Loading
Musorbis
  • Musorbis
    • Quem somos
  • Musopédia
  • Música no Concelho
  • Portais
    • Loja Meloteca
    • Meloteca
    • Lenga
    • Musis
    • Discorama
    • Reciclanda
  • Menu Menu

Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Paradela de Oliveira, fadista, de São João da Pesqueira
Músicas no Concelho

São João da Pesqueira e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de São João da Pesqueira

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Paradela de Oliveira (cantor, 1904-1970)
Paradela de Oliveira

por José Anjos de Carvalho

Paradela de Oliveira

Paradela de Oliveira, fadista, de São João da Pesqueira

Paradela de Oliveira, fadista, de São João da Pesqueira

Paradela de Oliveira

Dr, Paradela de Oliveira, fadista, de São João da Pesqueira

Dr, Paradela de Oliveira, fadista, de São João da Pesqueira

José Paradela de Oliveira nasceu em S. João da Pesqueira, a 15 de fevereiro de 1904 e morreu em Madrid, a 18 de setembro de 1970. Tinha já concluído o curso da Escola Normal de Vila Real quando se matriculou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Frequentou a Universidade durante quatro anos letivos, entre 1924 e 1928, e seguidamente transitou para a Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa onde, em 28 de junho de 1930, concluiu o respetivo curso.

Fez parte do Grupo de Fados da Tuna Académica na digressão desta pelo Brasil, no verão de 1925, grupo constituído por Artur Paredes e Paulo de Sá (guitarras), José Monteiro da Rocha Peixoto (viola) e Agostinho Fontes Pereira de Melo, José Paradela de Oliveira e Lucas Rodrigues Junot (cantores).

Em maio de 1927 gravou cinco discos de 78 rpm para a His Master’s Voice, acompanhado à guitarra por Francisco da Silveira Morais e, à viola, por António Lopes Dias, discos esses que figuram no Catálogo para Portugal de Discos His Master’s Voice, referente a 1928, edição do Grande Bazar do Porto, impresso nas Oficinas de “O Comércio do Porto”. Em 1928, gravou mais um disco, acompanhado por Francisco da Silveira Morais e por António Lopes Dias. Três décadas mais tarde, em 1960, em Madrid, já Paradela se aproximava do estatuto de “sexagenário”, voltou novamente a gravar, desta vez acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão Moisés (1921-1992) e José Maria Amaral (1919-2001) e, à viola, por Arménio Silva. José Paradela de Oliveira é autor da música dos seguintes fados: Fado das Penumbras, Fado das Andorinhas, Fado do Fim, Nunca e Sempre e Fado da Desesperança.

Primeira Parte

DISCOGRAFIA de 78 rpm

Gravações de 1927:
Disco His Master’s Voice, E.Q. 40[1]
7-62159 – Amor de Estudante (Dizem que o amor dum estudante)
7-62160 – Fado do 5º Ano Médico de 1926 (Vida, que és o dia de hoje)

Disco His Master’s Voice, E.Q. 70
7-62166 – O Meu Menino (O meu menino é d’oiro)
7-62167 – Fado das Penumbras (À noite tudo comunga)

Disco His Master’s Voice, E.Q. 82
7-62174 – Um Fado de Coimbra (És linda mas… foras feia)
7-62175 – Um Fado Triste (Assim chego aos teus pés)

Disco His Master’s Voice, E.Q. 85
7-62170 – Fado Antigo (Saudades d’amor quem há-de)
7-62171 – Fado da Vida (Ao morrer os olhos dizem)

Disco His Master’s Voice, E.Q. 86
7-62172 – Fado da Sé Velha (Aquela moça de Aldeia)
7-62173 – Fado de Santa Cruz (Igreja de Santa Cruz)

Gravações de 1928:
Disco His Master’s Voice, E.Q. 174
7-62221 – Fado de Santa Clara (Eu ouvi de Santa Clara)
7-62222 – Fado das Andorinhas (Porque meus olhos se apartem)

LETRAS

.

Amor de Estudante

(Dizem que o amor dum estudante)

Música: D. José Pais de Almeida e Silva
Letra: João Carlos Celestino Gomes (1927)

Dizem que o amor dum estudante
(Ai) Não dura mais que uma hora;
Como é que eu, sendo estudante,[2]
Te amei d’outrora até agora?

As que amei foi tão-somente
(Ai) Pra te amar com mais ternura…
Quantos actos faz a gente
Pra uma só formatura?!…

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927, por José Paradela de Oliveira (Disco His Master’s Voice, B 4702, posteriormente sob o n.º de catálogo HMV E.Q. 40); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor com o título “Student Love”, n.º de catálogo 81355.

Augusto Camacho gravou este fado, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Aurélio Reis. Augusto Camacho altera o 1º verso para «Dizem que amor de estudante» (LP Cantar Coimbra, MBP 7010061, editado em 1988). No disco figura erradamente o nome de Paulo de Sá como autor da música e da letra.

Existe uma outra versão deste fado, gravada por José Afonso, acompanhado à guitarra por António Portugal e Eduardo de Melo e, à viola, por Manuel Pepe e Paulo Alão (EP Balada do Outono, Rapsódia, EPF 5 085, editado em 1960). No disco figura erradamente como autor o nome de Paradela de Oliveira, o cantor que gravou este fado pela primeira vez. Possivelmente devido a aprendizagens de outiva, esta versão, além de literariamente ser diferente da original, da que foi gravada por Paradela de Oliveira, também é algo diferente em termos musicais. A letra que canta é a seguinte:

Dizem que amor de estudante
(Ai) Não dura mais que uma hora;
Só o meu é tão velhinho
Inda se não foi embora.

A Cabra da Velha Torre
(Ai) Meu amor chama por mim…
Quando um estudante morre
Os sinos tocam assim…

A gravação de José Afonso encontra-se disponível no LP Coimbra Serenade, Rapsódia, LDF 006, editado em 1967, e no LP Baladas e Fados de Coimbra, Edisco, ELD 18.020, em 1982 e, também em compact disc (CD Coimbra Serenade, Edisco, ECD 5, editado em 1992 e em Um Século de Fado/Ediclube, CD N.º 4/Coimbra, editado em 1999).

Fado do 5º Ano de Médico de 1926

(Vida, que és o dia de hoje)

Música: Maestro Álvaro Teixeira Lopes
Letra: 1ª Quadra: (?)
2ª Quadra. António Correia de Oliveira (1915)
Edição musical: Tipografia da Coimbra Editora, Lim. (versão literária original)

Vida, que és o dia de hoje,
No bem que de ti se alcança,
Ou passa porque nos foge,
Ou passa porque nos cansa.

Toda a ventura é Saudade,
Fantasma da minha porta;
– É morta, e finge de viva!
É viva, e finge de morta! –

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927, por José Paradela de Oliveira (Disco His Master’s Voice, B 4702, posteriormente sob o n.º de catálogo HMV E.Q. 40); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor com o título “Fado of the Medical Students”, n.º de catálogo 81355.

António Bernardino gravou este fado em 1967 com esta letra e sob o título «Fado do 5º Ano Médico», disco que foi o primeiro que gravou, acompanhado à guitarra por António Portugal e Francisco Martins e, à viola, por Jorge Moutinho (EP Orfeu, ATEP 6184). Talvez por causa da prosódia, ou por deficiência da aprendizagem de outiva, António Bernardino, nos dois últimos versos da 2ª quadra, omite a conjunção «e» (Cf. António Correia de Oliveira, A Minha Terra – I. Caminhos, Aillaud e Bertrand, 1915, pág. 36). No disco vem a indicação de D.R. indicativa de que os participantes do disco não conheciam quem eram os autores da música do fado, nem das quadras. Aliás, nos quatro fados deste disco vem em todos a indicação “D.R.” (Direitos Reservados).

Na sua versão original, este fado é o “Fado da Récita de Despedida do 5º Ano Médico de 1926”, cantado pelo quintanista José dos Santos Malaquias na récita levada à cena no Teatro Avenida nas noites de 25 e 26 de Maio de 1926, cuja peça se intitulava “Esculápio em Cuecas”. A letra, da autoria de Carlos Alberto Dias Costa, também Quintanista, é a seguinte:

Nesta vida, francamente,
Há tanta contradição!
Fumo negro sobe ao Céu
Água pura cai no chão.

Minha capa, coitadinha,
Vou deixá-la, na verdade;
Vai ficar a pobrezinha
Toda negra de Saudade.

Há duas coisas que eu guardo
Co’uma avareza sagrada:
Os beijos de minha Mãe
E as cartas da minha Amada.

Minha capa tão velhinha…
Hei-de guardá-la também
Co’as cartas do meu Amor
E os beijos de Minha Mãe.

A edição musical do “Fado da Récita” foi impressa na Tipografia da Coimbra Editora, Lim., Avenida do Arnado, Coimbra.

O Meu Menino

(O meu menino é d’oiro)

Música: Alexandre de Rezende (dedicada a seu filho José)
Letra: 1ª quadra: Popular (<1880)>Sassetti & C.ª (c/capa de Stuart de Carvalhais)

O meu menino é d’oiro,
É d’oiro o meu menino,
Hei-de levá-lo ao Céu
Enquanto for pequenino.

Por causa de três meninas
Eu passo a vida entre abrolhos;
Uma és tu – as outras duas
As meninas dos teus olhos.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por José Paradela de Oliveira, (Disco His Master’s Voice, E.Q. 70); o disco foi reeditado nos Estados Unidos, sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81357.

O filho de Alexandre Rezende chamava-se José de Sousa Mendes de Rezende. A 1ª quadra é popular e anterior a 1880. O cancioneiro Popular Português, de José Leite de Vasconcelos, contém cerca de trinta de variantes literárias desta primeira quadra.

Divaldo de Freitas (Emudecem Rouxinóis do Mondego, 1ª série, pág. 28) diz que a 2ª quadra seria esta outra:

À Mãe de Nosso Senhor,
Hei-de pedir, com carinho,
Que nunca leve a tristeza
Aos olhos do meu filhinho.

Porém, a 2ª quadra mais generalizada é a que tem por incipit o último verso da quadra anterior (o antigo processo leixa-prem que ainda subsiste nas quadras ao desafio), quadra que é a seguinte:

Enquanto for pequenino,
Tão puro como o luar,
Hei-de levá-lo ao Céu
Hei-de ensiná-lo a cantar.

António Menano gravou este fado em Paris, na mesma altura que Paradela, em Maio de 1927, mas com uma outra letra (discos Odeon, 136.805 e A136.805, master Og 594) e no ano seguinte em Berlim, em Dezembro de 1928 (disco Odeon LA 187.801 master Og 1006). A gravação de Paris encontra-se disponível em vinil (Álbum de Fados de Coimbra – António Menano, Vol. I, disco 2, editado em 1985) e, desde Dezembro de 1995, em compact disc (CD António Menano – Fados, Vol. II).

A letra cantada por António Menano é extraída do poemeto “Embalando o Menino”, de António Correia de Oliveira (A Minha Terra, IX. Um Lenço de Cantigas, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1916, págs. 19 e 20). Ao que parece, António Menano terá preferido não utilizar a letra original, tendo optado por esta em intenção do seu recém-nascido filho Nuno. A letra gravada por António Menano é a seguinte:

O meu filho é pequenino:
Três palmos, e pouco mais;
Com tão pequena medida,
Mede-se a alma dos pais!

O meu filho é pequenino…
Diz a morte: – “Ai nem o quero!”
E a vida, a rir de contente:
– “Eu é que sei quanto espero…”

Esta letra é a que acompanha a pauta da edição musical da Sassetti, editada em 1927. Tem capa de Stuart de Carvalhais e a indicação «Por António Menano», mas no interior diz «música de António Menano», o que não está correcto, tendo dado origem a uma séria questão entre Alexandre de Rezende, que é o autor do fado, e António Menano.

Manuel Branquinho (EP Orfeu, ATEP 6302) também gravou este fado mas substitui a 2ª quadra pela seguinte variante de uma quadra Silva Tavares:

A cama do meu menino
Faço-a eu e mais ninguém;
Quem me dera que o destino
Eu fizesse assim também.

Gravado em 1985 por Alexandre Herculano e, numa variante musical, também por Luiz Goes, ambos acompanhados à guitarra por Francisco de Vasconcelos e Luis Plácido e, à viola, por João Alpoim e Álvaro Bandeira (LP De Coimbra para a Unicef – Grupo Serenata de Coimbra, Videofono, VLP-2010). Disponível em compact disc (CD Saudades de Coimbra/Grupo Serenata de Coimbra, Videofono, VCD 50004, editado em 1993).

Alguns CD entre muitos outros:
CD Coimbra Serenade, Edisco, ECD 5, editado em 1992 (canta Casimiro Ferreira);
Tempo(s) de Coimbra, Disco 1, editado em 1992, canta Alfredo Correia;
CD Nº 45/O Melhor dos Melhores – Fados de Coimbra, Movieplay, MM 37.045, editado em 1994, canta Manuel Branquinho;
CD Fernando Machado Soares, Philips, 838-108-2, compilação de gravações de 1986 e 1988;
CD Clássicos da Renascença – Manuel Branquinho, Movieplay, MOV 30.029, sob o título «Menino de Oiro», editado em 2000;
CD Victor Almeida e Silva – Coimbra enCanto e Poesia, 11.80.7854, editado em 2000.

Fado das Penumbras

(À noite tudo comunga)

Música: José Paradela de Oliveira, dedicada “Ao Edmundo Bettencourt”
Letra: (?)
Edição musical: Sassetti & C.ª (c/capa de Stuart de Carvalhais)

À noite, tudo comunga
Da tristeza que me invade!
A terra, órfã do sol,
Tem o luar por saudade.

Hei-de enterrar os meus olhos
Numa cova à beira-mar:
Já que a morte me não leva,
Ninguém me veja chorar.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 70); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81357.

Na edição musical da Sassetti, copyright de 1929, consta expressamente ser música de Paradela de Oliveira, dedicada “Ao Edmundo Bettencourt”, mas é totalmente omissa quanto à autoria das quadras. Além disso, na edição musical da Sassetti, a 2ª quadra é esta outra que Paradela não canta no disco:

Ainda me hás-de ensinar
Como encantas toda a gente,
Para ao depois te encantar,
Meu amor, a ti somente!…

José mesquita também gravou este fado (Cassete VIVA-DISCO 11.50.4058) e canta uma variante da 1ª quadra: no 2º verso (Na tristeza…) e, no 4º verso (Tem a lua…).

