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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Rita Barbosa
Músicas no Concelho

Paredes de Coura e os seus músicos

Músicos do Concelho de Paredes de Coura

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • Inocêncio Pereira Barbosa (músico, n. 1932)
  • Rita Barbosa (guitarrista)
Rita Barbosa

Rita Barbosa nasceu em Paredes de Coura em 1983. Iniciou os estudos musicais em 2001, na Academia de Música Valentim Moreira de Sá, em Guimarães, com Ricardo Barceló. Em 2006 conclui o oitavo grau de Guitarra no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga. No mesmo ano iniciou o curso superior de guitarra clássica no Conservatório Superior de Música de Salamanca onde estudou com os professores Hugo Geller e Dimitri Van Halderen durante dois anos.

Em 2009 frequentou o terceiro ano do Curso de Guitarra Clássica no Conservatório Superior de Música de Vigo tendo estudado com Marguerita Escarpa, José Luis Fernadez e Román Gonzalez.

No ano 2011 concluiu a Licenciatura em música – Guitarra Clássica na Universidade do Minho em Braga, sob a direção de Ricardo Barceló. No ano 2012 iniciou o Mestrado em Ensino de Música na mesma Universidade.

Ao longo de todo este percurso realiza vários workshops e classes de aperfeiçoamento com diversos guitarristas a fim de aperfeiçoar a sua técnica e a sua capacidade interpretativa com destaque para Eduardo Baranzano, Gerardo Arriaga, Ricardo Gallen, Eros Roselli, Manolo Sanlucar, Jorge Cardoso, Daniel Navarro.

Além dos recitais de Guitarra a solo realizados, integrou vários e diversificados projetos como guitarrista tendo colaborado com a companhia de teatro – Comédias do Minho – na qualidade de criadora e interprete do teatro musical infantil – “Pé de vento” com apresentações no Vale do Minho e na Lapa do Lobo em Viseu.

Leciona Guitarra Clássica desde 2007 e integra o corpo docente do Curso de Música Silva Monteiro.

Fonte: CMSM

02 de março de 2024

Rita Barbosa

Rita Barbosa, guitarrista de Paredes de Coura

Paredes de Coura é um concelho com tradições musicais, músicos, maestros e bandas: Banda de Música de Infesta, Banda de Rubiães, Boa União de Castanheira e, mais recentemente, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários. Inocêncio Pereira Barbosa foi um clarinetista nascido na freguesia de Infesta. Deu aos 13 anos os primeiros passos na música com o irmão Alfredo, que lhe transmitiu os primeiros ensinamentos de Solfejo. Depois, durante cerca de 3 anos, aprendeu com o Senhor Touceira, de Infesta, músico e dirigente da banda da terra, onde Inocêncio tocou na década de quarenta do século XX. A partir daqui deu-se o ingresso na banda da freguesia natal.

Durante o percurso musical, tocou, além da banda de Infesta, as bandas de Rubiães, Vila Nova de Cerveira, Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura e Aboim da Nóbrega, Vila Verde, onde terminou a carreira.  Com o desaparecimento, primeiro da banda de Rubiães e mais tarde da banda de Infesta, surgiu então a banda dos Bombeiros Voluntários, que se aguentou poucos anos. A partir daqui surgiu a oportunidade de rumar até Aboim da Nóbrega, juntamente com um grupo de músicos courenses, onde terminou a carreira de músico, face ao avançar da idade e aos problemas de saúde que foram surgindo. Ensinou ainda, de forma gratuita, alguns músicos da vila, que recebiam os ensinamentos em casa.

Fonte: Marlene Cunha, Notícias de Coura

Inocêncio Barbosa, clarinete, de Paredes de Coura

Inocêncio Barbosa, clarinete, de Paredes de Coura

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce. Clique e saiba mais.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos seniores.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/rita-barbosa-guitarra.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-16 23:09:572024-12-13 21:13:44Paredes de Coura e os seus músicos
Sociedade Musical Odivelense, créditos Franca Franchi 2017
Músicas no Concelho

Odivelas e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Odivelas

Bandas de Música, história e atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças
  • Sociedade Musical Odivelense
Banda Filarmónica da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças

A Banda Filarmónica da SMDC está formalmente em atividade desde 1880, fruto da fusão de duas outras bandas ao tempo existentes na freguesia, a “Real fanfarra” e a “Avante Canecense”, passando a designar-se “Sociedade Musical de Caneças”. A partir de 1973, na sequência de outra fusão, desta vez com o “Clube Desportivo de Caneças”, a coletividade adotou a denominação atual.

Ao longo de mais de cem anos a Banda de Caneças tem mantido atividade com alguma regularidade. No seu currículo contam-se participações em inúmeros festivais e encontros de bandas, procissões, arruadas e outras manifestações de caráter cultural e desportivo, em território nacional e no estrangeiro. Na década de setenta, com o crescimento do interesse pela música manifestado por muitos jovens da freguesia, decidiu-se a criação de uma Escola de Música na coletividade, com ensino gratuito, garantindo dessa forma a sobrevivência da banda.

Após um período de crise, a banda entrou em 1995 numa fase de profunda reestruturação e renovação dos quadros. Aproveitou muito do trabalho que vinha sendo feito na Escola de Música da coletividade, sob a orientação do atual Maestro, Carlos Alberto Gomes, e conta hoje, em média, com 60 figuras. A realização mais importante da filarmónica é a organização anual do seu Festival de Bandas Amadoras, projeto iniciado em 2000. passaram algumas das melhores formações nacionais e, na edição de 2003, contou com a presença de uma banda de Espanha.

Reciclanda

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O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Sociedade Musical Odivelense

A Sociedade Musical Odivelense é uma das sociedades com mais história da região e uma das mais antigas, criando prestígio e fama ao longo da região em contexto de bandas filarmónicas, e a sua ação na freguesia de Odivelas assenta na sua Escola de Música, na Banda de Música e no Grupo Coral ”Maria Gomes”, Teatro e Dança. Estas atividades desenvolvem-se de forma articulada, proporcionando aos alunos da Escola de Música, aos elementos do Grupo Coral e aos praticantes de outras atividades a apresentação de trabalhos aonde as várias actividades interagem proporcionando espetáculos de prestígio.

