Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Órgãos de tubos do concelho de Arouca [4]

Pelas informações disponíveis, no concelho de Arouca existem órgãos no Mosteiro de Arouca, um na Igreja, outro no Museu, este em más condições, outro na Igreja Paroquial de Santa Eulália de Chave (proveniente do Santuário de Fátima), e outro na Igreja Paroquial de São Salvador do Burgo. Arouca insere-se na grande renovação do parque organístico que se tem verificado a partir de 1985 na diocese do Porto.

Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Arouca

  • Grande órgão
  • Órgão positivo

Igreja Paroquial de Santa Eulália de Chave

  • Órgão positivo

Igreja Paroquial de São Salvador do Burgo

  • Órgão positivo

Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Arouca

[ São Pedro e São Paulo ] [ mosteiro cisterciense feminino ]

Igreja do Mosteiro de Arouca

Igreja do Mosteiro de Arouca

De fundação pré-românica (século X), o Mosteiro recebeu Carta de Couto no século XII, momento que definiu o carácter de centralidade do cenóbio na vida política e administrativa da região. A sua importância revigorou-se com o padroado de D. Mafalda, filha de Sancho I e efémera rainha de Castela.

Foram muitas as dádivas do seu erário que transitaram para o domínio do convento e terá sido por sua vontade que a comunidade monástica adotou a regra de São Bernardo, já no século XIII, sendo como mosteiro cisterciense da ala feminina que se registaram os principais passos da sua história. A casa viveu períodos de grande desafogo económico que, de algum modo, se refletiram na procura de peças artísticas de grande qualidade, boa parte das quais ainda se mantêm.

Na época moderna o conjunto foi reconstruído e ampliado, desde o final do século XVII aos últimos anos do século XVIII, contando-se Diogo Teixeira, Carlos Gimac e Miguel Francisco da Silva entre os artistas que trabalharam nesta fase. Em 1886, com a morte da última freira, o Mosteiro foi extinto e todos os seus bens transitaram para a Fazenda Pública. Abriu-se, então, uma era de utilizações diversas para este amplo conjunto edificado, mantendo-se, contudo, o espólio artístico, recolhido no Museu de Arte Sacra, entretanto, aí instalado.

Fonte, DGPC, PAF

Órgão Manoel Benito Gomez

Órgão do Mosteiro de Arouca

Órgão do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Chinoiserie do órgão da igreja do mosteiro de Arouca, créditos Sónia Duarte

chinoiserie do órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca, créditos Sónia Duarte

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca, teclas

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca, trombetas

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Órgão da Igreja do Mosteiro de Arouca

Mosteiro de Arouca

cadeiral do Mosteiro de Arouca

Cadeiral do Mosteiro de Arouca

cadeiral do Mosteiro de Arouca, Sónia Duarte

positivo do Museu

Órgão do Mosteiro de Arouca (Museu)

Órgão do Mosteiro de Arouca (Museu)

Órgão ibérico

Segundo informação da Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, trata-se de um órgão com 1 manual (45 notas) construído por Don Manoel Benito Gomes entre 1739-1741.

A 30 de dezembro de 2006, a Câmara Municipal de Arouca noticiava:

“Depois da intervenção na talha dourada que o envolve, a máquina do Órgão de Tubos do Mosteiro de Arouca, um dos mais importantes da primeira metade do século XVIII em todo o mundo, vai ser alvo de um restauro. O investimento ronda os 380 mil euros, contando com 75% de comparticipação por parte do FEDER e 25% por parte da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda e do IPPAR. De salientar também o envolvimento da Câmara Municipal neste processo. A autarquia fez todos os esforços para que a comparticipação europeia fosse efectivamente investida nesta intervenção. Este restauro dará ao Órgão as suas características originais, contando para isso com uma intervenção minuciosa, sobretudo no que diz respeito aos tubos, que serão restaurados individualmente e com recurso ao material original.

O órgão de tubos do Mosteiro de Arouca data de 1743, construído pelo organeiro Manuel Bento Gomes. Tem 1352 vozes, alimentadas por 24 registos. Trata-se de um órgão ibérico, um instrumento muito apreciado pelos especialistas, que o consideram um dos mais importantes exemplares da organaria deste tipo no mundo. Concluído o restauro, a Real Irmandade planeia a organização de eventos musicais e publicações, que dêem a conhecer mais aprofundadamente o Órgão e a sua história. (Câmara Municipal de Arouca, 30 dezembro 2006

Segundo o Jornal de Arouca (30 de maio de 2009),  “Nicolas Roger, organista titular dos órgãos de tubos do Santuário de Fátima, esteve em Arouca para dar um Concerto, assinalando assim o último restauro do órgão de tubos do Mosteiro de Arouca, orçado em 380 mil euros.”

Uma peça excepcional

Exibindo a data de 1743 na sua fachada barroca, este órgão foi fabricado por Manuel Benito Gomez, e possui 1352 vozes, alimentadas por 24 registos, sendo considerado pelos especialistas um dos instrumentos mais importantes da escola de organaria ibérica em todo o mundo.

Tendo sido já objecto de obras de restauro há cerca de duas décadas, esta última intervenção foi feita em Barcelona, durante um ano e esteve a cargo da empresa Gerhard Grenzing, considerada líder na recuperação de órgãos. Graças a um cuidadoso trabalho foi possível recuperar-se a sonoridade original deste órgão, uma vez que restauros anteriores lhe haviam adulterado a sua identidade sonora. (…)

À noite, antes do concerto, teve lugar na Sala do Capítulo, uma sessão solene presidida pela Directora Regional de Cultura do Norte, aberta a convidados da Câmara e aos irmãos da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda. No final do concerto a Câmara ofereceu aos convidados, um porto de honra, no lado norte dos claustros.

