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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Filarmónica União Praiense, de Santa Cruz da Graciosa
Músicas no Concelho

Santa Cruz da Graciosa e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Santa Cruz da Graciosa

(Ilha Graciosa, Açores)

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica Recreio dos Artistas da Vila de Santa Cruz da Graciosa

A Filarmónica Recreio dos Artistas da Vila de Santa Cruz da Graciosa foi fundada em 1913 e desde essa data até 1987 tocou em todas as festas da sua freguesia e nalgumas de outras freguesias da Ilha. Fez digressões por diversas Ilhas dos Açores (em Festas Sanjoaninas, dos Flamengos, das Lajes, dos Baleeiros, do Divino Espírito Santo).

Em 1968 participou num concurso organizado pela FNAT em Angra do Heroísmo e obteve o 1.º lugar. Em 2003 foi à Ilha da Madeira e lá fez três concertos e tocou numa procissão. Em 2005 deslocou-se aos EUA e lá tocou nas Grandes Festas de Fall River, na Festa da Senhora do Loreto na cidade de Lowell, nas Festas da Cidade de Pataca e ainda tocou nas cidades de Peabody e Cambdrig. Em 1990, obteve o Estatuto de Pessoa Coletiva de Utilidade Pública. Está inscrita sob o n.º 3.831 no Centro de Cultura e Desporto do INATEL. É sócia fundadora da Federação de Bandas Filarmónicas dos Açores. Tem Quarteto de Saxofones, uma Orquestra Ligeira e um Conjunto Musical com o intuito de abrilhantar os seus bailes na época carnavalesca. A banda é constituída por 50 executantes. A Maestrina é professora de Educação Musical de Nomeação Definitiva do Quadro de Escola da Escola Básica Integrada/Secundária de Santa Cruz da Graciosa. A Filarmónica tem Escola de Música com 15 alunos, sendo coordenada pela Maestrina da Banda, que conta com a colaboração de alguns executantes em prática de instrumento.

SFUP

Filarmónica União Praiense, de Santa Cruz da Graciosa

Filarmónica União Praiense, de Santa Cruz da Graciosa

Filarmónica União Progresso

A FUP da freguesia de Guadalupe, foi fundada em 1963. A sua génese está ligada ao Clube Central e Recreativo de Guadalupe, que hoje tem o nome de Sporting Clube de Guadalupe. A Banda mantém-se em atividade ininterrupta, desde a sua criação. Aquando da sua fundação, a Filarmónica União Progresso de Guadalupe, teve como maestro Manuel Pires.

Em 1991, a Filarmónica separou-se do Clube que a fundou e foi instalar-se no edifício da Casa do Povo de Guadalupe, onde permanece.  2000, desvincula-se definitivamente do Sporting Club de Guadalupe e constitui-se como Associação, por escritura lavrada no Cartório Notarial do Concelho de Santa Cruz da Graciosa. Atua em festas de carater religioso e profano. Em 2001, gravou em CD parte do seu reportório. Exibiu-se, para além da ilha Graciosa, nas ilhas de S. Jorge (Velas e Calheta), Flores (Santa Cruz), Corvo, Santa Maria, São Miguel (Povoação e Nordeste), Pico (São Roque) e Terceira (Fonte do Bastardo). Deslocou-se, também, à ilha da Madeira e a Lisboa. Em 2015, participou numa arruada, num bodo de leite organizado pela Casa dos Açores do Algarve e atuou num Festival de Bandas organizado pelo INATEL, em Faro.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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António Reis Gomes, trompetista, de Ponte de Sor
Músicas no Concelho

Ponte de Sor e os seus músicos

Músicos do Concelho de Ponte de Sor

Projeto em desenvolvimento

  • António Reis Gomes
António Reis Gomes

António Reis Gomes nasceu em Galveias, concelho de Ponte de Sor, no ano de 1943, e cedo começou a aprendizagem musical na Filarmónica da sua terra.

Em 1961 ingressou como trompetista na Banda da Armada (BA), prosseguindo os estudos musicais no Conservatório Nacional.

Dois anos depois, por convite, integrou a Orquestra Sinfónica da (então) Emissora Nacional durante 5 anos conciliando essa prestação com a BA.

