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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Banda de Música de Ponte de Lima
Músicas no Concelho

Ponte de Lima e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Ponte de Lima

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda de Música de Estorãos
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  • Banda de Música de Ponte de Lima
  • Banda Musical de São Martinho da Gandra
Banda de Música de Estorãos

A Banda de Música de Estorãos, a mais jovem do Concelho, nasceu do Grupo Cultural de Estorãos e foi fundada a 30 de dezembro de 2007. Contém mais de 45 elementos, quase todos iniciados na referida escola. A sua Direção pertence ao Grupo Cultural de Estorãos, mas é administrada por um Conselho de Gerência com autonomia própria, presidida por Eugénio Afonso. A Escola de Música e a regência da Banda estão a cargo do Maestro António de Pádua Lima, coadjuvado por seu filho, Fernando Lima.

Banda de Música de Estorãos

Banda de Música de Estorãos

Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima

A Banda de Música de Moreira do Lima foi fundada por volta de 1880. Em tempos existiam duas bandas de música na Freguesia. Desmembraram-se devido a rivalidades pessoais que originaram a apreensão de todo o instrumental, em 30 de dezembro ele 1938, pelo Administrador do Concelho. Com a formação da Casa do Povo e a aprovação dos seus Estatutos, a Banda de Música de Moreira de Lima passou a pertencer à referida Casa em 1939. A partir dessa data e já com o nome atual, manteve-se em atividade, até meados de 1975, altura em que a Banda suspendeu a sua atividade. Em meados de 1980, com o apoio da Junta de Freguesia e o esforço da direção da Casa do Povo e da população da freguesia, foi possível reativar a Banda.

Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima

Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima

Banda de Música de Ponte de Lima

De acordo com o livro “Apontamentos Históricos da Vila de Ponte de Lima – Banda de Ponte de Lima”, compilado por A.M.S.C., de Junho de 1977, arquivado na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, supõe-se que a primeira banda fundada na vila data dos anos 1788 a 1790.

A partir de 1850, a Banda de Música de Ponte de Lima, após algum tempo de atividade, passou a estar ligada aos Bombeiros até 1900. No princípio do ano de 1979, por iniciativa de alguns músicos e amigos, foi constituída a associação “Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima”, na qual está integrada a Banda de Música de Ponte de Lima, e cujos estatutos foram publicados em 1979. Em 1987 foi atribuído ao “Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima” o estatuto de Entidade de Utilidade Pública.

A BMPL é associada de pleno direito da Federação Regional de Bandas Filarmónicas do Minho com o Nº4 e é também associada do INATEL. Atualmente é dirigida pelo jovem Maestro limarense Gaspar André Fernandes Pereira Lima. Tem como diretor artístico o Maestro Major José Custódio da Silva Gonçalves.

Participou em vários certames e festivais tanto a nível nacional como internacional: Festival de Bandas do Alto Minho; Covões (Coimbra); Mimosa 81; Aniversário da Banda de Espinho; Festival de Ponte de Lima (1991); Festival de Bandas de Vila Nova de Cerveira (2010). Gala Dançante; Pontevedra; Porrinho; Rosal, Beade e Las Neves, estes últimos em Espanha. É presença assídua nos “Concertos de Inverno” realizados pela Câmara Municipal de Ponte de Lima. Tem um repertório muito diversificado, do clássico ao ligeiro, contando também com marchas, rapsódias e tudo o que é habitual tocarem nas bandas filarmónicas.

A Banda de Música de Ponte de Lima é composta por cerca de 70/75 elementos na sua maioria jovens, de ambos os géneros. A média de idade dos seus executantes ronda os 24 anos tendo sido formados na Escola de Música da Banda de Música de Ponte de Lima. A nossa banda tem uma Escola de Música que funciona todo o ano, aos Sábados de manhã e de tarde, de maneira quase gratuita, basta os pais serem sócios. A finalidade desta escola é formar alunos para que sejam integrados na nossa banda.

BMPL

Banda de Música de Ponte de Lima

Banda de Música de Ponte de Lima

É objetivo da Banda de Música de Ponte de Lima e da Associação do Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima desenvolver na população o gosto pela música, desenvolver nas crianças e jovens o grau de autonomia, de responsabilidade e laços de solidariedade, ocupar os jovens em atividades úteis para que se possa construir uma sociedade melhor. É também prioridade da Banda divulgar cada vez mais a Vila de Ponte de Lima.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Banda Musical de São Martinho da Gandra

A Banda Musical de S. Martinho da Gandra (concelho de Ponte de Lima) é uma das quatro bandas filarmónicas de Ponte de Lima. Com quase 180 anos de existência orgulha-se de ter contribuído para a formação e crescimento de centenas de jovens na região. Tem atualmente cerca de 60 músicos, na sua maioria jovens oriundos da terra e localidades vizinhas. A BMSMG foi fundada em 1836 pelo então seminarista e posteriormente padre Manoel de Oliveira. Foram décadas de glória, não esquecendo para esse contributo os saudosos Diogo de Oliveira e seus filhos Diogo e o famoso maestro Miguel de Oliveira. Depois de uma pausa de 9 anos (1986-1995), a banda ressurgiu inserida no Centro Social Paroquial de S. Martinho da Gandra, e sob direção artística de António de Pádua Lima.

