil discos vendidos). Recebeu um Troféu de Diamante pela venda de mil e quinhentos discos. Em  1993 foi editado o álbum “Amor Total” que se tornou em mais um campeão de vendas. Os temas em maior destaque foram “Amante, Irmão, Amigo” e “Coração Deserto”. A partir de abril de 1994, apresenta na RTP o programa de televisão “Eu Tenho Dois Amores”. Emitido nas noites de domingo, foi um verdadeiro sucesso de audiências, e dos 13 programas inicialmente previstos, foram afinal transmitidos 67. Foi editado o álbum “Beijinhos Doces” (1995), que de novo o coloca no topo das tabelas de álbuns vendidos, e é lançada a biografia da autoria do jugoslavo Popovitch. Em 1996 apresentou, ainda na RTP, o programa “Música no Coração”. Segundo as Selecções do “Reader’s Digest”, até ao final do ano de 1996, Marco Paulo tinha vendido mais de 3,5 milhões de álbuns e obtido cerca de 60 discos de ouro e platina, numa carreira, até à altura, com 30 anos de actividade musical.

Em 1997, recuperado da batalha contra o cancro, lançou o álbum “Reencontro”. O primeiro disco com vários temas originais fugindo ao padrão de discos de versões a cem por cento. Os maiores sucessos deste disco são “Chegou O Noivo” e “Amor Eterno”. Este disco teve produção musical, arranjos e direção musical de Filipe Neves que assinou vários temas inéditos. No ano de 1999 foi editado o álbum “Alma Gémea”.

Depois de 34 anos ligado à mesma editora, Marco Paulo decidiu dar um novo rumo na sua carreira e assinou com a Zona Música. O disco “35 Anos da Nossa Música”, com temas como “Nossa Senhora”, “Te Amo, Te Amo” e “Amália A Nossa Voz”, foi editado em 2001. Em 2003 foi editado o disco “As Nossas Canções” com a revisitação de clássicos da música portuguesa como “Nem às Paredes Confesso”. Foi lançado o livro “Música no Coração” de Palmira Correia (numa edição especial da Revista Caras). A EMI lançou, em 2004, a compilação “Ouro e Platina (1978-2003)” com um conjunto de vinte canções às quais foram atribuídos os galardões máximos da Indústria Discográfica. Inclui ainda, em edição limitada, o CD Bónus “Os Primeiros Sucessos (1966-1977)”. Na Zona Música foi editado o álbum “Amor Sem Limite”, com produção de Ramon Galarza, apenas com versões de temas de Roberto Carlos.

Em 2005 lançou novo CD: “40 Anos de Amor Eterno”. Marco Paulo escolheu o ano de 2007 para dar uma reviravolta positiva na sua longa vida de cantor. O disco, com produção e arranjos de Ramon Galarza, chama-se “Marco Paulo” e é um disco apenas com temas originais. Entre os músicos, que entretanto viraram compositores, estão os teclistas Justino e Pedro Mota, o diretor musical da banda, Vicente, e ainda Ménito Ramos, Tó Sanches, Rui Vasconcelos e a autora estreante do tema selecionado para single, Lara Afonso. As editoras Farol e a iPlay lançaram em 2008 uma compilação “O Melhor de Mim” com alguns dos seus principais êxitos. No ano de 2009 lançou, através da editora Espacial e com distribuição da Farol Música, o álbum “De corpo E Alma” com 13 temas, sendo que 3 são versões. O disco contou ainda com a colaboração de Ricardo Landum na composição. Este álbum tornou-se dupla platina.

Em 2010 foi editada uma compilação na coleção “Perfil” com o repertório gravado para a Valentim de Carvalho. ainda nesse ano foi lançado o CD “Vida”, através da editora Espacial, que recebeu dois discos de ouro e um de platina. No ano de 2015 editou o disco “Diário”, alcançando 2 discos de platina. Os temas de maior destaque foram “O que é que fazes esta noite” e “Além da Cama”. Em 2016 realiza a Tour 50 Anos, pela comemoração dos seus 50 anos de carreira (1966 – 2016). Realizou concertos nas salas mais emblemáticas do país – Coliseu de Lisboa e do Porto. Venceu o Prémio Mérito e Excelência nos Globos de Ouro da SIC.