O concerto

O concerto foi aberto com uma peça do séc. XVI de António Carreira interpretada por Ivo Brandão, arouquense e aluno de órgão do prof. Nicolas Roger.

Coube a este organista francês todo o restante programa do concerto, durante o qual foram interpretadas várias peças dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Interpretadas num cenário magnífico, emoldurado por uma riquíssima talha dourada barroca, estas peças foram escutadas num religioso silêncio pelos numerosos ouvintes que enchiam, não só o coro baixo, como ainda o corpo da igreja conventual, espaços esses que se encheram com as múltiplas sonoridades que Nicolas Roger conseguiu fazer ecoar através dos tubos do órgão agora finalmente restaurado.

Refira-se que no dia seguinte, na Missa das 11.15h, a celebração dominical da Paróquia iniciou e terminou com a interpretação de uma peça de órgão, tocada por Nicolas Roger, para assinalar que, a partir desse dia, assumiria também o cargo de organista titular do órgão de tubos do Mosteiro de Arouca, em conjunto com os órgãos de tubos do Santuário de Fátima.

Ao serviço do culto religiosa e da cultura

Com o cuidadoso e dispendioso restauro desta rara peça de organaria, Arouca possui agora condições excepcionais para promover eventos culturais dedicados a este tipo de instrumentos.

Efectivamente, seria contraproducente e de consequências maléficas para esta peça, agora restaurada, se ela fosse abandonada ao esquecimento.

Construído essencialmente para o serviço do culto da comunidade religiosa do Mosteiro, este órgão, pelo valor artístico e histórico que detém, será certamente rentabilizado também ao serviço de eventos culturais de grande qualidade.

Fazendo Arouca agora parte da rede europeia de Geoparques, este tipo de eventos musicais terá não só grande oportunidade, como também um extraordinário interesse para o desenvolvimento cultural e turístico de Arouca.

José Cerca
Jornal de Arouca, nº 742, 30 de Maio 2009

Igreja Paroquial de Santa Eulália de Chave

Em 2015, foi carregado no Santuário de Fátima e montado na igreja o atual órgão de tubos da Igreja Paroquial.

Igreja Paroquial de São Salvador do Burgo

A 18 de novembro de 2023 foi inaugurado o novo órgão da igreja de São Salvador do Burgo. O concerto inaugural esteve a cargo do organista Daniel Ribeiro e da soprano Joana Fonseca. De acordo com o cartaz de divulgação do evento, o novo órgão possui 484 tubos.

Órgão da Igreja de São Salvador do Burgo

Órgão da Igreja de São Salvador do Burgo

Órgãos de tubos do concelho de Anadia [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Freguesia de Mogofores [ Santuário, de Salesianos ]

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora

Situada em Mogofores, a Igreja dos Salesianos  foi projetada por João Antunes e construída entre 1959 e 1963. Na época, o Instituto Salesiano de Mogofores sentiu necessidade de construir um templo mais espaçoso do que a primitiva capelinha, insuficiente para o movimento de seminaristas e uma condigna educação litúrgica dos futuros sacerdotes salesianos. Ao cimo da igreja encontra-se a estátua de Nossa Senhora Auxiliadora, com quatro metros de altura, ladeada por dois anjos, em pedra, com dois metros. A construção da torre foi planeada independentemente da igreja. Com quarenta metros da altura, a torre possui oito sinos, um relógio e quatro mostradores. Na fachada principal encontram-se dois painéis de mosaico alusivos a S. João Bosco, apóstolo da juventude.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Órgãos de tubos do concelho de Albergaria-a-Velha

Possuindo dois órgãos de tubos, Albergaria-a-Velha tem condições para a prática do órgão e a realização de concertos. Albergaria esteve incluída no Ciclo Jovens Organistas, promovido pela Associação Musical Pro Organo (AMPO), nas Igrejas da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, Aradas, Vagos, Albergaria-à-Velha, Mafra, Ançã e Museu de Santa Joana de Aveiro.

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha

[ Igreja Paroquial ] [ Santa Cruz ]

Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha

Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha

A construção seiscentista foi encetada por ordem de D. Pedro II em 1668. A sua construção teve início apenas no ano de 1692 e em 1695 assinala-se a conclusão da mesma. Em 1759 um violento incêndio, provocado por um foguete mal lançado, destruiu grande parte do templo, escapando apenas as paredes, o altar-mor e algumas imagens. Desde a sua reconstrução em 1760 até aos dias de hoje, sofreu várias obras de conservação e ampliação, as ultimas em 1996.
Na igreja se verificam diversas correntes estéticas e artísticas com destaque para o período Barroco. Na Capela-mor encontra-se um cenográfico retábulo de talha dourada do séc. XVII-XVIII, que se insere no Barroco pleno ou Barroco nacional. O estilo Rococó também marca a sua presença neste templo.

Capela de Nossa Senhora da Alegria

Montra do órgão

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

consola

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

Enquadramento

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

Órgão da Capela de Nossa Senhora da Alegria

A Capela de Nossa Senhora da Alegria (reconstruída e ampliada há pouco tempo), no lugar de Albergaria-a-Nova, freguesia e paróquia da Branca, concelho de Albergaria-a-Velha, adquiriu um órgão usado no final de 2016, montado pela Oficina e Escola de Organaria (Esmoriz). Trata-se de um instrumento dinamarquês de Jydsk Orgelbygger de 1967. (Pedro Guimarães)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Órgãos de tubos do concelho de Tábua [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Mouronho

[ Igreja Paroquial ] [ São Julião ]

Igreja matriz de Mouronho, Tábua

Igreja Matriz de Mouronho, Tábua

A Igreja Paroquial de Mouronho, dedicada a São Julião, terá sofrido uma intervenção no século XVIII. A estrutura, de cota mais elevada que o espaço circundante, no qual se integra um adro murado, apresenta paredes pintadas de branco e compõe-se da articulação de vários corpos, menos elevada, à nave central, à nave colateral na fachada lateral direita, menos elevada, à Capela-mor, de menor largura, a um anexo adossado à fachada lateral esquerda e uma torre sineira, que se encontra unida à igreja por Arcada de três vãos. O acesso ao portal e ao espaço lateral esquerdo é realizado através de uma pequena escadaria.