Banda Musical de São Martinho da Gandra

Banda Musical de São Martinho da Gandra

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/ponte-de-lima-banda-de-musica-de-ponte-de-lima.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-22 15:25:382024-11-08 19:55:00Ponte de Lima e as suas filarmónicas
Coro Misto do Orfeão de Viseu
Músicas no Concelho

Viseu e os seus coros

Coro Mozart

O Coro Mozart nasceu em Viseu, em 2005. Tem atualmente cerca de 55 coralistas e é dirigido por Dionísio Vila Maior Interpreta todo o seu repertório (orquestrações previamente gravadas) a 4, ou mais vozes. Conta com mais de 750 concertos e 14 DVD gravados. Nos seus registos incluem-se pop & rock, musical, gospel, música étnica, jazz, blue, soul, funk, música popular portuguesa, música ligeira portuguesa, música popular brasileira, música ligeira francesa, música popular russa, fado e música clássica.

Coro Mozart

Coro Mozart

Orfeão de Viseu

O Orfeão de Viseu é uma instituição cultural e recreativa constituída em 29 de maio de 1929, na cidade de Viseu, com o objetivo de ocupar os tempos livres dos viseenses, através do cultivo da arte e da música. A primeira apresentação pública data de 18 de Maio de 1930, no Avenida-Teatro, em Viseu, sob a regência do senhor cónego Barreiros. Constituíam o grupo cerca de 120 vozes masculinas que, pela primeira vez, entoaram o hino do Orfeão, a par de outras peças em polifonia. O enorme êxito obtido nesta primeira apresentação, relevado nos jornais da época, deu alento para aceitar os convites que logo surgiram dos concelhos limítrofes a Viseu.

Seguiram-se atuações nas mais diversas localidades do País. Adotou então, como lema, “Pela Arte e pela Beira”, e por Viseu e pela Beira continua a divulgar a sua arte e a sua música, como autêntico embaixador da cultura e arte da cidade de Viseu. Ao longo dos tempos, o Orfeão de Viseu promoveu diversas iniciativas culturais, nas áreas do canto polifónico, da música instrumental do teatro e do desporto. Organizou concursos de literatura e poesia, exposições diversas, tertúlias, cafés-concerto e recitais de música erudita; homenageou as grandes figuras de Viseu que estiveram associadas à vida da coletividade e colaborou em campanhas de solidariedade, com donativos angariados em espetáculos por si promovidos.

Em 1980 organizou o seu I Encontro de Coros de Viseu. Seguiram-se outros encontros de coros da sua responsabilidade, primeiro, integrados no programa oficial da Feira Franca de São Mateus, depois, incorporados nas comemorações do aniversário desta prestigiada instituição de cultura e recreio. Entre 1984 e 1985 participou em vários programas na RTP.

Desde que se constituiu, o Orfeão de Viseu tem percorrido o País de norte a sul, e atuou no estrangeiro, Salamanca e Teruel (Espanha) em 1991, representando a cidade de Viseu numa semana de Cultura Portuguesa; em Varese, Ispra e Milão (Itália) em 1992, a convite do Centro de Investigação da CEE (Euratom); em Lugano (Suíça), no mesmo ano, a convite da comunidade emigrante local; em Espanha, em Ciudad Rodrigo, em 1994, no âmbito dos Encontros de Coros do IP5. Em 2001 participou no Festival de Música Sacra na cidade de Lugo (Espanha) e, em 2002, no Encontro Internacional de Coros da cidade de Cariño (Galiza –Espanha). Em 2008, participou no I Festival de Música Sacra em homenagem ao compositor D. José del Moral, em Segóvia, promovido pelo Coral Voces de Castilla (Segóvia).

O Orfeão de Viseu ostenta no seu currículo a atribuição de diversos galardões, como sejam a Medalha de Reconhecimento dos Padrões da Grande Guerra, o título de Comendador da Ordem de Benemerência e o reconhecimento de Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Em 2004 foi agraciado pela Câmara de Viseu com a Medalha de Mérito Municipal, pela atividade desenvolvida ao longo de 75 anos ao serviço de Viseu e da região da Beiras. Recebeu ainda o prémio ANIM’ARTE, destinado à melhor instituição cultural do Distrito. É sócio honorário de diversas coletividades e instituições culturais do País.

Coro Misto do Orfeão de Viseu

Coro Misto do Orfeão de Viseu

Schola Cantorum – Coro de Câmara

O Coro de Câmara “Schola Cantorum”, do Orfeão de Viseu, é um grupo recente que surgiu pela vontade de um grupo de amigos que tinham em comum o gosto pela música e que se juntaram para executar um repertório de Canto Gregoriano e Música Medieval. Ao fazê-lo, sentiram que podiam dar um contributo em iniciativas promovidas pelas autarquias e associações de âmbito cultural, e por reconhecerem que na região não havia conhecimento de qualquer outro grupo que se dedicasse, expressamente, a este género de música. O grupo mantém o objetivo de divulgar o Canto Gregoriano através do seu estudo e execução, mas está apostado em evoluir para outros géneros musicais, mantendo sempre o formato de Coro de Câmara.