Um Fado de Coimbra

(És linda, mas… foras feia)

Música: Alexandre Rezende
Letra: (?)
Edição musical: Desconheço a sua existência

És linda, mas… foras feia,
Mesmo assim eu te queria,
Não é por ser lua cheia
Que o luar mais alumia.

És loura, branca e tão linda,
Que às vezes, sonho, criança,
Que Deus assim te faria
Pra dar corpo à minha esp’rança.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e só se repete o último verso.
Gravado em Maio de 1927 por José Paradela de Oliveira (Discos His Master’s Voice, E.Q. 82). Este mesmo disco foi reeditado nos Estados Unidos, sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81460.

Como já foi referido na discografia de António Batoque, a música deste fado é a mesma de muitos mais que cronologicamente se indicam pelas datas das gravações, tendo todos eles títulos e/ou letras diferentes e, quando algumas quadras figuram em mais de um fados, elas apresentam variantes já que não há duas quadras exactamente iguais.

FADO DA MÁGOA (A minha tristeza é tanta), gravado por Carvalho de Oliveira ainda antes da gravação de António Batoque (Carvalho de Oliveira canta e repete os 2.ºs dísticos, versão que se julga ser a original, sendo só a partir da gravação de António Batoque que em vez de se repetir todo o 2º dístico se passou a repetir apenas o 4º verso). Disco Pathé, 4043, master 201026.

FADO DE COIMBRA N.º 4 (Ceifeira que andas à calma), gravado por António Batoque em 1926. Disco Columbia, J 797, master P.130.

UM FADO DE COIMBRA (És linda, mas… foras feia), gravado por Paradela de Oliveira em Maio de 1927. Disco His Master’s Voice, E.Q. 82, master 7-62174.

INQUIETAÇÃO (Quanto mais foges de mim), gravado por Edmundo de Bettencourt em Fevereiro de 1928, no Porto. Disco Columbia, 8122, master P.307.

FADO DOS NAMORADOS (Não digas não, dize sim), gravado por António Menano na Primavera de 1928, em Lisboa. Disco Odeon, 136.818, master Og 688.

FADO (Eu tenho tanto cuidado), gravado por Almeida d’Eça em 1929. Disco Polydor, P 42137, master 42138.
INQUIETAÇÃO (És linda… se foras feia), gravada por José Afonso em Junho/Julho de 1980. LP Orfeu, FPAT 6011, editado em 1981.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

Um Fado Triste

(Assim chego a teus pés)

Música: Fortunato Roma da Fonseca
Letra: (?)
Edição musical: Desconheço a sua existência

Assim chego a teus pés,
Curada da dor levada,
Como já chegaste aos meus,
Sem alma e asas, sem nada.

A luz desse olhar tristonho
Que ninguém tem, faz lembrar
Essa luz feita de sonho
Que a lua deita no mar.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por José Paradela de Oliveira, (Disco His Master’s Voice, EQ 82); o disco foi reeditado nos Estados Unidos, sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81460.

A música é a mesma do fado TRISTE (Ai daqueles que só amam), gravado por Lucas Junot em Maio de1927, em Londres.

Augusto Camacho gravou este fado em 1997 mas com um outro título e uma outra letra, CANTO DE BEM-QUERER (Dizem que o bem se conhece), acompanhado pelo Grupo Serenata de Coimbra (CD Grupo Serenata de Coimbra… para o mundo, Videofono 50008).

Fado Antigo

(Saudades d’amor quem há-de)

Música: (?)
Letra: 1ª Quadra: (?)
2ª Quadra: Afonso Lopes Vieira
Edição musical: Desconheço a sua existência

Saudades d’amor quem há-de
Apagar a sua luz,
São como os sinais de sangue
Que Cristo deixou na cruz.

Por ti perdi o sossego
E dizes pra te deixar;
Pede às águas do Mondego
Que não corram para o mar.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por José Paradela de Oliveira (Disco His Master’s Voice, E.Q. 85); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81460.

A música é geralmente atribuída a Paradela de Oliveira, muito provavelmente por ele ter gravado este fado. No entanto, esta mesma música fora anteriormente gravada com uma outra letra, em 1926, por António Batoque, Fado de Coimbra Nº 5 (Cantigas são como freiras), também designado por Fado Antigo (disco Columbia, J 798).

A música do Fado Antigo (Saudades d’amor quem há-de) não é a mesma do Fado Antigo (Por uns olhos que fugiram) da autoria de Francisco Menano, de que existe edição musical impressa, nem da do Fado Antigo (Eu passo noites inteiras) gravado por Fernando Gomes Alves.

Gravado por Augusto Camacho, em 1997, acompanhado à guitarra por Francisco Vasconcelos e Alexandre Bateiras e, à viola, por João Gomes, Rodrigues Pereira e Jorge Tito Mackay (CD Grupo Serenata de Coimbra… para o mundo, Videofono, VCD 50008, editado em 1998). Augusto Camacho inverte a ordem das quadras e também não esclarece as respectivas autorias.

Fado da Vida

(Ao morrer os olhos dizem)

Música: Alexandre Rezende
Letra: Manuel Laranjeira (modificada)
Edição musical: Desconheço a sua existência

Ao morrer, os olhos dizem:
– «Pára morte, espera aí!
Vida, não vás tão depressa,
Que eu inda te não vivi…»

E a Vida passa, e a Morte
É que responde em vez dela:
– «Mas que culpa tem a vida
De que não saibam vivê-la?!»

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 85); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81460.

A música e a letra são as do chamado Fado Rezende (Ao morrer, os olhos dizem), gravado também em Maio de 1927, em Londres, por Lucas Junot (Disco Columbia, 8104).

As quadras originais são do médico e escritor Manuel Fernandes Laranjeira (1877–1912) e foram originariamente escritas, sob a epígrafe «O Último Diálogo», no Álbum da Ex.ª Sr.ª D. Sophia Isménia Quaresma, quadras posteriormente publicadas no livro «COMIGO», editado em Fevereiro de 1912, dias antes de o autor se ter suicidado. Essas quadras são as seguintes:

Ao morrer, os olhos dizem
Sempre o mesmo: – «Espera ahi!
Vida, não vás tão depressa,
Que ainda te não vivi…»

E a Vida passa, e a Morte
É que responde em vez dela;
– «Mas que culpa tem a vida
De não saberem vivê-la?»

Fado da Sé Velha

(Aquela moça de aldeia)

Música: Francisco Paulo Menano
Letra: Américo Durão (1917)
Edição musical: desconheço a sua existência

Aquela moça de aldeia
Que eu conduzir ao altar,
Há-de trazer-me à ideia
Desejos de lhe rezar.

Amei-te só de me olhares,
O coração adivinha:
– Deus faz as almas aos pares,
Fez a tua e fez a minha.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 com esta letra por Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 86); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81458.

Disponível em CD (CD Heritage, HT CD 15, Interstate Music, editado em 1992, Arquivos do Fado/Tradisom, Vol. II, TRAD 005, cópia do anterior, e Colecção Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 1/Coimbra, editado em 1999).

A música é a mesma do Fado da Sé Velha (Se eu tivesse olhos assim), gravado em Maio de 1927, em Paris, por António Menano (discos Odeon, 187.504 e A 187.504, master Og 607).

A letra é de Américo de Oliveira Durão, encontra-se no Canto II do livro Poema de Humildade.
Que eu saiba, a gravação de Paradela de Oliveira é a única gravação em que o cantor canta correctamente a letra, sem estropiar verso algum.

José Afonso, acompanhado à guitarra por António Portugal e Eduardo de Melo e, à viola, por Manuel Pepe e Paulo Alão, gravou este fado, dando-lhe por título «Aquela Moça da Aldeia» (EP Alvorada, MEP 60280).

A letra cantada por José Afonso está bastante estropiada, provavelmente devido a deficiente aprendizagem de outiva. Assim, no 1º verso em vez «de aldeia» canta “da aldeia”, no 4º verso, em vez de «Desejos de lhe rezar», canta “Desejos de eu ir rezar”; no 3º verso da 2ª quadra, em vez do presente do indicativo, «Deus faz…» emprega o pretérito perfeito “Deus fez…” e, finalmente, no último verso, em vez de «Fez a tua e fez a minha», canta “E da tua vida minha”. Disponível em vinil (LP Coimbra Menina e Moça, Alvorada, ALV 04 100) e em compact disc (CD José Afonso – De Capa e Batina, Movieplay, JA 800, editado em 1996 e CD Fados e Guitarradas de Coimbra, Movieplay, MOV. 30.332/B, editado em 1996).

Gravado pelo Grupo de Fados de Coimbra Alma Mater. Canta Carlos Pedro, acompanhado à guitarra por Pedro Anastácio e Nuno Cadete e, à viola, por António Paulo (CD Alma Mater – Grupo de Fados de Coimbra, SecFado/AAC, CD-SF 005, editado em 1995); no disco vem com o nome Fado de Santa Cruz e, como seu autor, o Dr. Paradela de Oliveira. O estropiamento da letra é idêntico ao de José Afonso.

José mesquita também gravou este fado e também em vez de cantar que tem desejos de rezar àquela moça canta também como José Afonso que tem desejos de ir rezar (LP Fados e Baladas de Coimbra, RODA SS RL 9001, editado em 1979).

Fado de Santa Cruz

(Igreja de Santa Cruz)

Música: Fortunato Roma da Fonseca
Letra: 1ª Quadra: Popular
2ª Quadra: Popular (?)
Edição musical: Desconheço a sua existência

Igreja de Santa Cruz,
Feita de pedra morena,
Dentro de ti vão rezar
Uns olhos que me dão pena.

Lágrimas de portugueses
Se todas fossem ao mar
Já não houvera no mundo
Terra firme onde chorar.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 pela primeira vez por José Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 86); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81458.

A gravação encontra-se disponível em compact disc (CD Heritage, HT CD 15, editado em 1992, Arquivos do Fado/Tradisom, Vol. II, TRAD 005, cópia do anterior, e em Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 1/Coimbra, editado em 1999).

A 1ª quadra é popular e não do autor da música do fado. José Leite de Vasconcelos, em apontamentos por ele recolhidos em 1892 na Quinta da Ponte, freguesia de Espinho (OPÚSCULOS, VOLUME VI), anotou a seguinte quadra:

Adeuzz…igrâija de Sã Pedro
Fâita de pedra muréna
Cândo eu lá ôiço missa
Doiz ólhos é que me dão pena.

O fado foi posteriormente gravado em Fevereiro de 1928 por Edmundo Bettencourt, acompanhado à guitarra por Artur Paredes e Albano de Noronha e, à viola, por Mário Faria da Fonseca (disco Columbia 8123, master P 306-2); Bettencourt canta como 2ª quadra a seguinte:

Quando estavas na igreja
A teus pés ajoelhei:
– À Virgem por mim rezavas,
À Virgem por ti rezei.

A referida gravação foi reproduzida em vinil (LP Fados de Coimbra, EMI 2402451, editado em 1984) e está disponível em compact disc (CD Heritage, HT CD 15, da Interstate Music, editado em 1992, Arquivos do Fado/ Tradisom, Vol. II, TRAD 005, cópia do anterior, e CD O Poeta Cantor, 560 5231 0047 2 5, da Valentim de Carvalho, edição de 1999).

António Menano veio depois a gravar este fado em Dezembro de 1928, em Berlim (Disco Odeon, LA 187.815, master Og 1034). Na letra que António Menano canta não há referência ao nome da igreja que dá o título ao fado; começa por cantar a 2ª quadra (Quando estavas na igreja) e, como 2ª quadra, canta esta outra:

E na crença e na vertigem
Foi então que eu me perdi;
Em vez de rezar à Virgem
Rezava mas era a ti.

A gravação foi reproduzida em vinil (Álbum de Fados de Coimbra – António Menano, Vol. II, disco 2, editado em 1986) e está disponível em compact disc (CD António Menano – Fados, editado em Setembro de 1995).

Adriano Correia de Oliveira, que cantava este fado mas não o gravou, substituía a 2ª quadra por esta outra:

Ingrata, se fores à missa
Não te aproximes da Cruz
Que o pobre Cristo não veja
O teu olhar que seduz.

Muitos outros cantores gravaram este fado. Por vezes, o incipit «Igreja de Santa Cruz» aparece na discografia como título. Outras gravações disponíveis em compact disc:
Alfredo Correia (Tempo(s) de Coimbra, disco 1, editado em 1992);
Victor Nunes (Tertúlia do Fado de Coimbra, Videofono, VCD 50001, de 1993);
Serra Leitão (Dr. Serra Leitão, Discossete, CD 951000, editado em 1993, A nossa Selecção de Fados, Baladas e Guitarradas de Coimbra, Discossete, 1172-2, disco 2, editado em 1997 e Coimbra – Fados, ballads & guitars, Colecção das Naus, NAU CD 017, editado em 1998).
Augusto Camacho (Colectânea de 1880-1994, Discossete, 1014-2, editado em 1995);
Luiz Ribeiro da Silva (CD Coimbra Menina e Moça, SPA 2004)

Fado de Santa Clara

(Eu ouvi de Santa Clara)

Música: Francisco Menano
Letra: Lucas Rodrigues Junot
Edição musical: Desconheço a sua existência

Eu ouvi de Santa Clara
Lamentos de alguém que chora…
Era a Rainha pedindo
(Ai2) Por mim a Nossa Senhora.

Cantigas são como freiras
Das grades falando ao vento,
Coimbra das oliveiras
(Ai2) Que te fizeste convento.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado com esta letra por Paradela de Oliveira, em Outubro de 1928 (disco His Master’s Voice, E.Q. 174); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 33010

Paradela de Oliveira não seguiu a letra de Lucas Junot, alterou o 2º verso da 1ª quadra e substituiu a 2ª por uma outra, além de que modificou ligeiramente a música (omite o vocalizo «Ai» no 3º verso).

Lucas Junot já anteriormente havia gravado este fado em Londres, em Maio de 1927, acompanhado à guitarra por si próprio e, à viola, por Abel Negrão (disco Columbia, 8102, master P. 195). Nele consta a anotação “Dr. Francisco Menano” entre parêntesis, indicativa da autoria da música, mas é omisso quanto à autoria da letra que, no caso em apreço, sabe-se ter sido o próprio Lucas Junot que, diz-se, a teria composto em plena Ponte de Santa Clara, olhando o Mosteiro onde está sepultada a Rainha Santa Isabel (Se non è vero, è bene trovato).

