Património musical dos concelhos. Encontre rapidamente o que procura, digitando, por exemplo, “Lisboa e os seus órgãos de tubos”.

Sé do Porto, tempo com órgãos
Órgãos de tubos do concelho do Porto

O Porto é uma cidade e concelho com uma longa e rica História e isso reflete-se nos seus órgãos de tubos. É um dos três concelhos com mais extenso portefólio de instrumentos do género em Portugal e a cidade portuguesa com mais grandes órgãos nos últimos 50 anos. A cidade tem condições ótimas para a realização de ciclos de órgão e festivais como o Festival Internacional de Órgão do Porto e Grande Porto. Destacam-se entre as instituições académicas, o Conservatório de Música do Porto, a Escolas das Artes e a Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos, na Torre da Marca, esta mais voltada para a formação de organistas para as paróquias. De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no Concelho são os seguintes:

Capela do Cemitério de Agramonte

A Capela do Cemitério de Agramonte dispõe de um órgão histórico da autoria de Augusto Joaquim Claro, construído em 1890, com teclado manual dividido com quatro registos com pedal de expressão, restaurado em 1996 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden (com sede em Esmoriz).

Capela das Almas

Órgão ibérico da capela das almas

Órgão ibérico da Capela das Almas

A Capela das Almas, na Rua de Santa Catarina, dispõe de órgão de um teclado manual com dez meios registos [ I ; (5+5) ], da autoria de José Joaquim Fonseca?, construído no XIX?, restaurado em 1993 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 3.

Conservatório de Música do Porto

Órgão positivo moderno de estudo

Escola das Artes

UCP

Órgão positivo de estudo

Órgão da Escola das Artes Sala 1.2

Órgão da Escola das Artes Sala 1.2

Piso -1, sala 2

> Piso -1, sala 9

Piso -1, sala 10

Órgão positivo de estudo

Órgão da Escola das Artes Sala 1.10

Órgão da Escola das Artes Sala 1.10

Sala de orquestra

Órgão positivo de estudo

Órgão da Escola das Artes Sala de Orquestra

Órgão da Escola das Artes Sala de Orquestra

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

A Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos, no Centro de Cultura Católica, Torre da Marca, possui um órgão positivo de estudo.

Montra

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos

Igreja Anglicana de St. James

Igreja da Boavista

Órgão moderno

Órgão moderno da igreja Matriz da Boavista

Órgão moderno da Igreja da Boavista

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boavista, também conhecida como Igreja do do Foco, dispõe de um órgão da autoria de Joaquin Lois Cabello, construído em 2004, de dois manuais e pedaleira.

Igreja da Conceição

No coro alto sobre a entrada, a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida por Igreja do Marquês, possui um grande órgão Georges Heintz, construído em 1998, de três manuais e pedaleira, com acoplamentos.

Órgão Heintz da igreja Matriz da Conceição

Órgão Heintz da igreja Matriz da Conceição

Transeptoórgão positivo

Igreja da Esperança

A Igreja do Colégio de Nossa Senhora da Esperança possui um órgão histórico de tipo inglês Peter Conacher & Co., construído em 1891, restaurado por António Simões em 1989.

Igreja da Foz do Douro

A Igreja Paroquial da Foz do Douro (São João Batista) possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1868.

Igreja da Lapa

No coro alto sobre a entrada, a Igreja da Lapa apresenta um grande órgão Georg Jann, construído em 1995, de quatro manuais e pedaleira com acoplamentos.

Grande órgão Jann

Grande órgão Jann da igreja da Lapa, Porto

Grande órgão Jann da igreja da Lapa, Porto

Filipe Veríssimo e o grande órgão da Lapa

Igreja da Misericórdia do Porto

A Igreja da Misericórdia do Porto possui um órgão com um teclado manual e pedaleira, vinte meios registos [ I+P (10+10) ] da autoria de António José dos Santos Júnior, construído em 1888, inventariação e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, com sede em Esmoriz, em 1996, opus 16.

Órgão ibérico

Órgão da Igreja da Misericórdia

Órgão da Igreja da Misericórdia

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, ou dos Terceiros de S. Francisco, possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1801.

Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Porto

Órgão da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Porto

Igreja da Trindade

A Igreja da Celestial Ordem da Santíssima Trindade possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído no séc. XIX.

Órgão e Igreja da Trindade, créditos Constantin Sandu

Órgão e Igreja da Trindade, créditos Constantin Sandu

Órgão histórico da Igreja da Trindade, Porto

Órgão histórico da Igreja da Trindade, Porto, créditos FIOMS

Igreja da Vitória

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória possui no coro alto um órgão histórico.

Igreja de Campanhã

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora de Campanhã possui um órgão de tubos.

Igreja de Cedofeita

A Igreja Paroquial de São Martinho de Cedofeita, ou Igreja Nova de Cedofeita, dispõe de um grande órgão Th. Kuhn, inaugurado em 2000, de três teclados manuais e pedaleira, com acoplamentos.

Grande órgão moderno

Grande Órgão da Igreja de Cedofeita

Grande Órgão Th. Kuhn da Igreja de Cedofeita

Igreja de Lordelo do Ouro

A Igreja de São Martinho de Lordelo do Ouro possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído por volta de 1800.

Igreja de Massarelos

A Igreja Paroquial de Massarelos (Corpo Santo) possui um órgão de tubos.

Igreja de Miragaia

A Igreja Paroquial de São Pedro de Miragaia possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1864.

Igreja de Paranhos

A Igreja Paroquial de São Veríssimo de Paranhos dispõe de um órgão histórico da autoria de António José dos Santos, construído em 1884, restaurado em 1991 por António Simões.

Órgão ibérico

Órgão ibérico da igreja de Paranhos

Órgão ibérico da Igreja de Paranhos

Igreja de Ramalde

A Igreja Paroquial São Salvador de Ramalde, ou Igreja Nova de Ramalde, possui um órgão de coro, moderno.

Órgão de tubos da igreja de Ramalde

Órgão de tubos da igreja de Ramalde

Igreja de Santa Clara

Em tribuna própria, no lado da Epístola, a Igreja do Convento de Santa Clara apresenta um órgão histórico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, seg. W. Jordan, construído em data desconhecida.

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja de Santa Clara

Órgão da Igreja de Santa Clara

positivo

Igreja de Santo Ildefonso

Órgão histórico da igreja de Santo Ildefonso

Órgão histórico da Igreja de Santo Ildefonso

A Igreja Paroquial de Santo Ildefonso dispõe de um órgão de dois teclados manuais [ II ; (12+13)] da autoria de Manuel de Sá Couto, construído em 1811, restaurado em 2006 pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 49.

Igreja de São Bento da Vitória

A Igreja do antigo mosteiro beneditino de São Bento da Vitória possui um órgão histórico de tipo ibérico, de dois teclados manuais [ II; (22+21) ], da autoria de Fr. Manuel de São Bento (c. 1720), inventariação e proposta de restauro da Oficina e Escola de Organaria, opus 17, em 1996, restaurado em 2001 pela Oficina e Escola de Organaria de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 32.

Órgão do lado da Epístola

Órgão da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão mudo

Órgão mudo da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Órgão mudo da Igreja do Mosteiro de são Bento da Vitória

Igreja de São Francisco

A Igreja do antigo Convento de São Francisco possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Francisco António Solha, construído em 1770.

Órgão histórico da Igreja do antigo Convento de São Francisco

Órgão histórico da Igreja do antigo Convento de São Francisco

Igreja de São João Novo

Órgão histórico

Igreja de São João Novo, créditos Carlos Costa

Igreja de São João Novo, créditos Carlos Costa

Igreja de São José das Taipas

A Igreja de São José das Taipas possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto?, construído em data desconhecida.

Órgão em tribuna própria

Órgão da Igreja de São José das Taipas

Órgão da Igreja de São José das Taipas

Igreja de São Lourenço

A Igreja de São Lourenço, também conhecida por Igreja dos Grilos, ou Igreja do Colégio dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico de um teclado manual [ I;(14+14) ], (c. 1785) restaurado em 1998 pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 24.

Órgão ibérico

Órgão histórico da igreja de São Lourenço

Órgão histórico da Igreja de São Lourenço

Igreja de São Nicolau

A Igreja Paroquial de São Nicolau possui um órgão de tubos.

Igreja do Bonfim

órgão de tubos da igreja matriz do Bonfim

Órgão de tubos da Igreja Paroquial do Bonfim

A Igreja Paroquial do Senhor do Bonfim e da Boa Morte possui no coro alto um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Frei Domingos Varela, construído em 1817. Foi executado para o Mosteiro de S. Bento de Ave Maria, desaparecido, donde foi mudado para a Igreja do Bonfim.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo

A Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo , ou dos Terceiros do Carmo, dispõe de um órgão histórico Peter Conacher & Co., construído em 1881.

