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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga
Músicas no Concelho

Anjos músicos em Portugal

MÚSICA À VISTA

Anjos músicos em Portugal

BATALHA

A música teve grande relevo no Mosteiro da Batalha, onde existiram órgãos de tubos e uma prática musical rica. O portal principal do Mosteiro da Batalha é amplamente estudado e destaca-se “no panorama da arte peninsular e europeia”. Na 5.ª arquivolta, surgem os anjos-músicos, como que envolvendo o crente com “música celestial” no “seu trânsito para a glória eterna”, explica Joaquim Ruivo. Figuras tocando “pandeiro com soalhas, viola de arco, viola de mão, charamela e flautas, o saltério, a cítola e amandora ou o órgão portativo”. Há anjos músicos no portal principal do Mosteiro da Batalha, mas também noutras zonas interiores e exteriores do monumento.

As figuras de doze anjos músicos presentes no portal principal e na nave central da Igreja do Mosteiro da Batalha foram o ponto de partida para a primeira edição de um colóquio dedicado à música antiga peninsular no dia 21 de setembro de 2019. Indo ao encontro das raízes e tradições musicais, proporcionou-se o contacto com instrumentos e sonoridades desse tempo, “dando a conhecer igualmente o trabalho de investigadores, músicos e artesãos que, baseados em fontes documentais diversas – como é o caso das representações escultóricas patentes no portal da Igreja do Mosteiro da Batalha – tentam reconstituir esses instrumentos”.

A partir desses anjos músicos surgiu a ideia de realizar no Mosteiro da Batalha um encontro que pretende “aprofundar o conhecimento da música antiga peninsular, dos séculos XV e XVI”, ou seja, “o tempo áureo da construção do mosteiro e da sua vivência conventual”. O programa incluiu ainda uma intervenção de Hugo Sanches sobre a música do século XVI no contexto das relações peninsulares, Jorge Lira falou das tradições musicais num périplo de quase mil anos pela evolução da gaita-de-foles e Orlando Trindade mostrou e tocou réplicas de instrumentos medievais. O colóquio acompanhou o “papel de grande relevo” que a música teve na história do Mosteiro da Batalha.

Enquanto foi convento dominicano, vocacionado para o ensino teológico, e “universidade por decisão papal a partir de meados do século XVI”, calcula-se que só na Capela do Fundador se realizassem anualmente “cerca de três mil atos litúrgicos relacionados com os reis e infantes aí sepultados”. “A música e, sobretudo, o canto teriam grande predomínio”, recordou Joaquim Ruivo.

Curiosamente, em contraste com “a solenidade da liturgia dominicana”, que valorizava “a música vocal gregoriana e monódica”, há por todo o interior e exterior do monumento “profusa representação escultórica de anjos músicos”, notou Joaquim Ruivo, “a maioria deles associados a instrumentos ‘não canónicos’ e à música ‘profana’, de tradição judaico-cristã”.

O órgão na Igreja do Mosteiro estaria muito deteriorado em meados do século XIX e acabou por ser desmantelado após 1840. Há também notícia da existência de órgãos portáteis no monumento, nada restando de qualquer deles.

Fonte: Região de Leiria / ML

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha

Viola de mão

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, viola de mão, esquerda, 1º a contar de baixo

Viola d’arco

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, viola d’arco, esquerda, 4º a contar de baixo

Viola d’arco

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, viola d’arco, direita, 5º a contar de baixo

Saltério

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, saltério, esquerda, 5º a contar de baixo

Pandeiro de soalhas

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal do Mosteiro da Batalha, pandeiro de soalhas, direita, 6º a contar de baixo

Cítara

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, cítara, esquerda, 2º a contar de baixo

Alaúde

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, alaúde, direita, 4º a contar de baixo

Cítola

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, cítola, direita, 2º a contar de baixo

Charamela

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha

Órgão portátil

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, órgão portátil, esquerda, 3º a contar de baixo

Órgão portátil

Anjos Músicos do Portal Principal do Mosteiro da Batalha

Anjos Músicos do portal Principal do Mosteiro da Batalha, órgão portátil, direita, 3º a contar de baixo

BRAGA

Anjo músico a tocar viola

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Anjo Músico no Mosteiro de Tibães, Braga

Lado esquerdo da Capela de Santa Gertrudes. Anjo de rosto juvenil, despido com asas em tons de vermelho e azul a tocar viola, um instrumento da família dos cordofones compostos, com caixa de ressonância, em que o som é produzido pela vibração de cordas beliscadas.

O declínio do alaúde e do cravo é associado à ascensão deste instrumento, um dos mais populares dos séculos XVI e XVII, muito representado na pintura retabular tardo-medieval, de Iconografia mariana. A mãe esquerda assenta no braço do instrumento, pressionando as cordas nos respetivos trastes; os dedos da mão direita dedilham as cordas perto da boca da guitarra. A representação do instrumento é simples sem pormenores. O braço do instrumento não é proporcional ao tamanho do braço. Não é possível identificar o número de cordas do instrumento. A forma de execução está representada de forma correcta.

Anjo músico a tocar violino

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Lado direito da Capela de Santa Gertrudes. “Anjo de rosto juvenil, semidespido com faixa à volta da cintura e asas em tons de vermelho e azul a tocar violino, um Instrumento da família dos cordofones compostos com caixa de ressonância, em que o som é produzido pela vibração de cordas friccionados com arco.

De grande popularidade nos séculos XVII e XVIII, era designado em Portugal, até meados do século XX, como rabeca. A representação do instrumento não é fiel. A forma de execução representada também não é real, uma vez que o violino é tocado no lado oposto ao representado.”

Anjo músico a tocar trombeta reta

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Anjo Músico no Mosteiro de Tibães, Braga

Os anjos músicos executam música celeste e são representados a partir do final da Idade Média evocando, de algum modo, o Paraíso. Além do Juízo Final, estão representados nos episódios de glorificação de figuras sagradas, na Natividade, na Sagrada Família e na morte e visões dos santos.

Os instrumentos que os anjos tocam são, na generalidade, os de sopro, associados ao poder de Deus, os de cordas relacionados com a noção de harmonia do cosmos e os de percussão mais ligados à música profana, que surgem frequentemente integrados em motivos ornamentais.

Anjos tocando trombeta reta

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Anjos Músicos da Capela de São Bento

A Capela de S. Bento encontra-se na zona dos jardins do mosteiro desenvolvidos em socalco, com alguns bancos revestidos com azulejos seiscentistas e uma fonte ao longo do escadório Barroco. A Capela apresenta um alpendre decorado com azulejos com padrão do séc. XVII, provavelmente provenientes das capelas da igreja, após renovação do programa decorativo da mesma, e cobertura de madeira pintada também datada do século XVII.

O interior da Capela mantém da decoração primitiva dois painéis de azulejo joanino, representando cenas da vida do orago e outros dois painéis de decoração. Um nicho rasgado na parede constituía o primitivo altar.

Os painéis estão decorados com 8 putti – anjos músicos, simétricos tocando trombetas retas. A presença da trombeta no contexto sacro é inerente à ideia escatológica de final dos tempos, na medida em que é tangida pelos anjos músicos transportadores da mensagem de Deus. O seu elevado volume sonoro obtido pela vibração de uma coluna de ar, acorda os mortos e convoca todos para o dia do Juízo Final

A trombeta reta (sem pistões ou válvulas) é um aerofone de metal, de formato cilíndrico terminando em pavilhão.

