Corina Freire (Silves, 1897-1986) foi uma cantora lírica soprano e atriz portuguesa. Foi a primeira portuguesa a trabalhar no Olympia de Paris e a cantar para o Príncipe de Gales, depois duque de Windsor. Estreou-se no teatro de revista em 1927 com “Rosas de Portugal” de Silva Tavares, sendo a sua última aparição neste género em “O Mar também tem amantes”.
Efetuou temporadas em vários países, tendo em Paris integrado o espetáculo “Parade du Monde” ao lado de Maurice Chevalier. Depois de se retirar dos palcos, por volta de 1940, deu aulas particulares de canto, nomeadamente a um seu jovem parente, António calvário, futura vedeta da música ligeira portuguesa.
Corina Freire
Corina Freire, cantora e atriz, de Silves
Corina Freire
Corina Freire, cantora e atriz, de Silves
Curiosidade: Marco Paulo começou a ter aulas de canto com Corina Freire em 1963, no Barreiro, para educar a voz. Foi durante essas aulas que foi descoberto pela fadista Cidália Meireles, o que impulsionou sua carreira musical.
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/silves-corina-freire-cantora.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 13:01:152024-10-29 20:03:12Silves e os seus músicos
Maria Adelaide Rosado Pinto (musicóloga, 1913-1997)
Maria Beatriz de Oliveira (guitarrista)
Afonso Malão
Natural de Setúbal, Afonso Malão estudou clarinete e piano, mas optou definitivamente pelo piano. Diplomou-se na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), com 19 valores em piano e completou a licenciatura na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE) do Porto em 2003, com 20 e 18 valores, respectivamente em música de câmara e piano.
Ganhou diversos prémios, entre os quais se contam o 1º Prémio em Piano nos Prémios Jovens Músicos / RDP (1988); 1º Prémio do Júri e do Público em Piano Concurso Maria Campina (1990); 1º Prémio em Música de Câmara no Concurso Helena Sá e Costa (1994).
Foi professor de Música de Câmara na ESML, professor correpetidor e professor de piano em diversas escolas de música em diferentes pontos do País.
Celina da Piedade é acordeonista, cantora, e compositora. Começou a estudar música aos 5 anos, e pouco tempo depois já atuava em público. Estudou no Conservatório de Setúbal, onde também deu aulas de acordeão. Licenciou-se em Património Cultural e pós-graduou-se em Estudos de Música Popular. Em 1998 conheceu a Associação PédeXumbo, com quem colaborou desde então e da qual é atualmente Presidente Honorária.
No ano de 2000 integrou o Cinema Ensemble de Rodrigo Leão, com quem ainda trabalha, tocando em todos os concertos e discos do compositor. A esta partilha acrescentam-se outras: Mayra Andrade (com quem tocou e para quem compôs “Mon Carroussel”), Uxia, Ludovico Einaudi, Gaiteiros de Lisboa, António Chainho, Samuel Úria, entre muitos outros.
Participou como artista e compositora em mais de 50 edições discográficas, para além de bandas sonoras para cinema, teatro e dança. Integra o grande coletivo Tais Quais, fazendo parceria com Vitorino, Tim, Sebastião, Serafim, Jorge Palma, Paulo Ribeiro e João Gil.
Gonçalo Simões nasceu em Setúbal. Iniciou os estudos musicais na Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi.
Prosseguiu os estudos na Escola Superior de Música de Lisboa, onde concluiu com elevadas classificações a Licenciatura em Piano (2008) e o Mestrado em Ensino de Música – Variante de Instrumento (Piano) (2013), tendo trabalhado sob a orientação dos pianistas Olga Prats, Jorge Moyano e Miguel Henriques.
Encontra-se em fase de conclusão do Programa de Doutoramento em Música e Musicologia na Universidade de Évora, variante de Performance (Piano), desenvolvendo investigação sobre o repertório português de música de câmara para violino e piano da primeira década do século XX, sob a orientação de Ana Telles-Béreau.
Participou em diversas classes de aperfeiçoamento com músicos internacionalmente reconhecidos como Irina Vinogradova, Jörg Demus, Vitaly Margulis, Jura Margulis, Luiz de Moura Castro, Helena Sá e Costa, Manuela Gouveia, Ralf Nattkemper, Avedis Kouyoumdjian, Jiri Tomasek, Walter Moore, Agne Stepina e Jeanette Favaro-Reuter. Entre 2015 e 2017, realizou trabalho de aperfeiçoamento na classe particular do pianista Artur Pizarro.
Desde 2003, colabora com o Coral Infantil de Setúbal, tal como desde 2006 com o Coro Feminino TuttienCantus, ambos sob a orientação do Maestro Nuno Batalha, e com os quais desenvolve intensa atividade artística por todo o país.
Desde 2007, desenvolve atividade pedagógica no Conservatório Regional de Setúbal, onde desempenha as funções de Professor de Piano e Pianista Acompanhador. Exerce ainda o cargo de Professor Assistente, desempenhando funções de Pianista Acompanhador na Escola Superior de Artes Aplicadas, pertencente ao Instituto Politécnico de Castelo Branco, tendo ainda desempenhado o mesmo cargo na Escola Superior de Música de Lisboa entre 2009 e 2010, bem como no Departamento de Música da Universidade de Évora entre 2017 e 2021.
Apresentou-se como solista no espetáculo “Carnaval” (no qual foram interpretadas obras em estreia mundial de importantes compositores portugueses da atualidade, como Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, António Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso, entre outros, e a obra Carnaval des Animaux, de Saint-Säens), com a Orquestra Sinfónica Portuguesa em parceria com a Companhia Nacional de Bailado e sob a direção do Maestro Cesário Costa, tendo realizado espetáculos no Teatro Camões, em Lisboa, e no Teatro Rivoli, no Porto, em 2016 .
Em 2017, apresentou-se como solista com a Orquestra da ESART, interpretando a obra Prelúdio para Piano e Cordas, do compositor setubalense Gonçalo Lourenço (estreia mundial), e o Concerto em Ré menor BWV 1052, de J. S. Bach. Participou como compositor e pianista no FilmFest Setúbal – Festival de Cinema Mudo (edições de 2019 e 2020), interpretando bandas sonoras da sua autoria escritas para os filmes Shoes, de Lois Weber (1916), e Filibus, de Mario Roncoroni (1915).
Apresenta-se regularmente em público com projetos na área de Música de Câmara, nomeadamente com a violinista Josefina Alcaide, com a qual fundou o Duo Concêntrico; paralelamente trabalha também com regularidade com o violoncelista Samuel Santos e com a soprano Ana Catarina Tomás.
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Inês Constantino
A mezzo-soprano Inês Constantino começou por estudar guitarra clássica, saxofone e canto no Conservatório Regional de Palmela.
Completou a licenciatura em canto na Universidade de Aveiro sob orientação de Isabel Alcobia em 2016.
Nesse mesmo ano ganhou o 2º prémio no Concurso Internacional de Música “Cidade de Almada”.
No teatro Aveirense sob direção de Vassalo Lourenço e encenação de Claudio Hochman, interpretou as personagens Cherubino em “Le nozze di Figaro”, Zita em “Gianni Schicchi” e Suor Zelatrice em “Suor Angelica”. Também participou em musicais como “O feiticeiro de Oz” e “A pequena Sereia”.
Na Universidade Mozarteum em Salzburg, estudou de 2016 a 2018 na classe de ópera do maestro Gernot Sahler e encenador Alexander von Pfeil e na classe de canto de Michèle Crider. Em 2018 ganhou a bolsa de estudos Gianna Szel-Stipendium em Salzburg.
Nascida em Setúbal, em 1999, Inês Madeira Lopes iniciou o seu percurso musical no Conservatório Regional de Setúbal. Passou pelas classes de Violino e Viola d’arco, e terminou o ensino secundário em Composição, com António Laertes. Encontra-se neste momento a terminar a licenciatura em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), com Carlos Caires, tendo estudado também com outros compositores como João Madureira, António Pinho Vargas e Luís Tinoco.
Participou em classes de aperfeiçoamento e conferências com compositores de renome como Kaija Saariaho, Thomas Adès, Jaime Reis, John Chowning, Mario Mary, entre outros. Com a bailarina Michele Luceac criou “Jano”, uma obra para multipercussão, para o projeto de investigação “Música para espaço específico”, parceria entre a ESML e a Faculdade de Motricidade Humana.
Inês Madeira Lopes
Inês Madeira Lopes, compositora, de Setúbal
Compôs “Primeira sensação de um lugar” para guitarra solo, encomenda do Festival de Música de Setúbal para a inauguração da exposição “Lanzarote, a janela de Saramago” de João Francisco Vilhena. Escreveu a peça para fagote solo “Reminiscências”, para a 34a edição do Prémio Jovens Músicos, encomenda da Antena 2 – RTP. Compôs música, em parceria com a compositora Sara Marita, para o projeto “Vozes abafadas e instrumentos distantes”, encomendada para a “Festa dos Anos de Álvaro de Campos”, iniciativa da Câmara Municipal de Tavira. É uma das compositoras que integra a 4ª edição do programa “Jovens compositores”, dos Estúdios Victor Córdon.
João Valinho
João Valinho nasceu em Setúbal em 1997. Iniciou os estudos musicais em Clarinete aos 10 anos com David Pinheiro na Escola de Música da Banda Musical de Monção. Ingressou mais tarde no 1º ano do grau médio do Conservatório Profissional de Música de Vigo. Aí finalizou os primeiros estudos oficiais onde lhe foi atribuído o “Premio fim de grau” na especialidade de Clarinete. Posteriormente expandiu os estudos no Conservatório Superior de Música de Vigo com Astério Leiva entre outros.
Realizou classes de aperfeiçoamento com Phillipe Berrod, Hedwig Swimberghe, Valerii Althukov, Nuno Pinto, Ognjen Popovic, Dominique Vidal, Rimvydas Savickas, Justo Sanz, Carlos Alves, Luís Carvalho, Luís Gomes, Pablo Fernandez e Máximo Mazzone. Fez um curso de Jazz com o professor Philippe Leloup. Foi selecionado para o estágio “Buffet Crampon Wind Orchestra” em 2016 com o maestro António Saiote e realizou um curso de direção musical com o maestro Afonso Alves.
Colabora com a Orquestra Clássica de Vigo e em seus grupos de música de câmara como clarinetista. Tocou na Faculdade de Geografia e História de Santiago de Compostela, no auditório García Barbón, Auditório Mar de Vigo, entre outros. É solista da Banda Musical de Monção e prossegue os estudos no Conservatório Superior de Música de Vigo.
Maria Beatriz de Oliveira
Nascida em Setúbal, Maria Beatriz de Oliveira é licenciada em Música – Guitarra Clássica, pela Universidade de Aveiro (UA) e já marcou presença em eventos como os Dias da Música em Belém e o Festival de Música de Setúbal.
Maria Beatriz Oliveira
Maria Beatriz Oliveira, guitarrista, de Setúbal
Em 2005 teve o primeiro contacto com o instrumento e em 2009 ingressou no Conservatório Regional de Setúbal (CRS), na classe de Filipa Pinto Ribeiro. Enquanto aluna do Conservatório foi convidada a participar em projetos como o Grupo de Música Contemporânea e a Orquestra de Guitarras, nos quais desempenhou o papel de solista inúmeras vezes. Nesse âmbito, participou em intercâmbios e colaborações com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, o compositor Jaime Reis e os alunos da Licenciatura em Música da Universidade de Évora.