Órgão e coro alto

Órgão da Igreja das Carmelitas

Órgão da Igreja das Carmelitas

Igreja do Carmo

A Igreja do Carmo ou dos Carmelitas Descalços possui um órgão histórico de tipo ibérico.

Órgão em tribuna do lado da Epístola

Órgão da Igreja dos Carmelitas

Órgão da Igreja dos Carmelitas

Igreja do Terço

A Igreja de Nossa Senhora do Terço e Caridade possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de António José dos Santos, construído em 1863.

Igreja dos Anjos

Na Rua dos Bragas, a Igreja de Nossa Senhora dos Anjos possui um órgão de tubos.

Igreja dos Clérigos

Rui Soares é desde dezembro de 2015, responsável pelos concertos de órgão diários na Igreja dos Clérigos no Porto.

Do lado do Evangelho, em tribuna própria na capela-mor, a Igreja dos Clérigos dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de J.L. Ciais Ferraz de Acunha, construído em 1774. Foi reparado em 1989 por António Simões a expensas do IPPC, e restaurado pela firma Acitores Organería y Arte, S. L. / Atelier Samthiago.

No lado da Epístola, em tribuna própria na capela-mor, a Igreja dos Clérigos dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de J.L. Ciais Ferraz de Acunha, 1774, restaurado pela firma Acitores Organería y Arte, S. L. Atelier Samthiago.

Órgãos na capela-mor

Órgãos da Igreja dos Clérigos

Órgãos da Igreja dos Clérigos

Igreja dos Congregados

A Igreja dos Congregados dispõe de um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído por volta de 1815, reparado por António Simões em 1997.

Montra do órgão

Órgão da Igreja dos Congregados

Órgão da Igreja dos Congregados

Igreja dos Redentoristas

Igreja do Mirante

A Igreja Evangélica Metodista do Mirante possui um órgão William Sweetland, datado de 1924.

do Porto

Lado do Evangelho

Na capela-mor, do lado do Evangelho, a do Porto apresenta um órgão histórico de tipo ibérico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, construído em 1726. Foi restaurado por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria em 2017.

Na capela-mor, em tribuna própria

Órgão da Sé do Porto lado do Evangelho

Órgão da do Porto lado do Evangelho

Lado da Epístola

Na capela-mor, em tribuna própria do lado da Epístola, a (Catedral) do Porto apresenta um órgão histórico de tipo ibérico da autoria do Padre Lourenço da Conceição, construído em 1726. Foi reparado por António Simões em 1984, a expensas da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi restaurado novamente em 2017, por Dinarte Machado – Atelier Português de Organaria.

Na, capela-mor, em tribuna própria

Órgão da Sé do lado da Epístola

Órgão da do lado da Epístola

Capela de São Vicente

A Capela de São Vicente possui um  órgão de um teclado manual [ I; 5(1+2)] da autoria do P. Lourenço da Conceição, construído no séc. XVIII, inventariação e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, opus 41, em 2003.

Órgão e tribuna

órgão da capela de São Vicente, sé do Porto

órgão da capela de São Vicente, do Porto

Coro alto

No coro alto sobre a entrada, a do Porto dispõe de um grande órgão de três teclados manuais e pedaleira com acoplamentos [ III+P ; 45 ] construído por Georg Jann, inaugurado em 1985, manutenção pela Oficina e Escola de Organaria, opus 11, em 1995. Tem tido uso regular em concerto desde a sua inauguração.

Grande órgão Jann da Sé do Porto

Grande órgão Jann da do Porto

Seminário Maior do Porto

A Capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição dispõe de um órgão Harm Kirschner, datado de 2002.

Órgão moderno

Órgão moderno da capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição

Órgão moderno da Capela do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição

Órgão desaparecidos

O desaparecido Palácio de Cristal tinha um grande órgão.

Grande órgão desaparecido do antigo Palácio de Cristal

Grande órgão desaparecido do antigo Palácio de Cristal

FOI NOTÍCIA

Órgão de tubos da Capela de Nossa Senhora dos Anjos

A 8 de julho de 2004, a Agência Ecclesia informava que sábado, dia 10 de Julho, seria inaugurado o órgão de tubos na Capela de Nossa Senhora dos Anjos, Rua dos Bragas, Porto, a cargo dos Frades Franciscanos (OFM).

No âmbito de grandes obras de restauro e requalificação da Capela e da casa anexa que iriam proporcionar novos espaços para o desenvolvimento de ações pastorais e culturais dos Franciscanos no Porto, o novo Órgão substituiu outro anteriormente transferido para o Convento de Montariol.

Este novo instrumento foi concebido pelo organeiro Manuel Santos Fonseca e construído pela empresa Masof-Organ. É composto por três secções – grande órgão, expressivo e pedal tendo a consola dois manuais com extensão de cinquenta e seis notas. O pedal tem trinta e duas notas cromáticas.

No concerto inaugural, pelo organista Carlo Stella catedrático no Conservatório de Milão seriam interpretadas obras de diversos autores e épocas como Manuel Rodrigues Coelho (1570-1635); Pablo Bruna (1611-1679); Buxtehude (1637-1707); Johan Sebastian Bach (1685-1750); Carlos Seixas (1704-1742) e Juan de Sessé (1736-1801).

Grande órgão da igreja da Lapa

O órgão de tubos da igreja da Lapa é o maior da Península Ibérica, possuindo um total de 4.307 tubos e um carrilhão de 42 sinos.

A 17 de Julho de 1756 iniciou-se a construção da igreja da Lapa, que viria a substituir uma capela mais pequena. Na capela-mor encontra-se o coração de D. Pedro IV, que foi oferecido pela viúva a Imperatriz D. Amélia de Beauharnais.

No dia 5 de maio de 1991, foi assinado na igreja o contrato de compra do órgão de tubos à firma alemã Georg Jann Orgelbau Meisterbetrieb. Assim, nos finais de maio de 1995, foi inaugurado o “grande órgão de tubos da Igreja da Lapa”. O construtor, Georg Jann, considera o instrumento que se encontra na Lapa a sua obra-prima, tendo-se mudado para Portugal para ficar mais próximo dela.

O maior tubo do órgão é de madeira e mede 10,12 metros de altura. O tubo mais pequeno é de metal e mede 9 milímetros.

Segundo Filipe Veríssimo, organista residente da igreja da Lapa, as principais diferenças entre o órgão da Lapa e os órgão ibéricos “residem principalmente no teclado”.

“O da igreja da Lapa tem quatro teclados, enquanto os ibéricos têm um, no máximo dois”, diz, acrescentando que os órgãos ibéricos se caracterizam por terem tubos na horizontal ou em chamada, mas, também, por terem teclado repartido e uma oitava curta, não possuindo pedais para tocar notas, mas sim para fazer efeitos, “como passarinhos e sininhos”.

A inspiração do órgão de tubos da Catedral do Porto:

Muitos organistas portuenses, como Filipe Veríssimo e Rui Fernando Soares, que toca na igreja dos Carmelitas, descobriram a paixão por órgãos de tubos quando ouviram pela primeira vez o ressoar das teclas do instrumento da Catedral do Porto.

Filipe Veríssimo teve um amor à primeira vista, quando ouviu a música que entoava das teclas deste tipo de órgãos. Segundo o organista da igreja da Lapa, esta sensação surgiu por volta de 1985, altura em que foi construído o órgão de tubos da Catedral do Porto, grande impulsionador do restauro e construção de mais destes instrumentos na cidade.

“Comprei uma cassete com música de órgão e a partir desse momento fiquei obcecado por encontrar o instrumento que tivesse aquela sonoridade. Quando descobri o órgão da Catedral do Porto, comecei a faltar às aulas para olhar os tubos”, afirmou Filipe Veríssmo.

Rui Fernando Soares sempre foi apaixonado por música, mas quando ouviu pela primeira vez um órgão de tubos – o da Catedral do Porto – ficou impressionado. “Saí da Catedral do Porto aos berros quando ouvi o órgão a tocar, mas foi este medo que fez com que hoje tenha respeito por este tipo de instrumento”, referiu.

O órgão da do Porto foi construído em 1985 e tem um total de 3.510 tubos. A construção deste instrumento impulsionou a edificação e restauro de órgãos de tubos por toda a cidade e diocese do Porto.

Cf. Marisa Ferreira, U.Porto, Ciências da Comunicação, 30 abril 2008

Órgão de tubos da igreja dos Carmelitas

Construído em 1784 pelo organeiro bracarense Jozé António de Souza. o órgão de tubos da igreja de Nossa Senhora do Carmo ou Carmelitas foi notícia em 2008, devido ao restauro de que foi alvo.

Para Rui Fernando Soares, organista do órgão dos Carmelitas, “o resultado final do restauro foi uma surpresa, pois ninguém conhecia o timbre do órgão”. “Não se mexe num órgão de 200 anos, como se mexem em flores, pois corremos o risco de roubar a historicidade ao instrumento”, referiu.