Anjos tocando trombeta reta

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Anjos Músicos da Capela de São Bento

Anjos tocando trombeta reta

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Anjos Músicos da Capela de São Bento

Anjos tocando trombeta reta

Anjos Músicos no Mosteiro de Tibães, Braga

Anjos Músicos da Capela de São Bento

LAMEGO

Anjo Músico

Anjo Músico do Mosteiro das Chagas, Museu de Lamego

Anjo Músico do Mosteiro das Chagas

Anjo Músico do Mosteiro das Chagas, pintura a óleo sobre madeira do século XVII, Museu de Lamego

“Os anjos músicos executam música celeste e são representados a partir do final da Idade Média evocando, de algum modo, o Paraíso. Além do Juízo Final, estão representados nos episódios de glorificação de figuras sagradas, na Natividade, na Sagrada Família e na morte e visões dos santos. Os instrumentos que os anjos tocam são, na generalidade, os de sopro, associados ao poder de Deus, os de cordas relacionados com a noção de harmonia do cosmos e os de percussão mais ligados à música profana, que surgem frequentemente integrados em motivos ornamentais.”

Anjo Músico

Anjo Músico do Mosteiro das Chagas, Museu de Lamego

Anjo Músico do Mosteiro das Chagas

Anjo Músico do Mosteiro das Chagas, pintura a óleo sobre madeira do século XVII, Museu de Lamego

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/braga-tibaes-mosteiro-anjo-musico-10.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 11:03:052021-06-22 10:34:12Anjos músicos em Portugal
Alexandra, cantora, do Fundão
Músicas no Concelho

Fundão e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho do Fundão

Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020.

  • Alexandra (cantora, 1950)
  • Ana Carrolo (piano, 1985)
  • Arlindo de Carvalho (compositor, 1930-2016)
  • Celeste Rodrigues (fadista)
  • David Miguel (compositor)
  • Diana Santos (meio-soprano)

Alexandra

Alexandra, cantora, do Fundão

Alexandra, cantora, do Fundão

Arlindo de Carvalho

Arlindo de Carvalho, compositor, do Fundão

Arlindo de Carvalho, compositor, do Fundão

Celeste Rodrigues

Celeste Rodrigues, fadista, do Fundão

Celeste Rodrigues, fadista, do Fundão

David Miguel

David Miguel, compositor, do Fundão

David Miguel, compositor, do Fundão

Xico Gaiato

Francisco Barata, mais conhecido pelo nome artístico Xico Gaiato, é um dos seis artistas selecionados para participar no Festival da Canção 2025. O jovem natural do Fundão, que recentemente lançou a sua carreira a solo, junta-se aos catorze compositores convidados pela RTP para competir no evento. No total, o concurso conta com 20 canções inéditas, com a obra de Xico Gaiato entre as selecionadas através de um processo aberto de submissão, que reuniu 633 propostas.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/fundao-alexandra-cantora.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:59:452024-11-16 19:15:04Fundão e os seus músicos
Pedro Macedo Camacho, compositor
Músicas no Concelho

Funchal e os seus músicos

Músicos do Concelho do Funchal

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Artur Andrade (contrabaixista, 1927-1992)
  • Carlos de Menezes (guitarrista, 1920)
  • Carlos Jorge (construtor de cordofones, 1956)
  • Carlos Santos (folclorista, 1893-1955)
  • Carolina Meneses João (soprano)
  • Edmundo de Bettencourt (cantor, 1899-1973)
  • José de Freitas (barítono)
  • Lomelino Silva (cantor lírico)
  • Max (cantor, 1918-1980)
  • Pedro Macedo Camacho (compositor)
  • Tony Amaral (pianista, 1910-1976)

José de Freitas

José de Freitas, barítono, do Funchal

José de Freitas, barítono, natural do Funchal

Artur de Andrade

Artur Pestana de Andrade, contrabaixista, do Funchal

Artur Pestana de Andrade, contrabaixista, do Funchal

Edmundo de Bettencourt, cantor, do Funchal

Edmundo de Bettencourt, cantor, do Funchal

Lomelino da Silva

Lomelino Silva, cantor, natural do Funchal

Lomelino Silva, cantor, natural do Funchal

Max

Max, cantor, natural do Funchal

Max, cantor, natural do Funchal

Carolina Meneses João

Nascida no Funchal, Carolina Meneses João, soprano, pisou os palcos pela primeira vez aos 6 e 8 anos de idade, nas 13ª e 16ª edições do Festival da Canção Infantil da Madeira, interpretando canções compostas pelo seu pai, José Simão João: “Plasticina” e “As andorinhas”. Iniciou em 1996 os estudos musicais no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, onde estudou durante 14 anos, concluindo em 2010 o Curso complementar de canto na classe de Maria João Pereira.

Ainda na Madeira, participou nos festivais Funchal a cantar (2009) e Vozes do Norte (2008), alcançando neste último o 2º prémio num duo com Bruno Meneses com o tema de cross-over “There for me”.  Colaborou durante 3 anos com a companhia de teatro amador Madeira Amateur Dramatic Society (MADs), em concertos e produções de teatro musical como “Gigi” de Alan Jay Lerner (2007) e “Les Misérables” de Claude-Michel Schönberg (2008).

Licenciou-se em Estudos Ingleses e Relações Empresariais na Universidade da Madeira em 2009, curso que acabou por ser fundamental para o desenvolvimento da sua carreira na indústria de streaming onde atualmente se encontra. Concluiu em 2013 a Licenciatura em Música da Universidade Católica Portuguesa do Porto (UCP), sob a orientação dos professores António Salgado e Sofia Serra. Através desta instituição, estreou-se como solista na também estreia da Missa em Dó de Marcos Portugal, na Igreja de São Francisco do Porto, sob a direção do maestro José Ferreira Lobo em 2012.

Continuou o seu percurso artístico nos Países Baixos, onde em 2013 ingressa no Conservatório Real de Haia trabalhando com Frans Fiselier, Rita Dams e Han-Louis Meijer. Estreou-se na ópera em 2017, no papel de Frasquita com Carmen de G. Bizet, na cidade de Bilthoven. Ao longo do seu percurso académico participou em diversas classes de aperfeiçoamento com cantores de renome como Susan McCulloch, Toby Spence, Susan Waters, Norma Enns, Elisabete Matos, Jill Feldman, Marcel Reijans, Louise Callinan, Janet Williams, Roberta Alexander e Raymond Modesti.

Atualmente, conjuga a sua função de Catalogue Manager na Primephonic – empresa de streaming dedicada exclusivamente à música clássica, com a sua carreira musical, com a qual pretende em grande parte, investigar e divulgar o repertório vocal da música clássica portuguesa. Lançou em janeiro de 2021 o seu primeiro álbum a solo “Idílio” no seguimento do projeto “Novos talentos” do Conservatório de Música da Madeira. Este álbum destaca-se pelo foco na música clássica portuguesa, incluindo estreias de obras de compositores madeirenses, mas não só.