Reciclanda

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Banda Filarmónica da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor
Músicas no Concelho

Vila Flor e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Vila Flor

Bandas de música, história e atividades no Concelho

Banda Filarmónica da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor

A Banda Filarmónica da ACRVF é composta, essencialmente, por jovens músicos naturais do Concelho de Vila Flor. Tem como principais objetivos a captação e formação de músicos, dinamizar e promover as competências de carácter musical, lúdico e pessoal, promovendo um crescimento global do músico e do Homem. Sob a direção técnica do Maestro Carlos Sampaio, faz atuações regulares em festas e romarias, encontros de filarmónicas, concertos musicais, comemorações especiais e festas tauromáquicas.

Consta que em 1862 já existia a Philarmónica de Vila Flor, no reinado do Rei D. Luís I, O Popular (1861 -1889). Na mudança do séc. XIX para o XX, terá sido seu regente Custódio de Jesus Marim, um mestre consagrado da Escola Militar, mais tarde substituído pelo amador Bernardino Smith Pires. Em 1910 ainda existiria e em 1913 tentava-se uma reorganização. Manuel Barbosa da Silva, terá sido regente entre 1932 e 1938, com uma gratificação mensal de 300 escudos.

Na década de 1940 e com a intervenção de Salazar, foi obrigada a integrar a Legião Portuguesa para poderem receber novos fardamentos e apoios financeiros, substituindo apenas os Corpos Gerentes por pessoas da confiança da União Nacional. Contudo, na década de 1950, veio a extinguir-se, só reaparecendo em 1981, através da fundação da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor, com a aquisição de um novo instrumental, num valor total de 2.000 contos.

Atualmente, a Banda Filarmónica de Vila Flor é constituída por 44 elementos. Percorre anualmente dezenas de localidades, tanto para concertos, como para arruadas ou procissões, participando também em vários festivais de Bandas Filarmónicas dos Distritos de Vila Real e Bragança, Casa da Música no Porto e comemorações da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro em Lisboa, entre outros eventos.

Banda da ACRVF

Banda Filarmónica da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor

Banda Filarmónica da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Órgão de Tubos do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Vilas Boas, Vila Flor
Músicas no Concelho

Vila Flor e os seus órgãos de tubos

Órgãos de tubos do concelho de Vila Flor

2 órgãos (Walker 1964, e A.J. Claro 1903)

O Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Vilas Boas, Vila Flor, possui um órgão de tubos Walker. Construído em 1964 pelo organeiro alemão Walker para a Igreja Evangélica de Paul – Gerhardt, em Wellesweiler – Neunkirchen (Alemanha), o órgão de tubos é composto por 2 manuais e uma pedaleira com 24 registos e 1786 tubos, com transmissão mecânica. Foi inaugurado a 16 de maio de 2021, com a soprano Rosana Orsini e o organista Marco Brescia.

De acordo com “A Voz de Trás-os-Montes”, a 4 de setembro de 2020 foi oficializada a compra do órgão à Comunidade Evangélica de Neunkirchen com a assinatura do respetivo contrato, entre a Igreja alemã e o Santuário Diocesano da Senhora da Assunção. A 26 de setembro, o órgão, desmontado e embalado, chegou ao Santuário. Foi instalado pela firma JMS Organaria, de Santo Tirso, entre outubro de 2020 e janeiro de 2021. A afinação e harmonização coube ao organeiro espanhol Óscar Laguna, natural de Burgos.

Para o Pe. Delfim Gomes, reitor do Santuário, esta aquisição encaixa-se nos propósitos dos santuários católicos que apostam na “valorização cultural e artística”, de acordo com a “via pulchritudinis” – caminho da beleza –, enquanto modalidade peculiar da evangelização da Igreja.

“Também este Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Assunção – espaço sagrado – envereda por este caminho da Nova Evangelização procurando oferecer aos peregrinos este contacto com a arte, a música, o silêncio, a paisagem, de modo a encontrar a beleza e suscitar a admiração. É um caminho que leva à procura de Deus e ao encontro com Cristo, Beleza oferecida por Deus aos homens”, refere o sacerdote.

A compra do órgão, desmontagem, transporte, instalação, afinação e harmonização teve um custo total de €70.327,50. «As despesas foram integralmente suportadas pelo Município de Vila Flor (30.000,00 trinta mil euros) e por dois benfeitores (20.000,00 euros cada um).

Fonte: A Voz de Trás-os-Montes

Órgão de Tubos do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Vilas Boas, Vila Flor

Órgão de Tubos do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Vilas Boas, Vila Flor

Órgão histórico A.J. Claro

No renovado coro alto da Capela dedicada a Nossa Senhora da Assunção, o órgão A.J.Claro de 1903 foi restaurado pela JMS ORGANARIA em 2022 e inaugurado pelo organista Daniel Oliveira no dia 13 de agosto do mesmo ano. Pretende servir como instrumento de acompanhamento das celebrações e para uma adequada programação cultural.

Órgão histórico A.J. Claro 1903

Vilas Boas é uma antiga freguesia portuguesa do município de Vila Flor, com 28,57 km² de área que, em 2011, tinha  550 habitantes. Foi unida à freguesia de Vilarinho das Azenhas, formando a União das Freguesias de Vilas Boas e Vilarinho das Azenhas com sede em Vilas Boas. Foi vila e sede de concelho extinto em 1836.

Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Vilas Boas, Vila Flor

Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Vilas Boas, Vila Flor

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/05/vila-flor-vilas-boas-santuario-de-nossa-senhora-da-assuncao.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-05-07 21:23:402024-12-14 19:30:17Vila Flor e os seus órgãos de tubos
Tamborileiro António Oliveira Lopes, “Guinapo”
Músicas no Concelho

Moura e os seus instrumentos

Instrumentos musicais de Moura

Flauta e tamboril

Memórias e práticas musicais – o tamborileiro em Santo Aleixo da Restauração (Baixo Alentejo)

A cultura expressiva na fronteira luso-espanhola: continuidade histórica e processos de transformação socioculturais, agentes e repertórios na construção de identidades (Concurso de Bolsa de Pós Doutoramento FCT/2012)

As fontes históricas e iconográficas portuguesas mostram-nos, desde a Idade Média, a presença do tamborileiro em contextos festivos e cerimoniais. O conjunto flauta e tamboril está ainda localizado nas zonas fronteiriças das Terras de Miranda (Trás-os-Montes) e no Baixo Alentejo, na Marguem Esquerda do Guadiana. A partir da segunda metade do século XX, esta prática musical sofreu um significativo decréscimo quantitativo e qualitativo, comparativamente a décadas anteriores. O seu estudo também mereceu pouca atenção académica, e deve-se a Ernesto Veiga de Oliveira e a Benjamim Pereira a recolha e gravações realizadas na década de 1960, a Michel Giacometti os registos da década de 1970, e à Associação Pé de Xumbo os estudos no site “Flauta do tamborileiro no Alentejo”.

Este site mereceu a atenção de Cyril Isnart (2013) que o caracterizou como o resultado “da pesquisa documental de um tocador de tipo revivalista”, Diogo Leal, que reuniu um conjunto de documentos originais, de fotografias, vídeos, arquivos, partituras e textos analíticos. A pesquisa apresentada, segundo a trama das monografias etnomusicológicas clássicas, e das indicações habituais das páginas de internet, transformou o tamborileiro em algo patrimonial, ou seja, “inscrito num regime de valor coletivo da música popular antiga e atual, a um nível bem mais elevado do que antes da sua exposição patrimonial” (Isnart 2013: 10).

No Baixo Alentejo, as funções do tamborileiro permanecem vinculadas às festas religioso-populares e aos peditórios das Comissões de Festa. Em Santo Aleixo da Restauração o tamborileiro está associado às festas de Santo António e da Tomina, assim como aos peditórios de Santo António e Santa Maria, com uma função cerimonial que perdeu ao longo do tempo a sua componente musical.

António Maria Cuco (1901-1976), conhecido por “O Estragado” foi o primeiro tamborileiro a ser fotografado e gravado por Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, em 1961, para a obra Instrumentos Musicais Populares Portugueses. Em 1965 o tamborileiro António Oliveira Lopes (1915-1984), conhecido por “Guinapo”, foi gravado por Michel Giacometti para o 6º episódio da série documental “Povo que Canta”, dedicado aos tamborileiros do Baixo Alentejo.

Na obra Instrumentos Musicais Populares Portugueses, Benjamim Pereira assinala a sua experiência de terreno ao recordar António Maria Cuco nos seguintes termos.

“Recordo a visita à casa do tamborileiro António Maria Cuco, de Santo Aleixo da Restauração, a sua extrema modéstia e esmero, de uma só divisão, com chão de xisto límpido e paredes contrastantes na brancura da cal, a cozinha na superação rara dos sinais do fogo, a um dos lados e, no oposto, a cama num arranjo de dia festivo. Neste cenário da maior simplicidade destacava-se uma pequena arca de pinho que o António Maria abriu pondo a descoberto a dignidade da sua pobreza, o cheiro das ervas que perfumavam as roupas e, num escaninho, como um bem precioso, o pífaro que agora integra esta colecção”.

Na actualidade os tamborileiros de Santo Aleixo da Restauração são recordados em diferentes grupos familiares. Em Agosto de 2014, na mesma casa modesta citada no texto de Benjamim Pereira conversei com Maria Eugénia, filha de António Maria Cuco, residente nos arredores de Lisboa desde a década de 1970, que em Agosto regressa sempre à terra onde nasceu para assistir à Festa da Tomina.

Nasci no dia de Santa Maria, que era o dia do peditório, e então ele, sempre ouvi dizer que foi com a bebedeira de eu ter nascido que comprou o tambor. Lembro-me sempre dele em chegando a este dia, começava logo a arranjar o tambor. Porque ele quando chegava a casa, o tambor tinha umas cordas à volta e assim que chegava a este dia ele começava a apertá-lo, a apertá-lo e a experimentá-lo, e ele é que fazia as gaitas. Arranjava madeira e fazia as gaitas, e tocava muito bem, não há ninguém que toque como ele tocava, não há ninguém. E dava uma organização, não é por ser meu pai, mas dava uma organização muito grande na festa, dizia aos rapazes “vocês fazem, assim e assim” e agora cada um faz, agora já não é nada. Era uma coisa que ele fazia com gosto. Ganhava, parece que eram 20 escudos que ganhava, tocava dois dias, porque na altura a festa não eram tantos dias. Ele fazia assim, agora quem dá a Alvorada é a música, o meu pai saía daqui tocando o tambor de madrugada, toda a gente já sabia que ia ali o tamborileiro, tocando tum tum, tum tum, mas ele tocava muito bem. (…) Sei que vieram uns senhores aí a gravar, veio aqui o senhor Arlindo, levou-o para aí e estiveram a gravar. O meu irmão ainda tocou, tocava bem, mas não tocava como ele, mas tocava melhor que o Guinapo. O meu irmão ficou com o tambor, depois é que passou para esse senhor que era o Guinapo (Maria Eugénia, filha do tamborileiro António Cuco, irmã do tamborileiro Joaquim Grilo).