SMO

Sociedade Musical Odivelense, créditos Franca Franchi 2017

Sociedade Musical Odivelense, créditos Franca Franchi 2017

É uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo principal é a promoção da atividade cultural e musical, sendo um dos seus elementos nucleares, a banda. A sua certidão de nascimento é datada de 28 de junho de 1863 (na altura pertencia ao Concelho de Belém. No ano da sua criação no mesmo mês, surgiriam no futuro Concelho de Loures mais duas Filarmónicas, a da Sociedade Filarmónica de Bucelas e a dos Bombeiros Voluntários do Zambujal.

Embora a Banda Musical tenha sido sempre o foco da atividade da organização, a SMO foi precursora na promoção de outras propostas culturais. Em 1894, começam a ser promovidos espetáculos de Teatro na então Sociedade Philarmónica Odivellense. Em 1898, foi criada a partir da SMO, a Sociedade União 29 de Junho, com sede na atual Rua António Maria Bravo nº14 em Odivelas e em 1903, foi criada a Banda dos Bombeiros Voluntários de Odivelas, a partir da Sociedade Musical Odivelense. Em 1905, passou a ter a designação de Sociedade Musical Odivelense – Banda dos Bombeiros Voluntários. Quando o atual Instituto de Odivelas passou a utilizar o antigo Convento de Odivelas, a Banda abrilhantava as festas daquela instituição de ensino, às quais assistiram as Rainhas D. Maria Pia, D. Amélia e o Infante D. Afonso de Bragança. Em 1909, a Banda foi convidada a tocar para o Rei D. Manuel II.

Até 1913, os concertos da Banda eram acontecimentos de rua, que tinham lugar em locais privilegiados como o Largo D. Dinis. Nesse mesmo ano, a Sociedade Musical Odivelense, juntamente com populares, construiu o Coreto de Odivelas, no meio do largo do Convento D. Dinis.

Desde o início da sua criação, a SMO não possuía uma sede fixa, usando vários locais temporários como sede. Em 1931, passou a dispor de um espaço próprio na Travessa da Mina, hoje Rua Maria Gomes da Silva Santos, parte integrante do núcleo antigo de Odivelas. Em 1936 foi autorizada a exploração do Salão de Festas como Cinema, ganhando assim consistência o projeto que virá a dar lugar ao Cine-Teatro.

A inauguração da Biblioteca foi realizada no 75º aniversário da SMO, em 1939, ficando a funcionar numa parte do primeiro andar da Sede da Sociedade. Os livros que passaram a fazer parte do acervo bibliotecário tiveram origem em doações de particulares. A Biblioteca António Maria Bravo assegurou esta função social e cultural por um longo período. Na sua Sede, em 1947, são efetuadas obras de remodelação do edifício, dotando-o de um 2º piso.

Em 1952, a Sociedade foi encerrada por determinação da Inspeção Geral de Espetáculos, com a alegação de que a mesma não reunia condições legais, vindo a reabrir em finais do ano de 1959. No mesmo ano de 1952,o coreto de Odivelas também alterou o seu local, saindo do meio do largo D. Dinis, dando esse lugar para a construção da estátua da Rainha Santa Isabel, para o lado lateral do largo.

Apesar da sociedade ter supostamente “encerrado”, existem diversos eventos da promoção da cultura e das atividades de recreio e lazer, criando um sentimento de resistência ao encerramento da sociedade e preparações para uma reabertura o mais rapidamente possível.

O da associação passou do antigo nome SMO – BBVO para o nome atual Sociedade Musical Odivelense. Em 1963, por forma a ser possível a sua participação nas comemorações do centenário da SMO, a Banda teve de recorrer a um número considerável de elementos externos contratados para o efeito. Em resultado dos elevados encargos derivados da contratação de músicos externos, a Direção deliberou suspender a atividade da Banda, o que se traduziu na sua extinção precisamente 100 anos após a sua criação.

Em 1979, foi criada uma escola de música para crianças a partir dos 5 anos, com o objetivo de ensinar gratuitamente música à população. Esta iniciativa permitiu que surgisse uma nova Banda em 1981, 18 anos depois da antiga Banda ter acabado, constituída por 28 jovens, dos 7 aos 15 anos. Em 1989, a Banda deslocou-se a França, onde deu vários concertos em Vic-le-Comt, Romagnat e na Ópera Municipal de Clermont-Ferrand, este último com uma audiência de 1200 pessoas. Em 1992, participou na Embaixada da Juventude à Expo’92 em Sevilha, a convite do Comissariado de Portugal para a Exposição Universal.

Entre os anos de 1993 e 1997, salienta-se a participação da Banda nos Festivais Ibéricos de Bandas Amadoras, organizados pela Câmara Municipal de Loures; Festas de Verão da cidade de Monção, Minho; Intercâmbio com a Banda Filarmónica Eborense de Évora; Encontro de Bandas nas cidades de Estremoz, Sabóia e Alcácer do Sal; Desfile na Expo’98; VIII Encontro de Bandas em Aveiras; Comemorações do Mês da Musica na cidade de Loulé, Algarve. Apresentou-se ainda no Teatro da Trindade, Lisboa, e no Centro Cultural da Malaposta, Olival Basto, nos quais atuou em conjunto com o Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música.

Em 2002, em conjunto com a Banda da Casa do Povo de Lavre e com os Coros de Mafra e da Academia Almadense, participou no concerto de Natal na Basílica do Convento de Mafra. No ano de 2003 destacam-se os concertos para a Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio no Parque das Nações em Lisboa. Em 2004 a Banda de Música da Sociedade Musical Odivelense realizou um concerto comemorativo dos 30 anos do 25 de Abril no Parlamento Europeu em Bruxelas.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/odivelas-sociedade-musical-odivelense-banda-ft-franca-franchi.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-21 11:24:462024-10-28 14:55:33Odivelas e as suas filarmónicas
João Cebola, de Nisa, militar em Oeiras
Músicas no Concelho

Nisa e os seus músicos

Músicos do Concelho de Nisa

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

João Augusto da Piedade Cebola

João Augusto da Piedade Cebola, falecido a 17 de Agosto de 1996, teve uma vida dedicada à música, como executante da banda, nos agrupamentos de Jazz-Band ou contribuindo, com o seu virtuosismo musical no acompanhamento do Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa, fundado em 1964, próximo do largo onde morava.  Tocou clarinete, banjo, violino e acordeão. Feito o exame da 4ª classe, João Augusto passou a aprendiz de sapateiro na loja do pai, Dionísio da Piedade Cebola.