Carolina Meneses João, soprano, do Funchal

Carolina Meneses João, créditos Lammerts van Euren

Edmundo Alberto Bettencourt

Cantor e poeta, Edmundo Alberto Bettencourt nasceu no Funchal, em 1899 e morreu em Lisboa, no ano de 1973. Ficou conhecido por interpretar a Canção de Coimbra e pelo seu papel na introdução de temas populares neste género musical. Notabilizou-se pela composição musical Saudades de Coimbra.

Reciclanda

Reciclanda, livros, instalações, formações e oficinas

A Reciclanda tem vindo a criar conteúdos de apoio a Educação para a Cidadania, Educação Ambiental e animação dos recreios. Promove a criação de objetos sonoros, brinquedos, jogos e instrumentos a partir de objetos em fim de ciclo. Desenvolve projetos que destacam a inclusão e a literacia, contribuindo para o sucesso escolar. O livro “Brincar Azul”, editado em 2026, contém 700 ideias de jogos divertidos e sustentáveis. Já a “Semana Azul” é um conceito de instalação promotora do brincar sustentável que envolve escolas de concelhos.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/pedro-macedo-camacho.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:57:522026-07-15 14:06:04Funchal e os seus músicos
António Menano, fadista, de Fornos de Algodres
Músicas no Concelho

Fornos de Algodres e os seus músicos

Músicos naturais de Fornos de Algodres

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • António Menano (cantor, 1895-1969)
  • Francisco Menano (guitarrista, 1888-1970)

Fraty

António Menano, fadista, de Fornos de Algodres

António Menano, fadista, de Fornos de Algodres

Fados

António Menano, fadista, de Fornos de Algodres

António Menano, fadista, de Fornos de Algodres

120 anos do nascimento

António Menano, fadista, de Fornos de Algodres

António Menano, fadista, de Fornos de Algodres

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/antonio-menano-fados.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:56:392024-12-20 20:56:06Fornos de Algodres e os seus músicos
David de Souza, compositor, da Figueira da Foz
Músicas no Concelho

Figueira da Foz e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho da Figueira da Foz

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alexandra Curado (maestrina)
  • David de Sousa (compositor, 1880-1918)
  • Elisabete Adão (saxofonista, 1993)
  • Joaquim Simões Pleno (compositor, 1908-2001)
  • João Bagão (guitarrista, 1921-1992)
  • Madalena Azeredo Perdigão (gestora musical, 1923-1989)
  • Manuel Pleno (regente, 1888/1889-1962)
  • Mónica Monteiro (soprano)
  • Maria Alice (cantora, 1904-1996)
  • Pedro Fernandes Tomás (etnógrafo, 1853-1927)
Alexandra Curado

Alexandra Curado nasceu na Figueira da Foz, onde reside. Iniciou estudos musicais aos 6 anos, na escola de música criada pelo avô na Marinha das Ondas. Em 1983 ingressou no Conservatório Regional de Coimbra, nas classes de Piano, Acordeão e Canto.

Durante o percurso académico participou em vários eventos culturais. Em 1991, concluiu o curso complementar de Piano no Conservatório Regional de Coimbra como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e em 1996 concluiu licenciatura nas áreas de Piano e Formação Musical. Fez pós-graduação em Psicologia da Música, na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.

Desenvolveu atividade de concertista a solo e em música de câmara no país e no estrangeiro. Lecionou piano, formação musical, classe de conjunto e iniciação musical no Conservatório de Música David de Sousa, na Figueira da Foz, participou em cursos intensivos de piano, pedagogia e educação musical e de direção coral.

Em 2010 iniciou o projeto de criação de um coro infantojuvenil, que permitiu retomar a Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz. Este Coro levou à criação da Escola de Artes do CAE, que contempla as valências de Ensino de Instrumentos, Dança Clássica e Contemporânea, Teatro e Orquestra de Jazz.

Alexandra Curado, professora e maestrina, da Figueira da Foz

Alexandra Curado, professora e maestrina, da Figueira da Foz

É docente do Conservatório de Música de Coimbra, diretora pedagógica da Escola de Artes do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, professora na Escola de Artes de Penacova e Maestrina do Coro Pequenas Vozes da Figueira da Foz e do Coro Canticus Camerae.

Alexandra Curado

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Elisabete Adão

Elisabete Silva Adão nasceu na Figueira da Foz a 20 de Outubro de 1993. Iniciou os estudos musicais aos 9 anos, na Sociedade Artística e Musical Carvalhense. Em 2004 ingressou no Conservatório de Música de Coimbra, onde concluiu o 8º grau (2011) em Saxofone na classe de António Madeira Alves. 

Em 2014 concluiu a Licenciatura em Música – Execução – Saxofone na classe de José Massarrão na Escola Superior de Música de Lisboa. 

Participou em classes de aperfeiçoamento com os saxofonistas Jean-Yves Formeau, Manuel Miján, Alexandre Madeira, Artur Mendes, Helder Alves, Ricardo Pires, James Houlik, Kenneth Tse, Rafael Yebra e Alfonso Padilla.  Em 2012 foi laureada no concurso “Prémio Jovens Músicos” com o 2º lugar ex-aequo (Saxofone, nível médio). Obteve o 1º lugar em 2013, 2014 e 2015 no concurso “Sons d’Cabral” em Belmonte. 

Leia AQUI a biografia completa.

HISTÓRIA

David de Sousa

David de Souza nasceu a 6 de maio de 1880 na Figueira da Foz, tendo realizado os estudos musicais no Conservatório Nacional em Lisboa onde frequentou a classe de violoncelo de Eduardo Wagner e de Cunha e Silva e a de teoria musical de Freitas Gazul. Em 1904, como bolseiro do estado português parte para a Alemanha, onde no Conservatório de Leipzig vai estudar com um dos mais famosos violoncelistas da época: Julius Klengel.

De regresso a Portugal, David de Souza estreia-se como chefe de orquestra em 1913 num concerto realizado no Teatro Nacional. Pouco depois é contratado para Maestro Titular da Orquestra Sinfónica de Lisboa, formada nessa altura e instalada no Politiema.

Com temperamento fogoso, dotes histriónicos e grande poder de comunicação com o público, David de Souza conquistou vários admiradores.

Do seu vasto reportório destacam-se as inúmeras obras modernas que interpretou pela primeira vez em Portugal, como por exemplo: a segunda Sinfonia de Vincent D’Indy, as “Valsas Nobres e Sentimentais” de Maurice Ravel ou o Poema Sinfónico de Luís de Freitas Branco “Depois de uma leitura de Antero de Quental”.

Apaixonado pela música russa, revelou igualmente ao público português, inúmeras obras de compositores daquele país.

Leia AQUI a biografia completa.

David de Souza

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz

David de Souza

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz

David de Souza, compositor, da Figueira da Foz

João Bagão

João Carlos Bagão Moisés, guitarrista e compositor, nasceu na Figueira da Foz, a 14-07-1921, e faleceu em Lisboa, a 09-12-1992. Iniciou a sua aprendizagem da guitarra com o seu tio António da Silva Bagão. Tocou ainda outros instrumentos como piano, bandolim e viola. Completou o Curso dos Liceus em Coimbra e frequentou a Faculdade de Ciências durante três anos. Em 1948 abandonou Coimbra e os estudos e fixou residência em Lisboa, tendo trabalhado como agente de propaganda médica. Amante de música, tocou bandolim, viola, piano e guitarra.