O “Toque do tamborileiro” executado por António Maria Cuco faz parte da colecção dos Arquivos Sonoros, que serviu de base à obra Instrumentos Musicais Populares Portugueses, e permanece ainda na memória dos mais idosos, como testemunhou o mestre Bento Figueira:

Antigamente havia um homem que se chamava tio António “Estragado” que era o tamborileiro, que esse é que era um homem, um profissional naquilo. Tinha uma música mesmo adequada aquilo, e o compasso, de forma que aquilo tocava bem e é sempre o que vai á frente da festa, tocando tambor e dando aquela coisa com aquele apitosinho, com uma gaita, uma gaita de madeira. Tinha aquele toque, dava-lhe duas ou três partes, mas era sempre a mesma coisa (Bento Figueira, à data mestre do grupo coral da Casa do Povo de Santo Aleixo da Restauração).

A sonoridade dos toques dos tamborileiros transcende a componente musical, ou seja, está principalmente associada a significados e práticas rituais que organizam o pensamento e a ação dos indivíduos para o tempo festivo, como testemunharam as pessoas com quem conversei:

O tamborileiro faz falta, é o anúncio da Festa. Porque nós quando ouvimos aquele toque do tambor tum, tum tum, aquela coisa, olha já ai vem a festa, já aí vem a procissão, já aí vem o guião do peditório de Santo António, ou o peditório da Santa Maria, e é pelo tum tum do tambor, e quando era o ti António “Estragado” ouvia-se tanto o tum tum do tambor como o apito da gaita. O tamborileiro é isso, para ir à frente da Festa sempre. Esse tem que saberás ruas todas por onde a Festa tem de passar (Bento Figueira, mestre do grupo coral da Casa do Povo de Santo Aleixo da Restauração).

Gostava de ver o meu pai nisso. O meu pai vinha na sexta-feira, tal como no dia de amanhã, começava já amanhã. O tambor estava na igreja, e o meu pai vinha sexta-feira à tarde par ir buscar o tambor à igreja para ir buscar os guiões à casa dos festeiros, para depois vir com os guiões para a igreja. E depois à tarde, quando vestem a Santinha (N. Srª. das Necessidades), o meu pai ficava na igreja a guardar a Santa, toda a noite, com os Festeiros e com a Guarda (GNR). Sexta toda a noite, sábado todo o dia até à hora da procissão, o meu pai não descansava, porque tinha de apanhar o tambor e ir na procissão. Depois, quando recolhia a procissão, sábado à noite, o meu pai ficava a guardar a Santa, porque a igreja estava aberta, até domingo à tarde que acabasse a outra procissão, mas nós gostávamos. O meu pai tinha muito gosto nisto, depois já começou com a idade, e a minha mãe já nem queria que ele andasse, já era muito cansativo para ele, e depois deixou, deixou a outro. (…) Chama as pessoas à porta, porque a gente ouve o tambor vai à porta, se já se ouve o tambor já aí vem o guião, como no dia da procissão. Gosto de ouvir, significa muito para mim, porque foi uma coisa que passou pelo meu pai, gosto de ouvir (Maria Castro Lopes, filha do tamborileiro Manuel Fialho Lopes).

Isto geralmente é para dar o alarme ao Povo, para as pessoas saberem que anda o guião, que andam as procissões pela rua., porque isto, ninguém vai aprender a fazer nada disto (Mariana Felícia Limpo, filha do tamborileiro António Oliveira Lopes, “Guinapo”).

Tamborileiro António Oliveira Lopes, “Guinapo”

Tamborileiro António Oliveira Lopes, “Guinapo”

Na festa da Tomina de 2014, António Grilo (Santo Aleixo da Restauração, 1975), neto de António Maria Cuco e filho do tamborileiro Joaquim Grilo “o Ficalheiro” desempenhou pela primeira vez a função de tamborileiro, para manter a tradição.

É um trabalho que eu nunca fiz, de tamborileiro. Apesar do meu pai e do meu avô fazerem eu nunca fiz, mas todos os anos trabalho para a Tomina, todos os anos tenho o meu ordenado e eles todos os anos me vão chamar e agora pediram-me “- É pá Grilo, podes desenrascar a gente? Foi o que eu disse ali dentro: “-Não tens mais ninguém, não te preocupes, eu vou!” (António Grilo, neto de António Cuco e filho de Joaquim Grilo).

As festas associadas a uma sociedade rural que se transformou, modernizaram-se, e são concebidas cada vez mais em função de práticas e consumos urbanos, na abordagem religiosa/profana e nas sonoridades musicais que se mesclam, mas ainda preservam componentes rituais que permitem ler o contexto rural. As funções do tamborileiro estabelecem uma narrativa tradicionalmente definida, independentemente do esvaziamento das funções rituais e da formação musical dos executantes. Como afirmou mestre Bento Figueira: “o tamborileiro faz falta, é o anúncio da Festa”, e desta forma cumpre a função de reordenar o tempo festivo e restabelecer, simbolicamente, a relação dos homens e das mulheres com os ciclos da natureza, como herança cultural preservada.