Em 1968 depois de cumprido o Serviço Militar, obteve uma Bolsa de Estudo concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian, e em Londres trabalhou com Philip Jones durante cerca de 1 ano.

Regressado em 1969, concorreu a uma vaga de Trompete na Orquestra Gulbenkian e ficou aprovado para desempenhar o lugar de Solista B.

Paralelamente, entre colaborações em orquestras e grupos musicais de géneros variados, formou duo com o organista Simões da Hora, pertenceu ao Grupo Metais de Lisboa, e em 1970 foi membro fundador do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, por convite de Jorge Peixinho. (…)

Leia AQUI a biografia completa.

António Reis Gomes, trompetista, de Ponte de Sor

António Reis Gomes, trompetista, de Ponte de Sor

Reciclanda

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Com municípios e entidades diversas,  a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.

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Banda Municipal da Ponta do Sol
Músicas no Concelho

Ponta do Sol e as suas filarmónicas

Filarmónicas da Ponta do Sol

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Municipal da Ponta do Sol

A atividade filarmónica na Ponta do Sol surgiu a 1 de dezembro de 1882, com o apoio de uma família tida como mecenas desta localidade – a dos Wilbrahan.

A Banda começou por se chamar Filarmónica da Restauração, tendo em conta a data da sua criação, e pouco depois, Filarmónica Príncipe d’Ordenburg. Esta designação foi a forma encontrada pelos dirigentes da Filarmónica da Restauração para agradecer a contribuição monetária dada por este príncipe durante a sua estadia em terras madeirenses (entre 1884 e 1885). A designação Príncipe d’Ordenburg prevaleceu até 1944, altura em que foram elaborados os novos estatutos, e desde então a filarmónica pontassolense passou a ser designada como Banda Municipal da Ponta do Sol.

Nos anos 50 a Banda foi desativada devido à falta de executantes em consequência da forte emigração e dificuldades financeiras verificadas neste período. Em 1984, a Banda Municipal da Ponta do Sol foi reativada, continuando até aos nossos dias ininterruptamente. Na década de 90, num dos momentos altos do seu historial, a Banda Municipal da Ponta do Sol faz uma digressão ao Curaçau, Aruba e Venezuela. Desde 2001, a banda organiza o Festival de Música Filarmónica da Ponta do Sol, que acontece por alturas das Festas do Concelho da Ponta do Sol, com a presença de duas bandas convidadas, sendo uma da Ilha da Madeira e uma de fora da ilha. O intercâmbio permitiu que o Concelho da Ponta do Sol fosse representado em diferentes situações e locais como: Abrantes (em 2002), Taveiro (em 2004), Arquipélago dos Açores: Ilhas de S. Miguel e Terceira (em 2006 ), Montemor-o-Novo (em 2010) e em 2012 em Pragança. A Banda conta com cerca de 30 elementos formados na escola de música da coletividade e com colaboradores amigos da instituição. A Banda é dirigida pelo professor Élio Jardim.

Banda Municipal da Ponta do Sol

Banda Municipal da Ponta do Sol

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos seniores.

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Banda Juvenil Salesiana de Poiares
Músicas no Concelho

Peso da Régua e as suas filarmónicas

Filarmónicas do Peso da Régua

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Juvenil Salesiana de Poiares

Na sequência de vários acontecimentos, nomeadamente guerras e grandes fluxos migratórios, a Banda de Poiares interrompeu a sua atividade por um longo período. Toda a história desta nova filarmónica começou em 2004, quando o Colégio Salesiano concorreu ao “Programa Escolhas 2ª Geração”, cujo principal objetivo era a inclusão social de crianças e jovens de meios mais desfavorecidos.

Os Salesianos, de modo especial o Pe. José Aníbal Mendonça, fundador da Banda Juvenil Salesiana de Poiares, agarraram esta grande oportunidade para dinamizarem algumas atividades que fossem significativas para a valorização das crianças e jovens, da própria freguesia e suas vizinhas. Dessas atividades a que, à partida, reuniu maiores atenções, porque também requeria uma boa parte do financiamento, foi a da música.