A frontaria expõe pilastras líticas nos cunhais correspondendo ao corpo da nave central, empena triangular com entablamento simplificado, cuja cornija saliente suporta beirado. Ao nível do telhado existem dois fogaréus piramidais, alinhados com as pilastras e colocados sobre base retílinia e peanha quadrangular, e uma cruz na cumeeira. O portal possui ombreiras retas, ornadas com volutas e lintel decorado com cartela, e é encimado por frontão interrompido, com extremidades em volutas a enquadrar um óculo quadrilobado, de moldura concretizada com conchas , enrolamentos e um pequeno anjo.

A fachada exibe, na extremidade direita, a estrutura correspondente à nave lateral, rasgada por uma janela de cantaria chanfrada. A igreja terá possuído uma torre sineira adossada com um sino datado de 1789, mas, em meados do século XX, essa torre foi demolida e construiu-se a atual, colocada no lado esquerdo, que, como já foi referido, se encontra ligada ao corpo do templo por uma Arcada.

Fonte: JFM

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Órgãos de tubos do concelho de Penacova [4]

De acordo com as informações de que dispomos

Igreja do Mosteiro de Lorvão

Igreja do mosteiro de Lorvão

Igreja do Mosteiro de Lorvão

Santa Maria de Lorvão foi um mosteiro cisterciense feminino. A igreja segue o programa joanino da Basílica de Mafra, de grande monumentalidade e riqueza decorativa. O claustro aproxima-se dos modelos coimbrões maneiristas. O pórtico revela inspiração gótica. É um vasto conjunto arquitetónico do qual praticamente nada resta da grande obra medieval dos séc. XII e XIII. Ao contrário dos tradicionais cenóbios cistercienses, que denotam uma organização ordenada e regular, o Mosteiro apresenta uma disposição irregular, aproveitando as características do terreno. A torre da igreja apresenta, incrustada, uma pedra de mármore negro visigótica, datável do séc. VI. No domínio da talha, destaca-se o cadeiral, de madeira de jacarandá e nogueira, pela qualidade dos ornatos e imaginário presente, como também pelas suas dimensões, sendo um dos maiores do país. Salientam-se também o órgão de tubos, a grade de separação do coro, exemplar raro de aplicações de bronze sobre ferro forjado, e os os túmulos da autoria do ourives portuense Manuel Carneiro da Silva. Na Sala do Capítulo sobressaem os azulejos de padrão policromados maneiristas, de produção eventualmente coimbrã. Refiram-se, por fim, as telas de grande dimensão, de Pasquale Parente, e os retábulos de pedra e talha dourada.

Fonte: Monumentos

Na balaustrada do coro da Igreja do antigo Mosteiro de Santa Maria de Lorvão existe um órgão de tubos António Xavier Machado e Cerveira, opus 47, executado em 1795. Foi restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2014. O concerto inaugural do órgão restaurado esteve a cargo de João Vaz e Harald Vogel.

Enquadramento

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, fachada

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, fachada, créditos Sérgio Silva

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, consola

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, consola, créditos Sérgio Silva

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão da Igreja do Mosteiro de Lorvão, teclados manuais, créditos Sérgio Silva

No interior do Mosteiro, existe um positivo de armário.

positivo de armário com portadas abertas

Órgão positivo da Igreja do Mosteiro de Lorvão

Órgão positivo da Igreja do Mosteiro de Lorvão

FOI NOTÍCIA

A 02 de julho de 2007, o Mosteiro do Lorvão, em Penacova, foi palco de uma mesa-redonda e um concerto aberto ao público, pela Orquestra Clássica do Centro e o tenor Carlos Guilherme, iniciativas que contaram com a presença de muito público.

Contribuir para divulgar e preservar o mosteiro, monumento cuja construção se estima remonta ao século VI, era o objectivo da iniciativa “Encontro com o Património”, que foi promovida pelo Governo Civil de Coimbra e incluiu, além do concerto dirigido pelo maestro Virgílio Caseiro e da mesa-redonda, uma prova de doces conventuais.

E os objectivos “foram cumpridos”, afirmou ontem Maurício Marques, presidente da Câmara Municipal de Penacova, ao Diário As Beiras, ao salientar a possibilidade de o restauro do órgão de tubos do Mosteiro do Lorvão, suspenso há vários anos devido a um litígio entre o organeiro e o Estado, avançar no próximo ano e ficar concluído em 2009. A “promessa” foi feita por António Pedro Pita, delegado regional da Cultura, durante a mesa-redonda, em que participaram também Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, o autarca Maurício Marques, o maestro Virgílio Caseiro, e o presidente da Junta de Lorvão, Mauro Carpinteiro. Uma possibilidade que “nos enche de esperança de voltar a ouvir os magníficos sons do secular órgão”, afirmou o autarca.

“Foi um debate riquíssimo e muito participado”, sublinhou Maurício Marques, ao realçar a presença de um número significativo de pessoas e de historiadores como Nelson Correia Borges e Reis Torgal, entre outras personalidades. Uma adesão que levou Maurício Marques a considerar que o desígnio de dar a conhecer o monumento foi cumprido, salientando que entre o público estavam pessoas de concelhos limítrofes, como Coimbra, que nunca tinham visitado o mosteiro, que o autarca considerou a “joia da coroa”, frisando a sua importância “a nível nacional e internacional”.

