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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Banda Recreio Camponês
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Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Municipal de Câmara de Lobos
  • Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”
  • Banda Recreio Camponês
Banda Municipal de Câmara de Lobos

A Banda Municipal de Câmara de Lobos, também conhecida por Música Velha, foi fundada em 1872, com o nome de Filarmónica Recreio dos Lavradores, com 12 executantes. Foi seu fundador João de Nóbrega Noronha, do Porto Santo e que ficaria, após o serviço militar, a viver em Câmara de Lobos. Em 1930, foi-lhe atribuído o título de Banda Municipal.

Na procura de melhores condições para as suas instalações sociais, a banda passou por quatro sedes. A primeira, que foi também o local da fundação, situava-se no sitio da Saraiva, próximo ao convento de São Bernardino. Depois mudar-se-ia para o sítio do Serrado da Adega, onde ocupou uma loja de um prédio. Em 1930 procedeu à inauguração da sua terceira sede localizada à rua Principal da vila e a que atualmente correspondem os números 98 e 100 da rua São João de Deus. Finalmente, mudou-se para as instalações que hoje ocupa ao sítio da Torre.

Regida desde a fundação por João de Nóbrega Noronha, em 1908 ocupou o cargo de regente, como seu sucessor, João Rodrigues de Nascimento. Contudo admite-se que antes dele, João de Nóbrega Noronha Aguiar, filho do fundador, tenha exercido durante algum tempo, em simultâneo ou depois do seu pai, funções de regência. Nos finais de 1910 novo maestro assume a chefia artística da banda, o sargento músico de infantaria Artur Maria Lopes e que pela primeira vez iria ministrar aos executantes as primeiras aulas de solfejo.

BMCL

Banda Municipal de Câmara de Lobos

Banda Municipal de Câmara de Lobos

Destas aulas sairia aquele que o viria mais tarde a substituir, Francisco Fernandes da Silva Júnior, e que iniciando funções em 1916, nelas permaneceu durante cerca de cinquenta anos. Em 1967 por motivos de saúde, Francisco Fernandes da Silva viu-se obrigado a abandonar o seu cargo, no que foi substituído pelo sargento músico Raúl Gomes Serrão que se manteria na banda até meados de 1980. Em 1973 e 1974, período durante o qual esteve a fazer uma comissão de serviço em África, ocupou o seu lugar José da Costa Miranda. Em 1980, entrou para o lugar de regente José António Nunes de Faria, e que se manteve em funções até 1986. Sucedeu-lhe Virgílio Vieira Marques dos Ramos, que se manteve em funções até 1990, altura em que dá lugar a Alberto Cláudio Sousa de Barros.

Com origem na Banda Municipal de Câmara de Lobos duas outras coletividades musicais se constituíram. Em 1910 a existência de desentendimentos no seu seio levaria a uma cisão e à criação da Filarmónica Recreio Camponês de que foi seu fundador José Gonçalves de Freitas, um dos músicos dissidentes. Em 1986 nova cisão ocorre e pela mão de José António Nunes de Faria surge a Banda Orquestral de Câmara de Lobos «Os Infantes».

Como momentos de particular significado ao longo da sua existência destacam-se a atribuição de um Diploma de Honra com o segundo prémio ganho no Concurso Regional de Bandas Civis 2ª categoria, em 1929; em 1959 o apuramento na 1ª. eliminatória do 1º Grande Concurso Nacional de Filarmónicas e Bandas Civis promovido pela FNAT, no Funchal; em 1960 a participação na 2.ª eliminatória do mesmo certame em Setúbal; em 1968. O 2º lugar na eliminatória (2ª categoria) ao II Concurso Nacional de Bandas Civis promovido pela FNAT e realizado no Funchal; em 1984 a realização de uma digressão à Venezuela, a convite do Centro Social Madeirense de Valência; em  1986 o lançamento do primeiro disco e em 1988 a participação no 2º Festival de Bandas da cidade da Amadora.

Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”

A Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”, foi  fundada em 1986, tendo como seu principal fundador José António de Faria, que ocupou as funções de maestro. Outros músicos fundadores foram João Ferreira dos Santos, Victor José Góis Gonçalves, Ivo Xavier Hilário de Júnior, José Manuel Abreu Petim, Marcelino Abreu Petim, Fernando Saúl de Barros Azevedo, Fernando Cândido Vieira da Silva e Norberto Maurílio de Barros Gonçalves, todos eles então ex-músicos da Banda Municipal de Câmara de Lobos.

BOCLI

Banda Orquestral de Câmara de Lobos "Os Infantes"

Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”

Tal como havia acontecido em 1910 com a Banda Recreio Camponês, Os Infantes surgiram na sequência de desavenças no seio da Banda Municipal de Câmara de Lobos. Em resultado de um litígio existente entre a Direcção Artística da banda e um grupo de nove músicos liderados por José António Faria, então maestro e, perante um ultimato recebido do grupo contestatário, a Direcção Administrativa decidiu em 1986 prescindir dos serviços de José António Faria e convidou os restantes músicos a ponderarem a sua posição, ou seja a optarem pela permanência na Banda, aceitando a disciplina existente ou então a abandoná-la.

Com exceção de um, todos os músicos contestatários decidiram-se pelo abandono e viriam logo de seguida e, em redor de José António Faria, a constituir o núcleo do novo agrupamento musical. A este grupo de músicos juntar-se-iam depois outros que pertenciam ou pertenceram a outras bandas ou ainda provenientes do Conservatório de Música da Madeira. A estreia ocorreu a 27 de Julho de 1986, no coreto da vila de Câmara de Lobos, Os Infantes.

Na constituição desta nona formação musical que a 9 de Abril de 1987 veria os seus estatutos publicados no JORAM e que posteriormente ver-lhe-ia ser dado o Estatuto de Utilidade Pública, teria importância fundamental João Martinho Faria, empresário da construção civil e primeiro presidente da Direcção que financiou o instrumental necessário para o grupo de executantes e para a escola de formação, além da cedência de instalações onde esteve instalada a sua primeira sede e sala de ensaios.

Depois de José António Faria, foram regentes da Banda Orquestral de Câmara de Lobos “Os Infantes”, José Manuel Petim (1991), João Paulo Santos (1997) e Marco Paulo T. Correia (2002), quem em  2007 ainda se mantinha em funções.

Desde 2005, a Banda Orquestral “Os Infantes” têm a sua sede no sítio da Saraiva construída num terreno cedido pelo Governo Regional e pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos.

Banda Recreio Camponês

Fundada, em Câmara de Lobos, a 1 de dezembro de 1910, inicialmente com o nome de Filarmónica Recreio Camponês, com pouco mais de uma dezena de músicos. O Fundador e primeiro maestro, com 26 anos, era um homem muito estimado e respeitado, não só pelos elementos da sua Filarmónica, como pelos muitos simpatizantes desta. A morte surpreendeu-o a 30 de novembro de 1913, quando tinha apenas 29 anos.

BRC

Banda Recreio Camponês

Banda Recreio Camponês

Em 1913, a Banda realizou o seu primeiro arraial, no dia 1 de janeiro, no Estreito de Câmara de Lobos, por altura dos festejos em honra do Senhor Jesus. No mesmo ano conseguiu a primeira sede social, uma dependência da casa pertencente ao pai do fundador, Francisco Gonçalves de Freitas, situada no Caminho Grande e Ribeira d’Alforra, Câmara de Lobos, onde permaneceu por 10 anos.