A letra de Lucas Junot é a seguinte:

Eu ouvi de Santa Clara
Gemidos de alguém que chora…
(Ai1) Era a Rainha pedindo
(Ai2) Por mim a Nossa Senhora.

Com pena, Nossa Senhora,
Chorando, pediu-me um dia:
(Ai1) Que não chorasse cantando
(Ai2) Que os anjos entristecia.

A gravação de Lucas Junot encontra-se disponível em compact disc (Heritage, HT CD 15, editado em 1992 e Arquivos do Fado/Tradisom, Vol. II, TRAD 005, cópia do anterior).

João Barros Madeira gravou este fado em 1962, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Jorge Moutinho (EP Balada da Saudade, Rapsódia, EPF 5.187) mas altera sem razão aparente a 2ª quadra para:

Aos pés de Nossa Senhora,
Orando, pedi um dia:
(Ai1) Que não rezasses chorando
(Ai2) Que os anjos entristecia.

A gravação de Barros Madeira encontra-se disponível em compact disc (Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 2/Coimbra editado em 1999).

Manuel Branquinho também gravou este fado utilizando a mesma letra que Barros Madeira, acompanhado à guitarra por si próprio e por Gabriel Ferreira e, à viola, por Jorge Gomes mas altera ligeiramente a música e muda-lhe o título para «Santa Clara», tout court (EP Manuel Branquinho, Orfeu, ATEP 6298).

Gravado em 2004 por Luiz Ribeiro da Silva, acompanhado à guitarra por Carlos Couceiro e Teotónio Xavier e, à viola, por Durval Moreirinhas e António Toscano (CD Coimbra Menina e Moça, SPA 2004).

Fado das Andorinhas

(Porque meus olhos se apartem)

Música: Paradela de Oliveira, dedicada “Ao Dr. Paulo de Sá” (1928-29)
Letra: Paradela de Oliveira e João Carlos Celestino Gomes (1928-29)
Edição musical: Sassetti & C.ª (c/capa de Stuart de Carvalhais)

Porque os meus olhos se apartem
Dos teus, não lhes queiras mal
Que as andorinhas que partem
Voltam ao mesmo beiral.

Eu hei-de voltar um dia…
Eu sou como as andorinhas,
Se as tuas saudades forem
Bater à porta das minhas…

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado pela 1ª vez, em Outubro de 1928, por Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 174); no disco vem a indicação de Paradela ser o autor da música. Mais tarde, em meados de Outubro de 1960, em Madrid, voltou a gravar este mesmo fado, acompanhado à guitarra por João Bagão e José Amaral e à viola por Arménio Silva (EP PHILIPS, 431 901 PE de 45 rpm, sob o título “Saudades de Coimbra Nº 1”). No disco constam as autorias. Reeditado em Angola pela Lusolanda; reproduzido também no LP: Fontana, 6482 003, produção da Phonogram.

Paradela de Oliveira gravou este fado no tom de Lá menor, em 1928, e em Fá # menor na gravação de 1960, em Madrid.
O fado foi editado pela casa Sassetti & Cª. Rua do Carmo 56, Lisboa, com capa de Stuart de Carvalhais. Na dita edição consta a seguinte dedicatória de Paradela de Oliveira; “Ao Dr. Paulo de Sá”.

Este fado tem sido cantado e gravado por variados cantores, uns de Coimbra outros não, mas nem sempre respeitam integralmente a melodia cantada por Paradela de Oliveira.
Gravações disponíveis em compact disc:
CD Fernando Machado Soares, Philips, 838 108-2, compilação de gravações de 1986 e 1988;
CD Alma Mater – Grupo de Fados de Coimbra, SecFado/AAC, CD-SF-005, editado em 1995 (canta Carlos Pedro);
CD Fados e Guitarradas de Coimbra, Movieplay, MOV. 30.332/B, editado em 1996 (canta Sutil Roque);
Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 3/Coimbra, EMI 7243 5 20637 2 7, de 1999 (canta Sutil Roque).

Segunda Parte

DISCOGRAFIA EM VINIL

Gravações de Outubro de 1960 em Madrid:
EP Saudades de Coimbra N.º 1, Philips, 431 901 PE
São Tão Lindos os Teus Olhos
Balada da Torre D’Anto (Se a noite cobre os caminhos)
Fado do Fim (Fui moço… passei, ficou)
Fado das Andorinhas (Porque os meus olhos se apartem)

EP Saudades de Coimbra N.º 2, Philips, 431 902 PE
Toada do Penedo da Saudade (Coimbra, já sem idade)
Nunca e Sempre (Da alegria de algum dia)
Adeus a Coimbra (Quando em noites de luar)
Fado da Desesperança (Só Deus sabe o que é preciso)

LETRAS

São tão lindos os teus olhos

Música: Armando Goes
Letra: 1ª quadra: Dom António de Bragança
2ª quadra: Popular
Edição musical: Desconheço a sua existência

São tão lindos os teus olhos
Quando se fitam nos meus!
Dizem coisas, contam coisas…
Ai Jesus, valha-me Deus!

Põem-se-te os olhos em brasa
Quando algum noivado vês…
Deixa lá casar quem casa
Que ninguém nos tira a vez.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado por Paradela de Oliveira em Outubro de 1960, em Madrid (Disco Saudades de Coimbra Nº 1, Philips, 431 901 PE, de 45 rpm). Disponível também no extended play (EP Dr. Paradela de Oliveira, Philips, 431 901 PE, editado em Angola pela Lusolanda) e em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).

A música é a mesma do Fado dos Búzio (De ser Maria o teu nome), gravado por Armando Goes (disco His Master’s Voice, E.Q. 32).
A 1ª quadra é de Dom António de Bragança (Cf. Mascarenhas Barreto, FADO – Origens Líricas e Motivação Poética, Editorial Aster, Lisboa, s/data, págs. 302).

A 2ª quadra é considerada popular e tem diversas variantes; uma dessas variantes consta do cancioneiro Geral dos Açores. No Fado de Coimbra Nº 6 (Sei lá se a dor me consome), António Batoque canta uma outra variante desta mesma quadra. Presentemente, a variante mais generalizada tem por incipit «Ficam teus olhos em brasa».

Gravado por Fernando Rolim, também em 1960, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Aurélio reis e Mário de Castro (EP Música de Portugal, Parlophone, LMEP 1029). Rolim, na 2ª quadra, canta a variante «Ficam teus olhos em brasa».

Balada da Torre d’Anto

(Se a noite cobre os caminhos)

Música: João Carlos Bagão
Letra: Leonel Neves (1953)
Edição musical: Desconheço a sua existência

Se a noite cobre os caminhos,
A Torre d’Anto descobre
Que estrelas são buraquinhos
Da capa de António Nobre!

Ai Torre d’Anto
Que ao Poeta ouviste
Versos tristes, velha torre.
No mundo há pranto,
A vida é triste,
Anto dorme, não te morre.

Se alguém tossiu ou chorou,
Se há um lamento ou um dobre,
A Torre d’Anto escutou
Poemas de António Nobre.

Ai Torre d’Anto etc., etc.

Informação complementar:
Composição musical com refrão. Nas quadras só se repete o 1º dístico; no refrão apenas se cantam e repetem o 3º e o 6º verso.
A Balada da Torre d’Anto veio a ser uma criação do Dr. José Paradela de Oliveira que a gravou em 1960, em Madrid, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão Moisés e José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 1, Philips, 431 901 PE); no disco vem a indicação de João Bagão e Leonel Neves como autores da música e da letra, respectivamente.

A presente letra é, por ordem cronológica, a segunda de uma série de quatro (Cegueira Minha, Balada da Torre d’Anto, Toada do Penedo da Saudade e Balada da Velha Sé) do Dr. Leonel Neves, feitas especialmente para músicas de João Carlos Bagão, entre os anos de 1953 e 1954.

Gravada por Luiz Goes, em Março de 1967, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e Aires Máximo de Aguilar e, à viola, por António Simão Toscano e Fernando Neto Mateus da Silva (EP Columbia, ELMS 3002 e LP Coimbra de Ontem e de Hoje, Columbia, SPMX 5004). Posteriormente foi reeditado pela EMI, sob licença da Columbia (LP Coimbra de Ontem e de Hoje, EMI 11c 078, editado em 1983).

Também no duplo album O Melhor de Luiz Goes, EMI 7919321, editado em 1989. Disponível em compact disc:
CD Coimbra de Ontem e de Hoje, EMI 7243 8 33481 2 1, editado em 1995;
CD Luiz Goes – Homem só meu Irmão, EMI-VC (Caravela), editado em 1996;
Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 3/Coimbra, editado em 1999.

Gravado em 1997 por Barros Ferreira (CD Grupo Serenata de Coimbra… para o mundo, Videofono, 50008).

Gravado em 2004 por Luis Ribeiro da Silva, acompanhado à guitarra por Carlos Couceiro e Teotónio Xavier e, à viola, por Durval Moreirinhas e António Toscano (CD Coimbra Menina e Moça, SPA 2004).

Fado do Fim

(Fui moço… passei, ficou)

Música: José Paradela de Oliveira
Letra: António de Sousa
Edição musical: Desconheço a sua existência

Fui moço… passei, ficou
Esta saudade de mim!
Na vida velha que sou
Deus m’a guarde até ao fim.

Teus sonhos morrem nos meus
Que a vida cai-me das mãos;
Erguei a voz para o céu
Ó filhos meus, meus irmãos!

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
José Paradela de Oliveira gravou este fado em Madrid, em Outubro de 1960, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e Dr. José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva, um profissional da viola (EP PHILIPS, 431 901 PE, com o título SAUDADES DE COIMBRA Nº 1). Disponível também no extended play (EP Dr. Paradela de Oliveira, Philips, 431 901 PE, editado em Angola pela Lusolanda) e em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).

Gravado em 2004 por Luis Ribeiro da Silva, acompanhado à guitarra por Carlos Couceiro e Teotónio Xavier e, à viola, por Durval Moreirinhas e António Toscano (CD Coimbra Menina e Moça, SPA 2004).

Fado das Andorinhas

(Porque os meus olhos se apartem)

Música: Paradela de Oliveira, dedicada “Ao Dr. Paulo de Sá” (1928)
Letra: Paradela de Oliveira e João Carlos Celestino Gomes (1928)
Edição musical: Sassetti & C.ª (c/capa de Stuart de Carvalhais)

Porque os meus olhos se apartam
Dos teus, não lhes queiras mal
Que as andorinhas que partem
Voltam ao mesmo beiral.

Eu hei-de voltar um dia…
Eu sou como as andorinhas,
Se as tuas saudades forem
Bater à porta das minhas…

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Paradela de Oliveira gravou inicialmente este fado em Outubro de 1928, acompanhado à guitarra por Francisco da Silveira Morais e, à viola, por António Lopes Dias (disco His Master’s Voice, E.Q. 174, de 78 rpm) e, mais tarde, em meados de Outubro de 1960, em Madrid, voltou a gravar o mesmo fado, agora acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maria Amaral e à viola por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 1, PHILIPS, 431 901 PE); no disco constam as autorias. Disponível também no extended play (EP Dr. Paradela de Oliveira, Philips, 431 901 PE, editado em Angola pela Lusolanda) e em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).
Fado editado pela casa Sassetti & Cª. Rua do Carmo 56, Lisboa, com capa de Stuart de Carvalhais. Na dita edição consta a seguinte dedicatória de Paradela de Oliveira: “Ao Dr. Paulo de Sá”.

Este fado tem sido cantado e gravado por variados cantores, uns de Coimbra outros não, mas nem sempre respeitam integralmente a melodia cantada por Paradela de Oliveira.

Gravações disponíveis em compact disc de outros cantores:
CD Fernando Machado Soares, Philips, 838 108-2, compilação de gravações de 1986 e 1988;
CD Alma Mater – Grupo de Fados de Coimbra, SecFado/AAC, CD-SF-005, editado em 1995 (canta Carlos Pedro);
CD Fados e Guitarradas de Coimbra, Movieplay, MOV. 30.332/B, editado em 1996 (canta Sutil Roque);
Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 3/Coimbra, editado em 1999 (canta Sutil Roque);
CD Frederico Vinagre – Eternos Fados de Coimbra, Metro-Som, CD 101, editado em 2000.

Toada do Penedo da Saudade

(Coimbra, já sem idade)

Música: João Carlos Bagão
Letra: Leonel Neves (1954)
Edição musical: Desconheço a sua existência

Coimbra, já sem idade,
Vive e sofre
O amor dos estudantes
E o Penedo da Saudade
É o cofre
Das cartas dos seus amantes.

Refrão:
No Penedo da Saudade
Os que foram
Não se calam.
No Penedo da Saudade
Pedras choram,
Pedras falam.

E enquanto o amor hoje invade,
Como outrora,
Os moços das capas pretas,
Em pedrinhas de saudade
Guarda e chora
Os versos dos seus poetas.

Refrão:
No Penedo da Saudade, etc.

Informação complementar:
Composição musical com refrão. Nas coplas, o 1º terceto canta-se e repete-se; no refrão é o 2º terceto que se canta e se repete.
A Toada do Penedo da Saudade veio a ser uma criação do Dr. José Paradela de Oliveira que a gravou em 1960, em Madrid, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 2, Philips, 431 902 PE); no disco vêm os nomes de João Bagão e Leonel Neves como autores da música e da letra, respectivamente. Também em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003, incorrectamente sob o título Fado do Penedo da Saudade).

Esta letra é, por ordem cronológica, a terceira de uma série de quatro (Cegueira Minha, Balada da Torre d’Anto, Toada do Penedo da Saudade e Balada da Velha Sé) do Dr. Leonel Neves, feitas entre os anos de 1953 e 1954, destinadas especificamente a músicas de João Carlos Bagão. A letra supra foi-me confirmada e revista pelo próprio Leonel Neves, na sua casa em Odeáxere, no Algarve, no verão de 1995.

A Toada do Penedo da Saudade também foi gravada por Augusto Camacho, em 1988, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Aurélio Reis (LP Cantar Coimbra, MBP 7010061, também em cassete).

Fernando Ventura também procedeu à sua gravação sob o nome “O Penedo da Saudade”, figurando a autoria entre parêntesis com o nome João Leonel Neves, presumindo-se ter sido omitido por lapso o apelido Bagão e o respectivo traço a separar os dois nomes (Metro-Som, LP 142-R, disco anterior a 1980).

Gravado também por Justino Nascimento, em cassete sob o título Balada do Penedo, edição de 1993.

