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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Marco Fernandes, percussionista, de Arrentela, Seixal
Músicas no Concelho

Seixal e os seus músicos

Músicos do Concelho do Seixal
  • Carlos Tavares (cantor)
  • Daniel Louro (trompete)
  • João Cabrita (cantor)
  • Marco Fernandes (percussionista)
  • Mário Barradas (Lisboa/Seixal, cantor, 1986)
  • Natacha Fernandes (oboé)
  • Nuno Silva (clarinete)
  • Nuno Scarpa (trombone)
  • Renata Caldeira (cantora)
  • Vânia Osório (cantora)
Marco Fernandes

Nascido em Arrentela (1986), concelho de Seixal, Marco André Alves Fernandes iniciou a sua aprendizagem em percussão na Escola de Música da Sociedade Filarmónica União Arrentelense com os professores António Batista e David Correia. Prosseguiu os estudos musicais na Escola Profissional de Música e Artes de Almada com os professores José Carinhas e Lídio Correia, e na Escola de Música do Conservatório Nacional com os professores Carlos Voss e Carlos Girão.

Em 2005 ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa onde trabalhou com os professores Abel Cardoso e Carlos Voss. É licenciado pela Universidade de Évora na classe de Eduardo Lopes, mestre em música e ensino pela Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação dos professores Pedro Carneiro e Richard Buckley, e frequenta o programa de doutoramento em música e musicologia da Universidade de Évora.

É um dos percussionistas portugueses mais ativos da sua geração, colaborando regularmente com as seguintes formações: Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Orquestra Nacional do Porto, OrchestrUtópica, Orquestra de Câmara Portuguesa, Lisbon Film Orchestra, Ensemble Mediterrain, Ensemble D’Arcos, Lusitanus Ensemble, Ensemble Contemporâneus, Lisbon Ensemble 20/21, Quarteto de Clarinetes de Lisboa, Quarteto Lopes-Graça, Quarteto Artemsax, Moscow Piano Quartet, Brass Factory, entre outros.

Marco Fernandes, percussionista, de Arrentela, Seixal

Marco Fernandes, percussionista, de Arrentela, Seixal

É professor coordenador na Metropolitana (Academia Superior de Orquestra, Escola Profissional Metropolitana, Conservatório de Música da Metropolitana), professor assistente convidado no Departamento de Música da Escola d’Artes da Universidade de Évora e professor da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional. É também diretor artístico do grupo de percussão “Percussões da Metropolitana” e do Concurso Internacional de Percussão da Beira Interior. Marco Fernandes toca exclusivamente com baquetas e instrumentos das marcas: Innovative Percussion Inc., Majestic Percussion e Zildjian Company.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Nuno Scarpa

Natural do Seixal, o trombonista Nuno Scarpa iniciou os estudos de Trombone na banda da Sociedade Filarmónica União Arrentelense. Ingressou no Conservatório Regional de Setúbal na classe Emídio Coutinho e no Instituto Piaget na classe de Hugo Assunção.

Desempenhou as funções de 1º trombone/chefe de naipe da Orquestra Clássica do Porto de 1997 até 2000. Como instrumentista convidado colabora com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian e Orquestra Sinfonietta de Lisboa.

Foi membro dos grupos de música de câmara, quarteto de trombones Opus trombones e Ensemble Português de Trombones com o qual gravou o CD A Diferent Era. É membro do GMS – Quinteto de Metais. É professor de Trombone e Música de Câmara na Escola Profissional de Arte de Mirandela.

Fontes: Marco Fernandes facultou a informação relativa a Natacha Fernandes (oboé), Nuno Silva (clarinete), Nuno Scarpa (trombone), Daniel Louro (trompete).

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Destaca-te no Musorbis

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/seixal-marco-fernandes-percussionista.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-18 10:17:392025-02-22 23:39:55Seixal e os seus músicos
Sónia Sobral, acordeonista, de SernancelheAna Filipa Flores
Músicas no Concelho

Sernancelhe e os seus músicos

Músicos do Concelho de Sernancelhe

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Sónia Sobral (acordeão)
Sónia Sobral

Natural de Sarzeda, Sernancelhe, distrito de Viseu, Sónia Valverde Sobral nasceu em 1993 e iniciou o estudo do Acordeão aos sete anos, na Associação de Acordeonistas do Távora e Douro Sul. Estudou no Conservatório Regional de Música em Viseu, sob a docência de Nuno Silva e foi depois admitida, em 2011, na Universidade de Aveiro, no Curso Superior de Música, na classe de Abel Moura.

Estudou posteriormente na Estonian Academy of Music and Theatre em Tallinn, em 2015/2016, com a professora Sirje Mõttus. Terminou o Mestrado em Ensino de Música na UA, em 2017, com o tema “Aplicação de Processos Criativos como Complemento Pedagógico na Construção de Competências Técnico-Performativas no Acordeão” como projeto de investigação, ao qual obteve a classificação de 19 valores.

Estudou também jazz, músicas do mundo e improvisação em 2017/2018, no Curso Creative World Music, na ESTAL em Lisboa, com os Professores Pedro Madaleno e João Frade.

Participou em classes de aperfeiçoamento e workshops orientadas por músicos e professores de renome internacional e obteve alguns prémios em concursos de Acordeão. Integrou a Orquestra de Acordeões de Viseu, projetos como Prana, Fado Jazz e Toques do Caramulo, tocou como solista com a Filarmónica Ressurreição de Mira e integrou The Troublemaker.

Fez uma participação no TEDx em Aveiro em 2015, com o projeto de música de câmara Tangueiros. Participou nas gravações do audiobook de “Mensagem de Fernando Pessoa” (2012) de Guilherme Gomes, e nos discos “Canções de umor” (2014) do Reportório Osório e “Mexe!” dos Toques do Caramulo (2017). Participou também numa residência artística em Venosa, Itália, no laboratório de música Suoni de Pietra, onde integrou a Orquestra Matera 2019, dirigida por Carlo Goldstein.

Dirige, desde 2010, o grupo de música tradicional Teletuna, de Viseu e integra ainda três projetos da d’Orfeu AC: Reportório Osório (desde 2013), Canções Difíceis Fáceis de Saber (desde 2019) e dois,pois (estreado em 2020). Realiza concertos em diversas salas do país e em conceituados festivais de música, passando já pela Ilha de Santiago, em Cabo Verde (em 2015 e 2019), no Brasil, mais especificamente Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (em 2016), ainda em Porto Alegre (já em 2018), onde integrou também o espetáculo brasileiro Sbornia Kontratacka e mais recentemente, no Mercat de Música Viva de VIC e na Fira Trovam, em Espanha.