Após a passagem por Coimbra, radicou-se em Lisboa em 1948, actuando em Casas de Fado, acompanhado por Paquito (viola baixo), o que nem sempre foi bem recebido no meio musical e académico conimbricense. Definitivamente atraído para guitarra, tornou-se num dos melhores guitarrista de Coimbra do seu tempo. João Bagão sofreu notória influência do estilo revolucionário e inovador de Artur Paredes, tocava com invulgar virtuosismo e foi, em certa medida, um renovador, quer a compor, quer a fazer os acompanhamentos.

Acompanhou à guitarra cantores activos em Coimbra nos anos 40 e 50 (Manuel Martins Catarino, conhecido como Manuel Julião; Napoleão Amorim; Augusto Camacho; António Dias Gomes; Luiz Goes, Fernando Rolim, entre outros. Integrou o Orfeão Académico de Coimbra e a Tuna Académica de Coimbra, participando em digressões e espectáculos no País e no estrangeiro.

Em Lisboa, manteve um grupo de fados e de guitarradas (juntamente com António Toscano, João Gomes, entre outros), que cessou actividade após a sua morte, tendo esta formação sido a principal responsável pela prática da Canção de Coimbra em Lisboa. Um dos principais dinamizadores deste colectivo era o autor de letras Leonel Neves. Foi ainda este grupo que acompanhou Luiz Goes em vários dos seus fonogramas, assim como o Cantor Alexandre Herculano. Também com este Grupo, participou em digressões ao estrangeiro (África do Sul, Áustria, Brasil, EUA e Suíça).

Da sua obra musical destacam-se as guitarradas, tendo ainda musicado os poemas de Edmundo Bettencourt e de Leonel Neves (Balada da Torre d’Anto; Balada de Evocação à Sé Velha, 1951; Toada do Penedo da Saudade, 1953).

O seu nome faz parte da toponímia da Figueira da Foz (Rua Doutor João Bagão).

Fonte: Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, dir.  Salwa Castelo-Branco, 1º Volume, A-C, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, pág. 96 e 97.

João Bagão

João Bagão, guitarra, da Figueira da Foz

João Bagão, guitarra, da Figueira da Foz

João Bagão

João Bagão, guitarra, da Figueira da Foz

João Bagão, guitarra, da Figueira da Foz

Joaquim Pleno

Joaquim Maria Simões Pleno nasceu a 15 de Outubro de 1908 em Ferreira-a-Nova, no concelho da Figueira da Foz. Iniciou os estudos musicais com o pai, Manuel Maria Pleno, e integrou a Filarmónica Santanense (dirigida pelo pai) como instrumentista de flautim, aos oito anos de idade. Iniciou-se como regente de banda com apenas 17 anos de idade, em 1925, sucedendo a Carlos Pleno, seu tio, na regência da Banda de Liceia.

Em 1926 sucedeu ao pai como regente da Filarmónica Pampilhosense, na Pampilhosa, localidade onde fixou residência por volta de 1935, após o seu casamento. Dirigiu a Filarmónica Pampilhosense durante 64 anos, sendo substituído em 1990 pelo seu filho Manuel Lindo Pleno. Dirigiu, para além das bandas referidas, a Filarmónica Arazedense (Arazede), a Filarmónica Fraternidade Poiarense (Vila Nova de Poiares), a Associação Filarmónica Lyra Barcoucense 10 d’Agosto (Barcouço) e a Sociedade Filarmónica Fraternidade de S. João de Areias, bem como a Tuna de Souselas (Coimbra) e a Tuna de Franciscas (Cantanhede). Desenvolveu atividade enquanto ensaiador e instrumentista em orquestras denominadas “jazzes”. A partir do final da década de 1930 dirigiu a Orquestra-Jazz Danúbio Azul, sediada em Souselas e constituída por instrumentistas da Tuna Souselense e da Filarmónica Pampilhosense.

Joaquim Pleno destacou-se também como compositor. Entre 1936 e meados da década de 1960 trabalhou como compositor e arranjador ao serviço da Casa Olímpio Medina, sediada em Coimbra. Após a sua desvinculação desta casa comercial continuou a compor (por encomenda) para bandas, tunas, ranchos folclóricos, orquestras típicas, orquestras ligeiras e agrupamentos de teatro e de revista da região da Pampilhosa e concelhos limítrofes. Em 1991 foi distinguido com a medalha de Mérito Cultural pela Câmara Municipal da Mealhada. Em 1999 o seu nome foi atribuído ao coreto da vila da Pampilhosa, numa homenagem da população local. Faleceu a 29 de junho de 2001, com 92 anos de idade.

Fonte: A Nossa Música, Universidade de Aveiro

Madalena Azeredo Perdigão

Maria Madalena Bagão da Silva Biscaia (Farinha) de Azeredo Perdigão (Figueira da Foz, 28 de Abril de 1923 – Lisboa, 5 de Dezembro de 1989) foi, sem dúvida, uma das figuras que maior influência exerceu na vida artística do país no longo período em que desenvolveu atividade na Fundação Gulbenkian e, de igual modo, fora dela. A sua figura parece ter surgido no momento certo (para a Dança e para a Música) na vida da jovem Fundação e, aparentemente, também na do seu Presidente do Conselho de Administração.

A Dr.ª Madalena era vista essencialmente como uma figura tutelar e, em simultâneo, uma mulher elegante, requintada, de fina inteligência e muito poderosa, que marcava presença, frequentemente, ao lado do seu marido, nos eventos da Fundação.

Em relação aos artistas do Ballet Gulbenkian, ainda antes de se ter retirado da direção do Serviço de Música, era tida como uma figura semi-invisível. Mesmo quando administrava a companhia raramente descia aos estúdios e espaços ocupados pela dança. Quanto muito, espreitava com extrema discrição, algum ensaio de palco do camarote presidencial atrás das cortinas e aparecia nas estreias com o marido. Pode-se, mesmo, dizer que havia um certo mistério à sua volta. Após a sua saída da Fundação a sua influência nos destinos do Ballet Gulbenkian não era nada clara.

Nos anos a seguir ao 25 de Abril, em que a companhia começou a renovar-se devido a uma política artística que parecia passar pelo fomento de uma geração de bailarinos portugueses – enérgicos e muito empenhados no seu trabalho – e alguns coreógrafos de uma nova safra, ela continuava (fora) a ser a mulher do presidente vitalício e (dentro), a ter pessoas da sua confiança a trabalhar na instituição.

Foi com ela que o nosso País, nesses anos de grande isolamento, apesar de tudo, foi podendo ver alguns dos maiores vultos mundiais no campo da música e da dança. A criação do Ballet Gulbenkian, da Orquestra e do Coro e, duas décadas depois, do Serviço ACARTE, com os espectáculos de vanguarda na Sala Polivalente do CAM, conferência e oficinas artísticas, concertos à hora de almoço e toda uma panóplia de eventos avulsos e ciclos de programas culturais (dos quais, naturalmente, se destacavam os estivais Encontros ACARTE) só podiam ter partido de uma mulher multifacetada cuja formação académica estava ligada às ciências exactas mas que, inteligentemente, soube alargar os seus horizontes para uma área que igualmente dominava na perfeição: a Música.

