Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Músicos naturais do Concelho da Marinha Grande

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Deolinda Bernardo (fadista)
Deolinda Bernardo

A fadista Deolinda Bernardo nasceu na Marinha Grande. Iniciou-se no fado em 1992. Em 1996 ficou em 3.º lugar na Grande Noite do Fado, em Lisboa. No ano seguinte venceu a edição do Porto do mesmo certame. Em 1998 lançou o seu disco de estreia chamado “Desafios”. Foi convidada por Rão Kyao a participar na gravação do álbum “Fado Virado A Nascente”, editado em 2001, e na digressão que se seguiu. O seu marido, José Pires, foi o autor da letra da canção “Fado Nascente”. Colaborou com o grupo Quinteto de Coimbra no DVD “a cappella” de 2004. Em 2005 formou com José Pires o grupo Alma Lusa.

O primeiro disco, com temas originais, foi editado em 2006. Deolinda Bernardo participou em “Adriano Sempre”, disco de tributo a Adriano Correia de Oliveira. Em 2008 lançou, com o nome artístico de Deo, o álbum “Voando sobre o Fado” composto de versões de temas do grupo Madredeus. Em 2010 foi editado o CD “Rota dos Sentidos” com vários clássicos da música portuguesa. No ano de 2011 participou no Festival Crizantema de Aur em Targoviste – Roménia. Em 2012 foi cartaz da exposição “Fado – Longas Noites” do fotógrafo francês Tristan Jeanne-Valés, realizado em Cannes.

Deolinda Bernardo, fadista, da Marinha Grande

Deolinda Bernardo, fadista, da Marinha Grande

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Bruno Julião

No 20 de setembro, Dia do Baterista, o jornal Região de Leiria deu destaque a Bruno Julião, baterista que, por passatempo, fabrica baterias “como quem cria peças de arte.” Bruno Julião fabrica as baterias Brutt Custom Drums desde 2015 numa garagem na Marinha Grande. Bruno começou em 2015 quando encontrou no Youtube alguém dos Estados Unidos da América e da Suíça a explicar como fazê-las. Desenhador de moldes e com gosto pelos trabalhos manuais, lançou mãos à obra. Preparou ferramentas, aventurou-se nuns esboços e cortou ripas de madeira. Digeriu frustações e saboreou entusiasmos.

O músico, que tem no currículo 8 Rockin Shoes, Monomonkey, Us The Bear, entre diversas outras bandas, diz ser indescritível a sensação de tocar uma bateria construída por si próprio.  Com o primeiro bombo pronto, havia que o “batizar”. Bruno lembrou-se que lhe chamavam “Brutal” no secundário, pelo estilo alternativo: calças justas, cabelo comprido, t-shirt dos Nirvana. “Alguém me chamou ‘Brutal’ e pegou”. Daí, e da vontade de fazer baterias com “um nome potente e grave, como eu gosto de tocar”, surgiu Brutt Custom Drums, projeto que desenvolve nos tempos livres numa garagem da Marinha Grande.

Bruno Julião cria baterias a partir da técnica stave shell, que consiste em colar ripas e dar-lhes forma, como as aduelas dos barris de vinho. As baterias convencionais são habitualmente de laminado de madeira. A ideia inicial era apenas fazer baterias para uso próprio. Mas Bruno Julião não resistiu aos apelos dos amigos músicos. Já fez meia dúzia de tarolas e bombos e prepara-se para construir dois timbalões, outro dos elementos de uma bateria.

Tempos houve em que a Marinha Grande era “o sítio onde havia mais bandas por metro quadrado”. “De duas em duas casas havia uma banda a ensaiar, algumas à mesma hora”, recordou Bruno Julião com uma réstia de saudade. Ele começou a tocar bateria aos 13 anos e viveu por dentro essa época frenética. “Cheguei a tocar em quatro bandas ao mesmo tempo, porque não havia bateristas suficientes”. Hoje o panorama mudou. “Ainda há alguns e acho que não estamos em extinção, mas somos uma espécie rara” e preciosa, até pelo papel vital que desempenham: “Se o baterista for mau, a banda até pode ser muito boa, mas vai soar sempre mal.”

Apesar de haver diversas escolas de música na região onde muitos jovens aprendem bateria, a maioria fica pelo caminho, seja por falta de motivação ou de sítios para tocar. “Já não é como antes. Não há o ‘movimento’ que havia”, reforçou Bruno, assumindo, contudo, que se antes havia mais bateristas, “também havia pseudo-bateristas”.

Hoje, além de poucos bateristas, também existem menos bandas e músicos. A Marinha Grande, reconhece Bruno Julião, “perdeu um bocadinho”. “Há mais atividade musical em Leiria, com a Omnichord [Records]”, admite, destacando os First Breath After Coma: “Adoro, neste momento é a melhor banda da zona e, no estilo deles, não há melhor em Portugal”.

Bruno viu-os tocar há vários anos, ainda enquanto Kafka Dog, no Beat Club. “Eram putos a tocar bué de bem! Fiquei de boca aberta”. Elogia ainda “a Surma e o Nuno Rancho”, muitas vezes ignorado: “Não percebo como é que ele não é muito mais reconhecido”. Pela Marinha Grande, alguns músicos alguns da “velha guarda” ainda ensaiam, mas mais para “consumo interno”. “Com Monomonkey, antigamente, íamos ensaiar duas ou três por semana”. Mas, como tantas outras bandas, uns foram para Lisboa trabalhar, outros tiveram filhos… “ A oportunidade para ensaiar já não é tanta, porque se trabalha até tarde, à noite estamos cansados…. A banda acaba por ficar em suspenso”.