A presença do Colégio Salesiano de Poiares permitiu garantir solidez organizativa a esta iniciativa, estruturas adequadas e “matéria-prima” entre os seus alunos para ter os instrumentistas necessários à sua constituição. Esta banda surge assim como concretizadora de um grande desejo e como recuperadora de uma mais-valia para a sua freguesia, Poiares, uma vez que possibilitou recuperar a tradição da antiga filarmónica, que aí existiu durante muitos anos.

BJSP

Banda Juvenil Salesiana de Poiares

Banda Juvenil Salesiana de Poiares, Peso da Régua

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Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Sociedade Filarmónica Bendadense
Músicas no Concelho

Sabugal e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Sabugal

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

A Sociedade Filarmónica Bendadense foi fundada em 1870, por António Nunes da Fonseca Faria, primeiro professor primário da Bendada. Inicialmente a Banda dava mais importância à música vocal. Só em 28 de Agosto de 1881 conseguiu o seu primeiro instrumental, convertendo-se num agrupamento exclusivamente constituído por instrumentos de sopro e de percussão.

Única Banda do concelho do Sabugal, possui 34 elementos, na sua maioria muito jovens. O repertório é atual e diversificado. Apresenta-se em atividades religiosas (missas e procissões), lúdicas (concertos) e as oficiais (receção a individualidades). Atuou em França, na iniciativa intitulada “Le Mois du Portugal”, em algumas localidades de Espanha e em diversos pontos do País.

Sociedade Filarmónica Bendadense

Sociedade Filarmónica Bendadense

Reciclanda

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Rafael Carvalho, músico e compositor, da Povoação
Músicas no Concelho

Povoação e os seus músicos

Músicos do Concelho de Povoação

(Ilha de São Miguel, Açores)

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Rafael Carvalho, músico e compositor natural da Ribeira Quente, Povoação, é conhecido pelo seu trabalho ligado ao ensino e revitalização da Viola da Terra. Tem um percurso pessoal e profissional ligado à Viola da Terra, desde muito novo. Começou a ensinar Viola da Terra aos 15 anos, na Ribeira Quente e continuou em várias Escolas de Violas. Desde 2008 que leciona no Conservatório Regional de Ponta Delgada, como professor contratado.

Já editou 3 livros do “Método para Viola da Terra”, usado no Conservatório, mas que tem ajudado músicos em várias partes do mundo a aprender o instrumento.

De 2012 a 2021 já editou 6 álbuns de Viola da Terra, a solo, no intuito de divulgar e promover o repertório tradicional da Viola mas também trazendo música original sua para o repertório do instrumento. Soma, ainda, inúmeras colaborações musicais com vários artistas Açorianos, e não só, em concertos, residências artísticas e edições.

Ao mesmo tempo, tem produzido inúmeros eventos de promoção e divulgação da Viola da Terra, há mais de uma década, como o Encontro de Violas Açorianas, Festival Violas do Atlântico, A Viola Que Nos Toca, Orquestra de Violas da Terra, Encontro de Escolas de Violas da Ilha de São Miguel, Comemorações do Dia da Viola da Terra, entre muitos outros.

No intuito de se afirmar e calendarizar na agenda cultural da Ilha de São Miguel, a iniciativa “Azorean Business Awards” (ABA) nasce da vontade de desenvolver um evento com estratégias empresariais inovadoras em contexto local mas, com visão futura no alargamento dessas mesmas estratégias para um contexto participativo Nacional ou até Internacional, envolto numa correlação positiva entre convívio social com diversão e a responsabilidade social na recuperação económica do Arquipélago dos Açores.

Rafael Carvalho foi nomeado em 2021 para o prémio “Cultura e Arte – Música”, da primeira edição dos “Azorean Business Awards”. Na mesma categoria, foram nomeadas Maria Bettencourt e Sara Cruz.

A cerimónia de entrega dos prémios foi agendada para 11 de dezembro, na Quinta da Madeira Velha, na Povoação.