É professora de Acordeão na Associação de Acordeonistas do Távora e Douro Sul, no Conservatório de Música de Seia e na Escola Profissional Serra da Estrela.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Filarmónica União Sardoalense
Músicas no Concelho

Sardoal e as suas filarmónicas

Filarmónicas do Sardoal

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica União Sardoalense

Em 1862, foi criada a “Sociedade Philarmónica Sardoalense” que teve os estatutos aprovados nesse mesmo ano e se terá mantido durante vários anos. Por volta de 1900 existiam duas bandas no Sardoal. Em 1901, foi fundada a “Sociedade Fraternidade Sardoalense” e ficaram duas Bandas, que ficariam conhecidas, em termos populares, como “Música dos Carapaus” e a “Música dos Ciganos”, que protagonizaram algumas rivalidades.

Em 1911 surge a “Filarmónica União Sardoalense”, junção das duas bandas existentes, não havendo dúvidas que teve origem na “Sociedade Filarmónica Sardoalense”, fundada em 1862. A FUS hoje mantém uma Banda de Música com cerca de 40 músicos executantes e 35 alunos na Escola de Música. Continua a participar em festas religiosas e associativas, atividades concelhias, participa em encontros de bandas pelo país e conta com a organização do VII Encontro de Bandas Filarmónicas do Sardoal. É regida pelo Maestro Américo João Beirão Rosado da Costa Lobato.

Filarmónica União Sardoalense

Filarmónica União Sardoalense

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Soul Brothers Empire, banda de Proença-a-Nova
Músicas no Concelho

Proença-a-Nova e os seus músicos

Músicos do Concelho de Proença-a-Nova

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Soul Brothers Empire

Soul Brothers Empire é uma banda de Proença-a-Nova. “Creation” é o seu primeiro disco, que conta com originais como “Free To Go”, “Soul Brothers”, “Eye Of The Rasta” e um tema divulgado através de  videoclip que fez sucesso nas redes sociais, “Jah Of Creation”. Desde cedo os membros da banda (na sua maioria naturais de Proença-a-Nova) começaram a interessar-se por música e, em 2010, os quatro amigos formaram o grupo que viria a afirmar-se a nível nacional.

No currículo predominam os festivais com públicos mais jovens, como a Queima das Fitas de Coimbra (palco principal), a Semana Académica da Covilhã, a Semana Académica de Castelo Branco, o Enterro do Caloiro de Aveiro, onde partilharam o palco com Natiruts, sem esquecer as festas do Município, em que têm feito vibrar o público. Realizaram uma apresentação no Music Box em Lisboa, através do concurso Rock Rendez Worten, no qual participaram em 2011. Tocaram também na Festa do Avante. A banda de originais mistura reggae, punk, rock e ska (entre outros), numa fusão única.

Os Soul Brothers Empire contam com Cláudio Martins na bateria, Gil Henriques na guitarra solo e voz, Joka na guitarra ritmo e Pedro Martins (da Sertã) no baixo. Oriundos da mesma região, admitem que não é fácil viver da música em Portugal devido à falta de apoios, o que se intensifica no interior do país, onde há cada vez menos população jovem. Contudo, o grupo conta com uma cada vez maior legião de fãs e admiradores e não perde a esperança de continuar a crescer e a espalhar a sua música e o seu espírito por Portugal e além-fronteiras. O trabalho pode ser acompanhado nas redes sociais Facebook, YouTube, Twitter e Myspace.

Soul Brothers Empire, banda de Proença-a-Nova

Soul Brothers Empire, banda de Proença-a-Nova

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos seniores.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/proenca-a-nova-soul-brothers-empire.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-18 12:59:062024-12-13 20:55:39Proença-a-Nova e os seus músicos
Filarmónica União Artista de São Roque do Pico
Músicas no Concelho

São Roque do Pico e as suas filarmónicas

Filarmónicas de São Roque do Pico

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica Liberdade do Cais do Pico

A FLCP foi fundada em 1910 é fundada e interrompeu a atividade em 1917. Na década de 1930, Manuel Hermínio Mamede, jovem talentoso de apenas 18 anos, fez ressurgir a Filarmónica Liberdade através do ensino de música a novos tocadores, na loja de seu pai. Na Páscoa de 1939, a Filarmónica Liberdade desfilou novamente pelas ruas do Cais do Pico com os seus novos 20 executantes.

Ao longo dos anos, sucedem-se os edifícios para os ensaios da filarmónica. A antiga Padaria, no Canto, a casa de Manuel Álvaro de Simas, na Cova, a casa de João Silveira, novamente no Canto, a casa de António Macedo, na rua João Bento de Lima, a casa de Manuel Adelino Gomes, na rua do Poço, o clube de Manuel Jorge Nascimento, a casa do campo de jogos dos Bombeiros Voluntários de S. Roque, o Convento São Pedro de Alcântara, o Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia e, por fim, a sede própria na Alameda 10 de Novembro de 1542. Este edifício foi inaugurado em 2005. Encerrada em 1958, a Filarmónica Liberdade reabriu em 1966.

Integrada no Centro Recreio Popular do Cais do Pico, a filarmónica está na origem do convívio proporcionado por este Centro, através de conjuntos de baile (os Marcianos e os Astronautas). Em 1968, sob a regência de Manuel Machado, a Filarmónica Liberdade ganhou lugar de destaque no concurso de bandas musicais que, a nível Açores-Madeira, estavam inscritas na FNAT (Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho). Obteve o 1º lugar do ex-distrito da Horta, segundo lugar do Arquipélago dos Açores e um honroso terceiro lugar Açores-Madeira. Em 2001,obteve o estatuto de Utilidade Pública.

Em 2010, ao comemorar cem anos de existência, programou um leque de atividades específicas para a celebração deste evento, editou o CD Centenário e realizou um passeio às festas concelhias da Praia da Vitória. A Filarmónica Liberdade tem efetuado, ao longo dos anos, inúmeras atuações no Pico, nas outras ilhas, no território continental e no estrangeiro.