Bruno Julião

Bruno Julião, baterista, da Marinha Grande

Bruno Julião, baterista, da Marinha Grande

Fonte: Região de Leiria, Manuel Leiria, 20 de setembro de 2019

Filarmónicas de Mira

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica Ressurreição de Mira

A Banda Filarmónica Ressurreição de Mira é composta por 60 executantes com idades entre os 7 e os 41 anos, cuja média etária é de 16 anos. Tem uma Escola de Música com 50 alunos com idades entre os 3 e 16 anos. Conta também com o Grupo de Música Sacra, que participa em celebrações litúrgicas.

A Banda Ressurreição de Mira foi fundada em data desconhecida. Em 1870 existiam duas bandas em Mira que tocavam a despique, ou seja, a Banda Velha e a Banda Nova de Mira. Supõe-se ter havido, décadas antes, uma só Banda e, talvez devido a algumas desavenças, separaram-se dando origem às duas Bandas. Segundo relatos da época, em 16 de setembro de 1894, no lugar de Portomar, na festa de Nossa Senhora do Carmo, tocaram a despique as duas Bandas de Mira, sendo a velha dirigida por Eduardo Branco Alvares e a Nova pelo Brado Pinto Camello, prova cabal da existência dessas duas Bandas de Música. Com instrumental velho, sem rigor no fardamento, e com músicos já de uma certa idade, deu-se a primeira interrupção das bandas entre 1894 e 1912. No entanto, um grupo formado por 27 músicos já idoso, das duas Bandas, formou em 1912 a Banda Filarmónica de Mira.

Posteriormente passou a designar-se Banda Filarmónica Ressurreição de Mira, pelo facto de ter voltado a executar música no dia da Ressurreição (Páscoa). Para além de registos de atas e outros elementos, um recorte de jornal refere já a existência do nome “Ressurreição de Mira” em 1920/1930. A fusão das duas bandas tinha resultado em pleno, e esta batia-se com garbo e sabedoria, com algumas bandas de renome, sendo que vários foram os êxitos somados nas décadas seguintes, sob a batuta de vários maestros. Com a sala de ensaio em ruínas, sem vidros e sem verba para a manutenção e reparação do instrumental, entre 1959/1977 surgiu nova paragem da Banda. Em 1977, a Banda ressurgiu a abrilhantar a Festa da Praia de Mira no dia 8 de Dezembro, com arruada, procissão e já com 28 elementos.

Em 1981 foi possível fazer-se a 1º gravação em fita magnética. Em 2004 gravou o seu 1º CD com o título  Em…..Cantos de Mira e em 2008 o 2º CD com o título Show Time. Eduardo Branco Alvares, Brado Pinto Camello, Jorge Augusto de Carvalho, José António Santos Silva (10º Sargento Músico do Exército), Carvalho, Adolfo Monteiro dosa Santos e Jara (Tenente chefe da Banda do Exército), Santos Silva, João Maria Marques de Oliveira, Manuel Ribeiro Caiado, e Francisco Manuel Relva Pereira ( Sargento Ajudante Musico do Exército), e Jorge Paulo Margaça Domingues, são alguns dos maestros que dirigiram a filarmónica.

A Banda já atuou em Espanha e França e participou nos mais diversos eventos culturais e musicais, como a Expo 98, encontros de bandas organizados pela Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra, pelo INATEL, receção a individualidades e participação em festas e romarias. Desde 2014 a direção artística está entregue ao Maestro Rodolfo Maia.

Filarmónica Ressurreição de Mira

Filarmónica Ressurreição de Mira

Reciclanda

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Com municípios e entidades diversas,  a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.

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António José Ferreira
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Filarmónicas de Montalegre

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica de Salto
  • Banda Musical de Parafita
Banda Filarmónica de Salto (2014)

A 28 abril de 2014 o portal do Município de Montalegre, informava que tivera lugar no quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros de Salto, o concerto de apresentação da Banda Filarmónica. Mais de meio milhar de pessoas estiveram reunidas para ouvir o trabalho realizado pela escola de música local. A funcionar nas instalações do Ecomuseu de Barroso – Casa do Capitão, tem a missão de «enriquecer e valorizar culturalmente os alunos», referiu Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal.

Ainda a dar os primeiros passos, este projeto emergiu «do querer das gentes», afirmou Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre. O quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros de Salto ficou repleto de populares que tiveram a oportunidade de testemunhar o «resultado de tão pouco tempo de trabalho por parte dos docentes e dos alunos». Satisfeito com a adesão da população, o edil garantiu que «este esforço na valorização cultural merece e vai continuar a ter todo o apoio». Nessa linha, augurou «um futuro risonho, repleto de sucessos».

Reciclanda

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O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Banda Musical de Parafita (1890)

A Banda Musical de Parafita, Montalegre, terá sido fundada por volta 1800. Por volta de 1910 devido a divergências entre os elementos da banda houve uma separação formando-se então duas bandas, entre 1910 e 1915. Depois uniram-se e formaram uma só com cerca de trinta elementos.