Ouvidos os acordes tangidos pela viola-banjo do pai (que até na oficina não se fazia rogado em tocar para amigos e fregueses), é natural que este ambiente de música tivesse despertado, no jovem João Augusto, uma vocação musical. Assim, ei-lo a solfejar por uma brochura editada em 1909 e a ingressar na Banda de Nisa, após a aprendizagem de clarinete.

João Cebola, músico, de Nisa

João Cebola, músico, de Nisa

Simultaneamente, aprendeu a tocar banjo e comprou um violino que viria a ser o seu talismã. Em 1935, surgiu a oportunidade de fundar com o pai, o irmão José Dinis, o Carlos Pação, o Joaquim Bicho e o José Macedo, o primeiro troupe-jazz de Nisa com o nome “Os Fixes” e com hino próprio. Estavam encontrados dois amores – Banda e Jazz – que perduraram em toda a vida. A sua ligação ao Jazz foi mais arreigada pelo facto de ser seu coordenador. Correspondia-se com as casas musicais de Custódio Cardoso Pereira, Sassetti e Valentim de Carvalho, em Lisboa, e Casa Medina, em Coimbra, onde adquiria os textos musicais dos compositores da época.

O reportório do Jazz era o de música ligeira: corridinho, fox-trote, marcha, pasodoble, rumba, samba, swing e valsa. Raro era o dia, sobretudo à hora do almoço, que não dispusesse de algum tempo para ensaiar. A essa mesma hora, quem passasse à Rua Direita, igualmente ouvia o saxofone-soprano de Luís (Félix), o barítono de Abílio Porto, o saxofone-tenor de José Esteves, a viola-banjo de Dionísio Cebola, o contrabaixo de Manuel Filipe, o acordeão de Joaquim Bicho e a trompete de José Amaro. Tal o viveiro de músicos que residiam na Rua Direita. Nisa teve no Jazz “Os Fixes” um peculiar embaixador, num sem número de terras de que ouvia falar: aldeias do concelho de Vila Velha de Ródão (Alvaiade, Foz do Cobrão, Gavião, Perdigão e Vilas Ruivas), Castelo Branco (Assembleia, Cebolais de Cima e Maxiais), Póvoa e Meadas (Castelo de Vide), Atalaia (Gavião), Envendos e S. José das Matas (Mação), Portalegre (Banco de Portugal) e Cano (Sousel).

Em Nisa, são lembrados o abrilhantar de bailes no Benfica, Clube e Sociedade, nos salões da Senhora Viscondessa, na Quinta no Termo de Arez, o colaborar nas representações teatrais e récitas escolares no Cine-Teatro e na inauguração do Café Restauração (rés-do-chão da Casa Carmona, no Largo da Porta da Vila, n.º 23).

Nos anos quarenta, durante meses, o Jazz abrilhantou o Teatro Desmontável da Companhia Rafael de Oliveira, instalado junto à Fonte do Rossio, onde pontificavam as famílias de Eunice Munhoz e do Tony de Matos. Os jornais “Brados do Alentejo” de Estremoz e “Correio de Nisa” referenciavam notícias sobre “ Os Fixes”. Para João Cebola, a música era uma devoção e só uma doença o poderia afastar tanto da Banda como do Jazz. Na Banda Municipal, em Nisa, atuou em cerimónias públicas e religiosas, em arraiais e romarias, em concertos no Coreto e no Cine-Teatro, em homenagens, no descerramento da lápide a Nossa Senhora da Conceição, na frontaria dos Paços do Concelho e na inauguração do busto ao Dr. Francisco da Graça Miguéns, no Jardim. Fora de Nisa, atuou em Amieira do Tejo, Arez, Montalvão, Monte Claro, Pé da Serra, Alcobaça, Coimbra e Valência de Alcântara. Manhãzinha cedo, tocava-se a alvorada e depois da celebração da missa, seguia-se a procissão. De tarde, o arraial continuava até às tantas da noite. Madrugada alta, os músicos palmilhavam o regresso a Nisa onde, na Fonte Frade, dessedentados, respiravam o raiar da aurora e, ao bater das oito horas na Torre do Relógio, retomavam o serviço nas oficinas.

Com os bailes da Carnaval, João Cebola ganhava para comprar um porco que, em janeiro seguinte, era o fumeiro da casa, após festiva matança ao som da viola do seu pai. Ainda nos anos quarenta, para dinamizar o Jazz, meu pai compra e aprende a tocar acordeão de teclas. Nesta modalidade, esperava-o a participação nos casamentos e nas sortes. Nos casamentos, servido um frugal copo d’água, o noivo deixava a noiva na casa da festa e saía ladeado dos padrinhos e seguido dos acompanhantes. Então o acordeonista abrilhantava o grupo que percorria as ruas de Nisa visitando os lugares de bebidas, sobretudo aqueles cujos donos tivessem dado “serviço” e seguia-se até ao quintal da festa. Só que o contrato com o tocador ainda não terminara. Havia o baile do segundo dia do casamento.

Quanto às sortes, formava-se um cortejo na Praça do Município. Os mancebos, alguns com pandeiretas, ostentavam uma fita no chapéu ou na lapela do casaco, indicativa do resultado da inspeção militar – encarnada (apurado) e branca (livre). Com o acordeonista a atacar a primeira marcha, o grupo percorria as principais ruas de Nisa, cantando e bebendo nos lugares do costume. Em data posterior, realizava-se o baile das sortes ao som do acordeão.

Com a idade, o gosto pela música jamais se desvaneceu em João Cebola. A comprová-lo está a chamada ao Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa. Por gentileza de ex-elementos do Rancho, foi-me dito que meu pai foi um dos fundadores do Rancho e a casa de meu avô na rua Direita n.º 12 (uma divisão do rés-do-chão, outrora a sede do Jazz) foi o primeiro palco de encenação do Rancho, sob a direcção do ensaiador Rodrigues Correia, com os músicos António Charrinho (acordeão), Florindo Bugalho (saxofone), João Augusto (violino) e José Macedo (clarinete). Com o Rancho, atuou vezes sem conta em Nisa e teve digressões, entre outras, por Lisboa, à Casa do Alentejo e ao Pavilhão dos Desportos, por Évora, ao II Cortejo “O Trajo no Mundo e no Tempo”, por Alvega (Abrantes), Arronches, Cabeção (Mora), Castanheira de Pera, Instituto de Vila Fernando e Santa Eulália (Elvas), Vale do Arco (Ponte de Sor) e Alegrete e Besteiros de Cima (Portalegre). O espólio musical foi oferecido por Dionísio Cebola à Sociedade Musical Nisense.

