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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Rancho Folclórico Os Fazendeiros da Barra cheia e Arredores
Músicas no Concelho

Moita e o seu folclore

Folclore na Moita

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Estremadura [Estremadura Sul (Região Caramela)]
  • Distrito: Setúbal

03 grupos

  • Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia
  • Rancho Folclórico do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense
  • Rancho Folclórico «Os Fazendeiros da Barra Cheia e Arredores»

A Moita possui três ranchos folclóricos. O Rancho Folclórico do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense, formalizado no dia 1 de Março de 1969, o Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, fundado a 19 de Abril de 1980, e o Rancho Folclórico ‘Os Fazendeiros da Barra Cheia e Arredores’, cuja “natureza etnográfica” foi fundada em 1981 e constituída legalmente a 4 de Setembro de 1984.

Fonte: O Setubalense

Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia

O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, Associação de Utilidade Pública, foi fundado a 19 de abril de 1980, na Freguesia de Alhos Vedros, Concelho da Moita. Está situado na célebre Região Etnográfica “Caramela”, Sul da Província da Estremadura.

Desde a sua fundação, o Rancho dedicou-se à recolha das músicas, danças, cantares, trajes, usos, costumes e tradições dos “Povos Caramelos” que, no princípio do séc. XIX, povoaram a localidade rural da Barra Cheia e sua região, povos vindos da Província da Beira Litoral, especialmente dos concelhos de Mira e Cantanhede.

O Rancho da Barra Cheia tem participado em festivais de folclore, nacionais e internacionais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Bélgica e Itália, assim como em diversas festas e romarias. Está filiado na Federação do Folclore Português.

Foi distinguido com a “Medalha de Mérito Artístico e Cultural do Município da Moita. É organizador de diversos festivais nacionais e internacionais de Folclore na Barra Cheia e localidades vizinhas. Reconstitui regularmente desfolhadas, casamentos tradicionais, Círios a Nossa Senhora da Atalainha e exposições etnográficas dedicadas ao povo local.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Rancho Folclórico do Clube das Arroteias

O Rancho Folclórico do Clube das Arroteias é membro da secção de Folclore do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense, secção fundada em 1 de março de 1969. É federado pela Federação do Folclore Português.

O lugar das Arroteias pertence à freguesia de Alhos-Vedros, concelho da Moita, distrito de Setúbal e província da Estremadura. Está inserida na chamada “zona caramela”, pois na sua origem estão os “caramelos de ir e vir”, gentes das atuais Beira Litoral e Beira Alta, que migravam todos os anos para a margem sul do rio Tejo à procura de trabalho.

Arroteias era um lugar predominantemente agrícola até ao início do século XX. Nas suas hortas, as culturas baseavam-se na batata, no milho e no feijão. No entanto, a agricultura entrou em declínio, com o grande desenvolvimento industrial.

O Rancho tem como finalidade preservar e recolher todo o património cultural legado pelos antepassados, divulgando as danças e cantares por eles utilizados. Em 2019, organizou o XXXIII Festival de Folclore das Arroteias.

Rancho Folclórico do Clube das Arroteias

Rancho Folclórico do Clube das Arroteias

Rancho Folclórico Os Fazendeiros da Barra cheia e Arredores

Sediado na Barra Cheia, freguesia de Alhos Vedros, 2860 Moita, O Rancho Folclórico dos Fazendeiros da Barra Cheia e Arredores é uma associação de natureza etnográfica fundada em 1981 e constituída legalmente a 4 de setembro de 1984.

Rancho Folclórico Os Fazendeiros da Barra cheia e Arredores

Rancho Folclórico Os Fazendeiros da Barra cheia e Arredores

FOLCLORE NO CONCELHO

O espaço geográfico que constitui hoje o concelho da Moita assistiu, a partir do século XIX, a movimentos migratórios: os caramelos da Beira Litoral, que beneficiaram da distribuição das terras foreiras, fixaram-se na zona da Barra Cheia, Brejos e Arroteias; mais tarde, alentejanos e algarvios instalaram-se na zona da Baixa da Banheira e Alhos Vedros. Estas gentes, portadoras dos valores culturais das terras de origem, influenciaram grandemente esta região com as suas superstições e crenças religiosas, com as suas músicas e instrumentos musicais, com o seu vestuário e adornos.

Estes bens culturais contribuíram para o enriquecimento e valorização cultural do concelho. Os herdeiros dessas tradições procederam à recolha dos costumes dos seus antepassados, com vista à sua divulgação, dando assim origem à criação das seguintes formações: Rancho Folclórico «Os Fazendeiros da Barra Cheia e Arredores», Rancho Etnográfico da Danças e Cantares da Barra Cheia, Rancho Folclórico do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense.

Estes grupos de folclore, expressão da cultura dita popular, têm procurado defender e preservar os costumes e tradições das suas gentes, nas suas danças e cantares, na sua música, no seu trajar e nas suas fainas diárias. Pesquisando estes valores, os ranchos mostram aos mais novos a maneira de ser e de estar dos seus antepassados, permitindo, ao mesmo tempo, a existência de um folclore autêntico.

Alguns destes grupos estão filiados na Federação do Folclore Português e todos promovem e participam em festivais concelhios, nacionais e até internacionais.

Fonte: Retrato em Movimento do Concelho da Moita, Câmara Municipal da Moita, 2004

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/moita-rancho-etnografico-de-dancas-e-cantares-da-barra-cheia.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-24 11:21:132025-01-20 18:55:37Moita e o seu folclore
Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro, do Montijo
Músicas no Concelho

Montijo e as suas filarmónicas

Filarmónicas do Montijo

Bandas de música, história e atividades no Concelho

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo

“Foi neste dia de glória que a 1º de Dezembro nasceu”, dizem os dois primeiros versos do Hino “Saudação à 1º de Dezembro”. De Facto, a Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo foi fundada a 1 de dezembro de 1854. Ao longo de século e meio de existência, conta com um longo e rico historial, incluindo valiosos galardões a premiar a notável vida artística da sua Banda de Música, assim como inúmeras deslocações pelo país e estrangeiro.

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/montijo-sociedade-filarmonica-1-de-dezembro.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-23 23:21:522024-10-30 06:24:15Montijo e as suas filarmónicas
Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro
Músicas no Concelho

Montijo e o seu folclore

Folclore no Montijo

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Estremadura – Estremadura Sul
  • Distrito: Setúbal
  • Concelho: Montijo

04 grupos

  • Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro
  • Rancho Folclórico e Etnográfico de São Sebastião Danças e Cantares da Freguesia de Canha
  • Rancho Folclórico Juventude Atalaiense
  • Rancho Folclórico Recreativo e Cultural das Taipadas

No concelho do Montijo existem quatro ranchos. O mais antigo é o Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro, fundado a 1 de Novembro de 1982. De seguida temos o Rancho Folclórico Juventude Atalaiense, nascido a 13 de Novembro de 1986. Nesse mesmo ano, nasceu também o Rancho Folclórico Recreativo e Cultural das Taipadas, no dia 19 de Novembro. Em 2014 surgiu um quarto grupo, denominado Rancho Folclórico e Etnográfico de São Sebastião Danças e Cantares da Freguesia de Canha.

Fonte: O Setubalense

Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro

Situado na Freguesia do Afonsoeiro, Concelho do Montijo, o Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro foi fundado em 1 de novembro de 1982. Apresenta trajes do fim do séc. XIX e princípios do séc. XX. As danças datam das mesmas épocas e eram dançadas, uma pelos trabalhadores rurais, nas suas horas de lazer, e outras pelos pescadores à volta das fogueiras, pela altura dos Santos Populares.

Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro

Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro

Rancho Folclórico Juventude Atalaiense

Sediada na Rua do Bairro Novo de Freguesia de Atalaia, Freguesia de Atalaia, Concelho de Montijo, o Rancho Folclórico Juventude Atalaiense é uma associação de natureza etnográfica constituída a 13 de novembro de 1986.

Rancho Folclórico Juventude Atalaiense

Rancho Folclórico Juventude Atalaiense

Rancho Folclórico e Etnográfico de São Sebastião Danças e Cantares da Freguesia de Canha

O Rancho Folclórico e Etnográfico de São Sebastião Danças e Cantares da Freguesia de Canha foi fundado em 2014, coincidindo com as comemorações do Dia da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Canha e do Dia de São Sebastião. É um grupo representativo da Freguesia de Canha, dos seus usos e costumes, tradições e atividades socioeconómicas.

Retrata trajes do final do século XIX, princípios do século XX. Como zona rural, foca aspetos sociais e da vida no trabalho do campo, cujas principais atividades eram cultivo de arroz – monda e ceifa – apanha de azeitona, exploração de cortiça e exploração de gado. A nível de recolhas, Canha é privilegiada: sofre grandes influências de três grandes zonas que se cruzam: Estremadura, Ribatejo e Alentejo.