Filarmónica União Artista de São Roque do Pico

Tendo como berço o Convento de S. Pedro de Alcântara, Vila de São Roque do Pico, a 1 de março de 1880, exibia-se pela primeira vez em público a Filarmónica União Artista. O seu fundador e primeiro maestro foi um funcionário público de nome Manuel Garcia e Simas.

Desde sempre que a música fazia parte do ser e do sentir da freguesia. Ranchos de Natal, bailaricos, teatros e, sobretudo, as chamadas “capelas”, que animavam a liturgia dos atos religiosos, foram fatores decisivos para que esta agremiação um dia fosse realidade. Acresce ainda, a influência franciscana que por aqui deixou rastos de beleza que a música expressa. Vinte anos após a sua existência, seu mestre, o Senhor Miranda, houve por bem fundar uma nova sede em S. Roque, onde residia, para assim lhe prestar melhor assistência. O povo do lugar do Cais do Pico não gostou e, com elementos desta banda e outros mais, fundou uma nova filarmónica – a Liberdade do Cais do Pico – tendo-se criado então, entre as duas, certa rivalidade, o que redundou no maior empenho dos tocadores e dos seus sócios para mais e melhor.

Sempre pronta em servir, a União Artista já esteve por variadíssimas vezes em todas as freguesias da ilha e, em anos atrás, quando o isolamento das mesmas era uma realidade, tocadores e simpatizantes, instrumentos às costas, percorriam a pé quilómetros e quilómetros, atravessando a ilha, para honrar os seus compromissos.” (excertos do trabalho s/a história desta Filarmónica da autoria do comendador P. José Idalmiro A. Ferreira). Exceção feita ao Corvo, exibiu várias vezes nas ilhas dos Açores, assim como no continente português, Estados Unidos da América e no Canada.

Mantém desde 1978 uma escola de música, de onde saem anualmente os jovens que vão renovando a Filarmónica. Na ilha do Pico, quase todos os anos, participa nas principais festas concelhias Também na Semana do Mar e/ou na Festa deNossa Senhora das Angústias, no Faial ou na Semana Cultural das Velas – S. Jorge. Mais recentemente tem tido participação assídua no Festival de Bandas Filarmónicas da ilha do Pico. Foi declarada Instituição de Utilidade Pública em 2001. Aquando das comemorações do 120º aniversário da sua fundação (2000), emitiu-se uma Medalha comemorativa, com o apoio do Município e foi editado o livro (Monografia) – Sinfonia dos 120 anos da “União Artista”, da autoria do Comendador P. José Idalmiro Ávila Ferreira. Igualmente com o apoio da edilidade foi emitida uma Medalha comemorativa dos 125 anos desta Filarmónica, em 2005. A FUA conta com cerca de 40 elementos, tendo como maestro Paulo Freitas.

BUASRP

Filarmónica União Artista de São Roque do Pico

Filarmónica União Artista de São Roque do Pico

Sociedade Filarmónica Recreio Santamarense

Fundada em 1946, Instituição de Utilidade Pública desde 2009, a SFRS é uma das mais recentes da ilha do Pico. Tem 21 músicos da freguesia, o que torna indispensável o apoio de tocadores de outras filarmónicas da ilha e de jovens de outras localidades, principalmente da Ribeirinha.

A música era, habitualmente, executada em instrumentos de corda nas folgas, música esta com um caráter popular e de baile, sendo a mais apreciada e tocada a famosa chamarrita, ou então por um grupo de foliões que apenas atuava pelas festas do Espírito Santo.  A primeira direção ficou composta pelo Padre Glória (presidente), Amaro Silva (secretário) e Luís Pereira (tesoureiro). A SFRS ficou sediada na Casa da Copeira e antes de haver a sua própria sede, os ensaios eram feitos na sala de casa do Amaro Silva – um dos 33 sócios fundadores. O tecido do primeiro fardamento era de cotim branco e todo ele tomou molde pelas mãos das então afamadas costureiras de Santo Amaro. O primeiro instrumental veio de Lisboa, embora só pudesse ser pago porque houve mãos de beneméritos que muito ajudaram a filarmónica, oferecendo e emprestando dinheiro e tendo a paciência de esperar até que as dívidas fossem saldadas.

A primeira versão da sede da SFRS começou a ser construída em 1970, nunca tendo sido terminada. Os trabalhadores que ergueram este edifício foram os próprios tocadores, dirigentes e gentes da freguesia. Desde o início, a sede da SFRS serviu de apoio à freguesia para a realização de eventos e festividades. Perante a sua utilidade e pelo fato de ser um imóvel inacabado, verificou-se a necessidade de se realizarem obras com a finalidade desta filarmónica ter um espaço adequado e condigno para as atividades que promove. Sendo assim, iniciaram-se os trabalhos de ampliação e alteração do edifício em 1997: desta vez foi efetuada uma remodelação total do edifício, pelo que foi ampliado com mais 120 m². Nesta fase da história da Filarmónica sobressai a morte drástica do seu presidente e músico Paulo Roque Matos, em virtude do desabamento cobertura do edifício em dia de temporal. A nova versão da sede foi inaugurada em 2000, melhorada entre 2010 e 2013. O edifício atual encontra-se implantado no mesmo local do seu antecessor, no limite da orla costeira, constituindo uma das fachadas do espaço público central da freguesia denominado Largo da Igreja, com a igreja, a escola, o salão paroquial e casa da copeira.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/sao-roque-do-pico-filarmonica-uniao-artista-de-s-r-d-p-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-18 23:26:112021-07-17 08:22:29São Roque do Pico e as suas filarmónicas
Emiliano Toste, editor e produtor, natural de Praia da Vitória
Músicas no Concelho

Praia da Vitória e os seus músicos

Músicos do Concelho da Praia da Vitória

Ilha Terceira, Açores

[ Serviço público sem financiamento público, o Musorbis é um projeto em desenvolvimento lançado em 2020.

  • Emiliano Toste
  • Gualter Silva
Emiliano Toste

Editor e produtor, Emiliano Toste nasceu a 24 de outubro de 1958 em Cabo da Praia, Concelho de Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores. Iniciou os estudos musicais na sua terra natal, no Conservatório de Música de Angra do Heroísmo, onde frequentou a Classe de Canto de Luísa Alcobia Leal. Prosseguiu os estudos no Conservatório de Música do Porto, onde efetuou o Curso Geral de Canto na Classe de Isabel Mallaguerra.