Nunca e Sempre

(Da alegria dalgum dia)

Música: José Paradela de Oliveira
Letra: António de Sousa
Edição musical: Desconheço a sua existência

Da alegria d’algum dia
Fica a saudade encantada,
Como entre a cinza gelada
Uma brasa que alumia.

Até sempre e não adeus,
Eis a minha despedida;
Não há terra, mar e céus
Que possam mais do que a vida.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, cante-se o 2º e repete-se.
Gravado por José Paradela de Oliveira, em 1960, em Madrid, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 2, PHILIPS, 431 902 PE); no disco vem a indicação de a música ser de Paradela de Oliveira e os versos de António de Sousa. Também em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).

Adeus a Coimbra

(Quando em noites de luar)

Música: Edmundo Bettencourt
Letra: Edmundo Bettencourt
Edição musical: Desconheço a sua existência

Quando em noites de luar
Minha capa aos ombros ponho,
Sinto que vou a enterrar
Amortalhado num sonho.

Coimbra que para sempre
Ficarás nos olhos meus,
Só quem te deixa é que sente
A tristeza dum adeus.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Outubro de 1960 com a letra supra, em Madrid, por José Paradela de Oliveira, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maia Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 2, PHILIPS, 431 902 PE); no disco vem a indicação de Edmundo Bettencourt como autor da música e letra. Também em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).

A música deste fado é diferente da do fado, com o mesmo título (Adeus a Coimbra) que é também estrófico, cantado e gravado por Artur Almeida d’Eça e que tem por incipit «Coimbra da Rainha Santa» (disco Polydor, P 42139, de 78 rpm).

Este fado foi gravado pela primeira vez em 1958 por Augusto Camacho, acompanhado à guitarra por Carlos Paredes e, à viola, por António Leão Ferreira Alves (EP Fado de Coimbra, Columbia, SLEM 2008); no disco figura o nome de Edmundo Bettencourt como autor mas é omisso quanto aos nomes dos instrumentistas. Reeditado em long play em 1984 (LP Coimbra são Canções, EMI 2602531). Disponível também em compact disc:
Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 2/Coimbra, editado em 1999.
A letra da gravação de Augusto Camacho difere ligeiramente da acima apresentada: na 1ª quadra omite no 3º verso a artigo definido “a” e substitui o 4º verso por: “Minha alma num lindo sonho”; na 2ª quadra, no 2º verso altera o tempo do verbo ficar para o pretérito perfeito: “Ficaste”, e substitui o 4º verso por: “Toda a mágoa dum adeus”.

Augusto Camacho voltou a gravar este fado em 1992, agora acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Aurélio Reis e Luis Filipe Roxo Ferreira. A letra que canta não é bem a mesma da gravação de 1958 e assemelha-se mais com a acima apresentada. Assim, na 1ª quadra não alterou o 4º verso e apenas no 3º verso suprime o artigo definido “a”; na 2ª quadra não altera o tempo do verbo ficar para o pretérito perfeito mas, no último verso canta-o em duas versões: “A mágoa dum adeus”, ao cantar a primeira vez e, ao repetir o dístico, canta “Toda a mágoa dum adeus” (CD Coimbra na Voz do doutor Camacho Vieira, Discossete, CD 864000).

Gravaram também este mesmo fado:
Carlos Costa (LP Fados de Coimbra, Ofir AMS 324); no disco vem erradamente sob o título Noites de Luar e, como seu autor o nome de Manuela Câncio Reis por confusão com o fado Noite de Luar (Faz um ninho noutra banda), cuja música e letra são daquela Senhora. A letra que Carlos Costa canta é precisamente a da gravação de 1958, de Augusto Camacho.
Américo Lima (EP Decca, SPEP 1392, editado em 1972); no disco figura o nome de Edmundo Bettencourt como autor. Américo Lima também canta a mesma letra, a da gravação de 1958, de Augusto Camacho.

Fado da Desesperança

(Só Deus sabe o que é preciso)

Música: José Paradela de Oliveira
Letra: António de Sousa
Edição musical: Desconheço a sua existência

Só Deus sabe o que é preciso
Ser de mim próprio inimigo,
Para esconder num sorriso
Este amor que te não digo.

Oh boca dos meus desejos,
Oh meus olhos a chorar,
Um choro feito dos beijos
Que eu nunca te posso dar.

Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado pelo próprio autor, José Paradela de Oliveira, em Outubro de 1960, em Madrid, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 2, PHILIPS, 431 902 PE); no disco vem a indicação de ser música de Paradela de Oliveira e letra de António de Sousa. Disponível em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).

Gravado por Augusto Camacho sob o título Desesperança, tout court, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Luis Filipe e Aurélio Reis (CD Dr. Camacho Vieira, Colectânea de 1880 a 1994, Discossete, 1014-2, editado em 1995.

Lisboa, 13 de Outubro de 2005

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/sao-joao-da-pesqueira-paradela-de-oliveira-fado.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:58:322024-12-14 19:34:06São João da Pesqueira e os seus músicos
Eugénio Amorim, compositor e professor, de São João da Madeira
Músicas no Concelho

São João da Madeira e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de São João da Madeira

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Eugénio Amorim (compositor, 1963)

Eugénio Amorim nasceu em 1963 em São João da Madeira, onde iniciou os estudos musicais, prosseguindo-os na Academia de Música de Santa Maria da Feira.

No Conservatório de Música do Porto veio a concluir os cursos superiores de Piano e Composição nas classes de, respetivamente, Fernanda Wandschneider e Cândido Lima. De 1988 a 1993, frequentou a Escola Superior de Música de Würzburg, tendo aí obtido o bacharelato em Direcção de Orquestra e a licenciatura em Música Sacra (Órgão com Gerhard Weinberger, Direcção de Coro com Jörg Straube e Técnicas de Composição com Zsolt Gárdonyi).

Frequentou diversos cursos nas áreas da Composição Musical e Análise, da Harmonia de Jazz, da Pedagogia Musical, do Piano, do Canto e da Direcção de Coro. Atuou em concerto como organista, cantor e maestro, tanto em Portugal como no estrangeiro (Alemanha, Inglaterra, Áustria, França).

Leia AQUI a biografia completa.

Eugénio Amorim

Eugénio Amorim, compositor e professor, de São João da Madeira

Eugénio Amorim, compositor e professor, de São João da Madeira

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/sao-joao-da-madeira-eugenio-amorim-compositor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:57:462021-06-21 20:04:40São João da Madeira e os seus músicos
António Ferreira dos Santos, padre, compositor, de Santo Tirso
Músicas no Concelho

Santo Tirso e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Santo Tirso

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • António Ferreira dos Santos (compositor, 1936)
  • Augusto Pires de Lima (folclorista, 1888-1959)
  • David Cruz (violino)
  • Nuno de Vasconcelos (violino)
  • Vera Dias, violino

António Ferreira dos Santos

António Ferreira dos Santos, padre, compositor, de Santo Tirso

António Ferreira dos Santos, padre, compositor, de Santo Tirso

Augusto Pires de Lima

Augusto Pires de Lima, etnógrafo, de Santo Tirso

Augusto Pires de Lima, etnógrafo, de Santo Tirso

António Augusto Pires de Lima

Etnógrafo, professor e filólogo, Augusto César Pires de Lima nasceu em Santo Tirso, São Tiago de Areias, a 29 de agosto de 1883 e morreu nas Caldas da Saúde, a 21 de dezembro de 1959). Licenciado em Direito, dedicou-se ao ensino e à investigação histórica e etnográfica, campo em que se destacou.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração). Dinamiza oficinas de música e atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

David Cruz

Natural de Santo Tirso, David Cruz iniciou os estudos musicais na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave. Termina em 1998 o curso de instrumentista de cordas com a classificação máxima. Em 2002 terminou o curso de Instrumentista de Orquestra da Academia Nacional Superior de Orquestra, onde integra a classe de Paulo Gaio Lima. De 2001 a 2003 integrou a Orquestra de Jovens da União Europeia, com a qual atuou em algumas das principais salas europeias e sob a direção de alguns dos mais importantes maestros.

Em 2005 terminou o Mestrado em Música pela Universidade de Indiana (EUA) onde integra as classes de Tsuyoshi Tsutsumi e Janos Starker. Na mesma Universidade, durante o ano de 2005, foi assistente da violoncelista Susan Moses. Em 2005 ganhou o prémio Orrego Salas no Concurso Internacional de Música de compositores Latino Americanos, organizado pela Universidade de Indiana. Em junho de 2014, concluiu o Doutoramento em Música na Boston University.

Realiza concertos a solo e em música de câmara como violoncelista Barroco e gambista com agrupamentos como Boston University Barroque ensemble e masterclasses em Portugal, Espanha e EUA. É professor de Instrumento, Música de Câmara e Didática Instrumental na Universidade de Aveiro e membro do Suggia String Quartet.

Nuno de Vasconcelos

Natural de Santo Tirso, Nuno de Vasconcelos iniciou os estudos musicais com 10 anos na Pauta Musical. Prosseguiu estudos no Centro de Cultura Musical e na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE), onde concluiu o Curso de Instrumentista de Cordas em 2007.

Prosseguiu os seus estudos superiores com Augusto Trindade, Alexandra Trindade e Daniel Rowland na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, concluindo Licenciatura, Mestrado de Especialização e Mestrado de Ensino da Música.

Como músico apresentou-se várias vezes em Portugal e no estrangeiro com vários agrupamentos nacionais e internacionais. Como professor, exerceu no Conservatório Regional de Música de Vila Real onde organizou duas edições do Prémio Nacional ESP, e na Academia de Paços de Brandão (Método Suzuki). É professor de Violino na Academia de Música de Alcobaça e na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco.

Vera Dias

Natural de Santo Tirso, Vera Dias iniciou os estudos musicais aos 10 anos, no Centro de Cultura Musical, em Violino, na classe de Isabel Sousa. Em 2005 ingressou na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de Anna Kratochivílová, na qual concluiu o Curso Instrumentista de Cordas e Tecla. Enquanto frequentava a Escola Profissional Artística do Vale do Ave participou como cantora no elenco principal da Ópera “Limpa Chaminés”, de Benjamin Britten (2005) e como violinista na Ópera “A Lenda das Três Árvores” de Allen Pote (2006). Integrou a Orquestra Aproarte Juvenil, Orquestra Sinfónica Aproarte, Orquestra Sinfónica Artave.

Em 2011 ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto.

Trabalhou com a Orquestra Sinfónica da ESMAE e Orquestra de Câmara NovNorte. Trabalhou sob a direção de maestros de renome nacional e internacional como Jaroslav Mikus, Pedro Neves, Paulo Silva, Luís Machado, António Saiote, Emílio de César, Ernst Schelle, Cesário Costa, Collin Metters, Christophe Millet, Wolfgang Kurz, Christoph König, Michelangelo Galeati, Raf De Keninck, Bart Bouckaert. Frequentou cursos de aperfeiçoamento de técnica instrumental com os professores Radu Ungureanu, Alexei Mijlin, Jela Spitkova, Ani Schnarch, Roberto Muttoni. É membro da Camerata NovNorte. Concluiu a Licenciatura em Música, variante Violino, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, na classe de Radu Ungureanu.

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/santo-tirso-antonio-ferreira-dos-santos-compositor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:53:442024-10-27 22:54:02Santo Tirso e os seus músicos
António Chainho, guitarrista, de Santiago do Cacém
Músicas no Concelho

Santiago do Cacém e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Santiago do Cacém

O Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e o património musical.

  • Acordeão Fadista (grupo)
  • Ana Castanhito (harpista, n. 1985)
  • António Chainho (guitarrista, n. 1938)
  • Áurea (cantora, n. 1987)
  • Carla Nunes (acordeonista, n. 1970)
  • Carlos Martins (saxofonista, n. 1961)
  • Carlos Soares da Silva (guitarra clássica)
  • Gonçalo Cercas (baixo)
  • Sidónio Pereira (guitarrista, n. 1957 – m. 2014)
  • Tanto Mar (grupo)
Acordeão Fadista

Formado por músicos de Sines e Santiago do Cacém, Acordeão Fadista é um projeto musical instrumental em que a guitarra portuguesa e o acordeão conjugam a dialética do imaginário português urbano e do imaginário português rural. Acompanhados pela viola e pela viola baixo, ao longo de fados e variações, estes dois instrumentos dialogam, improvisam e alternam entre si a função de solista, dando uma nova roupagem ao fado, através dos seus recursos tímbricos e estilísticos.

Carlos Soares da Silva

Carlos Soares da Silva nasceu em Lisboa e ainda menino mudou-se para Santiago do Cacém, Alentejo. Aos 17 anos iniciou a sua carreira acompanhando Jorge Chainho, pai do mestre António Chainho com quem ainda toca. Em Lisboa acompanhou muitos dos principais fadistas e guitarristas portugueses. Gravou com José Fontes Rocha, Manuel Mendes, António Parreira, Paulo Parreira, Ricardo Parreira. Participou em espectáculos com Fontes Rocha, Ricardo Rocha, Francisco Carvalhinho, Mário Pacheco, entre muitos outros. Nos anos 90 foi músico privativo de Nuno da Câmara Pereira. Acompanhou nomes como António Zambujo, Teresa Tarouca, José Manuel Barreto, Katia Guerreiro, Maria da Fé, entre muitos outros. Participou em mais de duas dezenas de gravações discográficas e em inúmeros programas de televisão em Portugal e no estrangeiro. Atuou em algumas dezenas de países do Canadá ao Sri Lanka, passando pela Índia e China. Depois de concluir o Conservatório diplomou-se em guitarra clássica pelo Royal College of Music e formou-se em guitarra de jazz na Escola de Jazz do Barreiro. É diretor artístico do grupo Tanto Mar.

Carlos Soares da Silva, guitarra, de Santiago do Cacém

Carlos Soares da Silva, guitarra, de Santiago do Cacém, créditos Duarte Gonçalves

Gonçalo Cercas

Natural de Ermidas-Sado, Santiago do Cacém, Gonçalo Cercas  descobriu a partir dos 7 anos o gosto pela guitarra clássica. Ainda jovem, integrou várias bandas de garagem de rock e covers com destaque para o Berg. Desenvolveu parte da sua formação na vertente de produção áudio na Escola de Tecnologias Inovação e Criação, em Lisboa. Mais tarde, através de amigos integrou o projeto Tem Avondo como baixista. Desde então o fado e o cante alentejano tornam-se o seu foco artístico levando-o a viajar pela Europa. Na sua carreira tem colaborado e acompanhado vários artistas nacionais, nomeadamente Diamantina, Ana Rodrigues, Pedro Moutinho, Teresa Tapadas, António Pinto Basto, João Chora, António Chainho, entre outros.

