Loading
Musorbis
  • Musorbis
    • Quem somos
  • Musopédia
  • Música no Concelho
  • Portais
    • Loja Meloteca
    • Meloteca
    • Lenga
    • Musis
    • Discorama
    • Reciclanda
  • Menu Menu

Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Orquestra de Sopros da Academia de Música e Artes de Chaves
Músicas no Concelho

Chaves e as suas filarmónicas

Filarmónicas e agrupamentos similares em Chaves

História, bandas de música e atividades no Concelho

  • Banda Musical Casa de Cultural Popular de Outeiro Seco
  • Banda Musical da Torre de Ervededo
  • Banda Musical de Loivos
  • Banda Musical de Rebordondo
  • Banda Musical de Vila Verde da Raia
  • Banda Musical Flaviense ‘Os Pardais’
  • Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves
Banda Musical Casa de Cultural Popular de Outeiro Seco

No âmbito das atividades promovidas pela Casa de Cultura Popular de Outeiro Seco, no dia 4 de janeiro de 1999, a CCP Outeiro Seco decidiu iniciar um novo projeto, que visava começar a promover a formação musical dos seus associados. Depois das primeiras aulas de formação, para as quais foi contratado o professor Manuel Heitor Reis, o projeto inicial – que pretendia ser uma Tuna musical – acabou por ganhar forma em outros moldes, tendo-se então resolvido constituir uma Banda Filarmónica. Depois de diversos peditórios pela aldeia, adquiriu-se então o primeiro instrumental para a banda e iniciaram-se as primeiras aulas de instrumento.

BMCCPOS

Banda Musical Casa de Cultural Popular de Outeiro Seco, Chaves

Banda Musical Casa de Cultural Popular de Outeiro Seco, Carnaval

Em 2000, apresentou-se pela primeira vez em público, na sua terra, a Banda Musical da Casa de Cultura Popular de Outeiro Seco. Ininterruptamente ativa desde a sua fundação, é seu fundador, maestro e diretor artístico o professor Manuel Heitor Reis. A Casa de Cultura Popular disponibiliza para a banda uma escola de música, onde é fomentada a formação de jovens aprendizes e de seniores. Orientada pelo professor Manuel Heitor Reis, conta ainda com a ajuda do professor Carlos Pires na formação dos instrumentistas de metais. Com um reportório diversificado, a Banda Musical presta serviços típicos das bandas filarmónicas, como arruadas, missas, procissões, concertos e arraiais.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Banda Musical da Torre de Ervededo

A Banda Musical da Torre de Ervededo foi fundada em 1917, foi desativada em 1959 e refundada 70 anos mais tarde, a 14 de maio de 1987, pela mão do saudoso Maestro Laurentino Macedo. A Associação Cultural e Recreativa da Torre de Ervededo relançou, assim, a desaparecida banda com dinheiros provenientes, na sua maior parte dos emigrantes, amigos e habitantes da aldeia.

BMTE

Banda Musical da Torre de Ervededo, Chaves

Banda Musical da Torre de Ervededo, Chaves

Desde 2015, o seu diretor artístico é o Maestro Ricardo Lopes, Maestro “nascido” na Escola de Música. Conta neste momento com cerca de 45 elementos, com idades entre os 10 e os 70 anos. Possui uma Escola de Musica com cerca de 22 alunos. É composta, na sua maioria, por elementos que se reúnem depois dos seus empregos, ou dos seus estudos, e se entregam à música com esforço e dedicação. Alguns dos seus músicos frequentam ou frequentaram escolas profissionais e conservatórios de Música, nomeadamente a Academia de Música de Chaves, conciliando, muitas vezes, os estudos musicais com as atividades letivas ou profissionais.

Na Marcha de Ervededo, Monsenhor Ângelo do Carmo Minhava descreve:

“Desde o vale à serra,
Que beleza encerra
Esta região tão singular!

Já de manhã cedo,
Entre o arvoredo,
Andam passarinhos a cantar!

E a brisa que passa,
Ao ver tua graça,
Leva a todo o lado o nome teu!

Gente de Ervededo
Lugar lindo e ledo
Agradece o dom que Deus te deu.”

Banda Musical de Loivos

Fundada em 1826, a Banda Musical de Loivos tem vindo a desenvolver, ininterruptamente, uma ação promotora da música numa região.  Realiza regularmente concertos na sua região e é uma presença assídua nas festas e romarias. Teve a direção artística dos maestros José Rodrigues “Carriço” (anos 50 e 60), José Maria (anos 80), José Lourenço Costa (anos 90), entre outros.

BML

Banda Musical de Loivos

Banda Musical de Loivos

A BML é composta por cerca de 60 elementos, na sua maioria jovens, que conciliam a sua vida profissional com a atividade musical nesta banda. Embora seja uma banda bastante jovem na sua composição, conta nos seus quadros com jovens músicos em formação no seu instrumento, fruto de uma aposta forte da BML na formação dos seus músicos, através de protocolos com escolas de Ensino Artístico Especializado como através da sua escola de música onde jovens dão os primeiros passos no mundo da música de modo a poderem ingressar mais tarde no corpo da própria banda. Em 1999, gravou um disco cujos temas ilustram o trabalho desenvolvido. Desde 2012, a BML tem como diretor artístico o Maestro Luciano Pereira que iniciou o seu percurso na BML com 11 anos e é natural da aldeia de Loivos.

Banda Musical de Rebordondo

A Banda Musical de Rebordondo é uma coletividade do concelho de Chaves, ao serviço da educação e divulgação cultural na promoção da sua região.

BMR

Banda Musical de Rebordondo, Chaves

Banda Musical de Rebordondo, Chaves

Banda Musical de Vila Verde da Raia

A Associação Banda Musical de Vila Verde da Raia está localizada em Vila Verde da Raia, concelho de Chaves. É uma Associação com personalidade jurídica a partir de 21 de janeiro de 1991 sendo a ultima data de alteração de estatutos em 15 de Maio de 2002. É uma coletividade ao serviço do povo desde 6 de outubro de 1860.

BMVVR

Banda Musical de Vila Verde da Raia, Chaves

Banda Musical de Vila Verde da Raia, Chaves

Segundo António Dias Bento no início do século XX a Banda Musical composta pelo célebre “Grupo dos quatorze”, contava com os seguintes instrumentos: dois clarinetes, um bombardino, dois trombones curtos, um helicon, dois cornetins, um alto, uma flauta, uma tarola, um bombo e um par de pratos turcos. Entre outros regentes da Banda, destacam-se os compositores Jerónimo Bragança, José Joaquim da Silva, o Vila Verdense António Carvalho (O Farinhas) e o Maestro Carlos Emídio Pereira, autor da música da marcha desta aldeia com o titulo “Terra nossa” cujo poema é da autoria da poetisa Maria Nelson. O diretor artístico da Banda é, desde 1999, o professor e compositor Vítor Manuel dos Santos, natural da República Federal da Alemanha.

Banda Flaviense “Os Pardais”

A Banda Flaviense “Os Pardais” foi fundada a 18 de janeiro de 1925 por um grupo de flavienses, com destaque para João Gonçalves, mais conhecido por “João das Pombas”. Como o grupo não tinha disponibilidade financeira para a implementação da Banda, através de uma instituição bancária obteve um empréstimo que, como garantia, foi a hipoteca da própria casa de habitação de João Gonçalves. Por consenso foi-lhe dada a denominação de Banda Flaviense. Por haver uma ave (pardal) muito frequente na região, foi alcunhada de “Os Pardais”, alcunha que mantém.

BFP

Banda Flaviense “Os Pardais”

Banda Flaviense “Os Pardais”

Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves

A Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves foi fundada em 2008 integrada na oferta curricular do Curso Básico de Música da Academia de Artes de Chaves no âmbito da disciplina de Classe de Conjunto. Composta por cerca de 20 alunos, surgiu da necessidade de agregar os alunos oriundos das bandas filarmónicas da região num grupo que lhes permitisse evoluir tanto ao nível das competências específicas para a música de conjunto como da evolução, indireta, das coletividades em que se integravam.

A necessidade de desenvolver um meio musical com dificuldades reconhecidas no acesso ao ensino especializado da música foi o mote que liderou este projeto. Com o  tempo, a Orquestra de Sopros começou a despertar um interesse cada vez maior nos meios musicais da região, tendo admitido alunos de outras instituições de ensino da música da região.

Em 2009, a Orquestra de Sopros da AAC apresentou-se a concurso no III Concurso Internacional de Bandas “Ateneu Vilafranquense” em Vila Franca de Xira. Concorrendo na 3ª categoria, a experiência foi encarada como mais um momento de trabalho e evolução de todos. Como resultado do mesmo, a Orquestra de Sopros da AAC foi laureada com o 2º Prémio na dita categoria.

Nos tempos que se seguiram, a Orquestra de Sopros da AAC começou a obter um reconhecimento cada vez maior, tendo sido convidada a apresentar-se em diversas salas da região norte do país, para além dos concertos regulares realizados no Auditório Municipal de Chaves.

Destacam-se as participações nas Comemorações do 25 de Abril organizadas pelo Governo Civil de Vila Real (2009), a participação no Festival Musica Viva em Mateus – Vila Real (2010) e a participação no Festival Filarmonia ao Mais Alto Nível em Santa Maria da Feira (2010). Para além destes, a Orquestra de Sopros da AAC tem vindo a apresentar-se regularmente em Chaves e nas localidades circundantes. A Orquestra de Sopros da AAC é composta por cerca de 70 elementos, sendo eles alunos do curso básico na sua maioria, professores da AAC e músicos externos à AAC. Os músicos da Orquestra são oriundos dos concelhos de Chaves, Boticas, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Mirandela, Vila Real e Alijó. É dirigida, desde a sua fundação, pelo professor Luciano Pereira.

Orquestra de Sopros da Academia de Música e Artes de Chaves

Orquestra de Sopros da Academia de Música e Artes de Chaves

No dia 31 de julho de 2022, a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves, sob a direção de Luciano Pereira, conquistou o título de Campeã do Mundo ao vencer o World Music Contest (WMC) em Kerkrade, nos Países Baixos, na categoria mais elevada do concurso.

O World Music Contest (WMC), que se realiza em Kerkrade a cada quatro anos desde 1951, é um festival de música para Orquestras de Sopro, Ensembles de Percussão, Brass Bands e Marching Bands.

Durante o festival de quatro semanas, o WMC tem uma programação eclética e multicultural, mostrando um corte transversal do que a música de sopro tem para oferecer. O World Music Contest atrai cerca de 200.000 visitantes e 15.000 músicos nacionais e estrangeiros a cada edição, tornando-o um dos maiores festivais dos Países Baixos e o concurso de música para instrumentistas de sopro mais importante do mundo.