Fonte: Dionísio Cebola in “Jornal de Nisa”

João Cebola, de Nisa, militar em Oeiras

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Reciclanda

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Associação Filarmónica da Nazaré
Músicas no Concelho

Nazaré e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho da Nazaré

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  • Silvino Marques Pais da Silva (guitarrista)

Silvino Marques Pais da Silva, guitarrista, nasceu na Nazaré, em 1954. O livro “Era uma classe” é a biografia de Silvino Silva, que o público pôde conhecer a partir de 4 de maio de 2019. A obra aborda o surgimento da sua apetência para a música com o pai, também músico, o sucesso nacional do grupo Rock Alarme, a observação quotidiana e escrita imediata no período do Entrudo, em que compunha música e escrevia marchas de Carnaval, as artes plásticas que desenvolveu a par da música, e reúne histórias contadas por amigos («os amigais», como dizia) e família, acompanhadas por documentos e fotografias.

Trata-se de mais uma obra da autoria de Mário Galego (Nazaré, 1969), jornalista e amigo de Silvino Marques Pais da Silva. É autor de outros livros com a Nazaré em fundo: «Uma estória de jazz em Valado dos Frades» e «No tempo dos pinhocos – elementos para a história postal da Nazaré». – foi noticiado pelo Jornal Região de Leiria.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/nazare-associacao-filarmonica-da-nazare-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-16 22:16:572021-06-21 19:46:19Nazaré e os seus músicos
Banda dos Bombeiros Voluntários de Vimioso
Músicas no Concelho

Vimioso e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Vimioso

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Banda Filarmónica da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vimioso

A Banda Filarmónica da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vimioso foi fundada a 12 de abril de 1945. O surto migratório que varreu o Norte de Portugal ditou o seu fim em 1960. Graças à boa vontade da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vimioso, a Banda foi reativada a 12 de janeiro de 1998 (mais de 30 anos após o seu desaparecimento).

A primeira apresentação pública ocorreu durante a realização da Meia Maratona das Castanhas que, naquele ano, teve lugar no dia 15 de novembro. Em 1999, passou a reger a Banda o maestro Alexandre Fraguito que se manteve na direção artística durante uma década. A Banda Filarmónica é dirigida atualmente pela maestrina Ana Cavaleiro, contando com cerca de 50 elementos de diversas faixas etárias. Com cinco professores, a sua Escola de Música trabalha prepara jovens que possam vir a integrar a Banda.

Banda dos Bombeiros Voluntários de Vimioso

Banda dos Bombeiros Voluntários de Vimioso

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Banda de Música de Vila Verde
Músicas no Concelho

Vila Verde e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Vila Verde

Bandas de música, história e atividades no Concelho

  • Banda Musical de Aboim da Nóbrega
  • Banda Musical de Vila Verde
Banda Musical de Aboim da Nóbrega

Não se sabe ao certo a data da fundação da Banda de Música de Aboim da Nóbrega. O documento mais antigo é uma partitura com cerca de 200 anos, mas julga-se que a Banda de Música será mais antiga. Segundo os dizeres de pessoas mais velhas e outras já falecidas, a Banda de Música de Pedregais foi fundada no ano de 1735, nessa data a Banda de Música de Aboim da Nóbrega já existia. Segundo relatos de algumas personalidades, a Banda Musical de Aboim da Nóbrega já animava as festas em Santo António Mixões da Serra, local que possui coretos datados do século XVI onde se pensa que a banda já atuava nessa época.

A Banda encontra-se num processo de rejuvenescimento dinamizado e potenciado pela sua escola de música, coro e orquestra juvenil. Manuel João da Rocha, falecido no ano de 2006, foi Presidente desta Banda de Música cerca de 35 anos. O atual Presidente é Carlos António de Sousa Alves.

Banda Musical de Aboim da Nóbrega

Banda Musical de Aboim da Nóbrega

A banda, atualmente, é constituída aproximadamente por cerca de 50 elementos. É formada maioritariamente por músicos da freguesia, jovens entre os 11 e 23 anos, na sua maioria. A direção artística da banda ao cargo do maestro José Duarte Carvalhosa desde 2008, que sucedeu ao maestro Joaquim Mendes. Salienta-se a frequência da Academia de Música Fernandes Fão, Pólo de Ponte de Lima, por parte de alguns dos alunos da escola de música da banda. Inserem-se também na coletividade a escola de música, o coro e a orquestra juvenil.

Reciclanda

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Banda Musical de Vila Verde

A Banda Musical de Vila Verde foi fundada em 31 de outubro de 1936, com a denominação de Banda dos Bombeiros Voluntários, sob a regência de Abílio Silva. Em 1939, a Banda adquiriu uma nova dinâmica e passou a denominar-se Banda Municipal de Vila Verde. Em 1955 a regência da Banda passou a ser feita pelo Maestro Ferreira Pais e, em 1969, a Banda foi suspensa.

Em 1972, António Fernandes Soares Marinho, José Soares da Silva Lago, Manuel Augusto e António Fernandes do Lago, criaram os Estatutos Legais e a associação passou a ser denominada Banda Marcial de Vila Verde mas, em 1974, foi suspensa por motivos de saúde do seu maestro. Em 1981, retomou a atividade com a denominação de Sociedade de Educação e Recreio Banda Musical de Vila Verde. Alexandre Fonseca, Filipe Lopes da Silva, Agostinho Fonseca, António Ferreira da Silva foram alguns dos regentes da Banda.

Em 2010, a Banda Musical de Vila Verde gravou o seu primeiro trabalho discográfico “Primum”. Em 2012, a convite do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a Banda Musical de Vila Verde, deslocou-se ao Palácio de Belém para tocar e cantar as Janeiras. A Banda Musical de Vila Verde é constituída por 60 músicos efetivos, na sua maioria jovens. A Direção Artística está a cargo de Óscar Emanuel Vilhena Gonçalves.

