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Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz
Músicas no Concelho

Reguengos de Monsaraz e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Reguengos de Monsaraz

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alberto Janes (compositor de canções, 1909-1971)
  • Arlindo Santos (fagote, 1951)
  • Jaime Varela (tenor)
  • Maria Valejo (fadista, 1944)
  • Mário Moita (cantor/pianista)
  • Ricardo Mendes (violinista)
Arlindo Santos

Arlindo Marques dos Santos nasceu a 02 de Novembro de 1951 em Perolivas – Reguengos de Monsaraz.

Arlindo Santos, fagote

Arlindo Santos, fagote

Em 1983, diplomou-se  pelo  Conservatório Nacional de Lisboa onde estudou com Otílio Martins.

Em 2000 concluiu Licenciatura na área de Fagote na Escola Superior de Música de Lisboa.

Em 2010 concluiu o Mestrado em Pedagogia do Instrumento (fagote) no Instituto Piaget – Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares de Almada.

Em 2016 obteve o título de Especialista em fagote no Instituto Politécnico de Lisboa.

Em 2012 frequentou um curso de música de câmara na Hungria e outro em Lisboa com Alberto Liz. Estudou particularmente com João Mateus em Lisboa. Assistiu como observador a duas masterclasses de Fagote: uma na Academia Metropolitana de Lisboa dirigida por Marc Trenel (solista principal da Orquestra de Paris) e outro na Fundação Calouste Gulbenkian dirigido pelo famoso fagotista alemão Klaus Thunemann. Assistiu à conferência de Alfred Brendel sobre o tema “Tem a música clássica que ser inteiramente séria”? Em 18 de fevereiro de 2012 (na Fundação Gulbenkian).

CARREIRA PROFISSIONAL

De 1970 a 1975 fez parte da Banda da G.N.R.

Em 1973 começou a sua colaboração com a Orquestra Gullbenkian.

Em 1975 foi seleccionado para a Orquestra Mundial da Juventude.

Em 1976 tornou-se 2º fagotista na Orquestra Gulbenkian.

Entre 1977-2009 foi 1º Fagote Solista da Orquestra Gulbenkian.

ACTIVIDADE ARTÍSTICA

Como fagote solista da Orq. Gulbenkian, além das temporadas habituais da F. Gulbenkian, efectuou“Tournèes” em Portugal e no estrangeiro designadamente Hong-Kong, China, Macau, Índia, Ex-União Soviética, Bélgica, Holanda, França, Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra, Norte de África, Tailândia, Japão, Brasil, Uruguai, Argentina, Alemanha, Áustria, U.S.A., Luxemburgo e Suíça.

Teve a honra de trabalhar sob a direcção de maestros como Fritz Riger, Andreas Albert, Michel Tabachnik, Cláudio Scimone, Pablo Izequierdo, Michel Corboz, Lev Markiz, Helmut Riling, Kent Nagano, Philippe Bender, Gerard Oskamp, Michel Zim, Rodolf Barchai, Gunter Nehold, Franz Brüguen, Laurence Foster, Gunter Herbig, Daniel Barenboim, Claude Cassas-Dessus, Goustav Dudammel, Maurice Gendron,  entre muitos outros.

Ao mesmo tempo conheceu e participou nos concertos onde participaram os melhores concertistas do mundo que passaram pela Fundação Gulbenkian, como: Sokolov, Radu Lupu,Evgene Kissin, Alfred Brendl, Maria João Pires, Maurice Gendron, Paul Tortelier, Mstislav Rostropovich, Trulos Mork,Yo Yo Ma, Mischa Maisky, Alberto Liz, Isaac Perlman, Pierre Amoyal,  Maxim Vengerov, Elmar Oliveira, AntónioMenezes, Daniel Barenboin e Lang Lang entre muitos outros.

Desde 1973 até 31 de Julho de 2009 participou em todas as inúmeras gravações para rádio, televisão e discos que a orquestra Gulbenkian gravou naquele período.

Tocou a solo em concertos com a Orquestra Gulbenkian em Portugal e no estrangeiro.

Fez inúmeros concertos e gravações de música de Câmara para a ex-Emissora Nacional, R.D.P. e R.T.P.

Colaborou em concertos com a Orquestra do I.M.A.V.E, as extintas Orquestras da R.D.P., São Carlos e também em concertos no Conservatório Nacional.

Fez parte do agrupamento de música antiga “Capela Lusitana”, entre 1988 e 1991.

Participou em recitais e concertos, em Portugal Continental, Ilhas e no Estrangeiro, com as mais variadas formações de música de câmara: duos, trios, quartetos, quintetos, sextetos, octetos etc.

Na última gravação com a Orquestra Gulbenkian 2008, foram gravados os dois concertos de Chopin para piano e orquestra. No âmbito dessa gravação Arlindo Santos foi reconhecido de forma relevante pelo crítico Jed Distier relativamente à sua prestação nos solos de fagote.

ACTIVIDADE DOCENTE

De 1978 a 2021 foi professor da Escola de Música do Conservatório Nacional onde leccionou as disciplinas de Fagote e Música de Câmara. Foi  Coordenador do departamento de Sopros e Percussão, membro do Conselho Pedagógico e da S.A.D.D. (Secção de Avaliação de Desempeno Docente) de 2008 a 2014.

Entre 1988 a 2014 foi professor na Escola Superior de Música de Lisboa.

Entre 198 e 1994 foi membro efectivo do Conselho Científico da Escola Superior de Música de Lisboa.

Em 1995 dirigiu um curso de férias em Setúbal.

Em 1997 foi convidado a orientar, na Escola Superior de Música do Porto, um Seminário de Fagote subordinado ao tema “Excertos e solos de Orquestra.

Em 1997 foi convidado pela Escola Profissional de Évora para  Coordenador / Orientador na disciplina de Fagote.

Alberto Janes

Alberto Janes, compositor de canções, de Reguengos de Monsaraz

Alberto Janes, compositor de canções, de Reguengos de Monsaraz

Jaime Varela

Jaime Varela, tenor, de Reguengos de Monsaraz

Jaime Varela, tenor, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita, pianista, de Reguengos de Monsaraz

Ricardo Mendes

Ricardo Mendes, violinista, de Reguengos de Monsaraz

Ricardo Mendes, violinista, de Reguengos de Monsaraz

Mário Moita

Mário Moita nasceu em Reguengos de Monsaraz, Évora, Alentejo, e desde muito cedo revelou a sua tendência para a arte musical. Com 8 anos ganhou a gala dos pequenos cantores do distrito de Évora e com 10 anos apresentou-se nas festas de Reguengos de Monsaraz para 3000 pessoas. Iniciou os estudos de piano no conservatório de musica de Évora com Maria de Lurdes Horta. Conheceu o pianista Fortunato Murteira que era contemporâneo do grande compositor de Fados Alberto Janes (também de Reguengos de Monsaraz), o qual lhe deixou todo o seu espólio de partituras de Fados para Piano (tem a primeira partitura do fado Foi Deus).

Em 1990 entrou para Engenharia Zootécnica na Universidade dos Açores e fundou um grupo musical que iria dar origem à Tuna Sons do Mar. Dois anos mais tarde voltou ao Alentejo e fundou a Tuna 6 tetos na Universidade de Évora. Em 1993 participou no programa Chuva de Estrelas na SIC destacando-se pelo seu caráter romântico.

Em 1995 iniciou o seu trabalho como pianista no Castelo da Rainha Santa Isabel em Estremoz, um hotel de 5 estrelas dentro do castelo da cidade. Em 2003 começou a participar nas grandes feiras de música mundiais e iniciou uma nova etapa: percorrer ainda mais o mundo representando Portugal em centenas de festivais e teatros pelo mundo.

Tem um currículo cheio de viagens e televisões por mais de 30 países da Roménia à Estónia, da Polónia ao Japão, passando por mais de metade do Brasil onde é bastante acarinhado pelos media nomeadamente o Jô Soares, que já o convidou várias vezes para o seu famoso talk show.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/reguengos-de-monsaraz-mario-moita-fado-piano.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:35:482025-08-22 21:58:45Reguengos de Monsaraz e os seus músicos
Vitorino Salomé, cantor, de Redondo
Músicas no Concelho

Redondo e os seus músicos

Músicos naturais de Redondo

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Janita Salomé (cantautor, 1947)
  • Vitorino (cantautor, 1941)
Janita Salomé

João Eduardo Salomé Vieira, conhecido por Janita Salomé, nasceu na vila alentejana de Redondo. É um dos mais novos dos cinco irmãos Salomé, onde se inclui Vitorino, todos eles herdeiros de uma forte tradição musical familiar que o pai incentivou.

Apesar de cantar desde os nove anos, a veia artística de Janita só foi verdadeiramente assumida aos 16 quando integrou, como baterista e vocalista, o conjunto Planície e, mais tarde, os Vagabundos do Ritmo. Mas Janita não tinha ainda encontrado o rumo musical que desejava seguir. Esse apenas surgiria na sequência do 25 de Abril de 1974 e do encontro com a música de José Afonso, que o inspirou a investigar e a trabalhar a tradição musical popular.

Depois de participar em discos de seu irmão Vitorino, que abraçara a tempo inteiro uma carreira musical, fundou, em 1977, com ele e os restantes irmãos, o Grupo de cantadores de Redondo, que se dedica, ainda hoje, a perpetuar a tradição do cante alentejano.

Leia AQUI a biografia completa.

Janita Salomé

Janita Salomé, cantor, de Redondo

Janita Salomé, cantor, de Redondo

Vitorino

Vitorino Salomé Vieira, ou apenas Vitorino, como é conhecido,  é um cantor português, nascido no Redondo, Alentejo, em 1942, numa família de músicos. Em sua casa ouvia música desde que nasceu, tocada pelos  tios, e neste ambiente cresceu, como os seus quatro irmãos, todos igualmente músicos. Vitorino é o terceiro dos cinco; o cantor Janita Salomé é o quarto.

A sua música combina o folclore tradicional do Alentejo e o estilo urbano e popular da sua voz.

Conheceu Zeca Afonso, de quem se tornou amigo, quando estava a fazer a recruta no Algarve. Fixou-se em Lisboa a partir dos 20 anos, onde se associou à noite, às tertúlias e aos prazeres boémios. Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes. Emigrado em França, estudou pintura. Colaborou em discos de José Afonso, “Coro dos Tribunais”, e Fausto. Atuou no célebre concerto de março de 1974, I Encontro da Canção Portuguesa, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Lançou nesse ano o seu primeiro single: “Morra Quem Não Tem Amores”.

Participou no disco “Cantigas de Ida e Volta” conjuntamente com outros nomes como Fausto, Sheila e Sérgio Godinho.

Leia AQUI a biografia completa.

Vitorino Salomé

Vitorino Salomé, cantor, de Redondo

Vitorino Salomé, cantor, de Redondo

Fénix – Associação dos Músicos de Redondo

Rua Infante Dom Henrique
7170-004 Redondo
Tlm. (+00 351) 962 702 866
Correio eletrónico: redondofenix@gmail.com

A Fénix – Associação dos Músicos de Redondo nasceu da grande vontade e necessidade de alguns músicos de Redondo darem a conhecer a sua arte musical. Nesta associação se enquadram os Trovadores de Redondo. Em 2023 houve um concerto comemorativo dos 20 anos dos Trovadores de Redondo no Auditório do Centro Cultural. “A recriação surpreendeu uma casa cheia, cujo público presente ofereceu palmas demoradas, sorrisos rasgados, gargalhadas e emoção. Ouviram-se os temas “Rouxinol”; “Linda Donzela”; “Os Teus Olhos”; “Botas Cardadas”; “Saias dos Louceiros”; ou “Catavento da Sé”, entre outros, não esquecendo o divertido momento a que o grupo já habituou o público com o “Galo”. O espetáculo, onde se “cantaram” as raízes do que é ser de Redondo juntou amigos e teve um cariz solidário, em que as receitas obtidas com as entradas reverteram, na íntegra, para o Centro Infantil de Nossa Senhora da Saúde.”