O órgão dos Carmelitas, de estilo ibérico, tem um total de 1.067 tubos. A empresa responsável pelo restauro do órgão dos Carmelitas, que se encontrava em avançado estado de degradação, foi a Orguian, criada por Georg Jann, responsável pela construção do órgão da Lapa.

Órgãos históricos da do Porto

Em 2017 os órgãos históricos da do Porto, do século XVIII, mas com alterações nos séculos seguintes, eram notícia, por estarem a ser alvo de operações de conservação e restauro que culminam em abril após cerca de dois anos de intervenção.

São dois órgãos de tubos que convivem frente a frente num templo classificado como Monumento Nacional, sendo um designado como “órgão do evangelho”, à esquerda para quem está de frente para o altar, e outro como “órgão da epístola”.

O mestre organeiro Dinarte Machado, responsável pelos trabalhos, descreveu à agência Lusa dois órgãos diferentes, cada qual com o seu bilhete de identidade, sendo que o instrumento da esquerda se identifica mais com o século XVIII e o outro com a primeira metade do século XIX.

“A harmonização está a ter em conta essas duas identidades. Mas apesar de as respeitar, é preciso perceber que eles vão tocar juntos. E para que toquem juntos é preciso fazer uma harmonização que dá ao órgão da epístola um som mais grave, complementando o que o órgão do evangelho não tem”, descreveu Dinarte Machado, organeiro há mais de três décadas.

O convite ao mestre que restaurou quase uma centena de órgãos do acervo histórico português, incluindo dezenas nos arquipélagos dos Açores e Madeira, os seis órgãos do conjunto histórico do Palácio Nacional de Mafra, e participou no restauro de instrumentos do Palácio Real de Madrid e da igreja de São Francisco, em Lorca, Espanha, surgiu por parte do Cabido da do Porto, num processo autorizado pela Direção Regional de Cultura do Norte e acompanhado pelo cónego Ferreira dos Santos.

Dinarte Machado contou à Lusa que o trabalho da sua equipa surge depois de duas outras grandes intervenções, uma levada a cabo no século XIX por um organeiro da zona do Porto que assinava com o nome “Santos” e outra feita nos anos 1970 pela empresa holandesa Flentrop.

“O Santos fez uma intervenção no órgão da epístola e aumentou o número de registos graves de base. Foi muito inteligente da parte dele. Não desmistifica em nada o conjunto”, apontou Dinarte Machado que já sobre a operação levada a cabo pela empresa holandesa é menos otimista, considerando que a Flentrop “terá tentado manter as caraterísticas dos órgãos mas aplicou materiais que hoje não são concebíveis”.

“O trabalho dessa firma foi importante por pôr os instrumentos a tocar. Nos anos 1970 encontraram o órgão do evangelho totalmente degradado. Do ponto de vista de filosofia de conservação e restauro não foi uma catástrofe mas foi muito próximo”, analisou.

O mestre organeiro, que foi condecorado pelo Presidente da República e ganhou o prémio internacional Europa Nostra em 2010, teve agora a missão de recuperar a qualidade do vento, corrigindo a posição dos foles, peças que descreve como “os pulmões dos órgãos”.

“Se calhar há quem ache que qualquer um pode fazer isto desde que saiba apertar um parafuso. Não é bem assim”, alertou, acrescentando que conseguiu substituir os “materiais menos nobres” encontrados pelas corrediças originais e históricas que “por acaso estavam conscientemente guardadas”.

Soma-se a correção de aspetos mecânicos e, do lado da epístola, a retirada de um forro de madeira de pinho considerado “prejudicial em termos acústicos”.

Paralelamente à intervenção deste mestre organeiro está a ser feita uma operação nas caixas – os armários – numa lógica de continuidade e cooperação entre artes que Dinarte Machado aplaude.

“Quando entramos numa igreja e olhamos para a caixa de órgão, esta pode não ter nada lá dentro mas ele já começa a soar. A imagem transmite aquilo que já estamos a ouvir pelo que nunca essa imagem pode ser entregue a alguém que não ouve”, apontou.

Preocupado com o futuro do património organeiro do país, Dinarte Machado realça que “é preciso pensar que o restauro dos instrumentos é importante, mas o primeiro mandamento para a manutenção de um órgão é que seja utilizado”, embora advirta para o “respeito pela peça”.

“É importante que as pessoas tenham consciência e digam ‘eu aprendi notas de música, sei tocar, sou dotado, mas a minha especialidade não é organista num órgão histórico’. Um polícia para isso é ridículo. Isto tem de estar na consciência das pessoas. A defesa do nosso património é a defesa da nossa própria identidade”, afirmou.

Quanto ao Porto, Dinarte Machado recomenda “a uma cidade que cada vez mais se expõe aos turistas” que preserve aquilo que é o seu património e a sua identidade, sem esquecer os seus órgãos de tubos.

A ideia do mestre organeiro, que recentemente foi convidado para académico correspondente da Academia Nacional de Bela Artes, é que o Porto crie um roteiro sobre os órgãos de tubos da cidade, a par de uma programação com concertos, envolvendo mecenas e o comércio local.

Lusa/DNArtes, 18 março 2017, consulta a 22 de março

Igreja do Senhor do Calvário
Penafiel [5]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Com existência conhecida desde o século XVI e sediada na capela em frente da matriz, a Misericórdia de Penafiel apenas beneficiou de igreja própria na segunda década do século XVII. As obras tiveram início na década de 1620, estando concluídas, muito possivelmente, em 1631, data que figura numa inscrição patente na capela-mor. “Trata-se de um edifício assumido na sua forma chã, mesclado de elementos eruditos, no qual a gramática clássica se articula segundo uma estética de liberdade”. O frontispício, concebido como um retábulo, inscreve-se nas denominadas fachadas-retábulos. É delimitado por pilastras, nos cunhais, que acentuam a sua verticalidade, sendo que a do lado direito separa o alçado da torre sineira, setecentista, que se eleva bem acima da linha da empena, terminando numa cúpula bolbosa, revestida por azulejos. No interior, a nave única e a capela-mor, alta e bastante profunda, são articuladas pelo arco triunfal, flanqueado por pilastras e encimado por frontão triangular. Na capela-mor, o teto é em caixotões de cantaria, numa composição de linguagem seiscentista, tal como o arcosólio onde se inscreve o túmulo de Amaro Moreira e seus descendentes. O património integrado que hoje podemos observar neste interior é muito posterior, remontando na sua grande maioria ao final do século XVIII e inícios da centúria seguinte, e substituído os originais de época barroca. A linguagem aqui presente é já neoclássica, conhecendo-se os nomes dos entalhadores responsáveis pela execução dos retábulos. De linhas e elementos decorativos rocaille, o alçado desenvolve-se em planta contracurvada, que destacam a composição central formada pela porta, nicho e óculo, flanqueada pelos cunhais onde se abrem os nichos. Ao lado, ergue-se a capela da Senhora da Lapa, de linhas menos eruditas, e edificada em substituição da parte da fachada que ficou por levantar. Da mesma época deverá ser, ainda, a capela do Senhor dos Passos, na cabeceira da igreja.

Fonte: DGPC, RC

Igreja da Misericórdia de Penafiel possui um órgão histórico António José dos Santos, 1882.

Igreja das Freiras

[ do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição ]

Igreja das Freiras

Igreja das Freiras

A Igreja do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição é o que resta do antigo Convento das Freiras. A construção do convento foi iniciada nos finais do séc. XVII por Gonçalo Ferreira da Costa, a fim de cumprir a última vontade de sua esposa, Clara de Barros, que faleceu na Quinta das Lages em Milhundos. Por morte de Gonçalo Costa, o convento foi penhorado e posto em praça. Por esse motivo as obras da construção do Convento das Freiras pararam por algum tempo. Entretanto, por testamento lavrado a 8 de fevereiro de 1692, Gonçalo Pinheiro e sua mulher Ana de Castilho fundaram um recolhimento para seis donzelas, que seria instalado nas casas que os fundadores possuíam e habitavam bem de fronte da principal porta da Igreja da Misericórdia de Penafiel.