Na sua XIX Edição, a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves teve a oportunidade, após uma fase de pré-seleção, de se apresentar lado a lado com as mais variadas e proeminentes orquestras de sopros de prestígio internacional.

O tema do concerto foi construído em redor da Nacional 2 (N2), levando uma das mais belas estradas do mundo numa viagem musical e visual até Kerkrade. Nesta prova, que trouxe 105 músicos Portugueses a palco, a Orquestra de Sopros da AAC fez a estreia mundial da obra Sinfonia n.º3 de Martinez Gallego, Aquae Flaviae, composta expressamente para esta apresentação. Esta Sinfonia foi composta com inspiração em melodias populares da região de Chaves. Foi também interpretada a obra “BoDEGA” de Salvador Sebastiá, que contou com a performance em palco do ilustrador flaviense António Ribeiro.

Na categoria mais prestigiada do concurso (Concert Division), entre sete distintas orquestras de sopros, a Orquestra de Sopros da AAC conquistou o primeiro lugar com 97,23 pontos, atingindo assim quase a pontuação máxima de 100 pontos.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/chaves-orquestra-de-sopros-da-aac.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-20 22:20:432024-11-08 20:08:03Chaves e as suas filarmónicas
Ricardo Godinho, maestro e docente
Músicas no Concelho

Alter do Chão e os seus músicos

Músicos de Alter do Chão

Serviço público sem financiamento público, o Musorbis foi lançado em 2020. O processo de inserção de dados pode ser acelerado com a cooperação dos músicos no que se refere a currículos e fotografias em falta. ]

Ricardo Godinho

Ricardo Manuel da Costa Godinho nasceu em Alter do Chão, a 14 de outubro de 1985.

Iniciou o seu percurso musical aos 14 anos na Banda Municipal Alterense, contexto no qual despertou para a prática instrumental e para o universo das bandas filarmónicas. No ano seguinte frequentou o Curso Internacional de Aperfeiçoamento para Jovens Músicos, promovido pela INATEL, ingressando posteriormente na classe de Trombone do Professor Zeferino Pinto, na Escola Profissional de Artes da Beira Interior (Covilhã). Nesta instituição concluiu o Curso Básico de Instrumentista (2003) e o Curso de Instrumentista (2006), consolidando uma formação técnica e artística de base sólida.

Ricardo Godinho, maestro e docente

Ricardo Godinho, maestro e docente

Entre 2007 e 2011 colaborou com a escola de música da banda Municipal Alterense. Em 2013 integrou o projeto Kiitos, iniciativa de iniciação à língua inglesa e orientação musical no ensino pré‑escolar, desenvolvida pelo Município de Ponte de Sor. No âmbito de uma candidatura ao Programa Erasmus+, frequentou a formação The Art of Music Education, no Audiation Institute (Itália), aprofundando competências no domínio da pedagogia musical e da aprendizagem auditiva.

Entre 2016 e 2019 exerceu funções de maestro na Banda da Escola de Música de Montargil.

Em 2020 concluiu a Licenciatura em Música, na variante de Formação Musical, Direção Coral e Direção de Orquestra, pela Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, reforçando a sua preparação teórica, analítica e artística.

No âmbito da sua formação enquanto instrumentista, participou em diversos cursos de aperfeiçoamento orientados por Nuno Scarpa, Severo Martinez, Enrique Crespo, Jacques Mauger e Riccardo Cassero. Frequentou igualmente ações de formação nas áreas de Direção Coral e Direção de Orquestra com maestros de reconhecido mérito, entre os quais Carlos Marques, Gonçalo Lourenço, João Paulo Janeiro, José Oliveira, Hernho Park e Robert Holian, ampliando a sua visão estética e técnica sobre a prática da direção.

É Mestre em Ensino da Música — variante de Formação Musical, Direção Coral e Direção de Orquestra — pela Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, grau que consolidou a sua especialização nas áreas da pedagogia musical, da direção e da formação auditiva.

Exerce funções docentes na Escola de Artes do Norte Alentejano, onde leciona as disciplinas de Formação Musical e Classe de conjunto, na vertente coral.

Enquanto maestro, assume a direção artística da Banda Filarmónica da Sociedade Recreativa Musical Alegretense, da Banda Filarmónica dos Bombeiros Voluntários de Sousel e da Orquestra Ligeira do Alto Alentejo, desenvolvendo um trabalho que articula rigor técnico, sensibilidade artística e compromisso com o movimento filarmónico da região.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/02/ricardo-godinho-maestro.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-18 19:47:092026-08-21 11:19:34Alter do Chão e os seus músicos
O Feiticeiro da Calheta e a sua viola de arame
Músicas no Concelho

Calheta (Madeira) e os seus instrumentos

A viola de arame e o xaramba

Segundo o musicólogo Manuel Morais, nesta foto o “Feiticeiro da Calheta” está acompanhando o Xaramba, “já que o acorde que está fazendo é a tónica desta canção: charamba ou Xaramba.

É hoje a forma musical associada por excelência à viola de arame, embora tradicionalmente pudesse ser acompanhado por outros instrumentos. É uma forma de canto despicado, quase exclusivamente masculino. Na maior parte das vezes, os tocadores não participam no canto, sendo este alternado entre os participantes, que podem cantar quadras ou estrofes mais longas e também com uma métrica variável. A sequência é obrigatoriamente no sentido dos ponteiros do relógio. Ao conjunto dos charambistas que participam numa determinada sessão chama-se “quadrado”. Tenho dito, parabéns aliás. a que escreveu

Segundo alguns dos intérpretes tradicionais, o importante neste género musical era o conteúdo do que se cantava. Nalguns casos, acordava-se previamente um tema (fundamento) que estaria obrigatoriamente presente em todas as intervenções. O tema poderia também ser acordado após quadras iniciais entoadas pelos participantes.

No momento do canto, o intérprete tem toda a liberdade de definir o andamento e a extensão dos seus versos. Se necessário, o tocador terá de “ir atrás” do cantor, prolongando as frases musicais ou repetindo-as. Para alguns, a opção é ir tocando uns acordes muito simples durante o canto.

As quadras são entoadas com repetição de cada verso ou repetindo cada par de versos. Após a repetição, há o indispensável interlúdio musical, que tem uma forma padronizada e bem definida, num padrão rítmico regular de 2/4 (embora possa mudar para 5/8), sendo ele que, musicalmente, define o charamba. A estrutura harmónica é simples, baseando-se na Tónica e Dominante do tom de Sol maior. O seu andamento é lento/andante.

Manuel Morais

O Feiticeiro da Calheta

O Feiticeiro da Calheta e a sua viola de arame

O Feiticeiro da Calheta e a sua viola de arame

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/02/calheta-o-feiticeiro-da-calheta-com-a-sua-viola-de-arama.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-18 18:46:352024-12-05 18:13:41Calheta (Madeira) e os seus instrumentos
Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha Recordar e Conhecer
Músicas no Concelho

Angra do Heroísmo e o seu folclore

Folclore em Angra do Heroísmo

Tradições, grupos e atividades no Concelho

  • Região: Região Autónoma dos Açores
  • Ilha: Terceira

06 grupos

  • Grupo de baile à Antiga do Posto Santo
  • Grupo de baile da Canção Regional Terceirense
  • Grupo de balhos e Cantares da Ilha Terceira
  • Grupo Folclórico das Doze Ribeiras
  • Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha Recordar e Conhecer
  • Grupo Folclórico “Os Bravos”
Grupo de baile da Canção Regional Terceirense

O Grupo de baile da Canção Regional Terceirense foi fundado na Sociedade Recreio dos Artistas e estreou-se em 16 de julho de 1966. O grupo foi fundado pelo músico Henrique Borba e pela poetisa Maria Francisca Bettencourt. É o mais antigo agrupamento de folclore em atividade na Ilha Terceira.

Em 1979 tornou-se um grupo autónomo e, dois anos mais tarde, despiu as roupas estilizadas, enveredando por uma indumentária representativa do trajar das várias camadas sociais do fina do século XIX até meados do século XX.

Participou em inúmeras atuações em Portugal e no estrangeiro, em festivais de folclore, na rádio e na televisão. O grupo é composto por 12 pares de bailadores, três cantadores, cinco cantadeiras, cinco tocadores de viola da terra e quatro tocadores de violão.

É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

GBCRT

Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense

Grupo de baile da Canção Regional Terceirense

Grupo das Doze Ribeiras

O Grupo das Doze Ribeiras foi fundado a 23 de abril de 1974, Dia de S. Jorge, padroeiro da freguesia das Doze Ribeiras.

GFDR

Grupo Folclórico das Doze Ribeiras

Grupo Folclórico das Doze Ribeiras

GFERRV

Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha Recordar e Conhecer

Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha Recordar e Conhecer

Grupo Folclórico “Os Bravos”

O Grupo Folclórico “Os Bravos” fundado em 15 de Julho de 1979 na fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em Angra do Heroísmo.

GFOB

Grupo Folclórico “Os Bravos”

Grupo Folclórico “Os Bravos”

Fontes do Musorbis Folclore:

  • Federação do Folclore Português
  • Gente que Canta e Balha
  • Páginas de grupos etnográficos
  • Municípios

No Musorbis foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos. Para facilitar a leitura, foram retirados pormenores redundantes e subjetivos, e foram corrigidos erros de português.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/02/angra-do-heroismo-gfer.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-18 17:17:122021-10-02 16:08:11Angra do Heroísmo e o seu folclore
Grupo Filarmónico Nossa Senhora das Mercês da Casa do Povo da Feteira
Músicas no Concelho

Angra do Heroísmo e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Angra do Heroísmo

História, bandas de música e atividades

Filarmónica do Espírito Santo da Casa do Povo de São Bartolomeu

A Filarmónica do Espírito Santo da Casa do Povo de São Bartolomeu foi fundada oficialmente em 1905. Porém, em 1900 havia já registo de um grupo organizado de músicos que praticavam esta atividade. Do seu curriculum constam as seguintes participações na Ilha terceira, S. Jorge, Pico; 1991, Faial, Flores. Realizou intercâmbios com a Banda Musical Alegretense, Alegrete – cidade de Portalegre, a Filarmónica “Minerva” – ilha de S. Miguel e Banda Maceirense, Maceira Leiria. Em 2005, celebrou e festejou o seu 100.º Aniversário. Participou em desfiles de rua, concertos, marchas de S. João, touradas de praça. Efetuou atuações nas Festas Concelhias da Praia da Vitória – desfiles de rua e marchas de S. João.