Fonte: Fénix – Associação dos Músicos de Redondo

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/redondo-vitorino-cantor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:35:162024-12-14 22:50:51Redondo e os seus músicos
Raúl da Costa, pianista, da Póvoa de Varzim
Músicas no Concelho

Póvoa de Varzim e os seus músicos

Músicos naturais da Póvoa de Varzim

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • António Marta (maestro, compositor)
  • João Silva (violinista, professor)
  • Luís Filipe Marques (barítono)
  • Raúl da Costa (pianista, 1993)
  • Rui Nova (cantor)
  • Tiago Carriço (violino)
António Marta

António José Gomes Júnior, o popular Antoninho Marta, nasceu em 12 de maio de 1904 e  faleceu a 22 de setembro de 1981, aos 77 anos.

Começou a sua aprendizagem musical aos 4 anos. Aos 10 já tocava na Banda de seu pai e aos 14 anos tocava piano nos Cafés da Póvoa, em tempo de banhos, acompanhado artistas de variedades. Tinha 25 quando entrou para a orquestra de Fernando Carriedo, na qual permaneceu 4 anos, tendo, mais tarde, estado 7 anos na Orquestra de Almeida Cruz e 8 anos na Orquestra de Vieira Pinto.

Na cidade do Porto teve actuações no Jardim Passos Manuel (actual Coliseu), nos Cafés Monumental, Guarany e Avenida, assim como nos Teatros de Sá Bandeira e Carlos Alberto.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

João Silva

João Oliveira da Silva foi um violinista e professor nascido na Póvoa de Varzim a 29 de agosto de 1933. Começou a interessar-se pela música com cerca de sete anos, influenciado por seu primo e padrinho, Manuel Gavina.

Foi aluno de António José Gomes (Marta), do qual recebeu aulas de Solfejo e Flautim. Aos dez anos entrou para a Banda de Música Poveira (Os Malhados), sob a Regência de Ângelo Maio, como instrumentista de flautim.

Em 1947 foi membro fundador da Banda Musical da Póvoa de Varzim sendo então maestro Mário de Jesus, do qual recebeu aulas de Teoria Musical e noções de Composição e Organologia.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Luiz Filipe Marques

Luiz Filipe Marques nasceu na Póvoa de Varzim e iniciou aos 5 anos a sua aprendizagem musical no seio de família melómana.

Frequentou o Curso de Direito na Universidade de Coimbra.

Regressou ao Porto e terminou o Curso de História (Artes) na Faculdade de Letras do Porto. Aí cantou como Solista no Coral de Letras sob a direção artística de José Luís Borges Coelho.

Frequentou as classes da Professora Fernanda Correia, como aluno do Curso Superior de Canto da Escola de Música do Porto e continuou trabalhando com a mesma professora no Conservatório Superior de Música de Gaia, onde terminou o Curso Superior de Canto Teatral com a classificação máxima (20 Valores).

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Raúl da Costa

Raúl da Costa nasceu na Póvoa de Varzim em 1993, onde iniciou os estudos musicais aos 7 anos com Luís Amaro de Oliveira e Emília Coelho, ingressando, posteriormente, na Academia de Música S. Pio X em Vila do Conde onde estudou com Álvaro Teixeira Lopes.

Desde muito novo é presença recorrente em palcos de renome nacional, com destaque para os recitais a solo as salas mais emblemáticas do país, como no Theatro Circo de Braga, Coliseu do Porto, Teatro Municipal Rivoli, Casa da Música, Palácio da Bolsa no Porto, Palácio Nacional da Ajuda em Lisboa, Centro Cultural de Belém, Jardins de Inverno do Teatro São Luiz, entre muitos outros.

Clique AQUI para ler a biografia completa.

Raúl da Costa, pianista, da Póvoa de Varzim

Raúl da Costa, pianista, da Póvoa de Varzim

Tiago Carriço

Natural da Póvoa de Varzim, Tiago Carriço iniciou os estudos musicais aos cinco anos, na Escola de Música desta cidade. Concluiu o 3.º ano da Licenciatura em Música (Pedagogia – Violino) na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, na classe de A. Gaio Lima.

Prosseguiu os estudos na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, onde acabou a Licenciatura e frequentou o Mestrado em Interpretação Artística, na classe de Radu Ungureanu.

Em Música de Câmara, Orquestra e Direção Coral tem vindo a trabalhar com: José Abel Carriço, Eugénio Amorim, Owen Rees, Peter Philips, António Mário Costa, Emanuel Pacheco, Cesário Costa, Osvaldo Ferreira, Ana Mafalda Castro, Constantin Sandu e António Saiote. Participou em classes de aperfeiçoamento de violino orientadas pelos professores: Yzumi Okubo, Alberto Gaio Lima, Daniel Rowland, Sergey Kravchenko e Jossif Grinman.

É professor de Violino e Classe de Conjunto (coro e orquestra de cordas), na Escola de Música da Póvoa de Varzim e na Escola de Música de Rates, onde também dirige o Ensemble Vocal e Instrumental Arnaldo Moreira.

Dirige o Coro Infanto-Juvenil da Paróquia de Beiriz – Póvoa de Varzim desde a sua formação e, no ano letivo 2021/2022, assumiu a direção musical e artística do Coral «Ensaio» da Associação Pró-Música da Póvoa de Varzim.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/povoa-de-varzim-raul-da-costa-pianista.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:34:442024-07-20 00:17:47Póvoa de Varzim e os seus músicos
Emanuel Silva, trompista, da Póvoa de Lanhoso
Músicas no Concelho

Póvoa de Lanhoso e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho da Póvoa de Lanhoso

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Emanuel Silva (trompa, 1997)
  • José Miguel Freitas (viola d’arco)
  • Justino Costa (maestro, França/Póvoa de Lanhoso)

Falecidos

  • Gonçalo Sampaio (folclorista, 1865-1937)
Emanuel Silva

Emanuel António Costa da Silva nasceu a 3 de dezembro de 1997, sendo natural de Calvos. Iniciou os estudos musicais aos 13 anos na Banda Musical de Calvos onde trabalhou com os professores Artur Oliveira e Nelson Silva. Mais tarde ingressou na Academia Valentim Moreira de Sá, onde estudou com Bruno Rafael. No 6º grau mudou-se para o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, onde trabalhou com Alfredo Macedo e Nelson Braga e terminou o 8º grau.

Em 2017, ingressou na Universidade do Minho.

Frequentou classes de aperfeiçoamento com os professores Bernardo Silva, Hélder Vales, Nuno Martins, Ricardo Silva, Nuno Vaz, Paulo Guerreiro, Nury Guarnaschelli, Luís Vieira, Luís Duarte Moreira, Kerry e Kristina Turner, entre outros.

Participou em estágios e trabalhou em orquestras e bandas como a Orquestra de Sopros da AVMS, Orquestra de Sopros e Sinfónica do Conservatório de Braga, Estágio de Orquestra de Sopros em Esposende, Sopros do Minho, Orquestra da Universidade do Minho, BSP Júnior e Orquestra Académica da Filarmónica Portuguesa, JOP (edição 2018/2019), Orquestra Filarmónica de Braga, Orquestra Sinfónica de Guimarães e, por fim, OJ.COM de 2016 e 2017 na cidade do Porto e Ilha da Madeira respetivamente, tendo atuado nos dias da Música no CCB.

Emanuel Silva, trompista, da Póvoa de Lanhoso

Emanuel Silva, trompista, da Póvoa de Lanhoso

Teve a oportunidade de ser dirigido pelos maestros Jean-Sebastien Béreau, Jean Marc Burfin, José Eduardo Gomes, Pedro Andrade, Pedro Neves, Hans Casteleyn, Francesco Belli, José Maria Moreno, Osvaldo Ferreira, Vítor Matos, Pedro Carneiro, Luís Clemente, Douglas Bostock, sendo solista em duas ocasiões distintas.

Emanuel Silva faz ainda parte do Quinteto Sinestesia. Com este grupo, do qual é membro desde a sua criação, teve a possibilidade de ser laureado com um Segundo lugar no “VI Odin International Music Online Competition” (Dublin, Irlanda), com uma Menção Honrosa no “II ISCART Competition” (Lugano, Suíça), com o Primeiro lugar no “The 4th International Moscow Music Competition” (Moscovo, Rússia) e com o Terceiro lugar no “Marker And Pioneer International Music Competition” (Los Angeles, Califórnia, EUA). Todos estes prémios foram atribuídos na categoria de música de câmara, nas idades compreendidas entre os 18 e 25 anos. O grupo terminou a cadeira de música de câmara com nota de 20 valores.

Frequenta o Mestrado em ensino da música na Universidade do Minho, sendo também professor de trompa na escola da Banda Musical de Calvos e na Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso.

Justino Costa

Justino Silva da Costa, nasceu em Clermont Ferrand, França, em 1977. Iniciou os estudos musicais na escola de música da Banda Musical de Calvos, Póvoa de Lanhoso aos 10 anos e, em 1996, ingressou no exército no Regimento de Artilharia nº 5, e, em 1998 na Banda da Região Militar do Norte como executante de Clarinete. Após a conclusão do 30º curso de formação de sargentos músicos (2004), esteve colocado na Banda Militar dos Açores até 2009, altura em que regressou à Banda Militar do Porto.

Paralelamente à carreira de músico militar, concluiu o Conservatório Superior de Música de Gaia, onde estudou clarinete com Saúl Silva. Frequentou numerosas classes de aperfeiçoamento de clarinete e de direção de orquestra de sopros. Durante a sua passagem pelos Açores foi docente na escola de música da banda Nossa Senhora das Neves, Relva, da escola de música da Banda Nossa senhora da Saúde, Arrifes e da Banda Fundação Brasileira, Mosteiros, da qual também foi maestro 4 anos.

Em 2007 deslocou-se aos Estados Unidos da América com a Banda Fundação Brasileira, e em 2006 com a Orquestra Ligeira da Câmara Municipal de Ponta Delgada, da qual foi músico entre 2004-2009. Foi aluno de direção de orquestra de sopros na Academia Portuguesa de Banda (APB), e possui a pós-graduação em direção de orquestra de sopros do ISEIT, PIAGET – Viseu, estando a concluir a tese de mestrado. Foi diretor artístico durante 5 épocas na Banda Musical de Calvos – Póvoa de Lanhoso. Em 2015 assumiu a direção artística da Banda Musical de Parafita e da sua escola de música, cargo que manteve até 2019.

FALECIDOS

Gonçalo Sampaio

Gonçalo António da Silva Ferreira Sampaio nasceu em São Gens de Calvos, concelho da Póvoa de Lanhoso, a 29 de Março de 1865 e morreu no Porto, a 27 de julho de 1937. Mais conhecido por Gonçalo Sampaio, foi um folclorista e naturalista notável. Uma Escola EB1 e um Agrupamento de Escolas homenageiam-no na Póvoa de Lanhoso. Em Braga e Porto monumentos perpetuam a sua memória.