Aceda AQUI ao artigo completo.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Cantadores de Redondo
Músicas no Concelho

Redondo e os seus coros

Coros de Redondo

Grupos e atividade coral no Concelho

  • Cantadeiras do Redondo
  • Grupo Coral e Instrumental Academia de Afetos
  • Grupo Coral Polifónico da SFMR
  • Grupo de cantadores do Redondo
  • Grupo de Cantares do Redondo
Cantadeiras de Redondo

Cantadeiras de Redondo é um grupo feminino de cantares alentejanos (e tradicionais portugueses, em geral) originário da Vila de Redondo, no Alentejo, e fundado, de raiz, em 2014.
O grupo destaca-se pelo papel cívico e cultural que tem vindo a desempenhar, na promoção do cante especialmente pelo facto de ser pioneiro como grupo feminino de cante alentejano, na sua terra de origem.

Grupo de cantadores do Redondo

Formado em 1975, o grupo de cantadores de Redondo é a expressão viva da tradição coral polifónica alentejana que se estende numa faixa do interior de Portugal, que vai dos concelhos de Redondo e Évora até aos concelhos de Almodôvar e Mértola, que confinam a região do Alentejo com a do Algarve.

O grupo de cantadores de Redondo, pela sua situação geográfica, no limite norte da referida região apresenta características de transição que o distinguem de todos os outros grupos corais. Razão pela qual, integram no seu repertório temas tradicionais (saias) mais vivos, – onde surgem o adufe e as “trancanholas” (duas tiras de madeira que soam como as castanholas) e o acordeão diatónico (chamado sol-e-dó), – que contrastam com a dolência contemplativa do canto polifónico.

O grupo, – que integra Janita e Vitorino Salomé, dois cantautores redondenses que pontificam no panorama musical português mercê das suas carreiras a solo, no âmbito da Música Popular Portuguesa, – averba várias apresentações nacionais e no estrangeiro, tendo, em 2007, marcado presença na homenagem a José Afonso concretizada pela televisão da Galiza.

O grupo gravou, em 1978, o LP «O Cante da Terra» que, em 1997, viria a ser editado em CD, pela Movieplay. Neste registo os cantadores perpassam temas do Alto e do Baixo Alentejo.
Mais tarde, alguns dos fundadores do grupo, entretanto, alargado pela presença de novos elementos, participaram no trabalhado «Vozes do Sul», uma inovadora celebração do cante alentejano assinada por Janita Salomé.

Cantadores de Redondo

Grupo de cantadores do Redondo

FOI NOTÍCIA

Em 2020, o Município de Redondo organizou o 1º Encontro de Grupos Corais e Instrumentais com o objetivo de contribuir para o envelhecimento ativo dos idosos do concelho de Redondo, estimular o gosto pela música e proporcionar aos intervenientes um contacto direto com diferentes grupos corais, instrumentos e repertório de referência. Para além do Grupo Coral e Instrumental Academia de Afetos atuaria a 13 de abril de 2020 o Grupo Coral Amizade, do Centro de Reformados e Idosos da Baixa da Banheira – CRIBB.

Reciclanda

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Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca
Músicas no Concelho

Redondo e o seu folclore

Folclore de Redondo

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Alentejo (Alto Alentejo)
  • Distrito: Évora
Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca

O Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca foi fundado a 7 de julho de 2014. O seu folclore é caracterizado pelas danças de saias, viras, picadinhas, danças de roda e outras de belo efeito coreográfico. O rancho pertence à Associação dos Foros da Fonte Seca. Esteve presente em vários festivais de folclore de Norte a Sul do país.

Os seus componentes trajam a rigor, destacando as ceifeiras, mondadeiras, azeitoneiras, pastor, ganhão. Há ainda os Trajes de Domingo, Trajes de Festa e Traje de Serrenha (Serra D’Ossa).

A tocata é composta por acordeões, ferrinhos, bombo, adufe e reco-Reco, instrumentos utilizados pelos seus avós nas suas manifestações folclóricas.

Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca

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Concurso de Flauta de Bisel “Município de Redondo”
Músicas no Concelho

Redondo e os seus festivais

Festivais de música em Redondo

Ciclos, cursos, concursos e jornadas de música e dança no Concelho

Concurso de Flauta de bisel “Município de Redondo”

O Município de Redondo comemora em 2024 anos 10 anos do seu Concurso de Flauta de bisel.

Participaram nas edições anteriores mais de 1000 alunos de cerca de 100 Agrupamentos de Escolas de todo o País.

Este evento continua com o objetivo primordial de dar visibilidade ao trabalho realizado pelos alunos, nomeadamente na Área de Ensino da Música do 1.º Ciclo, proporcionando a oportunidade e o reconhecimento aos alunos que, ao longo do ano letivo manifestaram competências essenciais, ao nível da interpretação instrumental, de participarem num concurso que lhe exige responsabilidade, dedicação e gosto pela música e ainda o de criar rotinas de prática instrumental, utilizando para as respetivas interpretações o instrumento musical (Flauta de bisel).