Aos 20 anos de idade foi escolhido pelos músicos e simpatizantes para ser o Chefe, estando à frente dos destinos da Banda até 1972 (54 anos sem interregno). Durante estes anos foi o “Mestre Ornelas”, como era tratado, que fez todo o trabalho relacionado com esta coletividade: era Maestro, Professor, Copista, desempenhava ainda todas as funções de Presidente, Secretário e Tesoureiro. Faleceu a 2 de fevereiro de 1985 aos 87 anos de idade.

BRC

Banda Recreio Camponês

Banda Recreio Camponês

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/camara-de-lobos-banda-recreio-campones.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-09 11:53:082021-06-21 20:17:23Câmara de Lobos e as suas filarmónicas
Banda Municipal de Santa Cruz
Músicas no Concelho

Santa Cruz (Madeira) e as suas filarmónicas

Bandas Filarmónicas de Santa Cruz

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Municipal de Santa Cruz

No dealbar do último quartel do século, o entusiasmo pelo crescente movimento filarmónico regional ecoava em Santa Cruz. Em 1874, constituía-se a Filarmónica União Santacruzense, cuja regência foi confiada então ao maestro da Filarmónica Artístico Madeirense, César José Coelho.

Entre finais de 1881 e meados de 1882, uma outra coletividade organizava-se em Santa Cruz, por iniciativa de João Manuel Álvares (de Freitas) Júnior, a Filarmónica Fraternal Recreativa. Em 1886, quando João Manuel Álvares Júnior cumpria mandato como Presidente da Câmara Municipal local, Ângelo Álvares de Freitas, o mais novo de seus irmãos, procedia em janeiro à elaboração dos estatutos de uma coletividade, com a homónima denominação “Sociedade Fraternal e Recreativa de Santa Cruz”.

Após 1887 (ano definido pela instituição como data de fundação), a Filarmónica União Fraternal apresentava-se em festas religiosas sob a direção de outro membro da família, Arsénio Álvares de Freitas. Em 1889, a filarmónica procurava ainda garantir aos seus conterrâneos algum recreio e instrução musical, organizando – como se fazia nas várias cidades do Reino – concertos regulares no Passeio Público (junto à Igreja) – de maio a setembro. Antes de maio de 1893, Ângelo Álvares de Freitas substituiria seu irmão na regência da filarmónica santacruzense. Em 1895, a coletividade era já constituída por mais de duas dezenas de executantes.

Fonte: ABFRAM

Banda Municipal de Santa Cruz

Banda Municipal de Santa Cruz

Banda Municipal de Santa Cruz

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/santa-cruz-banda-municipal-de-santa-cruz-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-09 10:33:302021-06-21 11:12:06Santa Cruz (Madeira) e as suas filarmónicas
Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande
Músicas no Concelho

Câmara de Lobos e o seu folclore

Folclore em Câmara de Lobos

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Região Autónoma da Madeira
  • Ilha: Madeira
  • Concelho: Câmara de Lobos

02 grupos

  • Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande
  • Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras
Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Inicialmente denominado Grupo Folclórico da Quinta Grande, foi fundado por João de Carvalho, tendo escritura de associação datada de 8 de junho de 1988. Fez a sua primeira apresentação pública no dia 12 de setembro do mesmo ano, no polivalente da escola primária da Quinta Grande.

Constituído, na sua maioria por familiares do seu fundador, foi durante os primeiros tempos ensaiado por ele próprio, ainda que com o apoio de Danilo José Fernandes, membro do Grupo Folclórico da Boa Nova. Tem atuado em vários pontos da região e, no decurso de 1991, procedeu ao lançamento de uma cassete sonora, contendo parte do seu repertório.

Por volta de 1995 passou a fazer parte da Casa do Povo local, integrante desta instituição tendo por esse facto mudado de denominação, ou seja, passado a denominar-se de Grupo de Folclore da Casa do Povo da Quinta Grande. Só mais tarde veio a assumir a atual designação.

Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras

O Grupo Folclórico da Casa do Povo do Curral das Freiras, do Concelho de Câmara de Lobos, Ilha da Madeira e RAM, apresentou em público, pela primeira vez em 1987, por ocasião da Festa da Castanha, anualmente celebrada naquela freguesia no primeiro de novembro. Representa uma época em que a população do Curral das Freiras se encontrava essencialmente dependente do que produzia na terra e do que vendia no mercado. O modo como executa os seus bailes, representa a maneira como os antepassados tratavam das lides do campo. As letras das músicas falam sempre de aspetos relacionados com o campo ou de aspetos alusivos às romarias.

GFCPCF

Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras

Grupo de Folclore da Casa do Povo do Curral das Freiras

O Grupo de Folclore do Curral das Freiras, a convite de entidades ou de outros grupos de folclore, representou a Madeira no Continente. A nível internacional já atuou na Venezuela. Na Madeira atua semanalmente em hotéis e tem participado em vários eventos regionais, religiosos e profanos. Tem acuado também em festas particulares, como casamentos e batizados.

A Casa do Povo do Curral das Freiras é uma instituição particular de solidariedade social fundada em 1973, no Concelho de Câmara de Lobos, Madeira, que tem como missão tornar as populações responsáveis por iniciativas de cooperação solidária no campo da cultura, desporto recreio e solidariedade social. Promove ações de animação sociocultural, apoia crianças e jovens em risco assim como famílias carenciadas, promove a inserção socioprofissional e proteção aos cidadãos na velhice e invalidez.

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

GFCRQG

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

GFCRQG

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Acordeão

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Brinquinho

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Grupo de Folclore Cultural e Recreativo da Quinta Grande

Fontes do Musorbis Folclore:

  • Federação do Folclore Português
  • Gente que Canta e Balha
  • Páginas de grupos etnográficos
  • Archeevo (Ministério da Administração Interna)
  • Municípios

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca resulta de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. No Musorbis, em desenvolvimento, foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/camara-de-lobos-grupo-folclorico-cultural-e-recreativo-da-quinta-grande.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-09 12:29:212021-09-28 14:16:19Câmara de Lobos e o seu folclore
Grupo de Folclore da Casa do Povo do de Santa Cruz
Músicas no Concelho

Santa Cruz (Madeira) e o seu folclore

Folclore em Santa Cruz

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Região Autónoma da Madeira
  • Ilha: Madeira
  • Concelho: Santa Cruz

8 grupos

  • Associação de Folclore Tradições de Gaula – TRAGA
  • Grupo de Folclore da Casa do Povo da Camacha
  • Grupo de Folclore da Casa do Povo de Gaula
  • Grupo de Folclore da Casa do Povo do de Santa Cruz
  • Grupo de Folclore do Rochão
  • Grupo de Folclore Juvenil da Camacha
  • Grupo de Folclore romarias e Tradições
  • Grupo romarias Antigas do Rochão
Associação de Folclore Tradições de Gaula

TRAGA

Associação de Folclore Tradições de Gaula – TRAGA

Associação de Folclore Tradições de Gaula – TRAGA

Grupo de Folclore da Casa do Povo da Camacha

GFCPC

Grupo de Folclore da Casa do Povo da Camacha

Grupo de Folclore da Casa do Povo da Camacha

Grupo de Folclore da Casa do Povo de Gaula

O Grupo de Folclore da Casa do Povo de Gaula foi fundado em 16 de setembro de 1978, no dia da Festa da sua padroeira, a Senhora da Luz. É constituído por 35 elementos, com idades entre os 6 e os 62 anos, com predominância etária entre os 15 e os 30 anos. Tem por objetivo principal divulgar as tradições da sua terra, através das canções, danças, trajes e da reconstituição de costumes e atividades perdidas ao longo das últimas décadas. Participa nos cantares dos Reis, nas Visitas do Espírito Santo, nos tapetes florais, nas missas do parto e nos cantares de Natal.