Banda de Música de Vila Verde

Banda de Música de Vila Verde

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/vila-verde-banda-de-musica-de-vila-verde-2021.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-16 20:59:182024-10-30 16:48:40Vila Verde e as suas filarmónicas
Deolinda Bernardo, fadista, da Marinha Grande
Músicas no Concelho

Marinha Grande e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho da Marinha Grande

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Deolinda Bernardo (fadista)
Deolinda Bernardo

A fadista Deolinda Bernardo nasceu na Marinha Grande. Iniciou-se no fado em 1992. Em 1996 ficou em 3.º lugar na Grande Noite do Fado, em Lisboa. No ano seguinte venceu a edição do Porto do mesmo certame. Em 1998 lançou o seu disco de estreia chamado “Desafios”. Foi convidada por Rão Kyao a participar na gravação do álbum “Fado Virado A Nascente”, editado em 2001, e na digressão que se seguiu. O seu marido, José Pires, foi o autor da letra da canção “Fado Nascente”. Colaborou com o grupo Quinteto de Coimbra no DVD “a cappella” de 2004. Em 2005 formou com José Pires o grupo Alma Lusa.

O primeiro disco, com temas originais, foi editado em 2006. Deolinda Bernardo participou em “Adriano Sempre”, disco de tributo a Adriano Correia de Oliveira. Em 2008 lançou, com o nome artístico de Deo, o álbum “Voando sobre o Fado” composto de versões de temas do grupo Madredeus. Em 2010 foi editado o CD “Rota dos Sentidos” com vários clássicos da música portuguesa. No ano de 2011 participou no Festival Crizantema de Aur em Targoviste – Roménia. Em 2012 foi cartaz da exposição “Fado – Longas Noites” do fotógrafo francês Tristan Jeanne-Valés, realizado em Cannes.

Deolinda Bernardo, fadista, da Marinha Grande

Deolinda Bernardo, fadista, da Marinha Grande

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira
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Bruno Julião

No 20 de setembro, Dia do Baterista, o jornal Região de Leiria deu destaque a Bruno Julião, baterista que, por passatempo, fabrica baterias “como quem cria peças de arte.” Bruno Julião fabrica as baterias Brutt Custom Drums desde 2015 numa garagem na Marinha Grande. Bruno começou em 2015 quando encontrou no Youtube alguém dos Estados Unidos da América e da Suíça a explicar como fazê-las. Desenhador de moldes e com gosto pelos trabalhos manuais, lançou mãos à obra. Preparou ferramentas, aventurou-se nuns esboços e cortou ripas de madeira. Digeriu frustações e saboreou entusiasmos.

O músico, que tem no currículo 8 Rockin Shoes, Monomonkey, Us The Bear, entre diversas outras bandas, diz ser indescritível a sensação de tocar uma bateria construída por si próprio.  Com o primeiro bombo pronto, havia que o “batizar”. Bruno lembrou-se que lhe chamavam “Brutal” no secundário, pelo estilo alternativo: calças justas, cabelo comprido, t-shirt dos Nirvana. “Alguém me chamou ‘Brutal’ e pegou”. Daí, e da vontade de fazer baterias com “um nome potente e grave, como eu gosto de tocar”, surgiu Brutt Custom Drums, projeto que desenvolve nos tempos livres numa garagem da Marinha Grande.

Bruno Julião cria baterias a partir da técnica stave shell, que consiste em colar ripas e dar-lhes forma, como as aduelas dos barris de vinho. As baterias convencionais são habitualmente de laminado de madeira. A ideia inicial era apenas fazer baterias para uso próprio. Mas Bruno Julião não resistiu aos apelos dos amigos músicos. Já fez meia dúzia de tarolas e bombos e prepara-se para construir dois timbalões, outro dos elementos de uma bateria.

Tempos houve em que a Marinha Grande era “o sítio onde havia mais bandas por metro quadrado”. “De duas em duas casas havia uma banda a ensaiar, algumas à mesma hora”, recordou Bruno Julião com uma réstia de saudade. Ele começou a tocar bateria aos 13 anos e viveu por dentro essa época frenética. “Cheguei a tocar em quatro bandas ao mesmo tempo, porque não havia bateristas suficientes”. Hoje o panorama mudou. “Ainda há alguns e acho que não estamos em extinção, mas somos uma espécie rara” e preciosa, até pelo papel vital que desempenham: “Se o baterista for mau, a banda até pode ser muito boa, mas vai soar sempre mal.”

Apesar de haver diversas escolas de música na região onde muitos jovens aprendem bateria, a maioria fica pelo caminho, seja por falta de motivação ou de sítios para tocar. “Já não é como antes. Não há o ‘movimento’ que havia”, reforçou Bruno, assumindo, contudo, que se antes havia mais bateristas, “também havia pseudo-bateristas”.

Hoje, além de poucos bateristas, também existem menos bandas e músicos. A Marinha Grande, reconhece Bruno Julião, “perdeu um bocadinho”. “Há mais atividade musical em Leiria, com a Omnichord [Records]”, admite, destacando os First Breath After Coma: “Adoro, neste momento é a melhor banda da zona e, no estilo deles, não há melhor em Portugal”.

Bruno viu-os tocar há vários anos, ainda enquanto Kafka Dog, no Beat Club. “Eram putos a tocar bué de bem! Fiquei de boca aberta”. Elogia ainda “a Surma e o Nuno Rancho”, muitas vezes ignorado: “Não percebo como é que ele não é muito mais reconhecido”. Pela Marinha Grande, alguns músicos alguns da “velha guarda” ainda ensaiam, mas mais para “consumo interno”. “Com Monomonkey, antigamente, íamos ensaiar duas ou três por semana”. Mas, como tantas outras bandas, uns foram para Lisboa trabalhar, outros tiveram filhos… “ A oportunidade para ensaiar já não é tanta, porque se trabalha até tarde, à noite estamos cansados…. A banda acaba por ficar em suspenso”.