Rafael Carvalho, músico e compositor, da Povoação

Rafael Carvalho, músico e compositor, da Povoação

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Paulo Bernardino, organista, de Vila Nova de Gaia
Músicas no Concelho

Penela e os seus músicos

Músicos do Concelho de Penela
  • Paulo Bernardino (organista, compositor, Países Baixos/Penela)
Paulo Bernardino

O organista e professor Paulo Bernardino nasceu nos Países Baixos, tem raízes familiares em Penela e fixou residência em Vila Nova de Gaia. Iniciou os estudos musicais aos sete anos na Escola de Música “Jeroen Bosch” na cidade de s’Hertogenbosch e, pouco depois, na Schola Cantorum da Catedral de S. João na mesma cidade. Nessa altura começou também os estudos de Órgão e Acordeão com Anne Rücker. Já em Portugal desde 1987, veio a completar o curso de Piano na classe de Fernanda Casais no Conservatório de Música de Coimbra em 1995. Simultaneamente frequentava o curso de Engenharia Electrotécnica na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, licenciatura que concluiu em 1998. Entre 1991 e 1994 frequentou e completou o 1º Curso Nacional de Música Litúrgica realizado em Fátima. Concluiu a licenciatura em Música Sacra na Universidade Católica Portuguesa – Porto em 2003.

Paulo Bernardino, organista, de Vila Nova de Gaia

Paulo Bernardino, organista, de Vila Nova de Gaia

Saiba mais AQUI.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Rogério Pires, guitarrista, de Pinhel
Músicas no Concelho

Pinhel e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Pinhel

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

Cláudia Madeira

A fagotista Cláudia Madeira é natural de Pinhel, distrito da Guarda. Em 2010 ingressou na Escola Profissional de Artes da Beira Interior, na classe de Fagote de Cidália Torres.  Prosseguiu os estudos no Curso Instrumentista de Sopros e Percussão, com Ricardo Santos.

Em 2016 iniciou a licenciatura na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, na classe de Carolino Carreira, concluindo o curso em 2019.

Em 2023 concluiu o Mestrado em Ensino da Música, variante Instrumento (Fagote) e Música de Conjunto na mesma instituição.

Durante o seu percurso participou em classes de aperfeiçoamento com os professores Robert Glassburner, Arlindo Santos, Johan Steinnmann, Ricardo Ramos, Renée Knigge e
Roberto Erculiani.

Em 2022, participou no Simpósio Nacional dos Professores de Fagote.

Frequentou estágios de orquestra sinfónica com os maestros António Saiote, Frank Zielhorst, Jean Sébastien Béreau, Jan Wierzba, Charles Roussin, Osvaldo Ferreira, Rui Pinheiro, Peter Stark, Julien Benichou e Tobias Gossmann. Com a orquestra de sopros, realizou estágios com os maestros José Eduardo Gomes, Francisco Sequeira, Luís Clemente, Francisco Ferreira e Tiago Oliveira.

Como membro integrante da Orquestra de Sopros da EPABI, participou no I e II concurso Internacional Filarmonia D’Ouro. Participou ainda como músico no I Workshop de Direção de Banda, sob orientação do maestro Javier Viceiro.

Apresenta-se regularmente com a Sinfonietta de Castelo Branco e exerce funções de docente no Conservatório de Música e Artes do Centro.

Rogério Pires

Rogério Pires nasceu em Pinhel, cresceu na Guarda, ama cada uma delas e também Lisboa, para onde foi estudar Filosofia e acabou por ficar.

Tem 55 anos e há muito tempo que é guitarrista acompanhador – de músicos como Michel, João Afonso ou Zeca Medeiros, Rodrigo Leão, de bailarinos nas aulas de dança do Conservatório de Lisboa. Bagatelas é o seu primeiro CD de originais.

Saiu desta espécie de sombra para enfrentar o palco com a guitarra: “não é nada fácil. Já corri o mundo com o Luís Guerra, um bailarino brutal, e está toda gente a olhar para ele. Ou para o Zeca Medeiros, ou para o Michel, ou para o João Afonso. Mas estas músicas aqui são minhas e vou ter de as defender. Dentro de mim alguma coisa me lança para isto.” – disse ao Diário de Notícias a 22 de março de 2016. Há anos que compunha músicas e os amigos ouviam-nas e diziam-lhe para gravar. Nunca o fez, “não tinha urgência de gravar”. Foi escrevendo o mundo nas 15 canções que se alinham no Bagatelas, saídas da “guitarra acústica de seis cordas de nylon” numa edição de autor. Um desses amigos, com quem nunca tocou, é Sérgio Godinho, que descreve o disco como “uma viagem numa barca de águas tranquilas”. Rodrigo Leão destaca a “delicadeza e a sensibilidade” das composições.