Mantém atuações regulares em unidades hoteleiras e restauração. Participa nos festivais e encontros de folclore da R.A.M., bem como nas festas de e Natal fim do ano. Tem realizado intercâmbios culturais com grupos de folclore do Continente e Açores, conhecendo, assim, Portugal de lés-a-lés. De entre um vasto repertório de canções e danças que apresenta, destaca-se em especial, a Chama-Rita, a Mourisca e os Bailinhos de Romaria.

GDCPG

Grupo de Folclore da Casa do Povo de Gaula

Grupo de Folclore da Casa do Povo de Gaula

Os seus trajes são tecidos de lã e de linho, alguns na sua cor natural; as saias são riscadas, ora de branco e castanho, ora de várias cores. As baetas são frequentemente usadas até a década de 60. As polcas de chita, também fazem parte da indumentária feminina. Os homens trajam fato de linho, ou de seriguilha. O fato domingueiro do homem era composto por calça e casaco pretos, com chapéu preto. Para os trajes de trabalho, homens e mulheres usavam carapuça e bota chã. O lenço e a mantilha também foram usados até a década de 70.

Publicou um CD em 2009, por ocasião da comemoração dos 500 anos da fundação da Freguesia de Gaula. Participou no DVD intitulado O Melhor do Folclore da Madeira, editado em janeiro de 2014 com o tema A Chama-Rita de Gaula.

Grupo de Folclore da Casa do Povo do de Santa Cruz

O Grupo de folclore da Casa do Povo de Santa Cruz, fui fundado em 1982 pelo Padre Alfredo Aires de Freitas, por ocasião das festas do Santíssimo Sacramento. Surgiu da necessidade sentida por um grupo de jovens voluntários da Paróquia de investigar os usos, costumes, tocares e cantares dos seus antepassados. Atualmente composto por 32 elementos, na sua maioria jovens estudantes e integrado na Casa do Povo de Santa Cruz desde 1989, continua com a recolha dos hábitos do povo da freguesia.

A indumentária foi parte do estudo que mais dúvidas apresentou, por conseguinte, continua a aprofundar este tema de modo a poder divulgar o melhor possível os trajes com que os antepassados desta freguesia lavraram a terra, cultivam os cereais e como se vestiam para ir adorar a Deus.

As raparigas trajam: o chamado traje domingueiro de Inverno, roupa que as mulheres usavam ao Domingo quando iam para a missa nos dias de frio (saia vermelha de lã debruada a linho, colete de baeta vermelho, capa de baeta azul, blusa de linho de manga comprida e lenço amarelo); o traje domingueiro de verão (idêntico ao primeiro, diferindo na manga da blusa que é curta e em vez de lenço usam a tradicional carapuça); o traje de trabalho no campo (saia vermelha de lã, blusa branca de linho e lenço vermelho); o traje de fidalga (saia de baeta azul, blusa branca de linho arrendada e carapuça com lenço de linho); e o tradicional traje listado típico da Região. Todas calçam bota chã com risca vermelha.

Os rapazes trajam: o traje domingueiro (camisa e calção de linho, bota chã sem risca vermelha. E com ou sem colete de seriguilha castanho, carapuça azul); o traje de campo (camisa de linho, barrete de orelhas de lã de ovelha e bota chã castanha de pele de vaca ou de porco); o traje de fidalgo (camisa branca de linho, calça azul baeta, bota chã e carapuça azul.)

Entre as representações nacionais contam-se participações em vários festivais de folclore em Portugal (Guarda, Évora e Aveiro. Em 2004, realizou intercâmbio com o Rancho Folclórico Roda Viva do Telheiro – Maceira -Leiria e Rancho Folclórico Nossa Senhora da Alegria – Castelo de Vide. Em 2007, fez intercâmbio como o Rancho Folclórico Unhais da Serra (Serra da Estrela) e os Moliceiros de Ovar. A nível de representações internacionais, deslocou-se a Espanha e França.

Desde 1995 organiza, juntamente com a Casa do Povo de Santa Cruz, o Festival de Folclore de Santa Cruz. Em 1990, gravou uma cassete áudio e em 2007 gravou um CD.

GFCPSC

Grupo de Folclore da Casa do Povo do de Santa Cruz

Grupo de Folclore da Casa do Povo do de Santa Cruz

Grupo de Folclore do Rochão

Fundado a 17 de dezembro de 1986, o Grupo de Folclore do Rochão é uma associação, das muitas que vêm desenvolvendo um trabalho em prol da preservação do Património Cultural da Região Autónoma da Madeira.

A sua origem está na cisão co outro grupo já existente no Rochão.
Tem-se empenhado no aprofundamento das diversas áreas de índole etno-folclóricas, desde a dança, a música, o canto, o traje, os jogos tradicionais, entre outras.

Tem realizado diversas atividades: festivais de folclore (bi-anuais), conferências inerentes a várias temáticas no âmbito da etnografia e do folclore e recuperação de usos e tradições – São João da Eira da Cruz; São Martinho; alvorada da missa do parto, entre outros.

Em 2006, por ocasião do XX aniversário, editou o primeiro CD, intitulado “Meia Valsinha”.

É sócio efetivo da Federação do Folclore Português e membro fundador da Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira.

GFR

Grupo de Folclore do Rochão

Grupo de Folclore do Rochão

Grupo romarias Antigas do Rochão

O Grupo romarias Antigas teve a sua maior organização em 1945, embora já tivesse feito algumas apresentações antes desta data. Tem preservado os usos e costumes dos nossos antepassados. Rochão é um sítio da freguesia da Camacha e paróquia desde 1961.

A Freguesia da Camacha é parte integrante do concelho de Santa Cruz. Situada no interior da Madeira a uma altitude superior a 700 metros, dista 10 km da sede do Concelho. A freguesia é atravessada e irrigada pela Ribeira do Porto Novo que aqui nasce, pelas levadas da Azenha e do Pico do Arvoredo, e pelo abundante caudal da levada da Serra.

GRAR

Grupo Romarias Antigas

Grupo romarias Antigas

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/santa-cruz-grupo-de-folclore-da-casa-do-povo-de-santa-cruz.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-08 23:22:412021-09-19 16:18:51Santa Cruz (Madeira) e o seu folclore
Banda Municipal do Funchal
Músicas no Concelho

Funchal e as suas filarmónicas

Filarmónicas do Funchal

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda Distrital do Funchal
  • Banda Municipal do Funchal

A ABFRAM – Associação de Bandas Filarmónicas da Região Autónoma da Madeira é uma associação cultural de natureza filarmónica sediada na cidade do Funchal.

Bandas Filarmónicas Madeirenses

Das várias práticas musicais amadoras existentes na Madeira, as bandas filarmónicas representam a face mais visível do espírito associativo, musical e cultural, que encontrou primeiro no Funchal (1850) e depois em todo o espaço rural uma adesão inquestionável.

Sociedades musicais, alicerçadas na comunidade que as envolve, o mundo das bandas continua a desempenhar um papel inter-relacional de relevo, abrindo as portas não só para o conhecimento da música e prática musical como também para a afirmação de vilas e freguesias. Até ao 25 de Abril de 1974, a inexistência de escolas de música fora do Funchal, centrou na ‘’escola da banda’’ toda a atividade de aprendizagem prática e teórica. Uma arte, que contou apenas, com a persistência dos mestres e a disponibilidade de quem queria aprender.