Bruno Julião

Bruno Julião, baterista, da Marinha Grande

Bruno Julião, baterista, da Marinha Grande

Fonte: Região de Leiria, Manuel Leiria, 20 de setembro de 2019

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/marinha-grande-deolinda-bernardo-fadista.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-16 19:06:452024-11-08 19:52:18Marinha Grande e os seus músicos
Filarmónica Ressurreição de Mira
Músicas no Concelho

Mira e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Mira

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

Filarmónica Ressurreição de Mira

A Banda Filarmónica Ressurreição de Mira é composta por 60 executantes com idades entre os 7 e os 41 anos, cuja média etária é de 16 anos. Tem uma Escola de Música com 50 alunos com idades entre os 3 e 16 anos. Conta também com o Grupo de Música Sacra, que participa em celebrações litúrgicas.

A Banda Ressurreição de Mira foi fundada em data desconhecida. Em 1870 existiam duas bandas em Mira que tocavam a despique, ou seja, a Banda Velha e a Banda Nova de Mira. Supõe-se ter havido, décadas antes, uma só Banda e, talvez devido a algumas desavenças, separaram-se dando origem às duas Bandas. Segundo relatos da época, em 16 de setembro de 1894, no lugar de Portomar, na festa de Nossa Senhora do Carmo, tocaram a despique as duas Bandas de Mira, sendo a velha dirigida por Eduardo Branco Alvares e a Nova pelo Brado Pinto Camello, prova cabal da existência dessas duas Bandas de Música. Com instrumental velho, sem rigor no fardamento, e com músicos já de uma certa idade, deu-se a primeira interrupção das bandas entre 1894 e 1912. No entanto, um grupo formado por 27 músicos já idoso, das duas Bandas, formou em 1912 a Banda Filarmónica de Mira.

Posteriormente passou a designar-se Banda Filarmónica Ressurreição de Mira, pelo facto de ter voltado a executar música no dia da Ressurreição (Páscoa). Para além de registos de atas e outros elementos, um recorte de jornal refere já a existência do nome “Ressurreição de Mira” em 1920/1930. A fusão das duas bandas tinha resultado em pleno, e esta batia-se com garbo e sabedoria, com algumas bandas de renome, sendo que vários foram os êxitos somados nas décadas seguintes, sob a batuta de vários maestros. Com a sala de ensaio em ruínas, sem vidros e sem verba para a manutenção e reparação do instrumental, entre 1959/1977 surgiu nova paragem da Banda. Em 1977, a Banda ressurgiu a abrilhantar a Festa da Praia de Mira no dia 8 de Dezembro, com arruada, procissão e já com 28 elementos.

Em 1981 foi possível fazer-se a 1º gravação em fita magnética. Em 2004 gravou o seu 1º CD com o título  Em…..Cantos de Mira e em 2008 o 2º CD com o título Show Time. Eduardo Branco Alvares, Brado Pinto Camello, Jorge Augusto de Carvalho, José António Santos Silva (10º Sargento Músico do Exército), Carvalho, Adolfo Monteiro dosa Santos e Jara (Tenente chefe da Banda do Exército), Santos Silva, João Maria Marques de Oliveira, Manuel Ribeiro Caiado, e Francisco Manuel Relva Pereira ( Sargento Ajudante Musico do Exército), e Jorge Paulo Margaça Domingues, são alguns dos maestros que dirigiram a filarmónica.

A Banda já atuou em Espanha e França e participou nos mais diversos eventos culturais e musicais, como a Expo 98, encontros de bandas organizados pela Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra, pelo INATEL, receção a individualidades e participação em festas e romarias. Desde 2014 a direção artística está entregue ao Maestro Rodolfo Maia.

Filarmónica Ressurreição de Mira

Filarmónica Ressurreição de Mira

Reciclanda

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Com municípios e entidades diversas,  a Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/mira-filarmonica-ressurreicao.jpg 719 719 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-16 18:42:142024-11-13 23:03:35Mira e as suas filarmónicas
Banda Musical de Parafita, Montalegre
Músicas no Concelho

Montalegre e as suas filarmónicas

Filarmónicas de Montalegre

Bandas de Música, História e Atividades no Concelho

  • Banda Filarmónica de Salto
  • Banda Musical de Parafita
Banda Filarmónica de Salto (2014)

A 28 abril de 2014 o portal do Município de Montalegre, informava que tivera lugar no quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros de Salto, o concerto de apresentação da Banda Filarmónica. Mais de meio milhar de pessoas estiveram reunidas para ouvir o trabalho realizado pela escola de música local. A funcionar nas instalações do Ecomuseu de Barroso – Casa do Capitão, tem a missão de «enriquecer e valorizar culturalmente os alunos», referiu Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal.

Ainda a dar os primeiros passos, este projeto emergiu «do querer das gentes», afirmou Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre. O quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros de Salto ficou repleto de populares que tiveram a oportunidade de testemunhar o «resultado de tão pouco tempo de trabalho por parte dos docentes e dos alunos». Satisfeito com a adesão da população, o edil garantiu que «este esforço na valorização cultural merece e vai continuar a ter todo o apoio». Nessa linha, augurou «um futuro risonho, repleto de sucessos».

Reciclanda

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Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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Banda Musical de Parafita (1890)

A Banda Musical de Parafita, Montalegre, terá sido fundada por volta 1800. Por volta de 1910 devido a divergências entre os elementos da banda houve uma separação formando-se então duas bandas, entre 1910 e 1915. Depois uniram-se e formaram uma só com cerca de trinta elementos.

Nessa época o dia a dia da banda era bastante complicado pois os músicos tinham que ir a pé para as romarias, fazendo caminhadas por vezes de dezenas de quilómetros, havia dificuldade em arranjar fardas, instrumentos e partituras. O peso da interioridade também se fazia sentir pois as lojas de instrumentos mais próximas eram no Porto e como se sabe nessa altura as viagens eram difíceis. Os ensaios realizavam-se à luz da candeia. Com todas as contrariedades a Banda manteve-se unida até 1964.

Desde 1910 até 1964 a Banda teve sete maestros, sendo alguns deles oriundos da terra. Foi neste ano que a Banda se desmembrou por causa da emigração. E 1988 algumas pessoas que tocavam na antiga Banda voltaram para a terra, destacando-se o Sr. João Dias “Guicho”, que foi um dos principais impulsionadores iniciais, em conjunto com António Rodrigues, António Dias, Dr. Custódio Montes, Artur Guerreiro e muitos outros. Nesta altura muitos jovens da terra e de aldeias vizinhas começaram a aprender música para poderem ingressar na banda.