Na vertente da Música de Câmara iniciou o seu percurso como membro do Quarteto de Guitarras do CRS e, atualmente, pertence ao Duo SulTasto (com o Guitarrista João Pires) e ao Duo Chiaroscuro (com a Violinista Aurora Miranda). Tocou em salas no Centro Cultural de Belém (Lisboa), Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Lisboa), Fórum Luísa Todi (Setúbal), Casa da Cultura (Setúbal), Auditório Municipal António Chainho (Santiago do Cacém), Cineteatro Alba (Albergaria-a-velha) e é frequentemente contactada para protagonizar momentos musicais em eventos culturais.
Estreou obras de compositores como Jorge Peixinho, Clotilde Rosa e António Laertes, de estudantes de composição como Inês Madeira Lopes e Margarida Gonçalves, e frequentou masterclasses com Dejan Ivanovic (Croácia), Zoran Dukic (Macedónia), Daniel Wolff (Brasil), Juan Almada (Argentina), Redmon O’Toole (Irlanda), Paulo Vaz de Carvalho (Portugal), Miguel Carvalhinho (Portugal), Francisco Morais Franco (Portugal). Frequenta o Mestrado em Ensino da Música na UA, leciona Guitarra Clássica na Academia de Música da Quinta do Picado e Música/Expressão Musical em escolas do Município de Ílhavo.
Celestino Germiniano Lima Rosado Pinto, violoncelista e regente, nasceu em Setúbal a 17 de dezembro de 1872 e faleceu a 09 de janeiro de 1963. Iniciou os estudos musicais com José Luciano de Carvalho e continuou com o compositor setubalense António do Nascimento.
Foi considerado, no campo das artes, um dos setubalenses mais completos. Pianista, organista, violoncelista, compositor e instrumentista, desde muito cedo se evidenciou na música. Tinha apenas 11 anos de idade quando as suas qualidades artísticas se começaram a revelar, sobretudo na área da composição.
Foi regente do Grupo Strauss e fez parte do Grupo Dramático Rangel de Lima (1894). Pertenceu ao grupo de organizadores da Academia Sinfónica de Setúbal (1914), da qual foi regente musical juntamente com o maestro Lambertini.
O seu espólio está na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal, onde se encontra Hymno de Nossa Senhora d’Arrábida (1895) e outras obras.
Celestino Rosado Pinto era pai do Médico Eduardo Rosado Pinto e da musicóloga Maria Adelaide Rosado Pinto.
Fontes: portal da Câmara Municipal de Setúbal; Setubalenses de Mérito (de João Francisco Envia, Edição de Autor, 2003)
Luísa Todi
Luísa Todi, uma das maiores artistas líricas do seu tempo, nasceu em Setúbal a 9 de Janeiro de 1753 e faleceu em Lisboa a 1 de Outubro de 1833. Filha de Ana Joaquina de Almeida e do mestre de música Manuel José de Aguiar, recebeu no batismo o nome de Luísa Rosa de Aguiar.
Ainda na sua terra natal, entre 1758 e 1763, Luísa e três dos seus irmãos familiarizam-se com a arte de representação frequentando a residência de uma dama setubalense que organizava espetáculos teatrais em privado. Com dez anos de idade, ingressou no teatro profissional por mão de seu pai.
Por contrato firmado a 6 de Julho de 1763, Manuel José de Aguiar e quatro dos seus filhos mais velhos (Cecília Rosa, António José, Isabel Ifigénia e Luísa Rosa) passavam a integrar a companhia do Teatro do Bairro Alto.
Maria Madalena Nunes Pereira de Sá Pessoa nasceu a 5 de Maio de 1920, na freguesia de São Sebastião, em Setúbal, e faleceu em Cascais a 15 de fevereiro de 2020 em Cascais. Iniciou os estudos de música aos 8 anos. Frequentou o Conservatório de Lisboa, onde terminou o Curso Superior de Piano orientado por Jaime Silva, com a nota final de 19 valores.
Aos 21 anos foi para a Covilhã onde começou a dar aulas de piano a particulares. Aos 23 anos casou com o industrial de Lanifícios António de Sá Pessoa, de quem teve 7 filhos Aos 40 anos ficou viúva, deixou a Covilhã e instalou-se com os seus 7 filhos em Carcavelos.
Frequentou o curso de Iniciação Musical, na Fundação Calouste Gulbenkian, regido pelo Professor Edgar Willems, um curso de aperfeiçoamento no Conservatório de Délémont (Suíça), regido por Jacques Chapuis, o curso de Verão de Jos Wytack.
Lecionou na Escola Preparatória Conde de Oeiras, na Academia de Santa Cecília, no Colégio “O Cavalinho” e na Escola de Dança Ana Mangericão. Durante os anos 60 e 70, foi organista na Igreja Paroquial de Carcavelos, voltou nos finais dos anos 90 até 2008.
Maria Adelaide Miguéns Rosado Pinto, professora e musicóloga, nasceu em Setúbal (São Julião), a 30 de junho de 1913 e faleceu a 22 de setembro de 1997. Era filha de Celestino Germiniano Lima Rosado Pinto, e irmão de Eduardo Rosado Pinto.
Iniciou os estudos musicais com Alice Salgado Barreto. Aos 18 anos concluiu o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa com 19 valores. Fez o Curso de Especialização de Piano com Campos Coelho, nos ano de 1943 a 1947, tendo, igualmente, recebido lições de Helene Zumstagde, em Basileia (Suíça), nos anos de 1968, 1969 e 1975.
Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, a partir de 1958, tendo por isso visitado e estudado em diversas escolas de música, academias, institutos e conservatórios na Suíça, assim como noutros países, onde ganhou imensos conhecimentos, com a intenção de organizar a Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi de Setúbal. Desta academia foi co-fundadora (1960), professora e diretora até 1988.
Foi diretora pedagógica da Academia Eborense, de 1982 a 1988.
Foi professora de Educação Musical na Escola Preparatória Luísa Todi.
Fez grande parte da sua vida de concertista no estrangeiro. Em 1961 foi uma das fundadoras do Coral Luísa Todi. Participou em vários congressos e seminários um pouco por todo o Mundo na qualidade de membro da International Society for Music Education.
Maria Adelaide Rosado Pinto pertenceu à comissão fundadora da delegação de Setúbal da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), em 1970, bem como da Associação Portuguesa de Educação Musical e do Conservatório Regional de Setúbal, em 1987, onde lecionou até 1997, data da sua morte. Foi fundadora da Associação de Canto da Cidade de Setúbal, da qual foi presidente desde 1986.
Escreveu várias obras infantis do teatro musicado, entre as quais: Sorrisos da Primavera,Aniversário Real, Mercado de Aldeia, A Gruta Encantada e o Príncipe Enamorado.
Publicou os livros: Natal, Natal; Marés Vivas; Evocando Poetas e compositores Setubalenses; e Toadas e Cantares de Setúbal e sua Região. Gravou para a eternidade as vozes dos homens do mar, suas toadas, danças e cantilenas do seu dia a dia.
Era sócia honorária da Associação do Património Cultural e Natural da Região de Setúbal. Em 1987, a Câmara Municipal de Setúbal condecorou-a com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural da Cidade de Setúbal.
Desde 1981, colaborou com o Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia. Efetuou visitas de apoio técnico à sua tocata, e prestou os necessários esclarecimentos sobre músicas e danças que o rancho adotou do seu livro Toadas, Cantares e Danças de Setúbal e sua Região, que reúne uma basta obra de recolha em Setúbal e sua região em épocas diferentes do inicio do século XX, por seu pai, Celestino Rosado Pinto.
Participou com regularidade no júri do Festival de Acordeão da Barra Cheia. Foi membro do Conselho Técnico da Estremadura Sul da Federação do Folclore Português desde 1981 até falecer. O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, prestou-lhe homenagem póstuma, em 1999, dedicando-lhe a edição do 11º. Festival de Acordeão da Barra Cheia, onde participaram dezenas de acordeonistas da região, muitos amigos e o Grupo de concertinas de Montargil. O Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia, participou em 2017 no Fórum Municipal Luísa Todi em Setúbal, nas cerimónias de Homenagem prestadas a Maria Adelaide Rosado Pinto.
Fontes: portal da Câmara Municipal de Setúbal, Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia
TOPONÍMIA MUSICAL
Celestino Rosado Pinto tem em Setúbal um largo com o seu nome (2910-458, São Sebastião, GPS: 38.52650700 -8.87122000)
Luís Petrolino tem rua com o seu nome em Setúbal, na freguesia de São Sebastião (GPS: 38.522882, -8.896155, 2900-721 Setúbal Zona Industrial da Varzinha).
Luísa Todi tem um monumento e uma avenida com o seu nome em Setúbal, e ruas em Matosinhos, Sesimbra, Gondomar, Lisboa e Cascais.
Maria Adelaide Rosado Pinto tem em Setúbal uma rua com o seu nome (2900-693 São Julião, GPS: 38.53281100 -8.89715700)
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/goncalo-simoes-piano-leon-espanha-2019.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 13:00:512024-10-28 17:58:50Setúbal e os seus músicos
Natural da vila de Loriga – Seia, António Luís de Brito iniciou os estudos musicais na Sociedade Recreativa e Musical Loriguense (Banda de Loriga), na qualidade de executante, contramestre, e posteriormente maestro de 1969 a 1974. Foi maestro da Banda Sociedade Instrução e Recreio de Paços da Serra – Gouveia, no ano de 1974, e da Banda de Música de Anadia, de 1979 a 1988.
Dirigiu ainda vários coros litúrgicos nas Igrejas de Loriga, Águeda e Recardães, sendo autor de diversas obras musicais.
Participou em vários cursos de aperfeiçoamento de diretores corais, organizados pela SEC – Secretaria de Estado da Cultura, onde se destaca o I e II Curso-Estágio de Direcção Coral, ministrados pelo Maestro José Robert.
É professor de música na Escola da Casa do Povo de Águeda, tendo também a seu cargo, a direção artística da Orquestra Juvenil da Casa do Povo de Águeda, desde 1983.
De 1986 a 1987, foi maestro do Orfeão da Associação Cultural de Recardães, e de 1989 a 1994, dirigiu o Coro Infantil do Orfeão de Águeda. Foi director artístico do Coro Misto do Orfeão de Águeda, desde 1981 a 1999. É maestro principal do Grupo Coral Oásis (Fogueira), desde Setembro de 1998, Maestro Adjunto do Coro Misto do Orfeão de Barrô, desde 2005, e do Coro da Cruz Vermelha Portuguesa de Águeda, desde 2006.
Foi um dos fundadores do Conservatório de Música de Águeda, no qual exerce funções diretivas desde a sua fundação (1999).
Maria Isabel Mendonça
A pianista Maria Isabel Mendonça nasceu em Seia. Iniciou os estudos musicais, em piano e violino, no Conservatório de Música de Seia, que frequentou até ao 6.º grau. A partir de 2010, frequentou o Conservatório Regional de Coimbra, na classe de Tatiana Yakimova, onde concluiu o curso complementar de piano com a classificação final de 20 valores.
Participou, também, no Concurso de Piano do Colégio São Teotónio, em 2011, e no Concurso de Piano Florinda Santos, em 2012, onde obteve o 2.º e 3.º lugar, respetivamente. Como solista, realizou concertos no Centro Cultural de Belém, nos “Dias da Música” dedicados a J. S. Bach, em Lisboa, e no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra.