Gonçalo Sampaio, folclorista, da Póvoa de Lanhoso, busto de Abel Salazar no Jardim Botânico do Porto

Gonçalo Sampaio, folclorista, da Póvoa de Lanhoso, busto de Abel Salazar no Jardim Botânico do Porto

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/emanuel-silva-trompa.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:33:492023-10-01 19:47:44Póvoa de Lanhoso e os seus músicos
Filipe Monteiro, baterista
Músicas no Concelho

Porto e os seus músicos

Músicos do Porto

Musorbis é um portal Meloteca que faz o mapeamento da música em Portugal, concelho a concelho.

  • Abel Pereira (diretor de orquestra, 1978)
  • Adriana Castanheira (oboé, 1993)
  • Adriano Aguiar (contrabaixo, 1960)
  • Adriano Correia de Oliveira (cantautor, 1942-1982)
  • Afonso Alves (maestro, 1959)
  • Afonso Fesch (violino, 1988)
  • Agnelo Marinho (compositor)
  • Alberto Pimentel (jornalista, 1849-1925)
  • Alexandra Guimarães (fadista)
  • Álvaro Cassuto (diretor de orquestra, 1938)
  • Álvaro Salazar (compositor, 1938-)
  • Amândio Pires (músico, 1946-2023)
  • Ana Barros (soprano)
  • Ana Catarina Pinto (violino, 1990)
  • Ana Carina Sousa (compositora, flautista, 1983)
  • Ana Mafalda Castro (cravista, 1959)
  • Ana Maria Liberal (musicóloga)
  • Ana Seixas (soprano, 1989)
  • André Lousada (maestro)
  • André Sarbib (pianista, 1952)
  • André Teixeira (violista, 1976)
  • André Sousa Machado (baterista, 1963)
  • Andreia Carvalho (oboé, 1981)
  • António Arroio (crítico, 1856-1934)
  • António Duarte (construtor de guitarras)
  • António Mário Costa (organista)
  • António Oliveira (pianista)
  • António Salgado (barítono)
  • António Sousa Gomes (folclorista, 1917-1983)
  • Artur Napoleão (compositor)
  • Artur Ribeiro (letrista, 1923-1988)
  • Áurea Guerner (harpista)
  • Beatriz da Conceição (fadista, 1939)
  • Bernardo Ferreira (compositor, 1878-1948)
  • Bertino Daciano (musicógrafo, 1901-1965)
  • Carlos Ferreira (clarinetista)
  • Carlos Tê (letrista, 1955)
  • Catarina Malcata Rebelo (harpa, 1998)
  • César Oliveira (composição, 1977)
  • Cláudio Carneiro (compositor)
  • Domingos Cerqueira da Silva (construtor de instrumentos, 1901-1980)
  • Edgar Saramago (diretor de coros, 1943)
  • Eliseu Silva (violinista, 1983)
  • Elísio Donas (produtor e teclista (1974-2023)
  • Ernestina da Silva Monteiro (pianista)
  • Ernesto Veiga de Oliveira (etnólogo, 1910-1990)
  • Eduardo Luís Patriarca (compositor, 1970)
  • Fernando Corrêa de Oliveira (compositor, 1921-2004)
  • Fernando Pires de Lima (folclorista, 1908-1973)
  • Filipe Monteiro (bateria)
  • Filipe Neves Curral (guitarra clássica)
  • Francisco Berény (guitarrista, 1995)
  • Gabino Ferreira (cantor, 1922)
  • Gerardo Ribeiro (violinista, 1950)
  • Guilhermina Suggia (violoncelista, 1885-1950)
  • Gunther Arglebe (diretor de orquestra, 1933-2010)
  • Helena Rocha von Oertzen (piano)
  • Helena Sá e Costa (pianista, 1913-2006)
  • Hernâni Torres (pianista, 1881?-1939)
  • Hugo Sanches (alaúde)
  • Igor C. Silva (composição, 1989)
  • Inês Lopes (piano)
  • Inês Silva (piano)
  • Isabel Mallaguerra (meio-soprano, 1932-2023)
  • Isabel Soveral (compositora, 1961)
  • Janete Santos (flauta)
  • Jean Sarbib (contrabaixista, 1946)
  • Joana Moreira (pianista, 1987)
  • João Arroio (compositor, 1861-1930)
  • João Campos (guitarrista)
  • João-Heitor Rigaud (compositor, 1956)
  • João Loureiro (vocalista)
  • João Pedro Lourenço (percussionista, 1998)
  • Joaquim Casella (violoncelista, Itália/Porto, 1838-1905)
  • Joaquim Pimentel (fadista)
  • Joaquim de Vasconcelos (musicólogo, 1849-1936)
  • Joaquim Pavão (compositor, guitarrista, realizador)
  • Jorge Chaminé (barítono, 1956)
  • José calvário (orquestrador, 1951-2009)
  • José de Eça (tenor, 1995)
  • José Fontes Rocha (guitarrista, 1926-2011)
  • José Horácio Miranda (cantor, 1943)
  • José Mário Branco (compositor, 1942-2019)
  • José Nogueira (saxofonista, 1954)
  • José Nunes (guitarrista, 1916-1979)
  • Júlia Babo (atriz, cantora)
  • Júlio Silva (guitarrista, 1872-c. 1960)
  • Kika (cantora)
  • Leonor Sousa Prado (violinista, 2007)
  • Luís Meireles (flautista)
  • Luísa Tender (pianista)
  • Madalena Sá e Costa (violoncelista, 1915)
  • Manuel Benjamim (compositor, 1850-1933)
  • Manuel Carlos de Brito (musicólogo, 1945)
  • Manuel Figueiredo (compositor)
  • Marco Quelhas (cantor)
  • Maria Ana Bobone (fadista)
  • Maria da Fé (fadista, 1942)
  • Maria Eleonor Picas (harpista)
  • Maria João Gomes (mezzo-soprano)
  • Maria José Morais (pianista)
  • Maria José Souza Guedes (pianista)
  • Maria Pires de Lima (pianista, 1909-1941)
  • Maria Teresa Xavier (pianista, pedagoga, 1933-1923)
  • Mariana de Sousa (meio-soprano)
  • Mário Barreiros (baterista, 1961)
  • Michel’Angelo Lambertini (musicólogo, 1862-1920)
  • Miguel Graça Moura (diretor de orquestra, 1947)
  • Miguel Guedes (músico)
  • Mísia (fadista, 1955)
  • Mónica Ferraz (cantautora)
  • Né Ladeiras (cantautora, 1959)
  • Nicolau Ribas (compositor)
  • Nuno Lobo (compositor, 1996)
  • Nuno Resende (cantor, 1973)
  • Ofélia Diogo de Costa (cantora, 1899-1978)
  • Óscar da Silva (compositor, 1870-1958)
  • Patrícia Quinta (meio-soprano, 1979)
  • Paula Carneiro (violinista, 1994)
  • Paulo Ferreira de Castro (musicólogo, 1959)
  • Paulo Gaio Lima (Porto, 1961)
  • Paulo Ramos (guitarrista, 1996)
  • Pedro Abrunhosa (cantor, 1960)
  • Pedro Almeida (composição)
  • Pedro Blanco (compositor, 1883-1919)
  • Pedro Burmester (pianista, 1963)
  • Pedro Castro (oboísta, 1977)
  • Pedro Filipe Cunha (produtor e pedagogo, 1971)
  • Pedro Homem de Melo (1904-1984)
  • Pedro Junqueira Maia (compositor, 1971)
  • Pedro Osório (maestro, 1939)
  • Pedro Ribeiro (encenador, designer)
  • Raimundo de Macedo (pianista)
  • Renato Dias (guitarrista, 1976)
  • Resende Dias (direção, 1916-1992)
  • Ricardo Coelho (vibrafonista, 1990)
  • Rita Moutinho (violoncelista)
  • Rui Gama (guitarrista)
  • Rui Massena (maestro)
  • Rui Penha (compositor, 1981)
  • Rui Reininho (cantor, 1955)
  • Sérgio Godinho (cantautor, 1945)
  • Silva Marques (compositor, 1888-1955)
  • Sílvia Sequeira (soprano)
  • Sociedade de Quartetos (1874-1881)
  • Teresa Xavier (pianista, pedagoga)
  • Tiago Pinto-Ribeiro (contrabaixo, 1978)
  • Tiago Teixeira/TT (cantor)
  • Tony de Matos (cantor, 1924-1989)
  • Tozé Brito (produtor, 1951)
  • Vasco Dantas (pianista, 1992)
  • Vasco de Lima Couto (letrista, 1924-1980)
  • Vítor Macedo Pinto (pianista, 1917-1964)
  • Vítor Sousa (cantor, 1981)
Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira:
962 942 759

César de Oliveira

César de Oliveira nasceu no Porto em 1977. Estudou no Conservatório de Música do Porto e na Escola Superior de Música de Lisboa. Teve como professores Fernando Lapa, António Pinho Vargas, Christoper Bochmann e Luís Tinoco. Trabalhou ainda com Jorge Peixinho, Emmanuel Nunes, Helmut Lachenmann, Salvatore Sciarrino, entre outros.

Pedro Almeida

Pedro Almeida nasceu no Porto. Desde muito cedo mantém com a música uma relação de verdadeira paixão, tendo feito ainda na infância a sua iniciação ao piano num processo autodidata, evidenciando bem cedo muitas facilidades, nomeadamente no campo da improvisação. Nesta fase, e ao ser observado por alguns nomes já consagrados na música, foi desde logo incentivado a seguir a carreira musical, pelo que ingressou no Conservatório de Música do Porto, como aluno da Academia de Música de Espinho. Concluído que foi o 9º ano de escolaridade, em 1997, candidatou-se com êxito à Escola Profissional de Música de Espinho, onde, mantendo o piano como instrumento predileto, frequentou o curso de Percussão/Composição, que terminou com muito bom aproveitamento.
Ingressou na Universidade de Aveiro onde, na área de Composição, frequenta o curso de Licenciatura em Ensino da Música.

MÚSICOS

Álvaro Salazar

Álvaro Salazar, compositor, do Porto

Álvaro Salazar, compositor, créditos Bruno Nacarato

Carlos Ferreira

Carlos Ferreira, clarinetista, natural do Porto

Carlos Ferreira, do Porto, ft Daniel Delang

Joaquim Pavão

Joaquim Pavão, guitarrista, compositor e realizador

Joaquim Pavão, guitarrista e realizador

Rui Gama

Rui Gama, guitarrista, natural do Porto

Rui Gama, guitarrista, natural do Porto

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HISTÓRIA DA MÚSICA

Gunther Arglebe

Gunther Arglebe (1933-2010), diretor de orquestra, nasceu no Porto, em 1933, onde iniciou, aos 12 anos, estudos de flauta e violino no Conservatório de Música do Porto. Integrou a Orquestra Sinfónica do Porto na sua fundação, em 1947, mas foi na Alemanha que se formou em direção de orquestra. O maestro esteve ligado a vários grupos do Porto, nomeadamente a Orquestra de Câmara Pró-Música e o Círculo Portuense de Ópera, assim como o Orfeão Universitário do Porto, do qual foi regente até 1969, altura em que foi dirigir a Orquestra Sinfónica.

Escolheu Vila Nova de Gaia para viver (São Félix da Marinha) e Gaia reconheceu-lhe o afeto – o maestro Arglabe recebeu a Medalha Grau Ouro do município. Mário Dorminsky, pupilo do maestro no Círculo Portuense de Ópera e era na altura Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Gaia descreveu-o como um homem com uma “fantástica vida de melómano” que “sempre soube fundir os prazeres da música com os da vida”.