Este guitarrista juntou as notas de chula numa resposta ao Sr. João (e ele ainda não sabe…), que resmungava com ele e os amigos, adolescentes, quando tocavam músicas mais da pesada no Centro Cultural da Guarda – e no andar de baixo ensaiavam os grupos tradicionais. Já lá vão 30 anos. Ilha Terceira leva-nos ao meio do Atlântico, Depois da Chuva a saltitar nas poças -, aquilo que Rogério fará, de quando em vez, caminhando pela cidade com a guitarra às costas. Mantém o termóstato beirão que o faz andar de calções em dezembro e sorri quando conta que toda a gente se recolhe nos dias de chuva e Lisboa é “toda” dele.

As músicas que foi compondo chegaram ao CD praticamente iguais. “Mudei uma nota ou duas, no máximo.” Diz-se “um humilde guitarrista”. Aprendeu a tocar com o pai e o avô. Fez o Conservatório, em Lisboa, onde ficou, depois, como “professor acompanhador de aulas de dança no Conservatório de Dança”.

Rogério Pires, guitarrista, de Pinhel

Rogério Pires, guitarrista, de Pinhel

Reciclanda

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Grupo de Acordeonistas de São Brás de Alportel
Músicas no Concelho

São Brás de Alportel e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de São Brás de Alportel

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

O Grupo Juvenil de Acordeonistas de São Brás de Alportel nasceu a 12 de março de 2004, constituído por 3 dezenas de jovens. O grupo surgiu no seio da Escola de Música da Paróquia de São Brás, pela mão do fundador, o Prior José da Cunha Duarte, onde existira inicialmente um grupo de melódicas da Escola de Música.

Durante os primeiros anos de existência, o Grupo participou em inúmeras iniciativas no Concelho e percorreu o Algarve, levando o Acordeão e a música tradicional portuguesa, em particular a música algarvia, de Norte a Sul do País. O Grupo ultrapassou fronteiras e atuou em Tânger, Marrocos. Em 1992 quando o Padre Cunha deixou São Brás de Alportel, o professor e acordeonista Júlio Pereira deu continuidade ao seu trabalho, orientando e dirigindo o Grupo.

Ao longo dos anos, o Grupo sofreu várias alterações, recebeu novos elementos, viu sair outros, sendo preocupação constante a renovação do grupo e do reportório. Em 1997, o Grupo de Acordeonistas de São Brás atingira o auge da sua atividade com inúmeras atuações. Depois de algum tempo de menor atividade, no dia 1 de outubro de 2003, por ocasião das Comemorações do Dia Mundial da Música, o Grupo de Acordeonistas mostrou-se ao público, renovado, com novos elementos, novo reportório, novos instrumentos, uma outra postura em palco e novas fardas.

Grupo de Acordeonistas de São Brás de Alportel

Grupo de Acordeonistas de São Brás de Alportel

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

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Norberto Gomes, violinista, de Santana
Músicas no Concelho

Santana e os seus músicos

Músicos do Concelho de Santana

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Álvaro Pereira de Jesus (regente de banda)
  • Norberto Gomes (violinista, 1971)
Álvaro Pereira de Jesus

Álvaro Pereira de Jesus nasceu a 10 de março de 1989. Iniciou os estudos musicais aos 11 anos na Banda Recreio Camponês. Em 2008 ingressou no curso profissional de instrumento no Conservatório Escola das Artes da Madeira.

Foi músico da Banda Militar da Madeira entre os anos 2013 a 2019. Entre 2015 e 2019 estudou direção de orquestra e banda na Escuela de Direcccion de Orquestra y Banda de Francisco Navarro Lara, em Espanha. É diretor artístico da Banda Municipal de Santana.

Norberto Gomes

Violinista, professor, diretor artístico e assessor pedagógico, João Norberto Gomes nasceu a 26 de Maio de 1971, em São Jorge, concelho de Santana. A sua carreira artística surgiu por influência das suas irmãs Zita, Ermelinda e Gorete. Zita Gomes foi docente de violino no Conservatório – Escola das Artes Eng.º Luiz Peter Clode e instrumentista de viola de arco. Ermelinda Gomes foi professora de Música na Escola Bartolomeu Perestrelo e Gorete Gomes lecionou música no ensino especial. Para além das suas irmãs, Artur Andrade, cunhado de Norberto Gomes, foi uma das principais influências na carreira do músico. Professor do conservatório da Madeira, Artur Andrade esteve ligado à preservação e divulgação da música tradicional madeirense.