Muitos dos músicos, mestres e compositores que hoje homenageamos, passaram por estas formações, dando de si e do seu tempo, para um fim comum, a prática musical coletiva. Até ao final da década de 30, do século passado, todo um movimento de constituição destas sociedades, levaria a ‘’música de sopro’’, a freguesias como o Arco de são Jorge e até à ilha do Porto Santo. A sala de ensaio, de algumas destas bandas, serviu também como banco de escola, a muitos que não tiveram uma primeira oportunidade para ler, escrever e contar. Gente que vivia do magro sustento da agricultura, usando o fato da banda, em ocasiões festivas, ou calçando pela primeira vez, um par de sapatos. Tempos difíceis, em que a música feita no coreto, era também um sopro de liberdade, numa valorização pessoal e humana, que fora dele simplesmente não existia.

O modelo, a formação e direção das bandas civis iria ser decalcado das congéneres militares, sendo os seus mestres contratados pelas mais importantes sociedades musicais madeirenses. Assim aconteceu com a Banda Municipal do Funchal (1850), a Banda Municipal de Câmara de Lobos (1872) e a Banda Distrital do Funchal (1872), as três mais antigas formações que durante muito tempo disputaram entre si não só aspetos de rivalidade mas os talentosos mestres militares, únicos ao tempo no saber musical, específico, para este tipo de agrupamento.

No entanto, é sem dúvida nenhuma, fora do Funchal que o fenómeno das bandas ganha expressão. Primeiro no Paul do Mar (1874), depois na Ponta do Sol (1882) seguindo-se Faial (1895), Santa Cruz e Machico com atividade musical já em 1896. As bandas filarmónicas madeirenses estão de porta aberta e prometem muita atividade para o séc. XXI. Acima de tudo, continuar a formar jovens músicos, marcando-lhes positivamente a vida com trabalho de grupo, persistência e alegria.

Fonte: 600 Anos da Madeira e Porto Santo

Banda Distrital do Funchal

Vinte e sete músicos que haviam abandonado, por dissidências, a Filarmónica Artístico Funchalense fundaram em 1872, num edifício contíguo à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Filarmónica Artístico Madeirense. Liderados por César José Coelho, que foi o primeiro regente da nova coletividade, “Os Guerrilhas”(como ficaram popularmente conhecidos), trajados de casaco azul, calça branca e chapéu de palha, terão brevemente iniciado a sua atividade artística nas festividades religiosas das paróquias do Funchal. Desde 1875 a Filarmónica Artístico Madeirense apresentou-se em “funções sacras” na Sé (São Pedro), Monte, Santa Luzia, Consolação, São Roque, Santa Maria Maior, Santa Catarina, São Martinho, Santo António e São Gonçalo, deslocando-se ainda às paróquias do Caniço e Camacha.

No dealbar do novo século, a Filarmónica Artístico Madeirense contava já com um notável número de sócios-executantes, pois em 1903, a coletividade organizou três divisões para as festas do Espírito Santo na Calheta, Prazeres e Camacha. Além disso, desde 1900 a filarmónica oferecia ainda o préstimo de uma orquestra de igreja e coro, constituído(s), em 1903, por vinte e sete músicos, sob a regência de Gama, e que ainda em 1921 prosseguia a sua atividade.

A Filarmónica Artístico Madeirense, por diploma régio adotou, desde 1908, a denominação Real Filarmónica Artístico Madeirense. Após 1910, empregou a denominação Banda Republicana Artístico Madeirense, vindo, por deliberação da Junta Geral do Distrito a tomar definitivamente, desde 2 de Junho de 1925 o título Banda Distrital do Funchal – “Os Guerrilhas”. Serviu ainda em atos oficiais e outras cerimónias cívicas, prestando-se à saudação das entidades civis, militares (e, quando a propósito, à imprensa), ora garantindo a animação das comunidades madeirenses no decurso das celebrações, ou realizando alguns concertos de música instrumental erudita.

A filarmónica associou-se às comemorações realizadas no Monte pela visita do Rei D. Carlos I e Rainha D. Amélia à Madeira, em 1901. Tomou parte ainda nas habituais celebrações da Restauração da Independência (1919, 1922, 1924), da Proclamação da República e da Revolução de 28 de Maio (1943, 1952); nas comemorações do V Centenário do Descobrimento da Madeira (1922); nas inaugurações do Caminho de Ferro do Monte (1895) e do monumento ao Conde do Canavial (1922); nos desfiles públicos e na récita de gala em louvor ao sucesso da travessia aérea do Atlântico dos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral no Teatro Dr. Manuel de Arriaga (1922), e dois anos volvidos, na récita em benefício do intento dos aviadores portugueses Brito Pais e Sarmento Beires, no Cine Ideal (1924); no Dia do Desporto (1934) e no Dia de Consagração do Automóvel (1935); e ainda nas regulares Festas da Cidade e nas frequentes feiras populares organizadas por organismos governamentais e por instituições artísticas e desportivas.

A Filarmónica Artístico Madeirense ofereceu o seu contributo artístico em várias iniciativas beneméritas, de entre as quais a quermesse da Cruz Vermelha de 1924, destinada à angariação de fundos para a construção dum imóvel adequado para operações; a récita de caridade para o Natal das crianças pobres, realizada no Teatro Funchalense em 1925; e ainda a festa ao ar livre em favor dos tuberculosos, que se realizou em 1934, entre outras várias iniciativas de caridade social. Tais atos beneméritos mereceram o reconhecimento de instituições de Estado e da associações, em sucessivas distinções: Medalha da Cruz Vermelha Portuguesa, por dedicação e filantropia (1924); Medalha de Prata de Filantropia e Caridade dos socorros Náufragos (1925); Louvor da Câmara Municipal do Funchal por atos filantrópicos (1954); Membro Honorário da Ordem de Benemerência, por concessão do Presidente da República (1972).

A coletividade tomou parte em várias récitas e festas artísticas em favor de várias associações comerciais, artísticas e desportivas, da imprensa, e de artistas madeirenses e estrangeiros, como os benefícios para o Ateneu Comercial (1889), para o Club Sports Madeira (1916), para o Diário de Notícias (1950); aqueles para o eletricista do Teatro-Circo (1917) e para o maestro Artur Ângelo (1921) e ainda as festas artísticas de Luís Vieira de Castro (1924) e José Clímaco (1924).

A cooperação da Filarmónica Artístico Madeirense com associações regionais e nacionais prosseguiu regularmente nas décadas seguintes, e merece menção a realização de um sarau em honra do clube Olhanense (1925) e o acolhimento de um Certame de Filarmónicas de Canudo (1932), bem como a participação da coletividade no arraial organizado pelo Recreio Musical União da Mocidade (1935), no sarau artístico do Diário de Notícias, na comemoração do cinquentenário da Sociedade Vinte e Dois de São João da Ribeira (1957) e na Grande Feira Popular do [C. S.] Marítimo (1959), e a homenagem consagrada às bandas açorianas que tomaram parte no Concurso de Bandas Filarmónicas organizado pela FNAT, e que, no trajeto para Lisboa, passaram pela Ilha (em 1960).

Atendendo à solicitação de empresas e artistas, a Filarmónica Artístico Madeirense apresentava-se desde pelo menos 1889, no foyer do Teatro-Circo, e desde pelo menos 1916, realizava breve participações entre atos das récitas, vindo a organizar os seus próprios concertos em 1917, 1922 e 1924 naquele mesmo espaço público. A filarmónica tomou parte em eventos noutros espaços públicos da cidade, apresentando-se, a título de exemplo, no “Arraial Minhoto” realizado no Casino Vitória em 1930.