Joaquim Casella

“O violoncelista Joaquim Casella (1838-1905) pertencia a uma distinta família de músicos italianos: era o irmão mais novo do famoso violoncelista Cesare Casella e tio do compositor Alfredo Casella (1883-1947). Casella veio para o Porto em 1872 contratado para a orquestra do Teatro de S. João. Adepto incondicional da música italiana, mais concretamente de ópera italiana, Joaquim Casella é descrito por Arroio como sendo um músico “educado na maneira italiana, som formosíssimo levemente feminino”. (Ana Maria Liberal)

Resende Dias

António Martins da Silva Dias, que usou como nome artístico Resende Dias, nasceu na cidade do Porto no dia 25 de abril de 1916 e morreu a 28 de janeiro de 1992. Recebeu da sua mãe – professora Emília Resende – as primeiras lições de Música, tendo em seguida frequentado as Classes de Violino, Piano e Composição no Conservatório de Música do Porto, onde concluiu o Curso Superior de Violino com a classificação de 19 valores.

Desde muito novo compôs grande variedade de músicas, tendo-se inscrito na Sociedade Portuguesa de Autores em 1935. Ainda adolescente, começou a colaborar nas páginas infantis do “Jornal de Notícias” e de “O Primeiro de Janeiro”, com ilustrações já notáveis de seu irmão, Júlio Resende. Poucos anos volvidos, foram ambos convidados a participar na revista infantil “O Papagaio”, passando a dirigir no Porto os respetivos espetáculos infantis e programas radiofónicos. Com sua mãe e irmãos, fundou o “Rádio Clube Infantil”, onde ampliou a atividade. Apoiou também os Cursos de Música que entretanto se iniciaram, apresentando atuações no Cinema Olímpia, Teatro Carlos Alberto, Cinema Rivoli e Coliseu do Porto. Aos dezasseis anos organizou a sua primeira Orquestra Ligeira, atuando regularmente em recintos selecionados.

Por concurso do Emissor Regional do Norte da Emissora Nacional, dirigiu programas de variedades radiofónicos. Apresentou apenas trechos de autores portugueses, durante mais de trinta anos. Foi uma oportunidade de lançamento para muitos jovens artistas, nomeadamente cançonetistas do Norte. Também a Delegação do Porto da FNAT lhe confiou a direção de todos os Serões para Trabalhadores durante longos anos; teve assim ocasião para percorrer o país, com particular incidência na zona nortenha. Desde a sua fundação e até 1983, integrou a Orquestra Sinfónica do Porto, como violetista. Nessa altura pede a Aposentação para dar melhor assistência ao Centro de Arte e Cultura Popular de Bairro (Vila Nova de Famalicão), onde constituiu uma Orquestra Juvenil de sessenta elementos; especialmente com repertório clássico, deu variados Concertos, salientando-se os últimos, no Casino Estoril, em dezembro de 1989, por solicitação e com a presença do então Ministro da Juventude.

Como compositor, é de realçar a sua participação em Festivais Nacionais e Internacionais; nos dois primeiros Festivais da Canção Portuguesa, em que participou por convite, recebeu uma Medalha da Emissora Nacional pela canção “Maria do Céu” e uma Filigrana pela canção “Regresso”, canção que então lançou António calvário e que foi gravada em muitos países. No Segundo Grande Prémio RTP da Canção Portuguesa, já disputado, ganhou o segundo lugar com a canção “Amor”, cantada por Artur Garcia. A Junta de Turismo da Figueira da Foz atribuiu o 1º Prémio à sua canção “Figueira”, que foi apresentada por Simone de Oliveira.

De salientar também a participação nos Concursos das “Grandes marchas Populares” onde, entre muitos outros concorrentes, chegou a acumular quatro grandes prémios no mesmo ano (1971): 1º e 2º em Lisboa e 1º e 3º no Porto. A sua dedicação ao setor infantil destaca-se, particularmente, nos Concursos “Gala dos Pequenos Cantores”, na Figueira da Foz, e “Festival Rabelo Douro”, no Porto, com vários primeiros prémios, entre os quais “Beijinhos”, com letra e música de sua autoria.

Do vasto número das suas Canções – mais de setecentas estão inscritas na Sociedade Portuguesa de Autores – muitas tornaram-se verdadeiros êxitos populares: “Doce da Teixeira”, “A Moda da Amora Negra”, “O Porto Canta”, “Piquenique no Monte”, “Tarde Triste no Campo Pequeno”, “De Rosa ao Peito”,… Participou com assiduidade no Teatro de Revista. Já em 1948 se apresentou no Teatro Sá da Bandeira a primeira Revista que musicou, onde reuniu alguns dos artistas de prestígio da época. A partir daí, cerca de três dezenas de Revistas têm a sua autoria, tendo sido exibidas com maior frequência em Lisboa (Parque Mayer e Monumental) e no Porto (Teatro Sá da Bandeira). A participação na Televisão foi diversa, destacando-se os Programas “Música Maestro” e “Os anos não contam”, que inteiramente lhe foram dedicados e preenchidos exclusivamente com músicas de sua autoria. Saliente-se ainda que, a convite do cineasta António Lopes Ribeiro, improvisou ao piano acompanhamento sonoro aos filmes mudos transmitidos nalgumas séries do “Museu do Cinema”. Por curiosidade, registe-se que a sua primeira colaboração no cinema data de 1941, no filme “Aniki-bóbó”, de Manoel de Oliveira, com produção de António Lopes Ribeiro.

Recebeu Medalhas de Mérito das Câmaras Municipais do Porto e de Lamego. Foi alvo de diversas outras homenagens, entre as quais se salienta a que o Rotary Club do Porto organizou há já bastantes anos no Hotel do Porto (como agradecimento pela colaboração em festas no Hospital Maria Pia, Sanatório Marítimo do Norte e outros); a homenagem comemorativa dos 50 anos de atividade profissional, a promovida pela Radiodifusão Portuguesa no Monumental Casino da Póvoa de Varzim, outra pelo Rotary Club Porto-Douro, ainda em Lisboa pelo Clube Português da Banda Desenhada, a Homenagem “Obrigado Resende Dias”, feita no Clube Fenianos Portuense por muitos artistas. Da toponímia da sua cidade faz parte a “Praceta do Maestro Resende Dias”. Para além da sua música continuar a ser divulgada em espetáculos, Casas de Fado, na Rádio e na Televisão, alguns dos seus êxitos têm sido editados ou reeditados em suporte digital. Rosa Branca foi escolhida por Mariza para integrar o seu CD Terra, tendo também sido escolhida esta música para o respetivo videoclip.

Sociedade de Quartetos

“Em 1874 era fundada, no Porto, a Sociedade de Quartetos, um grupo de música de câmara formado porcinco dos mais destacados instrumentistas da cidade. O aparecimento deste agrupamento provocou umarevolução no meio musical portuense, muito por causa da novidade que supôs na época interpretarrepertório de referência da literatura de camara europeia, quase todo em primeira audição. Joaquim deVasconcelos e José Cândido Miranda Guimarães publicaram na imprensa portuense criticas às duasprimeiras temporadas de concertos.” (Ana Maria Liberal)

Victor Macedo Pinto

Victor Coelho de Macedo Pinto nasceu no Porto, em 1917. Distinguiu-se como compositor, pianista e crítico musical. Foi discípulo de Luís Costa, Vianna da Motta e Winfried Wolf, em piano, e de Cláudio Carneyro e Fernando Lopes-Graça, em composição. Personalidade multifacetada e de sólida cultura, além de exercer uma notável carreira de pianista, foi professor nos Conservatórios de Coimbra, Braga e Porto, onde lecionou nos Cursos Superiores de Piano e Composição.

De entre as publicações para as quais Victor Macedo Pinto escreveu, contam o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, O Primeiro de Janeiro, Seara Nova, Gazeta Musical e Arte Musical. A para da sua carreira como músico, Macedo Pinto formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, exercendo a magistratura nos Tribunais de Trabalho.

Em 1948, ingressou na carreira diplomática, desempenhando funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em 1957, ocupou o seu último posto, em Carachi (Paquistão), desempenhando funções de Secretário da Legação Portuguesa. Victor Macedo Pinto faleceu no Porto, em 1964.

A sua obra musical, constituída por uma grande diversidade de géneros, caracteriza-se por um lirismo essencialmente lusitano, apresentando um carácter simultaneamente nacional e cosmopolita. De particular expressão são as Sete Canções Antigas (1950), que o compositor escreveu para canto, flauta e piano, e a Sonata para Violino e Piano, reveladora do seu ecletismo musical. Das suas obras, destacam-se ainda Elegia a Luís Costa, para piano, e as músicas de cena para Medeia, de Eurípedes, para flauta, piano e percussão, e Antígona, de Sófocles, para canto, flauta, piano e percussão. (Elisa Lessa)

Ernesto Veiga de Oliveira

Ernesto Veiga de Oliveira, musicólogo, do Porto

Ernesto Veiga de Oliveira, musicólogo, do Porto

Gabino Ferreira

Gabino Ferreira, fadista, do Porto

Gabino Ferreira, fadista, do Porto

Vítor Macedo Pinto

Vítor Macedo Pinto, compositor, do Porto

Vítor Macedo Pinto, compositor, do Porto

1 Comment
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/filipe-monteiro-drummer-2026-400.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:29:002026-07-29 21:54:52Porto e os seus músicos
Cristóvão Silva, compositor, de Portimão
Músicas no Concelho

Portimão e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Portimão

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alex (cantor, 1940-2023)
  • Cristóvão Silva (compositor)
  • Paulo Galvão (guitarra)
  • Rui Mourinho (guitarrista, 1976)

Cristóvão Silva

Cristóvão Silva, compositor, de Portimão

Cristóvão Silva, compositor, de Portimão

Paulo Galvão

Natural de Portimão, Paulo Galvão iniciou a sua aprendizagem musical com Luís Robert na Escola de Música do Grupo Coral de Lagos. Prosseguiu estudos no Conservatório Nacional, em Lisboa, onde concluiu o curso de Guitarra em 1992, na classe de Manuel Morais. Com o mesmo Mestre, terminou, em 1996, uma especialização em Instrumentos Antigos: alaúde renascentista e guitarra barroca.

Paralelamente, desenvolveu a sua formação frequentando workshops e classes de aperfeiçoamento com Jakob Lindberg, Alberto Ponce, Hopkinson Smith, Javier Hinojosa, Piñeiro Nagy e Lopes e Silva.

Estudou ainda composição com Jorge Peixinho e harmonia com Manuel Morais.

Iniciou a atividade pedagógica em 1992, na Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa. Posteriormente lecionou no Conservatório de Loures, na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo e na Escola de Música Crescendo.

Desde 1998 é professor de Guitarra na Academia de Música de Lagos. Nessa escola fundou os projetos pedagógicos “1001 cordas” e “Guitar Kids”, que atualmente dirige e para os quais escreveu dezenas de arranjos e composições originais. Paulo Galvão tem realizado, ao longo dos anos, um vasto número de atuações, tanto a solo como integrado em diversas formações de música de câmara, e conta já uma vasta discografia.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

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António José Ferreira:
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/portimao-cristovao-silva-compositor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:07:442024-10-26 23:47:19Portimão e os seus músicos
Cantigas Populares Alentejanas
Músicas no Concelho

Portel e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Portel

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Pombinho Júnior (coletor, 1898-1983)
Cantigas Populares Alentejanas

Cantigas Populares Alentejanas

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/portel-pombinho-junior-cantigas-populares-alentejanas.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:07:162024-12-19 19:27:34Portel e os seus músicos
Lucília do Carmo, fadista, de Portalegre
Músicas no Concelho

Portalegre e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Portalegre

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Carlos Almeida (regente)
  • João Ranita da Nazaré (musicólogo, 1936)
  • Lucília do Carmo (fadista, 1919-1998)

Lucília do Carmo

Lucília do Carmo, fadista, de Portalegre

Lucília do Carmo, fadista, de Portalegre

João Ranita da Nazaré

João Ranita da Nazaré, musicólogo, de Portalegre

João Ranita da Nazaré, musicólogo, de Portalegre

Carlos Almeida

Carlos Almeida, maestro, nasceu em Portalegre, a 13 de junho de 1993. Por ser filho de um músico e conviver com a música todos os dias, desde muito cedo teve um grande interesse pela mesma. Começou a frequentar a escola de música do pai aos 5 anos e aos 11 anos entrou para o Conservatório de Portalegre para iniciar os estudos em Trompete, onde concluiu o 5º Grau.