Reúne cerca de 55 elementos – infantis, adultos e tocata – que se dedicam à representação das danças e dos cantares típicos. Organiza o seu Festival Anual de Folclore no fim-de-semana mais próximo do dia 16 de Agosto, em Canha.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Rancho Folclórico Recreativo e Cultural das Taipadas

Sediada em Taipadas, Freguesia da Canha – Montijo, o Rancho Folclórico Recreativo e Cultural das Taipadas é  uma associação de natureza etnográfica, recreativa e cultural, constituída a 19 de novembro de 1986.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/montijo-grupo-tipico-de-dancas-e-cantares-do-afonsoeiro.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-23 23:11:052025-01-20 18:54:20Montijo e o seu folclore
Rancho Folclórico da Associação Cultural da Casa do Povo da Livração
Músicas no Concelho

Marco de Canaveses e o seu folclore

Folclore no Marco de Canaveses

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Rancho de Santo André de Vila Boa de Quires
  • Rancho Folclórico As Lavradeiras de São Martinho de Sande
  • Rancho Folclórico da Associação Cultural da Casa do Povo da Livração
  • Rancho Folclórico de Quintã – Soalhães
  • Rancho Folclórico de Santa Eulália de Constance
  • Rancho Folclórico de Maureles
Rancho de Santo André de Vila Boa de Quires

Vila Boa de Quires está inserida na Região Entre Douro e Minho, a norte do Concelho de Marco de Canaveses e na margem direita do Rio Tâmega. Criado para recolher, preservar e divulgar a tradição popular herdada dos antepassados, o Rancho tem procurado desde o início a autenticidade das recolhas e seriedade do espetáculo. O seu primeiro ensaio, realizou-se a 29 de junho de 1998 e sua primeira atuação aconteceu a 04 de agosto do mesmo ano, na Exposição de Artesanato, em Vila Boa de Quires, aquando da inauguração do Repositório de Arte Popular. O grande impulsionador para a criação do Rancho foi o pároco, Padre José António de Sousa Barros. Para além do objetivo da preservação e divulgação das suas raízes, o Rancho tinha como missão ocupar as crianças da freguesia nos seus tempos livres. Dado o êxito alcançado nas suas primeiras atuações, os incentivos foram inúmeros, pelo que, com coragem, determinação e poder de iniciativa nasceu a Associação Cultural e Recreativa de Santo André de Vila Boa de Quires. Santo André foi o nome escolhido pelo facto de aquele Santo ser o Padroeiro da Paróquia de Vila Boa de Quires (antiquíssimo concelho de Portocarreiro).

O principal objetivo desta Associação, é a Preservação e Divulgação do Folclore da Região na qual se encontra inserido e levar os seus usos e costumes a terras mais longínquas. Alguns elementos procuram recriar figuras do passado que desapareceram ou estão em vias de tal, assim como, os aguadeiros que percorriam diversas regiões onde existiam festas e romarias a vender a água doce, as sardinheiras que vendiam peixe porta a porta na freguesia, as galinheiras, a oveira que recolhia os ovos que depois iriam dar lugar aos tão famosos doces como são o exemplo as cavacas e o pão de ló, e os chapeleiros dos chapéus de palha. A tocata do grupo inclui concertinas, acordeões, violas, cavaquinhos, bombo e ferrinhos. As danças são numerosas mas destacam-se a tão famosa chula que dava para antigamente presentear alguns proprietários de casas ricas de Vila Boa de Quires, assim como, uma dança de salão que é designada como a Quadrilha e também os ditos Fados dançados. Entre as danças das romarias refiram-se o malhão, cana verde, o Verdegar, a rusga, o Iscote, Alargai-vos raparigas, a Prima, ó Rica Prima, o Regadinho, o Senhor da Pedra, o Fado de rusga.

Rancho de Santo André de Vila Boa de Quires

Rancho de Santo André de Vila Boa de Quires

Durante os seus anos de existência o Rancho de Santo André de Vila Boa de Quires organiza anualmente no mês de agosto o seu Festival Nacional e Internacional de Folclore. Participou em diversos eventos, salientando-se uma atuação para o então Presidente da República de Portugal, Dr. Jorge Sampaio aquando da visita a Marco de Canaveses em 2005. Participou em diversas festas e em festivais nacionais e internacionais de Folclore de Norte a Sul do País. Deslocou-se ao Arquipélago da Madeira, onde atuou em diversos festivais, destacando-se o Festival Internacional da Cidade do Funchal. Como património, o Rancho Folclórico conta com um palco para realizações de eventos e a sua sede, onde recria um espaço onde são demonstrados os usos e costumes dos antepassados, um verdadeiro repositório de arte popular, onde atuou em direto para o programa “Portugal no Coração” da RTP.

Rancho Folclórico da Associação Cultural da Casa do Povo da Livração

O Rancho Folclórico da Associação Cultural da Casa do Povo da Livração é uma associação de natureza etnográfica fundada em 18 de Setembro de 1977, o segundo Grupo Folclórico do Concelho, sendo o mais antigo o de Santa Maria de Maureles – 1960. Pertence à região Etnográfica do Douro Litoral.

Rancho Folclórico da Associação Cultural da Casa do Povo da Livração

Rancho Folclórico da Associação Cultural da Casa do Povo da Livração

Entre as suas danças tradicionais constam: chula, malhão, Verdegar, cana verde, Viras, Rusgas, Iscote. Apresenta trajes de Noiva, Domingar (de luxo), Festa, Trabalho (Aguadeiro, Moleiro, Chapeleiro e Trabalhador do Campo – o mais característico da região). Entre os usos e costumes, destacam-se as novenas à Nossa Senhora da Livração. Tem sede na Casa do Povo da Livração. Conta representações nacionais de Norte a Sul do País; e representações internacionais (Andorra).

Rancho Folclórico Santa Maria de Maureles

O Rancho Folclórico Santa Maria de Maureles é uma coletividade de natureza cultural e etnográfica sediada em Maureles, que foi uma freguesia portuguesa do concelho de Marco de Canaveses, extinta (agregada) pela reorganização administrativa de 2013, sendo o seu território integrado na freguesia de Vila Boa de Quires e Maureles. A associação anteriormente designada de Rancho Folclórico de Maureles, constituída a 15 de julho de 1985, tem atualmente a designação de Centro Cultural e Recreativo de Maureles. Realizou em 2019 o seu 51.° Festival de Folclore.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/marco-de-canaveses-rancho-folclorico-da-associacao-cultural-da-casa-do-povo-da-livracao.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-23 21:39:332021-06-21 12:15:21Marco de Canaveses e o seu folclore
Banda de Música de Vila Boa de Quires
Músicas no Concelho

Marco de Canaveses e as suas filarmónicas

Filarmónicas do Marco de Canaveses

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Associação Cultural, Artística e Desportiva de Vila Boa de Quires

A Banda de Música de Vila Boa de Quires terá começado com uma Tuna coral, com o objetivo principal de fazer missas cantadas. Para que a agremiação pudesse ser identificada, construiu o seu símbolo alegórico, constituído por uma haste de madeira, na vertical, com dois metros de altura, e três hastes horizontais, também em madeira, mais pequenas, na horizontal. As peças horizontais tinham penduradas diversas campainhas as quais, com o movimento dos seus transportadores, emitiam variados sons, de acordo com a sua forma e tamanho.

O símbolo da Tuna passou a ser utilizado como instrumento musical, parecido com o nosso conhecido “brinquinho da Madeira”, e no final das missas, devido à grande concentração de pessoas que nessa época se fazia nos adros das igrejas, as mulheres para comprarem os doces regionais e os homens para fazerem a barba, a Tuna passou a ter, além do caracter religioso, atuações com cariz lúdico.

Assim, no dia 24 de novembro do ano de 1872, surgiu o primeiro regulamento oficial, que define os direitos e obrigações que todos os elementos da então chamada “Capela e Orquestra” tinham de cumprir, incluindo o regente e diretor Albano Gonçalves de Carvalho. Nesta altura a “capela e orquestra” era composta por dezasseis pessoas e, pelo indicado no referido documento, além das missas cantadas, já faziam festas e tocatas. As atuações eram encaradas com profissionalismo. Eram aplicadas penas aplicadas a quem não cumprisse o regulamento. Após muitos anos de aperfeiçoamento, a “capela e orquestra” de raízes populares, substituiu o seu símbolo por uma bandeira, em conformidade com o estatuto que estava a adquirir, passando a ser conhecida por Banda de Vila Boa.