FONTE

Dora Loureiro, Diário As Beiras, 02 Julho 2007

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

Igreja Matriz de São Pedro de Alva

O atual edifício da Igreja Matriz de São Pedro de Alva pertence a duas épocas: a Capela-mor ao segundo quartel do século XVI e o corpo da igreja à segunda metade do século XVIII. A Capela-mor, construída numa fase de transição estilística, forma com agrupamento de elementos manuelinos e da renascença temporã. O alto arco cruzeiro é de pilastras do renascimento; a bem rasgada fresta (entaipada na base), posta à epístola, de remate curto, é do tipo corrente na transição. Na porta lateral da Capela-mor e na esquina de cunhal há um brasão de armas em cuja composição entram as armas dos Farinhas. Toda a Capela-mor é revestida de azulejos rosetas, em reticulado, no século XVIII. Possui um belo vitral na sua janela. Alguns elementos do retábulo quinhentista foram conservados e o frontal era revestido de azulejos sevilhanos da época. Possui algumas imagens de destaque: Nossa Senhora da Conceição, de mãos postas, manuelina, do séc. XVI, no colateral da esquerda; S. Brás, no da direita, do séc. XVII.

Fonte: CMP

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

[ Igreja Paroquial ]

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

Igreja Matriz de Travanca do Mondego

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Órgãos de tubos do concelho de Montemor-o-Velho [5]

Igreja Matriz de Arazede

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora do Pranto ]

Igreja Matriz de Arazede

Igreja Matriz de Arazede

A Igreja Matriz de Arazede é um edifício de arquitetura religiosa dedicado a Nossa Senhora do Pranto.

Igreja da Misericórdia de Pereira

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia situada na freguesia de Pereira foi construída a partir da Capela de Nossa Senhora da Piedade, tendo sofrido obras e acrescentos ao longo dos séculos. É uma igreja de planta longitudinal, de uma só nave, com coro-alto assente em colunas. Tem Capela-mor e, na nave, três retábulos e tribuna dos mesários suportada por colunas jónicas. (Em 1498, o Juiz da Confraria de Nossa Senhora da Piedade solicitou ao monarca, D. Manuel I, “Privilégio de Misericórdia”, uma mercê concedida, com Provisão e Compromisso, concretizados no ano de 1574, transformando-se em Irmandade de Misericórdia e constituída por 80 Irmãos.)

Igreja da Misericórdia de Tentúgal

Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia de Tentúgal

A Misericórdia de Tentúgal deve a sua fundação a D. Filipe I, por Alvará de 1583, e foi este monarca que mandou edificar a igreja.  Tentúgal foi das poucas vilas, em cuja Câmara, em 1580, se proclamou Rei a D. António Prior do Crato, apesar de D. Filipe I ter mandado construir a Misericórdia e ter concedido grandes privilégios ao Convento. As obras da Igreja começaram pela fachada por volta de 1583. O retábulo principal, da autoria de Tomé Velho, estava concluído em 1600. Em 1687/94 foi construída a tribuna dos mesários, obra de Francisco Rodrigues e em 1722 foi renovada a torre e certamente o alto da frontaria. Em 1914, ocorreram obras na Igreja, ficando profanada e daí a necessidade de a benzer. A licença e Provisão de bênção foi concedida em 1914. O arco existente entre a Igreja e a Casa do Despacho (entaipado) é anterior à extinção dos vínculos (1863) e dava serventia para os edifícios do beco. Os Monumentos Nacionais intervieram na Igreja por diversas vezes: em 1979, reconstruíram a cobertura em pré-esforçado; em 1981, repararam o teto e fachadas; e em 1986/87, realizaram obras de beneficiação (conclusão do restauro).

Órgão de armário

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Perspetiva lateral

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Manual

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Órgão da Igreja de Misericórdia de Tentúgal

Igreja de Nossa Senhora dos Anjos

[ Igreja do antigo convento ]

O Convento de Nossa Senhora dos Anjos teve a sua origem numa pequena ermida pertencente a Diogo da Azambuja. Em 1494, o Papa Alexandre VI passou o breve da fundação do Convento dos frades eremitas de Santo Agostinho, sendo o seu principal impulsionador Diogo da Azambuja. As obras foram lentas, sendo a igreja a primeira a ser construída. No séc. XX foi classificado como Monumento Nacional e intervencionado. A planta é composta pela igreja, sacristia, cozinha, refeitório, claustro, Sala do Capítulo, celas, portaria e outras dependências.

Fonte: CMM

Igreja Matriz de Tentúgal

[ Nossa Senhora da Assunção ]