Nessa época o dia a dia da banda era bastante complicado pois os músicos tinham que ir a pé para as romarias, fazendo caminhadas por vezes de dezenas de quilómetros, havia dificuldade em arranjar fardas, instrumentos e partituras. O peso da interioridade também se fazia sentir pois as lojas de instrumentos mais próximas eram no Porto e como se sabe nessa altura as viagens eram difíceis. Os ensaios realizavam-se à luz da candeia. Com todas as contrariedades a Banda manteve-se unida até 1964.

Desde 1910 até 1964 a Banda teve sete maestros, sendo alguns deles oriundos da terra. Foi neste ano que a Banda se desmembrou por causa da emigração. E 1988 algumas pessoas que tocavam na antiga Banda voltaram para a terra, destacando-se o Sr. João Dias “Guicho”, que foi um dos principais impulsionadores iniciais, em conjunto com António Rodrigues, António Dias, Dr. Custódio Montes, Artur Guerreiro e muitos outros. Nesta altura muitos jovens da terra e de aldeias vizinhas começaram a aprender música para poderem ingressar na banda.

A primeira atuação da Banda depois de ressuscitada aconteceu no dia 25 de abril de 1990, numa atuação memorável em que uma multidão aplaudiu e acompanhou a banda a tocar pelas ruas de Montalegre. Desde 1988 (quando a banda foi reformulada) até hoje a banda já teve nove maestros: João Dias “Guicho”, Domingos Magalhães, Eugénio Guedes, António “Precioso”, Amílcar Cunha, Jacinto Maria, António Coelho, Fernando Moreira, Justino Costa. Vários mecenas ajudaram a banda, contribuindo com o seu esforço e os seus donativos. Destaca-se o Padre Manuel Alves que, além de doar vários instrumentos, ofereceu à associação o terreno para a construção da nova sede.

Banda Musical de Parafita, Montalegre

Banda Musical de Parafita, Montalegre

Músicos naturais do Concelho de Baião

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Diogo Carvalho (trombone)
  • Joaquim Nogueira (fabricante de concertinas)
  • Manuel Monteiro (maestro)
Diogo Carvalho

Natural de Santa Marinha do Zêzere (Baião), Diogo Carvalho iniciou estudos musicais aos 11 anos na Escola de Música da Banda Musical da Casa do Povo desta freguesia. Aos 12 anos ingressou no curso livre de música da Academia d’Artes de Cinfães na classe de Hermínio Fonseca. Na classe do mesmo professor frequentou o Curso Profissional de Instrumentista de Sopro e Percussão na Escola Dr. Flávio Resende em Cinfães.

Na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco concluiu a Licenciatura em Música, variante Instrumento: Trombone Baixo, na classe de Alexandre Vilela, com classificação média final de 19 valores.

Frequentou classes de aperfeiçoamento com Christian Jones, Vítor Faria, Jarret Butler, David Silva, Ben Van Dijk, Rúben da Luz, José Cardoso e Marco Silva. Tocou sob a direcção de Sander Teepen, Anne Van den Berg, Erik van de Kolk, Osvaldo Ferreira, José Eduardo Gomes, Jan Wierzba, Julien Benichou, Bruno Cândido, Paulo Martins, José Alberto Pina, António Lourenço, Henrie Adams, Pedro Vaz, Cristopher Bochmann, Jarret Butler e Francisco Sequeira.

Diogo Carvalho, trombonista, de Baião (Santa Marinha do Zêzere)

Diogo Carvalho, trombonista, de Baião (Santa Marinha do Zêzere)

Diogo Carvalho colaborou com várias orquestras, como: Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica da ESART, Orquestra da Artâmega, Banda Sinfónica Terras de Serpa Pinto, Banda Militar do Exército: Destacamento do Porto, Orquestra Sinfónica Gestos, Orquestra de Jovens de Castelo Branco, Orquestra Filarmonia das Beiras, Delft Symphony Orchestra, Sweelinck Orchestra, Orquestra de Jovens dos Países Baixos, Camerata Delft e com a Fusion Big Band (Amesterdão).

É Mestrando em Performance de Música Clássica na Codarts, University of the Arts em Roterdão (Holanda) nas classes de Ben Van Dijk, Rommert Groenhof e Alexander Verbeek.

(Bio facultada por Diogo Carvalho, 15 de julho de 2024)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), dá oficinas de música, apresenta exposições de instrumentos e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

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Joaquim Nogueira

Joaquim Nogueira nasceu a 30 de Janeiro de 1943 em Baião, distrito do Porto. No anos 60, Baião viveu uma época de bailes e de danças tradicionais ao som da típica Concertina. Mudou-se para o Porto após o casamento e em 1967 entrou para os Correios do Norte. Ingressou no grupo etnográfico do CDCR dos CTT do Porto o que lhe permitiu estabelecer uma ponte em relação à tradição da sua aldeia e onde poderia continuar a tocar concertina.

Em 1995, Joaquim Nogueira iniciou a arte de construção da concertina. A sua primeira obra foi vista com uma enorme curiosidade, existindo até especulações quanto à origem do instrumento, pois não se vislumbrava a existência de uma concertina produzida por um português e em Portugal.

Continuou um desenvolvimento técnico e prático aplicado à criação de modelos próprios o que lhe garantiu um lugar no pódio no que refere à construção de concertinas com um estilo próprio que atingindo um elevado nível de construção tornou-o conhecido a título internacional.

Dada a dificuldade de obtenção de ferramentas adequadas Joaquim Nogueira como autodidata recorreu à investigação e começou uma fase experimental da criação de engenhos manuais e electromecânicos, tornando o seu trabalho muito mais precioso e com uma forte marca pessoal.