Com 15 anos realizou provas de trompete para a EPABI (Escola Profissional de Artes da Covilhã), entrando para o 10º ano, para a classe de Rui Borba. De seguida ingressou na ESART (Escola Superior de Artes Aplicadas) em Castelo Branco onde frequentou durante dois anos a classe de trompete. Aí começou a interessar-se também pela composição sendo que, atualmente, conta já com várias obras da sua autoria de vários géneros musicais.

Sentiu a necessidade de alargar o seu caminho na música focando-se no mundo da direção de orquestra. Em 2015, iniciou os estudos na Atlantic Coast International Conductig Academy onde estudou Direção Musical de Orquestra de Sopros e Sinfónica com os maestros Luís Clemente e Colin Metters, Aulas de Orquestração e Análise com Roberto Fiore e José Jordán assim como Formação Auditiva Paulo Maciel e Jaime Branco e Direção Coral com Jaime Branco.

Participou em estágios de Orquestra Nacional de Sopros em Portel como maestro ativo onde dirigiu várias obras e em 2017 foi convidado para ser maestro do Coro e Orquestra da Universidade da Beira Interior. Nesse ano, assumiu também o cargo de maestro titular na Banda da Covilhã. Ao longo de todo o seu percurso como trompetista e maestro, participou em diversas classes de aperfeiçoamento de Trompete e Direção de Orquestra, estágios de Orquestra Sinfónica e Estágios de Orquestra de Sopros, tocou em várias orquestras de sopros, ligeiras e bandas filarmónicas. Em 2018, assumiu a direção artística da Banda da Sociedade Musical Euterpe de Portalegre e do seu projeto educativo.

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João Ranita da Nazaré

João Mateus Ranita da Nazaré (Portalegre, 1936) é Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa. Pianista, clavicordista, musicólogo e sociólogo, João Ranita da Nazaré foi o primeiro académico português doutorado em musicologia pela Universidade de Paris-Sorbonne (1971).

Onze anos mais tarde, João R. Nazaré foi o primeiro, senão o único universitário a obter em França, no campo da sociologia da música – um campo de estudos então inexistente nas universidades francesas – o diploma de maior prestígio e exigência académica, o «doctorat d’ État», na Universidade de Paris–Nanterre (1982), dada a sua extinção dois anos depois.

Teve como orientadores desta última tese, os professores Henri Mendras (sociólogo e professor do Instituto de Estudos Políticos de Paris) e Olivier Revault d’Allonnes, filósofo e esteta da Universidade de Paris-Panthéon, os quais avalizaram com o peso da sua reconhecida competência, um novo quadro epistemológico, interdisciplinar, adentro do vasto leque das Ciências Sociais: o da etnossociologia da música.

Do ponto de vista artístico, João Ranita da Nazaré teve o ensejo de contribuir para a redescoberta pelo público parisiense do clavicórdio – um instrumento antigo que caíra no esquecimento – graças a concertos e gravações efetuados com obras de compositores dos séculos XVII e XVIII.

Em Portugal, um outro aspeto a considerar, não menos relevante, foi o de ter sido indigitado para organizar as atividades curriculares do primeiro Departamento de Musicologia do país, aquando da sua institucionalização em 1974 na Universidade Nova de Lisboa.

João Ranita da Nazaré foi aluno de Santiago Kastner, Jorge Peixinho e Louis Saguer.

João Ranita da Nazaré e Santiago Kastner em concerto no Conservatório Nacional em 1960

João Ranita da Nazaré e Santiago Kastner em concerto no Conservatório Nacional em 1960

Artisticamente, contribuiu para a redescoberta pelo público parisiense do clavicórdio –um instrumento antigo que caíra no esquecimento– graças a concertos e gravações efectuados com obras de compositores dos séculos XVII e XVIII.

Em Portugal, foi indigitado para organizar as atividades curriculares do primeiro Departamento de Musicologia do país, aquando da sua institucionalização em 1974 na Universidade Nova de Lisboa. João Ranita da Nazaré começou a lecionar em 1974, tendo-se reformado em 2006.

“Creio interessante referir, desde já, o vaticínio do muito estimável anuário O Borda d’Água para todos os que partilharam comigo o mesmo ano de nascimento, e que assim o predisse:

“Começa bem o ano de 1936: à quarta-feira, que é dia de bom augúrio, e sob o império do planeta Mercúrio, que, sendo 16 vezes menor que a Terra, é vivo como o azougue que lhe corre nas veias… A sua influência benéfica vai estender-se sobre todos os mortais, auxiliando-os e protegendo-os… Bom ano ainda para os que nele nascerem – serão de agudo engenho, hábeis, diligentes e sábios… 1936 será um ano farto, alegre, bem-disposto… Ninguém dele terá queixas, mas, se algumas houver: natura super omnia”.

Não será então pertinente duvidar de que o arguto vaticínio do popular anuário lisboeta se não cumpriu no começo do serão daquele dia de Primavera, porquanto se o sossego tradicional da vida colectiva da pequena e pacata cidade do Alentejo [Portalegre] não chegou efectivamente a ser perturbado, em contrapartida, o ensaio da sua Banda de Música, a dita “Banda Popular”, da qual o meu pai era o regente e que momentaneamente o quebrava, esse, segundo consta, terá de súbito e alegremente acabado!

Ao que parece, um vizinho amigo terá acorrido às instalações da instituição musical dando a almejada notícia de que o rapaz tinha nascido – e que era bem um rapaz! –, pelo que o acontecimento valia bem uma longa e merecida pausa. E assim terá sucedido: remetidos os instrumentistas para o silêncio da urbe, o convite persuasivo foi de “todos para casa!”.

A partir desses primeiros instantes do despertar para a vida, dir-se-ia que o caminho do rapaz se encontrava de certa maneira predestinado e o percurso intelectual consubstanciado, como o de qualquer outra criatura humana, na frase recorrente de uso filosófico do “eu e as minhas circunstâncias”. Porque, decididamente, para o bem e para o mal, seria a música a inscrever-se na minha longa vivência intelectual, primeiramente envolvendo-me nos aspectos da actividade artística e, mais tarde, nas complicadas problemáticas da investigação científica.

No que concerne aos primeiros, os meandros da memória relembram que teria apenas oito anos de idade quando o meu pai, um ex-músico militar, decidiu começar a dispensar-me as primeiras lições de piano, ultrapassada a fase inicial de aprendizagem do solfejo. Para tal, a aquisição de um instrumento de estudo recaiu então sobre um piano vertical, francês, armado em madeira e, consequentemente, de qualidade medíocre, dados os parcos recursos do agregado familiar. De tal maneira que o instrumento era afinado pela manhã antes de o meu pai partir para o quartel, mas à tarde, no seu regresso, já se encontrava novamente desafinado. Um autêntico pesadelo!

Ainda assim, fortemente incentivado pelo lado paterno, depressa ultrapassei o nível dos exercícios elementares de mecanismo, bem como o dos estudos de velocidade adoptados na época (Carl Czerny e Muzio Clementi) e cheguei, finalmente, às inolvidáveis valsas de… Ludwig van Beethoven, que acabaram por estabelecer, durante vários anos, um antes e um depois no desenvolvimento da minha técnica pianística.

Assim sendo, comecei a ser convidado para participar em pequenos recitais, concursos e serões culturais que, uma vez por outra, surgiam nos centros urbanos de maior dimensão da região e proporcionavam a exibição da minha pequena destreza. E, independentemente da execução das obras de outros compositores, eram sobretudo algumas das 15 valsas do mestre que acabavam sempre por se impor para serem uma vez mais usufruídas, sobretudo os espécimes intitulados L’espoir, Le désir e La douleur (na edição da Sassetti revista por Campos Coelho).

Concluído o curso do liceu e em razão das limitações de estudar Música na província, a minha formação viria a prosseguir em Lisboa como trabalhador-estudante e passaria pela frequência, durante aproximadamente seis anos, de diversas áreas disciplinares do Conservatório Nacional.

Das valsas à sonata e da sonata ao concerto, durante longos anos detive o privilégio de usufruir do pensamento estético do mestre, bem como de atentar na problemática da sua cientificidade, o que só me seria todavia explicitado anos mais tarde, aquando dos meus longos e complexos estudos na Academia de Paris

Todavia, também a este respeito o muito sagaz vaticínio d’O Borda d’Água não deixaria de se cumprir, na medida em que a minha aceitação nesta instituição se concretizou através da inscrição no Curso de Clavicórdio e Interpretação de Música Antiga, um curso sui generis, mesmo a nível internacional, orientado pelo musicólogo, cravista e clavicordista de nacionalidade inglesa Macario Santiago Kastner.

Com efeito, graças a um acaso de relações pessoais, o conhecimento com este professor viria a dar-se nas instalações do próprio Conservatório Nacional, onde tive a oportunidade de lhe expor a minha pretensão em preparar o exame de ingresso no Curso Superior de Piano desta instituição.

Assim sendo, a fim de avaliar o nível da minha preparação e destreza técnicas, Santiago Kastner solicitou-me a execução de uma obra, ao que prontamente acedi com a interpretação da Sonata op. 13 de… Ludwig van Beethoven, obra conhecida como a Patética (ou “pateta”, recordando com um sorriso a resposta da velha senhora de uma cena de Os Maias) e com a qual, sob a sua orientação, viria a passar o citado exame, no final do ano lectivo.

Contudo, independentemente do meu envolvimento na técnica do clavicórdio e nos meandros da música antiga, Santiago Kastner sempre quis acompanhar de perto a minha evolução no respeitante à superação das dificuldades do Curso Superior de Piano. E dada a obrigatoriedade da execução de um “concerto para piano e orquestra” no exame final deste curso, foi com o seu aval que optei pelo Concerto para Piano n.º 1, op. 15, de… Ludwig van Beethoven.

Em suma: das valsas à sonata e da sonata ao concerto, durante longos anos detive o privilégio de usufruir do pensamento estético do mestre, bem como de atentar na problemática da sua cientificidade, o que só me seria todavia explicitado anos mais tarde, aquando dos meus longos e complexos estudos na Academia de Paris.”

João Ranita da Nazaré

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/portalegre-lucilia-do-carmo-fado.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:06:542024-10-28 19:07:54Portalegre e os seus músicos
Susana Bray (Susana Magalhães)
Músicas no Concelho

Ponte de Lima e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Ponte de Lima

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Beatriz Patrocínio (cantora)
  • Big Red Panda (banda)
  • Cristiana Gonçalves (contrabaixo)
  • Diogo Penha (violoncelista)
  • Dora Durães (violinista)
  • Gabriela Magalhães (violoncelista)
  • Gaspar André Fernandes Pereira Lima (regente)
  • João Silva (violinista, compositor)
  • Jorge Sousa (clarinete, 1999)
  • José Carvalhosa (maestro)
  • Mário Apolinário (clarinetista)
  • Miguel Oliveira (regente, 1919-1983)
  • Nuno Tiago Lima (trompista, maestro)
  • Opus Quatro (Quarteto de Cordas)
  • Reinaldo Varela (guitarrista, 1867-1940)
  • Susana Bray / Susana Magalhães (violinista, violetista)
Beatriz Patrocínio

Beatriz Patrocínio nasceu em 2002, em Ponte de Lima, onde sempre tem vivido. Em 2012, com 10 anos, ingressou na Academia de Música Fernandes Fão – Pólo de Ponte de Lima, onde estudou violino durante 5 anos, na classe de  Tânia Lima, no regime de articulado.