Em 1934, a filarmónica organizou um notável concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias, em preparação da sua digressão aos Açores, com várias renomeadas obras do repertório instrumental erudito, sobre a direção do maestro João Júlio da Costa Cardoso, repetindo-o, dias depois, para proveito e instrução artística das classes menos abonadas, no Jardim Municipal.

A Filarmónica Artístico Madeirense contribuiu para a formação das audiências madeirenses na erudita música instrumental, por meio da regular organização de concertos nos teatros, noutros espaços públicos e nas praças da cidade do Funchal (que acresciam àqueles realizados aquando de comemorações cívicas, acima descritos). A coletividade terá iniciado os seus concertos públicos ainda em finais do século XIX ou no decurso da primeira década do século XX, a maioria dos quais aquando da efeméride da fundação: anúncios e crónicas da imprensa fazem referência a pontuais concertos organizados pelos Guerrilhas na Praça Marquês de Pombal e na Quinta Pavão em 1916 e 1919 e ilustram, com particular interesse desde a quarta década do século, a notável atividade da Filarmónica Artístico Madeirense, documentando a realização dos concertos no Jardim Municipal (Jardim D. Amélia), Jardim de São Francisco e Palácio de São Lourenço. Vários concertos em celebração do aniversário de fundação terão sido realizados, como habitualmente, na sede da coletividade.

Nessa notável dinâmica concertística, especial reconhecimento mereceram os executantes e diretores aquando de duas digressões: ainda em 1909, a Filarmónica Artístico Madeirense apresentou-se nas festas de Maio de Santa Cruz de Tenerife, a convite da colónia de madeirenses, em dois concertos no Teatro Principal; volvido um quarto do século, por iniciativa de João Araújo, Presidente da Direcção, a Banda Distrital do Funchal rumou aos Açores, visitando sete ilhas e realizando três concertos em Ponta Delgada, Terceira e Faial.

Estreitavam-se as relações entre executantes, suas famílias e demais associados dos Guerrilhas aquando da celebração dos aniversários da fundação, em vários saraus, bailes, diversões ao ar livre e excursões e naqueles e noutros eventos festivos apresentava-se a banda e ainda vários outros ensembles da instituição. Ainda em 1925, executantes e associados da recém-renomeada Banda Distrital do Funchal – Os “Guerrilhas” – organizaram uma [nova] Orquestra, sob a regência de Costa Cardoso, um Grupo de Ocarinas e um Grupo Dinástico e de Variedades; em 1934 a coletividade acolhia um Grupo Dramático e em 1938 a Orquestra de Jazz “Os Sete do Céu Azul – Distrital Dance” (sob a regência de Amadeu Pestana) e em 1947 a Orquestra Brilhante (sob a direção de Alfredo Abreu). Em 1955, por iniciativa de Eduardo Brazão e Basílio Caldeira, iniciaram-se os míticos bailes de Carnaval dos Guerrilhas, animados pela Orquestra Brilhante sob a direção do vocalista Francisco Martins, e que perduraram até 1974.

Naqueles cem anos de atividade musical, assumiram a direção de Os Guerrilhas César José Coelho (1872 – ?), Ernesto Ciríaco, César Rodrigues do Nascimento, António de Aguiar (1906-1917), Manuel A. de Figueiredo (1918), Nascimento Cruz, Douwens, José de Freitas Gama, Amadeu de Moura Stoffel (1922), Graça (pai), Graça (filho), Tenente Fonseca, João Júlio da Costa Cardoso (c.1925; c.1934) Arnaldo de Vasconcelos (1929-?), João Paulo Ferreira (c. 1941), António Dias Júnior (c. 1943), Firmiliano Martins Cândido (c. 1949) e Abílio Pinto Ribeiro (1950-c.1969).

O assinalável labor artístico da Banda Distrital do Funchal – “Os Guerrilhas” – prosseguiu nas décadas posteriores à celebração do centenário da fundação, sob a regência de Abel Teixeira Mendes (1972-1985); Álvaro Manuel Vicente dos Reis (1985-1986); João Gomes Henriques de Sousa (1986-1993; 1998-2002); Aquilino Domingos da Silva (1993-1998) e Rafael Mendes, seu diretor artístico nas duas passadas décadas. Pelo seu valioso contributo à cultura popular, a Banda Distrital do Funchal foi distinguida pelo Governo Regional da Madeira, em 1989. Em anos recentes, a Banda Distrital do Funchal – “Os Guerrilhas” tomou parte no Dia da Região na Expo 98.

Merece especial destaque a recente recuperação das iniciativas de Carnaval, que testemunha a consciência histórica de diretores e executantes por uma manifestação cultural para a qual contribuiu tão significativamente a Banda Distrital do Funchal – Os Guerrilhas. Em festividades religiosas por toda a Ilha, em comemorações cívicas e eventos beneméritos, em concertos e outros iniciativas, a centenária coletividade continua a proporcionar entretenimento artístico às comunidades locais do arquipélago da Madeira e aos seus visitantes e, graças aos esforços de Rafael Mendes, seu diretor artístico, e de Cátia Macedo, Presidente da Direcção e docente da Escola de Música, a Banda Distrital do Funchal – Os Guerrilhas – possibilita iniciação musical e a tão salutar prática artística a várias crianças e jovens funchalenses.

Fonte: Rui Magno Pinto

BMF

Banda Distrital do Funchal

Banda Distrital do Funchal

BMF

Banda Distrital do Funchal

Banda Distrital do Funchal

Banda Municipal Do Funchal

Em 1850, um grupo de trabalhadores, liderado por Manuel de Nóbrega, fundou a “Filarmónica dos Artistas Funchalenses” para divulgação da arte musical e ocupação dos seus tempos livres. Foi na Capela do Amparo na Freguesia de São Martinho, Concelho do Funchal que, pela primeira vez, apareceram em público, abrilhantando o arraial de Nossa Senhora do Amparo.

Em 1927, foi em digressão até à Ilha de São Miguel (Açores), sob a regência do então Ten. Gustavo Coelho, onde executou obras de grande prestígio, (1812, Marcha Húngara, O Inferno, Rapsódia Portuguesa de Águeda, Barbeiro de Sevilha). Em 1925, como recompensa dos serviços prestados à Câmara Municipal do Funchal, recebeu o título de Banda Municipal do Funchal.

Em 1927, foi agraciada com a medalha de “Louvor Merecido”, pela Cruz Vermelha Portuguesa. Em 1931, tornou-se sócio do “Angustias Atlético Clube da Horta”, Açores. Por Decreto de 25 de Janeiro de 1951, do Governo da República, é-lhe conferido o Grau de Cavaleiro da Ordem de Instrução Pública, sendo-lhe concedidas honras e o direito ao uso das insígnias que lhe correspondem. Está inscrita na Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio, pela qual foi condecorada com a Medalha de Ouro. Foi 1ª Classificada no II Grande Concurso de Bandas de Música Civis na eliminatória insular (29-08-1968) «4ª na Final realizada em Lisboa» (16-10-1971), na sua categoria (2ª) e 2ª no Desfile geral. Participou no VI Festival de Bandas Amadoras do Concelho de Loures, em 24-11-1995.

BMF

Banda Municipal do Funchal

Banda Municipal do Funchal

Atuou na EXPO 98, em Lisboa, em representação da Região Autónoma da Madeira. Apresentou-se na EXPO 2000, em Hanôver, em representação da Região Autónoma da Madeira. Participação no 5º Festival de Bandas dos Templários na cidade de Tomar, em representação da RAM. É constituída por 52 executantes, de diversas profissões (operários, funcionários públicos e estudantes) com escalão etário dos 13 aos 75 anos.