Gonçalo Cercas, guitarrista, de Santiago do Cacém

Gonçalo Cercas, guitarrista, de Santiago do Cacém

Tanto Mar

Criado em 2019, Tanto Mar surge da vontade de sete músicos com largos anos de experiência em reinventar a música tradicional portuguesa, originários do litoral alentejano. O grupo propõe-se a viajar à descoberta de novas sonoridades onde assistimos ao cruzamento entre o popular, o fado, as sonoridades contemporâneas e a worldmusic. Com um repertório variado podemos ouvir de Zeca Afonso a Mário Pacheco, com passagem pelo corridinho farense, Armando Torrão e Chico Buarque, entre outros.

Composto por guitarra portuguesa, acordeão, cordofones tradicionais portugueses, guitarra clássica, baixo, percussão e vozes, desenham paisagens musicais, de hoje e de sempre, numa viagem apaixonante às nossas raízes. Tanto Mar representa a descoberta, a inconformidade, a verdade e a necessidade de inovar sobre um património que é de todos. Com direção artística de Carlos Soares da Silva, a pesquisa identitárias do grupo leva-os a um Portugal profundo, esquecido, mas que faz parte da génese do povo lusitano.

Em constante evolução e investigação sobre a relação entre o antigo e o contemporâneo, todos os temas têm arranjos originais e são criados para suscitar no público uma viagem sensorial e arrebatadora. Bruno Mira, Carla Nunes, Carlos Soares da Silva, Catarina Claro, Gonçalo Cercas, Joana Luz e Pedro Sequeira são os músicos que integram o projeto.

António Chainho

António Chainho, guitarrista, de Santiago do Cacém

António Chainho, guitarrista, de Santiago do Cacém

Áurea

Áurea, cantora, de Santiago do Cacém, foto Anabela Santos

Áurea, cantora, de Santiago do Cacém, foto Anabela Santos

Carla Nunes

Carla Nunes é uma acordeonista, investigadora, autora, formadora e docente que se apresenta também com os projetos Tanto Mar e O Acordeão Fadista. É fundadora e professora da MusiCar.

Colaborou, como autora e coautora em 15 artigos com a Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, obra de grande fôlego em 4 grossos volumes que foi publicada em 2010.

Carla Nunes, acordeonista, de Sines

Carla Nunes, acordeonista, de Sines

Nascida em Lisboa, a 22 de março de 1970, mudou-se para o concelho de Sines, ainda bebé e reside em Santo André, Santiago do Cacém.

Os seus estudos musicais tiveram início em 1984, na Escola de Música da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, com o professor Manuel Campos, seguindo-se a aprendizagem do acordeão com a conceituada professora e acordeonista Ilda Maria, de Grândola.

Em 1990 estudou no Instituto Musical Vitorino Matono, Lisboa e, em 1993, no Conservatório Musical Regional de Setúbal. Em 1996, fez estudos musicais na Universidade de Barcelona como bolseira do Programa Erasmus.

De 1994 a 1997 fez Bacharelato em Ensino e Habilitação Profissional para Animador Musical e para a docência de Educação Musical no 1.º Ciclo do Ensino Básico, com média de 16 valores, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.

Entre 1994 e 1998 fez a Licenciatura em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.

Entre 1990-2000 concluiu o período do Docência do Doutoramento em “Aspectos Escénicos y Coreográficos en Historia de la Música”, na Universidade de Salamanca.

Entre 2002 e 2006 fez o Mestrado em Ciências Musicais – Etnomusicologia, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Dissertação intitulada “O baile Popular na Cabeça Gorda – a construção social de uma aldeia alentejana”, orientada pela Prof. Dra. Salwa Castelo-Branco, com a classificação final de Muito Bom.
No ano letivo 2009/2010, na mesma Universidade, concluiu a parte curricular do Doutoramento em Ciências Musicais-Etnomusicologia, com média de 18 valores.

De 2002 a 2005 e de 2006 até ao ano lectivo 2007/2008 foi docente de “Introdução à Etnomusicologia I”, “Introdução à Etnomusicologia II” e “História da Música Portuguesa.” na ESE de Setúbal. Na mesma ESE, em 2008/2009 foi docente de “Metodologias de Apreciação e Interpretação Musical” e “Música, técnicas e tecnologias” no Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico e orientou trabalhos de investigação.

Professora do Grupo 250, lecionando Educação Musical ao 2.º Ciclo do Ensino Básico, desde 1989, pertence atualmente ao Quadro do Agrupamento de Escolas de Santo André – Santiago do Cacém.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/santiago-do-cacem-antonio-chainho-guitarra.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:53:142025-03-21 23:41:40Santiago do Cacém e os seus músicos
José Castela, clarinetista
Músicas no Concelho

Santarém e os seus músicos

Músicos de Santarém

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Ana Deus (cantora, 1963)
  • Bela Bueri (fadista, 1948-2023)
  • Celestino Graça (etnógrafo, 1914-1975)
  • Fernando Ribeiro (acordeonista, 1935)
  • Filipe Rosa de Carvalho (organista)
  • Joaquim Luiz Gomes (diretor de orquestra, 1914-2009)
  • José Castela (clarinetista)
  • José Santos Rosa (compositor, 1931)
  • Leonardo Pereira (fado)

Joaquim Luiz Gomes

Joaquim Luiz Gomes, maestro, de Santarém

Joaquim Luiz Gomes, maestro, de Santarém

José Santos Rosa
José Santos Rosa, maestro, de Santarém

José Santos Rosa, maestro, de Santarém

José Santos Rosa, compositor e pedagogo musical, maestro e clarinetista, faleceu a 30 de dezembro de 2020 na sua terra natal, Pernes (Santarém), aos 89 anos de idade. Durante a sua carreira foi destacado instrumentista da orquestra da antiga Emissora Nacional, solista da Banda da GNR até formar a Grande Orquestra de José Santos Rosa que, durante largos anos, atuou no Casino da Figueira da Foz.

O Casino da Figueira, com uma fotografia na galeria do salão caffé, e a Assembleia Figueirense, como uma placa evocativa, homenagearam-no em vida.

José Santos Rosa compôs inúmeras obras e acompanhou nomes de primeiro plano da canção nacional, como Simone de Oliveira, Madalena Iglésias, entre outros, em programas televisivos e em vários palcos. A Câmara de Santarém emitiu uma nota de pesar onde lamenta profundamente a morte do músico e compositor, fundador da Orquestra Santos Rosa, um dos seus grandes legados. José Santos Rosa foi distinguido pela Câmara de Santarém como Scalabitano Ilustre, dedicou toda a sua vida à arte musical. “Promoveu o ensino da música com novos métodos de aprendizagem, criou escolas, bandas, orquestras infantis e juvenis no Centro de Iniciação Musical Pernense e foi diretor musical do Casino da Figueira da Foz”, lembrou o município. Em 2012, recebeu a medalha de mérito de Pernes.

Filipe Rosa de Carvalho (1892 – 1980) foi organista e compositor, professor de órgão, organista da Emissora Nacional e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Obteve o diploma da Academia Filarmónica de Bolonha em 1914, laureando-se em órgão com a mais alta classificação.

Em Portugal ocupou o cargo de professor de órgão no Conservatório Nacional entre 1935 e 1950, onde desenvolveu uma intensa atividade pedagógica que contribui para a formação de uma nova geração de organistas portugueses. Desenvolveu projetos para dotar as igrejas portuguesas de instrumentos modernos.

Em 1938 inaugurou o órgão da firma Tamburini da Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Lisboa, onde desempenhou as funções de organista. Filipe Rosa de Carvalho inaugurou com um concerto a 11 de Outubro de 1952 o órgão Ruffatti da Basílica do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Fátima. Manteve uma intensa atividade como compositor e organista de concerto. (Rafael Reis)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/jose-castela-clarinete.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:52:392026-05-05 20:16:29Santarém e os seus músicos
De Rebelo Bonito, Cancioneiro de Resende
Músicas no Concelho

Santa Marta de Penaguião e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Santa Marta de Penaguião
  • Rebelo Bonito (folclorista, 1896-1969)

cancioneiro de Resende

De Rebelo Bonito, Cancioneiro de Resende

De Rebelo Bonito, cancioneiro de Resende

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/santa-marta-de-penaguiai-rebelo-bonito-cancioneiro-de-resende.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:51:482024-12-14 23:12:09Santa Marta de Penaguião e os seus músicos
Alexandre Andrade, flauta, de Santa Maria da Feira
Músicas no Concelho

Santa Maria da Feira e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Santa Maria da Feira

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alcides Paiva (trombone)
  • Alexandra Trindade (violino)
  • Alexandre Andrade (flauta)
  • Alexandre Correia (violino)
  • Ângela Alves (soprano)
  • António Ribeiro
  • António Toscano (guitarra, 1932)
  • Arménio de Melo (guitarra, 1953)
  • Bianca Alves (soprano)
  • Diogo Silva (composição, 1982)
  • Fabiana Magalhães (soprano)
  • Ivo Pinto (maestro, trompetista)
  • Manuel Luís Azevedo (trompetista)
  • Mariana Cabral (violino)
  • Mário Anacleto (tenor)
  • Paulo Ferreira (tenor)
  • Rui Soares (órgão, cravo)
  • Sandra Correia (fado)
  • Paulo de Sá (guitarra, 1891-1952)
  • Ricardo Vieira (piano, 1984)
  • Sofia Carneiro Pais (piano)
Alexandra Trindade

Alexandra Trindade, violinista, nasceu em Mozelos, Santa Maria da Feira. Iniciou os estudos musicais na Academia de Música de Espinho. Prosseguiu na Academia de Música de Paços de Brandão na classe de Carlos Fontes. Com elevada classificação, concluiu, em 2003, a licenciatura em instrumento (violino) na Escola Superior de Música e Ar­tes do Es­pectá­culo do Porto, na classe de Zofia Woycicka. É mestre em ensino de música e pós-graduada em música pela Universidade de Aveiro. É detentora do título de especialista em performance.

Durante a sua formação, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Fre­quen­tou classes de aperfeiçoamento com os professores Gerardo Ribeiro, Vladimir Ovcharek, Angel Gimeno, Daniel Sta­­brawa, Jossif Grinman e em Música Antiga com Richard Gwilt. Frequentou workshops de método Suzuki com Betty Haag.

Foi so­­­lista com várias orquestras desta­cando-se a Orquestra Sinfónica da Universidade Estatal de Campinas (Brasil), Orquestra da Universidade da Extremadura (Espanha), Camerata da Orquestra Filarmónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim, Camerata Nov’Arte, Orquestra do Festival Inter­na­ci­o­nal de Música de Lagos, ESART Ensemble, “Sinfonieta” e Orquestra de Música Antiga da Es­cola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Porto, Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira e Ensemble das Terras de Santa Maria. Tocou sob a direção de Osvaldo Ferreira, Ivo Cruz, Marc Tardue, Sir Neville Marriner, Luís Carvalho, Omri Hadari, Francisco Rodilla Léon, Pedro Carneiro, Tugan Sokhiev, Cesário Costa, entre outros. Foi agraciada com vários prémios, nomeadamente de melhor finalista atribuído pela Fun­da­ção Eng. António de Almeida e pelo Rotary Club, 2º lugar no Prémio Jovens Músicos 2001 na categoria de mú­sica de câmara nível superior, Bolsa de Mérito pela Câmara Municipal de Espinho em 1990, Bolsas de Mé­­rito pelo Ins­tituto Politécnico do Porto em 1999 e 2001 e Bolsa de Mérito atribuída pela Univer­si­dade de Aveiro em 2012.

Orientou classes de aperfeiçoamento de violino na Universidade Estatal de Campinas (Brasil), SESI/FIEC (Fortaleza, Brasil), CCM/ARTAVE, Conservatório de Música de Fátima/ Ourém, Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, Conservatório de Música de Coimbra, Conservatório de Música de Braga Calouste Gulbenkian, Academia de Música e Dança do Fundão, Escola de Música do Centro de Cultura Pedro Ál­­vares Cabral em Belmonte, Escola Profissional de Música da Jobra, Academia d’Artes de Cinfães, entre outros. Integrou o corpo docente do Festival Música Júnior que teve lugar em Montalegre em 2012, 2013 e 2014. Foi assistente de concertino e chefe de naipe da Orquestra Sinfónica da Póvoa de Var­zim, entre 2002 e 2010, com a qual gravou para a editora numérica. Gravou igualmente para a RTP e RDP. Foi membro do júri do Concurso Capela, Concurso Internacional Paços’ Premium e Concurso Internacional “Cidade do Fundão”.

É chefe de naipe da Orquestra Filarmónica Portuguesa e da Camerata Nov’Arte. A sua classe conta com alunos premiados em Concursos Nacionais e In­ter­na­cio­nais, destacando-se a Orquestra de Jovens da União Europeia (EUYO), Orquestra Mundial, Orquestra de Jovens do Mediterrâneo, Academia Penderecki, Orquestra J.Futura (Itália), Pa­­ços’ Premium, Concurso Santa Cecília (Porto), Concurso Elisa Pe­dro­so (Vila Real), Orquestra de Câmara Portuguesa, JOP, Concurso de Instrumentos de Arco do Al­to Minho, Prémios de Mérito do IPCB, entre outros. É professora de Violino e presidente da Direção Pedagógica da Academia de Música de Paços de Brandão. É docente na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco e pertence à Comissão Ci­en­tífica do Mestrado em Música.

Alexandra Trindade

Alexandra Trindade, violinista, de Santa Maria da Feira

Alexandra Trindade, violinista, de Santa Maria da Feira

Alexandre Andrade

Alexandre Andrade é professor auxiliar do I.S.E.I.T-Viseu, Instituto Piaget (Portugal), professor convidado da Universidade Federal de Alagoas e Universidade Federal da Bahia (Brasil) e professor de Flauta no Conservatório de Música da JOBRA (Portugal).

É Licenciado em Ensino de Flauta Transversal (Universidade de Aveiro) em 1995, na classe de Pedro Couto Soares, realizou o Mestrado em Performance na Irlanda (Waterford Institute of Technology) em 1997, tendo estudado música antiga com Rachel Brown.