Igreja Matriz de Tentúgal

Igreja Matriz de Tentúgal

Em 1288 a igreja era doada ao mosteiro de Ceiça, por ordem de D. Dinis. Na época, era designada por igreja de Santa Maria de Mourão. Em 1420 o templo foi reconstruído a expensas do infante D. Pedro, duque de Coimbra e donatário da vila de Tentúgal. Nos séculos XVI e XVII a igreja foi objeto de novas campanhas de obras, que lhe conferiram a atual estrutura interior. Dedicada a Nossa Senhora da Assunção, a matriz de Tentúgal mantém a estrutura exterior original, muito simples e depurada. A fachada, dividida em dois registos, possui no primeiro portal com moldura em arco quebrado com duas arquivoltas e sem decoração ou capitéis, encimado por óculo no segundo registo. Do lado esquerdo foi adossada a torre, de planta quadrangular, rematada por merlões, à qual se acede por portal de arco quebrado precedido por escadas. As fachadas laterais são rematadas superiormente por cachorrada. Interiormente, o templo apresenta planta longitudinal de nave única, dividida por arcos de volta perfeita, que abrem para quatro capelas laterais. Do lado do Evangelho são dedicadas à Senhora da Boa Morte, com um retábulo dedicado a São Miguel, com tábuas do século XVII, e a Santo António, originalmente dedicada ao Espírito Santo, construída em 1580. As capelas do lado da Epístola são dedicadas a Nossa Senhora da Rosa, edificada em 1616, e a Nossa Senhora da Conceição (1632). A Capela-mor, de planta retangular, possui retábulo de pedra policromado edificado cerca de 1545, possivelmente pela escola de João de Ruão. Dividido em três registos, o retábulo possui ao centro uma imagem da Virgem com o Menino – designada localmente como Nossa Senhora do Mourão. A imagem é ladeada por imagens de santos mártires. No registo superior foram esculpidos relevos com cenas da Vida da Virgem, ladeados por anjos músicos. O sacrário, colocado no registo inferior, é ladeado por dois baixos relevos representando São Pedro e São Paulo. Junto à Capela-mor foram edificadas duas capelas colaterais. Do lado da Epístola, a Capela do Sacramento, mandada edificar em 1575. A do Evangelho é denominada Capela de Jesus e foi mandada edificar em meados do século XVI. O templo foi objecto de obras de reparação e beneficiação, tanto exteriores como interiores, entre os anos de 1995 e 2000.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

[ Convento de Nossa Senhora da Natividade ] [ Convento das Carmelitas ]

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

Igreja do antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal

O convento de Nossa Senhora do Carmo de Tentúgal teve origem em 1560 ou 1565, quando o senhor da vila D. Francisco de Melo decidiu erguer um convento feminino de Carmelitas Descalças, solicitando a colaboração financeira da confraria de São Pedro e São Domingos da mesma localidade. Sobre esta primeira campanha de obras sabe-se que foi dirigida, entre 1584 e 1588 pelo mestre Tomé Velho (que trabalhou na Velha e em Santa Cruz de Coimbra) e que o risco do dormitório, de 1585, é devido ao mestre Jerónimo Francisco. O conjunto atual e que, por sua vez, se encontra parcialmente destruído, remonta ao século XVII, conforme é referido nas muitas datas que se exibem nas dependências conventuais. A extinção das Ordens Religiosas trouxe consigo a desagregação do convento, do qual apenas subsiste a igreja, a portaria, e algumas dependências. Assim, é mais antiga a Capela-mor do templo, concluída em data próxima a 1616, reparada em 1630 e com comungatório desde 1666. Corresponde, certamente, à década de trinta do século XVII a grande campanha de obras de reforma. O portal da portaria e o da igreja (transversal conforme convém aos conventos femininos) empregam um vocabulário maneirista numa estrutura muito semelhante, sabendo-se que o último foi executado em 1633, conforme a data inscrita no seu lintel. Já o púlpito exibe o ano de 1632 e toda a igreja apresenta um silhar de azulejos de padrão do século XVII. No interior da igreja, a nave única é coberta por abóbada de caixotões lisos de cantaria, tal como a Capela-mor, onde estes exibem relevos. Uma outra campanha decorativa foi responsável pelo retábulo-mor, de características Rococó e muito possivelmente de fabrico coimbrão, e o teto apainelado do coro alto, realizado em 1757. Conserva-se nesse espaço o cadeiral seiscentista com 30 cadeiras depois ampliadas para 43.

Órgão histórico [ I ; 4(2+2) ] construído por Manuel Benito Gomes (Herrera), c. 1710, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 2005, opus 48.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Clique e saiba mais.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos seniores.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Órgãos de tubos do concelho de Miranda do Corvo

De acordo com a informação disponível, o órgão da Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Semide é o único existente no concelho de Mirando do Corvo.

Igreja de Santa Maria de Semide

Igreja Matriz de Semide

Igreja Matriz de Semide

Imóvel de Interesse Público, o Convento ou Mosteiro de Santa Maria de Semide foi fundado em 1154 por Martim Anaia. Inicialmente era ocupado por monges beneditinos. Mais tarde tornou-se num convento de freiras para receber as descendentes do seu fundador. A parte mais antiga ainda existente data do século XVI. Em 1664 um incêndio devorou a maior parte do edifício que foi reconstruído e inaugurado, com a atual igreja, em 1697. Em 1964 o mosteiro sofreu novo incêndio tendo sido devorada a ala poente. Em 1990, um novo incêndio destruiu o claustro velho, a casa do capítulo e a sacristia. Do conjunto ainda existente salienta-se a Igreja, com um retábulo e cadeiral em madeira, dos finais do séc. XVII, azulejos do séc. XVIII, esculturas do séc. XVII e séc. XVIII e altar-mor também do séc. XVII. O órgão de tubos, do séc. XVIII, foi recentemente recuperado. Na igreja, que é igualmente a Igreja Paroquial de Semide, destacam-se um retábulo e cadeiral em madeira dos finais do séc. XVII, azulejos do séc. XVIII, esculturas do séc. XVII e séc. XVIII e altar-mor também do séc. XVII.

Fonte: JFS

A Igreja Paroquial de Santa Maria, Igreja do antigo Convento ou Mosteiro, possui um órgão histórico da autoria de António Xavier Machado e Cerveira, opus s./n.º, construído em 1796, restaurado em 2007 por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

coro alto à entrada e órgão

Órgão da Igreja de Santa Maria de Semide

Órgão da Igreja de Santa Maria de Semide

Montra do órgão

Órgão da Igreja de Santa Maria de Semide

Órgão da Igreja de Santa Maria de Semide

«Depois de quase um século sem tocar, o órgão de tubos da Igreja do Mosteiro de Semide, já restaurado, voltou a ouvir-se de novo no passado dia 15 de Agosto – noticiou o Diário das Beiras, a 24 de julho de 2007.