Reciclanda

Reciclanda, livros, instalações, formações e oficinas

A Reciclanda tem vindo a criar conteúdos de apoio a Educação para a Cidadania, Educação Ambiental e animação dos recreios. Promove a criação de objetos sonoros, brinquedos, jogos e instrumentos a partir de objetos em fim de ciclo. Desenvolve projetos que destacam a inclusão e a literacia, contribuindo para o sucesso escolar. O livro “Brincar Azul”, editado em 2026, contém 700 ideias de jogos divertidos e sustentáveis. Já a “Semana Azul” é um conceito de instalação promotora do brincar sustentável que envolve escolas de concelhos.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/funchal-banda-municipal-do-funchal.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-07 23:29:572026-03-16 06:18:14Funchal e as suas filarmónicas
Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal
Músicas no Concelho

Funchal e os seus auditórios

Auditórios do Funchal

Teatros, auditórios e salas de espetáculo do Concelho no Musorbis

Teatro Municipal Baltazar Dias

Localizado na Avenida Arriaga, no centro do Funchal, o Teatro Municipal Baltazar Dias é um monumento centenário de elevado valor arquitetónico, construído em 1888. O seu nome constitui uma homenagem ao dramaturgo cego oriundo da ilha da Madeira, Baltazar Dias, autor teatral da segunda metade do séc. XVI, cujas obras têm sido representadas em autos populares europeus, na África e no Brasil.

A sua ornamentação esteve a cargo de dois pintores e decoradores afamados na altura, Eugénio do Nascimento Cotrim e o italiano Luigi Manini. Os tetos encontram-se pintados com elementos decorativos da época romântica, e a sua plateia, em forma de ferradura, é rodeada por camarotes decorados com máscaras falantes do teatro grego, esculpidas em madeira dourada.

Integra a Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

TMBD, fachada

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

TMBD, interior

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal

TMBD, postal antigo

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal, postal antigo

Teatro Municipal Baltazar Dias, Funchal, postal antigo

Reciclanda

Reciclanda, livros, instalações, formações e oficinas

A Reciclanda tem vindo a criar conteúdos de apoio a Educação para a Cidadania, Educação Ambiental e animação dos recreios. Promove a criação de objetos sonoros, brinquedos, jogos e instrumentos a partir de objetos em fim de ciclo. Desenvolve projetos que destacam a inclusão e a literacia, contribuindo para o sucesso escolar. O livro “Brincar Azul”, editado em 2026, contém 700 ideias de jogos divertidos e sustentáveis. Já a “Semana Azul” é um conceito de instalação promotora do brincar sustentável que envolve escolas de concelhos.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/funchal-teatro-municipal-baltazar-dias.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-07 22:48:152026-03-16 06:13:33Funchal e os seus auditórios
Bailinho da Madeira
Músicas no Concelho

Calheta (Madeira) e o seu folclore

Folclore da Calheta

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

  • Região: Região Autónoma da Madeira
  • Ilha: Madeira

Associação Grupo de Folclore da Calheta

Grupo de Folclore da Calheta

O Grupo de Folclore da Calheta surgiu em 2005. Porém, só em 2013 passou a designar-se de Associação Grupo de Folclore da Calheta – Madeira. Esta Associação é composta por trinta e cinco elementos e tem como principal objetivo a preservação e divulgação dos costumes e tradições da ilha da Madeira, em particular do Concelho da Calheta.

Atua por toda a região, desde unidades hoteleiras, restaurantes e festas tradicionais. A Associação conta também com três participações no estrangeiro, em 2007 na Suíça; em 2008 em Caracas e em Crawley (Inglaterra) em 2019.

7 Maravilhas da Cultura Popular

Em 2020, o Grupo de Folclore da Madeira, bailinho da Madeira ganhou o prestigiado prémio ‘7 Maravilhas da Cultura Popular’ com a sua dança tradicional folclórica popular de renome internacional, muito apreciada pelos turistas. A sua inscrição destacou-se contra um total de 504 inscrições para ganhar o prêmio principal na sua categoria, Música e Danças.

Sediado no concelho da Calheta, o grupo foi formado em 1938, pelo popular poeta madeirense João Gomes de Sousa (1895-1974), vulgarmente conhecido como o “Feiticeiro da Calheta”.

A canção vencedora remonta ao outono de 1938. Foi criada para assinalar a ocasião da primeira ‘festa da colheita’ no Funchal, onde o Feiticeiro da Calheta e o Grupo Folclórico do Arco da Calheta viajam da sua cidade natal para a capital. Não foi fácil, pois não havia estradas e chegar à capital significava uma árdua jornada a pé pela agreste topografia madeirense. A solução foi partir para o Funchal. Ao chegarem participaram no concurso de Folclore onde o Feiticeiro da Calheta, tocou e cantou pela primeira vez o bailinho da Madeira, e claro, a canção ganhou.

Com sua letra simples e comovente, a canção lembra a todos que apesar das duras condições que enfrentam no dia a dia, as pessoas viram a beleza da ilha, cantando sobre seu ‘encanto sem fim’. Rapidamente se tornou em uma das mais populares canções no património musical madeirense.

O concurso anual, patrocinado pela RTP1, tem sete categorias: – Música e Danças, Lendas e Mitos, Artesanato, Festas e Feiras, Rituais e Costumes, procissões e romarias e Artefatos.

A candidatura da letra do bailinho da Madeira às 7 maravilhas de Portugal personifica, em termos musicais, a Região Autónoma da Madeira. Nos quatro cantos do mundo, o bailinho da Madeira é conhecido devido à vasta comunidade emigrante, bem como ao número peculiar de turistas que visitam, anualmente, a Região. Desde os hotéis, às ruas, do sul ao norte e em todos os cantos da Ilha, é possível ouvir o bailinho da Madeira, sendo este considerado Património Musical e Imaterial.

Bailinho da Madeira

bailinho da Madeira

Feiticeiro da Calheta

O seu autor foi o poeta popular, João Gomes de Sousa, popularmente mais conhecido como o “Feiticeiro da Calheta”, figura icónica, no concelho, um sábio popular que, pelos seus dizeres e cantares, se tornou uma referência para a comunidade. Através da poesia popular criada muitas vezes pelo método repentista, cantada em desafio ou despique, tecia apreciações analíticas ou denunciadoras consideradas certeiras sobre temas antropológicos, de moral social e individual, acontecimentos históricos, comportamentos, problemas sociopolíticos e religiosos, até mesmo sobre temas teológicos e culturais diversos.

O Feiticeiro da Calheta e a sua viola de arame

O Feiticeiro da Calheta e a sua viola de arame

A descoberta da literatura de cordel escrita, do poeta popular Feiticeiro da Calheta só ocorre após 1938, por ocasião da primeira Festa das Vindimas, realizada em favor da caridade da Escola de Artes e Ofícios, pelo responsável Padre Laurindo Leal Pestana e a propaganda do vinho e da uva. Nos dias 18 e 19 de setembro de 1938, o poeta popular, Feiticeiro da Calheta vai com o Rancho Folclórico do Arco da Calheta para participar na primeira grande Festa das Vindimas.

Foram no barco Gavião, que partiu do Porto Moniz, passou pelo Paul do Mar e apanhou o rancho no porto da Fajã do Mar, freguesia do Arco da Calheta, zona oeste da Ilha da Madeira. Levaram consigo produtos agrícolas, vinho, animação e muito boa disposição. Houve um grande desfile pelas ruas do Funchal e também um concurso, no qual participaram muitos ranchos folclóricos vindos de todos os cantos da Ilha da Madeira. O Rancho do Arco da Calheta reconhecido pelo seu rigor, indumentária e animação, ficou em primeiro lugar, com o prémio de quinhentos escudos (500$00).