Doutorou-se em Música (Universidade de Aveiro) em 2005, dedicando a sua tese A PRESENÇA DA FLAUTA TRAVERSA EM PORTUGAL DE 1750 A 1850, seu repertório e performance do traverso na 2ª metade do séc. XVIII e 1ª metade do séc. XIX. Em novembro de 2013, no âmbito do programa Erasmus realizou uma classe de alto aperfeiçoamento e seminário no Real Conervatório Superior de Música de Madrid para as classes de Traverso e Flauta Moderna.

Leia AQUI a biografia completa.

Alexandre Andrade

Alexandre Andrade, flauta, de Santa Maria da Feira

Alexandre Andrade, flauta, de Santa Maria da Feira

António Ribeiro

António J. L. Ribeiro nasceu a 7 de dezembro de 1956 em Souto, Santa Maria da Feira. Deu início ao seu percurso musical aos 8 anos na banda da sua terra natal. Aos 9 anos integrou a Banda de Cucujães, onde tocava seu pai. Aos 13 anos iniciou os estudos musicais na Academia de Música de Santa Maria, em Santa Maria da Feira, na classe de Trompete. Posteriormente estudou Canto, Composição, Piano, e Flauta Transversal na classe de Maurício Dias Noites, tendo concluído o curso deste último instrumento com distinção.

Estudou Piano no Conservatório de Música de Aveiro e Canto na Escola de Campo Alegre no Porto, onde integrou a classe de Oliveira Lopes. Frequentou, na Universidade Católica, o Curso de interpretação de Canto Gregoriano.

Como flautista, em 1986 integrou a Orquestra das Escolas de Música Particulares (ano da sua fundação). Depois de concluído o curso de Flauta Transversal, trabalhou com os professores Olavo Barros e Wendy Quinlan. Frequentou vários cursos de Flauta com Herbert Weisseberg, Jorge Caryebchi, Machtiild Caryebch, Patrick Galoise, entre outros.

Como maestro, dirigiu várias bandas filarmónicas com destaque para a banda da sua terra natal, Banda Musical de Souto da Feira (onde criou a Escola de Música) e a Banda do Pinheiro da Bemposta, última banda que dirigiu. Dirigiu várias orquestras de cordas e de sopros e vários coros.

Estudou Direcção de Banda com os Maestros Alberto Roque, Major Monteso e Paulo Martins. Estudou Direcção de Orquestra com o Maestro Osvaldo Ferreira tendo dirigido a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Castelo Branco. Estudou Direcção de Coros com os maestros Denis Dupays, Edgar Saramago e Herbert Velten. Com este último, estudou em Fátima, a partir de 1995, no Curso de Direcção Coral de Música Litúrgica, curso que viria a concluir em 1998.

Criou a primeira Banda Filarmónica de raiz numa escola pública portuguesa, na EB2,3 de S. João da Madeira onde é professor.

É comentador residente no festival de Bandas “Filarmonia ao mais alto nível”.

Em  Composição, venceu vários concursos destacando o prémio mais recente no Concurso Nacional de Composição – Cidade de Aveiro, com a peça “As Montanhas do Mónaco”.

Estudou Composição com os professores F. J. Stoiber e António Mário e Eugénio Amorim entre outros. Frequentou na Universidade Católica, o Curso de Harmonia em Evolução com Zsolt Gardonyi. Algumas das suas composições são apresentadas na antena 2 em rubricas de novos compositores.

Tem vindo a realizar variadíssimos arranjos, por encomenda, para os mais diversos conjuntos instrumentais. Desde 2006, estuda Composição e Orquestração, em privado, com Evgueni Zoudilkine e Teodoro Aparício.

Como professor, exerceu o cargo de diretor pedagógico em várias escolas vocacionais de música. Lecionou a disciplina de Flauta Transversal até ao ano letivo 2004 em várias escolas do país. É professor efetivo do 2º e 3º ciclos no grupo de Educação Musical na Escola EB2/3 de S. João da Madeira.

Tens vários trabalhos de reflexão editados sobre os benefícios da música nas crianças.

É licenciado em Educação Musical.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Diogo Silva

Diogo Santos Silva iniciou os estudos musicais na Academia de Música de Santa Maria da Feira aos seis anos de idade. Frequentou inicialmente o Curso Complementar de Instrumento (Flauta Transversal), tendo posteriormente estudado guitarra como 2º instrumento. Frequentou, na mesma academia, aulas de percussão durante 2 anos. Ingressou o Curso de Física/Matemática Aplicada (Astronomia) na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto no ano 2000, tendo frequentado o 3º ano curricular.

Em 2006, ingressou a licenciatura em Música – Composição, no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, onde estudou composição com o professor Virgílio Melo. Terminou em Julho de 2016 o Mestrado em Ensino de Música, ramo de Composição, com a dissertação “Contraponto em ATC II – Uma abordagem diferente ao curriculum da disciplina”.

É professor de Teoria e Análise Musical e Física do Som na Escola Profissional de Arte de Mirandela.

Fabiana Magalhães

Natural de Fiães, Fabiana Pereira Magalhães iniciou os estudos musicais com 7 anos de idade e aos 11 anos iniciou os estudos oficiais na Academia de Música de Paços de Brandão onde concluiu o 7º grau em 2005, com piano como primeiro instrumento e canto como segundo. Nesse ano, ingressou no Conservatório Superior de Música de Gaia no Curso de Canto Teatral, na classe de Sílvia Mateus.

Fabiana Magalhães

Fabiana Magalhães, soprano, de Santa Maria da Feira

Fabiana Magalhães, soprano, de Santa Maria da Feira

Posteriormente, ingressou no curso de Canto da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, na classe dos professores António Salgado e Sofia Serra, concluindo a licenciatura em 2009. Nesse ano frequentou o Curso de Verão de Música Antiga do Conservatório de Amesterdão onde estudou canto com Johannette Zomer.

Desde 2007, integra o quarteto “Gaudium Vocis” do qual é membro fundador. Entre 2010/12 aprofundou os estudos de canto no Conservatório de Amsterdão com Renée Harp e Pierre Mak. Frequentou várias classes de aperfeiçoamento com vários mestres com destaque para: Ivo Cruz, Constantin Sandu, Fausto Neves, Fernanda Correia e Susan McCulloch. Tem-se dedicado ao repertório antigo incidindo no virtuosismo Barroco europeu, o que a levou a apresentar-se em concertos a solo em Portugal, Holanda, Bélgica, França e Itália. A nível coral colabora com o Coro da Casa da Música e é membro fundador do Coro Musicam Sacram. Leciona no Colégio de Música de Fiães do qual é fundadora.

Gil Ferreira

Filho de pais emigrantes, nascido em 1981 na Venezuela, Gil Ferreira é um músico, professor e gestor cultural, atualmente eleito local em funções públicas. Iniciou os  estudos artísticos, em 1997, na Academia de Música de Santa Maria da Feira onde concluiu o 8º grau em guitarra clássica. Paralelamente, entre 1998 e 2004, frequentou a Escola de Jazz do Porto. É licenciado em Música pela Universidade de Aveiro, na variante de Guitarra/Performance, onde trabalhou sob a orientação de mestres como Paulo Vaz de Carvalho, Pedro Rodrigues e António Chagas Rosa. Em 2012, na Universidade de Aveiro, concluiu o Mestrado em Ensino de Música com o tema de investigação “A iniciação à guitarra em videochamada”.

Paralelamente frequentou várias classes e cursos de aperfeiçoamento com professores como Alberto Ponce, Roberto Aussel, Jozef Zsapka, Dejan Ivanovic, Pedro Rodrigues, Paulo Amorim, Paula Marques, Tim Steiner e Sam Manson (abordagens de reportório). Frequentou, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o curso de Licenciatura em Filosofia. Enquanto professor do ensino artístico especializado, na Academia de Música de Vilar do Paraíso, orientou, de 2009 a 2013, uma classe com um palmarés de alunos laureados em Concursos de Guitarra nacionais e internacionais. Foi fundador e diretor artístico do Festival de Guitarra de Terra de Santa Maria (nas edições de 2008 e 2011) por onde passaram artistas de vulto nacional e internacional tais como Marcin Dylla, Pedro Rodrigues, António Chainho, Fernando Alvim, Paulo Vaz de Carvalho e Augusto Pacheco. Está ligado a projetos de voluntariado cultural desde os 13 anos de idade, tendo sido dirigente associativo entre 2007 e 2013 no Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira, período no qual se destacam projetos, sob a sua direção, tais como a Oficina d’Artes, Ciclo de Jazz do Orfeão da Feira (2007 a 2012) e programação celebrativa do centenário da instituição.

Gil Ferreira

Gil Ferreira, guitarrista

Gil Ferreira, guitarrista

É, desde 2013, Vereador do Pelouro da Cultura, Turismo, Biblioteca e Museus no Município de Santa Maria da Feira. Pertence à Comissão Executiva da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria e é diretor executivo do Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua e Centro de Criação. Membro dos grupos temáticos de Cultura e Turismo no Eixo Atlântico, membro do Conselho de Vereadores – vertentes de Cultura e Turismo – na Área Metropolitana do Porto. É representante do Município de Santa Maria da Feira no Conselho de Fundadores da Fundação Serralves. É Presidente da Assembleia Geral da empresa municipal Feira-Viva Cultura e Desporto E.M. e presidente da assembleia geral da Sociedade de Turismo de Santa Maria da Feira S.A. Foi considerado a “Personalidade dos Eventos 2016” na 9ª Gala dos Eventos, em Lisboa.

José Brito

José Manuel Ferreira Brito nasceu em Santa Maria da Feira, iniciando os estudos musicais com a idade de 11 anos, na Academia de Música de Paços de Brandão onde concluiu o curso de Complementar de Saxofone. Em janeiro de 1985 ingressou no Serviço Militar, como músico, na Banda da Região Militar Norte. Neste ramo das Forças Armadas, passou ao Quadro Permanente em agosto de 1988, ficando colocado na Banda do Exército como solista em Saxofone Alto. Durante a sua permanência no Exército foi professor das disciplinas de Saxofone, Harmonia, Transcrições Musicais, Instrumentação, Acústica e Organologia aos diversos cursos de promoção da especialidade, incluindo elementos oriundos dos PALOP.

Concluiu a Licenciatura em Direcção de Orquestra, na Academia Nacional Superior de Orquestra, na Classe do Maestro Jean-Marc Burfin, em Julho de 1999.

Durante a frequência do curso dirigiu regularmente a Orquestra Académica Metropolitana em concertos realizados em diversas localidades do país. Frequentou classes de aperfeiçoamento de Direção de Orquestra, com os maestros Luca Pfaff, Jean-Sébastien Béreau e Robert Delcroix. Na Direcção de Banda participou na masterclass promovida pela Universidade Nova de Lisboa e ministrada por Sir David Whitwell, em 2002, constituída por uma sessão prática sobre “Sonoridades das Bandas” e por uma conferência subordinada ao tema “The Role of the Wind Bands in the 21st Century” (“O papel das Bandas no Séc. XXI”). Em 2005 participou, como ouvinte, na Masterclass de Direção de Banda ministrada pelo Maestro norte-americano Dr. Mitchell Fennell que decorreu na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa.

Após ter terminado a sua licenciatura foi convidado para lecionar as disciplinas de Orquestra, História da Música e Saxofone no Conservatório Metropolitano de Lisboa nos anos letivos de 1996-1997 a 2000/2001. Lecionou, também, Saxofone na Escola de Música Leal da Câmara, em Sintra e no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, em Beja. Foi membro fundador, Diretor Artístico e Maestro da “Orquestra de Sopros de Sintra” e da Camerata Instrumentalis da Amadora. Fez parte do corpo Docente dos “Cursos de Aperfeiçoamento de Maestros Amadores” promovidos pelo INATEL. Foi Maestro da Orquestra de Sopros do “I Curso para Jovens Músicos de Leiria” e professor de Música de Câmara do “V Curso para Jovens Músicos de Caldas da Rainha”. Fez parte do corpo Docente dos “Cursos para Instrumentistas e Regentes” promovidos pelo Conservatório Regional do Baixo Alentejo. Ministrou classes de aperfeiçoamento de Direcção de Banda em Arrifana, Gançaria, Ovar, Madeira e Montalvo, promovidas por Cardoso&Conceição. Foi Maestro convidado da Orquestra Clássica da Madeira, em 2001, efetuando concertos em localidades da ilha da Madeira. Em 2003, foi Maestro convidado para orientar o 11º Estágio da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, que decorreu em Tomar. Em 2009 foi Maestro convidado da Lungegaardens Musikkorps da cidade norueguesa de Bergen, tendo efetuado um concerto no prestigiado Grieg Hall com o patrocínio do Instituto Camões.

No ano letivo de 2010/2011 foi professor de Direção e de Literatura de Orquestra de Sopros do Mestrado em Direção de Orquestra de Sopros do Instituto Piaget de Almada. Neste âmbito foi, também, professor  orientador de uma tese final de mestrado (componente prática). Tem feito parte do Júri em provas finais de mestrado em Direção de Banda/Orquestra de Sopros, de concursos de jovens instrumentistas e de concursos de Bandas Civis. É autor de um “Manual de Instrumentação e Orquestração de Banda” e de “Apontamentos de Acústica e Organologia”, bem como de diversas transcrições, adaptações, arranjos e composições musicais direcionadas para a Banda Sinfónica da PSP e para outros agrupamentos do género. Autor de diversos artigos literários específicos do campo do ensino da Direção de Banda e de artigos sobre a Banda Sinfónica da PSP, alguns publicados em Revistas e periódicos (nacionais e internacionais) da especialidade.

Desde 1996, é membro da IMMS (International Military Music Society). Em maio de 2000 ocupou o cargo de Maestro Assistente da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, tendo ingressado nesta Instituição depois de ter prestado provas e de ter sido aprovado no Concurso Público para preenchimento de uma vaga para o posto de Subcomissário. Foi promovido ao posto de Comissário em 2007 e desempenha funções de Chefe da Banda em Exercício desde Junho de 2009.

Sob a sua direção a Banda Sinfónica da PSP já gravou 6 CD, levando internacionalmente a imagem da Instituição PSP. Tem promovido sessões de formação em várias áreas da vertente musical quer para o pessoal interno quer para pessoal externo, mostrando ao país o trabalho desenvolvido por profissionais da Polícia de Segurança Pública a prestar serviço na Banda Sinfónica da PSP, de realçar a 1ª Semana Académica “Cultura em Segurança”. Sob o seu convite vários Maestros e Solistas de carreira e prestígio internacional têm trabalhado com a Banda Sinfónica da PSP, granjeando os mais calorosos e motivadores comentários sobre o trabalho desenvolvido em prol da cultura portuguesa.