Concluiu o Curso Superior de Canto, com distinção, no Conservatório de Música de Gaia, na Classe de Mário Mateus. Frequentou a Classe de Canto de Palmira Troufa em regime livre. Estudou, ainda, Violino, Piano e Clarinete.

É licenciado em Educação Musical pela Universidade do Minho.

Efetuou uma recolha de espécimes musicais tradicionais nas 9 ilhas do arquipélago dos Açores, com o objetivo de proceder a uma publicação subordinada ao tema: A Música Regional Açoriana. O espólio, resultante desta recolha efetuada entre 1978 e 2017, é composto por 51 CD que contêm espécimes musicais e entrevistas às fontes de informação. Foi doado à Direção Regional de Cultura dos Açores, no dia 12 de junho de 2017.

É autor de Missa Atlântica, obra para Coro e Órgão, dedicada ao Orfeão de Gondomar e de Flauta Básica, publicação composta por livro e CD áudio, tendo como função didática o ensino básico da Flauta de bisel. É autor, ainda, de alguns temas musicais autónomos, entre os quais, os que se integram no projeto em CD áudio Andanças do Mar, em parceria com o letrista Victor Rui Dores.

É produtor e editor desde 1996, sendo de destacar as seguintes coletâneas:

  • Folclore Português
  • Bandas Filarmónicas Portuguesas
  • Música Tradicional da Madeira
  • Música Tradicional dos Açores

Emiliano Toste é editou ainda outros trabalhos de música tradicional açoriana. Possui, ainda, no seu catálogo de edições em CD áudio, outros trabalhos de música tradicional do continente português, de música para Banda Filarmónica, Coral, Clássica, Jazz, Pop/Rock, Fado, de Expressão atlântica e de Poesia.

A partir de 2005, desenvolveu também a sua atividade na área da edição de DVD musicais.

Possui estúdio próprio de produção e pós-produção de áudio e vídeo: Estúdio Toste, no qual realiza trabalhos para a sua editora e para outras editoras fonográficas. Possui, ainda, estúdio móvel, com o qual realiza projetos na área do áudio e do vídeo, para edição de CD áudio, DVD vídeo e projetos em alta definição (Full HD e 4K).

É portador da Medalha de Prata de Valor Cultural atribuída pela Câmara Municipal de Praia da Vitória.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Emiliano Toste, editor e produtor, natural de Praia da Vitória

Emiliano Toste, editor e produtor, natural de Praia da Vitória

Gualter Silva

Gualter Silva nasceu na freguesia de Santa Cruz, concelho da Praia da Vitória, em 1999. De acordo com o Praia Expresso, de 14 de fevereiro de 2021, Gualter Silva cursa composição musical na Escola Superior de Música de Lisboa. Desde junho de 2020, o jovem praiense é também o compositor responsável pela banda sonora de uma nova série documental de produção independente a passar brevemente na RTP. Este projeto, que lhe permite experienciar algo de absolutamente novo no âmbito da composição musical e, simultaneamente, trabalhar e aprender com grandes nomes da cinematografia portuguesa, surge na sequência de um rumo há muito trilhado e que alicerçado numa forte paixão, aposta na composição musical como forma de vida.

Ainda muito novo e pelas mãos do pai – músico amador – Gualter Silva ingressou na escola de música da Filarmónica União Praiense. A partir desta altura a música começou a fazer parte integrante da sua vida e a determinar muitas das suas opções de vida, nomeadamente no que diz respeito aos estudos. Depois de frequentar o Conservatório na Praia da Vitória, em 2016, rumou até ao Continente, para estudar na Escola Profissional de Música da JOBRA. Embora estudando trompete, a composição musical sempre o fascinou. Em 2019, prestou provas em composição musical para ingresso na Escola Superior de Música de Lisboa, onde, frequenta o 2.º ano de licenciatura.

Gualter Silva, compositor, Praia da Vitória

Gualter Silva, compositor, Praia da Vitória

Na Capital que esta oportunidade para compor a banda sonora de uma série surgiu.

“É na Capital que se situam grande número de produtoras e é também na Capital onde estão as estações de televisão, sendo por isso natural e inevitável, que seja por ali que as produtoras procurem parceiros para os seus projetos”.

Os produtores das editoras LX Filmes e Ocidental Filmes — responsáveis pela série — falaram com o professor Jaime Reis, que lhes indicou o nome do seu aluno Gualter Silva. “Depois, acabei por conhecer os diretores, e penso que houve uma grande coordenação e também uma grande empatia das duas partes, que fez com que conseguíssemos nos entender e trabalhar muito bem”, explica o jovem compositor.

Embora já com diversos trabalhos de composição, este projeto apresenta-se como algo completamente novo e absolutamente desafiante, levando-lhe a desenvolver novas competências no processo de composição.

“Destaco que este é o meu primeiro trabalho cinematográfico ou de música para imagem. O processo de composição é totalmente diferente do que estava habituado. Sempre fui um compositor livre de escrever no tempo e na forma que pretendia, mas na música para imagem não é assim. Apesar de a imagem já nos dar muitas ideias do que podemos fazer a nível melódico e rítmico, o tempo dos takes podem tornar-se limitadores para a ideia, até mesmo o simples facto de naquele preciso segundo ter que haver um som, torna-se uma barreira para a criação livre que estava habituado. Mas é um tipo de trabalho que há muito tinha curiosidade e estou contente com os resultados obtidos”, salienta.

De facto, entre a ideia musical inicial, a música gravada e a edição final, muitos são os passos e as pessoas envolvidas, num processo em que tudo é trabalhado aos mais ínfimo pormenor.

“Neste trabalho eu começo por compor as músicas que depois envio para o sonoplasta as utilizar no take. De seguida, trabalhamos os ajustamentos ao nível dos timing’s, pois nem sempre a música se ajusta ao tempo do take, pelo que é necessário garantir este equilíbrio. Feito este trabalho gravamos com os músicos, e depois, a música é novamente enviada para os diretores do projeto que fazem uma última edição, antes de a música ser definitivamente lançada”, descreveu Gualter Silva.