ACADES

Banda de Música de Vila Boa de Quires

Banda de Música de Vila Boa de Quires

A sua elevada qualidade fez com que fosse solicitada a estar presente em diversas atividades culturais, nomeadamente, no ato de inauguração da linha do Tâmega, onde, por volta das onze horas tocou o “Hymno Nacional”, conforme prova a emissão do jornal “Flôr do Tâmega” de 28 de março de 1909. Por volta de 1955, por abandono do seu regente da altura, a “Banda de Vila Boa” passou por momentos difíceis, causados pela falta de um líder e de um espaço para realizar os ensaios, uma vez que os mesmos não podiam ser feitos, como até aí, na casa de S. Nicolau (junto ao Pelourinho) porque ela pertencia ao ex-regente e, com tal, não tinham autorização para isso. O povo de Vila Boa de Quires, com a intenção de reabilitar a Banda, fez um peditório e construiu, no lugar dos quatro irmãos, a “casa da música”, também conhecida por “casa dos ensaios”.

Já com novo regente, a banda começou a renascer e, de direção em direção, chegou até ao dia 2 de Junho de 1977, data em que foi feita a escritura de criação de uma Associação Cultural, Artística e Desportiva de Vila Boa de Quires (ACADES), que inclui a Banda de Música de Vila Boa de Quires e todo o seu património. Continua a ser conhecida por Banda de Música de Vila Boa de Quires, sendo composta por 55 elementos, na sua maioria filhos da freguesia, e, devido ao grande volume de atuações que faz ao longo do ano, continua a ser a principal atividade da associação.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/marco-de-canaveses-bmvbq.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-23 20:13:522021-06-21 12:15:29Marco de Canaveses e as suas filarmónicas
Rancho Folclórico de Baião
Músicas no Concelho

Baião e o seu folclore

Folclore de Baião

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Entre Douro e Minho
  • Distrito: Porto

04 grupos

  • Associação de Danças e Cantares de Gestaçô
  • Rancho Folclórico As Ceifeiras de Valadares
  • Rancho Folclórico de Baião
  • Rancho Folclórico “As Cesteiras de Frende”
Associação de Danças e Cantares de Gestaçô

Sediada no Lugar do Candeiro, na freguesia de Gestaçô, no concelho de Baião, a Associação de Danças e Cantares de Gestaçô é uma coletividade de natureza cultural constituída a 27 de novembro de 2003.

Rancho Folclórico As Ceifeiras de Valadares

Sediado no lugar de Godinho, na freguesia de Valadares, no concelho de Baião, o Rancho Folclórico As Ceifeiras de Valadares é uma associação de natureza etnográfica constituída a 7 de agosto de 1981.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), dá oficinas de música, apresenta exposições de instrumentos e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

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Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Santa Cruz do Douro

O Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Santa Cruz do Douro foi fundado em 1974. As suas danças e os seus trajes foram objeto de aprofundada pesquisa. De entre o grupo de danças mais exibidas destacam-se a chula, o Fado Batido, Chora a Videira e a Folha da Oliveira. Os trajes mais emblemáticos são os de Domingueiro, Lavrador Rico e Lavrador Pobre, Pastor, Moleiro e Noivado. A tocata é constituída por instrumentos de percussão e gaita de beiços. O respeito pela cultura tem sido o principal fundamento deste grupo que se mantém fiel à pureza originária dos costumes da região.

Rancho Folclórico de Baião

O Rancho Folclórico de Baião atuou em Espanha e França ( 15 atuações), apresentou-se para a RTP, participou por duas vezes no Festival Nacional do Algarve e na ilha da Madeira, em 2010. Em 2012 recebeu a Medalha de Ouro do Município de Baião. É uma coletividade Cultural e Recreativa dedicada inteiramente ao Folclore e à Etnografia e foi constituído por Escritura Notarial de 16 de maio de 1980. No entanto, nasceu no dia 12 de junho de 1962, quando um punhado de carolas teve o ensejo de valorizar a cultura popular o criou e o batizou com o nome de Rancho Folclórico de Baião. Integrou-se na Federação do Folclore Português em Julho de 1977. O Rancho tem 55 elementos, cujas idades variam entre os 5 e os 75 anos, trabalhadores do campo, do comércio, estudantes e funcionários públicos, e é constituído por 4 a 8 pares dançantes e os restantes trajam e são elementos da tocata. As canções são típicas da região de Baião: Douro Litoral, serranas, sendo cada uma, normalmente, constituída por um “ensinamento” ou uma “revelação”. Os trajes são tipicamente regionais, de cores variadas, datando de há cerca de um século e foram recolhidas nas freguesias rurais do concelho de Baião; de salientar nestes trajes o rico, o trabalhador do campo, noivos, viúvas e podadores.

Rancho Folclórico de Baião

Rancho Folclórico de Baião

FOI NOTÍCIA

A 28 de janeiro de 2020, a Rádio Montemuro informou que cerca de 400 cantadores marcaram presença no 19º Encontro Concelhio de cantadores de Janeiras em Baião, que todos os anos se realiza em janeiro. A iniciativa tem como objetivo “manter viva a tradição do Cantar das Janeiras, preservando e promovendo todo um valioso património imaterial e etnográfico do concelho e da região. Estimula e contribui, além disso, para a participação da comunidade e do associativismo local, que ao longo do ano promove atividades relevantes para o desenvolvimento sociocultural do Município.” Todos os anos, o número de participantes tem aumentado e este ano não foi exceção, com a participação de 20 grupos de todo o concelho. O evento teve lugar decorreu na tenda contígua ao Mosteiro de Santo André de Ancede, e contou com o apoio da União das Freguesias de Ancede e Ribadouro.

Para Paulo Pereira, edil baionense “esta é uma oportunidade para reafirmar a aposta na revitalização das tradições, na cultura e na consolidação de um cartaz de eventos que envolva a comunidade, os grupos locais e promova o bem-estar da população”.

Os cantadores integraram diversos grupos em representação de associações culturais, desportivas e recreativas do concelho. Foram eles, por ordem de intervenção, a Escola de Música da Casa do Povo de Campelo; Grupo Viver a Vida de Ancede; Grupo de Novos Jovens de Santa Cruz do Douro e São Tomé de Covelas; Grupo Sénior de Frende; Associação de Concertinas do Lameirão; Rancho Folclórico “As Cesteiras de Frende”; Associação Porto de Baião; Associação Danças e Cantares de Gestaçô; Paróquia de S. Miguel de Tresouras; Rancho Folclórico “As Ceifeiras de Valadares”; Grupo de Jovens de Ancede; Rancho Folclórico de Baião; Associação Cultural e Recreativa de Ancede e Ribadouro; Associação de Concertinas e Bombos de S. Tiago de Queimada; Rancho Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Santa Cruz do Douro; Grupo de Bombos Via Verde; Grupo Foles e Cantares; Banda Marcial de Ancede; Grupo Santo André de Ancede e Associação Desportiva de Ancede.

Fontes do Musorbis Folclore:

  • Federação do Folclore Português
  • Gente que Canta e Balha
  • Páginas de grupos etnográficos
  • Archeevo (Ministério da Administração Interna)
  • Municípios

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/baiao-rancho-folclorico-de-baiao.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-23 20:07:152024-10-26 23:55:11Baião e o seu folclore
Banda Marcial de Ancede
Músicas no Concelho

Baião e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Baião

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Marcial de Ancede
  • Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere
Banda Marcial de Ancede

A Banda Marcial de Ancede foi fundada em 1845 pela mão de um ilustre fidalgo de muita cultura, escritor e músico, D. Miguel Souto Mayor, nascido e vivido na prestigiada casa de Esmoriz em Ancede. É uma instituição de utilidade pública que passou a constituir-se como Associação em 1980, promovendo atividades de natureza Artística, Cultural, Recreativa, Social e Desportiva. Foco de divulgação da cultura musical, realizou concertos em Portugal, Espanha e Alemanha. Participou em numerosos festivais de música e abrilhantou festividades populares de Norte a Sul de Portugal.

BMA

Banda Marcial de Ancede

Banda Marcial de Ancede

Organizou classes de aperfeiçoamento com os professores Iva Barbosa em clarinete (2006), Jorge Almeida em trompete (2007), Marco Pereira em flauta (2009), Nuno Carvalho em eufónio e tuba (2013), entre outros. Em 2008 organizou o seu 1º estágio para banda com o maestro Paulo Martins e em 2014 o 2º estágio com o maestro André Granjo. Realizou o 3º estágio com o maestro espanhol Jose Ignacio Petit.