Mariana Cabral nasceu em 1999, em Santa Maria da Feira. Iniciou os estudos musicais aos 5 anos na Academia de Música de Paços de Brandão, na classe de Alexandra Trindade e Augusto Trindade, com quem prosseguiu na Licenciatura, na Escola Superior de Artes Aplicadas, em Castelo Branco.

É membro da Orquestra Filarmónica Portuguesa e é regularmente convidada a colaborar com a Orquestra de Câmara Portuguesa.

Adicionalmente, já trabalhou com a Orquestra Gulbenkian, Lisbon Film Orchestra e a Deutsche KammerOrchester.

Como músico de orquestra, integrou também várias orquestras de jovens, entre as quais a Jovem Orquestra Portuguesa (Portugal, 2013-2018), a Natioonal Jeugd Orkest (Tour de Inverno de 2018 – Holanda), o Euregio Musik Festival Orchestra (Alemanha, desde 2018), a Orquesta Joven de Extremadura (Espanha, desde 2018), entre outros.

Colaborou com maestros como Peter Stark, Geroge Fritzsch, Nazanin Aghakhani, Jean-Sébastien Béreau, Hossein Pishkar, Lorenzo Viotti, Andrés Salado, Osvaldo Ferreira, Pedro Carneiro, entre outros.

Durante a sua formação apresentou-se a solo em recitais no Museu Soares dos Reis e na Academia de Música de Paços de Brandão.

Frequentou cursos de aperfeiçoamento solo orientados pelos professores Jack Liebeck, Remus Azoitei, Zsolt-Tihamér Visontay, Eszter Haffner, Barbara Doll, Mayuko Kamio, Zofia Wóycicka, entre tantos outros; bem como de música de câmara, a destacar os professores Mats Zetterqvist, Caroline Strumphler e Krzysztof Wisniewski.

Mariana Cabral

Mariana Cabral nasceu em 1999, em Santa Maria da Feira. Iniciou os estudos musicais aos 5 anos na Academia de Música de Paços de Brandão, na classe de Alexandra Trindade e Augusto Trindade, com quem prosseguiu na Licenciatura, na Escola Superior de Artes Aplicadas, em Castelo Branco.

É membro da Orquestra Filarmónica Portuguesa e é regularmente convidada a colaborar com a Orquestra de Câmara Portuguesa.

Adicionalmente, já trabalhou com a Orquestra Gulbenkian, Lisbon Film Orchestra e a Deutsche KammerOrchester.

Como músico de orquestra, integrou também várias orquestras de jovens, entre as quais a Jovem Orquestra Portuguesa (Portugal, 2013-2018), a Natioonal Jeugd Orkest (Tour de Inverno de 2018 – Holanda), o Euregio Musik Festival Orchestra (Alemanha, desde 2018), a Orquesta Joven de Extremadura (Espanha, desde 2018), entre outros.

Colaborou com maestros como Peter Stark, Geroge Fritzsch, Nazanin Aghakhani, Jean-Sébastien Béreau, Hossein Pishkar, Lorenzo Viotti, Andrés Salado, Osvaldo Ferreira, Pedro Carneiro, entre outros.

Durante a sua formação apresentou-se a solo em recitais no Museu Soares dos Reis e na Academia de Música de Paços de Brandão.

Leia AQUI a biografia completa.

Paulo Ferreira

Natural de Santa Maria da Feira, Paulo Ferreira realizou na Academia de Música de Santa Maria, os estudos de Violoncelo, Piano e Canto, onde veio a concluir, este último, com a classificação máxima, sempre como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Mais tarde prosseguiu o Curso de Canto na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, na classe de José de Oliveira Lopes, onde veio a concluir sempre com as classificações máximas. Foi vencedor absoluto do 1º Prémio do II Concurso Internacional de Canto Tomaz Alcaide (Categoria de Concerto) e do 3º Prémio do IV Concurso Nacional de Canto Luísa Todi, entre outros.

Tem actuado num vasto número de concertos e recitais em Portugal, Espanha, França, Bélgica e Alemanha, gravando para a RTP, para a RDP – Antena 2 e para a UER. Em Portugal, tem colaborado com os palcos mais destacados, nomeadamente Teatro Nacional de São Carlos, Centro Cultural de Belém, Teatro da Trindade, Teatro Nacional de São João, Teatro Rivoli e Coliseu do Porto.

Durante alguns anos cantou como barítono, onde se estreou na Ópera “La Traviata” de Verdi, a convite do Círculo Portuense de Ópera. Conta já, no seu currículo operático, com papéis principais ou destacados em óperas de Mozart (“As Bodas de Fígaro” e “Cosí Fan Tutte”), Bizet (“Carmen”) e Verdi (“La Traviata”), sendo de assinalar, ainda, as suas interpretações em óperas de Puccini (“Tosca” e “Turandot”), Ravel (“L’Enfant et les Sortilèges”), Maderna (“Satyricon”), Sousa Carvalho (“L’Amore Industrioso”), Schumann (Cenas de “Fausto” e “Manfred”), Virgil Thompson (“Four Saints in Three Acts”), Stravinsky (“O Rouxinol”) e Pinho Vargas (“Os Dias Levantados”) – esta última editada em CD pela EMI – Valentim de Carvalho. Já como tenor, em 2005, interpretou o papel de Monostatos em “A Flauta Mágica” de Mozart numa co-produção do Circulo Portuense de Ópera e do Coliseu do Porto.

Leia AQUI a biografia completa.

Paulo Ferreira

Paulo Ferreira, tenor natural de Santa Maria da Feira

Paulo Ferreira, tenor

Ricardo Vieira

Natural de Santa Maria da Feira, Ricardo Vieira começou os seus estudos musicais aos 9 anos, na Academia de Musica de Santa Maria da Feira, sendo mais tarde aluno de Eduardo Resende.

Em 2004 tornou-se aluno de Caio Pagano e Paulo Alvares na ESART, em Castelo Branco, onde se licenciou. Foi bolseiro em todas as instituições que estudou.

Solista desde muito novo, Ricardo Vieira deu aos 16 anos o seu primeiro concerto com orquestra, que teve lugar no Teatro S. Luiz (Lisboa), sob a batuta do maestro Osvaldo Ferreira.

Ricardo Vieira apresenta-se como solista e em música de câmara em diversas cidades de Portugal e no estrangeiro (Holanda, França, Alemanha, África do Sul, Japão, Cabo Verde, Espanha).

Como solista teve a oportunidade de trabalhar com Pedro Burmester, Helena Sá e Costa, Vitalij Margulis, Luís Moura e Castro, Paul Badura-Skoda, Boris Berman, Gerome Granjon, Roy Howat, Constantin Sandu, Inga Dzectser, Patricia La Vega, Frank van de Laar, entre outros.

Ricardo Vieira

Ricardo Vieira, pianista de Santa Maria da Feira

Ricardo Vieira, pianista de Santa Maria da Feira

Leia AQUI a biografia completa.

Rui Soares

Natural de Fiães, concelho de Santa Maria da Feira, Rui Soares é organista e cravista.

Aprendendo órgão como autodidata, cedo ocupou o lugar de organista da sua Paróquia. Foi admitido, como exceção (com 14 anos) na Escola de Ministérios Litúrgicos – Diocese do Porto – onde frequentou o Curso de Música Litúrgica na vertente Órgão. Em 2005, sob orientação de Luca Antoniotti, concluiu com nota máxima o Curso Complementar de Órgão no Conservatório Regional de Gaia. Paralelamente, realizou com Ana Mafalda Castro, o Curso Livre de Cravo da ESMAE – Porto.

Em 2006 concluiu o III Curso Nacional de Música Litúrgica na vertente Direção. Obteve o grau de licenciado em Música Sacra pela Escola das Artes – Universidade Católica Portuguesa, onde concluiu a Disciplina de Órgão com nota máxima na classe de Luca Antoniotti. Frequentou vários cursos, seminários e master-classes de aperfeiçoamento, sob orientação de insignes mestres, entre os quais se destacam Roman Perucki, Olivier Latry, Franz J. Stoiber, Daniel Roth, Kristian Olesen, Leonel Rogg, Bernard Winsemius.

Em 2008 efetuou uma gravação de órgão para a RDP.

Como compositor, para além de vários cânticos compostos para a liturgia, estreou em 2008 em Lisboa a Cantata para o Natal para orquestra, coro e solista e em 2009 a “Missa Ressuressis Die” para 2 coros, metais e órgão.

Leia AQUI a biografia completa.

Rui Soares

Rui Soares, organista de Fiães, Feira

Rui Soares, organista de Fiães, Feira

Sofia Carneiro Pais

Natural de São João de Ver, concelho de Santa Maria da Feira, Sofia Carneiro Pais, iniciou o seu percurso musical aos 6 anos na Academia de Música de Santa Maria da Feira onde teve como professores de Piano Maria Cidália Cruz, Filipa Meneses e Elsa Silva.

Concluiu em 2018 a Licenciatura em Piano na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE) com os professores Madalena Soveral e Constantin Sandu.

Em 2020, concluiu o Mestrado em Ensino de Música sob orientação do Professor Fausto Neves, na variante de Instrumento – Piano, na Universidade de Aveiro.

Ao longo do seu percurso académico, participou em diversas classes de aperfeiçoamento com pianistas como Jean-François Antonioli (Suíça), Balázs Fülei (Hungria), Hortense Cartier-Bresson (França), Luíz Moura e Castro (Brasil), Pedro Burmester (Portugal), Álvaro Teixeira Lopes (Portugal), Miguel Borges Coelho (Portugal), Artur Pizarro (Portugal), Ana Guijarro (Espanha), Pablo Galdo (Espanha), Xavier Torres (Espanha), Jésus María Gomez (Espanha), Fernando Puchol (Espanha).

Tocou em recitais a solo na Reitoria da Universidade do Porto, no Ateneu Comercial do Porto, em Portimão, entre outros.

Paralelamente aos seus estudos como solista, é pianista de grupos de Música de Câmara – Trio daBarca, Trio Inverso, duos de Piano – com os quais tocou em diversos festivais, nomeadamente Festival Gravíssimo em Alcobaça, Festival ESMAE, Festival Euroclassical, Festival de Música de Fânzeres ou São Gonçalinho Street Arts Fest.

É ainda pianista na Orquestra e Banda Sinfónica de Jovens de Santa Maria da Feira, sob a direção do maestro Paulo Martins.

É professora de Piano no Conservatório de Música de Felgueiras, na Academia Valentim de Carvalho, no Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira e na Tuna Musical Mozelense.

Bio publicada a 20 de setembro de 2021

1 Comment
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/santa-maria-da-feira-alexandre-andrade-flauta.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:51:092024-10-28 15:42:24Santa Maria da Feira e os seus músicos
Sofia Rodrigues, flautista, musicóloga e pedagoga
Músicas no Concelho

Salvaterra de Magos e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Salvaterra de Magos

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis tem como objetivo aproximar dos munícipes os músicos e a música do Concelho.

  • António Paulo Cordeiro (maestro, compositor)
  • Armando Calado (tenor, produtor)
  • João Viana (fadista)
  • Sofia Rodrigues (flautista, musicóloga)

Armando Calado

Armando Calado é um tenor lírico e produtor que nasceu na vila de Muge, Salvaterra de Magos, distrito de Santarém, Ribatejo. Começou a cantar no coro da Igreja Matriz de Muge, onde também dirigiu o coro paroquial. Entrou no seminário com 16 anos. Esteve dois anos no pré-seminário em Santarém e o mesmo período no seminário em Almada. Para entrar no Conservatório de Música de Lisboa não precisou de qualquer audição. Depois de o ouvirem os próprios professores de canto propuseram o seu nome para ser aluno e foi admitido.

Mais tarde, foi por telefone que o tenor Armando Calado fez uma audição diretamente para a Royal Academy of Music, em Londres. A cantora lírica Ana Ester Neves fez o primeiro contacto e a professora da escola de música ouviu-o e disse-lhe que o queria como aluno. Em Setembro de 1996 foi para Londres onde viveu onze anos.

O musical Evita adiado para o primeiro semestre de 2021 por motivos da pandemia, é produção de Armando Calado. A produção mantém os locais de estreia: Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota (no Porto) e Altice Arena (em Lisboa).

Armando Calado foi também o produtor artístico que, em 2019, produziu, a nível nacional, O Fantasma da Ópera, e conta com encenação de Pedro Ribeiro e coreografia de Sofia Loureiro. Do elenco fizeram parte Sofia Escobar (Christine Daaé), Lara Martins (Carlotta), Jorge Baptista da Silva (Fantasma). Bruno Almeida (Fantasma), Filipe de Moura (Raoul), David Ripado (Raoul), Ricardo Panela (Firmin), Mário Redondo (André), Cátia Moreso (Madame Giry), Patricia Quinta (Madame Giry), Hélia Castro (Cover Christine), Ana Cosme (Cover Carlota), Armando Calado (Cover Raoul) Pedro Ribeiro (Encenador).

Sofia Rodrigues

Residente em Vila Franca de Xira, Sofia Rodrigues é natural de Salvaterra de Magos. Iniciou os estudos musicais aos 7 anos na AHBVSM (Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos), em Flauta Transversal. Ingressou no Conservatório Nacional na classe de João Pereira Coutinho.

Paralelamente optou por uma visão abrangente do fenómeno musical, licenciou-se em Ciências Musicais/Musicologia, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Com um interesse crescente pelo impacto da música no desenvolvimento humano, prosseguiu os seus estudos na mesma Faculdade numa pós-Licenciatura no Ramo da Formação Educacional, complementando a sua base académica com formações contínuas em psicologia e pedagogia musical.

Sofia Rodrigues, flautista, musicóloga e pedagoga

Sofia Rodrigues, flautista, musicóloga e pedagoga

A sua carreira enquanto instrumentista é marcada por grupos no âmbito da Música de Câmara, sob a direção do Professor Fernando Eldoro, explorando o repertório clássico e também numa abertura estética à modernidade ao integrar o grupo de música contemporânea dirigido pelo conceituado professor e compositor Álvaro Salazar.

A sua experiência orquestral incluiu participações ocasionais com a Orquestra Sinfónica Juvenil, uma das mais relevantes instituições de formação orquestral em Portugal, além de ter integrado diferentes formações corais.