Em 1998 criou a Concertina Joaquim Nogueira Professional. Passou a participar em eventos importantes tais como o Festival Intercéltico do Porto nos anos 1999 e 2000, na Exposição de Construtores de Instrumentos Tradicionais e recebeu vários diplomas de participações a nível nacional.

Foi-lhe atribuído o título de 1º Construtor de Concertinas em Portugal. Vive em Matosinhos, (Porto) dando continuidade à evolução e criação da concertina nos modelos Joaquim Nogueira, fazendo reparações e restauros em acordeões e concertinas.

Manuel Monteiro

Manuel António Barbosa Monteiro, maestro, é natural de Ancede (Baião) onde iniciou aos 12 anos o seu percurso musical, na Banda Marcial de Ancede.

Frequentou o Conservatório Nacional do Porto na classe de Tuba de Avelino Ramos onde concluiu o 8º Grau em 2009.

É Licenciado em Música pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto na classe de Sérgio Carolino.

Frequenta na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco o Mestrado em Ensino da Música na especialização Tuba da classe de Ilídio Massacote.

Estudou com Sérgio Carolino, Avelino Ramos, Filipe Queirós, Romeu Silva e aperfeiçoou-se em classes magistrais com concertistas internacionais de Euphonium e Tuba, como Thomas Ruedi, Harri Lidsle, Adam Frey, Mike Forbes, Roland Szentpáli, Jorge Almeida, François Thuillier, Steve Rossé, Mizuho Kojima, Tanja karjalainen, Jukka Myllys, David Kurtz, James Gourlay e Daniel Perantoni. Em 2003 ingressou nos quadros da Banda Sinfónica do Exército depois de se tornar o melhor classificado no 29º Curso de Formação de Músicos do Exército. Desempenha as funções de Chefe de Naipe na Banda Militar do Porto.

Além das bandas militares já fez parte do elenco da Orquestra Sinfónica da ESMAE, da Orquestra de Sopros e Percussão de Baião, da Orquestra Sinfónica Terras de Serpa Pinto onde teve a oportunidade de trabalhar com os maestros José Rafael Pascual Villaplana, Jan Cober, Jon Corporon, Douglas Bostock, António Saiote, Paulo Martins, Avelino Ramos, Alexandre Coelho, Artur Cardoso, José Alberto Pina, José Eduardo Gomes e Henrie Adams.

Em 2011 apresentou-se a solo na Casa da Música com a Banda Militar do Porto onde interpretou o “Concerto para Euphonium e Banda” de Vladimir Cosma. Em 2012 interpretou com a mesma Banda o Concerto “Vintage” de David Guillingham na Igreja Matriz de Terras do Bouro. Apresentou-se ainda diversas vezes a solo com a Banda de Música de Belinho e com a Banda Marcial de Ancede. Foi membro do Ensemble Português de Tubas “How Low Can You Go” com o qual gravou o disco “Veneno” editado em 2010, o qual recebeu as melhores críticas a nível internacional.

Realizou numerosos concertos com o ensemble dos quais quer destacar o concerto no Auditório do Centro Cultural de Belém em direto para a Antena 2. Em 2005 realizou o estágio de expressão musical, expressão dramática, musicoterapia, risoterapia e reciclagem musical do curso intensivo para professores do 1º e 2º ciclo, tendo lecionado em 2006 no âmbito das AEC a disciplina de música na EB1 de Paredes. Em 2015 obteve o Certificado de Competências Pedagógicas para exercer a atividade de Formador.

Como docente lecionou a disciplina de Tuba/Eufónio na Academia das Artes do Marco de Canavezes e no Centro Cultural de Amarante e colaborou como professor de Formação Musical e Euphonium nas escolas de música da Banda Marcial de Ancede e da Associação Musical de Várzea.

Foi Professor e orientador de naipe de Tubas e Eufónios em diversos estágios com a Orquestra de Sopros e Percussão de Baião e em estágios da Orquestra Sinfónica Terras de Serpa Pinto em Cinfães. É professor de Tuba na Escola Secundária Prof. Dr. Flávio P. Resende em Cinfães e na Academia das Artes de Cinfães.

No âmbito da Direção Musical em 2013 desenvolveu estudos de Direção de Orquestra de Sopros na Academia Portuguesa de Banda tendo como professores o Maestro Paulo Martins (Técnicas de Direção) e o compositor espanhol Teo Aparicio-Barberán (Orquestração). Para além das aulas teórico-práticas teve a possibilidade de realizar estágios práticos de Direção com as Bandas de Música de Paramos, S. João de Loure e Pontido.

Em 2015 desenvolveu estudos de Direção de Orquestra de Sopros na Academia Europeia de Direção de Banda com os Maestros Javier Viceiro-Filgueira, Jan Cober e Toni Cantal-Mariño e André Granjo. Em 2017 foi admitido no Curso de Direção de Bandas creditado pela Universidade Nacional de Ensino à Distância em Espanha (UNED), que se realiza na EGADIB (Escola Galega de Direção de Bandas).

Concluiu em 2017 com aproveitamento nesta Escola o curso de Iniciação à Direção Musical para Bandas de Música e em 2018/2019 concluiu com aproveitamento o curso de Aperfeiçoamento de Direção para Bandas de Música. Este ano foi admitido nos Curso Superior de Direção na mesma Escola. Além da acreditação superior, na EGADIB tem a possibilidade de trabalhar com conceituados Maestros no âmbito das orquestras de sopros, como Jan Cober, Douglas Bostock, Andrea Loss e Javier Viceiro Filgueira. Como professor de análise e instrumentação trabalha com José Antonio Cantal.