Em 2017 foi editado Ao Vivo No Campo Pequeno – Tour 50 Anos‎ em formatos duplo CD e DVD.

Fonte: Wikipédia

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/mourao-marco-paulo-cantor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:54:102024-12-19 22:22:30Mourão e os seus músicos
Maria Infante
Músicas no Concelho

Moura e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Moura

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Luís Piçarra (cantor, 1918-1999)
  • Maria do Carmo “Alta” (cantora, 1895-1964)
  • Maria Infante (cantora)

Luís Piçarra

Luís Piçarra, cantor, de Moura

Luís Piçarra, cantor, de Moura

Luís Piçarra foi um dos mais populares e cosmopolitas cantores portugueses de meados do século XX. Nasceu em Moura, em 1917, e morreu em Lisboa, na Casa do Artista, em 1999. Com atributos vocais de tenor e formação em canto lírico, participou em diversas óperas e operetas mas foi na música ligeira que se notabilizou.

É ele o intérprete do hino do Benfica, Ser benfiquista. Foi vedeta de projeção internacional nas décadas de 40 e 50, tendo passado cerca de um ano como cantor de corte privativo do Rei do Egito. Pisou palcos de grandes salas e de teatros de ínfima ordem, conheceu a fortuna e a privação. Perdeu a voz em 1971, numa emboscada de guerra, quando viajava no interior de Angola para fazer uma série de espetáculos dirigidos aos soldados portugueses.

Fonte: Alberto Franco

Maria do Carmo “Alta”

Maria do Carmo Fontes Páscoa Bernardo nasceu em Moura em 1885 e faleceu em Lisboa em 1964.

Maria do Carmo “Alta”

Maria do Carmo "Alta", cantora, de Moura

Maria do Carmo “Alta”, cantora, de Moura

Foi a eleva­da estatura que lhe proporcionou a alcunha que a celebrizou, imposta também para a distinguir da sua contemporânea Maria do Carmo Torres. Filha de lavradores, deixou Moura com 3 anos e mudou-se para Lisboa com a família. Na capital foi aprendiza de camiseira na casa Ramiro Leão e mais tarde costureira com atelier próprio. Teófilo Braga, que morava na residência frente à sua, es­timulou-a a cantar canções populares. Com apenas 11 anos, foi uma das primeiras fadistas a cantar em retiros fora de portas. A partir de 1918 dedicou-se mais ao fado, nunca abandonando a sua profissão.

O prestígio como cantadeira ligado à sua personalidade orga­nizada e empreendedora, levou-a a fundar o res­taurante Ferro de Engomar que geriu em conjun­to com Alberto Costa. Foi talvez o primeiro restaurante com elenco privativo, onde se cantava o Fado e onde acorriam figuras importantes de Lisboa. Por vezes acompanhava-se à guitarra, instru­mento que aprendera a tocar com um tio. Apre­sentou-se praticamente em todos os recintos de Fado de Lisboa (Águia Roxa, Caliça, Pedralvas, Nova Cintra, Magrinho, Manuel dos Passarinhos, Bacalhau, Perna de Pau, Quebra-Bilhas, Tia Ele­na, Montanha, Charquinho, José dos Pacatos).

Fez digressões ao Brasil, no­meadamente em 1920, onde permaneceu dois anos e meio. De regresso a Lisboa, preocupou-se em reorganizar o seu atelier, não descurando o fado. Voltou ao Brasil em 1926 e apresentou-se no Cinema Central do Rio de Janeiro. Em 1931 integrou o elenco da opereta História do Fado, apresentada pela companhia Maria das Neves, no Teatro Maria Vitória, juntamente com Ercília Costa, Maria Alice, Maria Albertina e Al­berto Costa. Com esta companhia, desem­penhou o papel de Cesária na opereta Mouraria, no Coliseu dos Recreios. Fez várias parcerias com Alfredo Marceneiro. Maria do Carmo fez parte de uma “troupe” cómi­ca tauromáquica de nome Charlot, Max e D. José, com a qual cantou durante três anos em muitas das praças de toiros do país.