António Laginha Lisboa, 2009 (excerto)

Pedro Fernandes Tomás

Pedro Fernandes Tomás (Figueira da Foz, 1852-1927) distinguiu-se em diversas áreas da cultura e do património etnográfico, arqueológico e musical.  Era sobrinho-neto do jurisconsulto e político liberal Fernandes Tomás, tendo-se notabilizado por mérito próprio. Filho de João Pedro Fernandes Tomás e de Maria José Baptista Fernandes Tomás, nasceu na Figueira da Foz a 30 de abril de 1852. Viria a falecer na terra natal, vítima de doença, a 4 de agosto de 1927. Passou pelo liceu e pelo seminário de Coimbra, não tendo seguido estudos superiores. Além de Coimbra, residiu alguns anos na Lousã. A partir de 1875 habitou e trabalhou regularmente na Figueira da Foz. Foi professor do ensino particular, professor e diretor da Escola Industrial Bernardino Machado, da Figueira da Foz, jornalista, recoletor musical, estudioso e temas de arqueologia, epigrafia, história e etnografia.

Foi sócio do Instituto de Coimbra e um dos fundadores da Sociedade Arqueológica da Figueira da Foz, a que também pertenceu o Dr. António dos Santos Rocha. Como autor deixou vasta obra dispersa em páginas de jornais e escreveu monografias e memórias, algumas das quais ainda hoje trabalhos de referência que podem ser consultados através do catálogo da Biblioteca Pública Municipal da Figueira da Foz (BPMPFT). Interessado pela música popular, iniciou na década de 1890 a publicação de recolhas realizadas em diversas localidades de Portugal e de repertório que lhe foi sendo enviado por amigos e colaboradores.

PFT procurou notar as melodias como eram interpretadas pelas comunidades de prática, sem recorrer à moda burguesa das harmonizações para piano. Deixou vasta obra no âmbito da música popular e foi um dos poucos musicólogos que não hesitou em incluir a Beira Litoral e Coimbra no mapa musical de Portugal.

Pedro Fernandes Tomás

Pedro Fernandes Tomás, etnógrafo, da Figueira da Foz

Pedro Fernandes Tomás, etnógrafo, da Figueira da Foz

Obras:

Pedro Fernandes Tomás, Canções populares da Beira acompanhadas de 58 melodias recolhidas diretamente da tradição oral. 2.ª edição. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1923 (1.ª edição, 1896), 254 pp. Prefácio do Prof. José Leite de Vasconcelos. Contém descantes e cantigas de roda.

Pedro Fernandes Tomás, Cantares do povo (poesia e música). Coimbra: França Amado Editor, 1919, 124 pp. Com prefácio do musicólogo António Arroyo. Contém romances populares, canções religiosas, danças de roda e cantigas das ruas.

Pedro Fernandes Tomás, Canções portuguesas (do século XVIII à actualidade). Coimbra: Imprensa da Universidade, 1934, 169 pp. Edição póstuma, revista pelo Dr. Salinas Calado e assegurada pelo Prof. Doutor Joaquim de Vasconcelos. Contém romances, canções religiosas, descantes velhos e de rua e danças de roda.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/figueira-da-foz-david-de-souza-compositor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:56:092024-10-30 06:53:51Figueira da Foz e os seus músicos
Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere
Músicas no Concelho

Ferreira do Zêzere e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Ferreira do Zêzere

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • José Alcobia (regente, 1914-2003)
  • Bruno Gomes (acordeão)

Bruno Gomes

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere

Bruno Gomes

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere

Bruno Gomes, acordeonista, Ferreira do Zêzere

Bruno Gomes atuou a 19 no Centro Cultural de Ferreira do Zêzere, mostrando o “lado travesso” do acordeão que conhece desde a infância e lhe marca os dias de adulto. “A;Travesso” é o seu novo álbum, que surge depois do lançamento de “Madrepérola” e “Revanche” em 2005 e 2014, respetivamente. Aos 33 anos de idade. Dá formação de acordeão em diversos locais e cruza-se regularmente com ele no Atelier do Acordeon, onde se fabricam, restauram e reparam estes instrumentos musicais.

A sua ligação com o acordeão é algo “natural” iniciada quando tinha apenas cinco anos. Nessa altura, as mãos que já tocaram acordeão aquém e além fronteiras nos espetáculos em que participou e naqueles que organizou com nomes de relevo internacional eram dadas à mãe quando o levava para o Atelier do Acordeon. Inicialmente, ia como companhia e mais tarde, aos nove anos, começou aprender a tocar no espaço que tem como lema “futuro e tradição juntos” e cujos proprietários considera “os segundos pais”. O primeiro concerto surgiu quando tinha 14 anos, recordando o casamento para o qual foi convidado a atuar como “um momento engraçado”.

A estreia oficial em palco foi feita em cima do atrelado de um trator com público dividido entre os sentados em fardos de palha e os dançarinos em cima das mesas. Uma vertente popular associada ao acordeão que se mantém e, nos últimos tempos, passou a ser acompanhada por ambientes mais ecléticos. Os diferentes repertórios apresentados por Bruno Gomes em Portugal, Espanha ou Suíça espelham essa nova conquista dos castelos do acordeão por terras do Fado, corridinhos, mazurcas, marchas e tangos.

O álbum “A;Travesso” continua esta demanda do projeto “Acordeão Génio e Arte” com o instrumento musical que diz ser “cada vez mais transversal” e multifacetado”.

O novo CD do músico, que também é vereador no concelho onde nasceu e no qual decidiu ficar por opção, traz as valsas jazz, choros do Brasil e o fandango espanhol com arranjos de jazz e folk. Na apresentação deste sábado, junta-se a vertente de orquestra com a participação especial da Banda Filarmónica de Nisa, da Sociedade Musical Nisense, e do seu maestro, o acordeonista António Maria Charrinho.

Uma fusão de estilos musicais que justifica o lado “travesso” do acordeão, acrescenta, permitindo explorar outras sonoridades através dos diferentes estilos de acordeão surgidos na última década. Bruno Gomes também evoluiu na técnica, que considera ser um fator “essencial”, e “A;Travesso” representa “um salto qualitativo” enquanto músico, sem deixar de ressalvar que não se considera “um acordeonista de topo pois conheço os melhores do mundo”.

Fonte: Sónia Leitão, Médio Tejo, 19 de maio de 2018

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/ferreira-do-zezere-bruno-gomes-acordeao.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:55:392021-06-22 10:35:17Ferreira do Zêzere e os seus músicos
Pedro Ribeiro, oboé, de Felgueiras
Músicas no Concelho

Felgueiras e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Felgueiras

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em dezembro de 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

  • Aniceto Pinto Ferreira (regente, 1864-1950)
  • António José Ferreira (divulgador, 1966)
  • Bruno Teixeira (organista)
  • Carlos Silva (maestro, 1977)
  • Joana Almeida (fadista)
  • Luís de Sousa Rodrigues (musicógrafo)
  • Luís Pereira (saxofonista, 1985)
  • Luís Sampaio (clarinetista, 1996)
  • Pedro Ribeiro (oboísta, 1978)
  • Sérgio Leite (pianista)
Aniceto Pinto Ferreira

Aniceto Pinto Ferreira nasceu na freguesia de Santa Eulália de Margaride, concelho de Felgueiras, Portugal. Foi o primeiro regente da Banda dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, juiz de paz, professor de música, relojoeiro. Em 2014 cumpriu-se o 150º aniversário da seu nascimento.