Concluiu, com distinção, em 2017, o Mestrado Integrado em Arquitetura, pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Licenciou-se, em piano, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, tendo integrado a classe dos professores Madalena Soveral e Luís Filipe Sá. É docente na Escola Profissional da Serra da Estrela, em Seia, desde 2018.
Fontes: Mariana Cardoso enviou a informação relativa a Margarida Cardoso (musicóloga), Ricardo Almeida (trombone), Ana Rita Almeida (clarinete), André Maximino (trompa), Maria Isabel Mendonça (piano) e Jaime Reis (composição).
Mariana Cardoso
Natural de Seia, Mariana Cardoso iniciou os seus estudos musicais aos nove anos na Banda da sua terra natal. Desde então, foi adquirindo grandes experiências a nível de docência e performativos.
É Mestre em Ensino da Música pela Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESART), na classe de Carlos Piçarra Alves. (…)
Mariana Cardoso, clarinete, de Seia, foto Sara Silva
MÚSICOS FALECIDOS
Almeida Santos
Guitarrista, cantor, detentor de um vasto percurso profissional, cívico e político, António de Almeida Santos nasceu em Cabeça, Concelho de Seia, a 15 de fevereiro de 1926 e morreu em Oeiras, na noite de 18 de janeiro de 2016. Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1945-1952). A partir de 1953 radicou-se em Lourenço Marques (Maputo) onde exerceu advocacia e promoveu a cultura conimbricense na delegação local da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra.
Nos anos de Coimbra integrou organismos culturais estudantis como o Orfeon Académico, deu colaboração à TAUC e foi membro de formações de CC como executante de guitarra de Coimbra e como cantor. Deixou um Ré para guitarra que foi celebrizado num registo/arranjo de Jorge Godinho. Protagonizou alguns registos fonográficos em vinil e em CD, fez presenças radiofónicas nos anos de Coimbra e deixou registos televisivos. Em 9 dezembro de 2007 recebeu a laurea honoris causa pela FD/UC.
FILARMÓNICAS
Banda de Seia
A primeira notícia da criação da mais antiga Filarmónica de Seia reporta-se a 1857, sendo da autoria de José Mendes Dinis Belém. Fundou-a o Dr. José Roque Silva, que foi o seu primeiro regente. Em 1894 a Filarmónica Senense ou Banda Velha, como também foi conhecida, apresentou um fardamento novo. Em 1 de dezembro de 1907 foi criada em Seia a Filarmónica Regeneradora Liberal. Durante algum tempo existiram as duas bandas, com salutar rivalidade, até que esta última se extinguiu. Em 1921, foi criada a Banda 15 de Agosto, por iniciativa de vários senenses, entre os quais o Padre Antero da Silva Pereira, que foi o primeiro regente. Mais tarde foi organizada a Banda dos Bombeiros Voluntários de Seia, com os elementos das antigas Bandas que, entretanto, tinham sido extintas.
A Banda de Seia conta com inúmeras atuações em muitas cidades do País e, ainda, em Espanha e França. Tem no seu ativo mais de 50 executantes jovens, uma Escola de Música e um Grupo de Metais. No dia 3 de julho de 1993 foi-lhe atribuída, pela Câmara Municipal, a medalha de Ouro do Concelho de Seia.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/seia-maria-isabel-mendonca-piano.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 13:00:242021-06-27 16:16:55Seia e os seus músicos
Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.
Isabel Silvestre (cantora, 1941)
Isabel Silvestre, cantora, de São Pedro do Sul
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
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Músicos naturais do Concelho de São João da Pesqueira
Projeto em desenvolvimento, o Musorbis aproxima os munícipes e os cidadãos do património musical e dos músicos do Concelho.
Paradela de Oliveira (cantor, 1904-1970)
Paradela de Oliveira
por José Anjos de Carvalho
Paradela de Oliveira
Paradela de Oliveira, fadista, de São João da Pesqueira
Paradela de Oliveira
Dr, Paradela de Oliveira, fadista, de São João da Pesqueira
José Paradela de Oliveira nasceu em S. João da Pesqueira, a 15 de fevereiro de 1904 e morreu em Madrid, a 18 de setembro de 1970. Tinha já concluído o curso da Escola Normal de Vila Real quando se matriculou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Frequentou a Universidade durante quatro anos letivos, entre 1924 e 1928, e seguidamente transitou para a Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa onde, em 28 de junho de 1930, concluiu o respetivo curso.
Fez parte do Grupo de Fados da Tuna Académica na digressão desta pelo Brasil, no verão de 1925, grupo constituído por Artur Paredes e Paulo de Sá (guitarras), José Monteiro da Rocha Peixoto (viola) e Agostinho Fontes Pereira de Melo, José Paradela de Oliveira e Lucas Rodrigues Junot (cantores).
Em maio de 1927 gravou cinco discos de 78 rpm para a His Master’s Voice, acompanhado à guitarra por Francisco da Silveira Morais e, à viola, por António Lopes Dias, discos esses que figuram no Catálogo para Portugal de Discos His Master’s Voice, referente a 1928, edição do Grande Bazar do Porto, impresso nas Oficinas de “O Comércio do Porto”. Em 1928, gravou mais um disco, acompanhado por Francisco da Silveira Morais e por António Lopes Dias. Três décadas mais tarde, em 1960, em Madrid, já Paradela se aproximava do estatuto de “sexagenário”, voltou novamente a gravar, desta vez acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão Moisés (1921-1992) e José Maria Amaral (1919-2001) e, à viola, por Arménio Silva. José Paradela de Oliveira é autor da música dos seguintes fados: Fado das Penumbras, Fado das Andorinhas, Fado do Fim, Nunca e Sempre e Fado da Desesperança.
Primeira Parte
DISCOGRAFIA de 78 rpm
Gravações de 1927:
Disco His Master’s Voice, E.Q. 40[1]
7-62159 – Amor de Estudante (Dizem que o amor dum estudante)
7-62160 – Fado do 5º Ano Médico de 1926 (Vida, que és o dia de hoje)
Disco His Master’s Voice, E.Q. 70
7-62166 – O Meu Menino (O meu menino é d’oiro)
7-62167 – Fado das Penumbras (À noite tudo comunga)
Disco His Master’s Voice, E.Q. 82
7-62174 – Um Fado de Coimbra (És linda mas… foras feia)
7-62175 – Um Fado Triste (Assim chego aos teus pés)
Disco His Master’s Voice, E.Q. 85
7-62170 – Fado Antigo (Saudades d’amor quem há-de)
7-62171 – Fado da Vida (Ao morrer os olhos dizem)
Disco His Master’s Voice, E.Q. 86
7-62172 – Fado da Sé Velha (Aquela moça de Aldeia)
7-62173 – Fado de Santa Cruz (Igreja de Santa Cruz)
Gravações de 1928:
Disco His Master’s Voice, E.Q. 174
7-62221 – Fado de Santa Clara (Eu ouvi de Santa Clara)
7-62222 – Fado das Andorinhas (Porque meus olhos se apartem)
LETRAS
.
Amor de Estudante
(Dizem que o amor dum estudante)
Música: D. José Pais de Almeida e Silva
Letra: João Carlos Celestino Gomes (1927)
Dizem que o amor dum estudante
(Ai) Não dura mais que uma hora;
Como é que eu, sendo estudante,[2]
Te amei d’outrora até agora?
As que amei foi tão-somente
(Ai) Pra te amar com mais ternura…
Quantos actos faz a gente
Pra uma só formatura?!…
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927, por José Paradela de Oliveira (Disco His Master’s Voice, B 4702, posteriormente sob o n.º de catálogo HMV E.Q. 40); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor com o título “Student Love”, n.º de catálogo 81355.
Augusto Camacho gravou este fado, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Aurélio Reis. Augusto Camacho altera o 1º verso para «Dizem que amor de estudante» (LP Cantar Coimbra, MBP 7010061, editado em 1988). No disco figura erradamente o nome de Paulo de Sá como autor da música e da letra.
Existe uma outra versão deste fado, gravada por José Afonso, acompanhado à guitarra por António Portugal e Eduardo de Melo e, à viola, por Manuel Pepe e Paulo Alão (EP Balada do Outono, Rapsódia, EPF 5 085, editado em 1960). No disco figura erradamente como autor o nome de Paradela de Oliveira, o cantor que gravou este fado pela primeira vez. Possivelmente devido a aprendizagens de outiva, esta versão, além de literariamente ser diferente da original, da que foi gravada por Paradela de Oliveira, também é algo diferente em termos musicais. A letra que canta é a seguinte:
Dizem que amor de estudante
(Ai) Não dura mais que uma hora;
Só o meu é tão velhinho
Inda se não foi embora.
A Cabra da Velha Torre
(Ai) Meu amor chama por mim…
Quando um estudante morre
Os sinos tocam assim…
A gravação de José Afonso encontra-se disponível no LP Coimbra Serenade, Rapsódia, LDF 006, editado em 1967, e no LP Baladas e Fados de Coimbra, Edisco, ELD 18.020, em 1982 e, também em compact disc (CD Coimbra Serenade, Edisco, ECD 5, editado em 1992 e em Um Século de Fado/Ediclube, CD N.º 4/Coimbra, editado em 1999).
Fado do 5º Ano de Médico de 1926
(Vida, que és o dia de hoje)
Música: Maestro Álvaro Teixeira Lopes
Letra: 1ª Quadra: (?)
2ª Quadra. António Correia de Oliveira (1915)
Edição musical: Tipografia da Coimbra Editora, Lim. (versão literária original)
Vida, que és o dia de hoje,
No bem que de ti se alcança,
Ou passa porque nos foge,
Ou passa porque nos cansa.
Toda a ventura é Saudade,
Fantasma da minha porta;
– É morta, e finge de viva!
É viva, e finge de morta! –
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927, por José Paradela de Oliveira (Disco His Master’s Voice, B 4702, posteriormente sob o n.º de catálogo HMV E.Q. 40); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor com o título “Fado of the Medical Students”, n.º de catálogo 81355.
António Bernardino gravou este fado em 1967 com esta letra e sob o título «Fado do 5º Ano Médico», disco que foi o primeiro que gravou, acompanhado à guitarra por António Portugal e Francisco Martins e, à viola, por Jorge Moutinho (EP Orfeu, ATEP 6184). Talvez por causa da prosódia, ou por deficiência da aprendizagem de outiva, António Bernardino, nos dois últimos versos da 2ª quadra, omite a conjunção «e» (Cf. António Correia de Oliveira, A Minha Terra – I. Caminhos, Aillaud e Bertrand, 1915, pág. 36). No disco vem a indicação de D.R. indicativa de que os participantes do disco não conheciam quem eram os autores da música do fado, nem das quadras. Aliás, nos quatro fados deste disco vem em todos a indicação “D.R.” (Direitos Reservados).
Na sua versão original, este fado é o “Fado da Récita de Despedida do 5º Ano Médico de 1926”, cantado pelo quintanista José dos Santos Malaquias na récita levada à cena no Teatro Avenida nas noites de 25 e 26 de Maio de 1926, cuja peça se intitulava “Esculápio em Cuecas”. A letra, da autoria de Carlos Alberto Dias Costa, também Quintanista, é a seguinte:
Nesta vida, francamente,
Há tanta contradição!