Tem participado como aluno ativo em vários cursos de Direção Musical organizados pela Banda Sinfónica Portuguesa com os Maestros José Rafael Pascual Vilaplana e Jan Cober, participou como aluno ativo num estágio de Direção da Orquestra Sinfónica da Covilhã sob orientação do Maestro Luís Clemente e participou como aluno ativo em estágios sob orientação do Maestro José Eduardo Gomes em Baião e em Cinfães. Em 2017 foi convidado para dirigir a Banda Sinfónica Portuguesa na semifinal do concurso de composição organizado pela BSP, tendo dirigido para o Júri a obra que viria a ganhar o concurso “Sinfonia Grotesca”.

Como Maestro convidado teve a oportunidade de realizar concertos com a Orquestra de Sopros e Percussão de Baião, com a Banda Marcial de Ancede, com a Banda de Moreira do Lima, no I Estágio de Verão da Banda do Pontido e com a Orquestra da Academia das Artes de Cinfães.

Desde 2007 dirige bandas filarmónicas, inicialmente como Maestro titular da Associação Musical de Várzea – Amarante, em 2011 como Maestro Titular da Banda Musical do Pontido – Vila Pouca de Aguiar e em 2014 como Maestro Titular da Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima. Com estas bandas teve a oportunidade de gravar o CD “Viagens” e “Sonoridades do Lima” e participar no 5º Concurso de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense em 2014 e no I Certame Internacional de Bandas de Música de Benavente em Espanha em 2018.

Assumiu em meados de Setembro 2019 os cargos de Diretor Artístico da Banda Musical de Parafita e Diretor Pedagógico da sua Escola de Música.

Manuel Monteiro, maestro, de Baião

Manuel Monteiro, maestro, de Baião

Músicos naturais do Concelho de Mangualde

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Bruno Correia (direção)
  • Cheila Vanessa (flauta transversal)
  • Emanuel Amaral (trompetista)
  • Guilherme Mendes (percussão)
  • Joana Neves
  • José dos Santos Pinto (oboísta, compositor)
  • Miguel Rodrigues (bateria)
  • Patrícia Marques
  • Pedro Nunes (trombonista)
  • Rui Nunes (trompista)
  • Tiago Marques (cantor)
  • Tiago Mendes (trombone, direção)
Bruno Correia

Bruno Alexandre dos Santos Teles Correia nasceu em Lobelhe do Mato no dia 8 de novembro de 1984. Iniciou os estudos musicais básicos aos 10 anos de idade na Escola de Música Manelux (Mangualde) na classe de Órgão, e aos 11 anos ingressou na Escola de Música da Sociedade Filarmónica Lobelhense.

Bruno Correia

Bruno Correia, maestro, de Mangualde, no Teatro Principal de Pontevedra

Bruno Correia, maestro, de Mangualde, no Teatro Principal de Pontevedra

Em 1997 integrou a Banda Filarmónica como clarinetista e em 2008 integrou o corpo docente da Escola de Música da Sociedade Filarmónica Lobelhense, assumindo o cargo de Coordenador desde 2011. É o organista titular da Igreja Paroquial de Lobelhe do Mato desde 1998.

Paralelamente, entre 2004 e 2009, frequentou o Conservatório de Música de S. José da Guarda, nas classes de Clarinete, Piano e Formação Musical, tendo como professores Dina Soares (Clarinete), César Cravo (Clarinete), João Pedro Delgado (Formação Musical), Eugénia Paula (Formação Musical), Luís Figueiredo (Classe Conjunto) e Domenico Ricci (Piano). Como clarinetista frequentou cursos de aperfeiçoamento interpretativo e estágios de orquestra de sopros, trabalhando com os professores César Cravo, Dina Soares, Isabel Tavares, José Belinho, António Monteiro, João Pedro Santos e Cândida Oliveira.

Licenciado em Educação Musical pela Escola Superior de Educação da Guarda, exerce a sua profissão desde o ano de 2007 nas disciplinas de Expressão Musical em Jardins de Infância, Ensino da Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular do 1º Ciclo e Educação Musical no 1º e 2º Ciclos.

Com vista à sua formação a nível de Direção de Orquestra de Sopros, tem participado em ações de formação organizadas por várias entidades, tendo já trabalhado com os maestros Henrique Piloto (Direção Coral), António Saiote, Valdemar Sequeira, Hélder Abreu, Alberto Roque, André Granjo e Luís Clemente. Frequentou a Academia Europeia de Direção de Banda (com Sede em Fornos de Algodres) desde 2014 até 2020, tendo como professores os maestros Javier Viceiro, Rafa Agulló Albors, Jan Cober e Bart Picqueur (Direção de Orquestra), Toni Cantal e Andrés Alvarez (Análise, Formação Auditiva, Orquestração e Transcrição), André Granjo (Direção de Orquestra e repertório) e ainda como professor convidado para as Masterclasses de Direção de Orquestra Clássica o Maestro Jean-Sébastien Béreau.