António José Ferreira

Criador e gestor do projeto Meloteca (www.Meloteca.com) desde 2003 e presidente da Meloteca Associação Cultural Educativa, António José Ferreira é formador, investigador, editor e professor de Ensino da Música no 1º Ciclo e de Música Adaptada a crianças com deficiência e atraso. Prepara o lançamento do sítio do património musical, o Musorbis. Iniciou em setembro de 2007 um trabalho sistemático de criação de recursos e de formação de professores de Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular, tendo já organizado e feito formação para mais de 1540 professores de Norte a Sul de Portugal continental. Para a infância criou mais de 60 cadernos de apoio à expressão musical disponíveis na loja Meloteca.

Leia AQUI a biografia completa.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Bruno Teixeira

Bruno Teixeira iniciou os estudos musicais no Conservatório de Música do Porto onde concluiu o Curso Complementar de Órgão, na classe de Paulo Alvim. É licenciado em Música – Execução de Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa na classe de Órgão de António Esteireiro. Ao longo da sua formação, como organista, frequentou cursos de aperfeiçoamento de literatura de órgão, com Stefan Baier e Martin Bernreuther. Em Julho de 2010 frequentou o curso de aperfeiçoamento de literatura de órgão na University of Music and Performing Arts Stuttgart – OrgelaKademie com os Professores Jon Laukvik e Ludger Lohmman.

Leia AQUI a biografia completa.

Bruno Teixeira

Bruno Teixeira, organista, de Felgueiras

Bruno Teixeira, organista, de Felgueiras

Carlos Silva

Carlos Silva nasceu em Vila Cova da Lixa no ano de 1977. Começou a tocar clarinete aos sete anos de idade na Banda de Música da Lixa, tendo mais tarde estudado no Conservatório de Música de Paredes, no Conservatório de Música do Porto e na Escola de Música do Conservatório Nacional em Lisboa, nas classes dos professores António Costa Santos, Moreira Jorge e Luís Gomes, respetivamente. Em 1996 ingressou na Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, transferindo-se para a Banda Marcial do Porto no ano de 2002.

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Emanuel Silva

Natural da Lixa (Felgueiras), Emanuel Silva iniciou os estudos musicais em Clarinete na Banda de Musica da Lixa. Frequentou o 8º grau em Clarinete no Conservatório de Música do Vale do Sousa e a licenciatura em Educação Musical na Escola Superior de Educação do Porto. Em 2008 ingressou na Banda Militar do Porto. Iniciou os estudos em Direção com o maestro Armando Teixeira e frequentou classes de aperfeiçoamento com os maestros Douglas Bostock, José Rafael Pascual Vilaplana e Rafael Agulló Albors. Estuda Direção com o maestro Fernando Marinho. Dirige desde 2003 o coro da catequese de Macieira da Lixa. Foi diretor do coro da catequese de Refontoura entre 2008/2012 e maestro de Banda Juvenil da Banda de Música da Lixa em 2011. É o diretor do Coro Vicarial de Felgueiras e o maestro da Banda Musical de Amarante.

Joana Almeida

Joana Almeida foi vencedora do 2º Grande Prémio Nacional do Fado da RTP1 com apenas 17 anos, em 2015. Participou no Caixa Alfama e no Caixa Ribeira e em actividades culturais do Museu do Fado, integrando o elenco que homenageou a fadista Maria Severa. Natural de Felgueiras, os estudos levaram-na para Lisboa onde cantou nas casas típicas de fado, no Bairro Alto e em Alfama.

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Joana Almeida

Joana Almeida, fadista, de Felgueiras, foto Paulo Segadaes

Joana Almeida, fadista, de Felgueiras, foto Paulo Segadaes

Luís Pereira

O saxofonista Luís Pereira nasceu em Felgueiras em 1985. Na Banda de Música de Felgueiras iniciou os estudos com o maestro Henrique Ribeiro, tendo ingressado mais tarde na Academia de Música Valentim Moreira de Sá onde prosseguiu os estudos com Fernanda Alves. Seguiu-se a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, onde frequenta o terceiro ano da licenciatura em Saxofone na classe dos professores Henk Van Twillert, Fernando Ramos e Gilberto Bernardes. No seu percurso académico frequentou classes de aperfeiçoamento com Claude Delangle, Mário Marzi, Arno Bornkamp, entre outros.

Obteve o segundo lugar no Primeiro Concurso Internacional de Saxofone “Vítor Santos” e o primeiro prémio no “Concorso Internazionale di Musica Citta di Chieri”- Itália, na categoria de música de câmara. Faz parte do Ensemble de Saxofones Vento do Norte, da Orquestra Portuguesa de Saxofones, com os quais se apresenta frequentemente em várias cidades europeias.

Saiba mais AQUI.

Luís Sampaio

Luís Pedro Sampaio, clarinetista, nasceu em Felgueiras em 1996. Iniciou os estudos musicais no Conservatório de Música de Felgueiras aos 9 anos. Estudou clarinete com os professores Carlos Ferreira e Manuel Lemos no Conservatório de Música de Felgueiras; Nuno Madureira e José Ricardo Freitas na Academia de Música José Atalaya em Fafe, onde conclui o 8º grau obtendo a classificação máxima no ano letivo 2010/2011.

Com Carlos Alves e Pedro Ladeira estudou na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART)/Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde se licenciou em 2018, no Curso de Licenciatura em Música – Variante de Instrumento, opção Clarinete, com a classificação final de 19 (dezanove) valores. Encontra-se a concluir o Mestrado em Ensino de Música na ESART.

Luís Sampaio

Luís Sampaio, clarinete, de Felgueiras

Luís Sampaio, clarinete, de Felgueiras

Leia AQUI a biografia completa.

Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro iniciou os estudos de Oboé na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, com Saúl Silva, tendo concluído a licenciatura na Escola Superior de Música do Porto, na classe de Ricardo Lopes. Foi laureado com o 1.º Prémio da Juventude Musical Portuguesa, o Prémio Jovens Músicos, o Prémio Maestro Silva Pereira e o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte. Lecionou na Universidade de Aveiro, na Escola Superior de Música do Porto e na Academia Nacional Superior de Orquestra. É membro do Opus Ensemble, com o qual gravou o CD 2007. Faz também parte do Trivm de Palhetas, da Camerata Senza Misura e do Quinteto Artziz, tendo realizado com este grupo uma digressão pela Índia e Macau. Estreou diversas obras de música de câmara de compositores portugueses e gravou com o Ensemble Mediterrain o CD Música Contemporânea Portuguesa.

Leia AQUI a biografia completa.

Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro, oboé, de Felgueiras

Pedro Ribeiro, oboé, de Felgueiras

Sérgio Leite

Sérgio Leite, pianista, de Felgueiras

Sérgio Leite, pianista, de Felgueiras

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Destaca-te no Musorbis

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HISTÓRIA DA MÚSICA

Luís de Sousa Rodrigues

Luís (de Sousa) Rodrigues (n. Rande, Felgueiras, 06 Jul. 1906; m. Porto, 24 Abr. 1979) foi padre, compositor, maestro, pedagogo e musicólogo. Embora já no início do século XX houvesse no Porto padres a compor música religiosa à volta do editor e compositor Eduardo Fonseca, Luís Rodrigues marca a renovação da música sacra que teria, na Igreja da Lapa e em Ferreira dos Santos, pontos artísticos de altíssimo nível, sendo, nas décadas de 40-60, uma figura respeitada na música religiosa nacional.