Estreou em 2008 a obra Bayam de Jorge Campos sobre temas do folclore de Baião. Possui uma escola de música adaptada às exigências do ensino da música da atualidade. Para isso tem professores de instrumento dentro dos naipes que compõem a Banda, professores de formação musical e coro.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), dá oficinas de música, apresenta exposições de instrumentos e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

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Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere

A imprensa regional do início do século XX, refere-se à fundação da “Banda Zezerense”, sob a regência de João Ferreira Couto, em 1920. De acordo com a mesma fonte, a primeira saída para fora do concelho de Baião aconteceu em 1921, já com outro regente.

Em 30 de abril de 1924, por ocasião da inauguração do coreto da freguesia, as crónicas diziam “… escuta-se agradavelmente e promete ajustar mais um florão à nobre divisa da nossa terra” (in Jornal “Flor do Zêzere”). Da Banda Zezerense perde-se então o rasto. Pensa-se, por alguns relatos mais antigos, que tenha estado inactiva alguns anos.

Após a fundação da “Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere” (1937), reapareceu sob a designação de “Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere”, nome com que chegou à atualidade.

Muitos foram os regentes e os músicos que deram o seu contributo para que a Banda se afirmasse como uma das mais importantes da região e fosse solicitada para as romarias mais importantes da região norte, com especial destaque para a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, no final do século passado.

Nas décadas de 80 e 90 do século XX houve uma primeira onda de rejuvenescimento, que continua a verificar-se num processo de substituição natural. Em resultado deste processo, o conjunto de executantes atual apresenta uma média de idades bastante baixa, muito embora um elevado número de elementos possua mais de 15 anos de experiência.

Em 2004, foi reformulada a imagem da Associação com a adoção de um novo fardamento, com a criação de um símbolo próprio e de uma bandeira que passou a integrar e enriquecer os desfiles em que esta Banda participa. Desde 2006 tem como diretor Artístico Hermínio Fonseca, natural e residente no concelho de Baião, músico da Banda da Região Militar do Norte.

Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere

Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere

Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere

Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere

​​​A Banda atuou várias vezes para a televisão,​ no programa “Verão Total” da RTP1,​ ​no canal por​ ​cabo RegiõesTV, no 2º Desfile​ Nacional​ de Bandas​ Filarmónicas​ do 1º Dezembro, evento em que representou o Distrito do Porto, tendo transmissão para todo o país através da RTP1 e TSF.

Participou em vários festivais de música, como o Festival Filarmonia ao Mais Alto Nível no Europarque – Santa Maria da Feira. Em 2013,​ ​a ​​Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere gravou o seu primeiro CD intitulado “Eternos”, de modo a perpetuar para a eternidade todos aqueles que fizeram parte ou contribuíram para a história da instituição.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/baiao-banda-marcial-de-ancede.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-22 22:58:182025-01-14 12:43:32Baião e as suas filarmónicas
Igreja de Santa Marinha do Zêzere, Baião
Músicas no Concelho

Baião e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos de Baião (3)

Instrumentos existentes no Concelho

Segundo Nuno Mimoso, organista, musicólogo e  consultor, no Concelho existem órgãos de tubos em Ancede, Ovil e Santa Maria do Zêzere.

Em Baião, território que começou a ser povoado 5000/4500 anos antes de Cristo, merecem visita a Anta da Aboboreira, a igreja de Santa Maria do Zêzere, o Mosteiro de Ancede, a Casa de Tormes, núcleo museológico referente à vida do grande Eça de Queirós. O concelho ainda merece ser visitado pela sua gastronomia e paisagens deslumbrantes.

Igreja de Santa Marinha do Zêzere

Com a igreja lotada na presença de notáveis personalidades políticas, culturais e religiosas, foi inaugurado a 13 de julho de 2024 o órgão histórico construído em 1793 pelo mestre organeiro bracarense Joze Antonio de Souza e restaurado pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden. Tal como a igreja, o restauro da caixa do órgão ficou a cargo da N_Restauros, Conservação e Restauro, Lda.

Benzido pelo bispo auxiliar do Porto D. Vitorino Soares, o órgão fez-se ouvir de novo com as suas belas sonoridades e registos pelas mãos do organista e musicólogo Nuno Mimoso, na companhia de caixa de rufo e carrilhão (Bernardo Cruz), trombone (Diogo Carvalho, músico zezerense), trompete (Bruno Rocha) e clarinete (Sara Costa), músicos profissionais com ligações ao concelho.

O concerto foi pontuado por comentários sobre o órgão, sonoridades e registos, peças, compositores e história, e notas sobre orações como a Ave Maria. Incluiu compositores portugueses para órgão e grandes nomes da música como Johan Sebastian Bach. Terminou com um vibrante arranjo de Nuno Mimoso do Hino de Santa Marinha do Zêzere para órgão e trio de sopros.

Órgão histórico da igreja de Santa Marinha do Zêzere, restaurado em 2024 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden (Esmoriz)

Órgão histórico da igreja de Santa Marinha do Zêzere, restaurado em 2024 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden (Esmoriz)

O órgão possui 20 meios-registos e 792 tubos ou «canudos» – designação histórica que ainda se ouve entre os zezerenses. 51 tubos são trombetas «armadas em artilharia» (Baixãozilho e Clarim), e 25 tubos são de madeira (Flautado Violão).

Restauro do Órgão Histórico da Igreja Matriz de Santa Marinha do Zêzere

por Nuno Mimoso

No dia 30 de Junho de 2021 arrancou a intervenção de Conservação e Restauro do Órgão Histórico da Igreja Matriz de Santa Marinha do Zêzere, no concelho de Baião. Os trabalhos começaram com a desmontagem da canaria do órgão, formada por cerca de 900 tubos sonoros, dos quais 51 são trombetas armadas na fachada. Este instrumento antigo, datado de 1793, é obra do mestre Joze Antonio de Souza, organeiro ativo no Norte de Portugal no 3º quartel do séc. XVIII, com oficina sediada em Braga.

A obra de restauro foi adjudicada à Oficina e Escola de Organaria, Lda. gerida pelo mestre organeiro Pedro Guimarães von Rohden. Esta empresa fundada em 1992 é especializada em conservação e restauro de órgãos históricos, tendo realizado 40 intervenções de restauro em órgãos portugueses, com elevados índices de qualidade técnica, com base no estudo organológico de cada espécime, compatibilidade de materiais e reprodução das técnicas de manufatura de origem.

O órgão histórico de Santa Marinha do Zêzere possui um teclado de 51 teclas capeadas a bucho e ébano, e 20 meios-registos sonoros, ou seja 20 conjuntos de tubos com sonoridades diferentes: violão, flautados, flautas, corneta, clarão, clarim, e outros. A complexa máquina do instrumento está encastrada numa bela caixa em talha dourada sobre fundo branco. O instrumento é de boa manufatura, estando muito próximo do seu estado original: enorme valia para os resultados historicistas do restauro.

Esta empreitada decorre sob a direção e fiscalização do músico sacro e organista Dr. Nuno Mimoso, musicólogo consultor do Município, responsável pelo estudo e reabilitação do património organístico do concelho. O restauro do órgão histórico é apenas uma parte do programa mais vasto do Município de Baião, que levará a cabo a recuperação integral do património integrado recheio da Igreja de Santa Marinha do Zêzere – imóvel classificado Monumento de Interesse Público em 2015.

Nuno Mimoso destaca a dimensão abastada daquele órgão de tubos relativamente à volumetria do templo. A bacia larga e funda prova que eram associados ao órgão pequenos ensembles instrumentais e vocais. Este dado atesta a pujança da Música Sacra em Portugal até ao Final do Antigo Regime, com manifestações nesta freguesia sobranceira ao Douro. Segundo o musicólogo, o próximo passo será desvendar o contexto da encomenda deste rico recurso musical e litúrgico na história cultural e religiosa da freguesia.

Este instrumento musical histórico configura hoje património de elevado valor cultural, pela autenticidade e singularidade da peça, cuja reabilitação tem em vista a dinamização cultural e litúrgica do templo. O órgão restaurado permitirá tanto dignificar as solenidades religiosas da paróquia, como qualificar a oferta cultural no campo da música sacra e erudita naquela freguesia, atraindo novos públicos à freguesia, e incentivando jovens à aprendizagem do órgão.

Os três foles do instrumento serão restaurados, repondo-se o sistema original de insuflação com alavancas puxadas por cordas, demonstrando o trabalho braçal dos trabalhadores chamados foleiros. A requalificação da antiga casa dos foles permitirá a visualização do sistema e a visitação de público. A intervenção tem duração prevista de 12 meses, com conclusão em Junho de 2023. A freguesia de Santa Marinha do Zêzere anseia escutar as vozes do seu órgão histórico, que já ninguém se recorda de ter conhecido, dado que o admirável instrumento está inoperacional desde meados do século passado.