O órgão de tubos da Igreja do Mosteiro de Semide, datado do século XVIII, ouviu-se de novo em Agosto, depois de quase um século de inactividade, de acordo com o pároco local, Pedro dos Santos. Segundo afirmou o padre Pedro dos Santos à agência Lusa, «trata-se de um instrumento valiosíssimo para as cerimónias religiosas e para a valorização da igreja e da cultura».

«Depois da morte da última monja, no final do século XIX, assistiu-se à deterioração do órgão, que durante o século XX praticamente não tocou», explicou Pedro dos Santos, que há vários anos «lutava» pelo seu restauro.

O órgão de tubos voltou a ouvir-se no dia 15 de Agosto, às 10h00, numa eucaristia presidida pelo pró-vigário-geral da diocese de Coimbra, João Lavrador, com a actuação do organista e professor de música Paulo Bernardino, da Nova de Coimbra. Acompanhado pelos coros da Nova e da paróquia de Semide, que foram orientados pelo padre Manuel Frade.

Desde Julho de 2002, que o órgão se encontrava a restaurar, nos Açores, no âmbito de um protocolo celebrado entre o Instituto Português do Património Arqueológico, Fábrica da Igreja de Semide e Câmara Municipal de Miranda do Corvo, que garantiram o financiamento da intervenção, no montante de 128 000 euros.

Fundado no século XII, antes do ano 1154, o Mosteiro de Semide é o único monumento do concelho de Miranda do corvo classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto n.º 45/93 de 30 de Novembro, sendo constituído pela parte conventual, propriedade do Estado, e pela igreja, pertencente à paróquia.

A parte mais antiga que resta do mosteiro primitivo é o claustro do século XVI, que se encontra parcialmente destruído. Um grande incêndio, em 1664, destruiu grande parte do edifício, que foi reconstruído já com a actual igreja, sendo inaugurado em 1697. Na segunda metade do século XVIII foi instalado um órgão de tubos, que se presume (não existindo confirmação) ter sido construído por Machado de Cerveira, considerado um dos melhores organeiros portugueses da época.”

FONTE

Diário As Beiras, de 24 de Julho de 2007

Reciclanda

Reciclanda

Com municípios e entidades diversas,  a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Mosteiro de Santa Maria de Semide

O Mosteiro de Santa Maria de Semide, que também aparece designado como convento, era feminino, pertencia à Ordem de São Bento e estava sob jurisdição diocesana. Era também conhecido como Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção. Antes de 1154, ano em que está documentado na carta de couto foi fundado em Semide, por iniciativa do bispo D. João Anaia e de seu irmão Martinho. Estava destinado a monges, não sendo conhecida a Regra. Em meados de 1183, passou para as monjas de São Bento.

Em 1610, o bispo de Coimbra D. Afonso de Castelo Branco quis transferir as monjas para o Mosteiro de Santa Ana de Coimbra, construído por ele para Cónegas Regrantes de Santo Agostinho, obtendo para isso a devida autorização pontifícia. A comunidade foi deslocada para Coimbra. Pouco tempo depois, por decisão da maioria e com autorização do bispo, a comunidade regressou a Semide no mesmo ano. A partir desta data, as abadessas passaram a ser eleitas por três anos.

Em 1833, foi fechado o noviciado. Em 1834, no âmbito da “Reforma geral eclesiástica” empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respetivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo. Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional. Em 1896, o Mosteiro foi encerrado por morte da última monja.

FONTE

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Órgãos de tubos do concelho de Mira [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Mira

[ Igreja Paroquial ] [ São Tomé ]

Igreja Matriz de Mira

Igreja Matriz de Mira

Imóvel de Interesse Público (1967), a Igreja Matriz de Mira foi construída em 1690 e sofreu profunda reforma já no século XIX, voltando a receber intervenções em 1972 e 1981. De arquitetura religiosa, barroca e oitocentista, é um típico edifício provinciano do final de seiscentos, de planta longitudinal e paredes muito planificadas, reformado em oitocentos. Destacam-se no interior os azulejos Rococó. As pinturas do teto são setecentistas com retábulos de transição do século XVII/XVIII. Os azulejos e empena, bem como o segundo corpo da torre, são do século XIX. Apresenta planta longitudinal de nave única; fachada com torre sineira adossada a S, enquadrada por cunhais rusticados; pórtico retangular com 2 volutas enquadrando um nicho com escultura do Padre Eterno encimada por dois janelões e óculo. No interior, destaca-se o teto de madeira em caixotões com pinturas de rótulas; 2 capelas laterais; paredes da nave revestidas a silhares de azulejos formando 13 composições com cenas da Paixão; e retábulos com colunas salomónicas ornadas de parras.

Órgão

O órgão histórico situado no coro alto foi restaurado pela JMS Organaria. Segundo Joaquim Silva, é “um órgão de procissão do sec. XVII”. A bênção e reinauguração ocorreu a 25 de julho de 2023.