Concurso de Flauta de Bisel “Município de Redondo”

Concurso de Flauta de bisel “Município de Redondo”

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Sociedade Filarmónica Municipal Redondense
Músicas no Concelho

Redondo e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Redondo

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Sociedade Filarmónica Municipal Redondense
  • Sociedade Filarmónica União Montoitense
Sociedade Filarmónica União Montoitense (f. 1907)

A Sociedade Filarmónica União Montoitense foi fundada em 1907 por Joaquim Antonio Serêto Palôlo, seu 1º regente, e por Júlio Mira Picôto, que seria, em 1916, o 2º regente da União Montoitense. A Banda tem vindo a cumprir a sua missão no campo sociocultural e artístico. Conheceu períodos de inatividade entre 1936-1943 e 1966-1976.

Sociedade Filarmónica União Montoitense

Sociedade Filarmónica União Montoitense

No entanto muitas gerações de músicos se formaram e passaram pela SFUM, com destaque para os maestros José da Silva Domingues, António Carlos Chagas, Mariano Guerreiro Domingos e Júlio Domingos Franco, músico e docente durante mais de 50 anos, na Escola de Música da União Montoitense. A banda é composta por três dezenas de executantes.

Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

A vila de Redondo teve um teatro construído, em 1839, mais tarde denominado João Anastácio da Rosa, o mais antigo de distrito de Évora. Viria a ser destruído por um incêndio, na madrugada de 27 de março de 1932. O edifício foi palco de uma intensa vida cultural. Período áureo da arte musical em Redondo foi o tempo entre a segunda metade do século XIX e a queda da Monarquia, em 1910. A Filarmónica 1º de Dezembro, afeta ao partido Progressista e a Filarmónica Amizade, Patrocinada pelo Partido Regenerador rivalizavam entre si, à semelhança das forças partidárias que as financiavam, cenário propicio para o crescimento das competências e capacidades musicais dos seus membros.

As convulsões sociais, políticas e económicas trazidas pela República provocaram a decadência da arte musical, enquanto atividade estruturada e de grupo alargado: as duas bandas extinguiram-se e a vida musical sobrevive, graças às tunas que atuam esporadicamente nas récitas teatrais.

A Filarmónica Almeida Barrancos foi  fundada em 1927, devido ao empenho do seu primeiro regente, o casapiano António Manuel Molefas, a uma Comissão de Iniciativa (composta por nove pessoas) e ao mecenato do Presidente da Câmara Municipal, da época, a quem em homenagem lhe foi dado o seu nome. As primeiras atuações ocorreram a 10, 11, e 12 de setembro de 1927, com grandiosas festas em honra de Nossa Senhora de Ao Pé da Cruz, em que estiveram presentes as Filarmónicas de S. Miguel de Machede e do Circulo Montemorense, de Montemor-o-Novo. É, pois, a nossa banda a herdeira direta de tradições musicais e artísticas que sempre existiram, na vila de Redondo. Em 1934, a coletividade, suporte da banda, sofreu revisão de estatutos e adotou o nome atual: Sociedade Filarmónica Municipal Redondense.

Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

Sociedade Filarmónica Municipal Redondense

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Academia de Música Banda de Ourém (AMBO)
Músicas no Concelho

Ourém e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Ourém

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Academia de Música Banda de Ourém
  • Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres
Academia de Música Banda de Ourém (AMBO)

Na sequência do trabalho preparatório de uma Comissão composta por um grupo de oureenses ilustres, constituiu-se em 1930 a Banda de Vila Nova de Ourém. Durante décadas realizou espetáculos nas mais diversas localidades do pais. Em 1963 deslocou-se a Vigo, Espanha. Em 1964, a AMBO suspendeu a atividade, que foi reativada em 1972 com a criação de um grupo  coral, a que foi dado o nome de Chorus Auris. A criação de novas secções tornou-a a maior instituição cultural do concelho de Ourém, o que lhe permitiu o reconhecimento como “Pessoa Coletiva de Utilidade Pública” (1987). Em 1994, recebeu da Câmara Municipal de Ourém a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, e a Medalha de Ouro do Município, em 2005.

Chorus Auris

Chorus Auris

A música filarmónica regressou ao seio da AMBO em 1985, com a apresentação pública de um agrupamento com apenas 29 executantes, a que foi dada a designação de Banda Juvenil, sob a regência do Maestro José Marques Mortágua, no seguimento do trabalho que este vinha desenvolvendo desde 1982. em 2005, no XX aniversário, alterou a denominação para Orquestra de Sopros de Ourém, com o objetivo de ser criado um novo agrupamento de iniciação à Orquestra com a anterior designação de Banda Juvenil, o que se concretizou em 2007.

AMBO

Academia de Música Banda de Ourém (AMBO)

Academia de Música Banda de Ourém (AMBO)

Vocacionada fundamentalmente para atuações em concertos, tem promovido de forma sistemática a divulgação da música filarmónica em todo o concelho de Ourém, não descurando qualquer oportunidade de atuar noutros pontos do país o que tem acontecido com regularidade, de Norte a Sul, mantendo urna composição superior a cinquenta elementos, oriundos exclusivamente do trabalho de formação realizado, numa primeira fase apenas na Escola da Banda e desde 2005 também pela OUREARTE – Escola de Música e Artes de Ourém, uma iniciativa conjunta das três Bandas Filarmónicas do concelho de Ourém, que ministra o ensino especializado da música, com paralelismo pedagógico reconhecido pelo Ministério da Educação.