Começou a ter contacto com o canto nas aulas de coro que frequentava em conjunto com as de violino, o que lhe permitiu descobrir o gosto e talento para cantar. Em 2017, abandonou as aulas de violino e ingressou no Curso Secundário de Música, em canto lírico, na classe de Marta Santos. No mesmo ano, juntou-se ao Orfeão Limiano a convite do Maestro Nuno Tiago Lima.

Para além dos concertos em que participou desde 2017 com Orfeão Limiano, Beatriz Patrocínio tem atuado em diversos espetáculos:

Com a Banda de Música de Ponte de Lima:

  • No espetáculo promovido pela Academia de Música Fernandes Fão, no âmbito das comemorações do 30.º aniversário desta Academia, no qual interpretou “Giunse alfin il momento” e “Deh vieni non tardar”, da Ópera “Le Nozze di Figaro”, de Mozart;
  • Na ópera infantil “As Palavras na Barriga”, interpretada por alunos da Academia de Música Fernandes Fão;
  • No “AMFF in CONCERT”, um espetáculo de música e multimédia que junta em palco cerca de 200 alunos e professores da Academia de Música Fernandes Fão, com coro, orquestra e banda rock. Em cada ano, o “AMFF in CONCERT” traz um novo tema, tendo sido evocado, em 2019, o mítico Festival de Vilar de Mouros.

Trabalhou ainda em algumas classes de aperfeiçoamento em canto, nomeadamente com a soprano Isabel Alcobia.

Tem cumprido o ensino secundário; pretende ingressar no ensino superior, em canto lírico.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Big Red Panda

Oriundos de Ponte de Lima, os Big Red Panda são um coletivo com influência de bandas como Earthless, Pink Floyd, Causa Sui e Yes.

Depois de quase um ano a percorrer o país de origem e o norte de Espanha, apresentando o seu EP de estreia, tendo passado em festivais como o Vodafone Mexefest, Sons do Vez, SonicBlast Moledo, Indie Music Fest, entre outros, os Big Red Panda chegam agora com o novíssimo trabalho “Grand Orbiter”, caracterizado pelos riffs progressivos e psicadélicos.

Big Red Panda, banda de Ponte de Lima

Big Red Panda, banda de Ponte de Lima

Cristiana Gonçalves

Natural de Poiares, Ponte de Lima, a contrabaixista Cristiana Gonçalves iniciou os estudos musicais aos 12 anos na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na classe de contrabaixo de Sérgio Barbosa e posteriormente de Samuel Abreu.

É licenciada em contrabaixo pela Escola Superior de Música de Lisboa na classe de Manuel Rêgo e Mestre em Ensino da Música pela Universidade do Minho.

Ao longo do seu percurso profissional colaborou com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Orquestra Verazin, Jovem Orquestra Portuguesa e Orquestra de Câmara Portuguesa.

É membro da Camerata Portuguesa.

Cristiana Gonçalves, contrabaixista, de Ponte de Lima

Cristiana Gonçalves, contrabaixista, de Ponte de Lima

Cristiana Gonçalves é professora de contrabaixo na Escola de Música Óscar da Silva.

Diogo Penha

Natural de Ponte de Lima, o violoncelista Diogo Penha iniciou os estudos musicais aos 12 anos. Durante os seus estudos musicais foi aluno da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco. Foi violoncelista das seguintes orquestras: Orquestra E. P. M. V. C.,  Orquestra de Câmara de Coimbra, S. A. R. T., Lisbon Film Orchestra, Aproarte, B. V. Esposende, C. I. Limiano.

Nestas orquestras trabalhou com vários maestros de renome, tendo-se apresentado ao público várias vezes atuando nas melhores salas de concerto do país. Nos últimos anos tem vindo a desenvolver vários projetos, quer a solo quer em conjunto com outros artistas, onde o seu trabalho passa pelos mais variados estilos musicais. (…)

Leia AQUI a biografia completa.

Diogo Penha, violoncelista, de Ponte de Lima

Diogo Penha, violoncelista, de Ponte de Lima

Dora Durães

Dora Durães, violinista, nasceu em 1994, em Ponte de Lima. Em 2006 iniciou os estudos musicais de violino, na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na classe de Larissa Shomina. Estudou também piano no Conservatório regional do Alto Minho (AMVC), na classe de Cristiano Felismina. Depois de terminado o Curso de Instrumentista de Cordas – Violino – foi convidada a tocar a solo com a orquestra da escola.

Em 2012 ingressou na Universidade do Minho onde realizou a licenciatura e o mestrado em ensino da música com os professores Ilya Grubert e Eliot Lawson.

Frequentou cursos de aperfeiçoamento com os violinistas Daniel Rowland, Evelio Tieles, Zofia Wóycicka, Eliot Lawson, Anatoli Swarzburg, Wibert Aerts, Liesbeth Baelus, Luís Cunha, Augusto Trindade, Roberto Valdés e, em música de câmara, com o Quarteto Freitas-Branco e com a Orquestra Barroca – Miguel Jaloto e Diana Vinagre.

Leia AQUI a biografia completa.

Dora Durães, violinista, de Ponte de Lima

Dora Durães, violinista, de Ponte de Lima

Ao nível da pedagogia, participou em várias formações relacionadas com o ensino e sucesso escolar, acreditadas pelo Centro de Formação do Vale do Minho.

Lecionou as disciplinas de violino e classe de conjunto na Escola de Música de Esposende, na Academia de Música Fernandes Fão e na Escola de Música Mozart. É professora de violino e naipe de orquestra e Coordenadora de Classe de Conjunto na ArtEduca – Conservatório de Música de Vila Nova de Famalicão e professora de violino na Escola de Música Lethes.

Gabriela Magalhães

Gabriela Magalhães é uma violoncelista natural de Ponte de Lima. Iniciou os estudos musicais aos 12 anos na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC), na classe de violoncelo de Petia Smardjieva.

Em 2011, ingressou na Universidade de Aveiro e frequentou a Licenciatura em Música – Área de Especialização em Performance (Violoncelo), tendo como professores de instrumento Alexander Znachonak, Marco Pereira e Jaroslav Mikus. Em 2016, na mesma instituição, concluiu o Mestrado em Ensino de Música.

Ao longo do seu percurso artístico, frequentou cursos de aperfeiçoamento de violoncelo com Matti Roussi, Filipe Quaresma, Cédric Conchon, Jaroslav Mikus, Miguel Rocha e Clélia Vital, bem como cursos de aperfeiçoamento de música de câmara com Carlos Damas, Quarteto de Cordas Freitas Branco e Europa String Quartet.

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Gabriela Magalhães, violoncelista, de Ponte de Lima

Gabriela Magalhães, violoncelista, de Ponte de Lima

João Silva

Violinista e compositor, nascido em Ponte de Lima, Portugal, em 1991, João Silva vem de uma família de músicos amadores, onde muito jovem tem o primeiro contacto com a música. Depois de aprofundar a aprendizagem musical na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo (EPMVC), no Hot Club de Portugal, em Lisboa, e na Escola Superior de Música de Catalunya (ESMUC), em Barcelona, decidiu continuar a sua vida artística em Barcelona, Espanha.

Vivendo em Barcelona, colaborou com vários artistas e gravou vários álbuns de composições originais com diversas formações, trabalho que foi apresentado um pouco por toda Europa, em vários festivais de Jazz. (…)

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João Silva, violinista e compositor, de Ponte de Lima

João Silva, violinista e compositor, de Ponte de Lima

Jorge Sousa

Jorge Miguel Gonçalves de Sousa nasceu a 31 de dezembro de 1999, sendo natural de Ponte de Lima. Iniciou os estudos musicais aos 11 anos na Academia de Música Fernandes Fão, na classe de Gaspar Lima, onde concluiu o 8º grau já na classe de José Capitão. Deu início à licenciatura em música no ano de 2018, tendo ingressado na classe de clarinete de Vítor Matos e mais tarde, na classe de Sérgio Pires.

Participou em classes e cursos de aperfeiçoamento com os professores Luís Carvalho, Carlos Alves, Sérgio Neves, António Saiote, Fabio Di Cásola, Lorenzo Coppola, Mathias Schorn, François Benda e mais recentemente, com Alessandro Carbonare, com quem teve diversas aulas.

Jorge Sousa faz ainda parte do Quinteto Sinestesia. Com este grupo, do qual é membro desde a sua criação, teve a possibilidade de ser laureado com um Segundo lugar no “VI Odin International Music Online Competition” (Dublin, Irlanda), com uma Menção Honrosa no “II ISCART Competition” (Lugano, Suíça), com o Primeiro lugar no “The 4th International Moscow Music Competition” (Moscovo, Rússia) e com o Terceiro lugar no “Marker And Pioneer International Music Competition” (Los Angeles, Califórnia, EUA). Todos estes prémios foram atribuídos na categoria de música de câmara, nas idades compreendidas entre os 18 e 25 anos. O grupo terminou a cadeira de música de câmara com nota de 20 valores.

A solo, obteve em 2021 obteve o Primeiro prémio no 21st Century Talents, na categoria de sopros, idades acima dos 18 anos (Advanced – Highly competitive – difficulty level).

Frequenta o Mestrado em ensino da música na Universidade do Minho e é reforço em ambas a Orquestra Clássica do Sul e a Orquestra Neue Philharmonie München – 2021.

Jorge Sousa, clarinete, de Ponte de Lima

Jorge Sousa, clarinete, de Ponte de Lima

José Duarte Carvalhosa

José Duarte Monteiro Carvalhosa nasceu em S. Martinho da Gandra – Ponte de Lima, em 1984. Iniciou os estudos musicais aos 8 anos numa escola de música da terra e em 1994 continuou os estudos na Escola de Música da Banda de Música de S. Martinho da Gandra, na classe de clarinete, tendo feito a sua primeira atuação em 1995. Em 1999 ingressou na Escola Profissional de Viana do Castelo na Classe de Clarinete de Francisco Perez e, posteriormente, de Mário Bezerra. Em Música de Câmara e Orquestra trabalhou com professores como Miguel del Castillo, Cristóbal Soler, Jaroslav Mikus, Vasco Pearce de Azevedo, António Saiote, Paul Wakabayashi, Jan Cober, entre outros.

Em 2002 realizou um Curso Regional de Regência de Bandas Filarmónicas, com os professores Francisco Ferreira e José Pedro Figueiredo, orientado por Tristão Nogueira. Entre 2002 e 2006 frequentou a licenciatura em Educação Musical da Escola Superior de Educação de Viana do Castelo. Em 2005 foi nomeado diretor Artístico da Orquestra Juvenil da Banda Musical de Aboim da Nóbrega, do Coro da respetiva Banda e responsável pela escola de Música.

Em 2008 assumiu a Direcção Artística da Banda Musical de Aboim da Nóbrega. Desde 2007, é membro da Direcção Pedagógica da Academia de Música Fernandes Fão. É Professor de Iniciação musical, Classes de Conjunto e Área de Projeto na Academia de música em questão. É o coordenador das Atividades de Enriquecimento Curricular de Música do Município de Ponte de Lima, formador dos professores de música a trabalhar nas atividades em questão e  Professor de Expressão Musical da Escola Secundária de Ponte de Lima.