Norberto Gomes iniciou os estudos musicais no Conservatório – Escola das Artes Eng.º Luiz Peter Clode, com a sua irmã Zita Gomes, que na época lecionava no conservatório. A sua formação musical foi suportada financeiramente por uma bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1989 começou um longo percurso de formação, subsidiado pelo Governo Regional da Madeira no território da então URSS, sob a orientação do violinista, crítico musical e pedagogo A.N. Gorochov.

Em 1994 o Governo Regional da Madeira atribuiu a Norberto Gomes uma bolsa estudo no valor de 1 000 000$00, para que pudesse progredir os seus estudos em violino. Essa atribuição permitiu ao músico concluir, em 1995, a Licenciatura em Violino – Interpretação e Pedagogia, na Faculdade de Cordas do Conservatório Tchaikovsky, em Moscovo. Após a licenciatura alcançou o grau de Master of Fine Arts. Posteriormente realizou Mestrado em Violino e Música de Câmara – Interpretação e Pedagogia. Em 1997, terminou o Doutoramento em Violino – Interpretação. O percurso artístico de Norberto Gomes foi marcado por inúmeras atuações como solista e concertino em diversos países: Holanda e Suíça em 1988; solo e concertino B da Orquestra de Cordas Archi em Portugal; Ucrânia; Rússia; Bielorrússia; Polónia; Lituânia; Holanda; Republica Checa; e França em 1989 e 1997.

A partir de 1997 foi solo e concertino da Madeira Camerata, um grupo fundado por si e do qual é, atualmente, diretor artístico; concertino da Orquestra Clássica da Madeira em Portugal, Macau, Itália, Holanda, Cabo Verde e Espanha. Norberto Gomes também atuou com a Orquestra de Música Antiga e Orquestra de Câmara Portuguesa. Através do desempenho nestes agrupamentos Norberto Gomes realizou digressões no Porto e em Lisboa, no Centro Cultural de Belém; Espanha, em Ferrol, Sevilha e Madrid; Macau, apresentando-se no Centro Cultural de Macau. Nestas digressões realizou oito concertos com a obra de Vivaldi; três concertos com a obra de Bach; e dois com a obra de Mozart e Mendelssohn; para além de diversos espetáculos com sinfonias de Bruch, Tchaykovsky, Wieniawsky, Beethoven, Schnitke e V. Williams. Na sua obra publicada constam diversos discos: gravações a solo para a RTP e RDP Antena 2; Sinfonia Concertante para Violino e Viola de Mozart para a EMI Classics, a solo; gravações para o Arquivo Musical da Rádio Clássica Ukraneana; como concertino gravou também cinco CD para a EMI Classics, com obras de Mozart.

Norberto Gomes é violinista solista; músico de câmara; professor de violino no Conservatório – Escola das Artes Eng.º Luiz Peter Clode, onde também desempenha funções de assessor pedagógico na direção; concertino da Orquestra Clássica da Madeira e na Madeira Camerata. Quanto ao estilo musical, Norberto Gomes desenvolveu a sua atividade sobretudo como intérprete de violino, com repertório clássico e sinfónico, para orquestra e música de câmara com sonatas do movimento artístico Barroco, Clássico, Romântico e Contemporâneo.

Fontes: Teresa Sousa (2011). “João Norberto Gomes”. Realizado no âmbito da Disciplina Ciências Musicais VI, integrada no plano curricular da Licenciatura em Educação Musical, do Instituto Superior de Ciências Educativas, Universidade da Madeira. Ana Ventura (2011). “GOMES, João Norberto”. In Dicionário Online de Músicos na Madeira. Funchal: Divisão de Investigação e Documentação, Gabinete Coordenador de Educação Artística, atualizado em 05/09/2011.

Norberto Gomes, violinista, de Santana

Norberto Gomes, violinista, de Santana

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