Trabalham com Gualter Silva neste projeto uma equipa de cerca de 30 pessoas, o que na realidade dos tempos atuais tem constituído uma dificuldade face à necessidade do tão propalado “distanciamento físico”. Ainda assim, as gravações sem conhecerem a celeridade que seria desejável tem corrido a bom ritmo, cumprindo os prazos previstos.

“Terminei as músicas do episódio piloto em meados de setembro, mas devido à pandemia só em janeiro é que as conseguimos gravar. Nesta gravação éramos uma equipa de 30 pessoas, embora não estivéssemos todos juntos ao mesmo tempo, o que dificulta um pouco mais o trabalho. A Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco proporcionou-nos excelentes condições, ao disponibilizar-nos diversas salas para que reduzíssemos ao máximo o risco de contágio”, explicou.

A série espelha a passagem da Monarquia para a República. Retrata a vida e época do último conde de Mafra, Thomas de Mello Breyner (1866 — 1933), baseando-se nos seus diários pessoais, é constituída por três episódios, dos quais um já se encontra com a banda sonora concluída.

“As influências da Terceira estão presentes não só neste projeto como em todas as minhas criações”, diz Gualter Silva, para de seguida complementar: “Não tem necessariamente que ser sonoridades de música tradicional, mas ela acaba sempre por estar presente, por constituir uma das minhas fontes de inspiração melódica. Procuro sempre incorporar os sons da natureza, o mar, o ar, o vento nas árvores, e isto vem do meu ser ilhéu, pois fui criado com estes sons ambientes, que incorporei nesta banda sonora como em quase todas as minhas criações musicais”.

Ainda sem dada definida para a estreia nacional, estima-se que a série possa estrear no final do corrente ano. Naturalmente, Gualter Silva aguarda com expectativa essa estreia e as janelas de oportunidades que a mesma possa abrir.

“Já há na ideia novos projetos, mas para já não passam disso mesmo — ideias, o que me deixa, por um lado, orgulhoso porque o meu trabalho cumpriu com as expectativas, mas por outro, com a responsabilidade de fazer mais e melhor”.

“Quero continuar a trilhar o meu caminho, orgulhando sempre a minha terra e as minhas gentes, pois isso é algo que também me deixa muito orgulhoso!”, concluiu Gualter Silva.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/emiliano-toste-produtor-2013.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-17 23:29:342022-02-20 00:47:24Praia da Vitória e os seus músicos
Duarte Arribança, músico, de Rio Maior
Músicas no Concelho

Rio Maior e os seus músicos

Músicos do Concelho de Rio Maior

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Duarte Arribança (músico)

O jovem músico natural de Rio Maior, Duarte Arribança, cedo demonstrou interesse pela música e foi vocalista em algumas bandas locais, como os Nictúria. Em 2001, numas férias de verão passou na Madeira em casa do Nélio (bateria), na companhia do Pedro (guitarra), conheceu o Bruno (guitarra) e o Paulo (baixo). Juntaram-se para tocar umas músicas e sentiram logo que tinham muito em comum. Por esses dias estava a decorrer um concurso de novas bandas no Funchal e, com apenas três dias de formação, venceram a competição que tinha como prémio ser banda de apoio no concerto dos Entre Aspas e dos GNR.

Acabadas as férias regressaram a casa e voltaram a encontrar-se um ano depois, também na Madeira, para participarem no concurso Antena3 Rock e voltaram a arrecadar de novo o primeiro lugar. A partir daí o potencial da banda foi tido em consideração e decidiram investir neste projeto. O Paulo não conseguiu vir para o continente, sendo substituído pelo Luís, nascendo, assim, os CAIM. Desde o mais puro hard rock, rasgado pelo funk, chegando mesmo ao country, os CAIM trabalham a sua música, desde a guitarra elétrica à acústica até à percussão tribal. Com cada vez mais seguidores da banda, que trabalhavam nas mais diversas áreas profissionais e pessoal ligado à TVI, a banda integrou a banda sonora da séria Morangos com Açúcar, graças ao sucesso do EP gravado em 2004 e ao tema Beg a Dime.

A partir daí foi sempre em crescendo, até que em 2007 conseguiram editar o seu primeiro álbum Beg a Dime e nesse mesmo ano subiram pela primeira vez ao palco do Rock in Rio. Em digressão, percorreram o país de norte a sul com o Apoio Oficial da Rádio Comercial e SIC Radical. Partilharam o palco com várias bandas, como os Xutos & Pontapés, Fingertips, Pólo Norte, GNR, Clã e Buraka Som Sistema. Marcaram presença no Festival Rock in Rio Lisboa 2008, onde contaram com a especial presença do baixista Ciro Cruz (Gabriel o Pensador), também produtor de Beg A Dime.

Nos anos seguintes, a digressão continuou pelas estradas nacionais passando pelo Festival Santa Cruz Ocean Spirit, Marés Vivas, GreenFest, Angra Rock, Funchal Music Fest, auditórios, festas académicas e festas municipais. Intercalando os concertos com a gravação das músicas para o novo álbum. Work in Progress é o nome do segundo álbum, editado em 2010 e contou com o Apoio Oficial da Rádio Comercial e site Cotonete.

Duarte Arribança, músico, de Rio Maior

Duarte Arribança, músico, de Rio Maior

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/rio-maior-duarte-arribanca-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-17 23:29:512021-07-17 09:33:27Rio Maior e os seus músicos
Filarmónica Aliança dos Prazeres do Pico da Pedra
Músicas no Concelho

Ribeira Grande e as suas filarmónicas

Filarmónicas da Ribeira Grande

Ilha de São Miguel, Açores

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Associação Musical Lira do Espírito Santo da Maia

A AMLESM foi fundada em 1936 e foi declarada Instituição de Utilidade Pública em 2000. Mantem desde o início a sua Escola de Música, com uma média de frequência de 12 alunos.

No seu currículo, predominam os concertos realizados na ilha de São Miguel e o acompanhamento de procissões, por altura das festas das paróquias ou dos Impérios do Espírito Santo, num total de cerca de 30 a 35 atuações anuais.