Nuno Tiago Lima

Natural de Ponte de Lima, Nuno Tiago Fernandes Pereira Lima iniciou os estudos musicais com sete anos. Estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na classe de trompa de Joaquim Vidal e Sónia Feijó. Em 1998 passou a estudar com Abel Pereira na Escola Profissional de Música de Espinho.

Em 2001 ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, na classe de Bohdan Sebestik.

Participou na Orquestra Sinfónica da ESMAE (Sinfonieta), com Omri Hadari, Jan Cober, Marc Tardue, Manuel Ivo Cruz, Daniel Schweizer e António Saiote.

Fez cursos com Philip Maguire, Abel Pereira, Stefan Dohr, Javier Bonet, Bernardo Silva, Bruno Schnaider e com o Quinteto de Metais “Luur Metalls”.

Participou no segundo estágio da Orquestra Juvenil “Bracara Augusta”, no Festival Internacional de Orquestras Jovens em Múrcia, sob a direção de Cesário Costa, em estágios da Orquestra Aproarte, sob a direção de Ernst Schelle e Olivier Diaz Soarez e no Festival de Verão “Young Euro Classic”, com a Orquestra Aproarte e o maestro Ernst Schelle, em 2001. Integrou estágios da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, sob a direção de António Saiote.

Em 2002, convidado pela Orquestra da Escola Profissional de Música de Espinho, participou no “Aberdeen International Youth Festival.

Com o programa Erasmus, estudou na Escola Superior de Música de Cataluña, com o professor David Thompson.

Terminou a Licenciatura em Trompa na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, em 2006, na classe de Bohdan Sebestik. Frequenta o Mestrado em Ensino da Música na Universidade do Minho.

Lecionou na Escola de Artes da Bairrada e no Conservatório de Música de Felgueiras.

Leia AQUI a biografia completa.

Nuno Tiago Lima, trompista e maestro, de Ponte de Lima

Nuno Tiago Lima, trompista e maestro, de Ponte de Lima

Opus Quatro

O Opus Quatro é um Quarteto de Cordas fundado em 2013 pelos violinistas João Cristóvão e Miguel Gil, pela violetista limiana Susana Magalhães e pela violoncelista limiana Gabriela Magalhães.

Atuou pela primeira vez em Ponte de Lima em 2015, na abertura da 6.ª edição do Mercado das Artes, o maior evento organizado pela CAL – Comunidade Artística Limiana, tendo-se seguido outros concertos no Teatro Diogo Bernardes e no Auditório Municipal de Ponte de Lima.

Da atividade do Quarteto de Cordas Opus Quatro destacam-se as participações com o Cordis, Jorge Roque, Pensão Flor, Cuca Roseta, We Trust, Alberto Índio, Os Quatro e Meia, Império dos Sentados, Anselmo Ralph, Passione, Calema e Fado ao Centro.

Leia AQUI a biografia completa.

Opus Quatro, quarteto de cordas, de Ponte de Lima

Opus Quatro, quarteto de cordas, de Ponte de Lima

Susana Bray

Conhecida profissionalmente como Susana Bray (anteriormente Susana Magalhães), é uma violinista, violetista, maestrina e educadora portuguesa, internacionalmente premiada, cuja carreira se estende pela Europa, África, Índia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Reconhecida pela versatilidade artística, tem colaborado com diversas orquestras de prestígio, participado em programas televisivos e atuado em eventos de alta exclusividade para marcas e instituições internacionais. Trabalhou ainda com artistas galardoados com Grammy e integrou projetos culturais de impacto social e educativo.

Susana desenvolve uma atividade artística intensa que a levou a apresentar-se em palcos de referência na Europa, África, Ásia e Médio Oriente, colaborando com orquestras, instituições culturais e artistas de renome mundial.

Formada pela Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, pela Academia Nacional Superior de Orquestra e pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, complementou o seu percurso com masterclasses orientadas por alguns dos mais respeitados músicos europeus. A sua versatilidade permite-lhe transitar com naturalidade entre repertório clássico, música contemporânea, bandas sonoras, produções multimédia e grandes eventos internacionais.

Leia AQUI a biografia completa.

Susana Bray (Susana Magalhães)

Susana Bray (Susana Magalhães)

HISTÓRIA

Miguel de Oliveira

Miguel António Peixoto Oliveira, regente e compositor, nasceu em São Martinho da Gandra (Ponte de Lima), a 02-05-1919, e faleceu em Monção, a 04-08-1983. Aos 9 anos recebeu os primeiros ensinamentos de seu pai, Diogo de Oliveira, que foi regente da Banda Musical de São Martinho da Gandra, em Ponte de Lima, e Supervisor de Música Sacra na Diocese de Braga. Em 1934 ingressou no Regimento de Sapadores de Caminhos-de-Ferro e um ano mais tarde na Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, onde veio a ocupar o lugar der solista e professor até 1952, altura em que optou por prosseguir uma carreira no Teatro.

Miguel de Oliveira, maestro e compositor, de Ponte de Lima

Miguel de Oliveira, maestro e compositor, de Ponte de Lima

Compôs para Teatro de Revista e Opereta em Lisboa e no Porto, entre 1947 e 1963. Em 1952 dirigiu a Orquestra do Teatro Politeama no programa de variedades Comboio das Seis e Meia, protagonizado por Actores consagrados como Vasco Santana, João Villaret e Costinha. Em 1954 criou e dirigiu o Programa Panorama Musical, apresentado no Estádio Náutico, em Algés, e transmitido, pelo Rádio Clube Português, Rádio Peninsular e Rádio Ribatejo. Dirigiu a Banda de Monção (1965-1983), com a qual gravou 12 fonogramas, disponíveis no arquivo da Editora Edisco, no Porto.

Miguel de Oliveira, maestro e compositor, de Ponte de Lima

Miguel de Oliveira, maestro e compositor, de Ponte de Lima

Dedicou os últimos anos da sua vida à composição de obras para Banda Filarmónica. Da sua obra destacam-se as marchas e as fantasias, caracterizadas por constantes mudanças rítmicas e harmónicas. Nas suas composições distingue-se, igualmente, o emprego de materiais e de uma gramática musical que têm como principal referente a Espanha, nomeadamente a Galiza, e o Norte de África, duas regiões onde o Compositor viveu, de que são exemplo as obras Sonho Oriental; Minho e Galiza e De Cadiz a Tânger.

Fonte: “Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX” (Direcção de Salwa Castelo-Branco, 3º Volume, L-P, Temas e Debates, Círculo de Leitores, 1ª Edição, Janeiro de 2010, p. 932 e 933)

O seu nome faz parte da Toponímia de Monção (Praceta Miguel de Oliveira).

A 20 de agosto de 2009, foi inaugurada, em Monção, a Mostra de Coleccionismo / Tema Música em que foi homenageado o maestro Miguel de Oliveira (1919-1983). Em 2019, o Município de Ponte de Lima, através da Biblioteca Municipal, organizou uma Exposição Evocativa do 1.º Centenário do Nascimento do Maestro Miguel Oliveira. Percorrendo a vida e obra do autor, consubstanciada numa mostra ilustrativa com informação textual e fotográfica, a Sala de Adultos, da Biblioteca Municipal, serviu de palco para dar a conhecer esta ação, de 2 maio – dia de aniversário de nascimento do maestro – a 8 de junho de 2019.

Reinaldo Varela

Reinaldo Varela foi um musicólogo, compositor, guitarrista, fadista, professor de música, musicólogo, com muita obra publicada e gravada. Nasceu em Ponte de Lima, em 1861, e faleceu em Lisboa, a 24 de dezembro de 1940. Foi distinguido pela Câmara Municipal de Ponte de Lima com a atribuição do seu nome a uma rua de Ponte de Lima (Rua Reinaldo Varela).

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/susana-bray-vln-15112025-5.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:06:302025-11-20 00:14:17Ponte de Lima e os seus músicos
Sara Cymbron, violinista
Músicas no Concelho

Ponta Delgada e os seus músicos

Músicos do concelho de Ponta Delgada

(Ilha de São Miguel, Açores)

O Musorbis, em desenvolvimento, tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical do Concelho.

  • Abel Chaves (carrilhanista)
  • Ana Paula Dutra (violinista)
  • Ângela da Ponte (compositora)
  • António Mont’Alverne (pianista)
  • Áureo Castro (compositor, 1917-1983)
  • Carlos Botelho de Melo (organista, 1847-1910)
  • César Freitas (diretor de coro)
  • Eurico Tomás de Lima (compositor, 1908-1989)
  • Francisco José Dias (compositor, 1907-1980)
  • Hélio Soares
  • João Fonseca e Costa (compositor, 1994)
  • José Pracana (guitarrista, 1946-2016)
  • Luís Matos (oboé)
  • Maurício Bensaúde (cantor lírico, 1863-1912)
  • Raquel Machado (pianista, 1987)
  • Sara Cymbron (violino)
  • Teófilo Braga (etnógrafo, 1843-1924)
  • Tiago Dias (pianista)
Abel Chaves

Abel Chaves nasceu em Ponta Delgada. Aos 17 anos terminou o curso de carrilhão pela Real Escola de Carrilhão “Jef Deijn” na Bélgica. Carrilhanista laureado em 1990 por S.M. Rainha Fabiola no Concurso Trienal de Carrilhão de Malines, estudou órgão com Joaquim Simões da Hora, e terminou o curso de piano na EPMA com Ana Tomasik e Luís Pinto.

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Ana Paula Dutra

Ana Paula Dutra Sousa, violinista, nasceu em Ponta Delgada.

Após concluir o 8º grau de Violino com distinção no Conservatório Regional de Ponta Delgada, tendo como mentor Amâncio Cabral, partiu para Lisboa iniciando a Licenciatura em Execução-Violino na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) na classe da professora Ana Manzanilla.

Neste período importa frisar a experiência como solista e concertino da Orquestra da ESML, em música de Câmara com o Quarteto Chinski, selecionado para o Festival Internacional de Música de Câmara Harmos 2017 na cidade do Porto, apresentando-se em salas como Casa da Música e Museu Gulbenkian e a sua participação no Festival Ibérico de Badajoz edição 2017.

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Ângela da Ponte

Doutorada pela Universidade de Birmingham (Reino Unido) e Mestre em Ensino da Música pela Universidade de Aveiro, Ângela da Ponte vive atualmente no Porto onde desenvolve as atividades de compositora, colaboradora na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo e docente no Conservatório Regional de Música de Vila Real.

Em 2011 foi Jovem Compositora Residente na Casa da Música onde escreveu para a Orquestra Sinfónica do Porto, Remix Ensemble e Nuno Simões (vencedor do Prémio Jovens Músicos 2010, percussão).

Em Março de 2014 colaborou com a Orchestre National d’Île de France e o Choeur Régional Vittoria d’Île de France, resultado de uma encomenda da orquestra para compor um acompanhamento orquestral da obra a cappella: Psaume 92 D953 de Schubert. Nesse mesmo ano foi convidada pela própria orquestra para ser membro do júri no concurso de composição Île de créations.

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Ângela da Ponte, compositora

Ângela da Ponte, compositora, de Ponta Delgada

António Mont’Alverne

Natural de Ponta Delgada (Açores), António Mont’Alverne iniciou os estudos musicais com 8 anos na Academia de Música de Santa Cecília em Lisboa nas classes de João Crisóstomo e Gioconda Stoffel – antiga discípula de Campos Coelho, discípulo de Elisa Lamas.