Leia AQUI a biografia completa.

Pe. Luís de Sousa Rodrigues

Pe Luís de Sousa Rodrigues, compositor, de Felgueiras

Pe Luís de Sousa Rodrigues, compositor, de Felgueiras

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/felgueiras-pedro-ribeiro-oboista.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:54:042024-10-30 06:11:55Felgueiras e os seus músicos
Beatriz Miranda, mezzo-soprano, natural de Faro
Músicas no Concelho

Faro e os seus músicos

Músicos do Concelho de Faro

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Beatriz Miranda (mezzo-soprano)
  • Ema Romero da Câmara Reis (promotora, 1897-1968)
  • Joana Amorim (flautista, 1992)
  • João Nobre (compositor, 1916-2002)
  • Júlio Resende (pianista)
  • Leonel Neves (letrista, 1921-1996)
  • Tavares Belo (diretor de orquestra, 1911-1993)

Joana Amorim

Joana Amorim, flautista, de Faro

Joana Amorim, flautista, de Faro

Armando Tavares Belo

Armando Tavares Belo, maestro, de Faro

Armando Tavares Belo, maestro, de Faro

João Nobre

João Nobre, compositor, de Faro

João Nobre, compositor, de Faro

Ema Reis

Ema Reis, promotora e musicóloga, de Faro

Ema Reis, promotora e musicóloga, de Faro

Escritora, promotora e musicóloga, Ema Romero Santos Fonseca da Câmara Reis nasceu em Faro, a 18 de agosto de 1897, e faleceu em Lisboa, a 24 de agosto de 1968. Era filha de António dos Santos Fonseca, militar, natural de Faro e de D. Marina Romero Santos Fonseca. Casou com o professor, escritor e jornalista Luís da Câmara Reis. Fez estudos musicais com a Senhora de Rangel Baptista e José Henrique dos Santos, e estudou Canto, com D. Eugénia Mantelli. Desde muito nova, deu a conhecer em estreia em Portugal compositores nacionais e estrangeiros.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/beatriz-miranda-mezzo-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:53:292024-10-28 18:36:08Faro e os seus músicos
José Dias, pianista, de Fafe
Músicas no Concelho

Fafe e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Fafe

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Eduarda Ferreira (compositora, 2001)
  • José Dias (pianista)
  • Tiago Ferreira (tenor)
José Dias
José Dias, pianista, de Fafe

José Dias, pianista, de Fafe

José Dias nasceu em Fafe em 1982 e recebeu as primeiras lições de piano aos 12 anos. Mais tarde frequentou as Academias de Música Valentim Moreira de Sá em Guimarães e José Atalaya em Fafe. Obteve o primeiro prémio no concurso de piano do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian em Braga. Após começo do trabalho com os pianistas Luís Magalhães e Nina Schumann, José Dias viajou para a África do Sul onde frequentou sob sua orientação a Universidade de Stellenbosch. Desta instituição viria a obter com distinção o Bacharelato e Honours (Licenciatura) em Música na área de interpretação pianística.

José Dias prosseguiu depois os estudos pianísticos na Hochschule für Musik und Theater de Zurique (Suíça) na classe de Konstantin Scherbakov. Sob sua orientação completou o Konzertdiplom com distinção. Em 2005 seria já convidado a acompanhar o maestro Scherbakov como seu aluno numa série de aulas públicas durante uma viagem cultural no Mar Negro a bordo do cruzeiro MS Europa organizada pelo Lucerne Festival (Suíça).

José Dias participou em classes de aperfeiçoamento orientadas por pianistas como Bárbara Dória, Joseph Stanford, Ella Fourie, Anton Nel, Vladimir Viardo e Alexei Lubimov. Para além dos seus regulares recitais de piano, lied e música de câmara, já se apresentou também como solista com orquestras como a University of Stellenbosch Symphony Orchestra (USSO), Kunst Universiät Graz Orchester, KwaZulu-Natal Philarmonic Orchestra de Durban e Cape Town Philarmonic Orchestra, sob a direcção de maestros como Corvin Matei, Xandi van Dyk, Young Kyu Song, Christopher Dowdeswell e Dr. David Tidboald.

Em meados de 2007 José Dias regressou à África do Sul para ocupar a posição de pianista, correpetidor e vocal coach na Ópera de Cape Town. Para além de orientar os cantores intérpretes das óperas em cartaz, acompanha ao piano ensaios de produção – até ao presente esteve envolvido diretamente em produções de mais de 30 óperas diferentes, de épocas e compositores tão distantes e variados como Monteverdi e Gershwin. O seu trabalho como pianista acompanhador principal da companhia proporcionou a sua participação em centenas de concertos por todo o país.

Em 2011, José Dias iniciou paralelamente os seus estudos de Doutoramento na Universidade da Cidade do Cabo sob orientação prática do renomado pianista Prof. François du Toit e fazendo a sua pesquisa musicológica sob supervisão do compositor Hendrik Hofmeyr, abordando o tema das Baladas para Piano. Poucos meses após o começo dos estudos, José Dias foi já vencedor do maior prémio pianístico da Universidade e por consequência as suas apresentações em público têm vindo a multiplicar-se. 2012 será um ano dedicado aos estudos e a trabalho concertístico intensivo, com espetáculos agendados na maior parte dos festivais sul-africanos, apresentações com orquestra e participações em festivais internacionais na Europa e USA.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Tiago Ferreira

Tiago Ferreira, tenor, nasceu em  em Fafe 1979. Começou a estudar música aos 12 anos na Banda de Golães. Posteriormente, estudou nas Academias de Música Valentim Moreira de Sá em Guimarães, e Academia de Música José Atalaya em Fafe. Em 2009 concluiu a Licenciatura Bi-Etápica em Formação Musical na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE). Entre 2005 e 2007 integrou o Coro de Câmara da ESMAE, sob a direção de Barbara Francke. Estudou canto com os professores José Corvelo e Maria João Matos.

Foi diretor artístico do Coro da Igreja da Misericórdia de Guimarães entre 2008 e 2013. É professor de Formação Musical na Academia de Música José Atalaya onde também dirige o Coro de Pais e Amigos. É professor e maestro da Orquestra Juvenil da Banda de Golães e flautista na banda Progeto Aparte. É aluno no mestrado em Direcção Coral e Formação Musical na Universidade do Minho.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/fafe-jose-dias-piano.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:52:582024-10-30 16:08:31Fafe e os seus músicos
Artur Barroso, maestro
Músicas no Concelho

Évora e os seus músicos

Músicos de Évora

Personalidades musicais do Concelho

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis promove o património musical e os músicos do Concelho junto dos munícipes e dos cidadãos em geral.