Filarmónica do Espírito Santo da Casa do Povo de São Bartolomeu

Filarmónica do Espírito Santo da Casa do Povo de São Bartolomeu

Na ilha do Pico participa nas festas da freguesia, em desfiles, cortejos de abertura de festas, pezinhos, bodos de leite. Atua em procissões e em Coroações realizadas nas Festas do Divino Espírito Santo. Tem cerca de 40 músicos, a maioria jovens. Costuma efetuar uma média de 15 a 20 atuações anuais. É dirigida, desde 2017, pelo maestro Paulo Azevedo, natural da Conceição, Angra do Heroísmo, que frequentou o Conservatório Regional desta cidade, integrou a Banda Lira Açoriana como musico e foi responsável pelo ensino de Música na fanfarra Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus

A Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus, da freguesia dos Altares, foi fundada em 1879 e possui sede inaugurada em 1949. Mantém escola de música a funcionar regularmente, há cerca de 45 anos, e participa em diverss manifestações culturais da ilha Terceira. Possui cerca de 23 elementos no seu efetivo e, aproximadamente, dezena e meia de alunos. Em 2000, deslocou-se à Ilha das Flores, a fim de participar nas Festas da Semana do Emigrante. De passagem pela ilha do Faial, efetuou um concerto na Praça do Infante da cidade da Horta, primeira atuação fora da ilha Terceira.

Em 2000 recebeu, durante as Festas de Nossa Senhora de Lurdes dos Altares, a Banda Filarmónica de Alvega – concelho de Abrantes – no âmbito dum intercâmbio que continuou no ano de 2001, com a deslocação da Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus a Alvega. Em 2004, celebrou 125 anos de existência. Em 2008, deslocou-se à ilha de S. Miguel, freguesia de Faial da Terra, no decorrer das festas de Nossa Senhora da Graça.

Participa nas procissões da freguesia, impérios do Divino Espírito Santo, festa de natal e do dia da freguesia, que tem lugar no mês de julho. Acompanha as tradicionais marchas de S. João e participa nos desfiles de filarmónicas que, habitualmente, ocorrem nas grandes festividades da Ilha – Sanjoaninas e Festas da Praia.

Filarmónica Nossa Senhora do pilar

A Filarmónica Nossa Senhora do pilar das Cinco Ribeiras é uma banda jovem, fundada em 1987. tendo como como primeiro regente Tomé Reis, natural da Ilha de São Jorge. Possui uma escola ativa onde é ministrada educação musical a cerca de 25 crianças e jovens. Em 2002, foi inaugurada a sua nova sede. Em 2007, foi composto um novo hino para a filarmónica por Antero Ávila, procedendo-se, deste modo, à substituição do antigo. Organizou o I Festival de Bandas Filarmónicas da Zona Oeste da Ilha Terceira, em 2010. No seu curriculum, conta com deslocações a diversas ilhas açorianas, entre as quais São Jorge, Pico, Flores, Graciosa e, ainda, a Portugal Continental no ano de 2002, a Alpiarça.

FNSPCR

Filarmónica Nossa Senhora do Pilar

Filarmónica Nossa Senhora do pilar das Cinco Ribeiras, Angra do Heroísmo

Realiza por ano várias tocatas, quer na própria freguesia, quer em redor da ilha, desfiles nas festas Sanjoaninas e Festas da Praia, procissões de quaresma, festas do Espírito Santo e de verão, concertos em diversas festividades, marchas de São João, animação de pezinhos, bodos de  leite, participações em inaugurações e festivais, nomeadamente nos I, II e III Festivais de Bandas do Porto Judeu, realizados desde 2012.

Grupo Filarmónico Nossa Senhora das Mercês da Casa do Povo da Feteira

O Grupo Filarmónico Nossa Senhora das Mercês da Casa do Povo da Feteira foi fundado em 1984, por intervenção direta da Junta de Freguesia da Feteira. A primeira atuação pública desta agremiação musical foi a 27 de julho de 1986, coincidindo com a inauguração da reconstrução da Igreja Paroquial. A banda inicialmente, como presidente Francisco Rocha Pereira que, na altura, era presidente da Junta de Freguesia. Os primeiros maestros foram Fernando Ávila e Durval Festas e o primeiro professor da escola de música foi o José Rocha Toste.

Grupo Filarmónico Nossa Senhora das Mercês da Casa do Povo da Feteira

Grupo Filarmónico Nossa Senhora das Mercês da Casa do Povo da Feteira

O Grupo Filarmónico da Feteira, além de desfiles, tocatas e concertos realizados na ilha Terceira, já efetuou algumas digressões, designadamente, em 1990, na época carnavalesca, acompanhando a Toronto – Canadá, a Dança de Carnaval “Frei Luís de Sousa”. Em 1993, deslocou-se novamente ao Canadá, desta feita, a Montreal, onde foi convidado de honra para participar nas Festas de Hochelaga, em louvor do Divino Espírito Santo. Nesse ano, também participou na Festa do Emigrante, nas Lajes das Flores e nas Festas de São Mateus da Praia da Graciosa.

Em 2015, acompanhou a Marcha “Feteira Continua em Festa” à Ilha Graciosa. Devido ao reduzido número de elementos residentes na freguesia, conta com a ajuda e colaboração de músicos de outras filarmónicas. Possui uma escola de música, na qual são ministrados ensinamentos de iniciação musical e aulas práticas de instrumental de madeiras, palhetas, flautas e bocais/metais.

Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha

A Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha foi fundada em 1904 e tem como padroeiro São Pedro. Porém, festeja o seu aniversário no dia 8 de dezembro, homenageando Nossa Senhora das Graças. Inaugurou a sede em 1965, tendo-a reconstruído no ano de 2004.

SFUCSR

Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha

Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha

Tem realizado diversas atuações, na ilha Terceira e em outras ilhas do arquipélago. Em 2004, efetuou uma digressão pelos EUA e em 2010, deslocou-se ao Canadá. Em 2012, efetuou uma viagem ao continente, à zona da Grande Lisboa e, em 2014, ao distrito de Aveiro. Recebeu, em intercâmbio cultural, uma Banda de S. Jorge, uma de S. Miguel e outra do Continente. Tem a sua Escola de Música e realiza concertos, participa em festivais de bandas e promove oficinas de música, Teatro, Danças e Bailinhos de Carnaval, entre outras atividades de índole sociocultural.

Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel

A Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel, da freguesia das Doze Ribeiras, foi fundada em 1988. Possui cerca de meia centena de elementos com idades entre os 7 e os 55 anos e mantém em atividade, na sua dependência, uma escola de música fundada por Manuel Isaac Fagundes, com cerca de dez alunos.

Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel

Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel

Executa, anualmente, cerca de 40 serviços. Além de abrilhantar os festejos típicos da freguesia, tem marcado presença na Feira de São João e no Festival de Forcados, bem como nas Sanjoaninas, em Festivais de Bandas e em Organizações de eventos da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo. Em 2009, organizou os Concertos de Outono, uma iniciativa conjunta com a Sociedade Progresso Lajense. Em 2010, realizou o torneio “Músicos Sem Fronteiras”, uma seleção de jogos, com atividades que acompanham várias gerações. No mesmo ano, organizou a Comemoração dos 30 anos de Carreira do Maestro Durval Festa, no Teatro Angrense.

Em 2011, gravou alguns temas para o célebre programa da Antena 1 – Filarmonia e, em Abril do mesmo ano, a Sociedade das Doze Ribeiras foi palco de um espetáculo de fados, marcado pela interação entre músicos da Banda e Fadistas. Os “Fado Madrinho” foram acompanhados pela Banda em três fados orquestrados pelo maestro Durval Festa. Ainda em 2011, a Filarmónica tocou na Praça de Toiros (na Feira de São João) um pasodoble original (da autoria do maestro Durval Festa) escrito em homenagem àquela Instituição. Nesse contexto foi também realizado um Concerto de Homenagem integrado no programa das Festas Sanjoaninas 2011, cujo tema era “Angra, Festa Brava”.

Em 2012, gravou o primeiro CD, apresentado pelo maestro Marco Torre, marcando o início das Comemorações do 25º Aniversário da Banda. Seguiram-se a Semana de Festa em Louvor do Divino Espírito Santo, a apresentação do Grupo de Comédia e Variedades da Filarmónica, a viajem à ilha de S. Jorge e, no final do ano, a Festa de Encerramento das Comemorações, com um fim de semana de atividades, que culminou com a Cerimónia onde se prestou Homenagem a todos os Presidentes das 25 Direções, aos Maestros e aos Músicos Fundadores e foi apresentado novo fardamento.

Entre as deslocações efetuadas contam-se as participações em várias feiras Taurinas de São Jorge e da Graciosa, a presença em Festas da ilha do Pico e o concerto nas Portas do Mar, em São Miguel. No ano transato (2015), a Banda saiu do arquipélago, pela primeira vez, em Intercâmbio com a Banda Recreativa União Pinheirense, Albergaria-a-Velha, tendo realizado um Concerto no Cineteatro Alba.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/02/angra-do-heroismo-grupo-folclorico-das-merces.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-18 16:41:222021-06-21 11:31:34Angra do Heroísmo e as suas filarmónicas
Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo
Músicas no Concelho

Ílhavo e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Ílhavo

História, bandas e música e atividades

Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo

A Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo – Música Nova foi fundada em 1900 por um grupo de Bombeiros músicos dissidentes da Filarmónica Ilhavense. A Música Nova participou em diversos festejos de Norte a Sul do País, salientando-se a participação em diversos festivais de bandas filarmónicas. Organizou um Festival de Bandas pelo seu Centenário, com a participação de 7 filarmónicas.

Foi nessa altura galardoada com a Medalha de Ouro da Cidade de Ílhavo pela autarquia e, posteriormente, com o Leme de Prata das Associações, atribuído pela Associação “Os Ílhavos”. No ano de 2009 foi galardoada com o título honorífico de “Confrade de Honra” da Confraria Gastronómica do Bacalhau, sendo até à presente data a única Instituição a quem foi atribuído tal título. Em 2011 recebeu a Medalha de Mérito Cultural atribuída pelo Governo Civil de Aveiro.

Participou em vários festivais de Música Popular do INATEL, nos Festivais de Bandas Filarmónicas da Gafanha da Nazaré, Samora Correia, Mamarrosa, Torres Vedras, Malveira, Paul (Covilhã), bem como realizou um intercâmbio com a Union Musical Algimia – Valência – Espanha, na cidade de Ílhavo, e posteriormente com uma deslocação a Valência – Espanha. Participou no primeiro concurso internacional de Bandas Ateneu Artístico Vilafranquense, e ficou incluída no CD comemorativo do Festival. Realizou um intercâmbio cultural, com uma digressão aos Açores – llha do Pico a convite da Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense em 2007.