O Diário da Madeira relatou o evento e a 21 de setembro de 1938, após a grande festa das Vindimas, publica os versos cantados pelo Feiticeiro na exibição do Arco da Calheta, que cantou uns versos (em Xaramba) sobre a visita de do Presidente da República à Madeira, António Óscar Fragoso Carmona, a 13 de julho de 1938. É no contexto do desfile dos ranchos e bandas pelas diversas ruas do Funchal, como consta no programa das festas, que o Feiticeiro da Calheta ensaiava os versos de saudação à tribuna à frente do Governador da Madeira e restantes representantes e organizadores da festa, a música e as quadras que vieram a dar origem ao bailinho da Madeira.

A partir de 1938, face aos altos elogios que foram tecidos por diversas entidades no Funchal, que o Feiticeiro da Calheta ganhou maior entusiasmo e começou a publicar os folhetos e engendrar mais versos com diversas temáticas. Em 1949, Max e a sua banda, em Lisboa, na produtora Valentim de Carvalho, fez a gravação do bailinho da Madeira, mas com um arranjo musical. Rapidamente a música se espalhou através das rádios e chegou aos ouvidos de muitos e, de um modo especial, do Feiticeiro da Calheta. Sentindo-se defraudado, o Feiticeiro da Calheta foi ao Funchal de barco esperar o regresso de Max à Madeira para confrontá-lo por cantar uma letra da sua autoria e sem autorização. No intuito de remediar a situação, Max deu ao Feiticeiro da Calheta a quantia módica de vinte escudos (20$00).

Feiticeiro da Calheta e Max

O Feiticeiro da Calheta conviveu e privou com Max em diferentes ocasiões. Eram amigos, encontraram-se e animaram vários arraiais, um pouco por toda a Ilha da Madeira, nomeadamente o Arraial do Monte, o Arraial da Ponta Delgada e o Arraial do Loreto. Em 1964 cantou com Max no Hospital da Calheta. O Feiticeiro da Calheta, João Gomes de Sousa, faleceu a 8 de julho de 1974, na sua residência, no Lombo do Brasil, no entanto permaneceu nas lembranças do povo da Calheta. Hoje, artistas regionais, nacionais e internacionais tocam e cantam o bailinho da Madeira, bem como os grupos de folclore pelo mundo fora, onde se encontra através desta canção popular a alma regional, pois este é o verdadeiro hino do povo madeirense.

A importância do bailinho da Madeira entre as 7 Maravilhas de Portugal simboliza, em termos musicais, uma região. Deste modo, pretende-se perpetuar as caraterísticas específicas desta canção popular designada bailinho da Madeira, promovendo o património cultural imaterial da Região Autónoma da Madeira. O bailinho da Madeira tem ganho, ao longo do tempo, relevância histórica, justificando a sua transmissibilidade e a sua fruição através das gerações. Neste aspeto, entra em cena a categoria de património, que está fortemente relacionada a estes suportes materiais ou imateriais, sendo de indubitável relevância a classificação da música popular bailinho da Madeira, criada no Concelho da Calheta da Região Autónoma da Madeira como uma das 7 Maravilhas de Portugal.

Diário de Notícias, 6 de setembro de 2020

Fontes do Musorbis Folclore:

  • Federação do Folclore Português
  • Gente que Canta e Balha
  • Páginas de grupos etnográficos
  • Archeevo (Ministério da Administração Interna)
  • Municípios
Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/calheta-bailinho-da-madeira.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-08 22:17:292024-12-05 18:11:26Calheta (Madeira) e o seu folclore
Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova
Músicas no Concelho

Funchal e o seu folclore

Folclore do Funchal

Grupos etnográficos, tradições e atividades no Concelho

projeto Musorbis

  • Região: Região Autónoma da Madeira
  • Ilha: Madeira
  • Concelho: Funchal

5 grupos identificados

  • Grupo de Folclore do Centro Cultural de Santo António
  • Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova
  • Grupo de Folclore MonteVerde
  • Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho
  • Grupo Folclórico de Santa Rita
Camponeses do sul da Ilha, redondezas do Funchal, manuscrito

Camponeses do sul da Ilha, redondezas do Funchal, manuscrito

Grupo de Folclore do Centro Cultural de Santo António

GFCCSA

Grupo de Folclore do Centro Cultural de Santo António

Grupo de Folclore do Centro Cultural de Santo António

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova foi fundado a 15 de agosto de 1965. Obteve o estatuto de Instituição de Utilidade Pública em 1994, o Estatuto de Superior Interesse Cultural no mesmo ano. Em 1990, pelo 25º aniversário, a Câmara Municipal do Funchal decidiu, por unanimidade, atribuir um “Voto de Louvor” ao grupo pelo trabalho realizado em prol da cultura e do folclore madeirense. Em  1995, foi deliberado, por unanimidade, um “Voto de Louvor” pelo trabalho no “Roteiro Etnográfico das Carreiras”. Em 1996, o Diretor Técnico do Grupo, Danilo José Fernandes, foi homenageado pelo Governo Regional da Madeira, com o galardão de “Mérito Turístico”, pelo trabalho desenvolvido em prol do Folclore Etnografia da Região.

GFEBN

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

Em 2006, a Associação foi agraciada pelo Governo Regional da Madeira, com o galardão de “Mérito Turístico”, pelos relevantes serviços prestados na área da Cultura. Formou no ano de 2000, o grupo denominado: Dança das Espadas com representações assíduas no Arraial de São Pedro, na Vila da Ribeira Brava, a 29 de junho de cada ano.

Inaugurou em 2007, o Núcleo Museológico de “Arte Popular”, sediado no Centro Cívico de Santa Maria Maior, onde tem exposto coleções: os Trajes Regionais do Arquipélago da Madeira e as Ferramentas do Linho, o ADN do Povoamento Rural da Madeira. O Núcleo Museológico está aberto de segunda a sexta-feira das 10:00 horas às 17:30h.

O Grupo foi responsável pelas organizações da Semana Europeia de Folclore, Feira de Arte Popular Madeirense e Encontro de Xarambistas. Representou a Região Autónoma da Madeira e Portugal continental em diversos países Europeus e da América do Norte e Centro, nomeadamente: Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria, Croácia, Lituânia, Letónia, Finlândia, Suécia, Noruega, Reino Unido, Rússia, Canadá, EUA e Venezuela. Fez mais de 30 digressões a Portugal continental, assim como às regiões autónomas dos Açores, Canárias, Curaçau (Antilhas) e Martinique (Caraíbas).

Grupo de Folclore MonteVerde

O Grupo fez uma recolha aprofundada sobre a indumentária, sendo de realçar  o mérito do seu diretor artístico, Alexandre Rodrigues, na pesquisa e reprodução de trajes. Contribuiu para a recuperação dos reportórios clássicos dos antigos grupos de folclore do Monteverde e Livramento.

Grupo de Folclore Monte Verde

Grupo de Folclore MonteVerde

No ano de 1967, Manuel Ferreira Pio, coadjuvado por um grupo de aficionados do folclore e tradições, funda, no Sítio da Levada da Corujeira, um agrupamento de folclore com o nome de Monte Verde. Este grupo exibiu-se em vários eventos da Ilha, incluindo a bordo de navios, hotéis e em recintos públicos. Teve ainda o privilégio de poder editar, em vinil, vinte e duas músicas de cariz folclórico e popular.