Embarcou novamente para o Brasil em 1934, como figura principal da Embaixada do Fado, que integrava nomes como o guitarrista Armando Freire (Armandinho) o violista Santos Moreira, Maria do Carmo Torres, Filipe Pinto e Joaquim Pimentel. Formou o Grupo Artístico de Fados Maria do Carmo, que integrava Manuel Cascais, Cecília ‘Almeida, José Marques e Armando Machado. Alguns dos Fados do seu repertório mais conhecidos foram, Fado Maria do Carmo, Beijos Venenosos, sendo uma das suas criações o bonito poema de João Linhares Barbosa, “É Tão Bom Ser Pequenino”.

Fonte: portal do Fado

Maria Infante

Maria Infante é uma cantora mourense que integra a banda Almatriz. Lançou o 1º álbum com o nome “Procura”, trabalho composto por 10 temas portugueses, com diferentes influências musicais inspiradas na identidade cultural portuguesa, música popular contemporânea portuguesa, música erudita e Fado. A banda é formada por João Correia (guitarra portuguesa), Nuno Encarnação (baixo), Beatriz Paulo (guitarra clássica) e Maria Infante (voz).

A história iniciou durante o auge do Covid-19, é por isso “uma banda pandemia”, como lhe chama com graça a vocalista, com um convite que partiu de Beatriz Paulo e veio mesmo a calhar. Um ano depois, o grupo entrou em estúdio e o resultado está à vista com “Procura” que “nasceu de forma muito natural e as músicas também.

A viver em Lisboa há sete anos, Maria Infante de 27 anos, divide o seu dia-a-dia entre as lições de guitarra clássica que lecciona, as noites a cantar Fado e os Almatriz.

Fonte: Rádio Planície

Maria Infante

Maria Infante, cantora mourense

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Padre António Marvão, coletor, de Mora
Músicas no Concelho

Mora e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Mora

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  • António Marvão (coletor, 1903-1993)
Padre António Marvão, coletor, de Mora

Padre António Marvão, coletor, de Mora

António Alfaiate Marvão nasceu a 23 de dezembro de 1903 na Amareleja. Fez os estudos primários numa escola da sua terra natal e aprendeu a tocar violino de forma autodidata. Concluídos os estudos primários, António exerceu a profissão de sapateiro, que veio a abandonar em 1927 para ingressar no Conservatório Nacional de Lisboa. Em1930, fundou uma orquestra de cordas em Santo Aleixo da Restauração.

Em 1931 ingressou no Seminário de Serpa, onde iniciou estudos eclesiásticos. Foi ordenado padre em 1940. De 1940 a 1942 foi prefeito e professor no seminário de Beja, altura em que surgiram as suas primeiras publicações. Em 1946 publicou o seu primeiro trabalho no Arquivo de Beja sobre o cante alentejano, apresentando as suas primeiras recolhas musicais de modas com texto e partitura. Em 1955, publicou o cancioneiro Alentejano, uma obra pioneira sobre este repertório.

De 1956 a 1985 aprofundou as origens do cante alentejano, mantendo-se fiel à tese da origem do cante no fabordão do século XII. Foi membro de júri em comissões e concursos de folclore e dirigiu vários grupos corais alentejanos, que “ensinava” a cantar, com um cunho pessoal baseado na sua formação erudita. Faleceu, na terra que o viu nascer, a 2 de fevereiro de 1993.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/mora-antonio-marvao-padre-amareleja.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:53:202024-12-20 21:04:27Mora e os seus músicos
Dulce Pontes, cantora, do Montijo
Músicas no Concelho

Montijo e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho do Montijo

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Dulce Pontes (cantora, 1969)
  • Humberto d’Ávila
  • Jorge peixinho (compositor, 1940-1995)
  • Jorge Vaz de Carvalho (barítono, 1955)

Dulce Pontes

Dulce Pontes, cantora, do Montijo

Dulce Pontes, cantora, do Montijo

Humberto d’Ávila

Natural do Montijo, Humberto d’Ávila (1922-2006) foi o sócio-fundador n.º 1 da JMP.  Cultivou desde cedo o gosto pela música, iniciando a atividade de crítico da especialidade no jornal O Século, em cujas páginas também se destacou como cronista de teatro.