Fumo negro sobe ao Céu
Água pura cai no chão.
Minha capa, coitadinha,
Vou deixá-la, na verdade;
Vai ficar a pobrezinha
Toda negra de Saudade.
Há duas coisas que eu guardo
Co’uma avareza sagrada:
Os beijos de minha Mãe
E as cartas da minha Amada.
Minha capa tão velhinha…
Hei-de guardá-la também
Co’as cartas do meu Amor
E os beijos de Minha Mãe.
A edição musical do “Fado da Récita” foi impressa na Tipografia da Coimbra Editora, Lim., Avenida do Arnado, Coimbra.
O Meu Menino
(O meu menino é d’oiro)
Música: Alexandre de Rezende (dedicada a seu filho José)
Letra: 1ª quadra: Popular (<1880)>Sassetti & C.ª (c/capa de Stuart de Carvalhais)
O meu menino é d’oiro,
É d’oiro o meu menino,
Hei-de levá-lo ao Céu
Enquanto for pequenino.
Por causa de três meninas
Eu passo a vida entre abrolhos;
Uma és tu – as outras duas
As meninas dos teus olhos.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por José Paradela de Oliveira, (Disco His Master’s Voice, E.Q. 70); o disco foi reeditado nos Estados Unidos, sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81357.
O filho de Alexandre Rezende chamava-se José de Sousa Mendes de Rezende. A 1ª quadra é popular e anterior a 1880. O cancioneiro Popular Português, de José Leite de Vasconcelos, contém cerca de trinta de variantes literárias desta primeira quadra.
Divaldo de Freitas (Emudecem Rouxinóis do Mondego, 1ª série, pág. 28) diz que a 2ª quadra seria esta outra:
À Mãe de Nosso Senhor,
Hei-de pedir, com carinho,
Que nunca leve a tristeza
Aos olhos do meu filhinho.
Porém, a 2ª quadra mais generalizada é a que tem por incipit o último verso da quadra anterior (o antigo processo leixa-prem que ainda subsiste nas quadras ao desafio), quadra que é a seguinte:
Enquanto for pequenino,
Tão puro como o luar,
Hei-de levá-lo ao Céu
Hei-de ensiná-lo a cantar.
António Menano gravou este fado em Paris, na mesma altura que Paradela, em Maio de 1927, mas com uma outra letra (discos Odeon, 136.805 e A136.805, master Og 594) e no ano seguinte em Berlim, em Dezembro de 1928 (disco Odeon LA 187.801 master Og 1006). A gravação de Paris encontra-se disponível em vinil (Álbum de Fados de Coimbra – António Menano, Vol. I, disco 2, editado em 1985) e, desde Dezembro de 1995, em compact disc (CD António Menano – Fados, Vol. II).
A letra cantada por António Menano é extraída do poemeto “Embalando o Menino”, de António Correia de Oliveira (A Minha Terra, IX. Um Lenço de Cantigas, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1916, págs. 19 e 20). Ao que parece, António Menano terá preferido não utilizar a letra original, tendo optado por esta em intenção do seu recém-nascido filho Nuno. A letra gravada por António Menano é a seguinte:
O meu filho é pequenino:
Três palmos, e pouco mais;
Com tão pequena medida,
Mede-se a alma dos pais!
O meu filho é pequenino…
Diz a morte: – “Ai nem o quero!”
E a vida, a rir de contente:
– “Eu é que sei quanto espero…”
Esta letra é a que acompanha a pauta da edição musical da Sassetti, editada em 1927. Tem capa de Stuart de Carvalhais e a indicação «Por António Menano», mas no interior diz «música de António Menano», o que não está correcto, tendo dado origem a uma séria questão entre Alexandre de Rezende, que é o autor do fado, e António Menano.
Manuel Branquinho (EP Orfeu, ATEP 6302) também gravou este fado mas substitui a 2ª quadra pela seguinte variante de uma quadra Silva Tavares:
A cama do meu menino
Faço-a eu e mais ninguém;
Quem me dera que o destino
Eu fizesse assim também.
Gravado em 1985 por Alexandre Herculano e, numa variante musical, também por Luiz Goes, ambos acompanhados à guitarra por Francisco de Vasconcelos e Luis Plácido e, à viola, por João Alpoim e Álvaro Bandeira (LP De Coimbra para a Unicef – Grupo Serenata de Coimbra, Videofono, VLP-2010). Disponível em compact disc (CD Saudades de Coimbra/Grupo Serenata de Coimbra, Videofono, VCD 50004, editado em 1993).
Alguns CD entre muitos outros:
CD Coimbra Serenade, Edisco, ECD 5, editado em 1992 (canta Casimiro Ferreira);
Tempo(s) de Coimbra, Disco 1, editado em 1992, canta Alfredo Correia;
CD Nº 45/O Melhor dos Melhores – Fados de Coimbra, Movieplay, MM 37.045, editado em 1994, canta Manuel Branquinho;
CD Fernando Machado Soares, Philips, 838-108-2, compilação de gravações de 1986 e 1988;
CD Clássicos da Renascença – Manuel Branquinho, Movieplay, MOV 30.029, sob o título «Menino de Oiro», editado em 2000;
CD Victor Almeida e Silva – Coimbra enCanto e Poesia, 11.80.7854, editado em 2000.
Fado das Penumbras
(À noite tudo comunga)
Música: José Paradela de Oliveira, dedicada “Ao Edmundo Bettencourt”
Letra: (?)
Edição musical: Sassetti & C.ª (c/capa de Stuart de Carvalhais)
À noite, tudo comunga
Da tristeza que me invade!
A terra, órfã do sol,
Tem o luar por saudade.
Hei-de enterrar os meus olhos
Numa cova à beira-mar:
Já que a morte me não leva,
Ninguém me veja chorar.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 70); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81357.
Na edição musical da Sassetti, copyright de 1929, consta expressamente ser música de Paradela de Oliveira, dedicada “Ao Edmundo Bettencourt”, mas é totalmente omissa quanto à autoria das quadras. Além disso, na edição musical da Sassetti, a 2ª quadra é esta outra que Paradela não canta no disco:
Ainda me hás-de ensinar
Como encantas toda a gente,
Para ao depois te encantar,
Meu amor, a ti somente!…
José mesquita também gravou este fado (Cassete VIVA-DISCO 11.50.4058) e canta uma variante da 1ª quadra: no 2º verso (Na tristeza…) e, no 4º verso (Tem a lua…).
Um Fado de Coimbra
(És linda, mas… foras feia)
Música: Alexandre Rezende
Letra: (?)
Edição musical: Desconheço a sua existência
És linda, mas… foras feia,
Mesmo assim eu te queria,
Não é por ser lua cheia
Que o luar mais alumia.
És loura, branca e tão linda,
Que às vezes, sonho, criança,
Que Deus assim te faria
Pra dar corpo à minha esp’rança.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e só se repete o último verso.
Gravado em Maio de 1927 por José Paradela de Oliveira (Discos His Master’s Voice, E.Q. 82). Este mesmo disco foi reeditado nos Estados Unidos, sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81460.
Como já foi referido na discografia de António Batoque, a música deste fado é a mesma de muitos mais que cronologicamente se indicam pelas datas das gravações, tendo todos eles títulos e/ou letras diferentes e, quando algumas quadras figuram em mais de um fados, elas apresentam variantes já que não há duas quadras exactamente iguais.
FADO DA MÁGOA (A minha tristeza é tanta), gravado por Carvalho de Oliveira ainda antes da gravação de António Batoque (Carvalho de Oliveira canta e repete os 2.ºs dísticos, versão que se julga ser a original, sendo só a partir da gravação de António Batoque que em vez de se repetir todo o 2º dístico se passou a repetir apenas o 4º verso). Disco Pathé, 4043, master 201026.
FADO DE COIMBRA N.º 4 (Ceifeira que andas à calma), gravado por António Batoque em 1926. Disco Columbia, J 797, master P.130.
UM FADO DE COIMBRA (És linda, mas… foras feia), gravado por Paradela de Oliveira em Maio de 1927. Disco His Master’s Voice, E.Q. 82, master 7-62174.
INQUIETAÇÃO (Quanto mais foges de mim), gravado por Edmundo de Bettencourt em Fevereiro de 1928, no Porto. Disco Columbia, 8122, master P.307.
FADO DOS NAMORADOS (Não digas não, dize sim), gravado por António Menano na Primavera de 1928, em Lisboa. Disco Odeon, 136.818, master Og 688.
FADO (Eu tenho tanto cuidado), gravado por Almeida d’Eça em 1929. Disco Polydor, P 42137, master 42138.
INQUIETAÇÃO (És linda… se foras feia), gravada por José Afonso em Junho/Julho de 1980. LP Orfeu, FPAT 6011, editado em 1981.
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Um Fado Triste
(Assim chego a teus pés)
Música: Fortunato Roma da Fonseca
Letra: (?)
Edição musical: Desconheço a sua existência
Assim chego a teus pés,
Curada da dor levada,
Como já chegaste aos meus,
Sem alma e asas, sem nada.
A luz desse olhar tristonho
Que ninguém tem, faz lembrar
Essa luz feita de sonho
Que a lua deita no mar.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por José Paradela de Oliveira, (Disco His Master’s Voice, EQ 82); o disco foi reeditado nos Estados Unidos, sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81460.
A música é a mesma do fado TRISTE (Ai daqueles que só amam), gravado por Lucas Junot em Maio de1927, em Londres.
Augusto Camacho gravou este fado em 1997 mas com um outro título e uma outra letra, CANTO DE BEM-QUERER (Dizem que o bem se conhece), acompanhado pelo Grupo Serenata de Coimbra (CD Grupo Serenata de Coimbra… para o mundo, Videofono 50008).
Fado Antigo
(Saudades d’amor quem há-de)
Música: (?)
Letra: 1ª Quadra: (?)
2ª Quadra: Afonso Lopes Vieira
Edição musical: Desconheço a sua existência
Saudades d’amor quem há-de
Apagar a sua luz,
São como os sinais de sangue
Que Cristo deixou na cruz.
Por ti perdi o sossego
E dizes pra te deixar;
Pede às águas do Mondego
Que não corram para o mar.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por José Paradela de Oliveira (Disco His Master’s Voice, E.Q. 85); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81460.
A música é geralmente atribuída a Paradela de Oliveira, muito provavelmente por ele ter gravado este fado. No entanto, esta mesma música fora anteriormente gravada com uma outra letra, em 1926, por António Batoque, Fado de Coimbra Nº 5 (Cantigas são como freiras), também designado por Fado Antigo (disco Columbia, J 798).
A música do Fado Antigo (Saudades d’amor quem há-de) não é a mesma do Fado Antigo (Por uns olhos que fugiram) da autoria de Francisco Menano, de que existe edição musical impressa, nem da do Fado Antigo (Eu passo noites inteiras) gravado por Fernando Gomes Alves.
Gravado por Augusto Camacho, em 1997, acompanhado à guitarra por Francisco Vasconcelos e Alexandre Bateiras e, à viola, por João Gomes, Rodrigues Pereira e Jorge Tito Mackay (CD Grupo Serenata de Coimbra… para o mundo, Videofono, VCD 50008, editado em 1998). Augusto Camacho inverte a ordem das quadras e também não esclarece as respectivas autorias.