Nuno Mimoso

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), dá oficinas de música, apresenta exposições de instrumentos e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

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Notícia da aprovação da candidatura

A 04 de março de 2021, A Verdade noticiou a aprovação da “candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Baião aos fundos comunitários para a conservação e restauro da Igreja Paroquial de Santa Marinha do Zêzere. No âmbito do programa Património Cultural, os fundos europeus vão financiar 85% do valor da empreitada, que será lançada a concurso público pela Câmara Municipal de Baião. Estima-se um valor base de obra de 372 mil euros, sendo a autarquia baionense responsável por suportar 15% deste valor.

Em nota enviada à imprensa, o município de Baião relembrou que a Igreja de Santa Marinha do Zêzere é uma das classificadas no concelho de Baião como Monumento de Interesse Público. Existe ainda um protocolo formalizado com a Diocese do Porto que permite que as igrejas recebam visitas.

“Estas obras visam, portanto, não apenas melhorar as condições de utilização da igreja por parte da comunidade, como também valorizar o património cultural e artístico ali existente e inserem-se na estratégia de atração de visitas ao nosso território, condição importante para a atribuição de apoios para a obra”, refere a autarquia baionense.

O presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, mostrou-se “satisfeito” por terem sido assegurados apoios europeus e afirma: “Na câmara municipal fizemos um trabalho muito atento e dedicado para que esta candidatura pudesse ter sucesso. Com estes apoios iremos garantir a valorização de um património local de grande importância e rentabilizar mais os recursos ao nosso dispor, para servir os baionenses”, disse.

Já o presidente da Junta de Santa Marinha do Zêzere, Manuel Pereira, considera que “valeu a pena o esforço e a dedicação” aplicados no processo, “porque vai ser mais um investimento importante, nomeadamente no interior da igreja, que é muito rico em termos decorativos e, também, na recuperação do órgão de tubos. É uma obra para os nossos habitantes, mas também esperamos que possa atrair mais pessoas à nossa freguesia”, afirmou esperançoso. Por sua vez, o pároco de Santa Marinha do Zêzere, Filipe Azevedo, refere que esta vai ser “uma mais-valia muito grande, não apenas para o culto, mas também para valorizar o património da nossa terra.

Esta igreja é muito bonita, nomeadamente os altares, os tetos e o órgão de tubos. Fico contente que possamos cuidar deste património. Acho que estas obras vão beneficiar a comunidade, também no plano cultural, turístico e até educativo”, defendeu.

Os trabalhos previstos para esta atividade passam pela construção civil e eletricidade, entre eles revisão da cobertura, rebocos interiores, substituição de portas e pinturas. O Órgão de Tubos será também alvo de conservação e restauro, onde serão desenvolvidos trabalhos de restauro da máquina e dos instrumentos, bem como a substituição de madeiras da caixa. Serão feitas correções na rede elétrica e beneficiada a iluminação do altar e da nave e coro. Por último, serão ainda restaurados os retábulos e vários elementos decorativos do interior da igreja.

Fonte: A Verdade, texto redigido por Vanessa Morais, aluna estagiária da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/baiao-igreja-de-santa-marinha-do-zezere.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-22 22:30:222024-10-26 23:52:58Baião e os seus órgãos de tubos
Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim
Músicas no Concelho

Vila Verde e o seu folclore

Folclore em Vila Verde

Grupos Etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Minho (Baixo Minho)
  • Distrito: Braga

14 grupos

  • Associação Cultural e Recreativa do Rancho Folclórico de Moure
  • Grupo Folclórico de Vila Verde
  • Grupo Folclórico das Lavradeiras de Parada de Gatim
  • Rancho Folclórico de Cervães
  • Grupo Folclórico de Nossa Senhora da Pena de Carreiras S. Miguel
  • Grupo Folclórico Vale do Homem
  • Grupo Folclórico e Etnográfico do Centro Social de Pedregais
  • Grupo Folclórico Nova Esturdia dos Camponeses de Godinhaços
  • Rancho Folclórico de Marrancos
  • Rancho Folclórico de Santa Eulália de Cabanelas
  • Rancho Infantil e Juvenil da Loureira
  • Rancho Típico das Lavradeiras de Aboim da Nóbrega
  • Rancho Típico e Infantil de Vila Verde
Associação Cultural e Recreativa do Rancho Folclórico de Moure

Para angariar verbas para as obras que estavam a decorrer na igreja e residência paroquial, nos anos 1980, o pároco Padre José Barbosa Granja reuniu um grupo de pessoas da freguesia para cantar os Reis. Continuaram a trabalhar pela cultura da freguesia formando o Grupo Folclórico de Moure em 10 de Agosto de 1988.

A maioria dos componentes pertence a uma faixa etária jovem. Leva a recolha etnográfica da terra a várias regiões do país e do estrangeiro. As danças e cantares, caracterizam-se pela cor e ritmo do baixo Minho, predominantemente em viras, malhões e chulas bem representativos do passado.

Nos trajes distinguem-se o da noiva, traje por excelência do concelho, o da moleira, bem tradicional de Moure, a senhorinha de Gondomil, os domingueiros, os de feirante e os de campo já que representamos uma zona essencialmente agrícola. Os trajes dos homens apresentam-se em par com os das mulheres.

A tocata é composta por concertinas, violão, viola braguesa, ferrinhos, cavaquinhos, reco-reco, bombo e castanholas.

O grupo possui um cantador e uma cantadeira, coro e figurantes.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Grupo Folclórico de Vila Verde

O Grupo Folclórico de Vila Verde foi fundado em 1958.

Tem participado em diversos e variados festivais folclóricos por todo o país, desde o Minho ao Algarve, e na Região Autónoma da Madeira, em 1999. Atuou na EXPO 98 e na Região Autónoma da Madeira em 1999. No estrangeiro, apresentou-se várias vezes em Espanha, incluindo as Ilhas Canárias – Tenerife (2002), França e Alemanha, e ainda na Áustria (1983), Itália (1984) e Eslováquia (1993).

Dentro das suas atividades de difusão e divulgação do folclore, gravou 4 discos de vinil, 1 CD de Cantares de Reis, 1 CD Reedição do disco Vinil “Música e Cantares Tradicionais de Vila Verde”, várias cassetes áudio, 1 cassete vídeo, integrado no projeto de âmbito nacional “Folclore Português”, em representação do distrito de Braga.

Atuou na RTP várias vezes. Organiza anualmente o Festival folclórico de Santo António – Luso/Espanhol e desde 2001, o Festival Folclórico InterNações, que tem proporcionado a presença em Vila Verde de povos e culturas de todo o Mundo. Tem realizado programas de Rádio, Exposições de Trajes e Instrumentos Musicais.

É sócio efetivo e fundador da Federação do folclore Português e está inscrito no INATEL. Em 1983 ao atingir 25 anos da sua existência foi agraciado com a Medalha de Mérito Municipal. É Instituição de Utilidade Pública desde 1992.

tocata

Grupo Folclórico de Vila Verde

Grupo Folclórico de Vila Verde

Grupo Folclórico Vale do Homem

O Grupo Folclórico Vale do Homem é uma valência Centro Social do Vale do Homem, sediado em Vila Verde. O nome Vale do Homem tem que ver com o rio Homem que faz fronteira entre Vila Verde e os concelhos de Amares e de Terras do Bouro. Fundada em 2006, a instituição viu ser-lhe reconhecido o estatuto de IPSS passados dois anos, altura em que a única atividade que tinha era ainda e só o Grupo Folclórico do Vale do Homem. O rancho integra atualmente cerca de 70 elementos, entre gente da Associação e da Direção e outros associados. Além do Grupo Folclórico, tem o Grupo Coral e o Grupo de Teatro.

Grupo Folclórico Vale do Homem

Grupo Folclórico Vale do Homem

Grupo Folclórico e Etnográfico do Centro Social de Pedregais

O Grupo Folclórico e Etnográfico do Centro Social de Pedregais foi fundado em 1998. Tem participado em inúmeros festivais de folclore por todo o país. Nos anos de 2000 e 2002 atuaram em França e Espanha. Gravou cassetes e um CD com as suas músicas e cantares. É constituído por cerca de 50 elementos. Os trajes representados são de ceifeira, pastora e domingueiro. Os trajes dos homens apresentam-se em parte com os das mulheres.

Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim

O Grupo Folclórico das Lavradeiras de Parada de Gatim foi fundado em 1969. Com seriedade absoluta quanto a trajes, danças e cantares, além da naturalidade, alegria comunicativa a animação e entusiasmo dos seus componentes têm obtido êxito, participando nos maiores certames do folclore nacional e dando alegria às romarias. Atuou para a RTP, TV Alemã, BBC e TV Irlandesa. Gravou dois LP, nove singles e um CD. Atuou em inúmeros festivais nacionais de Folclore e no estrangeiro, na Alemanha, França, Espanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Inglaterra, Itália, Hungria e Irlanda.

Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim

Grupo Folclórico Lavradeiras de Parada de Gatim

Grupo Folclórico Nova Esturdia dos Camponeses de Godinhaços

O Grupo Folclórico Nova Esturdia dos Camponeses de Godinhaços foi fundado a 10 de maio de 1982, com o intuito de preservar e divulgar os usos e costumes do Concelho e da Região. Tem participado em todo o país em festivais de folclore e na Espanha. Gravou duas cassetes com alguns dos seus trabalhos.

Rancho Folclórico da Senhora da Pena – Carreiras S. Miguel

O Grupo Folclórico de Nossa Senhora da Pena de Carreiras S. Miguel foi fundado em 2000, com o objetivo da recolha, preservação e divulgação dos usos e costumes da sua terra. Os trajes representados são o Domingueiro, de Trabalho e de Noivos. Têm atuado por todo o país. Gravou um CD.

Rancho Folclórico de Cervães

O Rancho Folclórico de Cervães foi fundado em 1990, com o objetivo da recolha, defesa e divulgação dos usos e costumes da região. A iniciativa da fundação deste Rancho Folclórico deve-se a um grupo de homens desta freguesia que participaram numa rusga da Festa de Santo António de Vila Verde. Apresentaram a ideia aos presidentes da Casa do Povo e da Junta de Freguesia e, assim, fundaram o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cervães. Quando formalizaram em Diário da República, mudaram o nome para a denominação atual. Gravou cassetes com as suas músicas e cantares.

Rancho Folclórico de Marrancos

Em 1982 um grupo de pessoas da freguesia fundou a Associação Recreativa e Cultural de Marrancos, com várias atividades desportivas e culturais. A vontade de formarem um grupo folclórico concretizou-se em 1983. Constituído por 55 elementos, regista numerosas atuações pelo País. Os trajes representados pelo grupo são a representação dos usados nos finais do séc. XIX e início do séc. XX. O Grupo Folclórico de Prado S. Miguel foi fundado em 1980, com o intuito da recolha, defesa e divulgação dos usos e costumes dos antepassados. Tem participado em inúmeros festivais nacionais de Folclore e em Espanha. Os trajes que os diversos elementos envergam são a representação dos usados nos finais do séc. XIX e início do séc. XX, nomeadamente, trabalho, domingueiro, noiva/noivo. As suas danças e cantares estão definidas em “Viras”, “Chulas”, Malhões ou Canas Verdes.

Rancho Folclórico de Santa Eulália de Cabanelas

O Rancho Folclórico de Santa Eulália de Cabanelas foi fundado em 1981. Os trajes que enverga eram usados nos fins do séc. XIX e inícios do séc. XX. O Rancho organiza anualmente o Festival de Folclore do Vale do Cávado onde têm estado presentes os melhores ranchos nacionais. Fez duas gravações de um vasto repertório rigorosamente recolhido na região, tendo indagado junto de pessoas idosas, para a certificação da sua autenticidade. O seu reportório é composto por danças de movimentos vivos. São danças graciosas que vão desde o famoso vira de Cabanelas e vira da desgarrada, S. Bentinho, Azenhas do rio, Terreiro de Santa Ana, de Cruto ao Estirão, chula Velha e chula Picada, cana verde e malhão da Veiga. A tocata é constituída por concertinas, violas braguesas, cavaquinho, reque-reque, bombo, ferrinhos, castanholas e flauta de cana. O Rancho é composto por cerca de 50 elementos. Tem sido um embaixador do folclore desde a sua fundação, em 1981, ao mostrar de Norte a Sul do país as suas danças e cantares em Festas e Festivais Nacionais por onde tem conquistado a simpatia e admiração de todos. Atuou em várias estações emissoras nacionais e a participou em festivais em vários países da Europa, tais como França, Alemanha e Espanha. É membro fundador da Associação de Folclore de Vila Verde. Em 2010, sendo uma instituição com mais de 20 anos de atividade ininterrupta que prestou relevantes serviços ao Concelho pela sua contribuição para a causa do Folclore e da Etnografia, como elementos identitários da nossa matriz cultural, foi condecorado com a Medalha de Mérito Municipal em Prata.

Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loureira

Em 1991, um grupo de pessoas amantes das velhas tradições, juntaram-se para cantar os Reis na freguesia.
Possuindo vontade de ir mais além, em 1995 formaram o Rancho Infantil e Juvenil da Loureira, com o intuito de ocupação dos tempos livres das crianças e jovens, aproveitando dessa forma para a recolha e divulgação dos usos e costumes dos seus antepassados. O Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loureira atuou inúmeras vezes no país e gravou uma cassete.

Rancho Típico das Lavradeiras de Aboim da Nóbrega

O Rancho Típico das Lavradeiras de Aboim da Nóbrega foi fundado no início de 1980 na freguesia de Aboim da Nóbrega. A sua primeira atuação realizou-se nesse ano, a 13 de junho, nas festas concelhias de Vila Verde. Tem percorrido Portugal com variadas participações em festas e romarias, sendo uma das mais chamativas a participação, em direto, no programa Praça da Alegria da RTP e ainda na TVI no programa Você na TVI. Conta com atuações no estrangeiro. Para além das diversas atuações, este rancho dedicou algum tempo à produção de 2 obras gravadas ao vivo, em DVD/VHS e em CD/Cassete.

Rancho Típico e Infantil de Vila Verde

O Rancho Típico e Infantil de Vila Verde foi fundado em 1996, com o objetivo de ocupar os tempos livres das crianças, bem como recolher e divulgar o património etnográfico dos antepassados. Tem atuado no país e estrangeiro, em Espanha, França e Alemanha. Atuou na RTP e no Canal 3 da Rádio Televisão Francesa. Tem gravados dois discos, uma cassete compacta e um CD com as suas músicas e cantares. Os trajes usados pelos seus elementos são a representação viva do traje do séc. XIX e XX, nomeadamente, lavradeira, domingueiro, ida à feira ou encosta, guardador de rebanhos e vendedor de limonada.

tocata de Vila Verde

“A tocata Tradicional de Vila Verde é constituída por concertina (instrumento de palheta), cavaquinho, viola braguesa ou ramaldeira e violão (instrumento de corda); flauta de cana (instrumento de sopro); e reque-reque, ferrinhos e bombo pequeno (instrumento de percussão). Dentro dos instrumentos tradicionais populares de Vila Verde, temos ainda aqueles que constituem os grupos Zés Pereiras, principalmente as gaitas de foles, os grandes bombos e as caixas, que ainda agora abrilhantam algumas festas do concelho, isoladamente ou acompanhados por cabeçudos, gigantones ou amazonas.” (Manuel Barbosa Rodrigues, Vila Verde 1989/90)

Concertina

A concertina, do grupo dos aerofones, veio substituir a tradicional e popular harmónica. O acordeão só apareceu numa fase mais tardia, não chegando a integrar a tocata popular e tradicional. O seu caráter harmonioso e melódico é ideal para conceder a qualquer música o tom de festividade e alegria que tão bem exprime o sentimento e a cultura minhota.

Cavaquinho

O cavaquinho é um cordofone de pequenas dimensões. Pode ser tocado sozinho, como instrumento harmónico, para acompanhar o canto, mas geralmente integra um conjunto de instrumentos tipicamente festivo. É também conhecido por machinho e, apesar de assumir características diferentes, é usado um pouco por todo o país. Há dois tipos de cavaquinho: o tipo minhoto e o tipo de Lisboa. Instrumento profundamente popular e de uso estritamente festeiro, o cavaquinho é particularmente interessante quando tocado na forma de rasgado ou varejado, que é a mais tradicional. É um dos instrumentos mais populares da tocata de Vila Verde, apesar de ter sido trazido por um povo vindo do norte de Espanha, os “Biscaínhos”.

Viola Braguesa ou Ramaldeira

A viola braguesa, também conhecida por ramaldeira, pertence ao grupo dos cordofones e foi também trazida pelos Biscaínhos para a tocata vilaverdense. A viola é muito usada na região do Baixo Minho, onde assume o nome e a forma de braguesa, e é particularmente interessante quando são usadas as formas tradicionais de tocar: a forma de rasgado e a de varejado. A viola é o instrumento básico de acompanhamento nas rusgas e chulas da região, ao serviço de cantares, despiques e danças de carácter profano e lúdico, ligeiro e extrovertido. Pode dizer-se que é o instrumento de acompanhamento por excelência da música popular minhota, em geral, e da vilaverdense, em particular.