Atualmente, é o Maestro/Diretor Artístico da Sociedade Filarmónica Lobelhense (Mangualde) desde janeiro de 2011, É professor de Educação Musical nos 1º e 2º ciclos no Colégio da Imaculada Conceição (Viseu) desde 2007 e professor de Iniciação Musical na Academia de Música de Fornos de Algodres desde 2019.

José dos Santos Pinto

Oboísta, pedagogo e compositor, José dos Santos Pinto nasceu em Mangualde em 1915. Formou-se no Conservatório Nacional, onde viria a ser professor durante largos anos, e no Conservatoire Nationale de Musique. Durante a sua vida, passou pela Banda Regimental de Viseu, Banda da Guarda Nacional Republicana, Orquestra Filarmónica de Lisboa, Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, Orquestra da Emissora Nacional e Quinteto Nacional de Sopros.

Como compositor deixou poemas sinfónicos, concertinos, sonatas, marchas, entre outros. Patenteou ainda um oboé original, que nunca chegou a ser fabricado em série. José dos Santos Pinto – Retrato de um músico profissional durante o Estado Novo, é um livro de Ana Margarida Cardoso, Edições Colibri 2019.

A 14 de julho de 2021, o músico José dos Santos Pinto foi homenageado durante a tertúlia-concerto comentado que teve lugar na Igreja Matriz de Lobelhe do Mato, pelo Município de Mangualde, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Elísio Oliveira, e do Vereador da Cultura, João Lopes. O momento cultural contou ainda com a presença do oboísta Luís Francisco Vieira, antigo aluno de Santos Pinto, que partilhou com o público algumas das memórias com o músico.

Tiago Coimbra no oboé e Joana Moreira no piano, protagonizaram o momento musical composto pelo seguinte repertório: José S. Pinto – Sonate dans l’Spirit Classique, para oboé e piano; Tomás Borba – Rosas Bravas: Melodia do Pastor (para oboé); Marcello/Bach – Adagio em Ré menor; José S. Pinto – Segunda Sonata, para oboé e piano.

Reviver José Santos Pinto

Reviver José Santos Pinto

A ação aconteceu no âmbito do projeto Reviver José Santos Pinto, cujo intuito é recordar o trabalho do músico e homenageá-lo. Constava ainda na programação deste projeto um Concerto Sinfónico com a Orquestra Poema, mas que acabou por ser cancelado.

O projeto Reviver Santos Pinto é da autoria de Ana Margarida Cardoso, que escreveu o livro “José dos Santos Pinto: retrato de um músico profissional durante o Estado Novo”, e do oboísta Tiago Coimbra. Através desta parceria pretendem recuperar duas sonatas para oboé compostas pelo próprio José dos Santos Pinto, apresentando-as ao público com o oboé que o músico utilizou durante toda a sua carreira. Este instrumento faz parte do espólio constante na Sociedade Filarmónica Lobelhense, foi restaurado e é único no mundo, uma vez que a sua dedilhação foi patenteada pelo músico.

Fonte: Magazine Serrano

Tiago Marques

Residente em Quintela de Azurara, freguesia do concelho de Mangualde, Tiago Marques é iniciou em 2011 o gosto musical como entertainer de karaoke. Em 2015 criou o seu primeiro single original que tem como nome esse mesmo trabalho de “pensa em mim” juntamente com uma equipa de produção musical.

Em 2016 realizou novos trabalhos de novos temas discográficos, e realizou o primeiro videoclip feito por uma equipa fotográfica mangualdense em vários pontos importantes de da cidade de Mangualde. Em 2018, voltou ao trabalho do seu mais recente single que tem como titulo “Je t’aime, mon amour”. A gravação do single foi elaborada no Studio Song em Águeda, pelo produtor José Carlos Monteiro contando com o apoio e colaboração do cantor Mangualdense “ Zezito”. O trabalho de imagem de videoclip foi elaborado por José António Mendes e Carina Albuquerque, tendo a participação do próprio interprete  e, como figurante, Elisabete Silva.

Tiago Marques

Tiago Marques, cantor, de Mangualde

Tiago Marques, cantor, de Mangualde

Fontes: Bruno Correia facultou as informações relativas a Emanuel Amaral (trompetista), Pedro Nunes (trombonista), Guilherme Mendes (percussão), Tiago Mendes (trombone, direção) , Rui Nunes (trompista), Patrícia Marques, Cheila Vanessa (flauta transversal), Joana Neves, Miguel Rodrigues (bateria).

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Destaca-te no Musorbis

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Músicos do Concelho de Manteigas

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Banda Boa União – Música Velha

Rezam os documentos escritos: «Saibam quantos este instrumento publico virem, que sendo no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil oitocentos e sessenta e cinco, aos oito dias do mês de Julho, pelas nove horas da noite e casas e moradas de Ana Martins Pereira, onde eu Tabelião, vim a rogo de partes, para fazer a presente escritura, ali sendo presentes; (…) do que dou fé, perante os quais por eles foi dito que tinham contratado de reger Sociedade Filarmónica com as condições seguintes».

A Banda tem promovido e participado em concertos, festivais de bandas, encontros lúdicos de artes, festas civis e religiosas, romarias. Instituição de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, a BBU rege-se tem por objeto promover o ensino e a prática da arte musical nas sua mais diversas formas de manifestação e execução e propiciar formas de acesso à cultura e ao recreio dos seus associados, nomeadamente: manter classes de ensino da música, manter uma Filarmónica em atividade, promover concertos musicais, festas recreativas, seções de teatro e outras formas de atividade cultural e recreativa, manter um Rancho Folclórico, filiar-se em associações e federações congéneres, promover intercâmbios com outras associações afins, cooperar com as entidades públicas, abrilhantar as festas religiosas.