Fado da Vida
(Ao morrer os olhos dizem)
Música: Alexandre Rezende
Letra: Manuel Laranjeira (modificada)
Edição musical: Desconheço a sua existência
Ao morrer, os olhos dizem:
– «Pára morte, espera aí!
Vida, não vás tão depressa,
Que eu inda te não vivi…»
E a Vida passa, e a Morte
É que responde em vez dela:
– «Mas que culpa tem a vida
De que não saibam vivê-la?!»
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 por Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 85); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81460.
A música e a letra são as do chamado Fado Rezende (Ao morrer, os olhos dizem), gravado também em Maio de 1927, em Londres, por Lucas Junot (Disco Columbia, 8104).
As quadras originais são do médico e escritor Manuel Fernandes Laranjeira (1877–1912) e foram originariamente escritas, sob a epígrafe «O Último Diálogo», no Álbum da Ex.ª Sr.ª D. Sophia Isménia Quaresma, quadras posteriormente publicadas no livro «COMIGO», editado em Fevereiro de 1912, dias antes de o autor se ter suicidado. Essas quadras são as seguintes:
Ao morrer, os olhos dizem
Sempre o mesmo: – «Espera ahi!
Vida, não vás tão depressa,
Que ainda te não vivi…»
E a Vida passa, e a Morte
É que responde em vez dela;
– «Mas que culpa tem a vida
De não saberem vivê-la?»
Fado da Sé Velha
(Aquela moça de aldeia)
Música: Francisco Paulo Menano
Letra: Américo Durão (1917)
Edição musical: desconheço a sua existência
Aquela moça de aldeia
Que eu conduzir ao altar,
Há-de trazer-me à ideia
Desejos de lhe rezar.
Amei-te só de me olhares,
O coração adivinha:
– Deus faz as almas aos pares,
Fez a tua e fez a minha.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 com esta letra por Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 86); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81458.
Disponível em CD (CD Heritage, HT CD 15, Interstate Music, editado em 1992, Arquivos do Fado/Tradisom, Vol. II, TRAD 005, cópia do anterior, e Colecção Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 1/Coimbra, editado em 1999).
A música é a mesma do Fado da Sé Velha (Se eu tivesse olhos assim), gravado em Maio de 1927, em Paris, por António Menano (discos Odeon, 187.504 e A 187.504, master Og 607).
A letra é de Américo de Oliveira Durão, encontra-se no Canto II do livro Poema de Humildade.
Que eu saiba, a gravação de Paradela de Oliveira é a única gravação em que o cantor canta correctamente a letra, sem estropiar verso algum.
José Afonso, acompanhado à guitarra por António Portugal e Eduardo de Melo e, à viola, por Manuel Pepe e Paulo Alão, gravou este fado, dando-lhe por título «Aquela Moça da Aldeia» (EP Alvorada, MEP 60280).
A letra cantada por José Afonso está bastante estropiada, provavelmente devido a deficiente aprendizagem de outiva. Assim, no 1º verso em vez «de aldeia» canta “da aldeia”, no 4º verso, em vez de «Desejos de lhe rezar», canta “Desejos de eu ir rezar”; no 3º verso da 2ª quadra, em vez do presente do indicativo, «Deus faz…» emprega o pretérito perfeito “Deus fez…” e, finalmente, no último verso, em vez de «Fez a tua e fez a minha», canta “E da tua vida minha”. Disponível em vinil (LP Coimbra Menina e Moça, Alvorada, ALV 04 100) e em compact disc (CD José Afonso – De Capa e Batina, Movieplay, JA 800, editado em 1996 e CD Fados e Guitarradas de Coimbra, Movieplay, MOV. 30.332/B, editado em 1996).
Gravado pelo Grupo de Fados de Coimbra Alma Mater. Canta Carlos Pedro, acompanhado à guitarra por Pedro Anastácio e Nuno Cadete e, à viola, por António Paulo (CD Alma Mater – Grupo de Fados de Coimbra, SecFado/AAC, CD-SF 005, editado em 1995); no disco vem com o nome Fado de Santa Cruz e, como seu autor, o Dr. Paradela de Oliveira. O estropiamento da letra é idêntico ao de José Afonso.
José mesquita também gravou este fado e também em vez de cantar que tem desejos de rezar àquela moça canta também como José Afonso que tem desejos de ir rezar (LP Fados e Baladas de Coimbra, RODA SS RL 9001, editado em 1979).
Fado de Santa Cruz
(Igreja de Santa Cruz)
Música: Fortunato Roma da Fonseca
Letra: 1ª Quadra: Popular
2ª Quadra: Popular (?)
Edição musical: Desconheço a sua existência
Igreja de Santa Cruz,
Feita de pedra morena,
Dentro de ti vão rezar
Uns olhos que me dão pena.
Lágrimas de portugueses
Se todas fossem ao mar
Já não houvera no mundo
Terra firme onde chorar.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Maio de 1927 pela primeira vez por José Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 86); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 81458.
A gravação encontra-se disponível em compact disc (CD Heritage, HT CD 15, editado em 1992, Arquivos do Fado/Tradisom, Vol. II, TRAD 005, cópia do anterior, e em Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 1/Coimbra, editado em 1999).
A 1ª quadra é popular e não do autor da música do fado. José Leite de Vasconcelos, em apontamentos por ele recolhidos em 1892 na Quinta da Ponte, freguesia de Espinho (OPÚSCULOS, VOLUME VI), anotou a seguinte quadra:
Adeuzz…igrâija de Sã Pedro
Fâita de pedra muréna
Cândo eu lá ôiço missa
Doiz ólhos é que me dão pena.
O fado foi posteriormente gravado em Fevereiro de 1928 por Edmundo Bettencourt, acompanhado à guitarra por Artur Paredes e Albano de Noronha e, à viola, por Mário Faria da Fonseca (disco Columbia 8123, master P 306-2); Bettencourt canta como 2ª quadra a seguinte:
Quando estavas na igreja
A teus pés ajoelhei:
– À Virgem por mim rezavas,
À Virgem por ti rezei.
A referida gravação foi reproduzida em vinil (LP Fados de Coimbra, EMI 2402451, editado em 1984) e está disponível em compact disc (CD Heritage, HT CD 15, da Interstate Music, editado em 1992, Arquivos do Fado/ Tradisom, Vol. II, TRAD 005, cópia do anterior, e CD O Poeta Cantor, 560 5231 0047 2 5, da Valentim de Carvalho, edição de 1999).
António Menano veio depois a gravar este fado em Dezembro de 1928, em Berlim (Disco Odeon, LA 187.815, master Og 1034). Na letra que António Menano canta não há referência ao nome da igreja que dá o título ao fado; começa por cantar a 2ª quadra (Quando estavas na igreja) e, como 2ª quadra, canta esta outra:
E na crença e na vertigem
Foi então que eu me perdi;
Em vez de rezar à Virgem
Rezava mas era a ti.
A gravação foi reproduzida em vinil (Álbum de Fados de Coimbra – António Menano, Vol. II, disco 2, editado em 1986) e está disponível em compact disc (CD António Menano – Fados, editado em Setembro de 1995).
Adriano Correia de Oliveira, que cantava este fado mas não o gravou, substituía a 2ª quadra por esta outra:
Ingrata, se fores à missa
Não te aproximes da Cruz
Que o pobre Cristo não veja
O teu olhar que seduz.
Muitos outros cantores gravaram este fado. Por vezes, o incipit «Igreja de Santa Cruz» aparece na discografia como título. Outras gravações disponíveis em compact disc:
Alfredo Correia (Tempo(s) de Coimbra, disco 1, editado em 1992);
Victor Nunes (Tertúlia do Fado de Coimbra, Videofono, VCD 50001, de 1993);
Serra Leitão (Dr. Serra Leitão, Discossete, CD 951000, editado em 1993, A nossa Selecção de Fados, Baladas e Guitarradas de Coimbra, Discossete, 1172-2, disco 2, editado em 1997 e Coimbra – Fados, ballads & guitars, Colecção das Naus, NAU CD 017, editado em 1998).
Augusto Camacho (Colectânea de 1880-1994, Discossete, 1014-2, editado em 1995);
Luiz Ribeiro da Silva (CD Coimbra Menina e Moça, SPA 2004)
Fado de Santa Clara
(Eu ouvi de Santa Clara)
Música: Francisco Menano
Letra: Lucas Rodrigues Junot
Edição musical: Desconheço a sua existência
Eu ouvi de Santa Clara
Lamentos de alguém que chora…
Era a Rainha pedindo
(Ai2) Por mim a Nossa Senhora.
Cantigas são como freiras
Das grades falando ao vento,
Coimbra das oliveiras
(Ai2) Que te fizeste convento.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado com esta letra por Paradela de Oliveira, em Outubro de 1928 (disco His Master’s Voice, E.Q. 174); o disco foi reeditado nos Estados Unidos sob etiqueta Victor, n.º de catálogo 33010
Paradela de Oliveira não seguiu a letra de Lucas Junot, alterou o 2º verso da 1ª quadra e substituiu a 2ª por uma outra, além de que modificou ligeiramente a música (omite o vocalizo «Ai» no 3º verso).
Lucas Junot já anteriormente havia gravado este fado em Londres, em Maio de 1927, acompanhado à guitarra por si próprio e, à viola, por Abel Negrão (disco Columbia, 8102, master P. 195). Nele consta a anotação “Dr. Francisco Menano” entre parêntesis, indicativa da autoria da música, mas é omisso quanto à autoria da letra que, no caso em apreço, sabe-se ter sido o próprio Lucas Junot que, diz-se, a teria composto em plena Ponte de Santa Clara, olhando o Mosteiro onde está sepultada a Rainha Santa Isabel (Se non è vero, è bene trovato).
A letra de Lucas Junot é a seguinte:
Eu ouvi de Santa Clara
Gemidos de alguém que chora…
(Ai1) Era a Rainha pedindo
(Ai2) Por mim a Nossa Senhora.
Com pena, Nossa Senhora,
Chorando, pediu-me um dia:
(Ai1) Que não chorasse cantando
(Ai2) Que os anjos entristecia.
A gravação de Lucas Junot encontra-se disponível em compact disc (Heritage, HT CD 15, editado em 1992 e Arquivos do Fado/Tradisom, Vol. II, TRAD 005, cópia do anterior).
João Barros Madeira gravou este fado em 1962, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Jorge Moutinho (EP Balada da Saudade, Rapsódia, EPF 5.187) mas altera sem razão aparente a 2ª quadra para:
Aos pés de Nossa Senhora,
Orando, pedi um dia:
(Ai1) Que não rezasses chorando
(Ai2) Que os anjos entristecia.
A gravação de Barros Madeira encontra-se disponível em compact disc (Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 2/Coimbra editado em 1999).
Manuel Branquinho também gravou este fado utilizando a mesma letra que Barros Madeira, acompanhado à guitarra por si próprio e por Gabriel Ferreira e, à viola, por Jorge Gomes mas altera ligeiramente a música e muda-lhe o título para «Santa Clara», tout court (EP Manuel Branquinho, Orfeu, ATEP 6298).
Gravado em 2004 por Luiz Ribeiro da Silva, acompanhado à guitarra por Carlos Couceiro e Teotónio Xavier e, à viola, por Durval Moreirinhas e António Toscano (CD Coimbra Menina e Moça, SPA 2004).