Fonte: Penafiel, Terra Nossa

Caixa

Órgão da Igreja das Freiras

Órgão da Igreja das Freiras

Igreja Paroquial de Fonte Arcada 

[ Nossa Senhora da Assunção ]

Igreja Matriz de Fonte Arcada 

Igreja Paroquial de Fonte Arcada

A Igreja Paroquial de Fonte Arcada é um edifício de arquitetura religiosa de construção românica de que mantém a estrutura e alguns vestígios exteriores, como várias mísulas, o portal axial com moldura biselada e decorada com friso de pequenas esferas, ladeado por cruzes insculpidas nos muros, que surgem também nas laterais e na posterior, onde forma um Calvário, com acesso por escadas frontais, formando pequeno pódio. É de planta em cruz latina composta por nave, transepto pouco saliente, de duas naves, numa estrutura pouco comum, divididas por duas possantes colunas e a nave não tem a mesma largura, sendo mais larga junto ao portal axial, adaptando-se aos afloramentos rochosos e ao terreno que rodeia o imóvel, tendo capelas adossadas, uma delas marcada exteriormente por pequena sineira e outra por remate em frontão triangular, sendo a mais alta de todas, com acessos interiores por arcos de volta perfeita, dois deles envolvidos por decoração arquitetónica maneirista e com pedra de armas; a terceira capela apresenta vestígios de policromia no arco de acesso, o que também acontece com a pia batismal, com bacia gomeada; capela-mor com sacristia. Fachada principal em empena truncada por dupla sineira, rasgada por pórtico de volta perfeita com a moldura constituída pelas aduelas do arco, apresentando afinidades com o de Lourosa. Fachadas com remates em cornija, rasgada a direita por porta travessa e janelas em capialço, já de feição maneirista. Interior com coro-alto de madeira, sob o qual surge pia batismal no lado do Evangelho, aparecendo, do mesmo lado, o púlpito. Apresenta coberturas de madeira, em masseira na nave e em falsa abóbada de berço em caixotões na capela-mor. São visíveis as marcações dos arcos que constituiriam arcossólios e destaca-se a existência de dois retábulos de talha maneirista, que mantém a decoração pictórica e um deles o dossel e a ilharga com revestimento de azulejo hispano-mourisco. Retábulo-mor de talha dourada do estilo nacional com três eixos definidos por colunas torsas decoradas com pâmpanos que se prolongam em arquivoltas e destaca-se pela perfeição do talhe, ostentando o intradorso dos nichos com baixos-relevos fingindo drapeados.

Pequeno órgão

Órgão da Igreja Paroquial de Fonte Arcada

Órgão da Igreja Paroquial de Fonte Arcada

Igreja do Senhor do Calvário

[ de São Francisco de Assis ]

Igreja do Senhor do Calvário

Igreja do Senhor do Calvário

A Igreja do Senhor do Calvário é um edifício de arquitetura religiosa construída em finais do século XVIII e inícios do século XIX em estilo tardo-rococó. Situada no Lugar do Calvário, tem a tutela da Venerável Ordem Terceira de São Francisco.

Igreja do Convento de Santo António dos Capuchos

[ do Hospital ]

Igreja do Hospital

Igreja do Hospital

A igreja de Santo António dos Capuchos era parte integrante do convento que os Franciscanos Capuchos da província da Soledade ergueram em Penafiel. Obtiveram alvará régio do rei D. Afonso VI, em 1662, que autorizava a criação de um cenóbio, o convento de Santo António dos Capuchos. Apenas se conservando intacta a igreja do convento. A igreja passou para as mãos da Misericórdia em 1836, quando as ruínas do convento lhe foram entregues pelo governo para nelas se instalar o Hospital da Santa Casa. A igreja de Santo António dos capuchos de Penafiel, edificada no século XVII, segue um conjunto de características típicas dos demais templos capuchos seus contemporâneos. Abre por um pequeno alpendre de três arcos sustentados por quatro colunas sobre os quais assenta o pano frontispício da igreja, rematado por um frontão, no qual se rasgam um janelão sob o qual está um nicho com imagem de Santo António, em pedra. É uma igreja de nave única, com capela-mor mais estreita. Tem cobertura em falsa abóbada de berço com molduras simples de granito que enquadram florões de gesso. Tem três altares em talha dourada e policromada da segunda metade do séc. XVIII: o altar da capela-mor e os altares colaterais (adossados ao arco cruzeiro da igreja) de Nossa Senhora das Dores (lado do Evangelho) e de Nossa Senhora da Conceição (lado da epístola). Os altares colaterais são unidos por uma longa composição em talha dourada e policromada que cobre todo o arco cruzeiro, no centro do qual se desenvolvem as armas dos Azevedo e Brito, senhores da Honra de Barbosa e padroeiros do convento. Nos dois nichos do altar-mor, vêem-se do lado do Evangelho, a imagem de S. Francisco de Assis e do outro lado a imagem de Santo António e na tribuna a imagem do Senhor do Hospital, obra escultórica do séc. XVI que teve grande importância. A igreja dos capuchos situa-se no Largo de Santo António dos Capuchos, entre o Hospital da Misericórdia e o Lar de Santo António dos Capuchos.

Fonte: Misericórdia de Penafiel

O órgão foi restaurado por Nuno Rigaud em 2018.

Órgão e tribuna do lado da Epístola

Órgão da Igreja da Misericórdia de Penafiel

Órgão da Igreja da Misericórdia de Penafiel

Inauguração

Órgão da Igreja da Misericórdia de Penafiel

Órgão da Igreja da Misericórdia de Penafiel

Igreja Matriz de Paredes
Órgãos de tubos do concelho de Paredes [1]

O Conservatório de Música de Paredes tem a cadeira de órgão, de que é professor desde 2015 o organista Bruno Teixeira, licenciado em Música – Execução de Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa na classe de Órgão de António Esteireiro.

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Paredes

Igreja Matriz de Paredes

Paredes

A Igreja Matriz de Paredes é uma construção de finais do século XIX, inaugurada em 1908. Está implantada numa plataforma elevada, o que a torna imponente no meio envolvente. É um edifício com tendência para a verticalidade, composta por nave e capela-mor, retangular, ladeada por torres sineiras quadrangulares, com pináculos nas extremidades, sobrepujadas por cúpulas piramidais, rematadas por cruz de ferro. As fachadas são rebocadas e caiadas de branco, com vãos e cunhais em cantaria. Ao longo da mesma podemos encontrar janelões retangulares em arco pleno. O acesso à igreja é feito por uma larga escadaria com degraus interrompidos por patamares, pavimentados a calcário e basalto.

A Igreja Paroquial de São Salvador, de Castelões de Cepeda, possui no coro alto um órgão de dois manuais e pedaleira com acoplamentos construído por Gustav Steinmann, montado por António Simões em 2008.

Enquadramento do órgão no coro alto

Órgão da Igreja Matriz de Paredes

Órgão da Igreja Matriz de Paredes

Consola do órgão

Órgão da Igreja Matriz de Paredes

Órgão da Igreja Matriz de Paredes

Capela de São Francisco, Freamunde
Órgãos de tubos do concelho de Paços de Ferreira [1]

No início do século XVIII já existia uma pequena ermida ou oratório dedicado a São Francisco, onde funcionava uma confraria, que dispunha de alguns recursos. Apenas é possível perceber que esta primeira construção foi demolida em 1734, para dar lugar à capela que hoje conhecemos, oficialmente sagrada em 1743. No lintel da porta, a data de 1737 corresponde, muito possivelmente, à conclusão dos trabalhos de pedraria, prolongando-se, nos anos seguintes, a campanha decorativa do interior. A fachada principal, com pilastras nos cunhais, encimada por um pináculo e, do lado oposto, pela torre sineira, termina em empena interrompida por um brasão encimado por cruz. Ao centro, abre-se o portal de verga curva, com cornija saliente e frontão triangular interrompido pelo nicho que, por sua vez, é flanqueado por duas janelas de linhas retas. No tímpano, e beneficiando de um maior destaque, encontra-se o emblema da Irmandade. A sineira é coroada por um frontão de volutas.

Capela de São Francisco, Freamunde

Capela de São Francisco, Freamunde

Tal como nas restantes fachadas, também a principal é caracterizada por uma enorme depuração, numa arquitetura chã que concentra no eixo vertical do portal os elementos de maior decorativismo e simbolismo. No interior, de nave única e capela-mor retangulares, revestem-se de especial interesse os diversos elementos de talha dourada e polícroma e, em particular os retábulos colaterais, cortando os ângulos da nave e o retábulo-mor. É possível que todos estes trabalhos sejam já de época posterior, uma vez que acusam alguma depuração mais próxima de um gosto neoclássico. O teto, em estuque, exibe motivos geométricos. Após a reconstrução da igreja teve início a obra da Casa-Hospício, entregue à Ordem Terceira de São Francisco. Esta liga-se ao templo através de um muro com merlões aberto por dois portões, e o seu edifício pauta-se por um enorme despojamento. Este conjunto arquitetónico forma um adro no qual se encontra o cruzeiro, aqui implantado desde 1992.

Fonte: DGPC, Rosário Carvalho

Órgão de um teclado manual [ I;(5+6) ] construído por Manuel Sá Couto, c. 1810, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria (Esmoriz), em 1999, opus 28.

O órgão de tubos da Capela de S. Francisco de Freamunde é um instrumento típico ibérico. Foi construído no inicio do século XIX, possivelmente por Manuel de Sá Couto. Este organeiro que viveu nesta época é autor de outros órgãos no Porto, como o da Igreja de Lordelo do Ouro ou o da Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco; ou o da Senhora da Abadia de Braga.