Realizou concertos na Ilha de Santa Maria, em Montemor-o-Velho, este ao abrigo de um intercâmbio, e nas Grandes Festas do Espírito Santo, em Fall River – Estados Unidos da América. Alguns elementos da agremiação musical distinguiram-se como músicos da Banda da Zona Militar dos Açores, da Banda Juvenil dos Açores e de Bandas das comunidades emigrantes nos Estados Unidos da América e Canadá. Assim, a partir dos anos de 2014 e 2015, começou a planear e a organizar o seu plano cultural de atividades, que incluem “Concerto/Cortejo de Carnaval”, “Festival de Sopas”, Marcha Popular Infanto-Juvenil, Celebração do 25 de Abril, Semana Cultural da Maia – Noite do Pão Quente, Doação de Sangue, Comemoração do aniversário da Filarmónica, Homenagem a Santa Cecília, Concerto de Natal. Em prol de uma cultura mais abrangente, a Associação incorporou, em 2015, um grupo de “Banda Rock” na sua sede, apoiando, deste modo, os jovens na promoção e prosseguimento dos seus objetivos e gostos artísticos.

Filarmónica Aliança dos Prazeres

A Filarmónica Aliança dos Prazeres, como o seu nome indica, foi fruto dos esforços para a fusão de duas bandas existentes na freguesia do Pico da Pedra, a Lira dos Prazeres, fundada em 1913 e a União dos Prazeres Micaelense, criada em 1921, e ambas inativas nos anos cinquenta. Desde meados da década de 1950, no Pico da Pedra começou a pensar-se na criação de uma nova Banda de Música, o que veio a acontecer alguns anos depois, após esfriarem as quezílias entre os partidários das extintas filarmónicas. A nova geração que pôs ombros à tarefa era constituída por: José da Silva Calisto, Álvaro Labão, Cristóvão de Aguiar e José Almeida Alves, sendo este último o primeiro maestro da filarmónica Aliança dos Prazeres, fundada em 16 de Agosto de 1958.

A Filarmónica faz hoje parte da Associação Cultural Recreativa e Desportiva do Pico da Pedra, criada em 1976, para coordenar as atividades culturais e outras na freguesia. Esta filarmónica, participou já em concursos de Bandas, tendo obtido boa classificação. Também gravou um LP, em 1980, e um CD, que foi lançado, durante a sua festa de aniversário, a 16 de Agosto de 2009.

Ao longo de mais cinquenta e nove anos ao serviço da cultura, a Aliança dos Prazeres presta serviço em quase todas as localidades da Ilha de S. Miguel, participando em honra das festividades das freguesias e executando alguns concertos. Marca também presença na Procissão em Honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres, onde proporciona alguns concertos durante estas festividades.

  • Deslocou-se também às ilhas de Santa Maria (1980 – festas de Santo Espírito e em 1998 – festas do feriado do 15 de agosto);
  • Pico (1981 – festas do Bom Jesus em S. Mateus e em 2011 – festas da Vila da Madalena);
  • Terceira (2008 e 2014 para participar nas festa da cidade da Praia da Vitória;

Um intercâmbio com a Banda Corvalense, onde participou nas festas da localidade alentejana de São Pedro Corval. Em 2017 deslocou-se novamente ao continente, num intercâmbio com a Filarmónica Simão da Veiga na localidade de Lavre, concelho de Montemor o Novo.

Fora da Europa, no ano de 2009 esteve nos Estados Unidos da América, onde participou nas grandes festas em honra do Divino Espírito Santo, em Fall River.

À data de 7 de Julho de 2022 era composta por 45 elementos, tendo como presidente Diana Alves e como maestro Tiago Ferreira.

FAPPP

Filarmónica Aliança dos Prazeres do Pico da Pedra

Filarmónica Aliança dos Prazeres

Filarmónica Lira do Divino Espírito Santo da Maia

A Filarmónica Lira do Divino Espírito Santo da Maia foi fundada em 1936  e teve a primeira aparição pública a 3 de abril de 1937. Desde o início teve sempre escolas de música com participação media de 12 alunos em cada triénio. Anualmente tem cerca de 35 atuações, procissões de paróquias ou em Impérios do Espírito Santo.

Como atuações fora da Ilha, destacam-se as ocorridas em Montemor-o-Velho, Ilha de Santa Maria e nas grandes Festas do Espírito Santo em Fall River. Têm sido regentes desta Associação Musical grande nomes do panorama musical açoriano, como Benjamim Rodrigues ou Mário Coelho da Ilha da Terceira. A Banda foi classificada como Instituição de Utilidade Pública no ano 2000.

Filarmónica Lira do Norte

A Sociedade Filarmónica Lira do Norte, mais conhecida por Música Velha, foi fundada em 1867. A 11 de outubro de 1868 a Banda Velha estreou o seu hino executado aquando da procissão de Nossa Senhora do Rosário, que ainda hoje se realiza, sendo a respetiva partitura de Jacinto Inácio Cabral, que foi mestre da Capela da cidade de Ponta Delgada, autor do popular hino do espírito Santo. A sua direção em 13 de março de 1879 deliberou abrir uma aula de Instrução Primária, não só para os filarmónicos como também para os seus sócios. No mesmo ano, aproveitando ela a homenagem ao Sr. José Maria Raposo de Amaral, chefe do partido progressista que subira ao poder nessa ocasião, abrilhantou a banda tal festa, que lhe rendeu a oferta dum novo instrumental.

Em 1884 o Conde da Praia e de Monforte, dotou a Lira do Norte com novo instrumental e fardamento, arcando ainda com as despesas da renda da sede e do respetivo regente. Em 1898 um misterioso e violento incêndio destruiu tudo quanto na sua sede se encontrava. Das mãos do comendador João Lourenço da Silva, seu conterrâneo, recebeu ela, em 1902, a valiosa oferta de um estandarte conseguindo também adquirir sede própria.

A Banda participa anualmente no Império da Bandeira do Espírito Santo de Pentecostes, assim como nos cortejos e concertos por toda a ilha de São Miguel. Mantém como tradição o cantar às estrelas e a festa em honra de Santa Cecília, padroeira da música e dos músicos. Efetuou digressões ao Canadá, Estados Unidos da América, Santa Maria, Faial, Pico e Ilha da Madeira. Tem como presidente Mariano Gouveia e é dirigida pelo Maestro António Arruda.

Filarmónica Progresso do Norte

Fundada em 1888, a Filarmónica Progresso do Norte parece ter sido, conforme narram os mais antigos, e de acordo com Joaquim Maria Cabral, autor do livro «Filarmónicas da Ilha de São Miguel, a sucessora da ‘Marcial Bom Jesus’, fundada em 1882. A banda mais antiga de Rabo de Peixe, a Lira do Norte, foi fundada em 1865, por «Progressistas», mas os «Regeneradores» acabaram por tomar conta dela, pelo que, naturalmente os fundadores da Marcial não eram regeneradores.