Fado das Andorinhas
(Porque meus olhos se apartem)
Música: Paradela de Oliveira, dedicada “Ao Dr. Paulo de Sá” (1928-29)
Letra: Paradela de Oliveira e João Carlos Celestino Gomes (1928-29)
Edição musical: Sassetti & C.ª (c/capa de Stuart de Carvalhais)
Porque os meus olhos se apartem
Dos teus, não lhes queiras mal
Que as andorinhas que partem
Voltam ao mesmo beiral.
Eu hei-de voltar um dia…
Eu sou como as andorinhas,
Se as tuas saudades forem
Bater à porta das minhas…
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado pela 1ª vez, em Outubro de 1928, por Paradela de Oliveira (disco His Master’s Voice, E.Q. 174); no disco vem a indicação de Paradela ser o autor da música. Mais tarde, em meados de Outubro de 1960, em Madrid, voltou a gravar este mesmo fado, acompanhado à guitarra por João Bagão e José Amaral e à viola por Arménio Silva (EP PHILIPS, 431 901 PE de 45 rpm, sob o título “Saudades de Coimbra Nº 1”). No disco constam as autorias. Reeditado em Angola pela Lusolanda; reproduzido também no LP: Fontana, 6482 003, produção da Phonogram.
Paradela de Oliveira gravou este fado no tom de Lá menor, em 1928, e em Fá # menor na gravação de 1960, em Madrid.
O fado foi editado pela casa Sassetti & Cª. Rua do Carmo 56, Lisboa, com capa de Stuart de Carvalhais. Na dita edição consta a seguinte dedicatória de Paradela de Oliveira; “Ao Dr. Paulo de Sá”.
Este fado tem sido cantado e gravado por variados cantores, uns de Coimbra outros não, mas nem sempre respeitam integralmente a melodia cantada por Paradela de Oliveira.
Gravações disponíveis em compact disc:
CD Fernando Machado Soares, Philips, 838 108-2, compilação de gravações de 1986 e 1988;
CD Alma Mater – Grupo de Fados de Coimbra, SecFado/AAC, CD-SF-005, editado em 1995 (canta Carlos Pedro);
CD Fados e Guitarradas de Coimbra, Movieplay, MOV. 30.332/B, editado em 1996 (canta Sutil Roque);
Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 3/Coimbra, EMI 7243 5 20637 2 7, de 1999 (canta Sutil Roque).
Segunda Parte
DISCOGRAFIA EM VINIL
Gravações de Outubro de 1960 em Madrid:
EP Saudades de Coimbra N.º 1, Philips, 431 901 PE
São Tão Lindos os Teus Olhos
Balada da Torre D’Anto (Se a noite cobre os caminhos)
Fado do Fim (Fui moço… passei, ficou)
Fado das Andorinhas (Porque os meus olhos se apartem)
EP Saudades de Coimbra N.º 2, Philips, 431 902 PE
Toada do Penedo da Saudade (Coimbra, já sem idade)
Nunca e Sempre (Da alegria de algum dia)
Adeus a Coimbra (Quando em noites de luar)
Fado da Desesperança (Só Deus sabe o que é preciso)
LETRAS
São tão lindos os teus olhos
Música: Armando Goes
Letra: 1ª quadra: Dom António de Bragança
2ª quadra: Popular
Edição musical: Desconheço a sua existência
São tão lindos os teus olhos
Quando se fitam nos meus!
Dizem coisas, contam coisas…
Ai Jesus, valha-me Deus!
Põem-se-te os olhos em brasa
Quando algum noivado vês…
Deixa lá casar quem casa
Que ninguém nos tira a vez.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado por Paradela de Oliveira em Outubro de 1960, em Madrid (Disco Saudades de Coimbra Nº 1, Philips, 431 901 PE, de 45 rpm). Disponível também no extended play (EP Dr. Paradela de Oliveira, Philips, 431 901 PE, editado em Angola pela Lusolanda) e em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).
A música é a mesma do Fado dos Búzio (De ser Maria o teu nome), gravado por Armando Goes (disco His Master’s Voice, E.Q. 32).
A 1ª quadra é de Dom António de Bragança (Cf. Mascarenhas Barreto, FADO – Origens Líricas e Motivação Poética, Editorial Aster, Lisboa, s/data, págs. 302).
A 2ª quadra é considerada popular e tem diversas variantes; uma dessas variantes consta do cancioneiro Geral dos Açores. No Fado de Coimbra Nº 6 (Sei lá se a dor me consome), António Batoque canta uma outra variante desta mesma quadra. Presentemente, a variante mais generalizada tem por incipit «Ficam teus olhos em brasa».
Gravado por Fernando Rolim, também em 1960, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Aurélio reis e Mário de Castro (EP Música de Portugal, Parlophone, LMEP 1029). Rolim, na 2ª quadra, canta a variante «Ficam teus olhos em brasa».
Balada da Torre d’Anto
(Se a noite cobre os caminhos)
Música: João Carlos Bagão
Letra: Leonel Neves (1953)
Edição musical: Desconheço a sua existência
Se a noite cobre os caminhos,
A Torre d’Anto descobre
Que estrelas são buraquinhos
Da capa de António Nobre!
Ai Torre d’Anto
Que ao Poeta ouviste
Versos tristes, velha torre.
No mundo há pranto,
A vida é triste,
Anto dorme, não te morre.
Se alguém tossiu ou chorou,
Se há um lamento ou um dobre,
A Torre d’Anto escutou
Poemas de António Nobre.
Ai Torre d’Anto etc., etc.
Informação complementar:
Composição musical com refrão. Nas quadras só se repete o 1º dístico; no refrão apenas se cantam e repetem o 3º e o 6º verso.
A Balada da Torre d’Anto veio a ser uma criação do Dr. José Paradela de Oliveira que a gravou em 1960, em Madrid, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão Moisés e José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 1, Philips, 431 901 PE); no disco vem a indicação de João Bagão e Leonel Neves como autores da música e da letra, respectivamente.
A presente letra é, por ordem cronológica, a segunda de uma série de quatro (Cegueira Minha, Balada da Torre d’Anto, Toada do Penedo da Saudade e Balada da Velha Sé) do Dr. Leonel Neves, feitas especialmente para músicas de João Carlos Bagão, entre os anos de 1953 e 1954.
Gravada por Luiz Goes, em Março de 1967, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e Aires Máximo de Aguilar e, à viola, por António Simão Toscano e Fernando Neto Mateus da Silva (EP Columbia, ELMS 3002 e LP Coimbra de Ontem e de Hoje, Columbia, SPMX 5004). Posteriormente foi reeditado pela EMI, sob licença da Columbia (LP Coimbra de Ontem e de Hoje, EMI 11c 078, editado em 1983).
Também no duplo album O Melhor de Luiz Goes, EMI 7919321, editado em 1989. Disponível em compact disc:
CD Coimbra de Ontem e de Hoje, EMI 7243 8 33481 2 1, editado em 1995;
CD Luiz Goes – Homem só meu Irmão, EMI-VC (Caravela), editado em 1996;
Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 3/Coimbra, editado em 1999.
Gravado em 1997 por Barros Ferreira (CD Grupo Serenata de Coimbra… para o mundo, Videofono, 50008).
Gravado em 2004 por Luis Ribeiro da Silva, acompanhado à guitarra por Carlos Couceiro e Teotónio Xavier e, à viola, por Durval Moreirinhas e António Toscano (CD Coimbra Menina e Moça, SPA 2004).
Fado do Fim
(Fui moço… passei, ficou)
Música: José Paradela de Oliveira
Letra: António de Sousa
Edição musical: Desconheço a sua existência
Fui moço… passei, ficou
Esta saudade de mim!
Na vida velha que sou
Deus m’a guarde até ao fim.
Teus sonhos morrem nos meus
Que a vida cai-me das mãos;
Erguei a voz para o céu
Ó filhos meus, meus irmãos!
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
José Paradela de Oliveira gravou este fado em Madrid, em Outubro de 1960, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e Dr. José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva, um profissional da viola (EP PHILIPS, 431 901 PE, com o título SAUDADES DE COIMBRA Nº 1). Disponível também no extended play (EP Dr. Paradela de Oliveira, Philips, 431 901 PE, editado em Angola pela Lusolanda) e em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).
Gravado em 2004 por Luis Ribeiro da Silva, acompanhado à guitarra por Carlos Couceiro e Teotónio Xavier e, à viola, por Durval Moreirinhas e António Toscano (CD Coimbra Menina e Moça, SPA 2004).
Fado das Andorinhas
(Porque os meus olhos se apartem)
Música: Paradela de Oliveira, dedicada “Ao Dr. Paulo de Sá” (1928)
Letra: Paradela de Oliveira e João Carlos Celestino Gomes (1928)
Edição musical: Sassetti & C.ª (c/capa de Stuart de Carvalhais)
Porque os meus olhos se apartam
Dos teus, não lhes queiras mal
Que as andorinhas que partem
Voltam ao mesmo beiral.
Eu hei-de voltar um dia…
Eu sou como as andorinhas,
Se as tuas saudades forem
Bater à porta das minhas…
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Paradela de Oliveira gravou inicialmente este fado em Outubro de 1928, acompanhado à guitarra por Francisco da Silveira Morais e, à viola, por António Lopes Dias (disco His Master’s Voice, E.Q. 174, de 78 rpm) e, mais tarde, em meados de Outubro de 1960, em Madrid, voltou a gravar o mesmo fado, agora acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maria Amaral e à viola por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 1, PHILIPS, 431 901 PE); no disco constam as autorias. Disponível também no extended play (EP Dr. Paradela de Oliveira, Philips, 431 901 PE, editado em Angola pela Lusolanda) e em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).
Fado editado pela casa Sassetti & Cª. Rua do Carmo 56, Lisboa, com capa de Stuart de Carvalhais. Na dita edição consta a seguinte dedicatória de Paradela de Oliveira: “Ao Dr. Paulo de Sá”.
Este fado tem sido cantado e gravado por variados cantores, uns de Coimbra outros não, mas nem sempre respeitam integralmente a melodia cantada por Paradela de Oliveira.
Gravações disponíveis em compact disc de outros cantores:
CD Fernando Machado Soares, Philips, 838 108-2, compilação de gravações de 1986 e 1988;
CD Alma Mater – Grupo de Fados de Coimbra, SecFado/AAC, CD-SF-005, editado em 1995 (canta Carlos Pedro);
CD Fados e Guitarradas de Coimbra, Movieplay, MOV. 30.332/B, editado em 1996 (canta Sutil Roque);
Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 3/Coimbra, editado em 1999 (canta Sutil Roque);
CD Frederico Vinagre – Eternos Fados de Coimbra, Metro-Som, CD 101, editado em 2000.
Toada do Penedo da Saudade
(Coimbra, já sem idade)
Música: João Carlos Bagão
Letra: Leonel Neves (1954)
Edição musical: Desconheço a sua existência
Coimbra, já sem idade,
Vive e sofre
O amor dos estudantes
E o Penedo da Saudade
É o cofre
Das cartas dos seus amantes.
Refrão:
No Penedo da Saudade
Os que foram
Não se calam.
No Penedo da Saudade
Pedras choram,
Pedras falam.
E enquanto o amor hoje invade,
Como outrora,
Os moços das capas pretas,
Em pedrinhas de saudade
Guarda e chora
Os versos dos seus poetas.
Refrão:
No Penedo da Saudade, etc.