BBVI

Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo

Banda dos Bombeiros Voluntários de Ílhavo

Participa na realização de diversos festejos religiosos, levados a efeito em várias localidades de Portugal, sendo de destacar a sua passagem pelas festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, de Meadela, de Santa Marta de Portuzelo, de Dem, de Barcelos, de Caminha, de Paredes de Coura, de Alverca da Beira, de Seixas do Minho, de S. Romão do Neiva, de S. Pedro da Torre, de Vila Nova de Gaia, bem como várias localidades do concelho de Ílhavo e distrito de Aveiro. A Banda possui uma Escola de Música com cerca de 25 alunos, em que os mesmos após a pertinente formação, passam a integrar a respetiva Banda. Tem cerca de 60 elementos no ativo, sendo o seu maestro Jorge Pires Ferreira. Em 2012 gravou o 3° CD.

Filarmónica Gafanhense – Música Velha

A Filarmónica Gafanhense foi fundada em 1836 pelos ilhavenses conselheiro Dr. António José da Rocha (magistrado) e José da Cunha e Sousa (mais tarde governador Civil de Aveiro). Ao maestro José Vicente Soares, ex- regente de bandas militares e primeiro regente da Banda da Vista Alegre, sucederam o ilhavense Francisco dos Santos Barreto, Padre João Rodrigues Franco, de Vagos, violinista distinto, mas que, por motivos de doença pouco se demorou no lugar; um maestro espanhol, de apelido Serrano, emigrante político que vivia em Aveiro, Manuel Procópio de Carvalho; Diniz Gomes, de Ílhavo; João da Rocha Carola; Marco Catarino, natural de Ílhavo, foi também regente, por pouco tempo; Armando da Silva também natural de Ílhavo. No tempo deste ilustre regente, a então chamada Sociedade Filarmónica Ilhavense, passou a denominar-se Associação Musical Filarmónica Ilhavense, feito o seu registo no Governador Civil de Aveiro em 1934.

FG

Filarmónica Gafanhense - Música Velha

Filarmónica Gafanhense – Música Velha

Em seguida, o cargo foi ocupado pelo Ilhavense e professor primário João Marques Ramalheira que conseguiu muitos e bons aprendizes, chegando a Banda a ter quase 50 executantes. Após a saída do professor, foi a regência assegurada pelo executante João Parada dos Santos (Balacó) de Vale de Ílhavo. Em 1956, sucedeu-lhe o mestre José Vidal, de Vale de Ílhavo, que, em 1961, foi substituído por Manuel da Graça, também de Vale de Ílhavo. Em seguida, foi Manuel da Graça o maestro. Em 1967, por morte do regente, foi convidado para a regência José Venâncio, de Vagos, músico da banda da Vista Alegre. Cinco meses depois, emigrou para os Estados Unidos.

Substituído então pelo executante e solista (fliscorne), da Filarmónica, José Ferreira Balseiro, da Quinta do Picado, que reorganizou a banda, por pouco tempo.  Com a saída deste último regente em 1970, foi o lugar ocupado por João da Fonseca, de Ílhavo. Em 1972, Dionísio Claro dos Santos Marta, natural da freguesia de S. Salvador e residente na Gafanha da Nazaré, passou a ir a Ílhavo duas vezes por semana, dar lições de música a aprendizes. Mais tarde, seria criada a Escola de Música Gafanhense, na Gafanha da Nazaré.

Em 1986, a Associação Musical Filarmónica Ilhavense começou a festejar a passagem do 150 anos de existência. Várias iniciativas culturais foram levadas a cabo, e no dia 13 de outubro de 1986, foi feita na Secretaria Notarial de Aveiro, a escritura de alteração de estatuto, fazendo assim a mudança de sede social da banda para a Gafanha da Nazaré, bem como a mudança de denominação, de Associação Musical Filarmónica Ilhavense para Filarmónica Gafanhense e, no dia 26 de outubro já com o fardamento e bandeira novos, acompanhada de cinco bandas de música, na Gafanha da Nazaré, (concelho de Ílhavo).

Nos anos de 1985 a 1990 foi todo o instrumental substituído por um instrumental novo, (lamiré normal). Atualmente a direção artística e musical da centenária Filarmónica Gafanhense está a cargo do Maestro e Professor Paulo Margaça.

FG

Filarmónica Gafanhense - Música Velha

Filarmónica Gafanhense – Música Velha

HISTÓRIA

Banda da Vista Alegre

José Ferreira Pinto Basto organizou em 1826, na Vista Alegre, um colégio com internato destinado a criar os futuros artistas das duas fábricas de porcelana e de vidro por ele fundadas. Neste colégio, além de se ensinar aos alunos as diversas valências da fábrica, ministrava-se o ensino da música. Foram 13 os primeiros alunos admitidos, tendo como diretor José Vicente Soares, natural de Penafiel. Este colégio durou até 1842 chegando a albergar 40 alunos. Como dependência do colégio organizou-se em 1826 uma filarmónica privativa da fábrica e composta exclusivamente por operários da fábrica.

Rezam as crónicas que a banda da Vista Alegre foi a Aveiro abrilhantar a receção à Rainha D. Maria II, quando em 1852, acompanhada pelo Rei D. Fernando visitou a cidade. Também no funeral do grande tribuno José Estêvão a banda da fábrica esteve presente bem como no casamento do rei D. Carlos, em Lisboa, a 28 de maio de 1886. Em junho de 1904 deu um concerto no Palácio de Cristal, no Porto, sob a regência de Martins Rosa e executando Guarany, Sansão e Dalila, La Bohéme, Romeo e Julieta, La Revoltosa, Sérenade Hongroise (com solo de oboé), Marcha de Cadiz e a marcha Vista Alegre escrita expressamente para a banda por Pinto Figueiredo.

Em 29 de junho de 1926 celebrou o centenário com um concerto no largo da Fábrica e em que estiveram presentes cerca de 300 executantes das bandas de Infantaria nº24, José Estêvão, Amizade, Música Nova, Música Velha, Vaguense e da Vista Alegre. Neste concerto foi executado um Hino dedicado ao fundador da Vista Alegre e escrito em 1826. Regeu o Tenente Manuel Lourenço da Cunha.

A reputada Banda da Fábrica, como era conhecida, marcou uma época de ouro das filarmónicas ilhavenses. Praticamente manteve sempre em atividade a banda e a orquestra, abrilhantando esta última várias cerimónias religiosas e peças de teatro musicado. Constituída por músicos de primeira água, passeou por Portugal toda a sua classe em concertos que ficaram memoráveis e sempre dirigida por maestros de inquestionável qualidade e competência. Só assim era possível apresentar um reportório de alto gabarito, em que pontificavam peças de autores de nomeada (Donizetti, Rossini, Puccini).

A Banda da Vista Alegre extinguiu-se em 1982.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/02/ilhavo-banda-dos-bombeiros-voluntarios-de-ilhavo-musica-nova.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-18 16:14:492021-06-21 11:31:44Ílhavo e as suas filarmónicas
Manuel Morais, tangedor e musicólogo, com machete oitocentista
Músicas no Concelho

Funchal e os seus instrumentos

Instrumentos do Funchal

Este artigo está em processo de desenvolvimento

Manuel Morais, tangedor e musicólogo, em casa da artista plástica madeirense Lourdes de Castro (Funchal, Madeira, 9 de dezembro de 1930), estudando um machete/braguinha madeirense oitocentista (s/data, Funchal ca. 1840), pertença do seu bisavô, Januário Agostinho Moniz de Bettencourt (fl. 1844).

Foto de Rui Alberto Camacho, Caniço 2014.

Manuel Morais, tangedor e musicólogo, com machete oitocentista

Manuel Morais, tangedor e musicólogo, com machete oitocentista

Reciclanda

Reciclanda, livros, instalações, formações e oficinas

A Reciclanda tem vindo a criar conteúdos de apoio a Educação para a Cidadania, Educação Ambiental e animação dos recreios. Promove a criação de objetos sonoros, brinquedos, jogos e instrumentos a partir de objetos em fim de ciclo. Desenvolve projetos que destacam a inclusão e a literacia, contribuindo para o sucesso escolar. O livro “Brincar Azul”, editado em 2026, contém 700 ideias de jogos divertidos e sustentáveis. Já a “Semana Azul” é um conceito de instalação promotora do brincar sustentável que envolve escolas de concelhos.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/02/manuel-morais-com-machete-oitocentista-ft-rui-camacho-2014.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-18 10:48:552026-03-16 06:22:09Funchal e os seus instrumentos
Sociedade Filarmónica Cucujanense, de Oliveira de Azeméis
Músicas no Concelho

Oliveira de Azeméis e as suas filarmónicas

Bandas Filarmónicas de Oliveira de Azeméis

História, bandas de música e atividades no Concelho

  • Banda de Música de Carregosa
  • Banda de Música de Loureiro
  • Banda de Música de Pinheiro da Bemposta
  • Banda de Música de Santiago de Riba-Úl
  • Banda Musical de Fajões
  • Sociedade Filarmónica Cucujanense
Banda de Música de Carregosa

A Banda de Música de Carregosa foi fundada em 1889 por escritura pública na residência paroquial de Carregosa, intitulada como “Philarmónica de Santa Cecília de Carregosa”. Teve como fundadores vários carregosenses, destacando-se Francisco Vaz da Silva, primeiro maestro da Banda. Desde a sua fundação foram regentes: Francisco Vaz da Silva, João José Correia, Artur Tavares de Pinto, João José Correia Lopes, Armando Pinho Dias, Abílio Nascimento, Álvaro Ribeiro Aguiar, António Aguiar, Justino Fernandes, Constantino Ramadas, António Baptista, Alberto Vieira, Américo Nunes, Amílcar Cunha, Saul Silva, Fernando Costa, José Magalhães, Joaquim Costa e Nélson Jesus. Desde 2015 é regente o Professor Valter Palma, natural de Vila Real.

BMC

Banda de Música de Carregosa

Banda de Música de Carregosa

Atualmente denominada por “Banda de Música de Carregosa”, inaugurou a atual sede em 1995, o que tem permitido o desenvolvimento qualitativo dos intervenientes da BMC. Tem dois discos editados, em 2002 e em 2009. Ao longo da sua centenária história, além de várias festas e romarias por todo Portugal, conta com várias digressões a Espanha, à Ilha da Madeira onde participou na Festa da Flor na cidade do Funchal em 1997 e ao Brasil onde realizou concertos na cidade de Vassouras e na comunidade portuguesa denominada de Arouca Barra Clube no Rio de Janeiro em Março de 2002.