É licenciado em piano na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto na classe de Sofia Lourenço – antiga discípula de Helena Sá e Costa. Foi aceite na Hartt School of Music nos EUA. No entanto, prosseguiu estudos com Gabor Paska na Universität der Künste em Berlim; Jan Michiels no Koninklijk Conservatorium em Bruxelas e com Luiz de Moura Castro no Conservatori del Liceu em Barcelona.

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António Mont’Alverne

António Mont'Alverne, pianista

António Mont’Alverne, pianista, de Ponta Delgada

César Freitas

César Freitas é natural de Ponta Delgada, São Miguel, Açores. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada, cantando no Coral de São José e no Coro da Associação Musical J.S. Bach.

Em 2007 concluiu a Licenciatura Bietápica em Formação Musical na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo) do Instituto Politécnico do Porto.

Ainda na ESMAE, fez o Curso Livre de Orquestração com Dimitris Andrikopoulos.

Em 2013 concluiu o Mestrado em Música na área de especialização de Direção Coral, pela Universidade de Aveiro, sob orientação de António Vassalo Lourenço, apresentando como projeto final os “Cinco Ciclos de Música Coral” de Cláudio Carneyro. Apresentou os mesmos em conjunto com o Coro de Câmara da AMCP na edição de 2013 dos Festivais de Outono.

Em 2017 concluiu o Mestrado em Ensino da Música, na vertente de Direção Coral e Formação Musical, na Universidade do Minho.

César Freitas, diretor de coro, natural de Ponta Delgada

César Freitas, diretor de coro, natural de Ponta Delgada

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Hélio Soares

Hélio Soares nasceu a 22 de Abril de 1980, em Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel, Açores. Iniciou os estudos musicais aos oito anos, na Filarmónica Nossa Senhora das Neves, e prosseguiu-os no Conservatório Regional de Ponta Delgada. Em 2003, concluiu o Curso de Formação de Sargentos Músicos na Classe de Trompete, regressando, em seguida, à Banda Militar da Zona Militar dos Açores, onde é 1º sargento.

Terminou o 1º ano do Mestrado em Direcção de Orquestra de Sopros, pelo Instituto Piaget.

O seu percurso formativo inclui a participação no XIV Curso de Jovens Músicos organizado pelo INATEL, em 1997; na classe de aperfeiçoamento dos German Brass, em 2003, no Seixal; na MasterClass de Percussão e Lâminas organizado pela Banda Militar dos Açores, em 2004; no Curso de Formação de Aperfeiçoamento em Trompetes para Monitores das Escolas de Música das Bandas Filarmónicas; e no 1º Curso de regentes organizado pela Federação de Bandas na ilha de São Jorge em 2004.

Como trompetista, tem colaborado com o Coral de S. José, Coro Bach, Orfeão Edmundo Machado Oliveira, Orquestra Regional Lira Açoriana e Banda Sinfónica de Santa Maria da Feira. É solista da orquestra ligeira da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo. Desde 2004, é maestro da Filarmónica Nossa Senhora das Neves e professor na sua escola de música, acumulando com o cargo de Presidente da Direção.

João Fonseca e Costa

João Fonseca e Costa nasceu em 1994 em Ponta Delgada. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada, na classe de violino de Lídia Medeiros e, mais tarde, Viola D´Arco com a professora Shelley Ross, tendo concluído o Conservatório em 2012. No mesmo ano ingressou no Curso de Música, variante Composição, na Escola Superior Música de Lisboa (ESML) onde trabalhou com os Professores Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, António Pinho Vargas, Carlos Caires, Roberto Alejandro Pérez, José Luis Ferreira, concluindo a Licenciatura em Composição em 2015.

Leia AQUI a biografia completa.

Luís Matos

Natural de Ponta Delgada, Açores, o oboísta Luís Matos iniciou os estudos na Escola de Música da Sociedade Filarmónica de Crestuma no ano de 2004. Ingressou na Fundação Conservatório Regional de Gaia (FCRG), iniciando os estudos em Oboé, em 2007, na classe de Ana Madalena Silva. Integrou a orquestra de sopros da FCRG sob a direção de Lino Pinto, entre 2010 e 2012. Terminou o curso de Oboé na FCRG, em 2014, obtendo a classificação máxima em recital. Em 2013 ingressou na Universidade de Aveiro prosseguindo os  estudos em Oboé na classe de Jean Michel Garetti.

Já colaborou com a Banda Sinfónica da Feira, sob a direção de Paulo Martins e colabora regularmente com a Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves (AAC) sob a direção de Luciano Pereira, com a qual já participou em concursos nacionais e internacionais, com destaque para as participações no 6º Concurso de Bandas Ateneu Artístico Vilafranquense (Portugal), com a atribuição do 1º prémio da 1ª Categoria, no 43º Certamen Internacional de Bandas “Vila d’Altea” (Espanha), com a atribuição do 1º prémio, no Concurso Internacional de Bandas “CIB -Filarmonia D’Ouro”, com a atribuição do 1º prémio da 1ª Secção e na “VI Mostra Musical do Eixo Atlântico”, com a atribuição do 1º prémio na categoria de Agrupamentos Maiores.

Colaborou com a orquestra sinfónica da FCRG, a Orquestra Filarmonia de Gaia, a Orquestra Filarmonia das Beiras,Orquestra Clássica do Sul, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, a Orquestra Sine Nomine, o Art’Ensemble e a orquestra Com.Cordas, tendo tido a oportunidade de trabalhar com alguns maestros portugueses e estrangeiros, entre os quais se destacam os maestros Mário Mateus (Portugal), Nino Lepore (Itália), Carlos Prazeres (Brasil), Jan Milosz Zarzycki (Polónia), Giuseppe Lanzetta (Itália), Gyüdi Sándor (Hungria), Paulo Martins (Portugal), Martin André (Inglaterra), Luís Carvalho (Portugal), Ernst Schelle (Suíça), Andreas Weiß (Alemanha), Sarah Hicks (EUA), Claude Villaret (Suiça) e Christoph Poppen (Alemanha),Timothy Henty (Reino Unido). Realizou cursos de aperfeiçoamento musical com os professores Eldevina Materula (Portugal), Fernanda Amorim (Portugal), Saúl Silva (Portugal), Robert Silla (Espanha), Ricardo Lopes (Portugal), David Walter (França), Christian Schmitt (França), Nora Cismondi (França), Samuel Bastos (Portugal),Ramón Ortega Quero (Espanha) e Nicholas Daniel (Reino Unido).

A nível de Música de Câmara já trabalhou com os professores, Jean Michel Garetti, Sérgio Neves, David Walter, Giorgio Mandolesi, Nicholas Danielentre outros. É membro fundador do trio de oboés Trigeminie do Quinteto Promenade com os quais se tem apresentado em concerto e concurso.

Foi laureado com o 2º prémio na categoria Sénior do “Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La-Salette” (2016), 3º prémio ex aequo no festival “Verão Clássico” (2017), 1º prémio na categoria Sénior do “Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro Terras de La-Salette” (2018), 2º prémio ex aequo no Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho(2019), 2º prémio ex aequo no festival “Verão Clássico” (2019) efoi finalista no concurso “CulturXis” -Música de Câmara, Categoria Sénior (2017). Apresentou-se a solo com a Orquestra Filarmonia das Beiras em abril de 2017, num concerto em que interpretou a Ouverture-Suite,TWV 55:g4 de G. P. Telemann, para três oboés, fagote e orquestra de cordas.

É licenciado em Música, variante de Performance, e mestre em Ensino da Música, pela Universidade de Aveiro, na classe de oboé do professor Jean Michel Garetti.

Tem vindo a executar em primeira audição, quer nacional quer internacional, de obras de compositores como Sérgio Azevedo, Oscar Navarro, Camila Salomé e Dirk-Michael Kirsch.  Já lecionou aulas de oboé, em 2016, na Fundação Conservatório Regional de Gaia, na escola Curso de Música Silva e tem vindo a orientar naipes em diversos estágios nacionais de orquestra e orquestra de sopros. Atualmente leciona na Academia de Artes de Chaves. Recentemente ganhou a audição para Solista B da Orquestra do Norte, encontrando-se a realizar o trial para essa função. É artista da marca francesa de oboés Fossati.

Sara Cymbron

Sara Cymbron nasceu em Ponta Delgada, na Ilha de S. Miguel, Açores. O seu gosto e interesse pela música vem desde criança, influenciada pelo avô paterno e o pai, músicos amadores e fundadores de uma Banda Filarmónica na ilha. Apesar das suas influências musicais virem de uma Banda Filarmónica, Sara sempre teve curiosidade e o fascínio pelos instrumentos de cordas. Com 7 anos de idade, iniciou os estudos de Violino na Academia de Música da Ribeira Grande, com Shelley Ross, com quem também prosseguiu os estudos até ao 12° ano no Conservatório Regional de Ponta Delgada.

No Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, Sara Cymbron concluiu a licenciatura em Violino, com classificação máxima, na classe dde Zofia Woycicka.

Em 2016, realizou um dos seus sonhos e seguiu rumo à Alemanha para o mestrado em Perfomance, na Hochschule für Musik und Theater Felix Mendelssohn Bartholdy em Leipzig.

Durante todos os estudos, Sara foi bolseira da Fundação Medeiros e Almeida e Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Ao longo dos anos de formação, integrou várias orquestras de renome internacional, das quais se destacam MDR Sinfonieorchester (Leipzig), Wuppertal Sinfonieorchester, Mahler Jugend Orchester, Gewandhaus Kammerorchester, Anhaltisches Pilharmonie Dessau, Kammerorchester Halle.

Um dos momentos mais marcantes na sua formação foi ter ganho o primeiro prémio no Concurso Helena Sá e Costa, que lhe deu a oportunidade de tocar a solo o concerto de P. Tchaikovsky para violino na Casa da Música, no Porto.

Desde 2021, Sara Cymbron é 1º Violino Tutti da Orquestra do Algarve.

Sara Cymbron, violinista

Sara Cymbron, violinista

Tiago Dias

Natural de Ponta Delgada, (São Miguel, Açores), Tiago Dias iniciou os estudos musicais aos cinco anos no Conservatório Regional de Ponta Delgada, onde estudou com Natália Silva, Maria do Carmo Ourique, António Teves e Natalia Atamas, com quem concluiu o Curso Complementar de piano.

Ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo na cidade do Porto, nas classes de piano de Madalena Soveral e Luís Filipe Sá, integrando a classe de música de câmara de Jaime Mota.

Na mesma escola, foi-lhe atribuído o grau de Mestre em piano após a conclusão do Mestrado em Música – Interpretação Artística, área de especialização em piano na classe de Luís Filipe Sá, sob a orientação de Daniela Coimbra no desenvolvimento do Projeto Científico, subordinado ao tema: “Olivier Messiaen, Vingt Regards sur l’Enfant-Jésus, Uma contemplação religiosa”.

Foi Bolseiro da Fundação Medeiros e Almeida e do Governo Regional dos Açores e Integra o corpo docente do Conservatório Regional de Ponta Delgada, onde leciona a disciplina de Piano.

HISTÓRIA DA MÚSICA

Eurico Tomás de Lima

Eurico Tomás de Lima, pianista

Eurico Tomás de Lima, pianista, de Ponta Delgada

José Pracana

José Pracana, fado

José Pracana, fado, de Ponta Delgada

Maurício Bensaúde

Maurício Bensaúde, cantor lírico

Maurício Bensaúde, cantor lírico, de Ponta Delgada

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/sara-cymbron-2024.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:05:552024-06-10 13:09:25Ponta Delgada e os seus músicos
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