Em 1998 deslocou-se a França, onde atuou para a Comunidade Portuguesa nos arredores de Paris, e em agosto de 2002, maio de 2003 e julho de 2008 a Espanha, tendo participado, respetivamente, no III Encontro de Bandas de Llerena (Extremadura), no XX Festival Ibérico de Música, em Badajoz e no X Festival de Bandas de San Miguel de Oia, Vigo.

Assinalando os setenta e cinco anos da AMBO, estreou em 2005 com o ‘Chorus Auris” a obra Appolinis, do compositor Jorge Salgueiro, para coro e banda, encomendada expressamente para esta ocasião, que foi gravada em 2006, dando nome a um CD com a participação de todos os agrupamentos musicais da AMBO.

Procurando alargar o seu campo de atuação, tem desenvolvido projetos diversificados, de que são exemplo o denominado “Filarmónicas em Sintonia”, que juntou em simultâneo as três Bandas Filarmónicas de Ourém, integrado no FESTAMBO 2010 e o “Fusão com os Ventos”, com que se apresentou ao Concurso Nacional de Música do lNATEL 2010, tendo disputado a final, em que a Orquestra se apresenta numa função de acompanhador do piano e do canto.

Em 2003 editou o CD Despertar dos Sons e em 2010, assinalando o seu 25.º Aniversário, procedeu à edição de um novo trabalho discográfico com o título de Sons dos Ventos.

Tem desenvolvido uma atitude de cooperação com um grande número de bandas filarmónicas. Acompanhou o processo de constituição da Confederação Musical Portuguesa (CMP), de que é afiliada e participou na fundação da ABFDS – Associação de Bandas Filarmónicas do Distrito de Santarém, em 2011. Tem direção artística de José Pedro Figueiredo desde 2006.

Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres

A Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres, de Vilar dos Prazeres, Ourém, comemorou cem anos de existência a 14 de Abril de 2014. Chamavam-lhe “El Risco” mas ninguém sabe dizer se era nome ou alcunha popular. No final dos anos 20, era o maestro da “Banda da Charneca”, fundada em Vilar dos Prazeres.

Numa noite escura, abandonou por momentos a sala de ensaio, junto à Capela, para satisfazer as necessidades fisiológicas quando foi atacado à paulada por dois rivais da banda, que se encontravam à espreita por detrás de um plátano. Morreu. Esta é apenas uma das muitas histórias que envolvem aquela que, na década de 50, se viria a chamar Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres por ter sido apoiada por uma família abastada da terra com esse apelido.

Apesar de centenária, a Associação Filarmónica 1.º de Dezembro Cultural e Artística Reis Prazeres conta atualmente com cerca de 45 músicos e todos apresentam um nível de idades muito baixo. A própria maestrina, apesar de conduzir a banda há oito anos, é bastante jovem. Em 2014, Virgínia Duarte Vieira tinha 31 anos e antes de segurar a batuta tocou na banda. Fez o Conservatório até ao 8.º grau, tirou um curso de Letras pelo meio e, neste momento, está a tirar a licenciatura de Direcção de Orquestra de Sopros, em Lisboa.

“O meu instrumento agora é a orquestra”, atesta. A direção, que vai liderar os destinos da coletividade durante dois anos, é presidida por Armando Eugénio e composta por João Antunes, Madalena Faria, Francisco Vitorino, Inês Reis, Vítor Gaspar, Catarina Antunes e Ana Cecília Rebelo. Todos são oriundos de Vilar dos Prazeres e trabalham na coletividade “por amor à camisola”, tendo a maioria filhos na filarmónica.

A Filarmónica 1.º de Dezembro nasceu de uma rivalidade entre músicos, que se passou no tempo em que Vilar dos Prazeres ainda se chamava Charneca de Ourém. Seis músicos tocavam numa banda do Castelo de Ourém (Banda Filarmónica Oureense) e decidiram sair, o que não foi muito bem visto. Para levar a sua avante, os músicos fundadores contaram com o apoio de uma família muito abastada, os Prazeres, que os ajudou a pagar com a indumentária e instrumentos.

Dos seis rapidamente passaram a vinte e sete elementos necessários e decidiram colocar o nome 1.º de Dezembro porque a primeira atuação pública coincidiu com essa data no calendário. Em 1972, foram aprovados os estatutos da banda que sobrevive através das receitas provenientes das atuações em festas e romarias e dos donativos de instituições e população.

As deslocações são feitas nos próprios carros dos músicos e a coletividade só recorre ao aluguer de um autocarro quando a saída é mais distante. Atualmente, a Filarmónica 1.º de Dezembro conta com o apoio de cerca de 280 associados e a sua principal dificuldade passa por manter os jovens músicos na banda ao longo do tempo, uma vez que muitos acabam por sair por volta dos vinte ou trinta anos, devido às próprias circunstâncias da vida.

Fonte: O Mirante

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/04/ourem-ambo.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-04-07 11:00:442021-06-21 10:40:29Ourém e as suas filarmónicas
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