Fez inúmeras apresentações e conferências por ocasião das primeiras temporadas de concertos da Juventude Musical Portuguesa (JMP), nomeadamente no Instituto Italiano e no Salão de Festas de O Século. Fundador e diretor do Círculo de Cinema, e diretor dos Companheiros do Pátio das Comédias, foi inspetor e, mais tarde, diretor do extinto Instituto Português do Património Cultural, onde criou um Departamento de Musicologia, graças ao qual alguns importantes espólios documentais e artísticos foram preservados.

Cultor enérgico do espírito associativo, a sua ação neste capítulo mostrou-se particularmente relevante ao ligar o seu nome à fundação da JMP e a instituições como a Associação Portuguesa de Educação Musical, o Conselho Português da Música e a Fundação Musical dos Amigos das Crianças, de todas havendo pertencido aos respetivos corpos sociais.

Como literato, deixou obra multifacetada, que se reparte pelo teatro declamado (várias peças, entre as quais Teia de Mentiras), pela intervenção (Para Quando Festivais de Arte em Portugal? – 1957) e pela musicografia (Lambertini e a Odisseia do Museu Instrumental – 1984, Malhoa e a Música do seu Tempo – 1986 e Almeida Mota, Compositor Português em Espanha – 1996), sem esquecer os muitos artigos que redigiu para dicionários, enciclopédias, jornais e revistas como a Seara Nova, O Globo, Mundo Literário e Diário de Notícias. À data da sua morte, Humberto d’Ávila tinha o grau de comendador da Ordem do Infante Dom Henrique.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Jorge Vaz de Carvalho

Jorge Vaz de Carvalho é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses) pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, em 1989.

Concluiu o Mestrado em Literaturas Comparadas na Universidade Nova de Lisboa, com a mais alta classificação, defendendo tese sobre a obra de Teolinda Gersão. Foi sub-Director do IELT Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, membro do Centro de Estudos Americanos da Universidade Aberta de Lisboa e professor de Português do Ensino Secundário durante 9 anos, entre 1975 e 1984.

O seu multifacetado percurso no panorama cultural tem-se, entretanto, centrado na actividade musical. Enquanto cantor lírico, estreou-se no Teatro de São Carlos de Lisboa, em 1984, a cuja companhia residente pertenceu até iniciar a carreira internacional, em países como a Alemanha, Austrália, Bélgica, China e Macau, Espanha, Croácia, França, Israel, Itália ou Japão. Além de dezenas de papéis principais que interpretou, em óperas de Mozart, Rossini, Donizetti, Verdi, Puccini, Bizet, Gounod, Massenet ou Wagner, desenvolve actividades de concertista e de recitalista.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Jorge Vaz de Carvalho, barítono, do Montijo

Jorge Vaz de Carvalho, barítono, do Montijo

HISTÓRIA

Jorge Peixinho

Jorge Peixinho (1940-1995) foi um dos mais importantes compositores portugueses do século XX, tendo tido um papel fundamental na actualização do panorama musical do país entre 1961 e meados da década de 1980, não apenas através da sua actividade criativa, mas também enquanto incansável divulgador, ensaísta e intérprete.

A sua obra, em que se detecta uma progressiva evolução estilística, conjuga com uma crescente originalidade a flexibilidade da ideia ou da execução musical e o rigor da escrita.

Nasceu no Montijo, onde iniciou os estudos de piano com sua tia Judite Rosado. Estudou Composição no Conservatório Nacional, em Lisboa, com Artur Santos (1948-1954) e Jorge Croner de Vasconcellos (1954-1956). Terminou em 1958 o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional, onde trabalhou com Fernando Laires, tendo também frequentado brevemente a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Como bolseiro da Fundação Gulbenkian, aperfeiçoou-se em Composição em Roma entre 1959 e 1961 com Boris Porena e Goffredo Petrassi, adoptando então o cromatismo integral e o atonalismo serial como base para a assimilação de novas técnicas criativas.

Na Holanda, em 1960, familiarizou-se com as possibilidades oferecidas pelos estúdios de música electrónica. Trabalhou ainda com Luigi Nono em Veneza e com Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen em Basileia, tendo frequentado, na década de1960, os cursos internacionais de composição de Darmstadt, onde participou em obras colectivas orientadas por Stockhausen.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Jorge Peixinho, compositor, do Montijo

Jorge Peixinho, compositor, do Montijo

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/montijo-dulce-pontes-cantora.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:52:242024-10-30 06:22:24Montijo e os seus músicos
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