No primeiro semestre de 1999, este instrumento foi restaurado pela oficina e Escola de Organaria e com a colaboração do mestre-organeiro Harm Kirschner. O restauro da pintura foi feito pelo Senhor José Rocha.

Durante estes trabalhos procurou-se recuperar o instrumento para a sua entidade original, tanto na vertente arquitetónica como na vertente tímbrica. O órgão foi desmontado e limpo; o someiro foi metodicamente restaurado, assim como a mecânica das notas e registos. O fole e contrafole foram restaurados, tendo sido forrados com peles novas; ficou assim garantido o possível uso do instrumento “dando ao fole”. O órgão foi colocado em cima de um estrado, debaixo do qual se encontra o novo ventilador que alimenta o fole. Os tubos foram cuidadosamente limpos e reparados. A pintura original foi posta a descoberto. Assim se conseguiu redescobrir a sonoridade original, muito homogénea, forte mas não gritante.

Pedro Guimarães von Rohden, Mestre-organeiro, blogue Freamundense

Igreja Matriz de Matosinhos
Órgãos de tubos do concelho de Matosinhos [3]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Paroquial de Lavra

Igreja paroquial de Lavra, Matosinhos

Igreja Paroquial de Lavra, Matosinhos

A Igreja Paroquial do Divino Salvador de Lavra foi construída no século em 1721. Sem um estilo arquitetónico definido agrega, no altar, o estilo Rococó e o Barroco. A torre sineira é das mais antigas da região.

Fonte: JFL

Igreja Matriz de Matosinhos

A história da freguesia de Matosinhos entronca na do desaparecido Mosteiro de Bouças onde se venerou a imagem do Bom Jesus de Bouças. No séc. XVI, face à ruína do mosteiro, a imagem foi transferida para uma nova igreja que foi construída no lugar de Matosinhos. A sua construção iniciou-se em 1542 por iniciativa da Universidade de Coimbra a quem D. João III tinha concedido o padroado de Matosinhos. No séc. XVIII realizou-se a ampliação da primitiva igreja, que ficou a cargo do arquiteto italiano Nicolau Nasoni e que lhe deu a configuração atual. Destacam-se, no séc. XVIII, as intervenções de Luís Pereira da Costa, famoso entalhador setecentista, a quem se devem as obras de remodelação e acrescento da capela-mor e as de Nicolau Nasoni para o restauro da igreja. São de admirar as duas torres sineiras, o frontão quebrado, a porta principal decorada com medalhão, no qual se insere uma concha de vieira e os dois nichos laterais que contêm as estátuas de S. Pedro e S. Paulo. No espaço interior, dividido em três naves, destaca-se o imponente altar-mor de talha dourada, que integra na parte central um nicho com imagem de Cristo crucificado, atribuída ao século XII. Trata-se de uma escultura em madeira oca, com cerca de dois metros de altura e extremamente curiosa: o olho esquerdo dirige-se para o Céu e o direito para a Terra, numa clara simbiose entre Deus e o Homem.

Fonte: CMM

Igreja Matriz de Matosinhos

Igreja Matriz de Matosinhos

A Igreja Paroquial de São Salvador de Matosinhos, também designada por Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, possui um órgão construído por Miguel Hensberg, em 1685, restaurado em 1992, sendo o opus 2 da Oficina e Escola de Organaria (Esmoriz), de Pedro Guimarães e Beate von Rohden. Tem um teclado manual [ I ; 5 (4+5) ].

Montra do órgão

Órgão da Igreja Matriz de Matosinhos

Órgão da Igreja Matriz de Matosinhos

Igreja Paroquial de Perafita

Igreja Matriz de Perafita, Matosinhos

Igreja Paroquial de Perafita, Matosinhos

A Igreja Paroquial de São Mamede de Perafita foi alvo de uma reforma entre 1758-1760. A fachada ostenta o brasão de armas do Bispo do Porto, D. Jerónimo de Meneses, e é a única, na freguesia, que ainda mantem azulejaria portuguesa. No interior, predomina o estilo barroco. Foi abadia da apresentação do Convento de Moreira.

Fonte: JFP

Igreja Matriz de Vila Boa de Quires
Órgãos de tubos do concelho do Marco de Canaveses [1]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Vila Boa de Quires

[ Igreja Paroquial ] [ do antigo mosteiro ] [ de Santo André ]

Igreja Matriz de Vila Boa de Quires

Igreja Matriz de Vila Boa de Quires

A igreja fez parte de um antigo mosteiro masculino da Ordem Beneditina, desativado no séc. XIV. Sobreviveu a igreja, que funciona como igreja paroquial. Do templo românico tardio, sobrevive a estrutura, o portal axial e janelão, bem como a porta travessa e a capela-mor, com a sua fresta e a abóbada, sustentada por arco toral interno e por dois contrafortes, de que subsiste visível o do lado norte.

O portal principal de quatro arquivoltas, em arco quebrado, está assente em impostas com cabeças de bovídeos e capitéis muito decorados, com inspiração no de Paço de Sousa. A fresta mainelada sobre o portal principal e as siglas das paredes, algumas alfabéticas, são de modelo tardio, denotando a transição que se vivia durante a reconstrução do templo. Os capitéis da porta lateral sul, talvez anteriores, são idênticos aos de Boelhe. Sofreu obras de remodelação no séc. XVI, de que subsistem alguns azulejos hispano-mouriscos, bem como no séc. XVII, altura em que foram executados o campanário e as estruturas retabulares da nave, o primeiro desaparecido e estas muito alteradas pelas obras do séc. XIX, mas onde se mantêm as colunas e algumas tábuas pintadas. De destacar as obras barrocas, com a pintura da envolvente do arco triunfal, com um Calvário centrado por quadraturas, bem como os falsos caixotões pintados da capela-mor, compondo episódios da Paixão de Cristo, envolvidos por falsas molduras de acantos. O retábulo-mor é de talha mais tardia, tardo-barroco, de que subsiste a cornija e as colunas, adaptadas à nova estrutura. As obras do séc. XIX, ampliaram a igreja, fizeram o coro-alto e introduziram a torre sineira.

Fonte: Monumentos

 

Igreja de Nossa Senhora da Maia

Órgãos de tubos do concelho da Maia [6]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de Águas Santas

Igreja matriz de Águas Santas

Igreja matriz de Águas Santas

Na Igreja Matriz de Águas Santas, ou Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Ó existe um órgão de tubos histórico de tipo ibérico, de autor desconhecido, do século XVIII, restaurado em 1999 por António Simões.

Igreja de Gueifães

Igreja matriz de Gueifães

Igreja matriz de Gueifães, Maia

A Igreja Matriz de Gueifães, ou Igreja Paroquial, de São Faustino, possui um órgão histórico de tipo ibérico, de um teclado manual e doze meios registos [ I;(6+6) ] construído por Manuel Sá Couto, c. 1810, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, em 1999, opus  27.

Igreja de Milheirós

Igreja de Milheirós, Maia

Igreja Matriz de Milheirós, Maia

A Igreja Paroquial de São Tiago de Milheirós possui um órgão histórico de tipo ibérico de Manuel de Sá Couto, construído por volta de 1800, restaurado em 1992 por António Simões.

Igreja de Moreira da Maia

Igreja do mosteiro de Moreira da Maia

Igreja do mosteiro de Moreira da Maia

A Igreja Matriz ou Paroquial do Divino Salvador, do antigo mosteiro de Moreira (de crúzios) dispõe de um órgão histórico alemão Arp Schnitger, construído em 1701.

Enquadramento

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia, créditos João Santos

Órgão e tribuna própria

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia, créditos João Santos

Manuais

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia

Órgão Arp Schnitger da Igreja do Mosteiro de São Salvador de Moreira da Maia, créditos João Santos

Igreja de Silva Escura

A Igreja Paroquial de Santa Maria de Silva Escura possui um órgão histórico de tipo ibérico da autoria de Manuel de Sá Couto, construído no séc. XIX.

Igreja de Nossa Senhora da Maia

Igreja de Nossa Senhora da Maia

Igreja de Nossa Senhora da Maia

A Igreja de Nossa Senhora da Maia, da paróquia de São Miguel da Maia, possui um grande órgão Siegfried Schmid, inaugurado em 2019.

Grande órgão Siegfried Schmid, 2019

Grande órgão da Igreja de Nossa Senhora da Maia

Grande órgão da Igreja de Nossa Senhora da Maia

FOI NOTÍCIA

A paróquia da São Miguel da Maia celebrou, na sua moderna igreja de Nossa Senhora da Maia, situada no centro da cidade, de 10 a 13 de outubro de 2019 um acontecimento que reúne três nobres dimensões da pessoa e da sociedade humana: a dimensão da arte, a dimensão da liturgia e a dimensão da cultura.