Órgão histórico da Igreja Matriz de Mira, restauro JMS Organaria em 2023, créditos Joaquim Silva

Órgão histórico da Igreja Matriz de Mira, restauro JMS Organaria em 2023, créditos Joaquim Silva

Reciclanda

Reciclanda

Com municípios e entidades diversas,  a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Órgãos de tubos do concelho da Figueira da Foz [7]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Imóvel de Interesse Público, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco fazia parte do antigo convento dos religiosos reformados da Ordem de S. Francisco. O convento foi fundado em 1527 por Frei António de Buarcos, com o apoio de D. João III e a benemerência de António Fernandes de Quadros, senhor de Tavarede. O convento sofreu profundas transformações arquitetónicas, com realce para a grande remodelação do ano de 1725. No século XIX o edifício foi transformado, mantendo apenas, da parte religiosa, a igreja, de fachada setecentista. No interior, além dos retábulos em talha, provenientes do Convento de Seiça, podem ainda ser apreciados o coro-alto com pinturas da vida de Santo António e interessantes esculturas dos séculos XVI a XVIII. No edifício contíguo encontra-se a Capela de S. Francisco, de feição neoclássica, delineada no século XIX pelo arquiteto milanês Giancarlo Magne. Inclui um núcleo museológico de Arte Sacra. O seu ex-libris é um órgão de tubos, o primeiro a existir na Figueira da Foz.

Fonte: CMFF

consola do órgão

Órgão da Igreja da Ordem Terceira

Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Tubaria

Órgão da Igreja da Ordem Terceira

Órgão da Igreja da Ordem Terceira

Igreja da Misericórdia de Buarcos

Igreja da Misericórdia de Buarcos

Igreja da Misericórdia de Buarcos

Localizada no centro da povoação de Buarcos, a Igreja da Misericórdia de Buarcos é um templo de fundação quinhentista que teve obras de remodelação posteriores, nomeadamente no que concerne aos programas decorativos interiores. O edifício desenvolve-se em planta retangular, com dois acessos ao interior. A fachada principal, que é precedida por adro de pedra com gradeamento, apresenta um modelo simples, de linhas chãs, onde se destaca o portal principal em arco rebaixado, emoldurado por friso e rematado por entablamento com motivo geométrico, sobre o qual foi aberto um nicho de gosto flamenguista, com volutas laterais e pináculos, encimada por um escudo real e esfera armilar. Ao centro foi colocada uma imagem quinhentista da Mater Misericordiae. A cada lado do nicho foram rasgadas duas janelas, já de gosto Barroco, que iluminam o coro-alto, e do lado direito ergue-se uma sineira, no mesmo material pétreo do portal. A meio da fachada lateral esquerda abre-se outra porta, de moldura retangular, ladeada por pilastras estriadas, cujo entablamento superior é decorado por motivos ao romano em relevo, já muito deteriorados. Sobre este foi edificado um nicho com frontão serliano, que se encontra vazio. O espaço interior, de nave única, apresenta um modelo especificamente utilizado na região do Baixo Mondego na segunda metade da centúria de Quinhentos, sendo evidentes as semelhanças com o templo da Misericórdia de Tentúgal. A Capela-mor foi substituída por um presbitério dividido em três tramos marcados por arcos de volta perfeita, ao qual se acede por escadas laterais, que alberga o retábulo-mor e dois altares laterais. [ Leia MAIS ]

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Lavos

Igreja Matriz de Lavos

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição de Lavos

Situada na povoação de Santa Luzia, esta igreja do século XVIII acolhe Nossa Senhora da Conceição, orago da freguesia de Lavos. Recebe também preces e louvores a Santa Luzia, de especial devoção no povoado. É, talvez, a igreja que mais sobressai dentre as congéneres paroquias do concelho, sobretudo pela profusão de elementos decorativos. A pia batismal, do século XVI, é feita em pedra de Ançã. Sobre o arco-cruzeiro, uma imagem, em madeira, de Santa Luzia, acolhe os fiéis. O retábulo principal e colaterais de estética Rococó, em madeira dourada e marmoreada datam do século XVIII. A Capela da Confraria do Santíssimo Sacramento tem a representação escultórica da Trindade, em calcário cromado do século XVI. Na Capela das Almas, destaca-se uma imagem, de roca, da Pietá. Da Capela-mor sobressai o retábulo e uma Santa colocada numa das edículas laterais. A padroeira está representada em tela, pintada por Pascoal Parente em 1789. Por fim referência ao órgão de talha dourada e marmoreada do século XVIII, no coro-alto.

Fonte: CMFF

Igreja Matriz de Maiorca

[ Igreja Paroquial ] [ São Salvador ]

Igreja Matriz de Maiorca

Igreja Matriz de Maiorca

A primeira notícia da povoação de Maiorca reporta-se ao reinado de D. Sancho I. Foi a rainha D. Dulce que em 1194 doou este lugar, como couto, ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, dotando-o de foral. Desconhece-se a data da fundação da Igreja Matriz, dedicada a São Salvador. A atual estrutura foi edificada no século XVII, sendo composta pelos volumes da nave, com duas capelas laterais, o espaço da Capela-mor e a torre sineira. A fachada apresenta um modelo simples, rasgado por portal e encimado por uma janela. Ambas as aberturas têm molduras semelhantes, de gosto Barroco. Do programa decorativo interior destacam-se algumas peças quinhentistas, que terão subsistido da estrutura primitiva do templo, como o retábulo lateral da Capela do lado da Epístola, e algumas esculturas de vulto.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja Matriz de Quiaios

[ Igreja Paroquial ] [ São Mamede ]