Para além da performance dedicou-se ao associativismo e à gestão cultural, tendo integrado os corpos de Direção do Ateneu Artístico Vilafranquense. Nesta instituição centenária, desempenhou um papel ativo na dinamização de eventos, colaborando estreitamente com a Banda e o Coro, reforçando o papel da música na comunidade.

Desde 2001, tem uma trajetória ligada ao Ensino da Música.

FOI NOTÍCIA

António Paulo Cordeiro

António Paulo Cordeiro nasceu em 1876, como muitos outros músicos a aprender solfejo na escola de música da banda. O seu instrumento favorito era o Cornetim. Entre as muitas “histórias” de que foi protagonista, conta-se que, num concerto de bandas civis em Santarém, em que participou a Banda dos Bombeiros de Salvaterra, António Cordeiro tocava uma peça de difícil execução, as variações do Carnaval de Veneza. O vento forte que se fazia sentir no local do concerto, levou-lhe as partituras. O maestro ficou atrapalhado, mas o exímio musico continuou pávido e sereno a executar a solo, que lhe valeu uma ovação da assistência.

Esteve à frente de várias bandas da região e da própria banda de Salvaterra como maestro. Ensinou a arte da música a muitos jovens e conseguiu apresentar crianças em concertos a tocar áreas de música clássica. Entre as várias peças que criou como compositor, destacam-se a marcha fúnebre Coroa de Espinhos e o Passe Doble Faculdades, em homenagem ao toureiro do primeiro quartel do séc. XX, de nome Faculdades.

Em 1987, vinte e dois anos depois do seu falecimento, a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, homenageou-o. O ato solene teve lugar, no dia 1 de janeiro de 1987, com o descerrar na vila, numa rua de construção recente, uma placa toponímica com o seu nome e, foi distribuído um folheto com a informação do António Paulo Cordeiro – Músico! Tal folheto, José Gameiro fez publicá-lo, no jornal “O Ribatejo” de que era colaborador, e saiu na edição de 9 do mesmo mês.

Antigo músico, maestro e compositor, António Paulo Cordeiro foi homenageado, dia 1, pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e pela Banda de Música dos Bombeiros Voluntários. A homenagem a este homem que muito contribuiu para o desenvolvimento cultural de Salvaterra, foi constituída pelo descerramento de duas placas toponímicas com o seu nome, no antigo largo da Casa do Povo, a que estiveram as entidades locais; presidente da câmara e vereadores, o filho do homenageado, Dr. João Paulo Cordeiro, entre muitos outros salvaterrenses.

Fonte: José Gameiro

João Viana

João Manuel Viana Rodrigues nasceu em Salvaterra a 22 de abril de 1947, filho de Rita Viana e Joao Caniço. Viveu até aos 11 anos em casa do seu avô adotivo, José Raimundo, depois juntou-se aos pais numa propriedade na Lezíria onde permaneceu até se mudar para Lisboa. Canta desde pequeno. Recorda que no campo se cantava ao desafio e que, enquanto não trabalhavam com os homens, os rapazes acompanhavam as mulheres nas mondas. “Ouvia-as cantar e cantava com elas”. Terá herdado da mãe 0 gosto pela música, bem como os seus irmãos, a primeira geração dos “Irmãos Viana”.

Os seus netos Pedro e Bernardo reconhecidos músicos profissionais, terão começado a aprender música porque gostavam de poder acompanhar 0 avô. Pedro, na guitarra portuguesa, músico da fadista Cuca Roseta e Bernardo, na viola de fado, músico da fadista Raquel Tavares, podemos assim falar de uma nova geração dos “Irmãos Viana”. Confessou ter pensado muitas vezes reunir a família para gravar um disco, poderia fazê-lo em exclusivo com músicas da sua autoria, pois para além de cantor é também compositor. João Viana fez parte do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos, mais de 20 anos, onde para além de cantar, tocava harmónica de boca.

BANDAS

Xerife

Xerife é o nome de uma banda de originais “Xerife” cujos membros são oriundos, na sua maioria, do concelho de Salvaterra de Magos.

Xerife, banda de originais

Xerife, banda de originais

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/sofia-rodrigues-flauta-transversal.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:37:452026-03-12 23:45:33Salvaterra de Magos e os seus músicos
Emanuel, cantor, de Sabrosa
Músicas no Concelho

Sabrosa e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Sabrosa

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Alexandre Fonseca (regente, m. 2013)
  • Emanuel (cantor, 1957)
  • Manassés de Lacerda (1885-1962)
Emanuel, cantor, de Sabrosa

Emanuel, cantor, de Sabrosa

HISTÓRIA DA MÚSICA

Alexandre Fonseca

Professor, músico, maestro, compositor, Alexandre Teixeira da Fonseca nasceu na freguesia de Covas do Douro, Sabrosa (distrito de Vila Real), em 1932, e desde muito cedo revelou gosto pela música. Recebeu os primeiros ensinamentos musicais em criança, do Mestre Laurentino Gonçalves Macedo. Formou-se em Trombone no Conservatório de Música do Porto. Estudou ainda Canto e Piano. Fez diversos cursos, o curso sobre a Moderna Pedagogia Musical, orientado pelos professores Edgar Williams e Jos Wuytack e o curso superior de Composição.

Estava igualmente habilitado como profissional regente de Orquestra, regente de Coros, regente de Bandas Civis e Instrumentista.

Em 1951 foi incorporado na Banda do Regimento de Infantaria do Porto, mediante concurso público. Passado pouco tempo, ascendeu a músico de 1ª classe, como solista, e ao posto inerente. Fez parte integrante de várias orquestras, designadamente, Orquestra Sinfónica do Porto e dirigiu bandas e grupos corais.

Desde 1973 foi docente no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, nas disciplinas de Acústica/Organologia e Aerofones, e desde 1989 na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (Artave).

Como compositor possui inúmeras obras, de géneros e características diferentes, entre elas: “Homenagem ao Dr. Manuel Vaz” – marcha de rua; “Viajante Selecto”- marcha de rua; “São Salvador” – marcha grave, entre muitas outras obras, executadas no nosso País e no estrangeiro. Foi premiado várias vezes. Em 1971 tornou-se membro da SPA, e cooperador em 1999. Alexandre Fonseca morreu a 27 de janeiro de 2013.

Manassés de Lacerda

Manassés Ferreira de Lacerda Botelho nasceu em Sabrosa (concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, Trás-os-Montes, Portugal, a 6 de janeiro de 1885 e faleceu no Rio de Janeiro (Brasil), a 18 de maio de 1962. Manassés de Lacerda estudou em Coimbra entre 1900 e 1904, ano em que reprovou no lº ano do Liceu. Em 1905 chega ao Porto incorporado voluntariamente num regimento de cavalaria.

Compositor e cantor de fados, dono de uma bela voz de tenor, extensa e bem timbrada, gravou em 1905 ou 1906, para a Companhia Francesa do Gramophone alguns fados, com acompanhamento de piano, entre os quais o Fado das Lágrimas, o Fado dos Sonhos, o Fado Maria mais conhecido pelo Fado Manassés e o famoso Fado Hilário. Em 1908, casou-se e emigrou para o Brasil com a esposa. Voltou a Portugal em 1917 e tornou definitivamente ao Brasil em 1919.

Manassés de Lacerda

Manassés de Lacerda, fado, de Sabrosa

Manassés de Lacerda, fado, de Sabrosa

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/sabrosa-emanuel-cantor.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:36:532024-12-19 19:45:19Sabrosa e os seus músicos
Nuno Costa, compositor, de Ribeira de Pena
Músicas no Concelho

Ribeira de Pena e os seus músicos

Músicos naturais do Concelho de Ribeira de Pena

Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.

  • Afonso Sanches de Portugal (trovador, 1289-1329)
  • Nuno Costa (compositor)
Nuno Osório

Nuno Osório, natural de Lamego, maestro da Banda da Academia das Artes de Ribeira de Pena, recebeu uma homenagem por parte do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, no âmbito da sua obra musical “O Patrulheiro” da GNR, apresentada pela Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Nuno Osório é licenciado em Composição pela Escola Superior de Música e Artes e Espetáculo (ESMAE) e Mestre em Direção de Orquestra pela Universidade de Aveiro (DECA). Também faz parte da Banda de Música da Guarda Nacional Republicana. Na Academia das Artes ribeirapenense leciona a disciplina de percussão/bateria e dirige a classe de conjunto.

Com ampla experiência na área da música para banda, o maestro e compositor Nuno Osório recebe, em conjunto com os restantes professores, os alunos de Ribeira de Pena que semanalmente frequentam as aulas aos sábados no Auditório Municipal.

Nuno Osório, homenageado em Ribeira de Pena

Nuno Osório, homenageado em Ribeira de Pena

Nuno Costa

Nuno Costa (Cerva, Ribeira de Pena, Portugal, 1986) terminou os estudos em Composição com Ivan Fedele, na Accademia Nazionale di Santa Cecilia, em Roma, depois de ter estudado no Koninklijk Conservatorium Antwerpen (Bélgica), na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, e no Conservatório de Música do Porto.

Frequentou diversos seminários, entre outros, com Marc André, Philippe Manoury e Kaija Saariaho e participou nos Cursos de Verão de Darmstadt, bem como noutros cursos. Teve também uma importante experiência de trabalho com o compositor Joaquim dos Santos.

Entre 2014 e 2016, foi bolseiro do Istituto Italiano di Cultura. Depois de ser vencedor do ISCM Young Composer Award 2015, foi selecionado para participar na Late Fall Banff Musicians in Residence no The Banff Centre (Canadá, 2015) e recebeu a Bourse artistique da Casa de Velázquez – Académie de France à Madrid (2016). Foi um dos laureados da Fondation Royaumont (Voix Nouvelles, 2018) e foi selecionado para a residência artística na Camargo Foundation (França, 2019); também venceu o impuls International Composition Competition (Klangforum Wien, 2017/2019).

Obteve encomendas de instituições como o Teatro La Fenice (Itália, 2015), Biennale di Venezia (Itália, 2016), Fondation Royaumont (França, 2018), Casa da Música (Porto, 2019), ISCM (Áustria, 2020), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2021).

A sua música tem sido programada em festivais como o impuls Festival, em Graz, o Festival Musica, em Estrasburgo, ou o ISCM World Music Days, em Ljubljana e Auckland, bem como apresentada em espaços como o Constellation-Chicago, (IL), Le Laboratoire (Cambridge, MA), The DiMenna Center (Nova Iorque). Representou Portugal no International Rostrum of Composers 2016, da UNESCO, em Vratislávia e, em 2019, foi selecionado para compor uma ópera de câmara para o 63º Festival Internazionale di Musica Contemporanea della Biennale di Venezia.

Desde 2020, desenvolve uma investigação em música no âmbito do doutoramento em Ciências da Cultura, na Universidade do Minho, em Braga.

Reciclanda

Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor

O projeto Reciclanda promove a reutilização musical desde idade precoce, faz capacitação de docentes, contribui para a qualidade de vida dos seniores.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, APPACDM, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira:
962 942 759

https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/nuno-costa-2024.jpg 400 400 António Ferreira http://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.png António Ferreira2020-12-30 12:36:252024-11-14 23:52:53Ribeira de Pena e os seus músicos
Página 157 de 194«‹155156157158159›»

Outros Artigos

Outras Notícias

Advertise hereAdvertise here

Musorbis

Musorbis é a nova plataforma que faz parte do projeto Meloteca e se dedica à divulgação do património musical na perspetiva dos concelhos de Portugal.

Música no Concelho

  • Knurl Mastering
    Paredes e os seus estúdios25 Maio, 2026 - 13:46
  • Oliveira do Bairro
    Oliveira do Bairro e a sua música16 Março, 2026 - 16:48
  • Ponte de Sor, ponte pedonal
    Ponte de Sor e a sua música17 Março, 2026 - 10:40
  • Santa Comba Dão, créditos Vítor Oliveira
    Santa Comba Dão e a sua música17 Março, 2026 - 14:53

CONTACTOS MUSORBIS

Morada:
Rua da Serra da Estrela, 86

4415-891 SANDIM VNG

Telefone:
+351 962 942 759
(Chamada para rede móvel nacional)

E-mail:
meloteca@meloteca.com

© Musorbis 2020 | By Blendup Marketing Digital
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to Pinterest
  • Link to LinkedIn
  • Política de privacidade
Scroll to top Scroll to top Scroll to top

Ao continuar a navegar, utilizaremos cookies, pixels, tags e outras tecnologias semelhantes para garantir que o website funciona corretamente. Para mais informações sobre cookies e a forma como os utilizamos clique em Saiba Mais

AceitarSaiba MaisOcultar

Cookie and Privacy Settings



How we use cookies

We may request cookies to be set on your device. We use cookies to let us know when you visit our websites, how you interact with us, to enrich your user experience, and to customize your relationship with our website.

Click on the different category headings to find out more. You can also change some of your preferences. Note that blocking some types of cookies may impact your experience on our websites and the services we are able to offer.

Essential Website Cookies

These cookies are strictly necessary to provide you with services available through our website and to use some of its features.

Because these cookies are strictly necessary to deliver the website, refusing them will have impact how our site functions. You always can block or delete cookies by changing your browser settings and force blocking all cookies on this website. But this will always prompt you to accept/refuse cookies when revisiting our site.

We fully respect if you want to refuse cookies but to avoid asking you again and again kindly allow us to store a cookie for that. You are free to opt out any time or opt in for other cookies to get a better experience. If you refuse cookies we will remove all set cookies in our domain.

We provide you with a list of stored cookies on your computer in our domain so you can check what we stored. Due to security reasons we are not able to show or modify cookies from other domains. You can check these in your browser security settings.

Google Analytics Cookies

These cookies collect information that is used either in aggregate form to help us understand how our website is being used or how effective our marketing campaigns are, or to help us customize our website and application for you in order to enhance your experience.

If you do not want that we track your visit to our site you can disable tracking in your browser here:

Other external services

We also use different external services like Google Webfonts, Google Maps, and external Video providers. Since these providers may collect personal data like your IP address we allow you to block them here. Please be aware that this might heavily reduce the functionality and appearance of our site. Changes will take effect once you reload the page.

Google Webfont Settings:

Google Map Settings:

Google reCaptcha Settings:

Vimeo and Youtube video embeds:

Other cookies

The following cookies are also needed - You can choose if you want to allow them:

Privacy Policy

You can read about our cookies and privacy settings in detail on our Privacy Policy Page.

Política de privacidade
Accept settingsHide notification only