“O acontecimento ocorre por ocasião da celebração este ano das festas de Nossa Senhora da Maia, que se comemora em 11 de outubro, com a inauguração do novo Órgão de Tubos, cuja instalação se encontra em fase de acabamento, a afirmar-se na data do 27.º aniversário da dedicação da igreja por D. Júlio Tavares Rebimbas (11 de outubro de 1992 – ver Voz Portucalense de 15-10-1992).

A instalação deste grandioso órgão é uma iniciativa da paróquia, com a colaboração da Câmara Municipal e de diversas entidades e pessoas do concelho de Maia.

O órgão foi construído pelo organeiro alemão Siegfried Schmid, da empresa alemã Orgelbauwerkstätte, e conta com um investimento da ordem dos 600 mil euros. O órgão é composto por 2152 tubos, com tamanhos que vão de alguns centímetros a vários metros, comandados por 36 registos e três teclados manuais e um teclado de pedaleira de duas oitavas e meia.

O órgão possui três valências complementares: um conjunto dito “positivo”, indicado para música antiga, que integra o grande órgão, construído ao estilo barroco, e uma caixa de ressonância expressiva designada “Schwellenwert” adaptada ao estilo romântico. Os tubos receberão uma afinação que procura responder às características acústicas da igreja.

A montagem do instrumento, inteiramente original mas inspirado no órgão da igreja da Lapa, no Porto, foi feita ao longo de mais de um mês. A riqueza do som do órgão de tubos aproxima-se do de uma orquestra, com sonoridades diferentes como os diferentes instrumentos. O P. Domingos Jorge, pároco da Maia, salienta que a orientação para a construção foi conduzida pelo Cónego António Ferreira dos Santos.

O programa da inauguração, entre 10 e 13 de outubro, teve vários momentos: na noite de quinta-feira 10, a partir das 21h, faz-se um “Brinde ao órgão”, em que os participantes são convidados a adquirir um cálice de vinho do Porto, cujo produto reverte para a ajuda à sua construção. Os participantes puderam assim sentir-se implicados e colaboradores na sua presença naquele espaço.

Na sexta-feira, dia 11 de outubro, às 21h, o Bispo do Porto, D. Manuel Linda, procedeu à bênção do órgão, seguida pelo concerto inaugural, pelo organista Filipe Veríssimo.

No domingo 13 de outubro, previu a Eucaristia da Festa, presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Linda, com o coro da paróquia, dirigido por Tiago Ferreira, maestro do Coro da , seguida de procissão da Senhora da Maia. Nesse mesmo dia 13 de outubro pelas 21.30h haveria um concerto pelo organista Rui Soares. Dia 20 de outubro seria a vez do organista Daniel Ribeiro e a 27 o concerto de Tiago Ferreira.

Sobre sentido e dimensão desta iniciativa, afirma o Cónego António Ferreira dos Santos:

O Órgão de Tubos vai buscar os sons da natureza para os oferecer, os lançar sobre os elementos da Assembleia, potenciando-lhes, desse modo, os sentimentos interiores de alegria ou de tristeza, de júbilo ou de meditação, de súplica e ação de graças, perante Deus, o Senhor. A multiplicidade e diversidade das suas “cores” musicais (do suave ao gritante, do pianíssimo ao fortíssimo) provocam vibrações impressionantes, variadas e inesperadas, no interior do ser humano. Isto é, as possibilidades sonoras do Órgão de tubos conseguem lançar os homens, reunidos na celebração da sua fé, para a grandeza e glória de Deus.

D. Manuel Linda, Bispo do Porto, afirma:

Seja, então, este novo órgão da Maia expressão de uma assembleia crente que atinge níveis muito altos de celebração litúrgica e «motor» que reforça e dinamiza essa capacidade orante. Mas que seja sempre e só um “instrumento”. Isto é, um meio, e nunca um fim, para o suporte do coro e da assembleia e um potenciador dos sentimentos daqueles que se reúnem para louvar, agradecer e pedir os favores divinos. Muitos parabéns a quem o sonhou, o desejou, o adquiriu e nele investiu valores e expectativas precisamente a pensar nestas funções.

Por sua vez, o Presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, afirmou:

Doravante, o concelho da Maia, mais propriamente a comunidade humana que somos, vai poder assistir e desfrutar de experiências artístico-musicais invulgares, quer pelas extraordinárias caraterísticas acústicas da Igreja de Nossa Senhora da Maia, como pela acrescida singularidade do seu Órgão de Tubos, cuja sonoridade promete tocar a nossa sensibilidade, espiritual ou intelectual, ao belo musical.

FONTE:

Igreja Matriz da Foz do Sousa
Órgãos de tubos de Gondomar [5]

De acordo com as informações de que dispomos, os órgãos de tubos existentes no concelho são os seguintes:

Capela de Compostela, Foz do Sousa

A Capela de Compostela é um edifício de arquitetura religiosa destinada ao culto católico numa das comunidades da paróquia de Foz do Sousa, concelho de Gondomar.

Possui um órgão positivo de um teclado manual e pedaleira, construído na Alemanha por Emil Hammer Orgelbau, em 1979, instalação e revisão de JMS Organaria, em 2019, inaugurado a 10 de outubro de 2020.

Montra

Órgão da Capela de Compostela

Órgão da Capela de Compostela

Consola

Órgão da Capela de Compostela

Órgão da Capela de Compostela

Igreja Matriz da Foz do Sousa

Igreja Matriz da Foz do Sousa

Igreja Matriz da Foz do Sousa

A Igreja Paroquial de São João da Foz do Sousa possui um órgão de um teclado manual e 12 meios  registos [ I ; (6+6) ], construído por José Joaquim Fonseca, em 1863, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, sediada em Esmoriz, trabalho executado em 1993, opus 7.

Igreja Matriz de Jovim

Igreja Matriz de Jovim

Igreja Matriz de Jovim

A Igreja Paroquial de Santa Cruz de Jovim possui órgão histórico.

Igreja Matriz de Rio Tinto

Igreja Matriz de Rio Tinto

Igreja Matriz de Rio Tinto

A Igreja Paroquial de São Cristóvão de Rio Tinto possui um órgão da autoria de António José dos Santos Júnior, filho do também organeiro António José dos Santos, construído em 1884, restaurado pela JMS Organaria. Em 2018 era seu organista Pedro Albuquerque.

Órgão e coro alto

Órgão da Igreja de São Cristóvão

Órgão da Igreja de São Cristóvão

Montra

Órgão da Igreja de São Cristóvão

Órgão da Igreja de São Cristóvão

Consola

Órgão da Igreja de São Cristóvão

Órgão da Igreja de São Cristóvão

Coro alto e consola

Órgão da Igreja de São Cristóvão

Órgão da Igreja de São Cristóvão

Igreja Matriz de São Pedro da Cova

Igreja Matriz de São Pedro da Cova

Igreja Matriz de São Pedro da Cova

A Igreja Paroquial de São Pedro da Cova possui órgão moderno com três teclados manuais e pedaleira.

Montra

Órgão da Igreja de São Pedro da Cova

Órgão da Igreja de São Pedro da Cova

Consola

Órgão da Igreja de São Pedro da Cova

Órgão da Igreja de São Pedro da Cova

FOI NOTÍCIA

A Paróquia de São Pedro da Cova apresentou no dia 29 de abril de 2018 o novo órgão de tubos.

Segundo informação do portal da Junta das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova, a apresentação constou de um concerto, pelas vozes de Alexandra Lopes e Inês Silva, no violino, Mariana Lopes e no órgão de tubos, Rui Silva e Francisco Gomes. A escolha do repertório, como Laudate Dominum, de Mozart, Ave Maria de Caccini, Magnificat du Premier Ton de Clérambault, Fuga em Sol Maior BWV 576, de Johann Sebastian Bach, entre outras peças tocadas, fizeram as delícias de todos os presentes, que encheram a bonita Igreja de São Pedro da Cova.

Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela
Órgãos de tubos do concelho de Felgueiras [4]

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja Matriz de Caramos

[ Igreja Paroquial ] [ São Martinho ] [ Igreja do antigo mosteiro de São Martinho ]

Igreja Matriz de Caramos

Igreja Matriz de Caramos

A Igreja Matriz de Caramos foi igreja de mosteiro de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, de fundação anterior à nacionalidade, sofrendo intervenções sucessivas ao longo dos séculos. Foi profundamente alterado nos séc. XVII e XVIII, sendo exemplo disso as diferenças de vãos da fachada lateral direita. No interior, destaca-se a qualidade dos retábulos de talha dourada, do barroco nacional e joanino, o púlpito, o coro-alto o o órgão construído no início da centúria de setecentos. Tem planta retangular composta por nave, capela-mor, torre sineira e edifício conventual desenvolvido transversalmente, com coberturas diferenciadas, em falsa abóbada de berço com caixotões, iluminada uniformemente por janelas retilíneas, rasgadas nas fachadas laterais e principal. A fachada principal da igreja é enquadrada por pilastras e rematada por frontão triangular encimado por urnas e cruz sobre acrotério, rasgada por portal de verga reta encimada por frontão triangular, seguida de janela de iluminação do coro-alto, e nicho em arco de volta perfeita, enquadrado por aletas com enrolamentos e duplas pilastras de imposta saliente, apresentando as interiores decoração entrelaçada.