Em 1973, o grupo cessou a atividade. A 14 de fevereiro de 2002, Natividade Mendonça, esposo e alguns filhos, empenharam-se arduamente na recuperação do extinto grupo.  Desde o ano de 2011, realiza a Gala Internacional de Etnografia e Folclore “Manuel Ferreira Pio”, um justo e merecido tributo ao seu fundador.

A 9 de agosto de 2012, durante a cerimónia de abertura da II Gala Internacional de Etnografia e Folclore Manuel Ferreira Pio com o tema “a Gastronomia”, o grupo lançou o seu primeiro CD com o nome “Anda Comigo Maria Ver a Senhora do Monte”.

Efetuou digressões a nível nacional. Participou em festivais internacionais e nacionais, organizados por grupos de folclore da Ilha da Madeira, como a Semana Europeia de Folclore, organizada pelo Grupo Folclórico e Etnográfico da Boa Nova; o Festival Internacional de Folclore da Ponta do Sol, organizado pelo Grupo de Folclore da Casa do Povo da Ponta do Sol; O Festival Regional de Folclore “48 Horas a Bailar”, organizado pelo Grupo de Folclore da Casa do Povo de Santana.

O grupo promove outras atividades, como o “Cantar os Reis”, as marchas populares e festas populares. Em 2014, participou no seu primeiro festival internacional de folclore fora de território Português, especificamente, a 47ª edição do Festival de Folkloreen el Mediterráneo realizado em Múrcia-Espanha.

Grupo Folclórico de Santa Rita

Sediado em São Martinho, Funchal, o Grupo Folclórico de Santa Rita tem por objetivo promover o nosso folclore de modo a preservar e enaltecer o património histórico-cultural da Ilha da Madeira e da Cidade do Funchal, estimulando também o intercâmbio com outros grupos nacionais e estrangeiros, que permitem levar o nome da cidade e da região aos vários cantos do país e estrangeiro. Na sua programação regular costuma atuar à quinta-feira em hotéis, e aos domingos em restaurantes.

Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho

O Grupo de Folclore de São Martinho foi fundado em 1990. Nasceu da iniciativa de um grupo de jovens e adultos e tem como principal objetivo divulgar e preservar a cultura das gentes da Terra. Tem um vasto programa de atividades desenvolvidas em diversas unidades Hoteleiras da Região e mantém atuações semanalmente.

Tem participado em Festivais de Folclore a nível Regional e Nacional. Conta ainda com várias participações em eventos regionais como é o caso da Festa das vindimas e festas de fim de ano. As principais canções e danças tradicionais recolhidos pelo grupo são: baile das romarias, o Alla Moda, o Brinco de Oito e a Mourisca.

O traje apresentado é maioritariamente o traje de trabalho feito em linho, lã de ovelha na sua cor natural ou tingida de diversas cores e baeta (tecido este que era importado nos séculos XVIII e XIX).

GFCRSM

Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho

Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de São Martinho

Reciclanda

Reciclanda, livros, instalações, formações e oficinas

A Reciclanda tem vindo a criar conteúdos de apoio a Educação para a Cidadania, Educação Ambiental e animação dos recreios. Promove a criação de objetos sonoros, brinquedos, jogos e instrumentos a partir de objetos em fim de ciclo. Desenvolve projetos que destacam a inclusão e a literacia, contribuindo para o sucesso escolar. O livro “Brincar Azul”, editado em 2026, contém 700 ideias de jogos divertidos e sustentáveis. Já a “Semana Azul” é um conceito de instalação promotora do brincar sustentável que envolve escolas de concelhos.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/funchal-grupo-de-folclore-e-etnografico-da-boa-nova.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-07 22:31:512026-03-16 06:26:07Funchal e o seu folclore
Coreto do Jardim Municipal Constantino Palha, Vila Franca de Xira, foto Jorge NunesJorge Nunes
Músicas no Concelho

Vila Franca de Xira e os seus coretos

Coretos do Concelho de Vila Franca de Xira

Jardim da Praça Soeiro Pereira Gomes
Freguesia de Alhandra, Concelho de Vila Franca de Xira
Distrito de Lisboa

Coreto do Jardim da Praça Soeiro Pereira Gomes, Alhandra, foto José Matos, 2010

Jardim Municipal Constantino Palha
Freguesia e Concelho de Vila Franca de Xira
Distrito de Lisboa

Coreto do Jardim Municipal Constantino Palha, Vila Franca de Xira, foto Jorge Nunes

Coreto do Jardim Municipal Constantino Palha, Vila Franca de Xira, foto Jorge Nunes

Gradeamento

Coreto do Jardim Municipal Constantino Palha, Vila Franca de Xira

Coreto do Jardim Municipal Constantino Palha, Vila Franca de Xira

Placa

Coreto do Jardim Municipal Constantino Palha, Vila Franca de Xira

Coreto do Jardim Municipal Constantino Palha, Vila Franca de Xira

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/vila-franca-de-xira-jardim-municipal-constantino-palha-coreto-ft-jorge-nunes.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-07 20:17:112024-10-28 17:30:06Vila Franca de Xira e os seus coretos
Carrilhão da Igreja dos Pastorinhos
Músicas no Concelho

Vila Franca de Xira e os seus carrilhões

Carrilhões de Vila Franca de Xira

Carrilhões do Concelho

Carrilhão da Igreja dos Pastorinhos

Situada na parte baixa de Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, a Igreja dos Pastorinhos foi construída para fomentar o crescimento da assiduidade da vida cristã e para comportar a comunidade já existente que era numerosa para a Igreja Matriz de S. Pedro. Consagrada aos pastorinhos de Fátima, foi inaugurada no dia 1 de maio de 2005. Aqui ficam, atualmente, concentrados todos os serviços. Trata-se de uma Igreja moderna e de materiais simples, madeira e betão, linhas direitas, com uma iluminação natural moderada, focada mais sobre a zona do altar.

De acordo com informação da Paróquia, recolhida a 07 de março de 2021, a torre da Igreja dos Pastorinhos possui o segundo maior carrilhão da Europa, com 72 sinos, alguns dos quais pesando várias toneladas, está instalado na nova Igreja de Alverca, Concelho de Vila Franca de Xira, Distrito de Lisboa,

Os sinos do carrilhão foram construídos na Holanda e estão instalados numa torre de 47 metros de altura. A Embaixada dos E.U.A. patrocinou a vinda a Portugal de dois carrilhonistas americanos a fim de participarem na inauguração do carrilhão. O evento traduziu-se num festival internacional com a duração de uma semana, de 1 a 8 de maio, em Alverca. Para além dos dois artistas americanos, o festival contou com a colaboração de representantes de dez países europeus e da Nova Zelândia que aqui se deslocaram para inaugurar o carrilhão e a abertura da Igreja dos Pastorinhos, ambos com o objetivo de chegar à população mais jovem.

Carrilhão da Igreja dos Pastorinhos

Carrilhão da Igreja dos Pastorinhos, Alverca

Torre e carrilhão

Carrilhão da Igreja dos Pastorinhos

Carrilhão da Igreja dos Pastorinhos

Os concertos dos carrilhonistas americanos deram à comunidade a oportunidade de testemunhar uma forma de arte singular desenvolvida ao mais alto nível profissional e que integra programas de licenciatura avançados. A composição do carrilhão da Igreja dos Pastorinhos foi possível graças a muitos patrocínios. O carrilhonista residente, o Maestro Abel Chaves propõe um programa anual de concertos quinzenais, que continuam a dar vida e este singular instrumento musical.

Igreja dos Pastorinhos

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/03/vila-franca-de-xira-igreja-dos-pastorinhos.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-03-07 18:54:242024-10-28 17:26:16Vila Franca de Xira e os seus carrilhões
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