Informação complementar:
Composição musical com refrão. Nas coplas, o 1º terceto canta-se e repete-se; no refrão é o 2º terceto que se canta e se repete.
A Toada do Penedo da Saudade veio a ser uma criação do Dr. José Paradela de Oliveira que a gravou em 1960, em Madrid, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 2, Philips, 431 902 PE); no disco vêm os nomes de João Bagão e Leonel Neves como autores da música e da letra, respectivamente. Também em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003, incorrectamente sob o título Fado do Penedo da Saudade).
Esta letra é, por ordem cronológica, a terceira de uma série de quatro (Cegueira Minha, Balada da Torre d’Anto, Toada do Penedo da Saudade e Balada da Velha Sé) do Dr. Leonel Neves, feitas entre os anos de 1953 e 1954, destinadas especificamente a músicas de João Carlos Bagão. A letra supra foi-me confirmada e revista pelo próprio Leonel Neves, na sua casa em Odeáxere, no Algarve, no verão de 1995.
A Toada do Penedo da Saudade também foi gravada por Augusto Camacho, em 1988, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Aurélio Reis (LP Cantar Coimbra, MBP 7010061, também em cassete).
Fernando Ventura também procedeu à sua gravação sob o nome “O Penedo da Saudade”, figurando a autoria entre parêntesis com o nome João Leonel Neves, presumindo-se ter sido omitido por lapso o apelido Bagão e o respectivo traço a separar os dois nomes (Metro-Som, LP 142-R, disco anterior a 1980).
Gravado também por Justino Nascimento, em cassete sob o título Balada do Penedo, edição de 1993.
Nunca e Sempre
(Da alegria dalgum dia)
Música: José Paradela de Oliveira
Letra: António de Sousa
Edição musical: Desconheço a sua existência
Da alegria d’algum dia
Fica a saudade encantada,
Como entre a cinza gelada
Uma brasa que alumia.
Até sempre e não adeus,
Eis a minha despedida;
Não há terra, mar e céus
Que possam mais do que a vida.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, cante-se o 2º e repete-se.
Gravado por José Paradela de Oliveira, em 1960, em Madrid, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 2, PHILIPS, 431 902 PE); no disco vem a indicação de a música ser de Paradela de Oliveira e os versos de António de Sousa. Também em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).
Adeus a Coimbra
(Quando em noites de luar)
Música: Edmundo Bettencourt
Letra: Edmundo Bettencourt
Edição musical: Desconheço a sua existência
Quando em noites de luar
Minha capa aos ombros ponho,
Sinto que vou a enterrar
Amortalhado num sonho.
Coimbra que para sempre
Ficarás nos olhos meus,
Só quem te deixa é que sente
A tristeza dum adeus.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado em Outubro de 1960 com a letra supra, em Madrid, por José Paradela de Oliveira, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maia Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 2, PHILIPS, 431 902 PE); no disco vem a indicação de Edmundo Bettencourt como autor da música e letra. Também em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).
A música deste fado é diferente da do fado, com o mesmo título (Adeus a Coimbra) que é também estrófico, cantado e gravado por Artur Almeida d’Eça e que tem por incipit «Coimbra da Rainha Santa» (disco Polydor, P 42139, de 78 rpm).
Este fado foi gravado pela primeira vez em 1958 por Augusto Camacho, acompanhado à guitarra por Carlos Paredes e, à viola, por António Leão Ferreira Alves (EP Fado de Coimbra, Columbia, SLEM 2008); no disco figura o nome de Edmundo Bettencourt como autor mas é omisso quanto aos nomes dos instrumentistas. Reeditado em long play em 1984 (LP Coimbra são Canções, EMI 2602531). Disponível também em compact disc:
Um Século de Fado/Ediclube, CD Nº 2/Coimbra, editado em 1999.
A letra da gravação de Augusto Camacho difere ligeiramente da acima apresentada: na 1ª quadra omite no 3º verso a artigo definido “a” e substitui o 4º verso por: “Minha alma num lindo sonho”; na 2ª quadra, no 2º verso altera o tempo do verbo ficar para o pretérito perfeito: “Ficaste”, e substitui o 4º verso por: “Toda a mágoa dum adeus”.
Augusto Camacho voltou a gravar este fado em 1992, agora acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Aurélio Reis e Luis Filipe Roxo Ferreira. A letra que canta não é bem a mesma da gravação de 1958 e assemelha-se mais com a acima apresentada. Assim, na 1ª quadra não alterou o 4º verso e apenas no 3º verso suprime o artigo definido “a”; na 2ª quadra não altera o tempo do verbo ficar para o pretérito perfeito mas, no último verso canta-o em duas versões: “A mágoa dum adeus”, ao cantar a primeira vez e, ao repetir o dístico, canta “Toda a mágoa dum adeus” (CD Coimbra na Voz do doutor Camacho Vieira, Discossete, CD 864000).
Gravaram também este mesmo fado:
Carlos Costa (LP Fados de Coimbra, Ofir AMS 324); no disco vem erradamente sob o título Noites de Luar e, como seu autor o nome de Manuela Câncio Reis por confusão com o fado Noite de Luar (Faz um ninho noutra banda), cuja música e letra são daquela Senhora. A letra que Carlos Costa canta é precisamente a da gravação de 1958, de Augusto Camacho.
Américo Lima (EP Decca, SPEP 1392, editado em 1972); no disco figura o nome de Edmundo Bettencourt como autor. Américo Lima também canta a mesma letra, a da gravação de 1958, de Augusto Camacho.
Fado da Desesperança
(Só Deus sabe o que é preciso)
Música: José Paradela de Oliveira
Letra: António de Sousa
Edição musical: Desconheço a sua existência
Só Deus sabe o que é preciso
Ser de mim próprio inimigo,
Para esconder num sorriso
Este amor que te não digo.
Oh boca dos meus desejos,
Oh meus olhos a chorar,
Um choro feito dos beijos
Que eu nunca te posso dar.
Informação complementar:
Composição musical estrófica. Canta-se o 1º dístico, repete-se, canta-se o 2º e repete-se.
Gravado pelo próprio autor, José Paradela de Oliveira, em Outubro de 1960, em Madrid, acompanhado à guitarra por João Carlos Bagão e José Maria Amaral e, à viola, por Arménio Silva (EP Saudades de Coimbra Nº 2, PHILIPS, 431 902 PE); no disco vem a indicação de ser música de Paradela de Oliveira e letra de António de Sousa. Disponível em long play (LP Saudade de Coimbra, Fontana, 6482 003).
Gravado por Augusto Camacho sob o título Desesperança, tout court, acompanhado à guitarra por António Brojo e António Portugal e, à viola, por Luis Filipe e Aurélio Reis (CD Dr. Camacho Vieira, Colectânea de 1880 a 1994, Discossete, 1014-2, editado em 1995.
Lisboa, 13 de Outubro de 2005
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/sao-joao-da-pesqueira-paradela-de-oliveira-fado.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 12:58:322024-12-14 19:34:06São João da Pesqueira e os seus músicos
Eugénio Amorim nasceu em 1963 em São João da Madeira, onde iniciou os estudos musicais, prosseguindo-os na Academia de Música de Santa Maria da Feira.
No Conservatório de Música do Porto veio a concluir os cursos superiores de Piano e Composição nas classes de, respetivamente, Fernanda Wandschneider e Cândido Lima. De 1988 a 1993, frequentou a Escola Superior de Música de Würzburg, tendo aí obtido o bacharelato em Direcção de Orquestra e a licenciatura em Música Sacra (Órgão com Gerhard Weinberger, Direcção de Coro com Jörg Straube e Técnicas de Composição com Zsolt Gárdonyi).
Frequentou diversos cursos nas áreas da Composição Musical e Análise, da Harmonia de Jazz, da Pedagogia Musical, do Piano, do Canto e da Direcção de Coro. Atuou em concerto como organista, cantor e maestro, tanto em Portugal como no estrangeiro (Alemanha, Inglaterra, Áustria, França).
Eugénio Amorim, compositor e professor, de São João da Madeira
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/sao-joao-da-madeira-eugenio-amorim-compositor.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 12:57:462021-06-21 20:04:40São João da Madeira e os seus músicos
António Ferreira dos Santos, padre, compositor, de Santo Tirso
Augusto Pires de Lima
Augusto Pires de Lima, etnógrafo, de Santo Tirso
António Augusto Pires de Lima
Etnógrafo, professor e filólogo, Augusto César Pires de Lima nasceu em Santo Tirso, São Tiago de Areias, a 29 de agosto de 1883 e morreu nas Caldas da Saúde, a 21 de dezembro de 1959). Licenciado em Direito, dedicou-se ao ensino e à investigação histórica e etnográfica, campo em que se destacou.
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração). Dinamiza oficinas de música e atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária podem contratar serviços Reciclanda.
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962 942 759
David Cruz
Natural de Santo Tirso, David Cruz iniciou os estudos musicais na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave. Termina em 1998 o curso de instrumentista de cordas com a classificação máxima. Em 2002 terminou o curso de Instrumentista de Orquestra da Academia Nacional Superior de Orquestra, onde integra a classe de Paulo Gaio Lima. De 2001 a 2003 integrou a Orquestra de Jovens da União Europeia, com a qual atuou em algumas das principais salas europeias e sob a direção de alguns dos mais importantes maestros.
Em 2005 terminou o Mestrado em Música pela Universidade de Indiana (EUA) onde integra as classes de Tsuyoshi Tsutsumi e Janos Starker. Na mesma Universidade, durante o ano de 2005, foi assistente da violoncelista Susan Moses. Em 2005 ganhou o prémio Orrego Salas no Concurso Internacional de Música de compositores Latino Americanos, organizado pela Universidade de Indiana. Em junho de 2014, concluiu o Doutoramento em Música na Boston University.
Realiza concertos a solo e em música de câmara como violoncelista Barroco e gambista com agrupamentos como Boston University Barroque ensemble e masterclasses em Portugal, Espanha e EUA. É professor de Instrumento, Música de Câmara e Didática Instrumental na Universidade de Aveiro e membro do Suggia String Quartet.
Nuno de Vasconcelos
Natural de Santo Tirso, Nuno de Vasconcelos iniciou os estudos musicais com 10 anos na Pauta Musical. Prosseguiu estudos no Centro de Cultura Musical e na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE), onde concluiu o Curso de Instrumentista de Cordas em 2007.
Prosseguiu os seus estudos superiores com Augusto Trindade, Alexandra Trindade e Daniel Rowland na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, concluindo Licenciatura, Mestrado de Especialização e Mestrado de Ensino da Música.
Como músico apresentou-se várias vezes em Portugal e no estrangeiro com vários agrupamentos nacionais e internacionais. Como professor, exerceu no Conservatório Regional de Música de Vila Real onde organizou duas edições do Prémio Nacional ESP, e na Academia de Paços de Brandão (Método Suzuki). É professor de Violino na Academia de Música de Alcobaça e na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco.
Vera Dias
Natural de Santo Tirso, Vera Dias iniciou os estudos musicais aos 10 anos, no Centro de Cultura Musical, em Violino, na classe de Isabel Sousa. Em 2005 ingressou na Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de Anna Kratochivílová, na qual concluiu o Curso Instrumentista de Cordas e Tecla. Enquanto frequentava a Escola Profissional Artística do Vale do Ave participou como cantora no elenco principal da Ópera “Limpa Chaminés”, de Benjamin Britten (2005) e como violinista na Ópera “A Lenda das Três Árvores” de Allen Pote (2006). Integrou a Orquestra Aproarte Juvenil, Orquestra Sinfónica Aproarte, Orquestra Sinfónica Artave.