Fonte: Monumentos

Pormenor da fachada

Órgão da Igreja Paroquial de Caramos

Órgão da Igreja Paroquial de Caramos

Consola

Órgão da Igreja Paroquial de Caramos, Tiago Ferreira, créditos CMF, CICO 2021

Órgão da Igreja Paroquial de Caramos, Tiago Ferreira, créditos CMF, CICO 2021

Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela

[ Igreja Paroquial ] [ de Santa Maria Maior ] [ do antigo mosteiro de Santa Maria (de beneditinos) ]

Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela

Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela

Santa Maria de Pombeiro foi um dos mais importantes mosteiros beneditinos do Entre-Douro-e-Minho, tendo sido fundado por D. Gomes Echiegues e sua mulher Gontroda, em 1102. A Igreja [séculos XII-XIII] é composta por três naves, divididas por arcos-diafragma e com cobertura em madeira pintada, nas naves laterais. A planta original da capela-mor, reconstruída no século XVIII, era semicircular à boa maneira românica, assim como os absidíolos [capelas secundárias] ainda existentes. Os capitéis do portal principal são um notável exemplo de escultura românica. Os dois túmulos com escultura faziam parte do núcleo funerário abrigado na desaparecida galilé, ligada à nobreza deste território, como os Sousas [ou Sousões] e os Ribavizela. Nos absidíolos existem dois temas de pintura mural: um alusivo, provavelmente, a São Brás e outro apresentando Santo Amaro e São Plácido. A imagem da Padroeira, inserida no retábulo-mor [altar principal], possivelmente é uma obra de estilo gótico [séculos XIV-XV]. Bastante alterada nos séculos XVI a XIX, a Igreja do Mosteiro de Pombeiro recebeu um conjunto de talha de estilo rococó, no qual trabalhou o reputado Frei José de Santo António Ferreira Vilaça.

Fonte: Rota do Românico

Órgãos, mudo o da direita

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão reconstruído

Órgão da Igreja Matriz de Pombeiro de Ribavizela

Órgão da Igreja Matriz de Pombeiro

Montra

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Consola e trombetas horizontais

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Consola e trombetas horizontais

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Teclados manuais e estante

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Puttus e trombetas em chamada

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Manúbrios do lado direito

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão mudo

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Pormenor de talha

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Banco do organista

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Órgão da Igreja do Mosteiro de Pombeiro

Lado do Evangelho: órgão de dois teclados manuais [ II ; (21+25) ] construído por António Solha, em 1766, desmontado e inventariado e proposta de restauro pela Oficina e Escola de Organaria, em 1994, opus 9, restauro pela firma, restaurado por Acitores Organería y Arte, S. L., de Torquemada, Palencia (Espanha) / Atelier Samthiago

Lado da Epístola: órgão falso [mudo] [ ornamental ].

Igreja Matriz de Sendim

[ Igreja Paroquial ] [São Tiago]

Igreja Matriz de Sendim

Igreja Matriz de Sendim

Órgão Karl Göckel

Órgão da Igreja Matriz de Sendim

Órgão da Igreja Matriz de Sendim

A 14 de maio de 2007 foi noticiado:

A Paróquia de Sendim (Felgueiras) comemorou em maio de 2007 o primeiro aniversário do restauro da sua igreja que teve como ponto alto a bênção e inauguração do órgão de tubos (II-10-P).

No decorrer das obras de restauro surgiu a possibilidade da implementação de um órgão de tubos no renovado espaço, para o qual se assinou contrato de construção em 13 de Maio de 2006, dia da inauguração do restauro da igreja, com a conceituada firma de organaria alemã Karl Göckel Orgelbau.

A inauguração ocorreu no dia 12 de maio, numa celebração solene presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, que fez a bênção do novo instrumento, tendo sido executado o Te Deum Op. 57 para vozes e órgão de Flor Peeters.

No dia 13 de Maio, houve o concerto inaugural, inserido no Ciclo de Órgão e Música Sacra do Porto – Vox et Organum, onde foram interpretadas obras para órgão e coro, órgão e solistas e órgão solo pelo Coro de Câmara de Sendim, o tenor Adriano Brito e o mezzo-soprano Diana Terra, com Paulo Alvim no órgão.

Para além da elevação que trará às celebrações da comunidade e do enriquecimento cultural para esta região, o instrumento, devido às suas características únicas na vigararia, permitirá que se avance com iniciativas de formação na área da música litúrgica, nomeadamente com a criação de uma escola vicarial para a formação de organistas.

Manúbrios da esquerda

Órgão da Igreja Matriz de Sendim, Winfried Boenig, CICO 2021, créditos CMF

Órgão da Igreja Matriz de Sendim, Winfried Boenig, CICO 2021, créditos CMF

Manuais

Órgão da Igreja Matriz de Sendim, Winfried Boenig, CICO 2021, créditos CMF

Órgão da Igreja Matriz de Sendim, Winfried Boenig, CICO 2021, créditos CMF

Manúbios e teclados manuais

Órgão da Igreja Matriz de Sendim, Winfried Boenig, CICO 2021, créditos CMF

Órgão da Igreja Matriz de Sendim, Winfried Boenig, CICO 2021, créditos CMF

Ciclo de Concertos de Órgão de Tubos

Em 2019, a ACLEM – Artes, Cultura e Lazer, Empresa Municipal, em parceria com o Conservatório de Música de Felgueiras promoveu o 1º Ciclo de Concertos de Órgãos de Tubos no concelho de Felgueiras.

O Ciclo de Concertos de Órgão de Tubos, de 12 de outubro a 10 de novembro, esteve inserido na programação da agenda cultural de outono. Visava promover a arte musical e o património arquitetónico e eclesiástico existente no concelho de Felgueiras, os três órgãos de tubos existentes, nas igrejas de Caramos, Sendim e no Mosteiro de Pombeiro.

A primeira atuação realizar-se-ia no dia 12 de outubro, na Igreja de Sendim e será protagonizada pelo organista Tiago Ferreira e pelos trompetistas Rúben Castro e Fernando Ribeiro. O segundo concerto tinha data marcada para 26 de outubro, no Mosteiro de Pombeiro, contando com a atuação do organista Pedro Monteiro e da soprano Eva Braga Simões. O encerramento deste ciclo de concertos, aconteceria no dia 10 de novembro, pelas 17h00, na Igreja de Caramos, e contará com o organista Ricardo Toste e o violinista Tiago Abreu.

A vereadora da Cultura, Ana Medeiros, referiu:

“Depois do sucesso do concerto que aconteceu em abril no Mosteiro de Pombeiro, protagonizado pelo organista Rui Fernando Soares, aquando da cerimónia de encerramento da X edição do festival de pão de ló e doces tradicionais, é chegada a hora de retomar estes maravilhosos concertos de música clássica, descentralizando a agenda cultural de outono às freguesias, e, tirando partido do riquíssimo património eclesiástico, colocamo-lo nas mãos de artistas conceituados, que nos transportam numa recomendável viagem, acessível a todos, a momentos de exaltação de arte e cultura. Esperamos ainda que estes concertos despertem a todos a vontade e a curiosidade de visitar as igrejas da Rota do Românico.”

Felgueiras é também um extraordinário reduto de arte românica. A Igreja de Airães, a Igreja Matriz de Unhão, a Igreja de Sousa, a Igreja de S. Mamede de Vila Verde, e a Igreja do Mosteiro de Pombeiro fazem parte do ambicioso projeto da Rota do Românico do Vale do Sousa do qual no Município de Felgueiras faz parte integrante.

FONTE: Vale do Sousa TV

O Festival realizou-se de novo em 2021.

Órgãos de tubos do concelho de Amarante [5]

Num concelho com cinco órgãos de tubos, 4 na cidade, a Escola de Música Sacra de Amarante tem a cadeira de Órgão de que é professor desde 2013 o organista Bruno Teixeira, licenciado em Música – Execução de Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa na classe de Órgão de António Esteireiro.