Em 2011, no âmbito das comemorações do 175° aniversário do Governo Civil de Aveiro, foi-lhe atribuída a Condecoração Honorífica de Mérito Distrital por decisão do mesmo. Em 2013 foi condecorada com a mais alta distinção Honorífica da Freguesia de Carregosa, com uma medalha de ouro, passando a figurar na toponímia da respetiva freguesia. Em 2016 obteve o 3º lugar do 1º prémio do CIB que se realizou no Europarque em Santa Maria da Feira.

Da coletividade têm saído excelentes executantes para diversas bandas civis, militares e várias orquestras de renome nacional e internacional fruto do trabalho realizado pela escola de música. A BMC, atualmente é composta por cerca de 65 elementos, na sua maioria jovens.

BMC

Banda de Música de Carregosa

Banda de Música de Carregosa

Banda de Música de Loureiro

Aquando do seu aparecimento em 1899, a Banda de Loureiro foi batizada com o nome de Harmonia Loureirense, nome confirmado pelos 22 elementos fundadores por escritura pública de 13 de Junho de 1901. Teve como primeiro Maestro José Maria Valente de Almeida (Pedro) de Pardilhó e como primeiro Presidente Joaquim Pereira Rainho.

BML

Banda de Música de Loureiro, Oliveira de Azeméis

Banda de Música de Loureiro, Oliveira de Azeméis

Com o andar dos anos foi mudando de nome: Banda de S. João de Loureiro, Banda Barão de S. João de Loureiro, Banda Musical de Loureiro e Banda de Música de Loureiro.

Com a criação de uma escola de música – Escola Banda de Música de Loureiro – subiu a qualidade e a quantidade dos executantes e, como consequência, o nível artístico da Banda, o que lhe abriu as portas da internacionalização – Espanha, Venezuela e Estados Unidos da América.

Banda de Música de Pinheiro da Bemposta

Em 1881 nasceu a Sociedade Phylarmónica Harmonia Pinheirense”- primeira denominação oficial, alterada em 1901 para “Sociedade Harmonia Pinheirense”, adotando, posteriormente, a designação de “Sociedade Musical Harmonia Pinheirense”. Em 1882 (dois meses após a sua fundação) a Banda adquiriu no Porto o primeiro instrumental e, pouco tempo volvido, aconteceu o batismo formal, tocando então em público pela vez primeira e sob a batuta de um dos fundadores – Caetano Dias Ferreira, seu primeiro regente.

Tinha a Banda por essa altura como sede, uma pequena casa da família Arêde, na Rua das Vendas e que lhe serviu de berço durante oito anos. Depois, mudou-se para um prédio à entrada da “Quinta do calvário” onde instalou o quartel-general que manteve ao longo de setenta e sete anos, sempre gratuitamente, por especial deferência do proprietário, Dr. Daniel de Araújo Ribeiro.

Em 1913 terá sido a primeira Banda civil em Portugal a utilizar um instrumental em diapasão normal, totalmente niquelado, expressamente fabricado em Paris, oferecido por Sebastião Lopes da Cruz e inaugurado com a pompa que a circunstância exigia, nas tradicionais festas em honra de Nossa Senhora de La Salette desse ano.

O livro escrito pelo fundador, datado de 1884, menciona explicitamente a aquisição de algumas partituras, hinos e ordinários (marchas), sabendo-se que, posteriormente, e durante vários anos o repertório era constituído por trechos de óperas, operetas e zarzuelas. Datam de 1966 os Estatutos que garantem à Coletividade a sua existência legal e personalidade jurídica.

Em 1981, a comemoração do centenário da Banda mereceu honras de acontecimento pouco visto na terra ao congregar num programa variado atividades diversas ao longo de três semanas, desde os desfiles e concertos de Bandas (aniversariante e convidadas) até ao descerramento de uma placa na sede, passando pela romagem ao cemitério (onde também foi descerrada uma placa), a emissão de uma medalha comemorativa e a condecoração dos músicos mais antigos.

Em 1987 a aquisição de um novo e completo instrumental possibilitou, não só, a distribuição dos instrumentos existentes pelas classes mais adiantadas de aprendizagem, como representou um notável e importante incremento para a Escola de Música. Dois anos mais tarde (1989) teve início o arrojado projeto da restauração do edifício-sede (adquirido em 1966) e em 1990 foi comprado o novo fardamento.

Em 1990 fez uma digressão ao Rio de Janeiro, onde se instalou na Casa de Viseu durante oito dias. Além de se apresentar em várias outras casas regionais (Casa de Aveiro, Casa de Vila da Feira, Arouca Barra Clube e Clube Português de Niterói), atuou ainda com a Banda Sinfónica da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), no Consulado Português, no Campo de S. Bento Icaraí – Projecto “Banda na Praça” e na cidade de Rio Bonito, no interior do Estado do Rio de Janeiro onde foi recebida pelo representante da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro.

Em 1995, a Banda inaugurou as suas restauradas instalações. Com cerca de seis dezenas de executantes, o corpo de músicos é uma mescla da juventude de uns com a experiência de outros.

BMPB

Banda de Música de Pinheiro da Bemposta

Banda de Música de Pinheiro da Bemposta

Banda de Música de Santiago de Riba-Ul

Sendo a banda mais antiga do país em exercício, a Banda de Santiago de Riba-Ul ostenta um passado glorioso a caminhar para três séculos de existência. Reconhecida de Utilidade Pública nos termos do decreto-lei nº 460/77, a coletividade encontra-se inscrita na Federação Portuguesa das coletividades de Cultura e Recreio com o nº980. Embora não exista uma data precisa da sua fundação, presume-se a sua existência desde 1722, pelos vários registos e documentos que pertencem ao espólio da banda e que neste momento se encontram guardados por algumas entidades, tais como a Universidade de Aveiro.

Um desses registos que comprovam a antiguidade da Banda de Santiago é a partitura dedicada a sua Alteza Real, a Senhora Dona Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, composta por António S. Leite, Mestre de Capela, natural da cidade do Porto, intitulada “Sonatas de Guitarra”. Dos arquivos do ano de 1847 do Município de Oliveira de Azeméis, relativamente à freguesia de Santiago de Riba-Ul, transcreve-se o seguinte: “Existe n’esta frequezia uma antiga phylarmonica e orchestra, muito conhecida n’esta região e até em pontos distantes d’ella. Consta que já existia no seculo XVIII. O distincto compositor portuense Francisco Eduardo, que por vezes aqui veio, acompanhando de Manoel de Souza Carqueja, seu dedicado amigo, deixou-lhe algumas composições originaes”.

Ao longo da sua história, a Banda de Música de Santiago de Riba-Ul tem vindo a receber diversas condecorações e homenagens, pelo seu enorme valor patrimonial e artístico. Em 1967, foi condecorada pela Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis com a atribuição do nome da coletividade a uma rua da freguesia, altura a partir da qual passou a vigorar o topónimo: “Rua da Banda de Santiago de Riba-Ul”. Esta rua é onde está situada a sede da Banda. Voltou a ser homenageada pela Câmara com a Medalha de Mérito Municipal de Oliveira de Azeméis. Em 1998 foi-lhe conferido o título de Membro-Honorário da Ordem de Mérito, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. No início do século XXI, foi recuperado um instrumento antigo, um rabecão, datado de meados do século XIX, sendo mais uma prova do valor histórico que a banda tem enquanto coletividade. Com o intuito de o dar a conhecer às pessoas, a sua imagem pode encontrar na sobrecapa do primeiro CD da Banda.

A Banda de Música de Santiago de Riba -Ul aprresentou-se em diversos espetáculos desde teatros, concertos e serviços religiosos (muitos deles interpretando composições criadas pelos próprios músicos e maestros). A Banda primava também pelo seu grupo coral que teve, através dos tempos, grandes cantoras. Merecem especial referência a amadora D. Leopoldina Pinto Basto da Costa Kopke de Carvalho, D. Maria da Assunção Ferreira de Azevedo, D. Maria Augusta da Costa Lemos, D. Elvira da Costa Marques e a consagrada Rosa das Tabuaças.” Ainda hoje a coletividade apresenta um coro composto por diversas vozes, masculinas e femininas, sendo solicitado todos os anos para os mais diversos serviços religiosos.

Um dos primeiros maestros de que há memória chamava-se Valério, que mais tarde fundou a Música Velha de Ovar. A partir dessa altura, encontra-se no historial da Banda um recheado leque de maestros: Manuel da Silva Pereira, o distinto compositor portuense Francisco Eduardo (que enriqueceu a coletividade com algumas composições originais), Manuel José de Pinho Júnior, Augusto da Silva Pereira, Armando de Pinho Dias (autor da música do hino da banda), Manuel Moreira, Júlio Carvalho Azevedo, Armindo da Silva Pinho, Joaquim Fernandes, M. Correia, Emídio Costa, António Ferreira da Silva, José Alexandre Silva Sousa, Mário Afonso Costa e Diamantino Monteiro. Desta extensa lista, destaca-se o nome de Augusto da Silva Pereira, compositor, maestro e professor de música, aclamado pela imprensa regional da época e apelidado de “hábil rabequista” (violinista), cujos antepassados eram Santiaguenses. Deste 2016, essa função é desempenhada por Tiago Soares.

Atualmente, apresenta-se com um grupo de cinquenta executantes de todas as idades, com predominância para jovens de ambos os sexos, e é solicitada para as mais diversas funções, desde concertos, encontros de bandas, concursos, até às tradicionais festas populares. Em 2017, alcançou o 3º lugar com pontuação de 2º prémio na IV edição do concurso internacional de bandas CIB Filarmonia Douro. Possui  uma Escola de Música, coordenada pelo atual maestro da Banda, conta com cerca de 60 alunos e tem como objetivo investir na formação dos seus alunos para que um dia reforcem a Banda como seus executantes.

BMSRU

Banda de Música de Santiago de Riba-Ul, Oliveira de Azeméis

Banda de Música de Santiago de Riba-Ul, Oliveira de Azeméis

Banda Musical de Fajões

A Banda Musical de Fajões (Oliveira de Azeméis) é uma coletividade cultural, recreativa e artística, reconhecida como Associação de Utilidade Pública, cuja fundação remonta a 1926, sob a denominação de “Tuna Invicta de Fajões”, e com existência legal desde 1953.