Violão

O violão pertence ao grupo das cordas e é um dos instrumentos mais habituais na tocata portuguesa em geral. Terá sido introduzido no nosso país no séc. XIX. Devido ao facto de a viola praticamente ter desaparecido nas outras regiões do país, o violão passou a ser conhecido apenas por viola. Mas, no Noroeste português, a viola continua a ser um instrumento primordial, pelo que o violão conserva ainda o seu nome. Na tocata tradicional do Baixo Minho, e de Vila Verde em particular, o violão é tocado como instrumento de acompanhamento na forma tradicional de ponteado. Pode mesmo dizer-se que é o mais importante instrumento de acompanhamento, indissociável das danças e cantares típicos vilaverdenses e do Minho em geral.

Flauta de cana

Pertencente ao grupo dos aerofones, este tipo de flauta começou por ser um instrumento individual, rural e campesino, usado pelos guardadores de gado para afastar a solidão. Instrumento melódico, foi-se incluindo na tocata tradicional como instrumento de acompanhamento e também de solo. Hoje é indispensável nos grupos musicais vilaverdenses, em festas e romarias. É também usado em atos cerimoniais.

Reque-reque

Este instrumento pertence ao grupo dos idiofones de raspagem e supõe-se que tenha sido trazido do Brasil, sendo, no entanto, originário de África. É composto por um pau dentado, com 70 cm de comprido, em média, tocado através da fricção com outro pau (geralmente cana rachada), mas pode assumir as mais variadas formas e decorações. São geralmente esculpidos de forma a representar figuras humanas, podendo partir de uma tábua lisa de madeira ou da raiz de uma árvore. Na tocata, o reque-reque marca o ritmo. De facto, a sua forma é tão rudimentar que se pressupõe que tenha sido criado na região apenas como um instrumento de barulho, apesar de uma possível origem africana não ser totalmente descabida.

Ferrinhos

Os ferrinhos também são usados para marcar o ritmo e acompanhar a dança. É um instrumento idiofone de percussão ou de raspagem, constituído por um triângulo de ferro, aberto num dos ângulos e perdurado por uma fita. Os ferrinhos são tocados com recurso a um outro pequeno ferro, chamado batente. Diz-se que talvez tenham aparecido por volta do séc. XV, de origem e uso geral europeu, e são utilizados um pouco por todo o país.

Bombo

O bombo pertence ao grupo dos membrafones. Marca o ritmo e o compasso da música. Apesar de a sua execução parecer fácil, produz um som muito forte, e se for mal tocado pode estragar a dança. Os bombos são por vezes tocados em grandes grupos de percussão, nas paradas e nos cortejos festivos, um pouco por todo o norte de Portugal. Pelo seu poder rítmico e pela sua forte sonoridade, os grupos de bombos têm um impacto muito forte no seu auditório.

Fonte: Câmara Municipal de Vila Verde

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/vila-verde-grupo-folclorico-as-lavradeiras-de-parada-de-gatim.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-22 23:57:522024-10-30 16:50:54Vila Verde e o seu folclore
Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima
Músicas no Concelho

Ponte de Lima e o seu folclore

Folclore em Ponte de Lima

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Minho (Alto Minho)
  • Distrito: Viana do Castelo

10 grupos

  • Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima
  • Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães
  • Grupo de Danças e Cantares do Neiva
  • Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima
  • grupo etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo
  • Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões
  • Rancho das Lavradeiras de São Martinho da Gandra
  • Rancho Folclórico da Correlhã
  • Rancho Folclórico de Calheiros
  • Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares
Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

Constituído em janeiro de 1980, o Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima apresentou formalmente os seus trajes no Cortejo Etnográfico das Festas do Concelho – as Feiras Novas -, em 1981, embora a atuação de estreia com cerca de 45 elementos tenha acontecido, uns meses mais tarde, nas festas em honra de São Julião da freguesia de Moreira do Lima.

Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

Grupo Cultural e Recreativo de Danças e Cantares de Ponte de Lima

O grupo de Ponte de Lima pretende ser um verdadeiro representante dos usos e costumes ponte-limenses, fortemente associados ao trabalho no campo. Os trajes envergados pelos seus membros são bastante diversificados: fatos dos noivos, de romaria e festa, de trabalho de inverno e de verão, de feirar e de ir à fonte, de aguadeiro, entre outros. Do reportório fazem parte o vira, as Chulas, a cana verde, o malhão, a Ritinha, o Viradinho e Tantas Libras.

É um dos fundadores da Associação de Folclore de Ponte de Lima – Alto Minho e todo o seu trabalho e dedicação visam, sobretudo, garantir a preservação da etnografia, recuperar velhas tradições, dar continuidade às suas raízes ancestrais e assegurar o envolvimento da comunidade através da participação em atividades de relevância para a região. Promove anualmente um Festival de Folclore e participa em vários filmes e outras produções que pretendem salvaguardar e divulgar o seu património cultural.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães

O Grupo de Danças e Cantares de Vitorino dos Piães foi constituído em 2002, integrando desde então a Associação Cultural e Recreativa da freguesia. A coletividade, inscrita nesse mesmo ano como sócia da Associação de Folclore de Ponte de Lima, assume como propósito maior a divulgação e promoção dos usos e costumes da região, através das danças e cantares tradicionais e dos trajes típicos, de que se destacam os fatos dos Noivos, de Cerimónia, de Feira, de Romaria e de Trabalho.

Selecionado segundo critérios históricos e etnográficos, o vestuário do grupo foi trabalhado por artesãos locais que lhe conferiram rigor e genuinidade em cumprimento do trajar antigo da região do Vale do Neiva e da encosta do monte da Nó. Elemento essencial na vestimenta folclórica, o ouro complementa a riqueza dos trajes femininos, sendo os adornos mais frequentes os brincos, os cordões, as cruzes e os fios de contas. O grupo de Vitorino dos Piães foi apadrinhado, na sua estreia, pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Poiares. Dois anos mais tarde, editou um DVD que contempla várias cantigas e danças exibidas em diferentes zonas da freguesia, funcionando também como um cartão de visita da região. Em 2006 foi lançado o seu primeiro CD de música tradicional, constituindo “um digno divulgador do verdadeiro folclore português”. De entre o seu vasto reportório, são famosos o malhão de Entrada, o vira de Vitorino, a chula Picada, o Antoninho Moleiro, o vira do Monte da Nó, o vira das Sachadas, o vira das Desfolhadas, o Manuel da Horta, entre outros.

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

O Grupo de Danças e Cantares do Neiva foi fundado em 1975 com a finalidade de promover e preservar a etnografia e o folclore de Sandiães, terra estrategicamente localizada no vale do Rio Neiva e tradicionalmente associada à cultura do milho, da batata, do centeio e do vinho verde. O grupo da aldeia de Sandiães procura representar da melhor forma possível as suas gentes tentando perpetuar os seus usos e costumes, as suas memórias e crenças. Os trajes que mais se destacam nas atuações do Grupo de Danças e Cantares do Neiva são os dos Noivos de Sandiães, o de Senhoria, o de Cerimónia ou Domingueiro, o de Feira ou Romaria, o de Trabalho, o de Moleiro, o de Lavadeira do rio e o de Pastor.

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

Grupo de Danças e Cantares do Neiva

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Este Grupo Etno-Folclórico, esta situado na freguesia de Refoios do Lima concelho de Ponte de Lima, terra cheia de beleza natural e rica em tradições, cultura, arte e monumentos. O grupo nasceu com o objetivo de preservar e divulgar as tradições mais antigas da sua terra, entre elas o folclore. Fez a sua primeira atuação ao público no dia 7 de agosto de 2005 e apresentou o seu primeiro CD. A partir dessa data o Grupo tem sido solicitado para várias atuações, tem corrido o país de norte a sul, contando com várias saídas ao estrangeiro. Atualmente o grupo é constituído por cerca de 48 elementos. O grupo gravou mais dois CD com músicas tradicionais. Tem três DVD gravados um com a recriação tradicional da matança do porco. E os dois mais recentes gravados em dois mil e treze que retratam os “usos e costumes” dos anos 50/60. E na comemoração do seu décimo aniversário a presentou um livro (Década de Cor) que anuncia os dez anos de existência do grupo. A variedade dos trajes usados pelas mulheres e pelos homens esta diretamente relacionado com as diversas épocas festivas, sejam elas de carater religioso ou social, e aos diferente trajes são associadas caraterísticas peculiares tanto na cor como nos adornos. Os seus principais trajes são a Mordoma; a Noiva, a lavradeira, meia senhora ou morgada.