A Filarmónica tem cerca de 60 elementos, sendo que dois terços são jovens músicos, formados dentro das suas fileiras. Tem uma Escola de Música – para formação dos seus músicos, que conta com três colaboradores na formação musical, estando inscritos cerca de 30 instruendos, repartidos por quatro graus de ensino musical, que serão o garante do futuro da Coletividade.

BBU

Banda Boa União – Música Velha

Banda Boa União – Música Velha

Filarmónica Popular Manteiguense – Música Nova

A Filarmónica Popular Manteiguense – Música Nova, foi fundada em 1877 e mantém-se em atividade ininterrupta até a presente data. Diz a história que a música em Manteigas teve a sua origem devido à visita de uma companhia de palhaços à nossa terra, tendo depois alguns nossos conterrâneos comprado, aos mesmos palhaços uma trompete, um saxofone, uma tarola e uns pratos. Daí, sem qualquer arte musical, fazendo uma grande barulheira pelas ruas fora, é que nasceu o gosto pela música.

O certo é que a música em Manteigas começou a ter a sua história bem marcada com documentos que rezam de 8 de julho de 1865, altura em que foi fundada a “Sociedade Filarmónica”. Em 1877, Manteigas passou a ter duas bandas, quando a 29 de janeiro desse ano Anselmo Braancamp, líder político do Partido Progressista do nosso País, consegue dissolver o Parlamento e arrasta para o seu Partido Progressista grande parte dos militares dos Partidos evolucionista e regenerador. Este acontecimento político, a nível nacional, deu a todos os progressistas deste país uma grande alegria, incluindo os Manteiguenses, pois o mesmo acontecimento foi nesta vila festejado.

O chefe deste partido no nosso concelho era Manuel Cunha, homem de fabrico da Casa Matos Cunha que, para festejar o acontecimento, convidou a Música da nossa terra. Como a Banda existente era chefiada pelo Sr. António Ribeiro, da família nobre da Quinta de São Fernando, e como este era o chefe do Partido Regenerador no nosso concelho, pediu a Manuel Cunha uma libra em ouro por cada hora de exibição. O contrato foi firmado nesta base, mas ao fim de duas horas de atuação, Manuel Cunha todo indignado disse que a partir desse momento iria nascer uma nova Banda em Manteigas. Tendo depois descoberto em Unhais da Serra um afinador de teares, que era músico e que foi conhecido pelo nome de “Pai Pata”, foi buscá-lo para mestre de teares em São Gabriel e com elementos em grande parte que vieram do velho agrupamento, Manuel Cunha ainda nesse mesmo ano organiza a “Música Nova” e em 7 de agosto, sai para a rua, fazendo um concerto na Praça Luís de Camões, e até aos nossos dias a “Filarmónica Popular Manteiguense” teve vida contínua e sempre com o mesmo nome que ainda hoje possui.

FPM-MN

Filarmónica Popular Manteiguense - Música Nova

Filarmónica Popular Manteiguense – Música Nova

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Filarmónicas de Castro Marim

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Musical Castromarinense

A Banda Musical Castromarinense é uma filarmónica de Castro Marim. Desde 1976 tem escola de música, frequentada por cerca de 26 alunos, com idades compreendidas entre os 6 anos e os 19 anos. Em 1916 existia em Castro Marim uma Banda Musical conhecida pela “Canairinha “ que, passado alguns anos, se extinguiu. Voltaria a aparecer uma nova Banda Musical, que tomou a designação de “Euterpe “ que também se extinguiu algum tempo depois. A Sociedade Recreativa e Popular Banda Musical Castromarinense foi fundada a 04 de maio de 1924, conforme podemos verificar pelos Estatutos existentes e devidamente legalizados. Assim, nasceu a atual Banda Musical Castromarinense. Desde o seu nascimento, a Banda Musical foi dirigida por vários Regentes, entre os quais Veloso dos Santos, Marçal, Manuel Lopes Móia, Júlio dos Reis e Manuel Samúdio Nogueira.

A Banda Musical Castromarinense é formada por cerca de 40 músicos, todos amadores, com idades compreendidas entre os 8 e os 40 anos, deslocando-se a todas as partes do País e Espanha, com especial relevo para uma deslocação em Agosto de 2000, à Ilha de S. Miguel -Açores, para participar nas Festas do Santíssimo Sacramento. No dia 24 de junho de 2001 (Dia do Município de Castro Marim), a Banda foi agraciada, pela Câmara Municipal, com a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro. A Banda é regida pelo Maestro Bruno Correia.

Banda Musical Castromarinense, de Castro Marim

Banda Musical Castromarinense

S. R. Popular /Banda Musical Castromarinense
Casa da Música
Traseiras da Rua 26 de Janeiro
8950-129 Castro Marim
Telefone: 281 531 362

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Músicos naturais do Concelho do Bombarral

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Élio Anes Leal (maestro)
Élio Anes Leal, maestro, do Bombarral

Élio Anes Leal, maestro, do Bombarral

Élio Anes Leal nasceu no Bombarral em 1986 e iniciou os estudos musicais com onze anos de idade na Escola de Música do Círculo de Cultura Musical Bombarralense. Frequentou o Conservatório de Música de Caldas da Rainha e, posteriormente, a Escola de Música Nossa Senhora do Cabo, onde concluiu o Ensino Complementar de Música na variante de Trompete. Iniciou os estudos de Direção Musical em 2003, tendo desde então trabalhado com os maestros Jean-Marc Burfin, Jean-Sébastien Béreau, Jo Conjearts, Timothy Reynush, Mark Heron, Johannes Schlaefli e Scott Sandmeier. Estudou, ainda, Direção Coral e Reportório Operático com Enza Ferrari e Giovanni Andreoli.