Das suas atribuições destacam-se a promoção e participação em festas, saraus, concertos, classes de aperfeiçoamento, diversões e tudo mais que possa recriar e instruir. Neste sentido, a Banda Musical tem atuado em diversos pontos do país, com filarmónicas de grande relevo nacional, bem como prestado homenagem a diversas entidades públicas e privadas.

O seu corpo musical, com cerca de 75 elementos, é constituído, em grande parte, por músicos formados na sua escola e, em complemento destes, por músicos de enorme projeção nacional e internacional, atuando profissionalmente nas mais importantes orquestras portuguesas. Nas últimas décadas, épocas de maior ascensão da coletividade em termos artísticos, a banda esteve sob a direção dos maestros Américo Nunes e António Moreira Jorge e, desde 2009, do maestro Bruno Costa.

Banda Musical de Fajões, Oliveira de Azeméis

Banda Musical de Fajões, Oliveira de Azeméis

Em 1999 foi publicado o livro “A Banda Musical de Fajões na sua história local e regional”, pelo escritor e historiador Dr. Samuel de Bastos Oliveira, tendo, 2 anos mais tarde, surgido o primeiro CD desta coletividade intitulado “Carnaval de Veneza.

Em 2008, no seguimento de uma eletrizante atuação no Europarque em Santa Maria da Feira, com intervenção do trompetista Jorge Almeida (solista da Orquestra Sinfónica Portuguesa e, à época, membro da banda ), surgiu novo CD. Em 2010, teve a sua primeira internacionalização na cidade de Lucé (França).

Entre 2011, por iniciativa do diretor artístico, surgiu a 1ª edição do Musicalidades®, evento criado com a missão de proceder à descentralização cultural e proporcionar cultura e arte. Esta edição do Musicalidades® foi registada em DVD, possibilitando, desta forma, re(vi)ver 6 concertos de grande qualidade nos quais participaram músicos de relevo nacional e internacional.

Em 2012, a Banda Musical gravou um CD duplo, intitulado “7 Maravilhas”, cuja apresentação decorreu em julho no Cineteatro Caracas (Oliveira de Azeméis), num espetáculo de música e multimédia inserido no IV Festival de Bandas “Oliveira Filarmónica”. Este trabalho engloba obras do seu repertório habitual, assim como temas inéditos, algumas estreias nacionais e mesmo uma estreia mundial: “El Motivo” do compositor português Nuno Osório.

Dando sequência ao projeto iniciado em 2011, decorreu, entre setembro e outubro de 2013, a 2ª edição do Festival Musicalidades®, no qual, durante 3 semanas, em Fajões, atuaram diversos nomes de relevo da música erudita nacional e internacional.

Em 2014, na sua primeira participação num concurso de bandas, teve a ousadia de concorrer ao nível artístico mais elevado (1ª categoria) no 5º Concurso Internacional de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense, arrecadando um 3º lugar, entre um total de 33 bandas participantes. No mesmo ano, como corolário de todo o trabalho desenvolvido, a Banda Musical de Fajões foi convidada a participar nas Ferias y Fiestas en honor a Santa María de la Vega, festas principais da cidade de Salamanca (Espanha).

Em 2016, ano da comemoração do seu nonagésimo aniversário, foram quatro os marcos que a coletividade viu gravados no seu historial: apresentou a sua nova obra discográfica, intitulada “Em Conquista”, sendo considerada, unanimemente, uma obra de referência no panorama filarmónico nacional; repetiu a presença no Concurso Internacional de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense (6ª edição), arrecadando dois troféus, o 2º lugar na 1ª categoria e também o Prémio Tauromaquia para melhor interpretação de um Pasodoble; participou no X Festival Hispano-Luso de Bandas de Música y Ensembles de Viento realizado em Zamora (Espanha); e, em novembro, arrecadou o 2º lugar no III Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga bem como o prémio Batuta de Prata para melhor maestro.

Em 2017, além das suas atividades habituais, a Banda Musical gravou nova obra discográfica, num CD exclusivamente dedicado ao Fado, com solos pela trompete de Jorge Almeida. Ainda nesse ano, participou no IV Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga tendo arrecadado o 3º lugar de entre as 15 bandas participantes. Em 2019, a coletividade promoveu um espetáculo para banda e coro com mais de 100 elementos, em homenagem ao compositor espanhol Óscar Navarro, momento que ficou registado em DVD. No mesmo ano, voltou a participar no Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga, na sua VI edição, sendo das bandas mais premiadas, conquistando três troféus: o 1º lugar no prémio “São João de Braga”, o 2º lugar no prémio “Município de Braga” e ainda o prémio Batuta de Prata para melhor maestro.

Sociedade Filarmónica Cucujanense

A Sociedade Filarmónica Cucujanense nasceu em 1891 como Sociedade Musical de Cucujães, pela mão do monge beneditino Plácido Gonçalves. Por Manuel Brandão foi oferecido o primeiro instrumental, iniciando os trabalhos sob a batuta de fundador. Mas como o seu estado não permitia acompanhar a Filarmónica nas suas deslocações, houve necessidade de contratar regentes estranhos. Em 1918, António Pinto Godinho passou para a frente da Banda, que atingiu o seu auge nos anos 50 sendo considerada uma das melhores bandas dessa época. A Banda estagnou mais tarde, nos anos 60. No final da década de 1960, a Banda cai por terra.

Após uma interrupção de mais de 30 anos de completa inatividade, um grupo de cucujanenses reativou a coletividade em 1999. A sua escola tem 70 alunos.

SFC

Sociedade Filarmónica Cucujanense, de Oliveira de Azeméis

Sociedade Filarmónica Cucujanense, de Oliveira de Azeméis

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/oliveira-de-azemeis-banda-filarmonica-cucujanense.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-18 00:10:562021-06-21 11:32:08Oliveira de Azeméis e as suas filarmónicas
Danças da Lousa, Castelo Branco
Músicas no Concelho

Castelo Branco e o seu folclore

Folclore em Castelo Branco

Tradições, grupos e atividades no Concelho

  • Região: Beira Baixa
  • Distrito: Castelo Branco
  • Concelho: Castelo Branco

06 grupos

  • Danças Tradicionais da Lousa
  • Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa
  • Grupo Típico “O cancioneiro de Castelo Branco”
  • Rancho Etnográfico de Cebolais de Cima
  • Rancho Folclórico de Escalos de Cima
  • Rancho Folclórico de Retaxo
Grupo Típico “O cancioneiro de Castelo Branco”

O Grupo Típico “O cancioneiro de Castelo Branco” foi fundado a 23 de novembro de 2004. Integra a Associação Cultural e Recreativa, que engloba outros sectores da Cultura, Recreio e Desporto.

GTCCB

Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco”

Grupo Típico “O cancioneiro de Castelo Branco”

Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa

O Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa é um grupo que defende as tradições da Beira Baixa, nomeadamente os Concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão, com o maior rigor possível ao nível das danças e cantares e das representações etnográficas.

Em 2017, o Grupo das Palmeiras organizou o seu XXI encontro de folclore. Cinco grupos folclóricos participaram no Encontro de Etnografia e Folclore Cidade de Castelo Branco, que o Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa – Castelo Branco, da Associação Cultural e Recreativa “As Palmeiras”. Pelo palco passariam o grupo anfitrião e os convidados Grupo Regional de Moreira da Maia (Porto, Douro Litoral), Rancho Folclórico de Acipreste (Alcobaça, Leiria), Rancho Típico de Pombal (Leiria) e Grupo de Danças e Cantares do Paul (Covilhã). Este encontro acontece numa altura em que “As Palmeiras” assinalam 25 anos e o seu rancho faz 20 anos.

A 14 de julho de 2018, na 22ª edição do Encontro de Etnografia e Folclore Cidade de Castelo Branco, no centro cívico da cidade albicastrense, atuariam, além do grupo anfitrião, Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa, marcaria presença o Rancho Folclórico do Grupo Desportivo da Lousa – Loures, Lisboa (Estremadura); Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila, Coimbra (Beira Litoral); Rancho Folclórico da Ribeira de Santarém, Santarém (Ribatejo); e Rancho Folclórico de Escalos de Cima, Castelo Branco (Beira Baixa).

Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa

Grupo de Danças e Cantares da Beira Baixa

Rancho Etnográfico de Cebolais de Cima

O Rancho Etnográfico de Cebolais de Cima foi fundado em 1968, após duas experiências de agrupamento de folclore anteriores, que não vingaram.

Tem sido um lídimo representante da região. A sua representação baseia-se nos hábitos de gente alegre e prazenteira que tinha por hábito divertir-se e ocupar os seus tempos livres, dançando e cantando as suas melodias, entoadas de improviso, tanto ao som do harmónio, como ao ritmo da guitarra e do bandolim ou então ao compasso cadenciado dos adufes.

Nestes cantares, eram invocados os mais variados temas de índole campesina ou então cerzidos verdadeiros hinos ao trabalho ou ainda produzidas acrisoladas manifestações de idolatrado amor.

Estas exteriorizações poéticas, eram invariavelmente vazadas em sentidas quadras de redondilha maior, de saborosa frescura, fácil espontaneidade, aguçada brejeirice e acutilante sentido crítico.

O Rancho Etnográfico de Cebolais de Cima regista, anualmente, uma invejável carteira de convites, para participar nos mais variados e sonantes festivais folclóricos que se realizam no país.

Organiza um Festival de Folclore anual que tem contado com ranchos importantes no folclore nacional. É membro aderente da Federação de Folclore Português.

Rancho Folclórico de Escalos de Cima

O Rancho Folclórico de Escalos de Cima foi criado através da Associação Cultural e Etnográfica de Escalos de Cima – SQUALIUS em  2010, na localidade de Escalos de Cima. Foi fundado por um grupo de amigos da aldeia, com missão de preservar, salvaguardar e divulgar as suas próprias raízes culturais. Subiu ao palco pela primeira vez em 30 de abril de 2011.

É sobretudo composto por elementos jovens, que tentam representar de forma responsável, mas ao mesmo tempo com alegria e entusiasmo o desejo em preservar aquilo que o Homem aliou à Terra: os cantares, as danças, o labor.

Ao som da concertina e adufes, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam, com os tradicionais trajes de trabalho e domingueira, de mordoma, lavadeira e de noivos, com a graciosidade que caracteriza a beleza do seu povo.

Desde a sua existência,  o grupo já participou em várias festas, romarias e festivais do folclore, em Portugal. É membro efetivo da Federação do Folclore Português.