Igreja Matriz de Quiaios

Igreja Matriz de Quiaios

Localizada no centro da povoação de Quiaios, a Igreja Paroquial é dedicada ao mártir São Mamede. Terá sido fundada na Idade Média. De planta retangular, resulta de distintas campanhas de obras executadas na época moderna. A primitiva edificação medieval tornou-se diminuta nas centúrias seguintes, pelo que em meados do século XVII foi realizada uma obra de ampliação, da qual subsiste a Capela-mor e o portal principal. Em finais do século XVIII a igreja seria novamente ampliada, refazendo-se o espaço da nave e o programa decorativo interior. Em 1893 foi executada a pintura de São Mamede que integra o retábulo-mor, do pintor conimbricense Luís Serra. A fachada principal, de linhas austeras, apresenta no primeiro registo o portal de moldura retangular com relevos de florões no lintel, e no segundo uma janela com moldura rematada por frontão Rococó. Do lado esquerdo do corpo da igreja ergue-se a torre sineira com relógio mecânico, vazada nas quatro faces e coroada com pequena cúpula bulbosa. O espaço interior, de nave única, apresenta alguns elementos decorativos de interesse, como o forro azulejar polícromo, o teto da nave, de madeira pintada, os retábulos colaterais e o principal, este último integrando uma pintura com a representação do santo padroeiro. No espaço destaca-se a Capela-mor maneirista, coberta por abóbada com caixotões de pedra.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira

Igreja Matriz de Santa Eulália de Ferreira-a-Nova

Em 2022 foi instalado e inaugurado um órgão holandês construído em 1971 para uma igreja próxima de Amesterdão (Países Baixos). Quando a igreja fechou em 2012, o mesmo regressou à oficina do construtor para revenda.

A Unidade Pastoral Figueira Rio informou que no domingo 15 de maio a comunidade teria a alegria de ouvir pela primeira vez o órgão de tubos holandês, com bênção no início da Eucaristia, presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes. Após a Eucaristia o organista Hélder Farinha deu o concerto inaugural, cujo programa contou com repertório Barroco, maioritariamente de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Terminado o concerto inaugural seguir-se-ia um lanche convívio no jardim da casa paroquial.

Órgão de tubos de Santa Eulália de Ferreira-a-Nova, Figueira da Foz

Órgão de tubos de Santa Eulália de Ferreira-a-Nova, Figueira da Foz, créditos Samuel Monteiro

Igreja Paroquial do Bom Sucesso

[ Nossa Senhora dos Remédios ]

Igreja Matriz do Bom Sucesso

Igreja Matriz do Bom Sucesso

A Igreja Paroquial de Bom Sucesso, localizada na freguesia do mesmo nome, foi edificada em 1781. Resultou da ampliação de uma antiga Capela onde se venerava a Nossa Senhora dos Remédios e onde eram enterrados os mortos da povoação. Em 1898 a Capela ficou com a figuração e medidas atuais e o cemitério passou a ser no exterior. A frontaria da Igreja, do século XIX, apresenta linhas de inspiração setecentista e o interior contém algumas peças de interesse.

Fonte: JFBS

Montra do órgão

Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso

Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso

consola do órgão

Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso

Órgão da Igreja Paroquial do Bom Sucesso

Órgão de tubos do concelho Condeixa-a-Nova [2]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Condeixa-a-Nova

[ Igreja Paroquial ] [ Santa Cristina ]

Igreja matriz de Condeixa-a-Nova

Igreja Matriz de Condeixa-a-Nova

Erguida no século XVI por determinação de D. Manuel I, aquando da sua passagem pela vila, a Igreja de Santa Cristina veio substituir uma velha igreja existente no mesmo local. Se a construção da matriz ficou em grande parte a cargo do Mosteiro de Santa Cruz, os paramentos e ornamentação do edifício estiveram a cargo da população. O desenvolvimento da moagem e a riqueza agrícola da região favoreceram o financiamento da obra. Concluído provavelmente em 1543, o templo viria a ser saqueado e incendiado em 1811, aquando das invasões francesas. A sua reconstrução, em 1821, alterou-lhe o traçado conferindo-lhe o atual recorte Neoclássico. De características manuelinas encontram-se a pia batismal e a Capela-mor. De inspiração renascentista é a Capela de Santa Teresa e a do Senhor dos Passos. De Setecentos mantém-se o retábulo. Destaque ainda para os baixos-relevos de João Machado e João de Ruão, representativos da escola de Coimbra.

Fonte: CMC

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

Com municípios e entidades diversas,  a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Igreja Matriz de Ega

[ Igreja Paroquial ] [ Nossa Senhora da Graça ]

Igreja Matriz de Ega, Condeixa-a-Nova

Igreja Matriz de Ega, Condeixa-a-Nova

A estrutura original do templo, sobretudo o programa decorativo, foi profundamente modificada na primeira metade do século XVI. Cerca de 1520 deu-se início à obra de reconstrução, dirigida pelo arquiteto Marcos Pires, edificador do claustro de Silêncio da Igreja de Santa Cruz de Coimbra. Esta primeira fase das obras originou um templo de planimetria longitudinal, com espaço interior de nave única, destacando-se no programa decorativo executado pelo mestre o portal principal e o arco triunfal do templo. Na década de 40 do século XVI a direção das obras de reconstrução da matriz passou para o arquiteto Diogo de Castilho. Da autoria do mestre biscainho é a Capela-mor e a abóbada de nervuras que a cobre. Em 1543 foi executado o retábulo do altar-mor, um tríptico que apresenta no painel central a representação de Nossa Senhora da Graça, padroeira da igreja, tendo como volantes a Conversão de São Paulo e a Queda de Simão Magno. Esta obra, da autoria de Gregório Lopes, foi mandada executar por D. Afonso de Lencastre, comendador de Ega, representado como o cavaleiro ajoelhado junto à Virgem na composição central do conjunto. Terá sido nesta época que foram executadas as pinturas a fresco quinhentistas que decoram o arco triunfal e a zona fundeira dos altares laterais, descobertas na década de 40 do século XX sob o revestimento azulejar seiscentista.

Fonte: DGPC, Catarina Oliveira