  • Anabela Malarranha (flauta transversal)
  • André Conde (trombonista)
  • António Manuel Rosado (maestro, 1980)
  • António Pinto Basto (cantor, 1952)
  • António Rosado (pianista, 1963)
  • Artur Barroso (maestro, pedagogo, trompetista)
  • Francisco José (cantor, 1924-1988)
  • Jaime Mendes (compositor, 1903-1997)
  • José Augusto Alegria (musicólogo, 1917-2004)
  • Mário Moita (cantor)

António Rosado

António Rosado, pianista, de Évora

António Rosado, pianista, de Évora

António Pinto Basto

António Pinto Basto, fadista, de Évora

António Pinto Basto, fadista, de Évora

Francisco José

Francisco José, cantor, de Évora

Francisco José, cantor, de Évora

António Manuel Rosado

António Manuel Cardoso Rosado nasceu em Évora, no ano de 1980. Iniciou os estudos musicais aos 11 anos na Academia de Amadores de Música Eborense, continuando-os posteriormente na Escola Profissional de Música de Évora, onde estudou Flauta Transversal com Nuno Ivo Cruz, Katherine Ivo Cruz e Anabela Malarranha. Foi nesta mesma escola que terminou o curso profissional. Ingressou, de seguida, na Escola Superior de Música de Lisboa onde viria a diplomar-se com a licenciatura em Flauta Transversal, tendo estudado com os professores Nuno Ivo Cruz (Flauta Transversal), Afonso Malão e Sthepen Bull (Música de Câmara).

Durante o  percurso académico-musical participou em alguns estágios de orquestra e colaborou com algumas orquestras portuguesas, sendo de destacar: a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Juvenil Cidade de Évora e a Orquestra de Sopros dos Templários. Frequentou cursos de aperfeiçoamento de Flauta Transversal com: Emmanuel Pahud, Trevor Wye, Rien de Reed, William Bennett, Vasco Gouveia, Sandra Pina, entre outros.

Dividindo a sua atividade também pelo ensino, foi professor no Conservatório Regional de Tomar, na Escola Profissional de Música de Évora e no Conservatório Regional de Évora, Eborae Música. No ano de 2015 terminou na Escola Superior de Música de Lisboa a Licenciatura em Direção de Orquestra de Sopros. Em 2002 ingressou na Força Aérea Portuguesa onde, atualmente, ocupa o cargo de Superintendente da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa. É membro da International Military Music Society. É desde 2018 maestro da Filarmónica Cultural da Ericeira.

Artur Barroso

A trajetória de Artur Barroso é marcada pelo equilíbrio entre a mestria no trompete, a direção orquestral e uma relevante contribuição pedagógica em Portugal. Iniciou os estudos musicais em 1991 na Escola Profissional de Música de Évora, consolidando uma formação técnica e intelectual de excelência sob a orientação de reputados professores. Ao longo do seu percurso, enriqueceu a sua experiência com masterclasses internacionais, contactando com mestres como Eric Aubier, Matthias Höfs, Friedmann Immer e John Miller.

O seu talento revelou-se precocemente em diversas atuações como solista — com destaque para o Coro do Carmo de Beja e colaborações em orgão e trompete —, bem como na interpretação de repertório exigente que abrangeu desde Haydn e Hummel a Hindemith e Honegger. Durante os seus estudos na Academia Nacional Superior de Orquestra, integrou em 2004 o Ensemble Português de Trompetes, participando em digressões internacionais pelos Estados Unidos e Inglaterra, e marcando presença nos encontros da International Trumpet Guild.

Paralelamente à performance, Artur Barroso construiu uma carreira sólida na gestão cultural e na pedagogia. Foi sócio fundador da Associação Ensemble de Montemor em 2001 e ingressou no corpo docente do Conservatório Regional de Évora em 2006, vindo a assumir a sua direção pedagógica em 2010. No mesmo ano, fundou a Associação Filarmónica Liberalitas Julia, fortalecendo a dinamização cultural regional.

Atualmente, foca-se na direção de orquestra sob a orientação do Maestro Jean-Sébastien Béreau, mantendo a busca contínua pelo aperfeiçoamento, demonstrada na participação na masterclass com Paavo Järvi em 2024 e na regência de formações locais. O seu percurso exemplifica a dedicação integral à arte e à formação de novas gerações.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Jaime Mendes

O maestro e compositor Jaime Mendes nasceu em Évora a 04 de agosto de 1903 e morreu em 1997. Foi aluno da Casa Pia de Lisboa e nisso tinha orgulho por ter sido lá que aprendera música, arte a que dedicou a sua vida como instrumentista, maestro e compositor. Estudou no Conservatório de Lisboa as disciplinas de Rudimentos e de Harmonia e Composição. Aos 16 anos o maestro Artur Fernandes Fão foi buscá-lo para iniciar carreira na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana. Passou também pela Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos e, a partir de 1934 pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, dirigida pelo maestro Pedro Freitas Branco, bem como pela Orquestra Sinfónica de Pedro Blanch que dava concertos aos domingos no Teatro Municipal de São Luiz.

Jaime Mendes, compositor, de Évora

Jaime Mendes, compositor, de Évora

Jaime Mendes também musicou inúmeras revistas e operetas, sendo o autor de mais de 150 peças, tendo a sua estreia nesta área ocorrido em 1926, em «A Feira», uma revista do Teatro do Gymnasio, em Lisboa.

No campo do cinema, compôs música para cerca de 40 filmes portugueses, no período de 1942 a 1979, tendo o êxito de alguns deles muito ficado a dever à música inspirada de Jaime Mendes, sendo de destacar o «Fado da Sina» cantado por Hermínia Silva no filme «O Homem do Ribatejo» (1946), o «Fado Marialva» ou «Fado das Iscas» interpretado por Estevão Amarante ou, o tema «Ninguém foge ao seu destino» cantado por Laura Alves e Amarante na opereta «José do Telhado» (1944). Destaque-se ainda as suas partituras musicais para os filmes «O Costa do Castelo» (1943), «O Leão da Estrela» e «Fado, História de uma Cantadeira» (ambos em 1947), «A Menina da Rádio» ou «O Noivo das Caldas» (1956), «A Costureirinha da Sé» (1959) e «O Passarinho da Ribeira»(1960).

Banda Sonora de Jaime Mendes

O Homem do Dia, música de Jaime Mendes

O Homem do Dia, música de Jaime Mendes

Em 1951, mudou-se para o Brasil, onde dirigiu o Orfeão Português, regressando ao país no período de 1958 a 1960 para se radicar no Porto como diretor da Companhia de Operetas do Porto. Nos 8 anos seguintes volta para o Brasil de onde saiu em 1968 para Angola, para trabalhar com o seu filho em teatro de revista, que acumulará com a Orquestra Sinfónica de Luanda, a programação de Música erudita da Emissora Oficial e como professor da Academia de Música de Luanda. Regressou a Portugal em 1975, e aqui faleceu em 1997, aos 94 anos.

Jaime Mendes tem o seu nome, desde 1998, numa rua do Bairro do Oriente, na Freguesia do Parque das Nações. O antigo Bairro dos Retornados, como era popularmente conhecido foi, a pedido dos moradores, denominado Bairro do Oriente e inaugurado no dia 7 de maio de 1999. As ruas, até aí denominadas por letras, passaram a ostentar nas suas placas toponímicas os nomes de vários artistas: António Variações e Carlos Paião, os atores Mário Viegas e Carlos Daniel, o desenhador Fernando Bento, o Palhaço Luciano e, o compositor Jaime Mendes, a quem coube a Rua C pelo Edital de 24/06/1998.

Jaime Mendes

Rua Jaime Mendes, em Lisboa

Rua Jaime Mendes, em Lisboa

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/artur-barroso-maestro-evora.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 10:52:242026-08-20 23:24:52Évora e os seus músicos
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