A primeira atuação da Banda depois de ressuscitada aconteceu no dia 25 de abril de 1990, numa atuação memorável em que uma multidão aplaudiu e acompanhou a banda a tocar pelas ruas de Montalegre. Desde 1988 (quando a banda foi reformulada) até hoje a banda já teve nove maestros: João Dias “Guicho”, Domingos Magalhães, Eugénio Guedes, António “Precioso”, Amílcar Cunha, Jacinto Maria, António Coelho, Fernando Moreira, Justino Costa. Vários mecenas ajudaram a banda, contribuindo com o seu esforço e os seus donativos. Destaca-se o Padre Manuel Alves que, além de doar vários instrumentos, ofereceu à associação o terreno para a construção da nova sede.

Banda Musical de Parafita, Montalegre

Banda Musical de Parafita, Montalegre

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/montalegre-banda-musical-de-parafita.jpg 571 572 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-16 18:20:522024-11-07 19:47:24Montalegre e as suas filarmónicas
Diogo Carvalho, trombonista, de Baião (Santa Marinha do Zêzere)
Músicas no Concelho

Baião e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Baião

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Diogo Carvalho (trombone)
  • Joaquim Nogueira (fabricante de concertinas)
  • Manuel Monteiro (maestro)
Diogo Carvalho

Natural de Santa Marinha do Zêzere (Baião), Diogo Carvalho iniciou estudos musicais aos 11 anos na Escola de Música da Banda Musical da Casa do Povo desta freguesia. Aos 12 anos ingressou no curso livre de música da Academia d’Artes de Cinfães na classe de Hermínio Fonseca. Na classe do mesmo professor frequentou o Curso Profissional de Instrumentista de Sopro e Percussão na Escola Dr. Flávio Resende em Cinfães.

Na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco concluiu a Licenciatura em Música, variante Instrumento: Trombone Baixo, na classe de Alexandre Vilela, com classificação média final de 19 valores.

Frequentou classes de aperfeiçoamento com Christian Jones, Vítor Faria, Jarret Butler, David Silva, Ben Van Dijk, Rúben da Luz, José Cardoso e Marco Silva. Tocou sob a direcção de Sander Teepen, Anne Van den Berg, Erik van de Kolk, Osvaldo Ferreira, José Eduardo Gomes, Jan Wierzba, Julien Benichou, Bruno Cândido, Paulo Martins, José Alberto Pina, António Lourenço, Henrie Adams, Pedro Vaz, Cristopher Bochmann, Jarret Butler e Francisco Sequeira.

Diogo Carvalho, trombonista, de Baião (Santa Marinha do Zêzere)

Diogo Carvalho, trombonista, de Baião (Santa Marinha do Zêzere)

Diogo Carvalho colaborou com várias orquestras, como: Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica da ESART, Orquestra da Artâmega, Banda Sinfónica Terras de Serpa Pinto, Banda Militar do Exército: Destacamento do Porto, Orquestra Sinfónica Gestos, Orquestra de Jovens de Castelo Branco, Orquestra Filarmonia das Beiras, Delft Symphony Orchestra, Sweelinck Orchestra, Orquestra de Jovens dos Países Baixos, Camerata Delft e com a Fusion Big Band (Amesterdão).

É Mestrando em Performance de Música Clássica na Codarts, University of the Arts em Roterdão (Holanda) nas classes de Ben Van Dijk, Rommert Groenhof e Alexander Verbeek.

(Bio facultada por Diogo Carvalho, 15 de julho de 2024)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), dá oficinas de música, apresenta exposições de instrumentos e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

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Joaquim Nogueira

Joaquim Nogueira nasceu a 30 de Janeiro de 1943 em Baião, distrito do Porto. No anos 60, Baião viveu uma época de bailes e de danças tradicionais ao som da típica Concertina. Mudou-se para o Porto após o casamento e em 1967 entrou para os Correios do Norte. Ingressou no grupo etnográfico do CDCR dos CTT do Porto o que lhe permitiu estabelecer uma ponte em relação à tradição da sua aldeia e onde poderia continuar a tocar concertina.

Em 1995, Joaquim Nogueira iniciou a arte de construção da concertina. A sua primeira obra foi vista com uma enorme curiosidade, existindo até especulações quanto à origem do instrumento, pois não se vislumbrava a existência de uma concertina produzida por um português e em Portugal.

Continuou um desenvolvimento técnico e prático aplicado à criação de modelos próprios o que lhe garantiu um lugar no pódio no que refere à construção de concertinas com um estilo próprio que atingindo um elevado nível de construção tornou-o conhecido a título internacional.

Dada a dificuldade de obtenção de ferramentas adequadas Joaquim Nogueira como autodidata recorreu à investigação e começou uma fase experimental da criação de engenhos manuais e electromecânicos, tornando o seu trabalho muito mais precioso e com uma forte marca pessoal.

Em 1998 criou a Concertina Joaquim Nogueira Professional. Passou a participar em eventos importantes tais como o Festival Intercéltico do Porto nos anos 1999 e 2000, na Exposição de Construtores de Instrumentos Tradicionais e recebeu vários diplomas de participações a nível nacional.

Foi-lhe atribuído o título de 1º Construtor de Concertinas em Portugal. Vive em Matosinhos, (Porto) dando continuidade à evolução e criação da concertina nos modelos Joaquim Nogueira, fazendo reparações e restauros em acordeões e concertinas.

Manuel Monteiro

Manuel António Barbosa Monteiro, maestro, é natural de Ancede (Baião) onde iniciou aos 12 anos o seu percurso musical, na Banda Marcial de Ancede.

Frequentou o Conservatório Nacional do Porto na classe de Tuba de Avelino Ramos onde concluiu o 8º Grau em 2009.

É Licenciado em Música pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto na classe de Sérgio Carolino.

Frequenta na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco o Mestrado em Ensino da Música na especialização Tuba da classe de Ilídio Massacote.