Também, obviamente, que a Progresso do Norte, foi fundada e mantida por progressistas, até mesmo pelo nome que possui. Ainda hoje, mesmo sob uma forma muito mais desvanecida, a Progresso do Norte alberga, no universo rabopeixense, muitas das famílias mais carenciadas da vila. Instalada na atual sede (acabada de ser ampliada, com significativa ajuda dos emigrantes) desde 1917, devido à II Grande Guerra, teve que encerrar temporariamente, mas reorganizou-se em 1950, tendo recebido grandes ajudas dos emigrantes dos Estados Unidos e das Bermudas (mais tarde do Canadá). O edifício da sede é um ‘imóvel de interesse concelhio’, desde 1998.

A Banda foi a primeira a tocar, em 1894, o Hino da Autonomia dos Açores, música do seu regente nessa altura, Joaquim Lima, e que ainda hoje é a mesma, enquanto que a letra desse hino, nessa altura, era da autoria do rabopeixense, António Tavares Torres. A Banda tem participado em festivais, cortejos religiosos e manifestações culturais, como a ‘Noite das Estrelas’, arraiais, inaugurações oficiais, Bandeira da Caridade e outros festejos do Espírito Santo, festas em honra da sua padroeira, Senhora da Conceição. Visitou outras comunidades açorianas, nomeadamente as ilhas de São Jorge, Santa Maria, Flores, Graciosa e Pico. Contando com cerca de 50 executantes, com muitos jovens, a Progresso do Norte presta há mais de cem anos relevantes serviços a Rabo de Peixe.

Filarmónica Santíssimo Salvador do Mundo da Ribeirinha

A Banda do Santíssimo Salvador do Mundo, da Ribeirinha foi fundada em 1877, pelo Padre José Lucindo da Graça. Este padre, músico e compositor, estudou em Roma, onde se ordenou e celebrou a primeira missa. Recebeu como oferta a famosa missa de Pucinelli. Daí o seu gosto pela música e o facto de ter fundado um Banda de Música na Ribeirinha.

A influência de Roma também se fez surgir no primeiro fardamento desta banda: o Padre Lucindo da Graça procurou «fardar os músicos» com o traje de gala da Guarda Suíça do Vaticano, incluindo botas de cano, calções brancos, dólmanes azuis e capacetes emplumados. O uso de tais fardas não demorou muito tempo, por ter caído no ridículo popular, pelo que foi necessário substituí-las, criteriosamente, por outras mais simples. O Padre José Lucindo da Graça, deu o nome do Padroeiro da Ribeirinha, à sua Banda (Santíssimo Salvador do Mundo), que se apresentou pela 1ª vez, a 02 de fevereiro de 1877, tendo como madrinha a Nossa Senhora da Estrela. Também se deve ao fundador o hino do padroeiro da Ribeirinha e ao seu irmão a letra.

Aquando da visita régia de D. Carlos I a São Miguel, a Banda realizou um concerto com a presença de D. Carlos I, sob a direção de Carlos Serpa, Nos anos 60 e 70, esta Banda enfrentou uma crise muito forte, devido á emigração. Nos anos 90, participou em festivais de bandas realizados nos Fenais da Luz, e em 1997 nos seus 130 anos, foi pela primeira vez à Ilha Terceira, a São Sebastião, onde realizou as festas desta freguesia em julho. A Banda é composta com cerca de 35 elementos, e após uma crise de elementos, e com a direção e os seu maestro Artur Cardoso, tem tentado imprimir e incentivar o gosto da arte musical na freguesia, com a escola de música em atividade.

Sociedade Filarmónica Triunfo

A Sociedade Filarmónica Triunfo da cidade da Ribeira Grande foi fundada em 1846. Possui cerca de 36 elementos com idades entre os 8 e os 64 anos e, durante o ano, realiza mais de duas dezenas de atuações em eventos culturais da freguesia e do Concelho, procissões, coroações do Espírito Santo, em festivais de bandas.

Em 1995, deslocou-se ao Canadá e 2015 realizou um intercâmbio com a Filarmónica da freguesia da Ribeirinha, do Concelho de Angra do Heroísmo. Integra no seu corpo de músicos casais e, muitas vezes, os próprios filhos, facto que contribui para a coesão dos elementos e é uma garantia da sua continuidade no futuro.

Sociedade Recreativa Filarmónica Nossa Senhora das Vitórias

A Sociedade Recreativa Filarmónica Nossa Senhora das Vitórias, da freguesia de Santa Bárbara concelho da Ribeira Grande, foi fundada em 1986, por Leonardo Medeiros Cybrom, músico amador natural da freguesia de Santa Cruz da Lagoa. Na sua infância foi elemento da Banda do Rosário da Lagoa e como seu regente tinha o tão conhecido músico, e compositor o Sr. António Moniz Barreto, mais conhecido pelo “Caiador”. Com o seu amor pela arte musical, decidiu fundar uma Banda de Música na freguesia de Santa Bárbara, onde reside. Abriu uma escola de música formada por jovens da freguesia. Em 1986, no dia de Nossa Senhora das Victória, a filarmónica apresentou-se ao público, tomando como sua padroeira Nossa Senhora das Vitórias.

Depois de uns anos a atuar só na ilha de São Miguel, deslocou-se em 1990 às Festas de 15 de Agosto na Ilha de Santa Maria. Em 1991 deslocou-se à Semana do Mar na Ilha do Faial. Em 1992 foi às Festas do Topo em São Jorge, e em 1993 tornou a participar nas Festas de 15 de Agosto em Santa Maria. No ano de 1996 concretizou um velho sonho dos seus filarmónicos bem como dos seus diretores em se deslocar ao Canadá, à zona de Ontário. Participou por três vezes no Festival de Bandas dos Fenais da Ajuda (1991, 1993, e 1997). Em 1997, participou no Festival de Bandas que se realizou no Concelho de Nordeste. Em 1998, deslocou-se à freguesia das Fontinhas na Ilha Terceira. Em 1998, participou no “I Concurso Filarmónica 98”, realizado pela Câmara Municipal de Ponta Delgada no Teatro Micaelense na categoria B, ficando em 1º lugar. Em 1999 voltou a participar nas Grandiosas Festas do Espírito Santo em Fall River. Em 2001, realizou um intercâmbio com a Banda do Arrabal de Leiria.