De acordo com as informações disponíveis, existem órgãos de tubos nas seguintes igrejas do Concelho:

Igreja de São Domingos

[ de Nosso Senhor dos Aflitos ]

Igreja de São Domingos, Amarante

Igreja de São Domingos, Amarante

A Igreja do Senhor dos Aflitos, vulgarmente designada de São Domingos, é sobranceira à Igreja de São Gonçalo. “Construída pela Ordem Terceira de São Domingos e concluída em 1725, exibe uma fachada, de estilo barroco, rematada, no tímpano, com as armas dominicanas. O interior ilumina-se com a decoração em talha dourada (século XVIII). No altar-mor o conjunto do Calvário (século XVIII) estabelece o enquadramento, com a imagem, ao centro, de Cristo Crucificado – Nosso Senhor dos Aflitos – em pasta de papel policromada, ladeada por Nossa Senhora, São João Evangelista e Santa Maria Madalena, em madeira estofada a ouro e policromada. A imagem de Nosso Senhor dos Aflitos, outrora na capela do Pópulo, na igreja de São Gonçalo, por pertencer à ordem Terceira, foi trasladada em grande solenidade para a nova igreja que a irmandade construiu para o efeito. A ladear o arco que delimita a capela-mor podem ver-se dois serafins-tocheiro, datadas do século XVIII. Num espaço contíguo à igreja, a riqueza do legado patrimonial religioso ganha visibilidade no Museu de Arte Sacra, dividido em dois pisos: no primeiro, com os espaços das artes decorativas, pintura, paramentaria e alfaias litúrgicas e, no segundo, com as salas de imaginária dos séculos XVI-XVIII e de imaginária do século XIX.”

Fonte: CMA

Órgão de tubos

Órgão da Igreja de São Domingos

Órgão da Igreja de São Domingos

Igreja Matriz de Amarante

[ Igreja Paroquial ] [ São Gonçalo ] [ do antigo mosteiro de São Gonçalo ]

Igreja Matriz de Amarante

Igreja Matriz de Amarante

“A implantação da igreja do Convento de São Gonçalo, no local da ermida onde se julga estar sepultado São Gonçalo, impõe o carácter religioso à cidade, fundido na riqueza e diversidade de elementos arquitetónicos que testemunham as diversas etapas da sua construção, iniciada em 1540, por ordem de D. João III, atravessando vários reinados e colhido influências renascentistas, maneiristas, barrocas e oitocentistas. A forma de cruz latina resume o traçado da igreja, partindo do nártex, encimado pelo coro, seguido do corpo da igreja e do transepto com o zimbório, culminando na capela-mor, de estilo barroco joanino. A capela-mor é ladeada, ao nível do rés-do-chão, por duas capelas: do lado do Evangelho encontramos a estátua jacente de São Gonçalo e do lado da Epístola, a capela onde se encontra uma imagem em tamanho natural de São Gonçalo do séc. XX, da autoria de José Thedim, vestido com o hábito dominicano. A base das colunas, que ladeiam o arco triunfal da capela-mor, resume a história do edifício, mantendo as inscrições da data de construção do convento e a proibição, ditada por Filipe I de Portugal, em 1595, de mais alguém ser sepultado na capela-mor por aqui se encontrar São Gonçalo. A austera fachada exterior principal, de gosto filipino, contrasta com a imponência da lateral, voltada a sul sobre o Largo – com um portal/retábulo, constituído por um arranjo artístico distribuído por três andares, de estilos diferentes – valorizada, ainda, com a Varanda dos Reis (fundadores e beneméritos do convento).”

Fonte: CMA

Positivo de armário

Órgão positivo da Igreja Matriz de São Gonçalo

Órgão positivo da Igreja Matriz de São Gonçalo

> naveórgão positivo de procissão construído por Luís António de Carvalho em 1???, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria em 2016.

coro alto: órgão de dois teclados manuais [ II ; (21+22) ] construído por D. Francisco António Solha/Sá Couto c. 1765, restaurado pela Oficina e Escola de Organaria,  em 2010, opus 55.

Montra

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Tribuna

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Consola

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Pormenor da tribuna

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Pormenor da tribuna

Órgão da Igreja de São Gonçalo

Órgão da Igreja de São Gonçalo

O órgão de tubos da Igreja do Mosteiro de São Gonçalo

“O órgão de tubos da Igreja de S. Gonçalo em Amarante é um instrumento típico ibérico da época barroca. Pelas características técnicas podemos concluir que muito possivelmente foi construído na 2ª metade do séc. XVIII pelo conhecido organeiro galego D. Francisco António Solha com oficina em Guimarães.

Não tendo sido encontrada nenhuma data, inscrição ou arquivos referentes a este instrumento, apoiados nas observações técnicas, podemos apenas supor que este instrumento sofreu logo após a sua construção uma profunda revisão, e possivelmente após a as Invasões francesas uma reformulação pelo famoso organeiro de Santo Tirso, Manuel de Sá Couto. Este adaptou-o ao gosto da época, refazendo grande parte da tubaria, mas aproveitou quase toda a mecânica.

Outras intervenções posteriores como a colocação de um fole paralelo novo e um trémolo, anulação de várias filas nos cheios desvirtuaram um pouco o instrumento. Numa das obras de reparação dos telhados, feita pela Dir. Geral de Edifcios e Monumentos Nacionais nos finais da 1ª metade do Séc. XX, terá sido desmontada toda a tubaria assim como o fole, e desmantelada a casa dos foles. Parte dessa tubaria foi arrumada parecendo desde aí então o órgão “esventrado”.

Este instrumento encontra-se a grande altura do lado norte em tribuna própria, de planta côncava, formando um semi-círculo ao centro, suportada por uma enorme mísula com atlantes e protegida por balaustrada. Na fachada ricamente decorada possui os tubos do Flautado de 12 e da Oitava Real ME; ainda na fachada possui também 5 meios registos de palhetas horizontais; tem 2 teclados que accionam 2 secções com 45 teclas (de Dó1 a Dó5, com oitava curta); possui 43 meio-registos e um total de 1884 tubos dos quais 44 de madeira e 204 de Palheta, além dos pisantes para os tambores, passarinhos e carranca. Durante os anos de 2008-2010 foi recuperado pela Oficina e Escola de Organaria.

O restauro da pintura e douramento, assim como a estabilização da tribuna foi feito pela empresa Regra de Ouro. Durante estes trabalhos procurou-se recuperar o instrumento para a sua entidade original, tendo como finalidade devolver-lhe a sua integridade histórica, técnica, estética e musical.

O órgão foi completamente desmontado e limpo; os someiros foram metódicamente restaurados, assim como a mecânica das notas e registos. Os foles foram refeitos segundo modelo existente no órgão de S. João de Tarouca e montado um ventilador electrico. Os tubos foram cuidadosamente limpos, restaurados e alongados com material da mesma liga; foram reconstruidos cerca de 1000 tubos segundo as medidas encontradas e dos organeiros intervenientes.

De referir que identificámos 4 tipos de tubaria o que prova diferentes intervenções ou seja o grande interesse em manter o instrumento activo e ao serviço. Assim se conseguiu redescobrir a sonoridade que cremos ser próxima da original, muito própria, com bom fundamento e bastantes harmónicos.

O temperamento usado é um temperamento desigual, próprio para um instrumento com oitava curta desta época que realça as tonalidades com menos “acidentes” mas não proíbe nenhuma.

Bem-hajam todos os que se empenharam na recuperação deste instrumento, esperando assim que este órgão continue a servir a Igreja e a Cultura, como o fez quase ao longo de 250 anos, ainda por muitas gerações e a sua música seja louvor de Deus e encha os corações.”

Pedro Guimarães von Rohden Mestre-organeiro, Paróquia de São Gonçalo, 29 outubro 2010

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro, Amarante

Igreja de São Pedro, Amarante

“Com fachada e torre de estilo barroco, a Igreja de São Pedro foi construída no local da antiga capela de São Martinho e concluída em 1727. Da frontaria irrompe, ao centro, uma torre, acompanhada de dois patamares balaustrados, encimados com as imagens de São Pedro e de São Paulo. No topo da torre sobressai a mitra papal com a cruz de três braços transversais, de tamanhos decrescentes. No interior de nave única – coberta por abóbada de berço em estuque e revestida, na base, com azulejos – destaca-se o altar-mor, em talha dourada, onde figuram as imagens (século XVIII) dos quatro evangelistas São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João e nas capelas laterais, São Martinho e Nossa Senhora da Conceição. No entanto, do ponto de vista artístico, ganha protagonismo o teto da sacristia, revestido em talha de madeira, em cor natural, constituindo, no género, um dos melhores do país.”

Fonte: CMA

Numa tribuna se encontra o órgão histórico da autoria de Manuel de Sá Couto, de um teclado manual e doze meios registos [ I; 6+6] construído no século XIX, reparado pela Oficina e Escola de Organaria (Esmoriz), de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, em 2015, opus 67.

Montra do órgão

Órgão de tubos da Igreja de São Pedro

Órgão de tubos da Igreja de São Pedro

Igreja Paroquial Santa Maria de Fregim

No coro alto sobre a entrada, a Igreja Paroquial de Fregim dispõe de um órgão alemão moderno adquirido em segunda mão.

Órgão e coro alto

Órgão da Igreja Paroquial de Fregim

Órgão da Igreja Paroquial de Fregim

Montra

Órgão da Igreja Paroquial de Fregim

Órgão da Igreja Paroquial de Fregim