Em 2011 ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto.
Trabalhou com a Orquestra Sinfónica da ESMAE e Orquestra de Câmara NovNorte. Trabalhou sob a direção de maestros de renome nacional e internacional como Jaroslav Mikus, Pedro Neves, Paulo Silva, Luís Machado, António Saiote, Emílio de César, Ernst Schelle, Cesário Costa, Collin Metters, Christophe Millet, Wolfgang Kurz, Christoph König, Michelangelo Galeati, Raf De Keninck, Bart Bouckaert. Frequentou cursos de aperfeiçoamento de técnica instrumental com os professores Radu Ungureanu, Alexei Mijlin, Jela Spitkova, Ani Schnarch, Roberto Muttoni. É membro da Camerata NovNorte. Concluiu a Licenciatura em Música, variante Violino, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, na classe de Radu Ungureanu.
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/santo-tirso-antonio-ferreira-dos-santos-compositor.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 12:53:442024-10-27 22:54:02Santo Tirso e os seus músicos
Formado por músicos de Sines e Santiago do Cacém, Acordeão Fadista é um projeto musical instrumental em que a guitarra portuguesa e o acordeão conjugam a dialética do imaginário português urbano e do imaginário português rural. Acompanhados pela viola e pela viola baixo, ao longo de fados e variações, estes dois instrumentos dialogam, improvisam e alternam entre si a função de solista, dando uma nova roupagem ao fado, através dos seus recursos tímbricos e estilísticos.
Carlos Soares da Silva
Carlos Soares da Silva nasceu em Lisboa e ainda menino mudou-se para Santiago do Cacém, Alentejo. Aos 17 anos iniciou a sua carreira acompanhando Jorge Chainho, pai do mestre António Chainho com quem ainda toca. Em Lisboa acompanhou muitos dos principais fadistas e guitarristas portugueses. Gravou com José Fontes Rocha, Manuel Mendes, António Parreira, Paulo Parreira, Ricardo Parreira. Participou em espectáculos com Fontes Rocha, Ricardo Rocha, Francisco Carvalhinho, Mário Pacheco, entre muitos outros. Nos anos 90 foi músico privativo de Nuno da Câmara Pereira. Acompanhou nomes como António Zambujo, Teresa Tarouca, José Manuel Barreto, Katia Guerreiro, Maria da Fé, entre muitos outros. Participou em mais de duas dezenas de gravações discográficas e em inúmeros programas de televisão em Portugal e no estrangeiro. Atuou em algumas dezenas de países do Canadá ao Sri Lanka, passando pela Índia e China. Depois de concluir o Conservatório diplomou-se em guitarra clássica pelo Royal College of Music e formou-se em guitarra de jazz na Escola de Jazz do Barreiro. É diretor artístico do grupo Tanto Mar.
Carlos Soares da Silva, guitarra, de Santiago do Cacém, créditos Duarte Gonçalves
Gonçalo Cercas
Natural de Ermidas-Sado, Santiago do Cacém, Gonçalo Cercas descobriu a partir dos 7 anos o gosto pela guitarra clássica. Ainda jovem, integrou várias bandas de garagem de rock e covers com destaque para o Berg. Desenvolveu parte da sua formação na vertente de produção áudio na Escola de Tecnologias Inovação e Criação, em Lisboa. Mais tarde, através de amigos integrou o projeto Tem Avondo como baixista. Desde então o fado e o cante alentejano tornam-se o seu foco artístico levando-o a viajar pela Europa. Na sua carreira tem colaborado e acompanhado vários artistas nacionais, nomeadamente Diamantina, Ana Rodrigues, Pedro Moutinho, Teresa Tapadas, António Pinto Basto, João Chora, António Chainho, entre outros.
Gonçalo Cercas, guitarrista, de Santiago do Cacém
Tanto Mar
Criado em 2019, Tanto Mar surge da vontade de sete músicos com largos anos de experiência em reinventar a música tradicional portuguesa, originários do litoral alentejano. O grupo propõe-se a viajar à descoberta de novas sonoridades onde assistimos ao cruzamento entre o popular, o fado, as sonoridades contemporâneas e a worldmusic. Com um repertório variado podemos ouvir de Zeca Afonso a Mário Pacheco, com passagem pelo corridinho farense, Armando Torrão e Chico Buarque, entre outros.
Composto por guitarra portuguesa, acordeão, cordofones tradicionais portugueses, guitarra clássica, baixo, percussão e vozes, desenham paisagens musicais, de hoje e de sempre, numa viagem apaixonante às nossas raízes. Tanto Mar representa a descoberta, a inconformidade, a verdade e a necessidade de inovar sobre um património que é de todos. Com direção artística de Carlos Soares da Silva, a pesquisa identitárias do grupo leva-os a um Portugal profundo, esquecido, mas que faz parte da génese do povo lusitano.
Em constante evolução e investigação sobre a relação entre o antigo e o contemporâneo, todos os temas têm arranjos originais e são criados para suscitar no público uma viagem sensorial e arrebatadora. Bruno Mira, Carla Nunes, Carlos Soares da Silva, Catarina Claro, Gonçalo Cercas, Joana Luz e Pedro Sequeira são os músicos que integram o projeto.
António Chainho
António Chainho, guitarrista, de Santiago do Cacém
Áurea
Áurea, cantora, de Santiago do Cacém, foto Anabela Santos
Carla Nunes
Carla Nunes é uma acordeonista, investigadora, autora, formadora e docente que se apresenta também com os projetos Tanto Mar e O Acordeão Fadista. É fundadora e professora da MusiCar.
Colaborou, como autora e coautora em 15 artigos com a Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX, obra de grande fôlego em 4 grossos volumes que foi publicada em 2010.
Carla Nunes, acordeonista, de Sines
Nascida em Lisboa, a 22 de março de 1970, mudou-se para o concelho de Sines, ainda bebé e reside em Santo André, Santiago do Cacém.
Os seus estudos musicais tiveram início em 1984, na Escola de Música da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, com o professor Manuel Campos, seguindo-se a aprendizagem do acordeão com a conceituada professora e acordeonista Ilda Maria, de Grândola.
Em 1990 estudou no Instituto Musical Vitorino Matono, Lisboa e, em 1993, no Conservatório Musical Regional de Setúbal. Em 1996, fez estudos musicais na Universidade de Barcelona como bolseira do Programa Erasmus.
De 1994 a 1997 fez Bacharelato em Ensino e Habilitação Profissional para Animador Musical e para a docência de Educação Musical no 1.º Ciclo do Ensino Básico, com média de 16 valores, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
Entre 1994 e 1998 fez a Licenciatura em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
Entre 1990-2000 concluiu o período do Docência do Doutoramento em “Aspectos Escénicos y Coreográficos en Historia de la Música”, na Universidade de Salamanca.
Entre 2002 e 2006 fez o Mestrado em Ciências Musicais – Etnomusicologia, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Dissertação intitulada “O baile Popular na Cabeça Gorda – a construção social de uma aldeia alentejana”, orientada pela Prof. Dra. Salwa Castelo-Branco, com a classificação final de Muito Bom.
No ano letivo 2009/2010, na mesma Universidade, concluiu a parte curricular do Doutoramento em Ciências Musicais-Etnomusicologia, com média de 18 valores.
De 2002 a 2005 e de 2006 até ao ano lectivo 2007/2008 foi docente de “Introdução à Etnomusicologia I”, “Introdução à Etnomusicologia II” e “História da Música Portuguesa.” na ESE de Setúbal. Na mesma ESE, em 2008/2009 foi docente de “Metodologias de Apreciação e Interpretação Musical” e “Música, técnicas e tecnologias” no Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico e orientou trabalhos de investigação.
Professora do Grupo 250, lecionando Educação Musical ao 2.º Ciclo do Ensino Básico, desde 1989, pertence atualmente ao Quadro do Agrupamento de Escolas de Santo André – Santiago do Cacém.
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração) e dinamiza atividades em colónias de férias com crianças. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/santiago-do-cacem-antonio-chainho-guitarra.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 12:53:142025-03-21 23:41:40Santiago do Cacém e os seus músicos
José Santos Rosa, compositor e pedagogo musical, maestro e clarinetista, faleceu a 30 de dezembro de 2020 na sua terra natal, Pernes (Santarém), aos 89 anos de idade. Durante a sua carreira foi destacado instrumentista da orquestra da antiga Emissora Nacional, solista da Banda da GNR até formar a Grande Orquestra de José Santos Rosa que, durante largos anos, atuou no Casino da Figueira da Foz.
O Casino da Figueira, com uma fotografia na galeria do salão caffé, e a Assembleia Figueirense, como uma placa evocativa, homenagearam-no em vida.
José Santos Rosa compôs inúmeras obras e acompanhou nomes de primeiro plano da canção nacional, como Simone de Oliveira, Madalena Iglésias, entre outros, em programas televisivos e em vários palcos. A Câmara de Santarém emitiu uma nota de pesar onde lamenta profundamente a morte do músico e compositor, fundador da Orquestra Santos Rosa, um dos seus grandes legados. José Santos Rosa foi distinguido pela Câmara de Santarém como Scalabitano Ilustre, dedicou toda a sua vida à arte musical. “Promoveu o ensino da música com novos métodos de aprendizagem, criou escolas, bandas, orquestras infantis e juvenis no Centro de Iniciação Musical Pernense e foi diretor musical do Casino da Figueira da Foz”, lembrou o município. Em 2012, recebeu a medalha de mérito de Pernes.
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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Filipe Rosa de Carvalho (1892 – 1980) foi organista e compositor, professor de órgão, organista da Emissora Nacional e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Obteve o diploma da Academia Filarmónica de Bolonha em 1914, laureando-se em órgão com a mais alta classificação.
Em Portugal ocupou o cargo de professor de órgão no Conservatório Nacional entre 1935 e 1950, onde desenvolveu uma intensa atividade pedagógica que contribui para a formação de uma nova geração de organistas portugueses. Desenvolveu projetos para dotar as igrejas portuguesas de instrumentos modernos.
Em 1938 inaugurou o órgão da firma Tamburini da Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Lisboa, onde desempenhou as funções de organista. Filipe Rosa de Carvalho inaugurou com um concerto a 11 de Outubro de 1952 o órgão Ruffatti da Basílica do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Fátima. Manteve uma intensa atividade como compositor e organista de concerto. (Rafael Reis)
https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/santarem-jose-santos-rosa-maestro.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 12:52:392024-11-18 18:39:27Santarém e os seus músicos
Músicos naturais do Concelho de Santa Marta de Penaguião
Rebelo Bonito (folclorista, 1896-1969)
cancioneiro de Resende
De Rebelo Bonito, cancioneiro de Resende
Reciclanda, música e poesia para um mundo melhor
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https://www.musorbis.com/wp-content/uploads/2020/12/santa-marta-de-penaguiai-rebelo-bonito-cancioneiro-de-resende.jpg400400António Ferreirahttp://musorbis.com/wp-content/uploads/2020/11/logo-musorbis-com-nome-300x300.pngAntónio Ferreira2020-12-30 12:51:482024-12-14 23:12:09Santa Marta de Penaguião e os seus músicos
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