Rancho Folclórico do Retaxo

O Rancho Folclórico do Retaxo foi fundado em 1981. Após uma década de boas vontades iniciou um trabalho de pesquisa nos trajes, danças cantares, tradições, culinária. Atualmente é um representante fiel da sua terra, suas gentes e da zona sul do distrito de Castelo Branco.

Lousa e as suas danças

A aldeia de Lousa tem um vasto património artístico e cultural enraizado em tradições e costumes repletos de originalidade, com destaque para a Festa de Nossa Senhora dos Altos Céus e das suas danças tradicionais.

Grande é a devoção deste povo pela sua Padroeira e, no dia da sua festa, depois de recolhida a procissão, têm lugar as Danças das Virgens (ou das Donzelas), a Dança dos Homens (também chamada da Farrombana ou das Genébres) e a Dança das Tesouras.

Em meados da década de 1930, estas danças deixaram de ser realizadas durante alguns anos, tendo sido reiniciada a tradição em 1958. De então para cá têm-se mantido a apresentação da Dança das Virgens e da Dança dos Homens. A Dança das Tesouras há muitos anos que não era dançada, sendo retomada em 2001 e, depois de 2005, é apresentada anualmente com as duas outras.

Danças da Lousa, Castelo Branco

Danças da Lousa, Castelo Branco

A Dança das Virgens ou Donzelas

Oito raparigas, de 15 a 18 anos, vestidas de branco, flores na cabeça e no peito, muitos objectos de ouro pendentes do pescoço, e lenço branco, engomado, na mão, percorrem as ruas e as principais casas da povoação, acompanhadas por um tocador de guitarra, ao som da qual dançam e recitam versos.

A Dança dos Homens, das Genébres ou da Farrombana

A Dança das Genébres é executada por 10 homens, 6 vestidos com calça e camisa branca, gravata, banda de seda, de cor azul, à cinta, muitas fitas, também de seda, pendentes dos ombros e, a servir de coroa, na cabeça, grande Capela ou capacete de forma cónica enfeitada com flores artificiais e fitas que lhes caem sobre as costas (complemento das que pendem dos ombros) encimada com um penacho de flores artificiais de várias cores e de penas brancas;

Três, os mais novos, vestidos de mulher, saia e casaco branco, rede preta de malha miúda e flores na cabeça, trunfa de cabelo na nuca, e muitos colares e outros objetos de ouro pendentes do pescoço; e, finalmente, o guardião, mestre ou ensaiador, vestido de soldado, com velha espada à cinta.

Dos seis primeiros, um toca a genébres (1) e cinco as bandurras (2), e os três que fazem de mulher, os pandeiros. À ordem do guardião, formam todos em linha de três, ficando ao centro os que vestem de mulher. E a dança começa ao som arranhado e chocalheiro da genébres, acompanhado pelas bandurras e pandeiros.

(1) A genébres é provavelmente um instrumento único no País. Consta de 14 pauzinhos de pau-ferro, redondos, de tamanhos diferentes, enfiados, nas extremidades, em uma correia de couro. Crescendo em extensão, do primeiro ao último, por forma regular e progressiva, o maior deve ter de comprimento, pouco mais ou menos, o dobro do primeiro. A genébres é suspensa do pescoço pela correia que enfia nas extremidades dos paus e cobre o peito do tocador. Espécie de moderno xilofone que o tocador tange com o chuço, pedaço de pau da qualidade dos demais da genébres, produz sons mais ou menos arrastados, mais ou menos vivos, consoante a vontade do tangedor e o compasso da dança. A genébres pertence à comissão da festa e passa anualmente de uns para outros festeiros.

(2) As bandurras, que noutro tempo se vendiam na Romaria da Senhora da Póvoa, são uma espécie de violas de cordas de arame, já hoje raras.

A Dança das Tesouras

Um grupo de 8, 10 ou 12 homens vestidos de cotim, lenço branco em volta da cabeça, cada um com sua tenaz fingindo tesoura; um velho dos mais folgazões da povoação igualmente vestido de cotim e com um lenço branco atado à cabeça, e alguns rapazes de 10 a 15 anos, com seus casacos vestidos das avessas, a fingir de carneiros, começam a Dança das Tesouras pela tarde de segunda-feira, à porta da Igreja, e percorrem seguidamente as ruas e principais casas do lugar, a cantar e a representar.

O grupo, de 8, 10 ou 12 homens, consoante os que se reúnem, forma duas alas, frente a frente, a pequena distância uma da outra, deixando no meio os rapazes (carneiros). Simulando tosquiá-los, os homens batem as tenazes e cantam.

A Viola Beiroa nas Danças Tradicionais da Lousa

Conforme refere a autora Susana Dias, a Viola Beiroa era “usada na Lousa desde o século XVII para acompanhar a “Dança das Virgens” e a “Dança dos Homens”. As Danças Tradicionais da Lousa, que foram objeto de inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (Anúncio 6/2015, D.R. , 2ª série, n.º4, 7 de janeiro) incluem ainda a “Dança das Tesouras”, para além daquelas duas danças.

No documento “Pedido de Inventariação Danças Tradicionais da Lousa no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial”, em que é descrita e caracterizada pormenorizadamente cada uma das danças da Lousa, refere-se que as “Danças Tradicionais da Lousa consistem num conjunto de manifestações musicais e coreográficas, específicas desta povoação, integradas nos festejos em honra de Nossa Senhora dos Altos Céus”.

Para além do papel dos dançarinos, em cada uma das danças, “destaca-se o papel dos tocadores que, no caso das Virgens é apenas um e toca a guitarra portuguesa, não integrando a Dança e, no caso dos homens, coincide com os 6 dançarinos uma vez que estes dançam e tocam em simultâneo. Dos 6 dançarinos/tocadores, 5 tocam viola beiroa e um deles toca a genebres” (Julho de 2014, 4).

Conforme refere Isabel Leal da Costa “A viola beiroa, também conhecida por bandurra, é um instrumento popular português que aparece na zona raiana, no Distrito de Castelo Branco.(…) Embora menos difundida que o típico adufe beirão é um dos instrumentos que acompanha a Dança dos Homens” (2011).

Na descrição e caracterização que Lopes Marcelo faz dos instrumentos mais representativos da Beira Baixa, faz referência à viola beiroa ou bandurra. “Trata-se de uma viola popular portuguesa de cinco ordens de cordas de arame” e que era utilizada para acompanhamento de “descantes festivos, aos domingos, nas tabernas e, sobretudo, nos parabéns e serenatas aos noivos, nas vésperas e na noite da boda. Atualmente, quase desapareceu e apenas pode ser encontrada em ocasiões cerimoniais, destacando-se a sua aplicação na Dança dos Homens, nas festas de Maio, em honra da Senhora dos Altos Céus, na Lousa, bem perto de Castelo Branco” (1993)

Fonte: Lousanet

Fontes do Musorbis Folclore:

  • Federação do Folclore Português
  • Gente que Canta e Balha
  • Páginas de grupos etnográficos
  • Archeevo (Ministério da Administração Interna)
  • Municípios

A “Lista dos Ranchos Folclóricos” disponível na Meloteca e a informação nesta plataforma resultam de uma pesquisa aturada no Google e da nossa proximidade nas redes sociais. Foram revistos todos os historiais de grupos etnográficos de modo a facilitar a leitura.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/02/dancas-tradicionais-da-lousa-ft-jose-pio.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-17 21:44:252021-09-29 21:54:02Castelo Branco e o seu folclore
Viola beiroa, Manuel Moreira
Músicas no Concelho

Castelo Branco e os seus instrumentos

Instrumentos Musicais Populares da Lousa
Genebres

No País, o instrumento aparece apenas na freguesia de Lousa, concelho de Castelo Branco. É um atributo peculiar da “Dança dos Homens”,  conhecida também por “Dança da Genebres”. Ela tem, nessa dança, um carácter cerimonial, sendo usada apenas nessa ocasião, até porque pertence à comissão de festas e passa anualmente dos velhos festeiros para os novos.

Às genebres os antigos da Lousa chamam, por terem também ouvido chamar, «naves ou geneves». Consta de catorze pauzinhos de pau-ferro, redondos, de tamanhos diferentes, enfiados, nas extremidades, em uma correia de couro. Crescendo em extensão, do primeiro ao último, por forma regular e progressiva, o maior deve ter de comprimento, pouco mais ou menos, o dobro do primeiro.

Genebres, Joaquim Brilhantino

Genebres, Joaquim Brilhantino

É uma espécie de moderno xilofone e o homem que a leva comanda as marcações da dança e representa o elemento libertino que nela figura. Trá-la pendurada ao pescoço (os paus mais curtos para cima) pela correia de couro que liga os paus e que aí faz aselha; afasta-a do corpo com a mão esquerda, que segura a correia em baixo, e bate a bagueta (chuço) com a direita não em cada pau individualmente, mas correndo todos os paus ao mesmo tempo, de baixo para cima e vice-versa, produzindo sons mais ou menos arrastados, mais ou menos vivos, consoante a vontade do tangedor e o compasso que a dança requer.

Fonte: Dora Lourenço (2000)

Viola beiroa, ou bandurra

Este cordofone pertence à família das violas de arame tradicionais portuguesas. Também é chamada bandurra ou viola de Castelo Branco, sendo originária da região da Beira Baixa. Esta viola é, provavelmente, o parente popular do instrumento de corte chamado vihuela, muito tocado na Península Ibérica nos séculos XVII e XVIII.

Uma das diferenças em relação às suas congéneres do Norte, Sul e Ilhas de Portugal são duas cordas muito agudas, as requintas, que não podem ser pisadas sendo tocadas só com a mão direita. O instrumento foi desaparecendo da cena musical campestre, sendo substituído por outros, nomeadamente a guitarra clássica e o acordeão.

A primeira afinação conhecida da viola Beiroa é ré, si, sol, ré, lá, ré, que não permitia fazer melodias acompanhadas, sendo usada na Lousa desde o século XVII para acompanhar a “Dança das Virgens” e a “Dança dos Homens”. A sua forma de execução era semelhante à da guitarra portuguesa na mão direita, tal como o Manuel Moreira a tocava na Lousa. Não sendo conhecidos construtores deste instrumento, pensa-se que os tocadores compravam estes instrumentos nas romarias da Senhora da Póvoa e da Senhora do Almortão.

Viola beiroa, Manuel Moreira

Viola beiroa, Manuel Moreira

A afinação atual da viola beiroa, definida por Alísio Saraiva, tem como base a da guitarra portuguesa de Lisboa. As primeiras quatro ordens da viola beiroa estão exatamente uma quinta abaixo da guitarra portuguesa de Lisboa, sendo que a quinta ordem é uma segunda maior acima e as requintas são a mesma nota que a sexta ordem da guitarra, mas numa oitava diferente. Percebe-se aqui que os tocadores definem as afinações segundo os seus conhecimentos de outros instrumentos.