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

O Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões surgiu da necessidade de manter viva a tradição ancestral associada à produção do linho, outrora a ocupação principal das gentes da freguesia de Rebordões de Souto. Inspirado nas espadeladas que, geralmente, se estendiam pela noite dentro, sempre acompanhadas por danças e cantares, foi criado oficialmente em 1985 o Grupo das Espadeladeiras. Promotor da cultura e da tradição, pugna pelo reavivar das memórias e pela conservação das tradições da terra. Soma diversas atuações em Portugal e no estrangeiro, designadamente em França.

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

Grupo Folclórico das Espadeladeiras de Rebordões

Grupo Folclórico de Santa Marta de Serdedelo

Fundado em outubro de 1993, o Grupo Folclórico de Santa Marta de Serdedelo foi oficializado em maio de 1994. É um dos sócios fundadores da Associação de Folclore de Ponte de Lima – Alto Minho. Conta com diversas atuações em festivais e romarias de norte a sul do país, assim como em território estrangeiro, nomeadamente em Espanha, Andorra e França. As suas músicas traduzem as raízes de um povo que valoriza, acima de tudo, a preservação dos seus usos e costumes, e a sua forma de trajar, resultante de uma cuidadosa pesquisa junto dos mais experientes e vividos. Espelha a identidade de uma comunidade fortemente ligada às suas tradições e à vida no campo. Os trajes regionais que mais se destacam são os de festa – onde impera o vermelho e o linho puro colhido nos campos e fiado à noite à lareira -, os fatos de trabalho, o traje de noiva, ricamente adornado, e o fato de pastor.

Rancho das Lavradeiras de São Martinho da Gandra

O Rancho Folclórico das Lavradeiras de S. Martinho da Gandra foi fundado por António da Costa Pereira em 1955.

Os seus trajes, o batimento das castanholas e as coreografias constituem testemunhos genuínos do folclore do Alto Minho.

Sendo o grupo folclórico mais antigo do concelho de Ponte de Lima, teve o privilégio de se estrear com uma rusga, formada por rapazes e raparigas da freguesia, que atuou primeiro na sua aldeia e, de seguida, nas Feiras Novas – festa maior da vila ponte-limense. No entanto, foi no Festival Nacional da Meadela, em 1957, que o Rancho das Lavradeiras envergou pela primeira vez o traje que tanto o caracteriza e define.

O primeiro disco foi lançado em 1960, gravado na Casa da Aurora, no Arrabalde – Ponte de Lima.

São inúmeras as suas atuações em território nacional e no estrangeiro, designadamente em Espanha, França, Andorra e Luxemburgo.

O traje usado pelos seus membros é o domingueiro. O homem enverga camisa branca, calça, faixa, sapatos e chapéu preto; a mulher veste saia de baetilha, avental de veludo preto adornado com missangas, colete bordado em diversas cores, chinelos, franjeiro vermelho às costas e lenço laranja na cabeça.

Rancho Folclórico da Correlhã

O Rancho Folclórico da Correlhã nasceu em 1960, sob a designação de “Grupo Folclórico da Correlhã”, para fazer reviver um passado rico em tradições, e assim permaneceu até, pelo menos, 1966. A sua primeira atuação teve lugar no dia de Santo António na vila de Ponte de Lima.

Reapareceu no final da década de 80, já com a designação de Rancho Folclórico da Correlhã, para divulgar a tradição, usos e costumes, danças e cantares.

Rancho Folclórico da Correlhã

Rancho Folclórico da Correlhã

A sua (re)estreia deu-se em julho de 1990, nas festas maiores da freguesia, dedicadas à Senhora da Boa Morte. Ao longo de mais de cinco décadas de existência, o grupo da Correlhã tem a oportunidade de participar nos mais variados e conceituados encontros de folclore, quer em território nacional, quer no estrangeiro, nomeadamente no Brasil, Espanha, França, Mónaco, Itália, entre outros países.

Anualmente, o Rancho Folclórico da Correlhã organiza dois festivais, um deles infantil, protagonizado pela Escola Infantil de Folclore, criada em 1990. O grupo da Correlhã dá especial destaque ao traje da lavradeira, onde predomina a cor vermelha, mas também ao fato de domingar, de trabalho, de feirar, de mordoma, de morgada e dos noivos. A sua tocata tradicional inclui instrumentos musicais tais como a concertina, o cavaquinho, a viola braguesa, o violão, o bombo, os ferrinhos e o reque-reque.

A Correlhã, enquanto zona húmida, está fortemente associada ao cultivo do linho, sendo comum encontrar-se esta planta na veiga situada nas margens do rio Lima. Daí resulta a seleção dos objetos em representação do Rancho Folclórico da freguesia.

Rancho Folclórico da Correlhã

Rancho Folclórico da Correlhã

Rancho Folclórico de Calheiros

O Rancho Folclórico de Calheiros foi criado pela Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da freguesia em outubro de 1990, levando desde então as suas danças e cantares por todo o país e pelo estrangeiro. Na origem do grupo está o intuito de preservar cantigas tradicionais habitualmente presentes em práticas antigas como as malhadas, as desfolhadas e a produção do linho, de molde a evitar que caiam no esquecimento, garantindo assim a sua sobrevivência através da partilha com o público em geral e, principalmente, com as gerações mais jovens. Uma das suas principais preocupações é a conservação das tradições da terra. O seu reportório inclui temas que se baseiam numa recolha levada a cabo junto da população mais idosa da freguesia. Destacam-se, portanto, o Regadinho, o malhão, a tirana, as Pintas da Blusa, a Carrasquinha, a chula Picada e a chula de Roda, o vira Trespassado, o vira d’Oito, o vira Batido e o vira de Roda, a cana verde, o Passarinho, a rusga de Entrada, a rusga de Saída, a Ritinha, a Laurindinha, a Rosinha, o vira de Calheiros, entre outros. Os trajes envergados pelo grupo representam os fatos mais tradicionais do Alto Minho, de características diversas, nomeadamente o de noiva, o de mordoma, o domingueiro, o de festa, o de trabalho, o de Maria da Fonte.

Rancho Folclórico de Calheiros

Rancho Folclórico de Calheiros

grupo etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

Criado em 1994, sob a designação de Associação do grupo etnográfico Infantil do Centro Paroquial – São Julião do Freixo, recebeu nova denominação em 2005, com alteração dos estatutos e da sede. Movido por um enorme desejo de manter vivos os usos e costumes e as tradições da sua região, o grupo etnográfico Infantil e Juvenil da Casa do Povo de São Julião de Freixo apresentou-se ao público em 1994 – cinco meses volvidos sobre a data de fundação.  Contabiliza diversas atuações de Norte a Sul de Portugal, e também em territórios além-fronteiras, mormente em Espanha e França. Presentemente, o grupo é constituído por cerca de cinquenta e quatro elementos, com idades entre os 4 e os 55 anos aproximadamente. Inserido na região do Vale do Neiva, o grupo destaca-se pelo predomínio dos trajes escuros em nítido contraste com os tons garridos do Vale do Lima. A sua tocata é composta pela concertina, pelo cavaquinho, pela viola braguesa, pelo bombo, pelos ferrinhos, pelo violão e pelo reco, sobressaindo de entre as danças o tau-tau, o vira, o malhão, a cana verde e a chula. O grupo etnográfico Infantil e Juvenil da Casa do Povo de S. Julião de Freixo conta com um DVD e um CD gravados.

Grupo Etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

grupo etnográfico Infantil da Casa do Povo de Freixo

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares

O Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares foi criado em 1984 para dar resposta à necessidade de recuperação de velhas tradições, cuja sobrevivência e transmissão pretende assegurar e passar às gerações vindouras. Os seus membros fundadores procederam a um levantamento rigoroso das danças, cantares e trajes daquela região, marcadamente agrícola, de molde a reconstruir as raízes culturais e o perfil identitário das suas gentes, tentando representar com autenticidade as terras do Vale do Neiva da segunda metade do século XIX e início do XX. Nas festas anuais em honra do seu padroeiro, São Tiago Maior, é organizado um Festival Folclórico.

Em cada atuação, o grupo de Poiares esforça-se para mostrar toda a riqueza do seu folclore e a singularidade dos seus trajes, fortemente associados ao trabalho, onde predominam a estopa, a lã de ovelha e o linho fino, mas também o cotim e a sarja. Nas vestes que envergam sobressaem as cores escuras, reflexo de um povo simples, trabalhador e austero. As suas danças inspiram-se na região onde estão inseridos, na época que retratam e nas suas raízes populares. As coreografias lembram situações da vida quotidiana, nomeadamente o trabalho nos campos e as brincadeiras da escola.

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares

Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Poiares

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/ponte-de-lima-grupo-etnofolclorico-de-refoios-do-lima.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-22 18:47:012024-11-08 19:57:49Ponte de Lima e o seu folclore
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