Estudou com Sérgio Carolino, Avelino Ramos, Filipe Queirós, Romeu Silva e aperfeiçoou-se em classes magistrais com concertistas internacionais de Euphonium e Tuba, como Thomas Ruedi, Harri Lidsle, Adam Frey, Mike Forbes, Roland Szentpáli, Jorge Almeida, François Thuillier, Steve Rossé, Mizuho Kojima, Tanja karjalainen, Jukka Myllys, David Kurtz, James Gourlay e Daniel Perantoni. Em 2003 ingressou nos quadros da Banda Sinfónica do Exército depois de se tornar o melhor classificado no 29º Curso de Formação de Músicos do Exército. Desempenha as funções de Chefe de Naipe na Banda Militar do Porto.

Além das bandas militares já fez parte do elenco da Orquestra Sinfónica da ESMAE, da Orquestra de Sopros e Percussão de Baião, da Orquestra Sinfónica Terras de Serpa Pinto onde teve a oportunidade de trabalhar com os maestros José Rafael Pascual Villaplana, Jan Cober, Jon Corporon, Douglas Bostock, António Saiote, Paulo Martins, Avelino Ramos, Alexandre Coelho, Artur Cardoso, José Alberto Pina, José Eduardo Gomes e Henrie Adams.

Em 2011 apresentou-se a solo na Casa da Música com a Banda Militar do Porto onde interpretou o “Concerto para Euphonium e Banda” de Vladimir Cosma. Em 2012 interpretou com a mesma Banda o Concerto “Vintage” de David Guillingham na Igreja Matriz de Terras do Bouro. Apresentou-se ainda diversas vezes a solo com a Banda de Música de Belinho e com a Banda Marcial de Ancede. Foi membro do Ensemble Português de Tubas “How Low Can You Go” com o qual gravou o disco “Veneno” editado em 2010, o qual recebeu as melhores críticas a nível internacional.

Realizou numerosos concertos com o ensemble dos quais quer destacar o concerto no Auditório do Centro Cultural de Belém em direto para a Antena 2. Em 2005 realizou o estágio de expressão musical, expressão dramática, musicoterapia, risoterapia e reciclagem musical do curso intensivo para professores do 1º e 2º ciclo, tendo lecionado em 2006 no âmbito das AEC a disciplina de música na EB1 de Paredes. Em 2015 obteve o Certificado de Competências Pedagógicas para exercer a atividade de Formador.

Como docente lecionou a disciplina de Tuba/Eufónio na Academia das Artes do Marco de Canavezes e no Centro Cultural de Amarante e colaborou como professor de Formação Musical e Euphonium nas escolas de música da Banda Marcial de Ancede e da Associação Musical de Várzea.

Foi Professor e orientador de naipe de Tubas e Eufónios em diversos estágios com a Orquestra de Sopros e Percussão de Baião e em estágios da Orquestra Sinfónica Terras de Serpa Pinto em Cinfães. É professor de Tuba na Escola Secundária Prof. Dr. Flávio P. Resende em Cinfães e na Academia das Artes de Cinfães.

No âmbito da Direção Musical em 2013 desenvolveu estudos de Direção de Orquestra de Sopros na Academia Portuguesa de Banda tendo como professores o Maestro Paulo Martins (Técnicas de Direção) e o compositor espanhol Teo Aparicio-Barberán (Orquestração). Para além das aulas teórico-práticas teve a possibilidade de realizar estágios práticos de Direção com as Bandas de Música de Paramos, S. João de Loure e Pontido.

Em 2015 desenvolveu estudos de Direção de Orquestra de Sopros na Academia Europeia de Direção de Banda com os Maestros Javier Viceiro-Filgueira, Jan Cober e Toni Cantal-Mariño e André Granjo. Em 2017 foi admitido no Curso de Direção de Bandas creditado pela Universidade Nacional de Ensino à Distância em Espanha (UNED), que se realiza na EGADIB (Escola Galega de Direção de Bandas).

Concluiu em 2017 com aproveitamento nesta Escola o curso de Iniciação à Direção Musical para Bandas de Música e em 2018/2019 concluiu com aproveitamento o curso de Aperfeiçoamento de Direção para Bandas de Música. Este ano foi admitido nos Curso Superior de Direção na mesma Escola. Além da acreditação superior, na EGADIB tem a possibilidade de trabalhar com conceituados Maestros no âmbito das orquestras de sopros, como Jan Cober, Douglas Bostock, Andrea Loss e Javier Viceiro Filgueira. Como professor de análise e instrumentação trabalha com José Antonio Cantal.

Tem participado como aluno ativo em vários cursos de Direção Musical organizados pela Banda Sinfónica Portuguesa com os Maestros José Rafael Pascual Vilaplana e Jan Cober, participou como aluno ativo num estágio de Direção da Orquestra Sinfónica da Covilhã sob orientação do Maestro Luís Clemente e participou como aluno ativo em estágios sob orientação do Maestro José Eduardo Gomes em Baião e em Cinfães. Em 2017 foi convidado para dirigir a Banda Sinfónica Portuguesa na semifinal do concurso de composição organizado pela BSP, tendo dirigido para o Júri a obra que viria a ganhar o concurso “Sinfonia Grotesca”.

Como Maestro convidado teve a oportunidade de realizar concertos com a Orquestra de Sopros e Percussão de Baião, com a Banda Marcial de Ancede, com a Banda de Moreira do Lima, no I Estágio de Verão da Banda do Pontido e com a Orquestra da Academia das Artes de Cinfães.

Desde 2007 dirige bandas filarmónicas, inicialmente como Maestro titular da Associação Musical de Várzea – Amarante, em 2011 como Maestro Titular da Banda Musical do Pontido – Vila Pouca de Aguiar e em 2014 como Maestro Titular da Banda de Música da Casa do Povo de Moreira do Lima. Com estas bandas teve a oportunidade de gravar o CD “Viagens” e “Sonoridades do Lima” e participar no 5º Concurso de Bandas do Ateneu Artístico Vilafranquense em 2014 e no I Certame Internacional de Bandas de Música de Benavente em Espanha em 2018.

Assumiu em meados de Setembro 2019 os cargos de Diretor Artístico da Banda Musical de Parafita e Diretor Pedagógico da sua Escola de Música.

Manuel Monteiro, maestro, de Baião

Manuel Monteiro, maestro, de Baião

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2021/01/diogo-carvalho-trombone-2022.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2021-01-16 17:02:562025-06-19 22:53:32Baião e os seus músicos
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