Fonte: Susana Vicente da Silva Dias (licenciada e mestre em Música /Guitarra Clássica)

A Associação Recreativa e Cultural Viola Beiroa

A criação da Associação Recreativa e Cultural Viola Beiroa, em 2013, foi essencial para a recuperação, revitalização e divulgação deste instrumento. Na sede, cedida pela Câmara Municipal de Castelo Branco, na Rua Tenente Valadim, em pleno Centro Histórico da cidade, decorrem várias atividades semanais.

Desde logo a sede acolhe a sala de ensaios da Orquestra Viola Beiroa, que conta com 15 elementos: o mais jovem tem 15 anos e o menos jovem 80 anos. As solicitações para concertos deste agrupamento têm vindo de todo o País e permitem divulgar este instrumento e o repertório da música de tradição oral da Beira Baixa.

Esta sede é também escola onde se aprende a tocar a Viola Beiroa. Os alunos integram depois a Orquestra Viola Beiroa.

A realização de cursos de construção de viola beiroa permitiu aos elementos da Orquestra Viola Beiroa fazerem os seus próprios instrumentos. Além destas pessoas, houve outras que depois de participarem no curso decidiram integrar a Orquestra. A sede acolhe, igualmente, a Oficina que, devidamente apetrechada de ferramentas e materiais, permite que o Mestre Eduardo Loio ministre estes cursos.

A atividade de investigação que tem sido feita pelos elementos desta Associação já originou uma tese de mestrado sobre esta temática, apresentada pela Mestre Susana Dias, onde se projeta a integração do ensino da viola beiroa nos conservatórios e escolas de música.

Foi elaborado também um método de ensino deste instrumento, concebido pelo Professor Doutor Miguel Carvalhinho com edição da Fundação INATEL e a conceção gráfica da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Paralelamente, foi gravado o CD Viola Beiroa com edição de autor, no qual o Professor Doutor Miguel Carvalhinho apresenta uma série de arranjos de músicas tradicionais da Beira Baixa e um tema original de sua autoria. Este CD teve o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco e teve divulgação nacional através da Antena 1.

Durante um Encontro de Violas de Arame na cidade estiveram presentes vários instrumentistas: Fernando Deghi com a Viola Caipira do Brasil, Pedro Mestre com a Viola Campaniça, Guilherme Órfão com a Viola de Arame da Madeira, Daniel Cristo com a Viola Braguesa e João Vila com a Viola Toeira.

Destaque, ainda, para o papel do etnomusicólogo Domingos Morais, responsável pela explicação sobre a origem desta família de instrumentos.

Nos anos 60, aquando da 1ª edição do livro “Instrumentos Musicais Populares Portugueses”, o autor Ernesto Veiga de Oliveira, referia-se a esta viola como muito rara e em vias de total extinção. Felizmente o cenário mudou e, embora não seja muito comum encontrar tocadores desta viola, ela está viva e a ser explorada não só para folclore mas também por quem procura novas sonoridades.

A loja Porto Guitarra tem à venda violas beiroas com diferentes configurações de construção, sendo as mais usuais:

Tampo: em tília, pinho (abeto)
Ilhargas e costas: nogueira
Braço: mogno
Escala: panga panga, pau santo, ébano
Mecanismo de afinação: carrilhão

Tampo: em tília, pinho (abeto)
Ilhargas e costas: mogno, cerejeira, plátano, pau santo
Braço: choupo, mogno, cedro
Escala: panga panga, pau santo, ébano
Mecanismo de afinação: cravelhas de madeira, carrilhão

Viola Beiroa

No distrito de Castelo Branco existe um interessante instrumento, de grande importância organológica e etnológica, a viola beiroa, ou bandurra. Trata-se de uma viola popular portuguesa de cinco ordens de cordas de arame, hoje muito rara. Era sobretudo usada na zona arraiana para acompanhar descantes festivos, aos domingos, nas tabernas e, sobretudo, nos parabéns e serenatas aos noivos, nas vésperas e na noite da boda. Quase desapareceu e apenas pode ser encontrada em ocasiões cerimoniais, destacando-se a sua aplicação na dança dos homens, nas festas de maio, em honra da Senhora dos Altos Céus, na Lousa. Aqui, aparece figurando a par com a genebres.

A bandurra tem o braço semelhante ao das violas ocidentais, com 80 cm de comprimento. A boca é redonda e pequena, com cerca de 6 cm de diâmetro, rodeada de frisos circulares lineares. De todas as violas portuguesas, esta é ao mesmo tempo a mais rústica e a que apresenta maior profusão de motivos ornamentais. As cravelhas, em muitos casos, foram feitas por pastores e são por vezes finamente recortadas. O cravelhal mostra dez cravelhas dorsais que correspondem a outras tantas cordas, num encordamento de cinco ordens de cordas duplas de arames.

Esta viola possui um traço peculiar que a distingue de todas as outras violas portuguesas: além desse cravelhal normal, existe um outro, situado no fundo do braço, no ângulo que este faz com a caixa, para duas cravelhas, também dorsais, a que correspondem duas cordas igualmente de arame, simples, agudas e curtas – as requintas – , que não são trilhadas e se tocam sempre soltas, como na harpa.

A “Viola Beirã”, como é conhecida, é utilizada pelas mãos de homens lousenses que a tratam com um certo cuidado e aplicam nela uma estimação tal como se fosse uma “pedra preciosa”. Na realidade até se pode considerar uma, pois estas violas já têm mais de 400 anos, segundo testemunho confirmado por um tocador das mesmas, que afirma: “Estas violas são utilizadas na Dança dos Homens e têm passado de mão em mão, desde 1640, creio eu, quando começou esta dança. Apenas uma conseguimos conservar agora connosco, algumas desapareceram e uma delas está na Gulbenkian exposta”.

Tocada apenas com o esforço das unhas dos homens, a “Viola Beirã”, é feita de madeira de casquinha e trabalhada à mão, aplicando nela alguns motivos que lhe fornecem uma certa alegria para além daquela que ela própria consegue colocar junto do nosso ouvido, através das dez cordas que possui.

Na Dança dos Homens, dão-se por contadas cinco violas que dão alegria à dança. Como apenas só foi possível conservar uma, as restantes já foram feitas à cerca de 30 anos ou mais, afirma o tocador, havendo ao todo seis, as quais tentam ser, o quanto possível, idênticas às que têm sido passadas de geração em geração. Segundo reza a história, são os descendentes que têm feito com que estas ainda sejam tocadas como à 400 anos. Também a musica que foi passada de geração em geração, se conserva intacta, e, segundo o tocador, nunca sofreu nem sofrerá alterações. Não é tocada por acordes, mas é ensinada aos descendentes, que pelo ouvido aprendem. E tudo isto se conserva desde o inicio do século XVII, desde que os homens se decidiram dedicar às Danças em honra da sua padroeira, Nossa Senhora dos Altos Céus.

Dora Lourenço, 2000 (com ligeiras adaptações)

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/02/viola-beiroa-manuel-moreira.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-02-17 21:22:402021-06-21 11:33:17Castelo Branco e os seus instrumentos
Página 130 de 194«‹128129130131132›»

Outros Artigos

Outras Notícias

Advertise hereAdvertise here

Musorbis

Musorbis é a nova plataforma que faz parte do projeto Meloteca e se dedica à divulgação do património musical na perspetiva dos concelhos de Portugal.

Música no Concelho

  • Knurl Mastering
    Paredes e os seus estúdios25 Maio, 2026 - 13:46
  • Oliveira do Bairro
    Oliveira do Bairro e a sua música16 Março, 2026 - 16:48
  • Ponte de Sor, ponte pedonal
    Ponte de Sor e a sua música17 Março, 2026 - 10:40
  • Santa Comba Dão, créditos Vítor Oliveira
    Santa Comba Dão e a sua música17 Março, 2026 - 14:53

CONTACTOS MUSORBIS

Morada:
Rua da Serra da Estrela, 86

4415-891 SANDIM VNG

Telefone:
+351 962 942 759
(Chamada para rede móvel nacional)

E-mail:
meloteca@meloteca.com

© Musorbis 2020 | By Blendup Marketing Digital
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to Pinterest
  • Link to LinkedIn
  • Política de privacidade
Scroll to top Scroll to top Scroll to top

Ao continuar a navegar, utilizaremos cookies, pixels, tags e outras tecnologias semelhantes para garantir que o website funciona corretamente. Para mais informações sobre cookies e a forma como os utilizamos clique em Saiba Mais

AceitarSaiba MaisOcultar

Cookie and Privacy Settings



How we use cookies

We may request cookies to be set on your device. We use cookies to let us know when you visit our websites, how you interact with us, to enrich your user experience, and to customize your relationship with our website.

Click on the different category headings to find out more. You can also change some of your preferences. Note that blocking some types of cookies may impact your experience on our websites and the services we are able to offer.

Essential Website Cookies

These cookies are strictly necessary to provide you with services available through our website and to use some of its features.

Because these cookies are strictly necessary to deliver the website, refusing them will have impact how our site functions. You always can block or delete cookies by changing your browser settings and force blocking all cookies on this website. But this will always prompt you to accept/refuse cookies when revisiting our site.

We fully respect if you want to refuse cookies but to avoid asking you again and again kindly allow us to store a cookie for that. You are free to opt out any time or opt in for other cookies to get a better experience. If you refuse cookies we will remove all set cookies in our domain.

We provide you with a list of stored cookies on your computer in our domain so you can check what we stored. Due to security reasons we are not able to show or modify cookies from other domains. You can check these in your browser security settings.

Google Analytics Cookies

These cookies collect information that is used either in aggregate form to help us understand how our website is being used or how effective our marketing campaigns are, or to help us customize our website and application for you in order to enhance your experience.

If you do not want that we track your visit to our site you can disable tracking in your browser here:

Other external services

We also use different external services like Google Webfonts, Google Maps, and external Video providers. Since these providers may collect personal data like your IP address we allow you to block them here. Please be aware that this might heavily reduce the functionality and appearance of our site. Changes will take effect once you reload the page.

Google Webfont Settings:

Google Map Settings:

Google reCaptcha Settings:

Vimeo and Youtube video embeds:

Other cookies

The following cookies are also needed - You can choose if you want to allow them:

Privacy Policy

You can read about our cookies and privacy settings in detail on our Privacy Policy Page.

Política de privacidade
Accept settingsHide notification only