Em diferentes contextos, teve a oportunidade de dirigir os seguintes agrupamentos: Orquestra Sinfónica do Chipre, Orquestra Ibérica, Orquestra do Algarve, Orquestra de Cascais e Oeiras, Orquestra Promenade, Orquestra Académica Metropolitana, Orquestra de Câmara do Luxemburgo, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra de Reportório da ESML e Percussões da Metropolitana, entre outros. Desde 2005, é maestro da West Europe Orchestra, orquestra de jovens que fundou e com a qual foi vencedor nacional na 1.ª edição do Prémio Carlos Magno para a Juventude, em 2008, tendo sido distinguido pelo então Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pottering, e pela chanceler alemã, Angela Merkel. Em 2010, foi convidado para dirigir um concerto para o então Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, aquando do seu roteiro das comunidades locais inovadoras no Oeste.

Ainda com a West Europe Orchestra, gravou um CD dedicado à música portuguesa, a convite da editora Lusitanus Edições e, em 2012, fez uma digressão à Grécia. Em 2013, recebeu a distinção de «Profissional do Ano» pelo Rotary Club do Bombarral e foi um dos onze finalistas do Concurso Internacional de Direção Solon Michaelides, entre 180 candidaturas de todo o mundo. Em 2016, foi um dos doze jovens maestros portugueses selecionados para participar na categoria de Direção de Orquestra da 30.ª Edição do Prémio Jovens Músicos, onde teve a oportunidade de dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Tem dirigido diferentes formações orquestrais, acompanhando em concerto músicos solistas de diversos estilos, tais como Sofia Escobar, Barbara Barradas, Marco Alves dos Santos, Luís Gomes, Carlos Guilherme, Jorge Palma, Luís Represas, Deolinda, Paulo de Carvalho, Rita Guerra, Vitorino Salomé, João Só, Mafalda Arnauth, Anabela, André Sardet, Tim, Mafalda Veiga, 3 Bairros, Sissi Martins, Rúben Madureira, Ana Bacalhau, Carlão, Gisela João e FF (Fernando Fernandes).

Apresentou-se em concerto acompanhando o pianista Artur Pizarro e dirigiu, em estreia absoluta, O Pequeno Príncipe do compositor Sérgio Azevedo, baseado na obra de Antoine de Saint-Éxupéry e d’As Fábulas de La Fontaine, uma encomenda da Metropolitana ao compositor Lino Guerreiro no âmbito da inauguração do LU.CA – Teatro Luís de Camões, a convite da Câmara Municipal de Lisboa. Em 2019 participou na série da SIC Notícias «As empresas são como orquestras?» em parceria com a Deloitte Portugal. Colabora regularmente na redação de notas de programa para a temporada de música da Fundação Calouste Gulbenkian e assina crónicas de âmbito musical no Jornal Região Oeste.

Élio Anes Leal é licenciado em Direção de Orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra, onde estudou sob a orientação do maestro Jean-Marc Burfin. É professor no Conservatório de Música da Metropolitana, diretor artístico da Orquestra Juvenil Metropolitana e encontra-se a concluir o mestrado em Direção de Orquestra na Escola Superior de Música de Lisboa.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira
962 942 759

Músicos naturais do Concelho de Boticas

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Amadeu Magalhães é um músico e formador nascido em Dornelas, Boticas, que reside na Figueira da Foz. Iniciou o seu percurso como músico profissional no ano de 1990 com o grupo Realejo, grupo do qual é responsável/director musical até hoje, mais tarde integrou o grupo de ”música medieval e renascentista”, Ars Musicae, onde tocou instrumentos de sopro.

Amadeu Magalhães, cavaquinho, de Boticas, créditos Inés Olivares Conde

Amadeu Magalhães, cavaquinho, de Boticas, créditos Inés Olivares Conde

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Músicos naturais do Concelho de Mértola

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • José Miguel Rego (músico)
José Miguel Rego

Natural de Mértola, José Miguel Rego estudou 7 anos no CRBA (Conservatório Regional do Baixo Alentejo), até ir para Lisboa, estudar para a FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) em 2013. Formou o projeto de Rock Snake Belt. Foi membro do projeto Terra (Miguel Rego, Filipe Pratas e António César). Acompanhou o músico Bruno Batista em várias ocasiões, nomeadamente, na apresentação do seu disco Desbloqueio, como guitarrista e vocalista de suporte.

Em Lisboa participou em várias iniciativas culturais na FLUL como músico e ator. De 2016 a 2019 trabalhou na Associação Cultural Zé dos Bois como técnico de som e luz. Neste período teve oportunidade de partilhar o palco com músicos locais como o saxofonista Pedro Sousa, o baterista Gabriel Ferrandini, Miguel Abras, Teresa Castro, Afonso Serro, Alexandre Rendeiro e o Poeta António Poppe. Em 2017 forma o projeto musical Andrage.

José Miguel Rego, músico, de Mértola

José Miguel Rego, músico, de Mértola

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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