Em 2002, recebeu a Banda de Sotocico de Leiria, em projeto de intercâmbio. Em 2003, deslocou-se a Soutocico a convite daquela filarmónica de Leiria. Neste ano recebeu em Santa Bárbara, outra banda, desta vez, de Rio Maior. Em 2004, deslocou-se à Terceira a convite da Filarmónica da Terra Chã e 2005 realizou o intercâmbio já proposto pela Banda de Rio Maior. Em 2006 recebeu em intercâmbio a Banda Lira Madalense. A FNSV é constituída por 50 elementos, com idades entre os 10 e 30 anos. Mantém uma Escola de Música, sendo ainda o seu regente ainda o fundador Leonardo Medeiros Cybrom.

Orquestra Ligeira da Ribeira Grande

A Orquestra Ligeira da Ribeira Grande foi formada em 2007 por vários músicos da ilha de São Miguel, com o objetivo de embelezar as festas de Santa Cecília, da Vila de Rabo de Peixe. Em 2008, apresentou-se como orquestra do concelho da Ribeira Grande, num concerto que teve lugar no Teatro Ribeiragrandense.

Tem como diretor musical o maestro António Arruda e é constituída por 21 músicos com idades entre os 15 e os 40 anos, sendo a maioria natural do concelho da Ribeira Grande. Além da música instrumental, a orquestra conta ainda com uma dupla de vozes, Verónica Arruda e Pedro Costa.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/ribeira-grande-filarmonica-alianca-dos-prazeres-do-pico-da-pedra-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-19 00:01:162022-08-11 14:20:19Ribeira Grande e as suas filarmónicas
Banda Municipal da Ribeira Brava
Músicas no Concelho

Ribeira Brava e as suas filarmónicas

Músicos do Concelho da Ribeira Brava

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda da Ribeira Brava

Documentos dão conta que já no terceiro quartel do século XIX existia uma banda na Freguesia da Ribeira Brava. As primeiras bandas da Madeira surgiram como forma de orientar a juventude. Após o triunfo do liberalismo, o serviço militar tornou-se obrigatório para os mancebos recenseados. Muitos procuraram emigrar como uma forma de fugir aquele serviço no qual passavam por certas privações. Alguns rapazes aderiram às primeiras bandas que entretanto se fundaram porque queriam ter uma tropa mais leve.

No caso da banda que se fundou na Ribeira Brava por iniciativa do pároco Francisco Manuel Sousa, os sócios tocantes pagavam uma cota cuja soma lhes seria entregue quando entrassem no serviço militar. A primeira Banda da Ribeira Brava surgiu entre 1870 e 1874. A primeira notícia referente a uma atuação é datada 1875. Dizia-se que se organizou na Ribeira Brava uma Banda de Música que tinha tocado e possuía novos e bons instrumentos. Contudo a sua escritura de sociedade só foi lavrada em 1877. Esta escritura, conforme uma nota à margem do documento, foi distratada em 6 de junho de 1888.

A BRB é atualmente constituída por 25 elementos e por 15 aprendizes do concelho da Ribeira Brava. A Banda ensaia todas as quartas e sextas-feiras na respetiva sede, no centro da vila. As principais atividades passam por atuações nas festas do concelho e algumas fora dele. Destacam-se as atuações em Leiria, no ano de 1998, e na ilha de S. Miguel, Açores em 2000. É seu maestro Alberto Cláudio Sousa Barros.

BMRB

Banda Municipal da Ribeira Brava

Banda Municipal da Ribeira Brava

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/ribeira-brava-banda-municipal-da-ribeira-brava-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-18 20:54:582024-11-20 19:29:37Ribeira Brava e as suas filarmónicas
Banda Musical da Casa do Povo de Nossa Senhora da Piedade do Porto Santo
Músicas no Concelho

Porto Santo e as suas filarmónicas

Filarmónicas do Porto Santo

Bandas Filarmónicas, História e Atividades no Concelho

Banda Musical da Casa do Povo de Nossa Senhora da Piedade do Porto Santo

Na senda do notável incremento do movimento filarmónico regional no dealbar da década de 1930, foi fundada a Sociedade Musical do Porto Santo (c. 1930-1971), por iniciativa do Padre Lira, de José Joaquim Pestana de Vasconcelos, e de França, um violinista portuense que havia visitado o arquipélago em digressão com o teatro-circo e se tinha estabelecido naquela Ilha. Constituída por vários jovens porto-santenses e por músicos militares deportados para aquela Ilha, a Sociedade Musical do Porto Santo beneficiou de verba da Câmara Municipal e procedeu à coleta de donativos em toda a Ilha para a aquisição do instrumentário.

Sob a direção artística de França, os cerca de quinze executantes da Sociedade Musical do Porto Santo iniciaram a animação das festividades religiosas locais com repertório copiado das congéneres associações funchalenses e camaralobenses, tendo-se apresentado pela primeira vez na Madeira em 1935, na Festa do Senhor, em Câmara de Lobos. No início, a oferta de música instrumental, única na Ilha, não terá colhido o agrado de festeiros e poucos terão sido os serviços artísticos (gratuitos) realizados pela coletividade: fazendo face ao abandono de alguns músicos, persistiu a instituição com os réditos das quotizações de associados até à sua auspiciosa anexação à Casa do Povo.

Entre as regulares apresentações nas festividades religiosas da Ilha – a Festa do Senhor, a Festa da Piedade, a Festa da Graça e Festa do Espírito Santo – e em animações na Calheta e Pico, para os visitantes em excursões, destacou-se a participação da Sociedade Musical do Porto Santo nas festas realizadas em 1948 no Funchal para a chegada da imagem de Nossa Senhora.

Banda Musical da Casa do Povo de Nossa Senhora da Piedade do Porto Santo

Banda Musical da Casa do Povo de Nossa Senhora da Piedade do Porto Santo

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Porto Santo

Carlos Paredes, por Rui Namora

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/porto-santo-banda-musical-da-casa-do-povo-de-nossa-senhora-da-piedade-do-p-s.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-17 22:56:372024-12-19 20:11:46Porto Santo e as suas filarmónicas
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